23.º Domingo Comum

9 de Setembro de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 118, 137.124

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Abre-te! É o desafio de Jesus, que se aproxima de nós, para nos desamarrar dos nossos medos, para nos abrir os ouvidos à sua Palavra e nos fazer proclamar as maravilhas de Deus. Em cada Eucaristia, Jesus vem até nós, nós vamos até Ele e Ele nos forma e transforma e nos conforma à sua imagem! Abramos o nosso coração ao toque da sua ternura, para acolhermos a sua misericórdia:

 

Kyrie

 

Senhor, pelas palavras vãs, que não brotam do silêncio e da escuta

 tende piedade de nós!

 

Cristo, pela surdez dos nossos ouvidos à vossa Palavra

e pela mudez do nosso testemunho envergonhado,

 tende piedade de nós!

 

Senhor, pela distinção de pessoas, julgadas por maus critérios,

tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade às nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O anúncio do Messias libertador que fará ouvir os surdos e falar os mudos.

 

Isaías 35, 4-7a

4Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos». 5Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. 6Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; 7aa terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.

 

Este pequeno trecho é tirado do chamado «Pequeno Apocalipse de Isaías» (Is 34, 1 – 35, 10), redigido em forma de um díptico: em contraste com a ruína de Edom (um símbolo das nações), descreve-se a utopia messiânica da Jerusalém restaurada, em que todas as doenças serão curadas Os vv. 5-6 são citados implicitamente em Mt 11, 5 e Lc 7, 22; no Evangelho de hoje (Mc 7, 37) também se pode ver uma alusão a esta passagem (v. 5): «e se desimpedirão os ouvidos dos surdos».

 

Salmo Responsorial    Sl 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1)

 

Monição: Cantemos ao Senhor que é a luz que brilha nas trevas, a esperança dos que caminham para a casa do Pai.

 

Refrão:     Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:           Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente;

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura traz-nos exortações práticas: nada de distinção de pessoas no coração da assembleia cristã.

 

Tiago 2, 1-5

Meus irmãos: 1A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir acepção de pessoas. 2Pode acontecer que na vossa assembleia entre um homem bem vestido e com anéis de ouro e entre também um pobre e mal vestido; 3talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: «Tu, senta-te aqui em bom lugar», e ao pobre: «Tu, fica aí de pé», ou então: «Senta-te aí, abaixo do estrado dos meus pés». 4Não estareis a estabelecer distinções entre vós e a tornar-vos juízes com maus critérios? 5Escutai, meus caríssimos irmãos: Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?

 

Na secção de que é extraída a leitura (vv. 1-13), S. Tiago, de modo incisivo e com exemplos concretos (vv. 2-4), mostra a incompatibilidade entre a fé cristã e as discriminações e o favoritismo (cf. Mt 22, 16; 23, 8-11; Mc 10, 44-45; Jo 17, 20-21; Act 10, 34; Rm 2, 11; Gal 2, 6; 3,28; Ef 4, 3-5; 1 Pe 1, 17); a verdade é que também não pretende reprovar alguma distinção que se possa conferir a algum fiel, em razão da sua autoridade, idade, necessidade, ministério hierárquico, etc.; o que condena são as distinções ditadas por critérios mundanos (vaidade, subserviência, parcialidade, etc.); note-se que também são de reprovar os exageros ao atender legítimas distinções, pois há uma igualdade radical de todos os fiéis que a prática diária não pode desfigurar sem atraiçoar a lei do Reino, ou a régia lei como outros traduzem (no sentido de suprema), da caridade cristã.

1 «Não ligueis a fé em N.S.J.C. glorioso…»: há quem traduza: fé na glória do Senhor N. J. C., ou também fé no Senhor da glória (cf. 1 Cor 2, 8; Jo 12, 41; 17, 5; Is 42, 8; Ex 24, 16); assim teríamos uma afirmação da divindade de Jesus, mas parece preferível a tradução mais óbvia e corrente, referida à condição de Jesus glorificado, que adoptámos na tradução da Bíblia da Difusora Bíblica: «Não tenteis conciliar a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo glorioso com a acepção de pessoas».

2-5. «Pode acontecer que…» Uma forma delicada de prevenir abusos, que se davam entre os judeus, a que poderiam estar sujeitos cristãos com pouca formação; de qualquer modo, Tiago é claro e enérgico. Se condena «estabelecer distinções», não pretende reprovar alguma distinção, como acima se disse.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 4, 23

 

Monição: A cura de um surdo-mudo ou o milagre da comunicação!

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, NRMS 73-74

 

Jesus pregava o Evangelho do reino

e curava todas as enfermidades entre o povo.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 7, 31-37

Naquele tempo, 31Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. 32Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. 33Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. 34Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te». 35Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar correctamente. 36Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam. 37Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

 

Só Marcos refere em pormenor esta cura. Jesus não se limita a um gesto corrente de impor as mãos, mas «meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua» (v. 33), o que não envolve qualquer espécie magia, mas é um gesto simbólico, como que sacramental, apto para excitar a fé e confiança do doente e pôr em evidência como a graça divina da cura passa através de sinais sensíveis. Mas o milagre não aparece como fruto dos gestos de Jesus, mas devido à eficácia da sua palavra; nisto se distingue das benzeduras dos curandeiros judeus e dos passes mágicos helenísticos.

34 «Effathá»: a força poderosa da palavra de Jesus é de tal modo impressionante que se manteve na tradição a própria expressão aramaica, mesmo depois de o Evangelho ter passado a ser pregado em grego. S. Marcos, escrevendo para não judeus, tem o cuidado de fornecer a sua tradução: «abre-te!» A ordem não é dada por Jesus aos membros afectados pela doença, mas à pessoa do doente, o que reforça o seu simbolismo; neste sentido, a mesma palavra passou ao rito do Baptismo, mantendo-se ainda no Baptismo dos adultos; no das crianças temos agora apenas a oração a pedir que os ouvidos do baptizando se abram para em breve ouvir e aceitar a palavra de Deus; nesta linha está o apelo emblemático do Papa João Paulo II: «abri as portas a Cristo!»

 

Sugestões para a homilia

 

1. «Tudo o que (Cristo) faz é admirável!» (Mc 7, 37)

2. «Ó minha alma, louva o Senhor!» (Sl 146, 1)

 

 

1. «Tudo o que (Cristo) faz é admirável!» (Mc 7, 37)

 

O Evangelho que acabamos de escutar termina com uma expressão na qual irei centrar a meditação de hoje: «Tudo o que (Cristo) faz é admirável!», diziam as pessoas acerca de Jesus, depois de Ele ter restituído a fala a um «surdo que mal podia falar». E diziam-no mesmo depois de Jesus lhes ter pedido, ou recomendado, que «não contassem nada a ninguém». O que nos confirma a sensação de que aquelas pessoas, que presenciaram o milagre, ficaram mesmo impressionadas.

«Tudo o que (Cristo) faz é admirável»! Mas, hoje em dia, perante esta exclamação, ficamos com a sensação de que Cristo já não faz nada ou pouco faz. Sim, porque já não se ouvem, hoje em dia, exclamações de fé deste teor. O que ouvimos, isso sim, é coisas do género: «Deus esqueceu-se de mim!»; «Que é que eu fiz a Deus para merecer tamanho castigo!?»; «Passo a vida a sacrificar-me e a recompensa é nada! Tudo me corre mal!»

«Tudo o que (Cristo) faz é admirável!», disseram as pessoas, naquele tempo, de Cristo! E hoje, o que se houve é coisas do género: «Oh! Afinal nem vale a pena acreditar em Deus, fazer o bem, sacrificar-se! A vida está mas é para quem não trabalha, para quem não paga impostos, para os ladrões!…». E o rol das lamentações poderia continuar a desenrolar-se…

 

 

2. «Ó minha alma, louva o Senhor!» (Sl 146, 1)

 

Eu, porém, acredito e proclamo, também, que «tudo o que Cristo faz é admirável»! É! Senão, pensemos: Deus deu-me saúde, pernas, um carro, talvez, para vir e estar aqui a escutá-Lo e a celebrá-Lo! Deus concede-me um ouvir perfeito para que eu O possa escutar e, consequentemente, louvar e cantar! Deus dá-me todos estes irmãos e irmãs, aqui sentados ao meu lado, para que eu posso dizer e proclamar: somos o povo do Senhor, e cantar, como cantamos no Salmo: «Ó minha alma, louva o Senhor!».

Talvez o que se esteja a passar seja outra coisa! Isaías, na primeira leitura, dizia-nos: «Dizei aos corações perturbados: “Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus…”» (Is 35, 4). E, por certo, é o nosso coração que anda perturbado, sem coragem, com medos… «Aí está o nosso Deus!» É a Ele que devemos buscar, e não soluções, remédios e afins! Quando deixamos de buscar a Deus, de buscar a Jesus Cristo… começamos a fazer aceção de coisas e pessoas, comparações de benefícios, haveres e mais valias! Busquemos, antes de tudo, o Senhor! O resto virá por acréscimo!

São Tiago disse-nos na segunda leitura: «Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?» (Tg 2, 5). A questão é, uma vez mais: Amamos mesmo a Deus?! Só amando-O reconheceremos que «tudo o que faz é admirável», só amando-O não só com palavras, mas em obras e verdades (cf. 1 Jo 3, 18), poderemos sentir nascer em nós o mesmo desejo do salmista: “Ó minha alma, louva o Senhor!”

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus abre-se e põe-se em comunicação com a humanidade. Deus faz-se homem: para Ele não é suficiente falar connosco mediante a lei e os profetas, mas torna-se presente na pessoa do seu Filho, a Palavra feita carne.»

O Evangelho de hoje (Mc 7, 31-37) narra a cura de um surdo-mudo por parte de Jesus, um evento prodigioso que mostra como Jesus restabelece a plena comunicação do homem com Deus e com os outros homens. O milagre ambienta-se na região da Decápole, ou seja em pleno território pagão; portanto aquele surdo-mudo que é levado a Jesus torna-se símbolo do não-crente que percorre um caminho rumo à fé. Com efeito, a sua surdez expressa a incapacidade de ouvir e de compreender não só as palavras dos homens, mas também a Palavra de Deus. E são Paulo recorda-nos que «a fé nasce da escuta da pregação» (Rm 10, 17).

A primeira coisa que Jesus faz é levar aquele homem para longe da multidão: não quer fazer publicidade ao gesto que está para realizar, mas também não quer que a sua palavra seja coberta pelo ruído das vozes e do falatório do ambiente. A Palavra de Deus que Cristo nos transmite precisa de silêncio para ser acolhida como Palavra que cura, reconcilia e restabelece a comunicação.

São também evidenciados dois gestos de Jesus. Ele toca os ouvidos e a língua do surdo-mudo. Para restabelecer a relação com aquele homem «bloqueado» na comunicação, procura primeiro restaurar o contacto. Mas o milagre é um dom do alto, que Jesus implora do Pai; por isso levanta os olhos ao céu e comanda: «abre-te!». E os ouvidos do surdo abrem-se, a língua desprende-se e começa a falar correctamente (cf. v. 35).

O ensinamento que nos advém deste episódio é que Deus não está fechado em si mesmo, mas abre-se e põe-se em comunicação com a humanidade. Na sua misericórdia imensa, supera o abismo da diferença infinita entre Ele e nós, vem ao nosso encontro. Para realizar esta comunicação com o homem, Deus faz-se homem: para Ele não é suficiente falar connosco mediante a lei e os profetas, mas torna-se presente na pessoa do seu Filho, a Palavra feita carne. Jesus é o grande «construtor de pontes», que constrói em si mesmo a grande ponte da comunhão plena com o Pai.

Mas este Evangelho fala-nos também de nós: muitas vezes estamos fechados em nós mesmos, e criamos muitas ilhas inacessíveis e inospitaleiras. Até as relações humanas mais elementares por vezes criam realidades incapazes de abertura recíproca: o casal fechado, a família fechada, o grupo fechado, a paróquia fechada, a pátria fechada... E isto não é de Deus! Isto é nosso, é o nosso pecado.

Contudo na origem da nossa vida cristã, no Baptismo, estão precisamente aquele gesto e aquela palavra de Jesus: «Effatá! — Abre-te!». E o milagre cumpriu-se: todos fomos curados da surdez do egoísmo e do mutismo do fechamento e do pecado, e fomos inseridos na grande família da Igreja; podemos ouvir Deus que nos fala e comunicar a sua Palavra a quantos nunca a ouviram, ou a quem a esqueceu e sepultou sob os espinhos das preocupações e dos enganos do mundo.

Peçamos à Virgem Santa, mulher da escuta e do testemunho jubiloso, que nos ampare no compromisso de professar a nossa fé e de comunicar as maravilhas do Senhor a quantos encontrarmos no nosso caminho.

 Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 6 de Setembro de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos: Do mesmo modo que os contemporâneos de Jesus Lhe levavam os seus doentes para que os curasse, apresentemos-Lhe nós também os nossos pedidos, pela Igreja e pelo mundo, com toda a confiança:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1. Pela Igreja de Jesus:

para que se construa sempre como espaço da comunicação da palavra, do silêncio e da caridade,

na fidelidade a Deus e na atenção a cada irmão.

Oremos ao Senhor.

 

2. Por aqueles que governam os povos:

para que nunca se manifestem surdos aos clamores dos mais esquecidos e desfavorecidos.

Oremos ao Senhor.

 

3. Pela promoção do diálogo construtivo

e da comunicação amorosa entre pais e filhos,

entre educadores e educandos, entre pastores e fiéis,

entre cristãos e entre todos os homens.

Oremos ao Senhor.

 

4. Por aqueles a quem é negado o direito de falar e pelos que não quem ouvir:

para que se rompam as barreiras da comunicação e se difunda,

na liberdade e na caridade, a linguagem do amor.

Oremos ao Senhor.

 

5. Por todos nós aqui reunidos, em assembleia;

para que Deus nos dê a graça de abrir o coração a Cristo e à Igreja,

servindo-a na liberdade do amor.

Oremos irmãos.

 

Deus de bondade, que dais coragem aos desanimados, desimpedis os ouvidos dos surdos e soltais a língua dos mudos, escutai as nossas orações e dignai Vos atendê-las segundo o vosso coração. Por Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Os dons que vos trazemos, F. da Silva, NRMS 4 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz, fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente e que a nossa participação nos sagrados mistérios reforce os laços da nossa unidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Abre-te ao dom de ti. Abre-te para o dom do outro. Sempre prontos a reatar o fio rompido da comunicação. Essa é a vontade original de Deus a vosso respeito, para que sejais um só.

Uma só carne. Uma só alma. Um só coração. Esta é a verdade mais funda da nossa comunicação. Esta é a meta mais alta da nossa comunhão.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

Salmo 41, 2-3

Antífona da comunhão: Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor. A minha alma tem sede do Deus vivo.

 

ou

Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais e fortaleceis à mesa da palavra e do pão da vida, fazei que recebamos de tal modo estes dons do vosso Filho que mereçamos participar da sua vida imortal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

«O Senhor Jesus que fez ouvir os surdos e falar os mudos, te dê a graça de em breve poderes ouvir a sua Palavra e professar a fé, para louvor e glória de Deus Pai» (Ritual do Batismo, 65-66;101).

 

Cântico final: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

 

Homilias Feriais

 

23ª SEMANA

 

2ª Feira, 10-IX: Um novo esforço para a reforma da vida.

1 Cor 5, 1-8 / Lc 6, 6-11

Então olhou-os a todos em redor e disse ao homem: estende a mão. Ele assim fez, e a mão ficou-lhe curada.

Quando temos dificuldades em eliminar os nossos defeitos, ou nos aparecem obstáculos difíceis de ultrapassar, o Senhor pede-nos igualmente que façamos o esforço de 'estender a mão' (Ev.), isto é, que nos empenhemos um pouco mais e que tenhamos muita confiança nEle, pois para Deus nada é impossível.

A fé cristã conduzirá a uma reforma da própria vida, a um novo modo de ser e de actuar: «Celebremos a festa, não com fermento velho, nem com o fermento da malícia e perversidade, mas com os pães ázimos da pureza e da verdade» (Leit.).

 

3ª Feira, 11-IX: As transformações espirituais.

1 Cor 6,  1-11 / Lc 6, 12-19

Mas fostes purificados, fostes justificados, pelo nome do Senhor Jesus e pelo espírito de Deus.

A vida de muitos cristãos de Corinto tinha sido muito má, mas foi-se transformando pela acção do Espírito Santo (Leit.). «Curando as nossas feridas, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual, ilumina-nos e fortalece-nos para vivermos como filhos de Deus» (CIC, 1695).

Do mesmo modo, Jesus cura todos os que lhe são apresentados.  E também se dão igualmente muitas transformações espirituais. Para isso, precisamos de aproximar-nos mais dEle: «toda a multidão procurava tocar-lhe» (Ev.).

 

4ª Feira, 12-IX: Santíssimo Nome de Maria.

1 Cor 7, 25-31 / Lc 6, 20-26

Felizes de vós os pobres; os que estais agora cheios de fome; os que agora chorais.

Ao falar das bem-aventuranças (Ev.), Jesus ensina-nos que uma pessoa pode viver no meio da pobreza, da dor, do abandono e, ao mesmo tempo, ser feliz já aqui na terra e, depois, na vida eterna.

S. Paulo recorda-nos que «o cenário deste mundo é passageiro» (Leit.), isto é, a felicidade aqui na terra é sempre fugaz, não dura sempre O importante é conseguir a vida eterna através dos acontecimentos na terra, olhando para o Céu. Assim fez Nossa Senhora: «bem-aventurada porque acreditaste no que te foi dito pelo Senhor».

 

5ª Feira, 13-IX: A regra de ouro da caridade.

1 Cor 8, 1-7. 11-13 / Lc 6, 27-38

Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem esperar nada em troca.

Tal como o Senhor nos indica, o preceito da caridade não se limita aos que nos querem e tratam bem, mas a todos. O pedido de Jesus exige alguma heroicidade: precisamos perdoar, aceitar os que não nos agradam, ser misericordiosos com os outros, não julgar, perdoar, etc.

S. Paulo diz: «A ciência cria presunção, ao passo que a caridade edifica» (Leit.), e o Senhor ensina a 'regra de ouro' da caridade: «A 'regra de ouro' é: tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, igualmente, vós também» (CIC, 1789).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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