S. João Baptista

 

Missa do Dia

24 de Junho de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Jo 1, 6-7; Lc 1, 17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos a solenidade de São João Batista. A sua vida está cheia de beleza e de interpelações para o admirável mistério da vida, dom maravilhoso que Deus concedeu a cada um; interpelações a deixarmo-nos conduzir pelo Espírito do Senhor, a ouvirmos a voz do Pai; interpelações a sermos despojados do nosso eu para uma eficaz correspondência às propostas de Deus e à missão que nos foi confiada.

Celebrar a Eucaristia é viver todo este dinamismo da comunhão com Deus que emerge do mistério da nossa vida, chamamento de amor. É celebrar uma história pessoal de amor que se manifesta nos sinais da graça e da misericórdia. É participar na entrega e doação do Cordeiro de Deus que dá a vida por nós. É ir em missão no testemunho coerente do ser cristão. 

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor chamou-me, disse o meu nome, abrigou-me, falou-me para fazer de mim seu servo, para restaurar e reconduzir.

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se suma «acomodação real ou por extensão», pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial     Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: Somos convidados a louvar e dar graças a Deus pelo dom da vida. Que maravilhosa história de amor é a vida de cada um!

 

Refrão:        Eu Vos dou graças, Senhor,

                     porque maravilhosamente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto.

De longe penetrais o meu pensamento:

Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu Vos dou graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Que eu acolha Jesus Cristo com todas as forças do amor.

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso kerigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores, a quem se dirige ao redigir a sua obra.

24-25 «João dizia». Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que «eu não sou aquilo que julgais», pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Lc 1, 76

 

Monição: Quem virá a ser este menino? Quando os pais são dóceis à proposta de Deus e se abrem numa constante fidelidade aos seus desígnios, os seus filhos encontram segura base para responderem fielmente ao Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 «O seu nome é João». Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer «Yahwéh concedeu uma graça». Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe «perguntaram por sinais» (v. 62).

80 «E foi habitar no deserto». Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas algum tempo antes da vida pública de Cristo. O facto de Lucas dizer logo neste momento que João foi para o deserto, corresponde a uma técnica da composição lucana, chamada técnica de eliminação: antes de passar a outro assunto, avança com coisas que se referem à pessoa de que está a falar, eliminando o que entrementes sucedeu, sem se preocupar da cronologia; assim se explica que a Virgem Maria não apareça no nascimento do Baptista, etc. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

“O seu nome é João”.

“Quem virá a ser este menino?”.

“A nós foi dirigida esta palavra de salvação”.

 

“O seu nome é João”

Este menino trouxe no seu nascimento o mistério mais belo da vida que não é fruto do acaso mas que está envolvida pelo mistério da sabedoria de Deus. É o louvor/gratidão do salmo responsorial: um Deus que constrói com ternura, que conhece com amor esmerado, que forma com mestria no ventre da mãe, que nos propõe grandes coisas.

Este menino é a tradução da admirável grandeza de Deus que ultrapassa a lógica meramente humana para desafiar as nossas limitações de idade avançada, a infertilidade e os nossos cálculos tão efémeros. É pois a surpresa admirável da vida, da renovação, da esperança, é a beleza de Deus no mistério da pessoa humana.

Este menino traz a alegria aos seus pais, aos seus vizinhos, aos seus parentes e a tantos outros que sabem descobrir que onde há vida há tudo.

Este menino será chamado João a traduzir os momentos de grande surpresa, graça e misericórdia de que se torna enviado para preparar os caminhos do Senhor.

 

“Quem virá a ser este menino?”.

Na pessoa e missão de São João Batista está também o segredo de cada um dos que se deixam interpelar pelo projeto de Deus. Deus tem desígnios de misericórdia, de graça e de vida sobre todos. Mas Deus também precisa encontrar em nós aquele grau de liberdade e de entrega- forjados normalmente num ambiente propício ao desenvolvimento daquelas virtudes que nos darão a capacidade de responder à graça ou à interpelação de Deus e ao sentido mais belo da nossa vida- e esse ambiente é essencialmente a família.

Dai o papel fundamental do pai e da mãe na partilha das suas diferentes personalidades, essenciais ao sadio crescimento e maturidade; também pelo testemunho da sua vida de fé e pelo itinerário íntegro das suas vidas, na vontade de corresponder positivamente a Deus.

Zacarias e Isabel encontram muitas dificuldades nas suas vidas, mas Deus escutou a sua oração e concedeu-lhes um dom maravilhoso. Foi preciso gastarem-se até chegar a uma idade bem alta e numa persistência de fé tão salutar que permitiu o nascimento de seu filho João. Poderíamos dizer que foram muitos anos de fidelidade até á exaustão para que Deus lhe concedesse um filho, um profeta de grande envergadura, um santo, um mártir.

Um menino que amadureceu. Robusteceu a inteligência e o coração dando-se inteiramente ao projeto de Deus, vencendo-se e vencendo todos os obstáculos. Calejado pela penitência, pelo silêncio orante e sábio, pela escuta da palavra de Deus, pela sintonia amorosa com o Espírito Santo, pela fidelidade da verdade divina que defendeu contra os grandes e poderosos. Tornou-se na verdade um autêntico servo onde Deus manifestou a sua glória dando-lhe uma boca de espada afiada, fazendo-o seta aguda, restaurador, “testemunha da luz”, para que todos chegassem à fé por meio dele” (Jo 1,7). Ele é uma voz que clama no deserto interpelando à descoberta: “No meio de vós está quem vós não conheceis” (Jo 1,26). Ele faz despertar para Jesus Cristo.

 

“A nós foi dirigida esta palavra de salvação”.

Somos interpelados pela pessoa e missão de São João Batista. Primeiramente a conhecer a beleza e o mistério da vida. Cada vida humana deve ser acolhida, amada e ajudada a encontrar o ritmo do seu crescimento de forma bem humana e divina. Não somos fruto do acaso nem estamos reduzidos a ser apenas dimensão material e destinados a desaparecer. A aventura da vida é algo de maravilhoso e divino mas sempre sujeita a fragilidades e dificuldades. Mas mesmo assim é bom viver e partilhar a vida sabendo que o dinamismo da vida divina em nós nos levará num crescendo até atingirmos a plenitude de glória, graças ao mistério pascal de Cristo, Sua morte e ressurreição.

Pais de idade avançada dão origem a um menino promotor de futuro e de esperança. Nesse menino nasce alegria de muitos e nele também se compreende a razão de ser de muitas vidas, sobretudo dos pais, da família, dos amigos e de todos os que se aproximam. A nossa vida não é uma ilha isolada, mas leva em si uma rede de relações e de comunhão. Tantas vidas que são sempre para alguém uma luz, uma referência, um apoio. A minha vida sustém muitas outras quando ela tem aquelas dimensões que foram e são vontade de Deus: uma vida com sentido, com conteúdo, com coerência, com amor e entrega.

Em cada um de nós pelo batismo se gera um dinamismo de vida nas dimensões profética, sacerdotal e real que se exprime no amor fraterno, na transformação dos corações e dos ambientes. Tal dinamismo que nos torna servos, defensores da verdade, restauradores incansáveis com a força de Deus. Que nos torna maduros e verdadeiros servos, tudo suportando e sempre amando, sem a pretensão de ser senhores. E esse foi o testemunho de João Batista sempre servo, ele não era a luz, veio para dar testemunho da luz. Ele sente-se que não é digno sequer de desatar as correias das sandálias de Cristo. Como dizia o Papa Francisco: “A consciência de que Ele é maior do que todos nós, e nós somos servos, e não podemos ultrapassar Jesus, não podemos usar Jesus. Ele é o Senhor, não nós. Este é o testamento do Senhor. Ele se dá de comer e beber e nos diz: amem-se assim. Lava os pés e nos diz: sirvam assim, mas estejam atentos, um servo jamais é maior que aquele que o enviou, do senhor. São palavras e gestos contundentes: é o fundamento da Igreja” (homilia de 26/4/2018).

A nós é dirigida esta palavra da salvação para que sejamos ativos na nossa missão de cristão hoje. Missão na vivência e a difusão da Boa Nova, do evangelho da alegria e da esperança. Missão que é adesão incondicional a Cristo, que é tarefa de tornar Cristo presente na vida pessoal, familiar e da sociedade, muitas vezes difícil, árdua, mas sempre muito bela. Missão com necessidade de uma verdadeira formação nos temas mais candentes do nosso tempo sobre a vida, sobre a família, sobre o amor, sobre o ser humano, para de forma atraente e atual, podermos anunciar jesus Cristo. Missão que supõe amor incondicionalmente à Igreja de Cristo numa adesão fiel, sábia e oportuna da sua mais salutar e sadia tradição e magistério. Missão que exige estar na corrente sanguínea da sociedade e dos acontecimentos marcantes para a construção da paz, do amor, da verdade, da justiça, da liberdade, também da luta contra o pecado, a mentira, o ódio e a violência e pela construção da santidade pessoal. Missão que se reveste sempre da tarefa da conversão e da santidade.

Na missão que Cristo nos confia é necessário seguirmos o testemunho de São João Batista e deixar que Cristo seja tudo em nós, porque sem Ele não podemos fazer nada (cf. João 15,5). É que se Cristo vive em nós seremos capazes de ser verdadeiras testemunhas mesmo que tenhamos de dar a vida por inteiro.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs em Cristo:

Na solenidade do nascimento de São João Baptista,

elevemos a nossa oração ao Pai das misericórdias,

pelas necessidades de todos os homens,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

R. Santificai, Senhor, o vosso povo.

Ou: Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

1-Pelo Papa Francisco, pelo nosso Bispo (N.),

pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que, seguindo o caminho da fé,

irradiem confiança, gratidão, alegria e disponibilidade,

oremos.

 

2-Pela nossa diocese de (N.),

pelas dioceses e paróquias do mundo inteiro,

para que na sabedoria do Evangelho,

irradiem o dinamismo de Cristo luz do mundo,

sejam espaço de acolhimento, bondade, misericórdia e gratidão,

oremos.

 

3- Por todos nós,

Interpelados pelo encontro com Jesus,

acolhamos todos os frágeis,

sintamos amor pelos pobres,

pelos migrantes e refugiados,

pelos marginalizados e espezinhados,

e partilhemos o que somos e temos com eles,

oremos.

 

4. Pelos lares cristãos onde há a alegria de um nascimento,

para que os pais vejam nos filhos um dom de Deus

e estejam prontos a educá-los na fé da Igreja,

oremos.

 

5-Pelos idosos, os doentes e todos os que perderam a esperança,

para que encontrem em Cristo a sabedoria, a paz e alegria,

e n’Ele, por Ele e com Ele façam das suas vidas

doação, entrega e serviço,

oremos.

 

6- Por todos as pessoas da ciência,

pela investigação biológica e médica,

para que vejam a pessoa humana com toda a dignidade,

e tudo façam ao serviço da vida,

e não cedam às ideologias da arrogância contra a vida humana,

oremos.

 

7. Pelos cristãos militantes e educadores da fé,

para que, no meio das dificuldades que os cercam,

não esqueçam que a sua recompensa está em Deus,

oremos.

 (Outras intenções).

Acolhei, Pai santo, as nossas súplicas

e, por intercessão de São João Baptista,

concedei-nos a graça de sermos santificados

pelo Cordeiro sem defeito e sem mancha,

que tira o pecado do mundo.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Senhor que esta participação na comunhão conTigo nos leve ao louvor e gratidão profunda pelo dom da vida. Esta vida que tantas vezes fazes renascer e despontar, pela tua graça e misericórdia.

Senhor o nosso gesto louvor e gratidão pelo acolhimento da Tua palavra de salvação; pela Tua Igreja que queremos servir e amar; pela fortaleza nas atitudes de coerente testemunho; pela construção ativa da vida cristã em todos os ambientes; pelo serviço que nos desinstala e nos faz peregrinos e irmãos de todos, sobretudo dos que estão mais longe do nosso coração.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A nossa missão de discípulos de Cristo é urgente, importante e essencial. Muitas vezes somos convidados a sair das nossas zonas de conforto. Para tal temos de ter bem presente Deus no nosso coração, na inteligência e na vontade. Tal torna-se possível por uma fé firme, por uma grande paciência na tribulação e pela perseverança na oração. Assim se transforma a vida, se robustece a fortaleza, se torna o Evangelho atraente e oportuno. Assim nos tornamos testemunhas da esperança, da vida e do amor. Assim saberemos acolher, escutar e servir.

Maria que foi presença na vida de São João Batista nos estimule à alegria da presença de Jesus em nossa vida e nos ajude a ser servidores fecundos.

 

Cântico final: Exulta de alegria, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

12ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-VI: Medida para julgar.

2 Reis 17, 5-8. 13-15. 18 / Mt 7, 1-5

Segundo o juízo que fizerdes é que haveis de ser julgados, e a medida que empregardes é que hão-de empregar para vós.

Ao julgar-nos, o Senhor terá em conta estas palavras: «A atitude tomada para com o próximo, revelará a aceitação ou a recusa da graça e do amor divino (Ev.)» (CIC, 678). Para alcançarmos misericórdia, sejamos também misericordiosos.

Uma coisa semelhante aconteceu com Israel. Os seus habitantes não quiseram obedecer, os seus corações endureceram, não acreditaram no Senhor; desprezaram os seus preceitos, bem como a Aliança estabelecida. «Então o Senhor indignou-se grandemente contra Israel e lançou-o para longa da sua presença» (Leit.).

 

3ª Feira, 26-VI: Escolher bem o nosso caminho

2 Reis 19, 9-11. 14-21. 31-35 / Mt 7, 6. 12-14

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.

«O caminho de Cristo 'leva à vida'; um caminho contrário 'leva à perdição' (Ev.). A parábola evangélica dos dois caminhos significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. Há dois caminhos, um da vida, outro da morte, mas entre os dois há uma grande diferença» (CIC, 1696).

O rei da Assíria escolheu o caminho da perdição, ao aconselhar o rei de Judá que não se deixasse enganar por Deus e, depois «o Anjo do Senhor foi ao acampamento sírio  e feriu cento e oitenta mil homens» (Leit.).

 

4ª Feira, 27-VI: Contar com a ajuda da graça divina.

2 Reis 22, 8-13; 23, 1-3 / Mt 7, 15-20

Assim, toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos.

A garantia da obtenção de bons frutos é dada pela graça de Deus: «Segundo a palavra do Senhor, que diz 'pelos seus frutos os conhecereis' (Ev.), a consideração dos frutos da nossa vida, e na vida dos santos, oferece-nos uma garantia de que a graça divina opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior» (CIC, 2005).

O rei Josias, ao ler o livro da Aliança, deu-se conta de que o povo não se estava a portar bem. Uma vez lido o livro todos se converteram (Leit.). O mesmo nos acontecerá se lermos com amor e espírito de conversão os Evangelhos.

 

5ª Feira, 28-VI: O cumprimento da vontade de Deus.

 2 Reis 24, 8-17 / Mt 7, 21-29

Nem todo o que me diz 'Senhor, Senhor', entrará no reino dos Céus, mas só quem faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.

O caminho que conduz ao Céu, e à felicidade aqui na terra, é o cumprimento da vontade divina (Ev.). Jesus declarou que isso era o seu alimento e, para cumpri-lo, obedeceu até à morte na cruz. A nossa vida precisa igualmente de ser construída sobre rocha firme (Ev.), para que, nos momentos difíceis, nos mantenhamos fortes.

Tal não aconteceu com o rei de Jerusalém: 'praticou o que desagradava ao Senhor, como tinha feito seu pai' (Leit.). Assim, quando foi atacado por Nabucodonossor, perdeu a batalha e foi deportado com toda a sua família e oficiais.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial