13º Domingo Comum

1 de Julho de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor é o Pastor, M. Simões, NRMS 116

cf. Sl 46, 2

Antífona de entrada: Louvai o Senhor, povos de toda a terra, aclamai a Deus com brados de alegria.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Convidados pelo Senhor, aqui nos reunimos como irmãos junto  ao Altar. Filhos de Deus, queremos cumprir integralmente a Sua vontade, queremos escutar a Sua Palavra, queremos recebê-l’O com fé e amor.

Viemos não para assistir à missa mas para participarmos nesta Eucaristia alegre e confiadamente, animados pela certeza de que o Senhor nos oferece a salvação

 

oração colecta: Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus criou-nos a fim de prepararmos na terra a felicidade eterna no Céu. Se cumprirmos a missão que nos confiou, pela morte deixaremos o mundo para vivermos com Ele para sempre.

 

Sabedoria 1, 13-15; 2, 23-25 (23-24)

13Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra de os vivos perecerem. 14Pela criação, deu o ser a todas as coisas e o que nasce no mundo destina-se ao bem. Em nada existe o veneno que mata, nem o poder da morte reina sobre a Terra, 15pois a justiça é imortal. 23Deus criou o homem para ser incorruptível e fê-lo à imagem do que Ele é em Si mesmo. 24A morte entrou no mundo pela inveja do Demónio, e os seus partidários sentem-lhe os efeitos.

 

A leitura contém cinco versículos respigados da 1ª parte do livro da Sabedoria, o mais recente dos livros do A. T. e escrito em grego. O autor inspirado mostra como a verdadeira felicidade consiste em fazer a vontade de Deus e disso depende a sorte de cada um após a morte, pois «a justiça (de Deus) é imortal» (v. 15), não deixa de haver uma retribuição justa pelo proceder de cada um. E Deus não quer a morte de ninguém, mas esta é consequência do pecado: «não foi Deus quem fez a morte» (v. 13). Mais adiante (vv. 23-24) insiste-se na mesma ideia, depois de censurar os ímpios que perseguem o justo, cuja vida santa consideram para eles uma repreensão do seu mau proceder. Como pano de fundo do texto, temos a narrativa do Génesis (Gn 3), embora não citada expressamente; na origem do mal e da morte – «não foi Deus quem fez a morte» (v. 23) – está «a serpente antiga, chamada Diabo e Satanás, que seduz toda a humanidade» (Apoc 12, 9), «assassino desde o princípio… mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44); notar que a tradução litúrgica utilizou uma expressão mais suave, «demónio», em vez do termo grego Diabo, que significa caluniador, acusador, a tradução do nome hebraico Satanás.

 

Salmo Responsorial     Sl 29 (30), 2.4.5-6.11.12a.13b (R. 2a)

 

Monição: O Senhor veio ao mundo há dois mil anos para nos salvar. Amou-nos até ao ponto de dar a vida por nós. Louvemo-l’O por ser tão nosso amigo.

 

Refrão:        Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes

e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.

Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,

vivificastes-me para não descer ao túmulo.

 

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,

e dai graças ao seu nome santo.

A sua ira dura apenas um momento

e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas

e ao amanhecer volta a alegria.

 

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,

Senhor, sede Vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:

Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

 

Segunda Leitura

 

Monição: No mundo não haveria injustiças e miséria, no mundo ninguém viveria só e abandonado se todos vivessem a virtude da caridade.

 

2 Coríntios 8, 7.9.13-15

Meus irmãos: 7vós sois ricos em tudo: na fé, na eloquência, no conhecimento da doutrina, em toda a espécie de atenções e na caridade que recebestes de nós. Mostrai-vos também ricos em generosidade. 9Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos pela sua pobreza. 13Não se trata de vos sobrecarregar a vós, para aliviar os outros, trata-se de procurar a igualdade. 14Na presente ocasião, aquilo que vos sobra compensa o que falta aos vossos irmãos, para que um dia, o que venha a sobrar-lhes compense o que vier a faltar-vos. E assim haverá igualdade, como esta escrito: 15«A quem tinha muito não sobejou, e a quem tinha pouco não faltou.»

 

A leitura é tirada da segunda parte da Carta (2 Cor 8 – 9), escrita da Macedónia; contém um forte apelo do Apóstolo ao desprendimento e à generosidade dos fiéis de Corinto na esmola para socorrer os pobres de Jerusalém. No regresso da sua 3ª viagem missionária, Paulo vai passar por Corinto e ali recolher o fruto da colecta, já recomendada na sua 1ª Carta, a fazer «no primeiro dia da semana», certamente na Liturgia dominical (cf, 1 Cor 16, 2.5), como veio a ser um costume cristão, já referido por S. Justino no século II: «Desde o princípio, com o pão e o vinho para a Eucaristia, os cristãos trazem as suas ofertas para a partilha com os necessitados. Este costume, sempre actual, da colecta inspira-se no exemplo de Cristo, que Se fez pobre para nos enriquecer» (Catecismo da Igr. Cat., nº 1351; cf. S. Justino, Apol. I, 67, 6). A imitação de Cristo passa também pelo exercício das virtudes do desprendimento e da generosidade: «Ele, que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos pela sua pobreza» (v. 9). S. Paulo faz ainda apelo a uma justa repartição de bens (vv. 13-15), recorrendo ao texto de Ex 16, 18, que se refere à recolha equitativa do maná no deserto.

 

Aclamação ao Evangelho          2 Tim 1, 10

 

Monição: Outrora o Senhor confortava os angustiados, curava os doentes, ressuscitava os próprios mortos. Confiemos também nós, agora, tudo o que nos preocupa ao Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte

e fez brilhar a vida por meio do Evangelho.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Marcos 5, 21-43.   Forma breve: São Marcos 5, 21-24.35b-43

Naquele tempo, 21Jesus voltou a atravessar, de barco, para a outra margem do lago. Reuniu-se junto d'Ele grande multidão, e Ele permaneceu a beira-mar. 22Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, 23caiu-lhe aos pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe a mão, para que seja salva e viva.» 24Jesus foi com ele. Acompanhava-O tão grande multidão, que O comprimia. [25Certa mulher tinha hemorragias havia doze anos. 26Sofrera muito com grande número de médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado; antes piorava cada vez mais. 27Como tinha ouvido falar Jesus, veio por detrás, no meio da multidão, e tocou-Lhe na capa. 28Pois dizia consigo: «Se eu, ao menos, Lhe tocar nas vestes, ficarei curada.» 29No mesmo instante, estancou-se-lhe o sangue, e sentiu no seu corpo que estava curada da doença. 30Jesus notou logo em Si mesmo que saíra d’Ele uma força. Voltou-Se no meio da multidão e perguntou: «Quem Me tocou nas vestes?» 31Diziam-Lhe os discípulos: «Tu vês a multidão que Te aperta e perguntas: «Quem Me tocou?» 32Mas Jesus olhou em volta, para ver aquela que o tinha feito. 33E a mulher, assustada e a tremer, por saber o que Lhe tinha sucedido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe toda a verdade. 34Jesus replicou-Lhe: «Minha filha, foi a tua fé que te salvou! Vai em paz e fica sarada do teu mal.»] 35Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?» 36Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas receio. Crê somente.» 37E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38Chegaram a casa do chefe da sinagoga. E Jesus deparou com o reboliço e com a gente que chorava e gritava muito. 39Ao entrar, perguntou-lhes: «Porque estais nesta agitação a chorar? A criança não morreu, está a dormir!» 40E riam-se d’Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, tomou consigo o pai e a mãe da criança e os que vinham com ele, e entrou no local onde estava a criança. 41Pegou na mão da criança e disse-lhe: «Talitá qumi Menina, Eu te ordeno: levanta-te». 42Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E logo se encheram de grande pasmo. 43Jesus fez-lhes instantes recomendações, para que ninguém soubesse do caso, e mandou que dessem de comer à menina.

 

Voltamos hoje ao nosso Evangelho do ano, com mais dois milagres de Jesus (na forma longa da leitura). «O encadeamento destas duas narrações de milagres é tão íntimo e tão natural, que é impossível considerá-lo como obra do evangelista ou da tradição donde as tomou. Trata-se evidentemente da reprodução da realidade histórica. O carácter vivo e gráfico da descrição remete-nos mais uma vez para uma testemunha ocular, Pedro» (Josef Schmid).

22 «Um dos chefes da sinagoga», certamente uma pessoa importante na terra, responsável pela orientação da sinagoga, especialmente nas celebrações dos sábados e dias festivos; competia-lhe dirigir o canto e as orações, bem como designar o leitor e comentador dos sedarim (secções) em que estava dividido o Pentateuco na Palestina no tempo de Jesus, para ser lido por ciclos de três anos, em forma de lectio continua. É de notar como um homem importante recorre a Jesus numa situação extrema, com a filha a morrer. Marcos, com uma informação mais directa, não enfatiza a situação como Mateus, que fala de que a filha já estava morta (cf. Mt 9, 18).

25 «Certa mulher tinha hemorragias havia doze anos». A hemorragia, constituía uma impureza legal da infeliz mulher, que também tornava impuro tudo e rodos os que ela tocasse. Já farta de sofrer – havia já 12 anos – e de ser maltratada pelos humilhantes métodos curativos rabínicos, atreve-se a recorrer a Jesus. É impressionante a fé humilde e delicada daquela mulher envergonhada, que pensa que não precisa de se sujeitar a expor o seu mal; mas também se considera indigna de tocar em Jesus e, do meio da multidão, sem que fosse notada, limita-se a tocar-lhe na capa pela parte detrás (v. 27). Sentindo-se curada, não o manifesta logo, e, ao ouvir de Jesus que tinha sido tocado (v. 30), fica confundida pelo seu atrevimento e, «assustada e a tremer… veio prostrar-se diante de Jesus e disse-lhe toda a verdade». Não foram, porém, palavras de censura as que ouviu do seu médico, mas o louvor da sua fé e a paz que lhe inundou a alma com a garantia dada duma cura definitiva: «Minha filha, foi a tua fé que te salvou! Vai em paz e fica sarada do teu mal» (v. 34).

36-40 «Não tenhas receio. Crê somente». Para quem crê, Jesus nunca chega demasiado tarde (cf. v. 35) e sobra-lhe o reboliço da gente, o choro e o grito das carpideiras… Jesus, ao fazer bem, não quer dar espectáculo nem provocar alarido que venha a perturbar o seu ministério, por isso só o pai e a mãe da menina hão-de presenciar o milagre, além de Pedro Tiago e João, de que Jesus que fazer como que o núcleo duro dos Doze, pois são os mesmos que hão-de presenciar a Transfiguração e a Agonia, em dois montes contrapostos.

41-43 «Menina, levanta-te!» A expressão original de Jesus «talitá qumi», são umas palavras que terão causado tal impacto nos ouvintes, que jamais se lhes apagaram da memória, e que a tradição conservou tal qual, mesmo quando o Evangelho passou a ser pregado e finalmente escrito na língua grega. Não deixa de ser interessante o pormenor tão realista e tão humano de Jesus ao mandar que dessem de comer à menina, mesmo depois de ela já ter começado a andar.

 

Sugestões para a homilia

 

Deus criou-nos para vivermos eternamente

Vamos ao encontro do Senhor

Levemos Jesus Cristo ao mundo

 

Deus criou-nos para vivermos eternamente

«Deus criou o homem para ser incorruptível » ( Primeira Leitura ).

Esta afirmação do Livro da Sabedoria ajuda-nos a termos um ideal na nossa vida. Estamos aqui de passagem. Quando o Senhor quiser partiremos ao Seu encontro para com Ele vivermos eternamente.

Mas, para irmos para o Céu, temos de praticar o bem na terra.

Quando vemos tanta maldade à nossa volta, temos de ser diferentes, temos de viver unidos ao Senhor, cumprindo sempre a Sua vontade.

Como sabemos nós qual é a vontade de Deus?

Quando fizermos alguma coisa, quando pensarmos algum projecto, quando tivermos de tomar uma decisão importante, cada um de nós pergunte: como faria Jesus no meu lugar?

E Ele vai inspirar-nos, embora nos deixe livres, para fazermos o que é bom, para pensarmos como é feliz quem vive o Amor…

 

Vamos ao encontro do Senhor

Quando surgirem dificuldades, quando a dor bater à nossa porta façamos como a mulher, referida no Evangelho, que pede e obtém a cura de Jesus, após doze anos de sofrimento.

Quando a morte vier ao nosso encontro confiemos em Jesus. Ele ressuscitou a menina de doze anos, a pedido de Jairo, seu pai. Também nos há-de ressuscitar um dia para a vida eterna.

Como será bom viver no Céu! Ninguém imagina a felicidade que Deus preparou para nós! Até lá chegarmos procuremos viver bem para merecermos essa recompensa.

Vivamos unidos a Jesus pela vida em Graça, recebendo a força e a coragem nos sacramentos.

Alimentemos a nossa vida espiritual com a oração e com a devoção terna e filial a Nossa Senhora.

Não vivamos em agitação constante, absorvidos pelos afazeres do dia-a-dia, sem reservarmos tempo para parar, reflectir, meditar…

Quantas vezes Jesus se levantava cedo para, em silêncio, falar com Seu Pai! Quantas vezes Maria Santíssima guardava tudo em Seu coração!...

Assim viveremos imensamente felizes. E quereremos tornar também os outros felizes.

 

Levemos Jesus Cristo ao mundo

São Paulo, na Segunda Leitura, convida-nos a sermos generosos e solidários.

Os povos oprimidos e a viver na miséria clamam por ajuda. Nós queremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para os ajudar.

Os cristãos perseguidos não estão sós. Rezamos para que Jesus lhes dê força e coragem a fim de se manterem firmes na Fé.

Aqueles que vivem em países onde há guerra sabem que rezamos para que Deus converta os que a fomentam e conceda o dom da paz.

As crianças maltratadas, as vítimas de qualquer violência ficarão agradecidas por as defendermos e ajudarmos a serem respeitadas para viverem com dignidade e alegria.

Os marginalizados receberão o nosso conforto para se sentirem integrados de novo na sociedade.

Amaremos a todos no Amor de Deus.

Que Maria Santíssima, nossa querida Mãe, nos acompanhe neste mundo para depois nos conduzir à felicidade eterna do Céu!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que o Papa, os Bispos, Sacerdotes, Diáconos,

Religiosos, Seminaristas, Catequistas e Leigos

ajudem a humanidade a reencontrar-se com Deus,

tendo presentes as realidades sobrenaturais,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que os povos a viver em guerra

deponham finalmente as armas

e, através da justiça, do diálogo e da oração,

alcancem de Deus o dom da paz,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que as famílias que deixaram de ser felizes

encontrem nas que irradiam amor

a solução para os seus problemas

com a bênção da Sagrada Família,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que os doentes, pobres e marginalizados ,

unindo-se a Cristo que sofreu e morreu por nós

e, recebendo a dedicação dos que deles cuidam,

continuem a sentir a alegria de viver,

oremos, irmãos.   

 

5.     Para que os nossos familiares, amigos falecidos

e aqueles que já partiram deste mundo

alcancem a bem-aventurança eterna no Céu

onde pedirão ao Senhor pela nossa própria salvação,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que todos nós durante a vida no mundo,

contemplando as maravilhas da natureza,

meditemos na felicidade sem fim

que Deus preparou para nós na eternidade,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Os dons que vos trazemos, F. da Silva, NRMS 4 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos, fazei que este serviço divino seja digno dos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Pela Consagração o Senhor veio ao Altar. Pela Comunhão vem ao nosso coração. Assim recebemos as graças necessárias para cumprirmos sempre a Sua vontade.

 

Cântico da Comunhão: Nosso Pai que está no céu, A. Cartageno, NRMS 107

Sl 102, 1

Antífona da Comunhão: A minha alma louva o Senhor, todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

Ou:    cf. Jo 17, 20-21

Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim, para que sejam em Nós confirmados na unidade e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

 

Cântico de acção de graças: Em Vós, Senhor, ponho a minha esperança, M. Simões, NRMS 116

 

Oração depois da Comunhão: Concedei-nos, Senhor, que o Corpo e o Sangue do vosso Filho, oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão, nos dêem a verdadeira vida, para que, unidos convosco em amor eterno, dêmos frutos que permaneçam para sempre. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Foi o Senhor quem nos convidou a virmos de nossas casas a este templo para participarmos na Santa Missa. Agora envia-nos ao mundo para testemunharmos que Ele continua vivo e quer a salvação de todos os povos da terra.

Que Nossa Senhora nos acompanhe sempre!

 

Cântico final: Nós vamos com o Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

 

Homilias Feriais

 

13ª SEMANA

 

2ª Feira, 2-VII: O seguimento de Cristo.

Am 2, 6-10. 13-16 / Mt 8, 18-22

Apresentou-se então um escriba: Mestre, seguir-te-ei para onde fores.

O Senhor lamenta-se daqueles que se esqueceram das maravilhas feitas em favor deles: «Fui que vos retirei do Egipto» (Leit.). E Jesus tem pena daqueles que o querem seguir, mas impõem condições: «Deixa-me ir primeiro sepultar meu pai» (Ev.).

Que significa seguir Cristo? «Seguindo Cristo e, em união com Ele, os cristãos podem esforçar-se por ser imitadores de Deus, como filhos bem amados, e proceder com amor, conformando os seus pensamentos, palavras e acções, com os sentimentos de Cristo Jesus e seguindo os seus exemplos» (CIC, 1694).

 

3ª Feira, 3-VII: S. Tomé: Cristo vive!

Ef 2, 19-22 / Jo 20, 24-29

Disse a Tomé: chega aqui o dedo e vê as minhas mãos, aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo mas crente.

Tomé teve a sorte de encontrar Jesus Ressuscitado e poder afirmar que Ele estava vivo (Ev.).

Todos nós o podemos encontrar, porque Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele está presente na Sagrada Escritura, na Eucaristia, nas acções litúrgicas. Façamos um acto de fé nestas presenças de Cristo: Meu Senhor e meu Deus! Tomé, apoiado no Senhor, conseguiu chegar até à Índia. Todos somos igualmente convidados a levar a Boa Nova a muitos lugares: «Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos» (Leit.).

 

4ª Feira, 4-VII: Aprender a escolher o bem.

Am 5, 14-15. 21-24 / Mt 8, 28-34

Procurai o bem e não o mal, para que possais viver. Detestai o mal, amai o bem.

Os gadarenos rejeitaram a presença de Jesus no seu território, porque libertou dois possessos e eles perderam uma vara de porcos (Ev.). Deram mais valor a um bem material do que ao próprio Deus e à felicidade de dois homens.

Não souberam escolher o bem e perderam o Senhor. Muitas vezes julgamos que estamos a escolher uma coisa boa, mas que não agrada a Deus: «Se me ofereceis holocaustos e oblações, Eu não quero aceitá-los» (Leit.). É importante que os nossos sacrifícios sejam acompanhados por pequenas conversões interiores.

 

5ª Feira, 5-VII: A perda do sentido do pecado.

Am 7, 10-17 / Mt 9, 1-8

Na verdade que é mais fácil dizer: Os teus pecados são-te perdoados, ou dizer: levanta-te e anda.

Os que estavam presentes preferiam ter ouvido Jesus dizer ao paralítico que o curava da sua doença, mas Jesus quis dar primazia à cura do pecado (Ev.). Jesus vem para nos salvar e perdoar as nossas ofensas. Mas é possível que se perca o sentido e a malícia do pecado.

O profeta Amós podia ter-se calado diante do rei, mas era preciso dizer-lhe as coisas muitas duras sobre o seu futuro: a morte dele e da família, etc. (Leit.). Não deixemos de dizer a verdade com caridade aos nossos amigos e familiares, que se encontram em estado de pecado, ajudando-os a formarem bem sua consciência.

 

6ª Feira, 6-VII: Fome da palavra de Deus.

Am 8, 4-6. 9-12 / Mt 9, 9-13

Dias virão em que mandarei fome à terra: não será fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra de Deus.

'O homem não vive só de pão, mas da palavra que sai da boca de Deus', repetiu Jesus no momento das suas tentações no deserto. E agora pede-nos que sintamos fome da palavra de Deus (Leit.). Para isso, teremos que aumentar o desejo e a prática de ler a Escritura Sagrada e de meditá-la no nosso coração, para que nada se perca.

Mateus convidou os seus amigos para estarem com Jesus num banquete, para escutarem a sua palavra: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas aqueles que estão doentes» (Ev.). A palavra de Deus cura as doenças da nossa alma.

 

Sábado, 7-VII: Guardar e defender a boa doutrina.

Am 9, 11-15 / Mt 9, 14-17

A vinda de Cristo à terra, e a sua mensagem, são como o vinho novo e exigem um recipiente novo (Ev.). Compete à Igreja guardar as verdades da fé e da moral, para que não se alterem ao sabor das modas. Cada um de nós é também o recipiente novo que recebe a vida da graça e as verdades da fé, defendendo-as da agressividade do relativismo e laicismo reinantes.

Para reconstruir a vida do povo exilado, Deus vai dotá-lo de novas energias para a reconstrução da cidade em ruínas, à plantações de pomares e de videiras, etc. (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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