19.º Domingo Comum

12 de Agosto de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Salmo 73, 20.19.22.23

Antífona de entrada: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança, não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis. Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa, escutai a voz daqueles que Vos procuram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus, que é AMOR, ama-nos com amor infinito. Criados por Ele á Sua imagem e semelhança sentimos uma grande alegria saborear essa mesma bondade. O dom da Eucaristia em que recebemos o próprio Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, feito nosso alimento e nossa força, é bem sinal desse grande Amor que Deus nos tem e da Sua maravilhosa Providência a nosso respeito.

Vamos mais uma vez refletir no Seu Amor por nós.

 

 

Ato penitencial

 

Que longe temos estado de corresponder ao Amor infinito de Deus! Peçamos ao Senhor nos ajude a reconhecer as nossas ingratidões e nos dê um sincero arrependimento com o firme propósito de emenda. Que a Sua misericórdia infinita, perdoe os nossos pecados.

Assim, mais purificados, participemos nestes divinos mistérios.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, a quem podemos chamar nosso Pai, fazei crescer o espírito filial em nossos corações para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Elias, fortalecido com o alimento que o Anjo do Senhor lhe deu, caminhou durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb. A Eucaristia é o alimento que o Senhor nos dá para não desfalecermos na caminhada que temos que percorrer até chegarmos ao Pai.

 

1 Reis 19, 4-8

Naqueles dias, 4Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. Depois sentou-se debaixo de um junípero e, desejando a morte, exclamou: «Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais». 5Deitou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Nisto, um Anjo do Senhor tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come». 6Ele olhou e viu à sua cabeceira um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se. 7O Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a percorrer». 8Elias levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb.

 

A leitura é extraída do chamado ciclo de Elias, na parte final do Livro 1º dos Reis. Jezabel, a esposa pagã do rei Acab, patrocinadora do culto de Baal no reino do Norte, obriga ao exílio o profeta Elias, depois de este ter exterminado os sacerdotes Baal, que colaboravam com a rainha na destruição da religião de Yahwéh. Na leitura, o profeta aparece-nos totalmente desalentado na sua fuga a caminho do Horeb (provavelmente, outro nome do Sinai), onde pensava refugiar-se, esperando alguma comunicação divina (vv. 9-14), que lhe garantisse a continuidade da Aliança e a preservação da religião javista, naquele mesmo monte onde Deus comunicara com Moisés, por isso se chama «monte de Deus» (v. 8). É bastante clara a alusão à viagem de Israel, perseguido pelo faraó, através do deserto até ao Sinai. Este «pão cozido nas brasas»subcinericius panis – é considerado uma figura da Sagrada Eucaristia: «confortados com a sua força, podem os cristãos, depois do caminho desta peregrinação cheia de misérias, chegar à pátria celestial» (Concílio de Trento, DzS 1649).

 

Salmo Responsorial    Sl 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 9a)

 

Monição: Peçamos ao Divino Espírito Santo que nos dê o dom da Sabedoria, para melhor apreciarmos e saborearmos como o Senhor é bom, arrancando as nossas almas da morte e saciando-as com o Pão da Vida.

 

Refrão:     Saboreai e vede como o senhor é bom!

               

Bendigo o Senhor a cada momento;

o Seu louvor está sempre na minha boca.

Deus é a minha glória.

Que os humildes O escutem e se alegrem.

 

Comigo proclamai a grandeza do Senhor,

juntos exaltemos o Seu nome.

Busquei a Deus, e Ele ouviu-me,

livrou-me da minha ansiedade.

 

Contemplai-O e ficareis radiantes;

o vosso rosto não ficará confundido.

Um pobre gritou e foi atendido,

foi salvo de todas as angústias.

 

O anjo do Senhor está velando

sobre todos os Seus fiéis para os salvar.

Provai e vede como o Senhor é bom,

ditoso o que n'Ele se refugia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A Comunhão do Corpo de Cristo compromete-nos e ajuda-nos a viver como Ele, entregando-nos e oferecendo-nos como vítimas agradáveis a Deus.

 

Efésios 4, 30 – 5, 2

Irmãos: 30Não contristeis o Espírito Santo de Deus, que vos assinalou para o dia da redenção. 31Seja eliminado do meio de vós tudo o que é azedume, irritação, cólera, insulto, maledicência e toda a espécie de maldade. 32Sede bondosos e compassivos uns para com os outros e perdoai-vos mutuamente, como Deus também vos perdoou em Cristo. 1Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados. 2Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, oferecendo-Se como vítima agradável a Deus.

 

Continuamos a ter como 2ª leitura, desde o XV Domingo comum deste ano B, textos respigados da Epístola aos Efésios. Na sequência do Domingo anterior, continua a exortação a um novo modo de vida cristã e à prática das virtudes.

30 «Não contristeis o Espirito Santo». O cristão é pertença de Deus, trazendo na sua alma a marca dessa pertença (carácter baptismal), que o destina a glorificar a Deus e à glória celeste, «para o dia da redenção». O Espírito Santo é o vínculo da unidade dos cristãos dentro do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja (cf. vv. 4-5), por isso qualquer pecado que ensombre a unidade e a santidade deste Corpo, magoa-O e entristece-O. Os vícios que no contexto são fustigados são os contrários à caridade e à castidade.

5, 1 «Procurai imitar a Deus, como filhos...» É próprio dum filho parecer-se com o pai, possuir os seus modos, as suas qualidades. É fácil de descobrir a alusão às próprias palavras do Senhor: «sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5, 48; cf. 1 Cor 11, 1; 1 Tes 1, 6).

2 «Oferecendo-se como vítima...» A tradução, embora não literal, ajuda a tornar mais explícito um sentido que geralmente os exegetas querem ver na associação dos dois termos cultuais – «oferta e sacrifício de agradável odor» (proforá e thysía) – numa referência à dupla função de Jesus, como sacerdote e como vítima. Este é um dos textos clássicos para falar da Morte de Cristo como um verdadeiro sacrifício.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 6, 51

 

Monição: Jesus é o verdadeiro Pão vivo descido do Céu. Ele se oferece a cada um de nós para nos sustentar nos caminhos da vida, vencermos as dificuldades e termos a dita de chegarmos á felicidade eterna do Céu.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Eu sou o pão vivo que desceu do Céu, diz o Senhor;

Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 41-51

Naquele tempo, 41os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu». 42E diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como é que Ele diz agora: 'Eu desci do Céu'?» 43Jesus respondeu-lhes: «Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. 45Está escrito no livro dos Profetas: 'Serão todos instruídos por Deus'. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. 46Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. 50Mas este pão é o que desce do Céu para que não morra quem dele comer. 51Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. 52Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».

 

Continuamos com o discurso do pão da vida, na forma dialogada característica do IV Evangelho. A escolha litúrgica, feita com a preocupação de pôr em evidência o sentido eucarístico do discurso, incluiu os vv. 51-52, em que a Eucaristia é claramente referida, pois se passa da designação de «pão da vida» para a de «pão vivo», a saber, passa de Jesus (Palavra de Deus), em quem é preciso crer (o pão da vida, a verdade que dá o sentido da vida), para Jesus Eucaristia, que é preciso comer (o pão vivo). Com estes dois versículos também irá começar a leitura do Evangelho do próximo Domingo.

41 «Os judeus». A designação tem em S. João uma conotação habitualmente negativa, pois refere aqueles contemporâneos incrédulos que deliberadamente rejeitaram Jesus como o Messias, sobretudo os guias do povo (daí a tradução que alguns adoptam: dirigentes judeus ou autoridades judaicas). Também aparece com sentido étnico-religioso (Jo 2, 6.13; 3, 1; 5, 1; 6, 11,54; 19, 42) e até com o sentido de Povo da Aliança (Israel) em 4, 22. Como este Evangelho se destina a cristãos vindos do paganismo, justifica-se uma tal generalização, mas deve descartar-se que a designação joanina envolva qualquer tipo de ódio racial, hostilidade religiosa ou intolerância.

44 «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai… o não atrair». Vir a Jesus é crer nele e segui-lo; ora isto é algo que supera uma simples atitude de atracção humana, é algo divino, é uma graça, um dom sobrenatural. Com efeito, quem se aproximasse de Jesus sem a graça da fé não seria capaz de ver mais do que um homem, ou até um profeta singular, mas não poderia reconhecer o próprio Deus incarnado e não entenderia as suas palavras, como aquela gente que procurava Jesus, de forma egoísta e interesseira, sem aderir à sua palavra. E por isso «murmuravam» (v. 41).

52 «É a minha Carne». A clareza das palavras de Jesus é o fundamento da certeza e da firmeza da fé da Igreja, que o Magistério sempre tem proclamado sem ambiguidades: «Realizada a transubstanciação, as espécies do pão e do vinho adquirem sem dúvida um novo significado e um novo fim, dado que já não são o pão e a bebida correntes, mas são o sinal duma coisa sagrada, sinal dum alimento espiritual; adquirem, porém, um novo significado e um novo fim enquanto contêm uma realidade, que com razão denominamos ontológica porque, sob as ditas espécies, já não existe o que havia antes, mas uma coisa completamente diversa; e isto é assim não unicamente em virtude do juízo da fé da Igreja, mas em razão da própria realidade objectiva, uma vez que, convertida a substância ou natureza do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo, já não fica nada do pão e do vinho, mas somente as espécies: sob elas Cristo, todo integralmente está presente na sua realidade física, mesmo corporalmente, embora não do mesmo modo como os corpos estão num lugar» (Paulo VI, encíclica Mysterium Fidei).

 

Sugestões para a homilia

 

1.     Saboreai e vede como o Senhor é bom!

2.     Importância da fé.

3.     A Eucaristia, penhor da vida eterna.

 

1.     Saboreai e vede como o Senhor é bom!

 

Saboreai e vede como o Senhor é bom. É este o convite que hoje, mais uma vez, nos é dirigido através do refrão do Salmo intercalar desta Missa.

De fato, na medida em que verdadeiramente saborearmos a bondade infinita do Senhor, mais crescerá a nossa fé, encontraremos a alegria e coragem para sempre O seguir.

Dessa bondade nos falam particularmente as leituras da Missa de hoje.

Assim, a primeira Leitura, diz-nos que o Profeta Elias, foi perseguido por Jesabel, esposa pagã do rei Acab, que pretendia impor ao povo de Israel o culto de Baal. Os sacerdotes desta religião pagã, foram mortos pelo Profeta Elias. Para fugir á perseguição da mesma Jesabel teve que partir para o deserto. Depois de uma grande caminhada, sentou-se exausto e pediu ao Senhor que lhe desse a morte. O Senhor, porque é bom e cheio de misericórdia, enviou-lhe um Anjo, que o acordou e lhe deu um pão cozido e água para beber. Fortalecido por aquele alimento, Elias sentiu-se com forças para caminhar durante quarenta dias até ao monte Horeb, o Sinai, onde Deus havia falado com Moisés. Assim escapou á perseguição de Jesabel.

O alimento que deu forças a Elias é ao mesmo tempo a prefiguração de um outro Pão, infinitamente superior – o Pão da Eucaristia, verdadeiramente descido do Céu. A este Pão maravilhoso se refere mais uma vez o Evangelho da Missa de hoje. Este Pão é de tal forma eficaz e poderoso que nos fará viver eternamente! Assim é, pois Esse Pão, é o mesmo Jesus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

 

2.     Importância da nossa fé.

 

Para que o Pão da Eucaristia produza em nós fermento de vida eterna é necessário acreditar. Quem acreditar tem a vida eterna!

Os conterrâneos de Jesus julgavam conhecê-LO, mas estavam longe desse verdadeiro conhecimento.

Feliz de quem tem fé! Por maiores que sejam as dificuldades da vida, para tudo encontram solução, pois o AMIGO, que jamais nos abandona e quer o nosso bem, está verdadeiramente presente em todos os Sacrários da Terra, sujeitando-se a ser esquecido e mesmo por vezes a ser terrivelmente profanado. Está por nosso Amor.

Correspondendo ao Seu Amor, não contristemos o Espírito Santo (2ª Leitura). Sendo bondosos e compassivos, caminhemos na caridade e depois da travessia do deserto da vida, chegaremos sãos e salvos à Pátria eterna do Céu. Que felicidade podermos viver a Sagrada Comunhão em comunhão com os irmãos!

Jesus Cristo, na Sagrada Comunhão, unindo-nos a Si, une-nos também uns aos outros,. “Visto que há um só pão, nós, embora muitos, formamos um só corpo, nós todos que participamos do mesmo Pão”. (1 Cor 10,17). “Mistério de amor! Símbolo de unidade! Vínculo de caridade”. lhe chama Santo Agostinho.

 

3.     A Eucaristia, penhor de vida eterna.

 

Comungar Jesus Cristo que passou deste mundo ao Pai, significa receber um penhor de vida eterna. Cristo conforma-nos cm Ele, preparando a nossa completa transformação na gloriosa ressurreição. “Eu sou o Pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. “Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente” (Evang.) O banquete pascal é prenúncio do “banquete das núpcias do Cordeiro” (Apoc. 19,9)

É esta certeza maravilhosa da fé, que importa saborear e anunciar a quem ainda a desconhece e consequentemente a não vive. Eis a grande missão que nos compete verdadeiramente anunciar com a vivência nossa vida eucarística. Aquele que disse “Isto é meu Corpo...” é o mesmo que disse também “ Tive fome e deste-me de comer...” e “Aquilo que fizestes ao mais pequenino dos meus irmãos foi a mim que o fizestes”.

Façamos tudo que estiver ao nosso alcance para a todos anunciar a maravilha de termos Jesus connosco. Ele está verdadeiramente presente em todos os Sacrários da terra, como o Anjo de Portugal também o afirmou aos pastorinhos de Fátima. Como eles S. Francisco e Santa Jacinta Marto gostavam de fazer companhia ao “Jesus escondido”, presente na hóstia consagrada!

Que todos, bem conscientes desta presença divina, possamos saborear e ver como o Senhor é bom.

 

Fala o Santo Padre

 

«Não basta encontrar Jesus para acreditar n’Ele, nem é suficiente assistir a um milagre. Muitas pessoas não acreditaram n’Ele. Por que isso? Os seus corações estavam fechados à acção do Espírito de Deus. E se tiveres o coração fechado, a fé não entrará.»

Neste domingo prossegue a leitura do capítulo seis do Evangelho de João, no qual Jesus, depois de ter realizado o grande milagre da multiplicação dos pães, explica às pessoas o significado daquele «sinal» (Jo 6, 41-51). Como já tinha feito precedentemente com a Samaritana, partindo da experiência da sede e do sinal da água, aqui Jesus parte da experiência da fome e do sinal do pão, para revelar-se a si mesmo e convidar a crer n’Ele.

O povo procura-o, o povo escuta-o, porque ficou entusiasmado com o milagre — queria torná-lo rei! — mas quando Jesus afirma que o verdadeiro pão, doado por Deus, é Ele mesmo, muitos se escandalizam, não compreendem e começam a murmurar entre si: «Porventura — diziam — não é ele Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, diz ele: “Desci do céu?”» (Jo 6, 42). E começam a murmurar. Então Jesus responde: «Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair» e acrescenta: «quem crê em mim tem a vida eterna» (vv. 44.47).

Esta palavra do Senhor surpreende-nos e faz-nos reflectir. Ela introduz na dinâmica da fé, que é uma relação: a relação entre a pessoa humana — todos nós — e a Pessoa de Jesus, onde um papel decisivo é desempenhado pelo Pai, e naturalmente também pelo Espírito Santo — que aqui está subentendido. Não basta encontrar Jesus para acreditar n’Ele, não basta ler a Bíblia, o Evangelho — isto é importante, mas não basta — nem é suficiente assistir a um milagre, como a multiplicação dos pães. Muitas pessoas estiveram em estreito contacto com Jesus e não acreditaram n’Ele, pelo contrário, desprezaram-no e condenaram-no. E eu pergunto-me: por que isso? Não foram atraídas pelo Pai? Não, isso aconteceu porque os seus corações estavam fechados à acção do Espírito de Deus. E se tiveres o coração fechado, a fé não entrará. Deus Pai sempre nos atrai a Jesus: somos nós que abrimos ou fechamos o nosso coração. Ao contrário, a fé, que é como uma semente no profundo do coração, desabrocha quando nos deixamos «atrair» pelo Pai rumo a Jesus, e «vamos ter com Ele» de coração aberto, sem preconceitos; então reconhecemos no seu rosto a Face de Deus e nas suas palavras a Palavra de Deus, porque o Espírito Santo nos fez entrar na relação de amor e de vida que existe entre Jesus e Deus Pai. E ali nós recebemos o dom, o presente da fé.

Então, com esta atitude de fé, podemos compreender também o sentido do «Pão da vida» que Jesus nos doa, e que Ele exprime assim: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei-de dar, é a minha carne para a salvação do mundo» (Jo 6, 51). Em Jesus, na sua «carne» — ou seja, na sua humanidade concreta — está presente todo o amor de Deus, que é o Espírito Santo. Quem se deixa atrair por este amor caminha rumo a Jesus, vai com fé e d’Ele recebe a vida, a vida eterna.

Quem viveu essa experiência de forma exemplar foi a Virgem de Nazaré, Maria: a primeira pessoa humana que acreditou em Deus acolhendo a carne de Jesus. Aprendamos d’Ela, nossa Mãe, a alegria e a gratidão pelo dom da fé. Um dom que não é «privado», um dom que não é propriedade particular mas é um dom a ser partilhado: um dom «para a vida do mundo»!

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 9 de Agosto de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos,

oremos a Deus nosso Pai,

que nos enviou o Seu Filho Jesus Cristo,

para nos dar a conhecer a vida eterna,

e façamos subir até Ele as nossas preces,

dizendo com confiança.

 

Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

1.     Pelo Santo Padre, o Papa Francisco, Bispo de Roma, sucessor de S. Pedro,

para que receba da Eucaristia, o Pão que vem de Deus,

a força para dirigir a Santa Igreja,

oremos ao Senhor,

 

R Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

2.      Por aqueles que em cada país e na nossa Pátria

se dedicam a trabalhar pelos bem comum,

para que Deus lhes revele a Sua bondade,

oremos ao Senhor

 

        R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

3.     Pelos cristãos que entristecem o Espírito Santo

que os marcou com o dom da caridade,

para que não haja entre eles azedumes, gritarias ou maus tratos

e saibam perdoar-se mutuamente,

oremos ao Senhor.

 

    R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

    4.  Pelos homens que murmuram contra tudo,

    para que recebam de Jesus Eucaristia o grande dom

    de se deixarem instruir pela verdade,

    oremos ao Senhor.      

 

    R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

    5. Pelos membros desta comunidade (paroquial)

para que Deus nos dê a graça de o ser

dando frutos de santidade na nossa união com Cristo,

    oremos ao Senhor.

 

    R. Senhor, atendei as nossas preces.

 

    Pai Santo, que nos chamastes à fé em Jesus Cristo

    e nos dais a comer o Pão do Céu,

    ensinai-nos a acreditar com toda a alma na Palavra do Evangelho,

    para que depois da vida neste mundo, ressuscitemos para a vida eterna.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

     que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Apresentamos Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja e transformai-os, com o vosso poder, em sacramento da nossa salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Saudação da paz

 

Em cada celebração da Eucaristia devemos ter presente o mandato do Senhor de não nos aproximarmos a oferecer um sacrifício enquanto qualquer pessoa tiver alguma queixa fundada contra nós. Agora que vamos receber o Seu Corpo e Sangue, manifestemos ao Senhor o desejo de vivermos em paz e reconciliação com todos. Com essa intenção, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Para podermos continuar a caminhar até ao Pai que nos espera no fim desta vida terrena, a exemplo do Profeta Elias, precisamos da fortaleza do alimento salvador que nos é oferecido nesta Eucaristia, Sacramento de Amor, penhor de vida eterna. Vamos recebê-LO com muita fé e amor.

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 62

Salmo 147, 12.14

Antífona da comunhão: Louva, Jerusalém, o Senhor, que te saciou com a flor da farinha.

 

Ou

Jo 6, 52

O pão que Eu vos darei, diz o Senhor, é a minha carne pela vida do mundo.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a comunhão do vosso sacramento nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Revigorados com a Palavra e com o Corpo e Sangue de Jesus, vamos prosseguir a nossa caminhada em ordem à Pátria eterna. Com a certeza de que Jesus vai connosco, todos os obstáculos serão vencidos. Iluminados por esta fé, vamos também ajudar com o nosso exemplo alegre e confiante, a todos quantos encontrarmos nos caminhos da vida. Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Nós vamos com o Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

 

Homilias Feriais

 

19ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-VIII: Dar a vida por amor dos seus.

Ez 1, 2-5. 24-28 / Mt 17, 22-27

O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. E os discípulos ficaram profundamente consternados.

Pedro rejeita este anúncio e os outros ficaram consternados (Ev.). Mas, é por amor que Jesus entrega a sua vida. Sejamos igualmente generosos com Deus.

A Santa Missa é uma das maiores manifestações do amor de Deus para connosco: «Na Eucaristia, Jesus não dá «alguma coisa», mas dá-se a si mesmo; entrega o seu Corpo e derrama o seu Sangue. Deste modo, dá a totalidade da sua própria vida, manifestando a fonte originária deste amor: Ele é o Filho eterno que o Pai entregou por nós» (Bento XVI). Na Missa unem-se os céus e a terra (S. Resp.).

 

3ª Feira, 14-VIII: Deus não nos deixa sós.

Ez 2, 8 – 3, 4 / Mt 18, 1-5. 10. 12-14

Assim, não é da vontade do meu Pai, que está nos Céus, que se perca um único sequer destes pequeninos.

É vontade do nosso Pai que todos o homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Usa de paciência, não querendo que ninguém se perca (Ev.).

Como não quer que ninguém se perca, nunca nos deixará sós: é o Emanuel, o Deus connosco. Permanece no Sacrário para nos acompanhar. E também nos dá o alimento da sua Palavra, que é mais doce que o mel (S. Resp.). Foi o que aconteceu com Ezequiel, que comeu o livro em forma de rolo: «Eu comi-o, e tornou-se-me na boca tão doce como o mel» (Leit.).

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:   Alves Moreno

Nota Exegética:            Geraldo Morujão

Homilias Feriais:           Nuno Romão

Sugestão Musical:        Duarte Nuno Rocha

 


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