Santos Anjos da Nossa Guarda

2 de Outubro de 2018

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Anjo da Guarda, H. Faria, NRMS 11-12

Dan 3, 58

Antífona de entrada: Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-O e exaltai-O para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O nosso Pai do Céu quis manifestar-nos o Seu carinho de vários modos. Um deles foi confia cada um de nós ao cuidado de um Anjo da Guarda.

A Igreja celebra esta carícia do Senhor estabelecendo a festa dos Santos Anjos da Guarda neste dia.

Com o coração transbordante de alegria e acção de graças participemos nesta Celebração da Santíssima Eucaristia.

 

Acto penitencial

 

O Anjo da nossa Guarda é, possivelmente, muito esquecido por nós, a pesar das valiosas ajudas que nos dá.

Peçamos humildemente perdão ao Senhor dos nossos pecados, tendo especialmente presente esta ingratidão e prometamos, com a Sua ajuda, procurar a emenda e vida.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A).

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa admirável providência enviais os Anjos para nos guardarem, ouvi as nossas súplicas e fazei que sejamos sempre defendidos pela sua protecção e gozemos eternamente da sua companhia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor faz uma promessa de bênção a Moisés que o confortará na condução do Povo de Deus através do deserto, até à Terra da Promissão: «O meu Anjo irá à tua frente.»

Também a cada um de nós foi dado um anjo para caminhar à nossa frente, ensinando-nos o caminho do Céu.

 

Êxodo 23, 20-23

20Eis o que diz o Senhor: «Vou enviar um Anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ao lugar que preparei para ti. 21Respeita a sua presença e escuta a sua voz não lhe desobedeças. Ele não perdoaria as vossas transgressões, porque fala em meu nome. 22Mas, se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguirem. 23aO meu Anjo irá à tua frente».

 

Esta leitura é tirada do texto do Êxodo, da parte que se segue ao «Código da Aliança», e com que se introduzem disposições relativas à entrada na Palestina. Nestes versículos, Deus garante ao seu Povo uma protecção especial, que lhe permita entrar na posse da terra prometida. Daí a actualização que a Igreja faz deste texto, aplicando-o ao novo Povo de Deus, a Igreja, que é guiada e assistida pelos Anjos da Guarda, a caminho do Céu. Lembramos que, quando no Antigo Testamento se fala do «anjo do Senhor», habitualmente designa-se a presença do próprio Deus ou uma sua directa intervenção (cf. Gn 16, 7; 22, 11.14; Ex 3, 2; 14, 19; etc.); mas, em muitas outras passagens, quando se fala de «o meu anjo», ou simplesmente de «o anjo» (cf. Ex 33, 2; Nm 20, 16), sobretudo em contraste com Deus (cf. Salm 138, 1), sem dúvida que se refere a seres espirituais distintos de Deus, os anjos. Que estes existem é uma verdade que está clara no Novo Testamento e pertence à fé da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 334-336), que professamos: «Creio em Deus… Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis»; e as coisas invisíveis «não são as galáxias, mas esses puros espíritos, que são os anjos» (Sequeri).

 

Salmo Responsorial    Salmo 90 (91) 1-2.3-4.5-6.10-11

 

Monição: Quem está com Deus nosso Senhor não tem por que temer mal algum na sua caminhada para o Céu.

Com esta confiança inabalável que nos dá a fé cristã, façamos deste salmo a nossa oração cheia de confiança.

 

Refrão:     O Senhor mandará aos seus Anjos

                que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo

e moras à sombra do Omnipotente,

diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela:

meu Deus, em Vós confio».

 

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

Cobrir-te-á com as suas penas,

debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

 

A sua fidelidade é escudo e couraça:

não temerás o pavor da noite, nem a seta que voa de dia

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque Ele mandará aos seus anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Salmo 102 (103), 21

 

Monição: O Evangelho proclama para nós as riquezas do reino e nós queremos acolhê-lo com um coração de criança.

Aclamemos, pois, o Evangelho da Salvação, cantando festivamente o aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendizei o Senhor, todos os seus exércitos,

que estais ao seu serviço e executais a sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 18, 1-5. 10

1Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no reino dos Céus?». 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. 4Quem for humilde como esta criança esse será o maior no reino dos Céus. 5E quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim. 10Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos vêem continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus».

 

A leitura é tirada do início do chamado «discurso eclesiástico» de Jesus (Mt 18) sobre a vida na Igreja, concretamente como devem ser as relações dos cristãos entre si e como se deve exercer a autoridade; o discurso é introduzido com uma pergunta dos discípulos: «Quem é o maior no Reino dos Céus?».

10 «Os seus Anjos», isto é, os Anjos da Guarda das crianças. A contexto desta afirmação é o da importância que na Igreja se deve dar aos «pequeninos» (vv. 6.14), isto é, àqueles são mais necessitados de auxílio, quer pela sua pouca idade, quer pela pouca formação, ou recente conversão; é preciso ter um cuidado especial para não os escandalizar. O próprio Deus toma esses pequeninos ao seu cuidado, confiando-os a um Anjo protector; e esse mesmo Anjo se encarregará também de acusar diante do «Pai que está nos Céus», cujo «rosto vêem continuamente», todos aqueles que os levem a pecar. Mas não são apenas os pequeninos, são todos os seres humanos que têm o seu Anjo da Guarda (cf. Hebr 1, 14; Lc 16, 22; Catecismo da Igreja Católica, nº 336).

 

Sugestões para a homilia

 

• Os Anjos, nossos amigos

Uma dádiva do Senhor Natureza, Missão.

Conhecer os Anjos

Familiaridade com o nosso Anjo

• Conduzem-nos para o Céu

Somos crianças diante de Deus

Acolhamos as crianças e os seus Anjos

Os Anjos vêem a face de Deus

 

 

1. Os Anjos, nossos amigos

 

a) Uma dádiva do Senhor. «Eis o que diz o Senhor: “Vou enviar um Anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ao lugar que preparei para ti.”»

A palavra anjo quer dizer mensageiro, enviado. São enviados de Deus para determinadas missões.

«A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição.» (Catecismo da Igreja Católica, n.º 328).

O nome exprime, portanto, não a natureza, mas a missão dos anjos no mundo. «Anjo é nome de ofício, não de natureza. Desejas saber o nome da natureza? Espírito. Desejas saber o do ofício? Anjo. Pelo que é, é espírito: pelo que faz, é anjo (anjo = mensageiro).» (Catecismo da Igreja Católica, n.º 329).

Dada a superioridade de natureza dos demónios — que são de natureza angélica, embora privados da graça — os homens estariam numa situação de inferioridade contra o Inimigo.

O anjo tem conhecimento intuitivo, e nós, discursivo. O conhecimento intuitivo é muito mais rápido e profundo, ao passo que o discursivo é mais lento e com possibilidade de erro.

Além disso, o anjo tem acesso a dados de conhecimento que nos são vedados, porque não têm as limitações do espaço, como nós.

Os anjos da guarda têm como arma o amor, ao passo que o demónio só possui o ódio que o cega. Perde batalhas sucessivas e continua a teimar, por causa disso.

O nosso Deus colocou-nos em vantagem sobre o Inimigo, ao confiar-nos a um anjo da guarda diligente e vigilante que nos ama.

 

b) Conhecer os Anjos. «Respeita a sua presença e escuta a sua voz; não lhe desobedeças. Ele não perdoaria as vossas transgressões, porque fala em meu nome

A Sagrada Escritura está cheia de referências à s missões dos anjos.

No Antigo Testamento: «Ei-los, desde a criação (Cf. Job 38, 7, onde os anjos são chamados «filhos de Deus».) e ao longo de toda a história da salvação, anunciando de longe ou de perto esta mesma salvação, e postos ao serviço do plano divino da sua realização: eles fecham o paraíso terrestre (Cf. Gn 3, 24.); protegem Lot (Cf. Gn 19.), salvam Agar e seu filho (Cf. Gn 21, 17.), detêm a mão de Abraão (Cf. Gn 22, 11.) pelo seu ministério é comunicada a Lei (Cf. Act 7. 53.), são eles que conduzem o povo de Deus (Cf. Ex 23, 20-23.), anunciam nascimentos (Cf. Jz 13.) e vocações (Cf. Jz 6, 11-24; Is 6. 6.) assistem os profetas (Cf. 1 Rs 19, 5.) – para não citar senão alguns exemplos. Finalmente, é o anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus (Cf. Lc 1, 11. 26.).» (Catecismo da Igreja Católica, n.º 332).

No Novo Testamento: «Da Encarnação à Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é rodeada da adoração e serviço dos anjos. Quando Deus «introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: Adorem-n'O todos os anjos de Deus» (Heb 1, 6). O seu cântico de louvor, na altura do nascimento de Cristo, nunca deixou de se ouvir no louvor da Igreja: «Glória a Deus [...]» (Lc 2, 14). Eles protegem a infância de Jesus (Cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.), servem-n'O no deserto (Cf. Mc 1, 13; Mt 4, 11.) e confortam-n'O na agonia (Cf. Lc 22, 43.) no momento em que por eles poderia ter sido salvo das mãos dos inimigos (Cf. Mt 26, 53.) como outrora Israel (Cf. 2 Mac 10, 29-30; 11, 8.). São ainda os anjos que «evangelizam» (Cf. Lc 2, 10.), anunciando a Boa-Nova da Encarnação (Cf. Lc 2, 8-14.) e da Ressurreição (Cf. Mc 16, 5-7.) de Cristo. E estarão presentes aquando da segunda vinda de Cristo, que anunciam (Cf. Act 1, 10-11.), ao serviço do seu juízo (Cf. Mt 13, 41; 24, 31; Lc 12, 8-9.).» (Catecismo da Igreja Católica, n.º 333).

É uma crença a Igreja qe cada pessoa tem o seu anjo da guarda para a proteger dos ataques do Inimigo e a encaminhar ara o Céu. São muito discretos na sua actuação. Fazem-no com tal discrição, que muitas vezes não nos apercebemos da sua ajuda. Mas um dia ficaremos profundamente comovidos ao tomarmos conhecimento de quanto lhes devemos.

 

c) Familiaridade com o nosso Anjo. «Mas, se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguirem. O meu Anjo irá à tua frente

Já sabemos qual a missão dos santos anjos da guarda: conduzir-nos ao Céu e à salvação eterna. Mas, como nos relacionarmos concretamente com eles, no dia a dia?

O Anjo da Guarda foi-nos dado para ser nosso companheiro nos caminhos da vida, defendendo-nos, inspirando-nos e aconselhando-nos. Devemos aproveitar esta magnífica ajuda.

«Tem confiança com o teu Anjo da Guarda. — Trata-o como amigo íntimo — é-o efectivamente - e ele saberá prestar-te mil e um serviços nos assuntos correntes de cada dia.» (S. Josemaria Escrivá, Caminho, 562).

Antes de tudo, os nossos anjos são nossos amigos. Não existem segredos entre nós. Eles sabem tudo o que fazemos e – ao contrário dos demónios, que não vêem Deus face a face – sabem também o que pensamos, quando Deus lhes comunica.

Para estabelecer uma amizade profunda com ele, comecemos por conversar com ele, rezando-lhe todos os dias, como acontece normalmente entre duas pessoas amigas.

Peçamos-lhe conselho e ajuda nas hesitações, dúvidas e dificuldades e, sobretudo, nas tentações.

Dos santos, também aprendemos lições valiosas para agir com os nossos anjos da guarda.

O Papa São João XXIII, por exemplo, quando tinha que resolver algum problema difícil durante o seu trabalho na nunciatura de Paris, apostava na "diplomacia dos anjos": mandava o seu santo anjo conversar com os anjos de seus interlocutores, para que eles ajudassem a solucionar qualquer questão.

O Padre Pio de Pietrelcina insistia bastante com seus dirigidos espirituais, para que enviassem a ele os seus anjos da guarda, diante de qualquer necessidade. Era frequente o santo não dormir à noite, atendendo aos pedidos que seus filhos espirituais lhe apresentavam por meio de seus anjos.

Santa Teresinha do Menino Jesus, em sua poesia "A meu Anjo da Guarda", escrevia:

Ó tu que cruzas o espaço / Mais veloz do que os relâmpagos, / Peço-te, em meu lugar, / Voa até aqueles que amo! / Com as asas seca seu pranto, / Canta que Jesus é bom / E que a dor tem seus encantos / E sussurra-lhes meu nome..."

 

2. Conduzem-nos para o Céu

 

a) Somos crianças diante de Deus. «Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse-lhes: “Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus.”»

A celebração da festa dos Anjos da Guarda convida-nos a recordar que somos crianças diante de Deus e a tentar um caminho de infância espiritual.

• Somos filhos bens amados de Deus. Deus ama-nos tanto que nos confiou à guarda de um pajem nosso amigo.

• Esta filiação divina há-de levar-nos a uma grande confiança e abandono nas mãos do Senhor. Ele vela por nós e deu-nos um anjo para nos ajudar. Para que havemos de viver num sobressalto contínuo?

• Não queiramos ser grandes no caminho da santidade. É com as coisas pequenas de cada dia — na oração, no trabalho, na amizade — que nos havemos de santificar. Aí nos espera Deus para receber o nosso amor filial.

• Com a mesma simplicidade com que a criança vai junto da mãe, quando precisa de ser levada ou que lhe mudem a roupa, assim nos havemos de aproximar de Deus com toda a confiança, quando tivermos alguma falta.

 

b) Acolhamos as crianças e os seus Anjos. «Quem for humilde como esta criança esse será o maior no reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim

O primeiro gesto de acolhimento é deixá-la entrar no mundo, nascer. Os que são chamados à vocação matrimonial devem colaborar com a magnanimidade de Deus, abrindo generosamente os braços à vida. Não se devem deixar guiar pelos que fazem do comodismo egoísta o seu ideal.

Acolhamos com profundo respeito e carinho os nossos irmãos e irmãs mais novos que estão a tentar os primeiros passos na vida. Os seus anjos contemplam as nossas atitudes para com elas. Isto concretiza-se em trata-las bem e corrigi-las delicadamente quando é preciso, tratando-as com grande paciência, quando for necessário.

Deste modo estamos a colaborar com os seus anjos da guarda que desejam conduzi-las à santidade.

Dêmos-lhe bons exemplos, porque assim as ajudaremos a trilhar o caminho da vida. Também do nosso exemplo se pode afirmar que o exemplo arrasta.

E quando forem para nós um apela à paciência, aceitem-lo com alegria, lembrados de também nós já o fomos para outros.

 

c) Os Anjos vêem a face de Deus. «Eu vos digo que os seus Anjos vêem continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus

Por isso, podem ajudar-nos no caminho da fé, sugerindo-nos boas leituras, meios de formação, etc.

Eles fá-lo-ão, com certeza, esperando que não inutilizemos as suas diligências com um fechar de ouvidos às suas inspirações.

Nós não vemos, como os anjos da guarda das crianças e os nossos, a face de Deus, mas podemos contemplá-la pela fé.

Por que não havemos de pedir ao nosso anjo que nos ajude a crescer na fé e nos ensine como havemos de fazê-lo?

Que nos desvie das coisas, companhias, livros e ambientes onde a nossa fé pode correr perigo. Mas nós temos de colaborar com eles, sendo dóceis às suas inspirações.

A lembrança de que estamos sempre diante de Deus e que o nosso Anjo da Guarda nos contempla pode ser uma grande ajuda nos momentos de tentação.

Que a rainha dos Anjos nos ajude a aproveitar melhor, de hoje em diante, a dádiva que o Senhor nos fez, entregando-nos ao cuidado do nosso Anjo da Guarda.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Adoremos profundamente o nosso Deus

que nos confiou à guarda dos Seus Anjos

e peçamos-Lhe ajuda para sermos fiéis

nesta caminho em que da terra vamos ao Céu.

Oremos (cantando):

 

    Por intercessão dos Vossos Anjos, guiai-nos, Senhor!

 

1. Pelo Santo Padre, o Papa, o Bom Pastor da Santa Igreja,

    para que o seu Anjo, como a Pedro, o defenda de perigos,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão dos Vossos Anjos, guiai-nos, Senhor!

 

2. Por todos os que têm cargos de serviço na Santa Igreja,

    para que os anjos os acompanhem, no caminho da vida,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão dos Vossos Anjos, guiai-nos, Senhor!

 

3. Pelos pais e mães de família desta família paroquial,

    para que os anjos os levem a cuidar dos seus filhos,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão dos Vossos Anjos, guiai-nos, Senhor!

 

4. Pelos jovens que tentam os primeiros passos na vida,

    para que os seus anjos os guiem com S. Rafael a Tobias,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão dos Vossos Anjos, guiai-nos, Senhor!

 

5. Por cada um de nós presente nesta celebração da Missa,

    para que tenham de cada vez mais devoção ao seu Anjo,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão dos Vossos Anjos, guiai-nos, Senhor!

 

6. Pelos nossos irmãos que Deus chamou à vida eterna,

    para que sejam livres da purificação e entrem no Céu,

    oremos, irmãos.

 

Por intercessão dos Vossos Anjos, guiai-nos, Senhor!

 

Senhor, que chamais as criaturas

a participar na Vossa acção no mundo:

ajudai-nos a viver a devoção aos anjos,

para que nos conduzam à felicidade eterna.

Por Nosso Senhor Jesus cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Os nossos anjos nos acompanharam para tomarmos parte na Mesa da Palavra, onde recebemos luz para o nosso caminho.

Que eles nos acompanhem agira que nos preparamos para tomar parte ma Mesa da Santíssima Eucaristia.

 

Cântico do ofertório: A vida só tem sentido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, os dons que Vos apresentamos em honra dos santos Anjos e concedei-nos que, pela sua contínua protecção, sejamos livres dos perigos desta vida e cheguemos à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Saudação da Paz

 

Sobre as capinas de Belém, os Anjos anunciaram o nascimento do Príncipe da verdadeira Paz.

Peçamos, para nós e para os outros, este dom de deus, trocando entre nós o gesto litúrgico da Paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Peçamos ao nosso Anjo da Guarda, agora que nos vamos aproximar da Sagrada Eucaristia, que nos ajude a descobrir o que falta para podermos receber o Senhor como Ele quer ser recebido por nós.

Recorramos ainda à sua ajuda amiga, para agradecermos ao nosso deus este dom de valor infinito que é o Corpo e Sangue de Jesus, tão real e perfeitamente como está no Céu.

 

Cântico da Comunhão: Anunciai em toda a terra, F. da Silva, NRMS 106

Salmo 137, 1

Antífona da comunhão: Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, meu Deus.

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Pai, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, com a assistência dos santos Anjos, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Temos um Anjo da Guarda que nos acompanha noite e dia, nos inspira o bem e nos defende dos perigos.

Procuremos recordar a sua presença junto de Deus enquanto percorremos os caminhos desta vida.

 

Cântico final: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 3-X: Exigências do seguimento de Cristo.

Job 9, 1-12. 14-16 / Lc 9, 57-62

Jesus respondeu-lhe: As raposas têm as suas tocas, mas o Filho do Homem, não tem onde reclinar a cabeça.

«Jesus partilha a vida dos pobres, desde o presépio até à Cruz, sabe o que é sofrer a fome, a sede, a indigência (não tem onde reclinar a cabeça (Ev.)» (CIC, 544). Por isso, é exigente com todos os que desejam segui-lo, pedindo-lhes uma disponibilidade total, que não admite quaisquer desculpas (Ev.).

Poderemos encontrar uma razão para tais acções? «Poderia o homem ter razão contra Deus? Ele tem feito coisas grandiosas, incompreensíveis, maravilhas que não podem calcular-se» (Leit.).

 

5ª Feira, 4-X: Um olhar para a eternidade

Job 19, 21-22 / Lc 10 1-12

Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: A paz a esta casa.

«A paz é, sem dúvida, uma aspiração radical que se encontra no coração de cada um; a Igreja dá voz ao pedido de paz e reconciliação, que brota do espírito de cada pessoa de boa vontade, apresentando-o àquele que é a 'nossa paz' e pode pacificar de novo povos e pessoas, mesmo onde tiverem falido os esforços humanos» (SC, 49).

Job não tinha paz no seu coração e pedia compaixão aos seus amigos. E pensava na vida eterna, onde finalmente veria Deus: «Eu próprio hei-de vê-lo, meus olhos hão-de olhar» Leit. Um olhar para a eternidade há-de ajudar-nos também a cada um de nós.

 

6ª Feira, 5-X: Reconhecer as nossas faltas.

Job 38, 1. 12-21; 40, 3-5 / Lc 10, 13-16

Disse Jesus: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!

Lamenta-se Deus da falta de correspondência dos habitantes daquelas cidades (Ev.). Receberam graças abundantes e viram muitos milagres! Também nós recebemos muitas graças de Deus. Ele espera de nós uma nova conversão.

Não deixemos de manifestar a Deus a nossa pena por aquilo que fizemos mal. Job arrependeu-se de ter sido precipitado nas palavras que dirigiu a Deus, depois de ter sofrido tantas tragédias: «Fui precipitado nas minhas palavras. Vou pôr a mão na minha boca. Falei uma vez, mas não hei-de repetir, não voltarei a fazê-lo» Leit.).

 

Sábado, 6-X: Conhecer melhor a Deus.

Job 42, 1-3. 5-6. 12-17 / Lc 10, 17-24

Jesus exultou de alegria pela acção do Espírito Santo e disse: Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra.

 Nesta oração de Jesus aprendemos a conhecer melhor os sentimentos de Cristo: «O seu estremecimento -sim, ó Pai- revela o íntimo do seu coração, a sua adesão ao beneplácito do Pai, como um eco da vida de sua Mãe, aquando da sua concepção e como prelúdio do que Ele próprio dirá ao Pai na sua agonia» (CIC, 2603).

Job dizia: «Só vos conhecia por ouvir falar de vós» (Leit.). Mais tarde arrepender-se-á: «Por isso, retiro as minhas palavras e me arrependo» (Leit.). Na oração aprendemos a conhecer melhor Deus e poderemos arrepender-nos das nossas faltas.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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