16º Domingo Comum

22  de Julho de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantemos ao Senhor, F. da Silva, NRMS 22

Salmo 53, 6.8

Antífona de entrada: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

«Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco»! É Cristo, o Pastor, que nos leva a descansar, nos conduz e nos prepara a mesa. Aqui reconforta a nossa alma. Vamos na escuta da sua palavra e ao abrigo da sua presença, celebrar o Domingo do nosso repouso, da nossa paz e da nossa alegria!

 

 

Kyrie

 

Senhor, porque derrubastes o muro da inimizade

que separava os vossos filhos dispersos,

tende piedade de nós!

 

Cristo, porque na Cruz reconciliastes com o Pai

todos os filhos de Deus dispersos,

tende piedade de nós!

 

Senhor, porque nos trazeis a Boa Nova da Paz,

tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O exemplo mau de pastores maus é denunciado por Deus com a promessa do Bom Pastor.

 

Jeremias 23, 1-6

Diz o Senhor: 1«Ai dos pastores que perdem e dispersam as ovelhas do meu rebanho!» 2Por isso, assim fala o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: «Dispersastes as minhas ovelhas e as escorraçastes, sem terdes cuidado delas. Vou ocupar-Me de vós e castigar-vos, pedir-vos contas das vossas más acções – oráculo do Senhor. 3Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas de todas as terras onde se dispersaram e as farei voltar às suas pastagens, para que cresçam e se multipliquem. 4Dar-lhes-ei pastores que as apascentem e não mais terão medo nem sobressalto; nem se perderá nenhuma delas – oráculo do Senhor. 5Dias virão, diz o Senhor, em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria; há-de exercer no país o direito e a justiça. 6Nos seus dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: ‘O Senhor é a nossa justiça’».

 

Jeremias, depois de ter anunciado o desterro (cap. 21 e 22), devido às infidelidades do povo e aos maus pastores, anuncia uma nova era, em que o próprio Deus tomará a seu cargo as suas ovelhas (vv. 2-3). «Dar-lhes-ei pastores» (v. 4) é a palavra de esperança de João Paulo II, a propósito das vocações sacerdotais, na célebre exortação apostólica com este mesmo título. O texto da leitura foi escolhido, tendo em conta as palavras de Jesus no Evangelho de hoje (Mc 6, 34): Jesus é realmente Yahwéh a conduzir as suas ovelhas, isto é, o seu Povo; Ele é o rebento de David (v. 5) assim também anunciado em Isaías 11, 1.

 

Salmo Responsorial     Sl 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)

 

Monição: Cantemos ao Senhor que é a luz que brilha nas trevas, a esperança dos que caminham para a casa do Pai.

 

Refrão:        O Senhor é meu pastor:

                     nada me faltará.

 

O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários;

com óleo me perfumais a cabeça,

e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida,

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A partir da experiência da ressurreição de Cristo e da prática das comunidades cristãs, o autor pode afirmar: Cristo fez de ambos os povos um só.

 

Efésios 2, 13-18

Irmãos: 13Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes d’Ele, graças ao sangue de Cristo. 14Cristo é, de facto, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo e derrubou o muro da inimizade que os separava, 15anulando, pela imolação do seu corpo, a Lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros, Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. 16Pela cruz reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só Corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade. 17Cristo veio anunciar a boa nova da paz, paz para vós, que estáveis longe, e paz para aqueles que estavam perto. 18Por Ele, uns e outros podemos aproximar-nos do Pai, num só Espírito.

 

Nesta leitura expõe-se um dos aspectos do plano salvífico (tema central da epístola): judeus e gentios, até agora separados, ficam unidos, ao participarem da mesma salvação trazida por Cristo, autor da paz: Cristo é de facto «a nossa paz» (v. 14).

14-16 Jesus, ao fazer de judeus e gentios um só povo, acabou com a inimizade e barreira que os separava. Cristo tornou nula a Lei de Moisés. Com efeito, por um lado, satisfez as exigências punitivas dessa Lei ao morrer pelos pecados; e, por outro lado, pela imolação do seu Corpo, alcançou o perdão dos pecados, tornando inútil uma lei punitiva, como era a de Moisés (cf. Rom 8, 3; Gal 2, 14). A Lei de Moisés era de facto uma grande barreira para a união entre judeus e não judeus. Se é verdade que ela tinha, até Cristo, contribuído para defender os israelitas do paganismo, agora já não faz sentido, uma vez que também os gentios são igualmente chamados à mesma salvação em Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 10, 27

 

Monição: Depois da missão, os apóstolos voltam a Jesus. Para descansar, para orar, partilhar, para o escutar!

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;

Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6, 30-34

Naquele tempo, 30os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. 31Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. 32Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. 33Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, que eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

 

O Evangelho de hoje está na continuação da leitura do Domingo anterior, contando o regresso dos Apóstolos enviados a pregar (a Liturgia omite o relato intermédio da martírio do Baptista). Eles contaram a Jesus «tudo o que tinham feito e ensinado» (v. 30), um pormenor diríamos paradigmático, pois o apóstolo de todos os tempos não pode limitar-se à acção esquecendo o diálogo com o Senhor.

Também este episódio nos mostra como Jesus e os Apóstolos se entregavam inteiramente ao ministério, sem lhes sobrar tempo, faltando-lhes até tempo para comer. Assim ficou para sempre registado um exemplo de zelo apostólico. Por outro lado, fica patente o senso comum de Jesus ao não fazer nem exigir esforços absolutamente superiores à natureza: daqui o imperativo do descanso. Esta leitura presta-se a fazer uma homilia sobre o sentido cristão do descanso e do aproveitamento das férias.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Os maus pastores

2. O descanso

 

 

1. Os maus pastores

 

1. Depois de ouvir a Palavra de Deus, há dois pensamentos que poderíamos partilhar: por um lado, o tema dos maus pastores, e por outro, a questão do descanso.

Na 1ª leitura, tirada do Livro de Jeremias, ouvimos a repreensão que Deus faz aos maus pastores: «Dispersastes as minhas ovelhas e as escorraçastes, sem terdes cuidado delas. Vou castigar-vos e pedir-vos contas das vossas más ações». Este texto mostra-nos a dor de Deus perante aquele que devia apascentar o seu rebanho e, em vez disso, o dispersa. Deus sente ternura especial por aqueles a quem confia uma missão. No entanto, quando o pastor abandona o seu ofício provoca a tristeza de Deus.

Esta leitura é dirigida, antes de mais, aos sacerdotes. É um desafio para que, aqueles que apascentam o rebanho de Deus, sejam bons pastores. Conhecemos muitos sacerdotes, com as suas virtudes e também os seus limites e incapacidades. Em todo o caso, em vez de criticarmos, rezemos para que o Senhor os ilumine e os faça deles pastores segundo o Seu coração.

Esta repreensão que Deus faz aos maus pastores dirige-se, em primeiro lugar, aos sacerdotes. Contudo, também cada um de nós, quando somos chamados a exercer qualquer forma de autoridade, nos comportamos com frequência como maus pastores quando agimos para obter mais poder e prestígio pessoal. Por isso, irmãos, todos aqueles que desempenhem qualquer serviço ou ministério na Igreja, devem aprender a servir os irmãos com toda a generosidade. Somos bons pastores quando cuidamos e servimos os outros, quantas vezes, como Jesus e os apóstolos que “nem tinham tempo para comer” (Mc 6, 31).

 

2. O descanso

 

E esta frase leva-me a falar do segundo ponto: o descanso. A semana passada, o Evangelho contava-nos que Jesus tinha enviado os Apóstolos a pregar o arrependimento. Entretanto, conta-nos hoje que, depois de terem cumprido a sua missão, voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco» (Mc 6, 32).

“Descansai um pouco”. Descansa-se das muitas ocupações, de uma semana de trabalho intenso, de um ano esgotante. Trata-se de uma pausa que deve fazer bem à saúde física, mental e mesmo espiritual.

A Bíblia fala pouco de férias, de descanso e repouso. Pelo contrário, refere muitas vezes a necessidade e o dever do trabalho. O Génesis conta-nos que já no paraíso o trabalho foi uma imposição feita ao homem. Podíamos até citar muitas outras passagens da Bíblia para mostrar como este livro é amigo do trabalho. S. Paulo chega mesmo a escrever: «Quem não quiser trabalhar, também não deve comer» (2 Tes 3,10).

Contudo, precisamos de descansar como também Deus descansou ao sétimo depois da obra da criação. É claro que Deus não precisava de descansar. São apenas palavras para entendermos que as férias, os feriados, os domingos, existem porque fazem falta. E fazem falta como pausa para o descanso e para se poder retomar o trabalho mais frescos e saudáveis.

De facto, todos nós cansamo-nos e precisamos de descanso e de algum tempo de férias. Mas como é que aproveitamos o tempo que temos para descansar? Como é que passamos as nossas férias?

É importante planear as nossas férias. Não basta a preocupação com as modas, não basta a tenda para o acampamento, não basta programar viagens e escolher lugares. É preciso mais! São precisas férias com Deus que nos tragam ânimo novo.

Férias com Deus. Dar-Lhe mais tempo, maior atenção, mais escuta e espaço interior. Mais oração e mais recolhimento aproveitando a riqueza do descanso, do sossego onde Deus está presente.

Férias formativas. Habitualmente temos pouco tempo para ler, para cuidar da nossa formação, para enriquecer a nossa cultura religiosa. Um bom livro, uma leitura que nos enriqueça e ajude a crescer é uma das melhores companhias de férias.

Férias convívio. Temos tão pouco tempo para conviver, conversar, para dialogar com a família... As férias poderão ser ocasião para o encontro, para saber “gastar tempo” a conversar, a partilhar a vida, os projetos, os planos, a repensar o futuro.

Precisamos, pois, sair das férias mais repousados, com forças renovadas para começar um novo ano de trabalho. Precisamos de experimentar o descanso e aprender a descansar em Deus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Receber a Comunhão significa também obter de Cristo a graça que nos torna capazes de partilhar com os outros aquilo que somos e o que possuímos. Quem não tem os seus “cinco pães e dois peixes”? Todos os temos!»

O Evangelho deste domingo (Jo 6, 1-15) apresenta o grande sinal da multiplicação dos pães, na narração do evangelista João. Jesus está na margem do lago da Galileia, circundado por «uma grande multidão», atraída pelos «sinais que realizava em favor dos doentes» (v. 2). Nele age o poder misericordioso de Deus, que cura todos os males do corpo e do espírito. Mas Jesus não é só alguém que cura, é também mestre: com efeito sobe ao monte e senta-se, na típica atitude do mestre quando ensina: sobe a esta «cátedra» natural criada pelo seu Pai celeste. A este ponto Jesus, que bem sabe o que está para fazer, põe os seus discípulos à prova. Que fazer para matar a fome a toda aquela gente? Filipe, um dos Doze, faz um cálculo rápido: organizando uma colecta, poder-se-ão no máximo recolher duzentos denários para comprar pão, que contudo não seria suficiente para matar a fome a cinco mil pessoas.

Os discípulos raciocinam em termos de «mercado», mas Jesus substitui a lógica do comprar com a outra lógica, a lógica do doar. E eis que André, outro Apóstolo, irmão de Simão Pedro, apresenta um jovem que põe à disposição tudo aquilo que possui: cinco pães e dois peixes; mas — diz André — que é isso para tanta gente (cf. v. 9). Jesus esperava precisamente isto. Ordena aos discípulos que façam sentar aquela multidão, depois tomou aqueles pães e peixes, deu graças ao Pai e distribuiu-os (cf. v. 11). Estes gestos antecipam os da Última Ceia, que conferem ao pão de Jesus o seu significado mais verdadeiro. O pão de Deus é o próprio Jesus. Tomando a Comunhão com Ele, recebemos a sua vida em nós e tornamo-nos filhos do Pai celeste e irmãos entre nós. Recebendo a comunhão encontramo-nos com Jesus realmente vivo e ressuscitado! Participar na Eucaristia significa entrar na lógica de Jesus, a lógica da gratuitidade, da partilha. E por mais pobres que sejamos, todos podemos oferecer alguma coisa. «Receber a Comunhão» significa também obter de Cristo a graça que nos torna capazes de partilhar com os outros aquilo que somos e o que possuímos.

A multidão fica admirada com o prodígio da multiplicação dos pães; mas o dom que Jesus oferece é a plenitude de vida para o homem faminto. Jesus sacia não só a fome material, mas aquela mais profunda, a fome do sentido da vida, a fome de Deus. Perante o sofrimento, a solidão, a pobreza e as dificuldades de tantas pessoas, o que podemos fazer? Lamentar-nos nada resolve, mas podemos oferecer aquele pouco que temos, como o jovem do Evangelho. Certamente temos algumas horas à disposição, algum talento, competência... Quem não tem os seus «cinco pães e dois peixes»? Todos os temos! Se estivermos dispostos a pô-los nas mãos do Senhor, serão suficientes para que no mundo haja um pouco mais de amor, paz, justiça e sobretudo alegria. Como é necessária a alegria no mundo! Deus é capaz de multiplicar os nossos pequenos gestos de solidariedade e tornar-nos participantes do seu dom.

Que a nossa oração ampare o compromisso comum para que nunca falte a ninguém o Pão do céu que dá vida eterna e o necessário para uma vida digna, e se afirme a lógica da partilha e do amor. A Virgem Maria nos acompanhe com a sua materna intercessão.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 26 de Julho de 2015

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos caríssimos,

para que a Igreja e os povos da terra escutem

e sigam o verdadeiro pastor,

que quer salvar todos os homens

e conduzi-los ao conhecimento da verdade,

e peçamos com insistência.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1. Para que a Igreja Santa, nossa mãe,

glorifique o nome de Jesus, o seu Pastor,

e anuncie em toda a parte o Evangelho.

Oremos, irmãos.

 

2. Para que os governantes e as autoridades

exerçam com justiça as suas funções

e velem pelo bem de todo o povo.

Oremos, irmãos.

 

3. Para que Jesus, o Mestre que sabe instruir,

Se compadeça das multidões que O não conhecem

e venha ensinar-lhes a verdade.

Oremos, irmãos.

 

4. Para que o mundo novo inaugurado por Cristo,

sem classes, sem divisões e sem fronteiras,

seja a meta para onde caminhe a humanidade.

Oremos, irmãos.

 

5. Para que as nossas comunidades paroquiais

vivam em união com os pastores que Deus lhes deu,

os amparem, com eles trabalhem e por eles rezem.

Oremos, irmãos.

 

Senhor Jesus Cristo, que tivestes compaixão das multidões,

nós Vos pedimos por todos os pastores, para que sejam dignos de Vós,

e pelas ovelhas do rebanho que lhes confiastes,

para que tenham fome das vossas palavras e do alimento com que as sustentais.

Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

Introdução

 

Longe de Deus, Cristo Jesus nos abeirou do Pai, num só Espírito. Somos a família de seus filhos reunidos em seu filho. Por isso ousamos dizer com toda a confiança...

 

Cântico do ofertório: As minhas ovelhas ouvirão a minha voz, A. Cartageno, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Rito da Paz

 

Cristo é de facto a nossa paz. Nos braços abertos da cruz abraçou a humanidade inteira, desfez todas as barreiras e aproximou-nos uns dos outros. Sentindo esta verdade, saudai-vos!

 

Monição da Comunhão

 

«Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão e encheu-se de compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor». A Eucaristia é um ato da compaixão de Jesus por nós ao dar-nos o Seu corpo como alimento de vida eterna.

 

Cântico da Comunhão: Quem beber da água, Az. Oliveira, NRMS 61

cf. Salmo 110, 4-5

Antífona da comunhão: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.

 

Ou

Ap 3, 20

Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Vós sois grande, M. Simões, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Oxalá todos encontremos tempo para discernir as coisas urgentes das realmente importantes. Quem a Deus tem nada lhe falta. Boas Férias. Ide em paz…

 

Cântico final: Aleluia! Glória a Deus, F. da Silva, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

16ª SEMANA

 

2ª Feira, 23-VII: S. Brígida: O rosto espiritual da Europa.

Gal 2, 19-20 / Jo 15, 1-8

Quando alguém permanece em mim e Eu nele, esse é que dá muito fruto porque, sem mim, nada podeis fazer.

Recorramos à intercessão de S. Brígida, Padroeira da Europa, para que todos os cidadãos europeus se aproximem mais de Deus. Tenhamos presente que, para nos ajudar, Jesus entregou a sua vida por cada um de nós (Leit.).

A Europa adquiriu um rosto espiritual, fruto da vida de tantos santos, mas está actualmente a desfigurar esse rosto. A nossa esperança está em Cristo: «Sem mim, nada podeis fazer» (Ev.). Com a nossa luta, e pequenas conversões, conseguiremos ajudar a manter este património que recebemos.

 

3ª feira, 24-VII: Que Deus tão misericordioso!

Miq 7, 14-15. 18-20 / Mt 12, 46-50

Qual o deus semelhante a vós, que tira o pecado e perdoa o delito deste resto que é o vosso domínio?

O profeta fica espantado com um Deus, que é misericordioso, que perdoa os pecados (Leit.). De facto, «Deus revela que é rico em misericórdia, ao ponto de entregar o seu próprio Filho» (CIC, 211). Agradeçamos a Deus, que nunca se cansa de perdoar os nossos pecados, está sempre disposto a perdoar

Também lhe agradecemos por querer que façamos parte da sua família: «Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver: fazer a vontade do Pai (Ev.)» (CIC 2233).

 

4ª Feira, 25-VII: S. Tiago: Preparados para corresponder?

2 Cor 4, 7-15 / Mt 20, 20-28

Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos!

Recebemos do Senhor uma vida nova através dos sacramentos. Mas trazemos esta vida em vasos de barro (Leit.), e ela pode enfraquecer-se, e até perder-se, pelo pecado grave.

Por isso, o Senhor nos pergunta se podemos beber o seu cálice. Tiago respondeu afirmativamente (Ev.) e, de facto, ele foi o primeiro Apóstolo a dar a vida pelo Evangelho (Oração). Para podermos servir e dar a vida pelos outros precisamos apoiar-nos muito na fortaleza de Deus.

 

5ª Feira, 26-VII: S. Joaquim e Sta. Ana: A herança que nos legaram.

Sir 44, 1.10-15 / Mt 13, 16-17

Celebremos os valores dos homens ilustres, dos nossos antepassados, através das gerações.

Hoje é dia para louvarmos as ilustres pessoas (Leit.) dos pais de Nossa Senhora, Joaquim e Ana. Foram eles que trouxeram ao mundo a Mãe de Deus (Oração).

De algum modo, chegaram aos mistérios do reino de Deus, através do que viram e ouviram de sua filha, Maria: «felizes os olhos porque vêem, e os ouvidos porque ouvem» (Ev.). Que eles nos ensinem a 'ver' Nª Senhora, como eles a viram, e a 'ouvi-la' como eles a ouviram, para a podermos imitar melhor, porque Ela ouviu a palavra de Deus e a levou à prática.

 

6ª Feira, 27-VII: Fazer render a palavra de Deus

Jer 3, 14-17 / Mt 13, 24-30

E o que recebeu a semente em boa terra é aquele que ouve a palavra e, perante as dificuldades, a entende.

O terreno, onde cai a semente divina (Ev.), é o mundo inteiro, é cada pessoa. A sementeira é generosa, feita com amor, mas o fruto depende em boa parte de cada um de nós. Devemos pedir ao Senhor para sermos muito constantes nos nossos propósitos, para não desistirmos facilmente.

A semente, a palavra de Deus, é a que recebemos directamente do Evangelho. Devemos estar sempre muito atentos aos avisos do bom Pastor: «dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, e eles vos hão-de apascentar com inteligência» (Leit.).

 

Sábado, 28-VII: Purificação e coerência de vida.

Jer 7, 1-11 /  Mt 13, 24-30

Enquanto as pessoas dormiam, veio o inimigo dele, semeou, por sua vez, o joio no meio do trigo e retirou-se.

«Todos os membros da Igreja devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles, o joio do pecado se encontra ainda misturado com a boa semente do Evangelho até ao fim dos tempos (Ev.)» (CIC, 827). É necessária uma tarefa constante de purificação dos pecados.

Também o Senhor se queixa daqueles que se portam mal: «Vós roubais, sacrificais ao deus Baal, e depois vindes apresentar-vos diante de mim» (Leit.). É indispensável que procuremos ser coerentes com a nossa fé.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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