Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2018

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Virgem Dolorosa, M. Faria, NRMS 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Depois de termos celebrado a festa da Exaltação da Santa Cruz, contemplando o madeiro no qual Jesus Cristo nos alcançou a Redenção, celebramos hoje a participação generosa de Nossa Senhora no Sacrifício do Seu Divino Filho.

O sofrimento do Calvário seria suficiente para lhe causar a morte, em união com Jesus Cristo. Por isso a invocamos como Rainha dos Mártires.

O número sete é, na linguagem bíblica, o número da plenitude. Ao falar das sete Dores de Nossa Senhora, queremos celebrar os muitos sofrimentos de Maria.  

 

Acto penitencial

 

Os nossos pecados e faltas de generosidade também pesaram no Coração Imaculado, aumentando as suas dores. Os nossos pecados também estiveram junto à Cruz, na tarde de Sexta feira Santa.

Peçamos ao Senhor humildemente perdão e imploremos a graça de nunca mais pecarmos.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O autor da Carta aos Hebreus ensina-nos que Jesus Cristo nos resgatou da nossa desobediência à vontade do Pai, pela Sua obediência até à morte na Cruz.

Maria, junto à cruz, une-se inteiramente a esta obediência do seu Divino Filho, contribuindo assim para o nosso resgate.

 

Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no horto que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10), com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial    Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: O salmista, no meio das dores que o afligem, refugia-se na confiança em Deus, com a esperança de que Deus nunca lhe faltará.

Façamos muitas vezes esta oração cheia de confiança, sobretudo no meio das nossas aflições.

 

Refrão:     Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

Sequência

 

A sequência é facultativa e pode cantar-se ou recitar-se por inteiro ou em forma breve: a partir da estrofe  *Maria, fonte de amor.

 

Estava a Mãe dolorosa,

Junto da cruz lacrimosa,

Enquanto Jesus sofria.

 

Uma longa e fria espada,

Nessa hora atribulada,

O seu coração feria.

 

Oh quão triste e tão aflita

Padecia a Mãe bendita,

Entre blasfémias e pragas,

 

Ao olhar o Filho amado,

De pés e braços pregado,

Sangrando das Cinco Chagas!

 

Quem é que não choraria,

Ao ver a Virgem Maria,

Rasgada em seu coração,

 

Sem poder em tal momento,

Conter as fúrias do vento

E os ódios da multidão!

 

Firme e heróica no seu posto,

Viu Jesus pendendo o rosto,

Soltar o alento final.

 

Ó Cristo, por vossa Mãe,

Que é nossa Mãe também,

Dai-nos a palma imortal.

 

* Maria, fonte de amor,

Fazei que na vossa dor

Convosco eu chore também.

 

Fazei que o meu coração

Seja todo gratidão

A Cristo de quem sois Mãe.

 

Do vosso olhar vem a luz

Que me leva a ver Jesus

Na sua imensa agonia.

 

Convosco, ó Virgem, partilho

Das penas do vosso Filho,

Em quem minha alma confia.

 

Mãos postas, à vossa beira,

Saiba eu, a vida inteira,

Guiar por Vós os meus passos.

 

E quando a noite vier,

Eu me sinta adormecer

No calor dos vossos braços.

 

Virgem das Virgens, Rainha,

Mãe de Deus, Senhora minha,

Chorar convosco é rezar.

 

Cada lágrima chorada

Lembra uma estrela tombada

Do fundo do vosso olhar.

 

No Calvário, entre martírios,

Fostes o Lírio dos lírios,

Todo orvalhado de pranto.

 

Sobre o ódio que O matava,

Fostes o amor que adorava

O Filho três vezes santo.

 

A cruz do Senhor me guarde,

De manhã até́ à tarde,

A minha alma contrita.

 

E quando a morte chegar,

Que eu possa ir repousar

À sua sombra bendita.

 

 

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: Aclamemos o Evangelho da nossa salvação e, com ele, a Virgem Santa Maria que, sendo co-redentora, colaborou generosamente no nosso resgate.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…»). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias (não se diz que era velho; é uma dedução; que ele fosse filho de Hillel e pai de Gamaliel I é pura suposição), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual»: de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

Maria, Mãe das Dores

Maria, nossa Mãe dolorosa

 

1. Maria, Mãe das Dores

 

Desde o primeiro instante da sua vida, Maria seguiu generosa e perfeitamente o exemplo d’Aquele que viria a ser seu Filho.

Em Nazaré indagou cuidadosamente qual era a vontade do Senhor a seu respeito e, sem discutir as condições da sua entrega, pronunciou um definitivo fiat: «Faça-se em mim segundo a tua palavra».

• Quando José se inteirou da maternidade de Maria, em casa de Isabel e achou, na sua humildade, que era um intruso naquele altíssimo mistério, resolvendo abandoná-la em segredo, Maria sofreu em silêncio, porque nada podia fazer para o esclarecer sobre o que se passava. A sua maternidade virginal foi a única exceção de toda a história da humanidade. Como poderia fazer-lhe compreender o que se estava a passar.

• Maria participou da angústia de José quando, em Belém, na noite do nascimento não foi encontrada uma casa condigna na qual pudesse vir ao mundo o Salvador.

• No Templo de Jerusalém, quando foi apresentar o Menino, ouviu de Simeão as palavras carregadas de dor e profecia: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma –assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». E de novo o seu coração materno foi trespassado pela espada do sofrimento.

• Serenada esta tormenta, partiu para Belém, onde deu virginalmente à luz o Salvador do mundo. E quando parecia que tudo estava normalizado, teve de fugir no silêncio da noite, com S. José e o Menino nos braços, enfrentando as dores e os riscos da emigração.

• Aos doze anos do seu Filho, quando Ele se perdeu no Templo e foi encontrado, o Coração Imaculado deixou-nos vislumbrar a sua dor: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?».

• Veio depois a separação física da companhia do filho, quando Ele partiu para a vida pública.

• Finalmente, de pé, junto à Cruz do Filho, viveu todo o drama de Sexta feira Santa e ofereceu a sua vida em união com Ele.

Como não aclamá-l’A, pois, como Rainha dos Mártires?

Também a Ela, salvas as distâncias, em união com Jesus Cristo, se podem aplicar as palavras da Carta aos Hebreus: «dirigiu preces e suplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade

 

2. Maria, nossa Mãe dolorosa

 

Quando se aproximava o fim da Sua vida mortal, já com a vista muita debilitada, pela perda de Sangue, Jesus quis fazer um testamento admirável, dando-nos a Sua Mãe.

Escolheu este momento solene e o trono da Cruz, para proclamar o dom inefável da maternidade universal de Maria, talvez para nos ajudar a compreender que esta maternidade é fruto do Sacrifício do Calvário.

Maria, nossa Mãe. Jesus começa por proclamar que Maria é nossa Mãe e entrega-no-l’A, na pessoa do Seu Discípulo Amado, S. João Evangelista: «Mulher, eis o teu filho».

A nossa filiação à Virgem Santíssima nasce da união que foi estabelecida com Jesus por cada um de nós no momento do Batismo.

Se prescindirmos do aspeto físico da concepção, é uma maternidade espiritual, mas verdadeira, real, com todas as implicações normais: amor sem limites na doação, dedicação generosa e presença constante.

Se no aspeto físico, a parecença com a mãe aparece como dom da natureza. No aspeto espiritual e moral é preciso um esforço constante para nos parecermos cada vez mais com Ela.  

Quando, pois, A invocamos como Mãe, não nos limitamos a dizer uma palavra bonita, mas exprimimos uma profunda e rica realidade. Maria é verdadeiramente nossa Mãe.

Ela é Mãe de jesus, Cabeça do Corpo de que todos os batizados somos membros e, portanto, é Mãe de todo Corpo Místico, formado por cada um de nós.

Esta certeza da fé enche-nos de alegria, porque sabemos que Ele está em Corpo e Alma gloriosos no Céu. Temos ali um olhar meigo que nos fita carinhosamente, uns ouvidos que escutam as nossas preces e um Coração que bate mais apressado, quando chamados por Ele. São assim as mães.

Bons filhos desta Mãe. Jesus, naquele momento supremo, não Se esquece de confiar Maria ao carinho filial de cada um de nós. Voltando-se, depois para João, exclamou: «Eis a tua Mãe».

Tratá-l’A como nossa Mãe significa falar-lhe, pedindo-lhe ajuda nas dificuldades e conselhos nas dúvidas, contar-lhe as nossas dores e angústias, confiarmo-nos inteiramente a Ela imitá-l’A nas suas virtudes.

A nossa condição de bons filhos há-de levar-nos a visitar as igrejas, capelas e ermidas, que lhe estão dedicadas, porque todos os Santuários Marianos são casas da Mãe.

Procuraremos, sobretudo, conversar com Ela frequentemente, rezando com toda a devoção o terço por Ela tão recomendado.

Agradeçamos a Maria o ter aceitado sermos seus filhos e tantos mimos que nos tem concedido ao longo da vida.

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs, filhos de Maria, Virgem das Dores:

Elevemos as nossas orações a Deus Pai todo-poderoso

e, por intercessão da gloriosa Mãe admirável,

invoquemos, confiados, a divina misericórdia.

Oremos (cantando), com fé́ e esperança:

 

    Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

1. Para que a Igreja, esposa de Cristo, acolha como a Virgem Maria,

    a palavra da Salvação e, pelo Batismo, dê à luz novos e bons filhos,

    oremos, irmãos.

 

    Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

2. Para que a Rainha da paz e Mãe da Igreja vele por nós, seus filhos,

    e inspire o sentido da justiça aos governantes, e trabalhem pelo bem,

    oremos, irmãos.

 

    Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

3. Para que os discípulos de Cristo cheguem à unidade da fé e de amor

    e imitem o coração da Mãe de Deus, sempre atenta aos seus filhos,

    oremos, irmãos.

 

    Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

4. Para que aqueles que choram e estão tristes sintam a ajuda de Maria,

    Mãe de misericórdia, consoladora dos aflitos, nas aflições e ansiedades,

    oremos, irmãos.

 

    Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

5. Para que as adolescentes e jovens cresçam puras como a Virgem Maria

    e cheguem à verdadeira santidade, cheias de alegria no Espírito Santo,

    oremos, irmãos.

 

    Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

6. Para que os fiéis desta comunidade que já partiram para a Casa do Pai,

    sintam a ajuda poderosa da Mãe de Jesus, e alcancem a glória do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

Senhor nosso Deus, que nos destes Nossa Senhora

Como nossa Mãe incansável em nos ajudar,

mostrai a vossa misericórdia nunca desmentida

aos filhos que Vos amam e suplicam

e que humildemente entregam as suas preces

nas mãos da Virgem Mãe de Nazaré́.

Por Nosso Senhor Jesus cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Com Maria, Mãe das Dores, aprendemos a ouvir a Palavra de Deus e a guardá-la em nosso coração.

Com Ela também acolheremos sacramentalmente Jesus na Sagrada Comunhão, para que Ele guarde o nosso Corpo e Alma para a Vida Eterna.

 

Cântico do ofertório: Salvé Virgem dolorosa, M. Faria, NRMS 13

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644-756], ou II, p. 487

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças, é nossa salvação glorificar-Vos. Nós Vos louvamos e bendizemos por Jesus Cristo vosso Filho, na memória de Nossa Senhora das Dores. Humilde serva acolheu a vossa Palavra e guardou-a no seu coração. Admiravelmente unida ao mistério da Redenção, perseverou com os Apóstolos em oração, esperando a vinda do Espírito Santo. Agora resplandece no caminho da nossa vida como sinal de consolação e de firme esperança

Por isso com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Saudação da Paz

 

As faltas de amor e guerras entre os seus filhos, fazem sofrer o Coração Doloroso da Mãe.

Sejamos verdadeiros construtores da paz entre as pessoas, com a ajuda do Imaculado Coração de Maria que se mostrou em Fátima coroado de espinhos.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Cristo entrega-Se inteiramente a cada um de nós na Sagrada Comunhão, para que nos transformemos n’Ele.

Peçamos a Nossa Senhora nos ensine o segredo de comungar cada vez melhor, transformando, pela comunhão diária ou semanal, a nossa vida cristã.

 

Cântico da Comunhão: Santa Maria da Luz, M. Simões, NRMS 14

l Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Meditemos nas Dores de Maria, e já não sentiremos vontade de nos queixarmos continuamente das pequenas cruzes de cada dia, como se se pudesse viver na terra sem cruz.

 

Cântico final: Acolhe Virgem piedosa, M. Carneiro, NRMS 101

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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