Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2018

 

Solenidade

 

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sois a escada de luz, Az. Oliveira, NRMS 33-34

 

Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos a Vigília da Assunção da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, que neste dia solene da Sua festa faz resplandecer em todos os seus filhos a luz da sua glória que lhe vem de Deus.

A glória de Maria é o Senhor Deus que a revestiu de beleza, graça e santidade. A glória de Maria são os seus filhos que olhando para a sua vida e a sua missão procuram, como Ela, corresponder aos desígnios de Deus.

Ela é a Nova Arca da Aliança que nos convida a aproximarmo-nos de Deus feito Homem, Aliança nova e eterna. Maria nos convida a descobrir Jesus Cristo razão de ser da nossa vida. Maria nos conduz a Cristo que na Eucaristia se dá a nós em Aliança de amor e doação e que nos vincula a si com uma relação e comunhão geradoras de vida nova, de santidade e de entrega aos irmãos.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A leitura narra a celebração da trasladação da Arca da Aliança. Quando Maria levou Jesus no seu ventre, Nova Arca da Aliança, todos cantaram e rejubilaram com a presença de Deus feito Homem.

 

1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.

 

A liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.

 

Salmo Responsorial    Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)

 

Monição: Louvemos o Deus da Aliança e caminhemos em santidade em sua presença.

 

Refrão:     Levantai-Vos, Senhor, e entrai no vosso repouso,

                Vós e a arca da vossa majestade.

 

Ouvimos dizer que a arca estava em Éfrata,

encontrámo-la nas campinas de Jaar.

Entremos no seu santuário,

prostremo-nos a seus pés.

 

Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,

exultem de alegria os vossos fiéis.

Por amor de David, vosso servo,

não afasteis o rosto do vosso Ungido.

 

O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para sua morada:

«É este para sempre o lugar do meu repouso,

aqui habitarei, porque o escolhi».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Deus nos dá a vitória por Jesus Cristo. E nesta vitória surge a maternal colaboração de Maria.

 

1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 11, 28

 

Monição: Maria é grande porque antes de conceber Jesus no seu ventre o concebeu em seu coração pelo compromisso total e pleno com a Palavra de Deus. É grande porque se fez pequena e serva.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38).

 

Sugestões para a homilia

 

A Nova Arca da Aliança.

A vitória da nossa frágil humanidade.

A Serva dócil.

 

A Nova Arca da Aliança.

A primeira leitura fala-nos da alegria na trasladação da Arca da Aliança. Naquela arca, de forma tão misteriosa, parecia contido todo o património da revelação de Deus, da história de amor de Deus para com o seu Povo. Acompanha tão bela trasladação um cerimonial feito de amor traduzido em tantos sinais reveladores da alegria pela presença de Deus.

A glória que hoje celebramos, a Assunção da nossa querida Mãe ao céu, leva-nos a salientar onde se sustenta tal majestade e beleza: disponibilidade aos projetos de Deus, compromisso total e pleno com a vontade de Deus que a constituiu Arca da nova Aliança. São Lucas descreve que quando Maria visita Isabel se gera um ambiente de festa, exaltação e louvor: o menino exulta, Isabel canta a Maria e ao Menino Filho de Deus e Maria canta a mais bela melodia de amor sobre Deus.

Maria é testemunha desta gesta maravilhosa de Deus que se faz carne, aliança viva por amor a cada um de nós. Maria nos estimula a sermos fiéis a Deus, a amá-Lo de todo o coração e com todas as forças, e amar necessariamente os irmãos, porque estes são os sinais maravilhosos da autenticidade do amor a Deus.

 

A vitória da nossa frágil humanidade.

Sabemos que Nossa Senhora é a “cheia de graça” e que Deus a fez tão bela e tão cheia de majestade e poder. Uma majestade e poder que lhe vem de Jesus Cristo e, em virtude do Seu mistério pascal, a inundou de forma antecipada com toda a santidade. Mas é uma grandeza de serviço e de amor. A sua vida foi e é uma doação constante a Deus e a todos nós.

Maria serva humilde convida-nos a amar e adorar o Deus que se faz humilde por nós e assume a nossa fragilidade e para a revestir da sua glória.

Na nossa carne mortal, na nossa fragilidade foi derramado um amor único que nos transformará radicalmente e nos fará experimentar a glória de Deus na plenitude da vida e da santidade. Para isso Maria convida-nos a assumirmos o caminho do quotidiano deixando Deus transparecer em nossa vida e em nossa missão.

 

A Serva dócil.

Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põe em prática. Foi o que aconteceu de forma maravilhosa em Maria. Ela escutou melhor que Abraão e Moisés o que lhe foi pedido e proposto. Não hesitou, não fugiu, não arranjou desculpas. Disse um sim livre, audaz, sábio, comprometido e avançou sempre com uma fé inquebrantável e uma esperança a toda a prova. Avançou sempre amando de forma única Deus e todos os que precisavam d’Ela e d’Ela se aproximavam.

Ainda hoje nos convida, homens e mulheres, e a igreja inteira a crer, a adorar, esperar e a amar. Ainda hoje convida a todos a uma glória que se constrói com a nossa entrega amorosa a Deus e aos irmãos pela oração intensa, pelo sacrifício de doação da vida e pela esmerada vivência da caridade. Maria convida ao amor e à fé para vencermos definitivamente.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos caríssimos:

Neste dia em que toda a Igreja se alegra com o triunfo de Santa Maria,

chegue até Deus, por intercessão da Virgem cheia de graça,

a nossa oração unânime,

e digamos (ou: e cantemos), com alegria:

 

R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

Ou: Santa Maria, Mãe de Deus, intercedei pelo mundo.

 

1. Pela Igreja que nos fez renascer em Cristo,

para que tenha a alegria de gerar sempre novos filhos

e de os ver alcançar o reino eterno,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

2. Pelos discípulos de Jesus Cristo,

para que sejam fiéis à palavra do Evangelho

e desejem, com ardor, alcançar os bens do Céu,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

3. Pelos chefes de Estado e seus governos,

para que exerçam o poder como um serviço

e não se deixem vencer pelo desânimo,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

4. Pelos que sofrem humilhações e passam fome,

para que o Senhor os encha de bens,

os conforte e lhes dê o desejo da santidade,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

5. Por todas as mães, pelos doentes e os sem abrigo,

para que encontrem em Cristo a sua esperança

e em Maria Santíssima a sua advogada,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

6. Por todos nós aqui presentes em assembleia,

para que Deus nos dê a graça da humildade,

à imitação da vida simples da Virgem Mãe,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

(Outras intenções).

 

Senhor, nosso Deus,

dai à Igreja a graça de imitar a Rainha do Céu,

que deu ao mundo o vosso Filho,

e de entrar um dia na glória onde Ela já se encontra,

ornada do ouro mais fino.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Quem vos escolheu, Rainha dos céus, M. Valença, NRMS 37

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte: p. 913

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos na Assunção da Virgem Santa Maria.

Hoje a Virgem Mãe de Deus foi elevada à glória do Céu. Ela é a aurora e a imagem da Igreja triunfante, ela é sinal de consolação e esperança para o vosso povo peregrino. Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida, vosso Filho feito homem.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Senhor, sentimos muita alegria por esta solenidade da Tua Mãe.

Trindade Santíssima nós vos louvamos e vos glorificamos porque escolhestes a Virgem Maria desde toda a eternidade cheia de beleza, graça e santidade. Nós vos damos graças porque Ela é Mãe carinhosa e solícita.

Nós vos louvamos porque Ela nos possibilitou que tivéssemos esta maravilhosa experiência de comunhão convosco.

Maria, querida Mãe, que nos tornemos semelhante a Vós no amor incondicional a Deus e aos meus irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, M. Luís, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág. 194

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos com alegria viver o que Maria nos ensina no acolhimento da Palavra, nas atitudes da fé, no compromisso dócil com Deus e no serviço aos nossos irmãos.

 

Cântico final: Nos braços de Deus forte, F. da Silva, NRMS 45

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:   Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:            Geraldo Morujão

Sugestão Musical:        Duarte Nuno Rocha

 


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