Virgem Santa Maria Rainha

22 de Agosto de 2018

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Glória da humanidade, A. Cartageno, NRMS 101

cf. Salmo 44, 10

Antífona de entrada: A vossa direita, Senhor, está a Rainha, revestida de beleza e de glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A celebração de hoje enche o nosso coração de alegria pois celebramos a Nossa Querida Mãe do Céu que exerce todo o seu poder de Rainha em serviço e amor aos seus filhos.

Todo o poder que Deus lhe deu e dá é para Ela motivo de grande alegria, porque assim pode conduzir o Povo até Deus, pode ajudar à conversão dos seus filhos e pode exercer o seu poder na vitória da vida e de Deus nos corações de todos.

Maria nos convida a irmos sempre até Deus, centro da nossa vida e da nossa missão.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe e Rainha, fazei que, protegidos pela sua intercessão, alcancemos no Céu a glória prometida aos vossos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O reino do nosso Deus é um reino de paz sem fim, no menino que nasceu para nós.

 

Isaías 9, 1-6

1O povo que andava nas trevas viu uma grande luz para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. 2Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 3Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. 4Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. 5Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». 6O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

 

Este belíssimo texto é um trecho do chamado livro do Emanuel (Is 7 – 12), onde, em face da iminência de várias guerras, se abrem horizontes de esperança que se projectam em tempos vindouros, muito para além das soluções empíricas e imediatas: é a utopia messiânica de paz e alegria que veio a ter o seu pleno cumprimento com a vinda de Cristo ao mundo.

2 «Uma luz começou a brilhar». Esta luz é o «menino» (v. 5) que nasce para nós na noite de Natal, «a luz do mundo» (cf. Jo 8, 12; 1, 5.9).

4 «Como no dia de Madiã». Referência à grande vitória de Gedeão sobre os madianitas, que se conta no livro dos Juízes, cap. 7.

7 O «poder» e a «paz sem fim» serão garantidos para o trono de David pelo Menino de predicados divinos verdadeiramente surpreendentes (v. 5) que, embora em termos semelhantes aos dos soberanos egípcios e assírios, suplantam os predicados de qualquer rei empírico, e correspondem ao mistério de Jesus, Deus feito homem.

 

Salmo Responsorial    Sl 112 (113), 1-2.3-4.5-6.7-8 (R. 2)

 

Monição: Cantemos ao Nosso Deus majestoso que olha pelos pobres e os indigentes.

 

Refrão:     Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

Ou:           Aleluia.

 

Louvai ao Senhor, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

Desde o nascer ao pôr do sol,

seja louvado o nome do Senhor.

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

 

Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,

que tem o seu trono nas alturas,

e Se inclina lá do alto,

a olhar o céu e a terra?

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 28

 

Monição: Maria pelo seu sim permitiu que o Filho do Altíssimo se tornasse nosso Rei.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

A narrativa da Anunciação reveste-se de uma densidade tal que cada palavra encerra uma riqueza e profundidade impressionante, o que condiz bem com o acontecimento mais transcendente da História, o preciso momento em que, com o sim da Virgem Maria, o Eterno entra no tempo, o Criador se faz criatura.

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois nela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica: «estenderá sobre Ti a sua sombra»); o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem um fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Um Rei Amoroso

Uma Rainha Luminosa

Reinarão para sempre.

 

Um Rei Amoroso

A palavra de Deus anuncia em Isaías uma luz intensa que começa a brilhar e que ilumina de tal forma que rompe definitivamente as sombras da morte e traz na sua expressão luminosa a alegria, o contentamento e variedade de frutos.

Algo de surpreendente aconteceu e que se centraliza num menino que nasceu para nós, um filho que nos foi dado. Apesar de ser menino traz em seus ombros todo o poder e é admirável Deus forte, Pai eterno e Príncipe da paz.

Este menino encontrou um coração maravilhoso para o acolher e um ventre belo e santo para nascer: Maria. Na verdade o Anjo diz a Maria a concretização das profecias, e este menino que Maria acolhe e dá à luz é grande e chamar-se-á Filho do altíssimo. O Senhor lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente e o seu reinado não terá fim.

Um Rei que manifestará o seu poder na humildade, na mansidão, na doação da sua vida, num amor salvador em favor de todos. É rei e veio ao mundo para dar testemunha da verdade. Um reino que se traduz na justiça, na verdade, no amor e na paz.

 

Uma Rainha Luminosa

Uma rainha escolhida por saber amar e saber servir. Para Deus só quem sabe amar é que deve ocupar os lugares de serviço no Povo de Deus. Também a Pedro perguntará três vezes pelo amor porque só amando é que se pode colocar à frente do seu povo.

Maria escolheu sempre o último lugar porque são os lugares onde se encontram os excluídos. Aprenderá tudo com o Seu Filho que se fez servo de todos e veio à procura do que estava perdido.

Por isso Deus a quis coroar como Rainha porque Maria foi - pela sua vida e sua missão - uma pessoa que se doou inteiramente a Deus e aos seus filhos. Ela é Rainha coroada com coroa que simboliza o Povo de Deus: o Povo da Primeira Aliança e o Povo da Nova Aliança. A sua glória é Deus. Ela é luminosa como o sol porque totalmente revestida de Deus. A sua luz assusta o poder das trevas e cega o poder do mal que não A consegue fitar. Ela foi constituída Rainha pela Trindade Santa e surge em belas invocações: Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos, Rainha concebida sem pecado original, Rainha Assunta ao céu, Rainha do sacratíssimo Rosário, Rainha família e Rainha da Paz.

 

Reinarão para sempre

O Reinado de Cristo será para sempre e sem fim. Ele destruirá todos os inimigos e o último será a morte. Neste Reino só há vida, luz, felicidade, comunhão, paz e será para sempre sem fim.

Este Reino está já em muitos corações de homens e de mulheres que por ele dão a vida, o testemunham na coerência e no trabalho apostólico ao serviço do Cordeiro.

Maria Reina porque Deus A associou a si numa comunhão única em favor de todos nós. Também Ela nos disse que por fim o seu Coração Imaculado triunfará.

Com Ela venceremos todas as forças que nos atacam permanentemente no desejo que têm de nos roubar o mais belo da nossa vida, a nossa fé, Jesus Cristo Filho de Deus e de Maria.

Convivamos com Maria para ficarmos sábios na maneira de viver e construir nas dimensões da misericórdia, da graça de Deus e no dinamismo de transformar o mundo segundo os desígnios de Deus.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Maria Santíssima é o sinal maravilhoso

do que podemos ser quando nos abrimos à Palavra do Senhor.

Por sua intercessão invoquemos a Deus, nosso Pai,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

R. Dai-nos, Senhor, um coração novo.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

1. Pelo povo santo de Deus,

para que, à semelhança da Virgem sempre fiel,

dê testemunho da sua fé no meio do mundo,

oremos, por intercessão de Maria.

 

2. Pelos nossos pastores,

para que, imitando a Virgem de Nazaré,

anunciem a Boa Nova aos que são pobres,

oremos, por intercessão de Maria.

 

3. Pelos que cuidam dos doentes e dos idosos,

para que sejam um sinal vivo, como a Virgem Maria,

da solicitude de Cristo pelos humildes,

oremos, por intercessão de Maria.

 

4. Pelos pais e mães de toda a terra,

para que, à luz das aflições da Virgem Mãe,

aprendam a pôr a confiança só em Deus,

oremos, por intercessão de Maria.

 

5. Pelos cristãos que duvidam e vacilam,

para que se entreguem a Deus como a Virgem,

que acreditou no cumprimento das promessas do Senhor,

oremos, por intercessão de Maria.

 

6. Por todos nós aqui presentes em assembleia,

para que, invocando Santa Maria, esperança nossa,

recebamos o dom de perseverar até ao fim,

oremos, por intercessão de Maria.

(Outras intenções).

 

Senhor, que fizestes da Virgem Santa Maria

a mulher forte, sempre ao lado do seu Filho,

concedei-nos também a nós

a graça de colaborarmos generosamente

na obra da redenção da humanidade.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Apresentamos Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, nós Vos oferecemos, Senhor, os nossos dons e Vos pedimos que venha em nosso auxílio o vosso Filho feito homem, que a Vós Se ofereceu na cruz como oblação imaculada. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade]: p. 486 [644-756], ou II p. 487

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,

é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação

dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,

e exaltar a vossa infinita bondade

ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu coração imaculado,

Ela mereceu concebê-l’O em seu seio virginal

e, dando à luz o Criador do universo,

preparou o nascimento da Igreja.

Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina

e recebeu todos os homens como seus filhos,

pela morte de Cristo gerados para a vida eterna.

Enquanto esperava, com os Apóstolos,

a vinda do Espírito Santo,

associando-se às preces dos discípulos,

tornou-se modelo admirável da Igreja em oração.

Elevada à glória do céu,

assiste com amor materno

a Igreja ainda peregrina sobre a terra,

protegendo misericordiosamente os seus passos

a caminho da pátria celeste,

enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor.

Por isso, com os Anjos e os Santos,

proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz::

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Senhor Nosso Deus que vindes à nossa vida por esta comunhão ajudai-nos a louvar-Vos sempre com uma vida agradecida e doada em favor de todos os irmãos.

Ensinai-nos sempre o segredo da glória que é a humildade no serviço generoso e autêntico, um amor sem reservas e sem fronteiras para com todos, mas sobretudo para com os mais pequenos, os mais frágeis e os mais abandonados.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu pão, C. Silva, NRMS 98

cf. Lc 1,45

Antífona da comunhão: Bendita sejais, ó Virgem Maria, que acreditastes na palavra do Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais com este sacramento celeste, ao venerarmos a memória da Virgem Santa Maria, concedei-nos a graça de tomar parte no banquete do reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vou para a vida quotidiana construindo o reino dos corações de Jesus e de Maria pela partilha da minha vida, pela minha entrega a todos. Diz o santo padre na exortação apostólica “alegrai-vos e exultai”: “Os santos são nossos irmãos e irmãs que receberam a luz de Deus no seu coração e a transmitiram ao mundo, cada qual segundo a sua “tonalidade”. Mas todos foram transparentes, lutaram para tirar as manchas e as obscuridades do pecado, de modo a fazer passar a luz gentil de Deus. Eis a finalidade da vida: fazer passar a luz de Deus; e também o objetivo da nossa vida”.

 

Cântico final: Ó Santa Maria Mãe de Deus, J. Santos, NRMS 5 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

5ª feira, 23-VIII: Convite para o banquete da vida eterna.

Ez 36, 23-28 / Mt 22, 1-14

O reino dos Céus é comparável a um rei que preparou o banquete nupcial para o seu filho.

A imagem do banquete (Ev.) é considerada como símbolo do desejo de salvação e da intimidade divina. Deus há-de manifestar a sua santidade (Leit.) e deseja que todos os seus filhos participem dela. «Convida-nos para o banquete do Reino (Ev.), mas exige também uma opção radical» (CIC, 546), na qual não cabem desculpas, por muito razoáveis que sejam.

Para isso, o Senhor purificar-nos-á, dar-nos-á um coração renovado, infundirá em nós o seu Espírito (Leit.). Aproveitemos muito bem todos estes dons.  

 

6ª Feira, 24-VIII: S. Bartolomeu: A fonte da Verdade.

Ap 21, 9-14 / Jo 1, 45-61

A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes, e neles doze nomes: os doze Apóstolos do Cordeiro.

Jesus escolhe os doze Apóstolos, que são o alicerce da nova Jerusalém (Leit.). De S. Bartolomeu, Jesus referiu a veracidade: «nele não há fingimento» (Ev.).

«A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro nos actos e em dizer a verdade nas palavras, evitando a duplicidade, a simulação e a hipocrisia» (CIC, 2505). É certo que no ambiente há contudo alguma falsidade e alguns meios de comunicação social semeiam a confusão, chegando a alterar os critérios morais da sociedade.

 

Sábado, 25-VIII: Importância da virtude da humildade.

Ez 43, 1-7 / Mt 23, 1-12

Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo e, quem se humilhar, será elevado.

Os escribas e os fariseus procuravam a sua glória (Ev.). Mas toda a glória há-de ser para Deus: «a Terra ficou iluminada com a sua Glória (de Deus)» (Leit.).

Por isso, Jesus chama a atenção para a virtude da humildade: «Cristo ocupou o último lugar do mundo -a cruz- e, precisamente com esta humildade radical, nos redimiu e ajuda sem cessar (Bento XVI)». É igualmente uma virtude indispensável para quem quiser servir o próximo: «Com humildade, fará o que lhe for possível realizar e, com humildade, confiará o resto ao Senhor» (id.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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