32º Domingo Comum

11 de Novembro de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Sl 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus, que é Amor chamou-nos á vida para sermos felizes no tempo e por toda a eternidade. Como é importante levar muito a sério este plano do Seu amor. Ele corresponde aos maiores anseios de nossa vida. Quão importante é que sempre existam anunciadores convictos desta tão maravilhosa realidade, para ninguém se sentir perdido nos caminhos da vida!

Estamos a iniciar uma semana de oração muito especial pelos Seminários. Vamos  pedir ao Senhor da Messe que nos dê muitos e santos candidatos ao Sacerdócio. Que todos eles, de forma convicta e vontade séria, anunciem o único e verdadeiro Salvador da humanidade.

 

 

Ato penitencial

 

Porque nem sempre talvez tenhamos vivido coerentes com nossa fé, correspondendo com generosidade aos apelos amorosos do Senhor, vamos humildemente pedir perdão dessas mesmas faltas.

 

Para os adiamentos da nossa conversão pessoal, por causa dos apegos ao mal que teimamos alimentar, Senhor, misericórdia!

 

Senhor, misericórdia!

 

Para o comportamento mesquinho para com Deus, quando procuramos oferecer-lhe o menos possível,

 

Cristo, misericórdia!

 

Para a tibieza com que vivemos a vocação cristã, fruto da falta de amor e gratidão ao nosso Deus,

 

Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e  nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Uma pobre viúva de Sarepta, mostra-se disponível para acolher os apelos de Deus. O Senhor recompensa-a. O seu exemplo garante-nos que a generosidade para com o Senhor.

 

1 Reis 17,10-16

Naqueles dias, 10o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». 11Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão». 12Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». 13Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. 14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: 'Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra'». 15A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. 16Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.

 

Mais uma vez a leitura foi escolhida em função da viúva do Evangelho de hoje, cuja generosidade é louvada pelo Senhor, a maravilhosa generosidade dos pobres a dar lições a todos.

10 «Sarepta». Cidade fenícia, a 15 Km a Sul de Sídon, onde havia fabricação de vidro e um porto marítimo. Para ali se tinha dirigido o profeta Elias, no início da sua vocação profética, por ordem divina, para escapar à perseguição real. «Elias» é um nome que significa «o meu Deus é Yahwéh». Profeta orador, não escritor, ficou como tendo sido o maior dos profetas, o grande lutador pela causa de Yahwéh. Foi quem evitou que no reino do Norte a religião da Aliança tivesse sido extinta com a feroz perseguição da pagã Jezabel, filha do rei de Tiro, a qual dominou o seu marido, o rei Acab. «Uma viúva», admirável pela sua fé e generosidade, embora estrangeira.

 

Salmo Responsorial     Sl 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1 ou Aleluia)

 

Monição: O Senhor coloca a Sua omnipotência ao serviço do Seu Amor por nós. Como é bom saborear tão consoladora realidade!

 

Refrão:        Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos do cego,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente;

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O autor da Carta aos hebreus propõe-nos o exemplo de Jesus Cristo, o Sumo-Sacerdote que entregou a Sua vida em favor de todos nós. Ele mostrou-nos, com o Seu sacrifício, qual a medida do dom perfeito que Deus quer e espera de cada um de seus filhos.

Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, da nossa vontade, que se abandone ao serviço do Seu projeto de salvação para os homens e para o mundo.

 

Hebreus 9, 24-28

24Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. 25E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; 26nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. 27E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, 28assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.

 

O autor sagrado, depois de se ter referido ao sacrifício da antiga aliança no Sinai (vv. 18-23), enaltece a superioridade do sacrifício de Cristo, com que sela a nova e definitiva aliança.

24 «O próprio Céu» é aqui considerado como o verdadeiro santuário onde Cristo Sacerdote está sempre a interceder por nós, «em nosso favor» (aplicando-nos os frutos do seu sacrifício). O santuário de Jerusalém (especialmente o Santo dos Santos) não passa duma «figura do verdadeiro», o Céu. É interessante notar como ao longo da epístola se fala do santuário de Jerusalém como de algo que ainda existe e cujo esplendoroso culto pode fascinar os judeus convertidos (talvez muitos até da classe sacerdotal: cf. Act 6, 7) a abandonarem a fé perante as dificuldades e perseguições. Se o templo já tivesse sido destruído, o hagiógrafo teria à disposição o melhor argumento a seu favor para demonstrar a superioridade do sacerdócio de Jesus. Daqui se pode concluir que o escrito é anterior ao ano 70.

25-26 «Diversas vezes: uma só vez». Mais uma vez se fala do contraste entre os sacrifícios do Dia da Expiação (Yom Kippur), repetidos todos os anos, e o de Cristo, oferecido de uma vez para sempre por ser capaz de destruir o pecado, e não «com sangue alheio», como no culto judaico, mas com o seu próprio sangue!

27 «Depois vem o julgamento». O contexto parece sugerir que se trata do juízo final; mas a existência do chamado juízo particular, após morte, pertence à doutrina católica da chamada «escatologia intermédia» (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 1021-1022).

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 5, 3

 

Monição: O Evangelho anima-nos a confiar inteiramente no Senhor. Ele nunca desampara os Seus amigos.

Agradeçamos a alegria que nos dá esta mensagem de salvação e aclamemos o Evangelho que enche de luz a nossa vida.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

 

 

Evangelho

 

Forma longa: São Marcos 12, 38-44             Forma breve: São Marcos 12, 41-44

Naquele tempo, 38Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, 39de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. 40Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa».

[41Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. 42Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. 43Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. 44Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver»].

 

O texto de hoje na sua forma longa põe em contraste a ostentação e a ganância dos escribas (vv. 38-40) com a generosidade duma anónima pobre viúva (v. 42).

41 «Arca do tesouro». No Templo reconstruído por Herodes, o Grande, os cofres das ofertas ficavam no átrio das mulheres para onde se entrava do adro dos gentios através da Porta Formosa. Havia na parede 13 frestas por onde eram depositadas as ofertas, segundo os diversos destinos, sendo uma delas para as esmolas de devoção voluntária. Como era um sacerdote a colocar as esmolas na devida fresta era fácil observar quanto dava cada pessoa.

42 «Duas pequenas moedas», o texto original diz que eram dois leptos, o nome grego da moeda mais pequena; S. Marcos, que escreve para cristãos de Roma, dá imediatamente o seu valor cambial em moeda romana: aquelas duas moedas perfaziam «um quadrante» (3 gramas de bronze). Como também S. Lucas, ele acentua a extraordinária generosidade da viúva ao dizer que dá duas moedas, pois bem podia ter dado só uma, mas deu as duas; «ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver»!

 

Sugestões para a homilia

 

1.     Ó minha alma louva o Senhor!

2.     Como concretizar este louvor ao Senhor.

3.     Eis o caminho que importa seguir.

 

1.     Ó minha alma louva o Senhor!

 

Deus, nosso Pai e Criador, chamou-nos à vida para O conhecer, amar e servir nesta vida e com Ele vivermos eternamente num constante hino de louvor.

 Só poderemos participar neste projeto de amor eterno, na medida em que o iniciarmos já aqui, neste mundo: “tal vida, tal morte”. Costumamos também afirmar e com razão, “que a árvore cairá para onde estiver inclinada”. É pois de suma importância que desde já, com convicção e muito amor, possamos servir e louvar o Senhor. Ó minha alma louva o Senhor!

 

 

2.     Como concretizar este louvor ao Senhor.

 

As leituras da Missa de hoje apresentam-nos exemplos de duas pobres viúvas que souberam e nos ensinaram a louvar o Senhor:

A 1ª Leitura diz-nos que uma viúva de Sarepta, pôs ao serviço do Profeta Elias tudo quanto possuía: um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia.

Na sequência de uma longa carestia, já há três anos que não chovia. E os habitantes de Caná, com os sacerdotes de Baal, atribuíam tal carência ao Profete Elias, a quem, por isso, queriam matar. Perante tal ameaça, Elias sentiu necessidade de fugir. A pobre viúva de Sarepta é a escolhida por Deus para lhe valer dando-lhe tudo quanto possuía.

Esta generosidade vai contribuir para que nem se esgote a farinha da panela, nem o azeite na almotolia, até que chegue a tão desejada chuva e faça de novo germinar os produtos da terra.

No Evangelho vemos outra viúva que dá pouco, mas esse pouco é tudo quanto possuía. Com certeza também foi compensada pela sua generosidade.

Louvar o Senhor não consiste em dar alguma coisa, mas sim em dar tudo, é estar totalmente ao Seu serviço.

Assim fez e nos ensinou Jesus. Deu-se TODO por nós, no alto da cruz, como nos afirma a 2ª Leitura da Missa de hoje. E, com essa doação total, apresentou-se diante do Pai do Céu em nosso favor.

 

3. Eis o caminho que importa seguir.

 

Eis pois o caminho que devemos seguir: ser generosos na nossa entrega ao Senhor:  concretamente os casais aceitando com generosidade todos os filhos que Deus lhes queira confiar, enriquecendo a família e a Sociedade e todos cumprindo todos os mandamentos do Senhor, que sempre são caminhos de verdadeira libertação e felicidade: “Procurai em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo”, nos garante Jesus, a Palavra da Verdade.

Se formos generosos na nossa entrega ao Senhor, Ele será generosíssimo connosco, nada, mas mesmo nada nos faltará.

Nesta doação ao Senhor, se concretizará o verdadeiro amor que devemos ter a Deus e aos irmãos pelo amor de Deus. Eis o programa de vida e de ação que se espera de todos os seminaristas, sacerdotes, almas particularmente consagradas a Deus e leigos conscientes da missão que o Senhor lhes confiou.

Só assim que estaremos a louvar o Senhor nesta vida, para O louvarmos também para sempre no reino dos Céus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Diante das necessidades do próximo, somos chamados a privar-nos de algo que nos é indispensável,

não apenas do supérfluo; somos chamados a dar o tempo necessário, não só aquele que nos sobeja.»

 

O trecho do Evangelho deste domingo é composto por duas partes: uma, na qual se descreve como não devem ser os seguidores de Cristo; a outra, na qual se propõe um ideal exemplar de cristão.

Comecemos da primeira: o que não devemos fazer. Na primeira parte, Jesus atribui aos escribas, mestres da lei, três defeitos que se manifestam no seu estilo de vida: soberba, avidez e hipocrisia. Eles — diz Jesus — gostam «de ser cumprimentados nas praças públicas, e de se sentar nas primeiras cadeiras nas sinagogas e de ocupar os primeiros lugares nos banquetes» (Mc 12, 38-39). Mas por detrás de aparências tão solenes escondem-se falsidades e injustiças. Enquanto se ostentam em público, usam a sua autoridade para «devorar os bens das viúvas» (cf. v. 40) que, juntamente com os órfãos e os estrangeiros, eram consideradas as pessoas mais indefesas e menos tuteladas. Além disso, os escribas «rezam prolongadamente para se mostrar» (v. 40). Ainda hoje existe o risco de assumir estas atitudes. Por exemplo, quando se separa a oração da justiça, porque não se pode prestar culto a Deus e prejudicar os pobres. Ou então quando dizemos que amamos a Deus mas, ao contrário, antepomos a Ele a nossa vanglória, a nossa vantagem.

É nesta linha que se insere a segunda parte do Evangelho de hoje. A cena é ambientada no templo de Jerusalém, precisamente no lugar onde as pessoas lançavam as moedas como oferta. Há tantos ricos que oferecem muitas moedas, e há uma mulher pobre, viúva, que só oferece dois tostões, duas pequenas moedas. Jesus observa atentamente aquela mulher e chama a atenção dos discípulos para o contraste evidente da cena. Os ricos deram com grande ostentação aquilo que para eles era supérfluo, enquanto a viúva, com discrição e humildade, ofereceu «tudo o que tinha para o seu sustento» (v. 44); por isso — diz Jesus — ela deu mais do que todos. Por causa da sua pobreza extrema, poderia ter oferecido uma única moeda para o templo e conservado a outra para si. Mas ela não quer dividir a meio com Deus: priva-se de tudo. Na sua pobreza ela entendeu que, se tiver Deus, tem tudo; sente-se amada totalmente por Ele e, por sua vez, ama-o também de modo total. Que bonito exemplo, aquela velhinha!

Hoje Jesus diz-nos, também a nós, que a medida de juízo não é a quantidade, mas a plenitude. Existe uma diferença entre quantidade e plenitude. Podes ter muito dinheiro, mas ser vazio: não há plenitude no teu coração. Durante esta semana, meditai sobre a diferença que existe entre quantidade e plenitude. Não é questão de porta-moedas, mas de coração. Há diferença entre porta-moedas e coração... Existem doenças cardíacas que levam o coração a descer até ao porta-moedas... E isto não é bom! Amar a Deus «com todo o coração» significa confiar nele, na sua Providência, e servi-lo nos irmãos mais pobres sem esperar nada em troca.

Permiti que vos conte uma anedota, que aconteceu na minha diocese precedente. Uma mãe estava à mesa com os seus três filhos; o pai estava no trabalho; e comiam bifes à milanesa... Naquele momento batem à porta e um dos filhos — pequenino, de 5 ou 6 anos, o maior de 7 anos — vai ver quem é, volta e diz: «Mãe, há um mendigo que pede para comer». E a mãe, uma boa cristã, pergunta-lhes: «Que fazemos?» — «Demos-lhe algo, mãe...» — «Muito bem». Pega no garfo e na faca e corta metade de cada um dos bifes. «Ah, não, mãe, não! Assim não! Tira-o do frigorífico» — «Não, façamos três sanduíches assim!». E os filhos aprenderam que a verdadeira caridade se oferece, não com aquilo que nos sobra, mas com o que nos é necessário. Estou convicto de que naquela tarde eles sentiram um pouco de fome... Mas é assim que se faz!

Diante das necessidades do próximo, somos chamados a privar-nos — como aquelas crianças, de metade do bife — de algo que nos é indispensável, não apenas do supérfluo; somos chamados a dar o tempo necessário, não só aquele que nos sobeja; somos chamados a oferecer um nosso talento imediatamente e de modo incondicional, e não depois de o ter utilizado para as nossas finalidades pessoais ou de grupo.

Peçamos ao Senhor que nos admita na escola desta pobre viúva que Jesus, diante da perplexidade dos discípulos, faz subir à cátedra e apresenta como mestra do Evangelho vivo. Mediante a intercessão de Maria, a pobre mulher que ofereceu a sua vida inteira a Deus por nós, peçamos o dom de um coração pobre, mas rico de uma generosidade jubilosa e gratuita.

 

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 8 de Novembro de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos, oremos a Deus nosso Pai,

que nos enviou o Seu Filho Jesus Cristo,

para nos ensinar, com a Sua Palavra e exemplo

o verdadeiro caminho da felicidade terrena e eterna

e digamos cheios de confiança.

 

Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

1.     Pelo Santo Padre, o Papa Francisco, Bispo de Roma, sucessor de S. Pedro,

para que receba com a Eucaristia, o Pão que vem de Deus,

a força para dirigir a Santa Igreja,

oremos ao Senhor,

 

R Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

2.     Pela santa Igreja que recebeu como missão o encargo de acolher os refugiados

e de se preocupar com os mais pobres,

como fez Jesus Cristo o Salvador,

oremos ao Senhor,

 

    R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

3.     Por todos os que dedicam parte do seu tempo

ao serviço das comunidades cristãs

servindo Jesus Cristo,

oremos ao Senhor.

 

    R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

4.  Para que todos os chamados por Deus

para se unirem para sempre pelo Sacramento do Matrimónio

colaborem com fé e generosidade na aceitação de todos os filhos

que o mesmo Deus lhes queira conceder,

oremos ao Senhor.

 

    R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

5.  Para que o Senhor chame muitos a trabalhar na “sua messe”

e todos esses aceitem com gratidão e entusiasmo tão sedutor convite

para o tão feliz anúncio dos caminhos salvadores da humanidade,

oremos ao Senhor.

 

    R. Nós vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

6.  Por aqueles que não podem participar na Eucaristia por falta de sacerdotes,

e por nós que temos a graça de a celebrar, como Jesus nos mandou,

e também por todos os que já partiram para a eternidade,

oremos ao Senhor,

 

    R. Nós vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

Senhor, que nos pedis generosidade nesta vida,

e nos prometeis uma recompensa eterna no Céu,

fazei-nos corresponder aos Vossos planos de amor,

para que Vos possamos contemplar e louvar eternamente.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Saudação da paz

 

Em cada celebração da Eucaristia devemos ter presente o mandato do Senhor de não nos aproximarmos a oferecer um sacrifício enquanto qualquer pessoa tiver alguma queixa fundada contra nós. Agora que vamos receber o Seu Corpo e Sangue, manifestemos ao Senhor o desejo de vivermos em paz e reconciliação com todos. Com essa intenção, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Na sagrada Comunhão recebemos Jesus Cristo que se dá por inteiro, que se parte e reparte para ser o Pão da vida eterna para todos, dando-nos a força, de que precisamos, para sempre O seguir. Acolhendo-O com fé e amor em nós, façamos da nossa vida um dom para Ele e para os outros.

 

Cântico da Comunhão: Não fostes vós que Me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

Sl 22, 1-2

Antífona da Comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

Ou:   

Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do teu Amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da Comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Mais uma vez iluminados pela Palavra de Deus, continuemos a rezar pelas vocações sacerdotais. Trata-se de “um problema vital para o futuro da fé cristã”, como nos afirmou S. João Paulo II. Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: O Senhor me apontará o caminho, F. da Silva, NRMS 69

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª Feira, 12-XI: A vida eterna e a ajuda aos outros.

Tit 1, 1-9 / Lc 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

Na nossa caminhada para a vida eterna, somos responsáveis pela felicidade dos outros, ajudando-os, por exemplo, a corrigir os seus defeitos: «Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o» (Ev.); e a perdoar sem medida, pois não há limite nem medida para este perdão, essencialmente divino.

S. Paulo assinala algumas virtudes para ajudar o próximo: «deve ser irrepreensível, não pode ser arrogante, nem colérico... deve ser hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo, piedoso, puro, aplicado à fiel exposição do ensino tradicional» (Leit.).

 

3ª Feira, 13-XI: A graça de Deus e a nossa luta.

Tit  2, 1-8. 11-14 / Lc 17, 7-10

Depois de ter feito todas as coisas que vos foram ordenadas, dizei: somos servos inúteis; só fizemos o que devíamos fazer.

Os que já estão na casa de Deus, os justos, são os servos inúteis (Ev.): os que fizeram apenas o que deviam fazer, procurando cumprir os seus deveres quotidianos para com Deus e o próximo, que procuraram oferecer a Deus tudo o que fizeram, que sofreram e ofereceram os seus sacrifícios.

Mas contaram igualmente com a graça de Deus: «Na verdade, manifestou-se a graça de Deus, que traz a salvação para todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos e a viver com ponderação, justiça e piedade, no mundo presente» (Leit.). Pois Deus quer que todos os homens se salvem e, por isso, se entregou por nós (Leit.).

 

4ª Feira, 14-XI: Agradecimento ao Senhor.

Tit 3, 17 / Lc 17, 11-19

Ao vê-los Jesus disse-lhes: Ide mostrar-vos ao sacerdote. E sucedeu que, no caminho, ficaram limpos da lepra.

As curas realizadas pelo Senhor «eram sinais da vinda do reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa» (CIC, 1505). A cada um de nós o Senhor cura-nos das doenças da alma, especialmente pelo sacramento da Penitência.

Agradeçamos também ao Senhor as inúmeras graças que nos concede, especialmente as recebidas na Missa, e o seu amor por nós, que nos salvou; o banho da regeneração e renovação do Espírito Santo (Leit.).

 

5ª Feira, 15-XI: O Reino de Deus: o que é e onde está.

Flm 7-20 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá 'está aqui ou está ali', pois o reino de Deus já está no meio de vós.

«O reino de Deus está diante nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O reino de Deus vem desde a Santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O Reino virá na glória, quando Cristo o entregar a seu Pai» (CIC, 2816).

O reino de Deus está muito ligado a Cristo: «É mesmo possível que o reino de Deus signifique o próprio Cristo, a quem todos desejamos que venha e cuja vinda queremos que aconteça depressa» (S. Cipriano de Cartago, in CIC 2816) .

 

6ª Feira, 16-XI: A vida eterna e a entrega aos outros.

2 Jo 1, 4-9 / Lc 17, 26-37

Quem procurar preservar a vida, há-de perdê-la e, quem a perder, há-de conservá-la..

Estas palavras do Senhor, relativas à sua segunda vinda, aplicam-se especialmente à sua entrega no Calvário. Jesus morre na Cruz, oferecendo-se ao Pai, entregando-se para nos dar a vida. É o que se mostra pela imagem do 'pio pelicano', derramando o sangue para dar a vida ao filhotes.

A nossa preparação para a vida eterna (Ev.) exige igualmente de nós uma vida de entrega a Deus e aos outros: «E agora vou fazer-te um pedido: tenhamos amor uns aos outros» (Leit.). Encontraremos diariamente muitas oportunidades de viver este amor ao nosso próximo na família, no trabalho, nas relações sociais, nas ajudas aos mais necessitados, etc.

 

Sábado, 17-XI: A paciência e a fé.

3 Jo 5-8 / Lc 18, 1-8

Uma vez que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que não venha moer-me indefinidamente.

Esta é uma das três parábolas sobre a oração que nos transmite S.Lucas (Ev.). Está centrada numa das qualidades da oração: É preciso orar sempre sem se cansar, com a paciência da fé (CIC, 2613). A paciência e a fé estão intimamente unidas: quem tem fé nunca desiste e quem tem paciência torna mais firme a sua fé (Sto Agostinho).

S. João pede a Gaio que continue a dar bom acolhimento aos estrangeiros, pois é uma boa maneira de colaborar na expansão da Boa Nova (Leit.). Vê esse modo de actuar com os olhos da fé e não apenas como uma acção puramente caritativa.

 

 

 

 

 

 

Celebração e homilia:          Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial