Imaculado Coração de Maria

9 de Junho de 2018

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhora do manto lindo, H. Faria, NRMS 103-104

cf. Salmo 12, 6

Antífona de entrada: O meu coração exulta em Deus meu Salvador. Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebrar o Imaculado Coração de Maria é encher-nos de alegria por esta Mãe maravilhosa que Jesus nos deu.Com Ela queremos aprender a estar com Jesus e amá-Lo sempre mais.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que preparastes no coração da Virgem Santa Maria uma digna morada do Espírito Santo, transformai-nos, por sua intercessão, em templos da vossa glória. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O livro de Isaías fala das maravilhas realizadas por Deus. A maior delas é a Virgem cheia de graça, escolhida para Mãe de Jesus e de todos os homens.

 

Isaías 61, 9-11

A linhagem do povo de Deus será conhecida entre os povos e a sua descendência no meio das nações. Quantos os virem terão de os reconhecer como linhagem que o Senhor abençoou.

Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, que me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu num manto de justiça, como noivo que cinge a fronte com o diadema e a noiva que se adorna com as suas jóias. Como a terra faz brotar os germes e o jardim germinar as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor diante das nações.

 

O Terceiro Isaías (Is 56 – 66) não se cansa de cantar as glórias de Jerusalém, em especial nos capítulos 60 a 64, donde é extraído o trecho da leitura. Jerusalém é uma figura da Igreja e a Liturgia, como acontece frequentemente aplica a Virgem Maria o que se diz da Igreja de quem Ela é Mãe, modelo e tipo (cf. LG 53).

10 «A minha alma rejubila… com as vestes da salvação». O capítulo 61 de Isaías canta as alegrias do regresso do exílio, mas com um profundo sentido messiânico, como consta do discurso de Jesus na sinagoga de Nazaré (cf. Lc 4, 16-22). É por isso que os Padres gostavam de identificar estas «vestes da salvação» com o manto de Sol da Mulher do Apocalipse (cf. Apoc 12, 1): Cristo é o Sol da Justiça que purifica de toda a mancha a sua Mãe desde o primeiro instante da sua concepção (cf. o artigo de Karol Wojtyla na obra colectiva: «Im Gewande des Heils», Essen, 1979).

 

Salmo Responsorial    1 Sam 2, 1.4-5.6-7.8abcd (R. 1a)

 

Monição: O salmo de hoje é tirado do cântico de Ana, mãe de Samuel. Esse cântico foi meditado por Nossa Senhora e transparece no Magnificat que Ela pronunciou em casa de Isabel.

 

Refrão:        O meu coração exulta no Senhor, meu Salvador.

 

Exulta o meu coração no Senhor,

no meu Deus se eleva a minha fronte.

Abre-se a minha boca contra os inimigos,

porque me alegro com a vossa salvação.

 

A arma dos fortes foi destruída

e os fracos foram revestidos de força.

Os que viviam na abundância andam em busca de pão

e os que tinham fome foram saciados.

A mulher estéril deu à luz muitos filhos

e a mãe fecunda deixou de conceber.

 

É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,

faz-nos descer ao túmulo e de novo nos levanta.

É o Senhor quem despoja e enriquece,

é o Senhor quem humilha e exalta.

 

Levanta do chão os que vivem prostrados,

retira da miséria os indigentes

fá-los sentar entre os príncipes

e destina-lhes um lugar de honra.

 

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Lc 2, 19

 

Monição: Nossa Senhora guardava no Seu Coração os acontecimentos que iam surgindo e meditava-os fazendo deles oração. Imitemo-La ouvindo com atenção a Jesus e meditando em nosso coração as Suas palavras.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 50-51

 

Bendita seja a Virgem Santa Maria,

que conservava a palavra de Deus, meditando-a em seu coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. 42Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. 43Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. 46Passados três dias, encontraram-no no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. 47Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. 48Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». 49Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». 50Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. 51Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração.

 

Segundo a Mixnáh (Niddáh, V, 6), depois dos 13 anos, o rapaz israelita começava a ser «bar-hamitswáh», «filho-da-lei», isto é, passava ter os deveres e direitos da Lei mosaica, incluindo o dever de peregrinar a Jerusalém, mas os pais piedosos costumavam antecipar um ano ou dois o cumprimento deste dever. Os judeus tinham por hábito deslocar-se em caravanas e em grupos separados de homens e de mulheres, podendo as crianças fazer viagem em qualquer dos grupos; nas paragens do caminho, as famílias reuniam-se. É neste contexto que se desenrola o relato. Para o leitor, a atitude de Jesus de ficar em Jerusalém é deveras surpreendente. Não deveria ter avisado os pais ou outros familiares? Mas também não faz sentido buscar a explicação do episódio relatado numa rebeldia ou na irresponsabilidade dum adolescente – este rapaz é o Filho de Deus! –, embora o relato evangélico possa fornecer luzes aos pais que se deparam com situações similares de filhos perdidos.

A teologia de Lucas talvez nos possa dar alguma pista para a compreensão do episódio narrado, e sem que nos vejamos forçados a ter de o imaginar como mera criação literária do Evangelista. «Jerusalém» não é simplesmente o centro da vida religiosa de Israel. Para os evangelistas, e de modo singular para Lucas, Jerusalém representa o culminar de toda a obra salvadora de Jesus, por ocasião da Páscoa da Paixão, Morte e Ressurreição; é por isso que Lucas, ao pôr em evidência a tensão de Jesus para a sua Paixão, apresenta grande parte do seu ensino «a caminho de Jerusalém» (Lc 9, 51 – 19, 27), onde Jesus tem de padecer para ir para o Pai e entrar na sua glória (cf. Lc 24, 26). A teologia de Lucas não é abstracta e desligada da realidade. Ora a realidade é que Jesus não é apenas «o Mestre», Ele é «o Profeta», e, por isso mesmo, não ensina apenas quando exerce a função de rabi. Em todos os passos da sua vida Ele actua como Profeta, ensinando através do seu agir, mormente através de acções simbólicas de profundo alcance, por vezes bem chocantes. O «Menino perdido» não aparece como um simples menino, é apresentado como um Profeta que realiza uma acção simbólica para proclamar quem é e qual é a sua missão: «Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Ele é o Filho de Deus, e tem de cumprir a missão que o Pai lhe confiou, em Jerusalém, ainda que isto lhe custe bem e tenha de fazer sofrer aqueles que mais ama – «aflitos à tua procura» (v. 48). O episódio passa-se em Jerusalém, como prenúncio e paralelo de um sofrimento bem maior, também em Jerusalém. A lição é clara: não se pode realizar plenamente a vontade do Pai do Céu e, ao mesmo tempo, evitar todo o sofrimento próprio e dos seres mais queridos; subir a Jerusalém é subir à Cruz, e subir à Cruz é «elevar-se» ao Céu, também em Jerusalém (cf. Lc 24, 50-51).

41 «Os pais de Jesus. Teu pai» (v. 48). Uma vez que Lucas tinha acabado de falar tão explicitamente da concepção virginal de Jesus, não tem agora qualquer receio de nomear S. José como pai (virginal) do Senhor.

49 «Eu devia estar na Casa de Meu Pai». A tradução de tá toû Patrós mou pode significar tanto «a casa de meu Pai», como «as coisas (assuntos, vontade) de meu Pai». A verdade é que o redactor pode ter querido dar à resposta de Jesus uma certa ambiguidade: «Não sabíeis que Eu tenho de estar nas coisas de meu Pai» (e que, por isso mesmo, me deveria encontrar aqui no Templo)?

50 «Eles não entenderam». A resposta do Menino envolve um sentido muito profundo que ultrapassa uma simples justificação da sua «independência». O Evangelista sublinha que não alcançam ver até onde poderia ir este «estar nas coisas do Pai», mas também deixa ver que não se atrevem a fazer mais perguntas, o que evidencia a sua extrema delicadeza e reverência, ditada por uma profunda fé. E nós estamos postos perante o mistério do ser e da missão de Jesus, perante mais um «sinal» e mais uma «espada» (cf. Lc 2, 34-35).

 

Sugestões para a homilia

 

1) Guardava estes acontecimentos em Seu coração

2) A minha alma rejubila no meu Deus 

 

 

1)     Guardava estes acontecimentos em Seu coração

 

O Coração de Maria é para nós lição de amor. Quantas vezes os que se amam desenham corações para manifestar o seu amor. Deus quer que olhemos para o Coração de Jesus e para o Coração de Maria para nos convencermos de que nos amam. Neles vemos espelhados o amor de Deus por nós. Deus é amor - diz S. João numa das suas cartas. Muitas vezes podemos duvidar dessa maravilha. Outras vezes passamos indiferentes a essa realidade e construímos a nossa vida como se andássemos pelo mundo desamparados. Outras ainda não correspondemos a esse amor. Somos como Israel, que esqueceu a Deus fonte da água viva e da felicidade e escavou para si cisternas rotas que nem sequer seguravam a água dizia o profeta.

Esforcemo-nos por crescer na devoção ao Imaculado Coração de Maria. Ela lembrava em Fátima que Deus quer salvar o mundo pela devoção ao Seu Imaculado Coração.

 

 2)A minha alma rejubila no meu Deus 

 

Se amamos de verdade a Nossa Senhora, se atendemos aos Seus pedidos andaremos contentes com a alegria de Deus que os sofrimentos e tribulações não poderão roubar-nos.

Na Cova da Iria Ela anunciou em treze de Julho de 1917 que viria pedir a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração e a devoção dos primeiros sábados. Mostrou o Seu Coração cercado de espinhos, simbolizando os pecados dos homens que A fazem sofrer.

 No dia 10 de Dezembro de 1925 apareceu a Lúcia em Pontevedra onde se encontrava e disse-lhe “Olha minha filha o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento me cravam com blasfémias e ingratidões. Tu ao menos vê de Me consolar e diz que todos aqueles que durante 5 meses, ao primeiro sábado, se confessarem recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas ”. IRMÃ LÚCIA, Memórias I (Fátima 1987) p.196).

Pediu quatro coisas: o terço, a meditação de quinze minutos sobre os mistérios do Rosário, a confissão e a comunhão reparadora. São muito fáceis e são para nosso proveito, para nos ajudar a viver como filhos de Deus, usando os meios de santificação que Jesus nos deixou e que a Igreja tem recomendado ao longo dos séculos. Vale apena atender aos Seus pedidos, para A consolar e merecermos as graças que nos promete.

Espalhemos esta devoção tão simples e que anima as pessoas a usar com regularidade os meios para viver na amizade de Deus e serem santos.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, como a Virgem em Caná da Galileia, vamos apresentar a Jesus os nossos pedidos, para que Ele os faça chegar ao Pai: 

 

1-Pela Santa Igreja de Deus, para que continue a espalhar no mundo generosamente a mensagem de Jesus, que a todos chama à santidade, oremos irmãos.

 

2-Pelo Santo Padre, para que o Senhor encha de frutos os seus trabalhos e sacrifícios e para que todos escutem com atenção os seus ensinamentos, oremos irmãos.

 

3-Pelos bispos, sacerdotes e diáconos, para que sejam modelos e arautos do amor à Virgem toda santa, que é caminho que leva a Jesus, oremos irmãos.

 

4-Pelos nossos emigrantes, espalhados pelos quatro cantos da terra, para que Deus abençoe os seus trabalhos e faça deles testemunhas da fé e do amor a Nossa Senhora, oremos irmãos.

 

5-Por todos os cristãos, para que vivam intensamente a mensagem de Fátima e todas as paróquias se tornem, com Maria, escolas de oração, oremos irmãos.

 

6-Pelos jovens, para que saibam dizer sim corajosamente a uma vida de pureza e heroísmo no seguimento de Cristo, apoiados numa forte devoção à Virgem Imaculada, oremos irmãos.

 

Senhor, que nos reunistes numa só família, a Santa Igreja, para vivermos como Vossos filhos cá na terra, fazei saibamos amar -Vos cada vez mais, animados pela Virgem Imaculada. Por N.S.J.C. Vosso Filho, que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Bendito sejais, Senhor nosso Deus, Az. Oliveira, NRMS 93

 

Oração sobre as oblatas: Ouvi, Senhor, as orações dos vossos fiéis e aceitai os dons que Vos oferecemos, ao celebrar a memória da Virgem Mãe de Deus, para que esta oblação Vos seja agradável e nos obtenha o auxílio da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora I [e na veneração] p. 486 [644-756] ou II p. 487

 

Santo: Santo, F da Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Ao comungar podemos imitar Nossa Senhora e pedir a Sua ajuda para acolhermos a Jesus

 

Cântico da Comunhão: Saboreai como é bom, M. Carneiro, NRMS 93

Lc 2, 19

Antífona da comunhão: Maria guardava todas estas palavras, meditando-as em seu coração.

 

Cântico de acção de graças: Alegres Jubilosos, F. da Silva, NRMS 10 (II)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos fizestes participar no sacramento da redenção eterna, concedei que, ao celebrarmos a memória da Mãe do vosso Filho, nos alegremos com a plenitude da vossa graça e sintamos crescer continuamente em nós os frutos de salvação. Por Nosso Senhor ...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir jubilosos por termos estado com Jesus e com o desejo de comunicar a todos a nossa alegria e espalhar a devoção ao Imaculado Coração de Maria.

 

Cântico final: Coração Imaculado da Virgem, M. Faria, NRMS 33-34

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino C. Ferreira

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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