9º Domingo Comum

3 de Junho de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Tende compaixão de mim, Manuel Luís, Cantemos Todos, n.° 324.

Sl 24, 16.18

Antífona de entrada: Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão, porque estou só e desamparado. Vede a minha miséria e o meu tormento e perdoai todos os meus pecados.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus todo Comecemos esta celebração da Eucaristia por uma pergunta muito oportuna: Que lugar ocupa Deus na nossa vida?

O Senhor organizou a nossa vida na terra de modo que a semana começa com o Domingo em que Lhe agradecemos os benefícios recebidos na semana que findou, desgravamos pelos pecados e faltas de generosidade cometidos e invocamos as Suas bênçãos para a semana que agora começa.

Foi Deus que organizou a nossa vida, colocando no princípio desta semana o Seu Dia, o Domingo. Vivamo-lo com generosidade e alegria.

 

Ato penitencial

 

Encaramos o descanso como sendo o não fazer nada, parando completamente a nossa vida. Outras vezes enchemo-lo de ruído e agitação, de modo que chegamos ao Domingo à noite ainda mais cansados do que estávamos.

Peçamos perdão pelo modo como temos vivido o nosso Domingo, com tempo para tudo e para todos, menos para o Senhor e para orientarmos a nossa vida.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, sugestões para o esquema C)

 

• Senhor:

Senhor, tende piedade de nós!

 

Senhor, tende piedade de nós!

 

• Cristo:

Cristo, tende piedade de nós!

 

Cristo, tende piedade de nós!

 

• Senhor:

Senhor, tende piedade de nós!

 

Senhor, tende piedade de nós

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, cuja providência não se engana em seus decretos, humildemente Vos suplicamos: afastai de nós todo males e concedei-nos todos os bens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Moisés, em nome de Deus, entrega ao Povo de Israel os preceitos que se comprometeu ao fazer a Aliança no Sinai. O primeiro de todos era a guarda do sábado, como dia do Senhor.

Também pela nossa Aliança feita com Deus no Batismo nos comprometemos a guardar religiosamente o Domingo Dia do Senhor.

 

Deuteronómio 5, 12-15

12«Guarda o dia de sábado, para o santificares, como te mandou o Senhor, teu Deus. 13Trabalharás durante seis dias e neles farás todas as tuas obras. 14O sétimo, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nele qualquer trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu escravo, nem a tua escrava, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem nenhum dos teus animais, nem o estrangeiro que mora contigo. Assim, o teu escravo e a tua escrava poderão descansar como tu. 15Recorda-te que foste escravo na terra do Egipto e que o Senhor, teu Deus, te fez sair de lá com mão forte e braço estendido. Por isso, o Senhor, teu Deus, te mandou guardar o dia de sábado».

 

 

Salmo Responsorial    Sl 80 (81), 3-4.5-6ab.6c-8a.10-11b (R. 2a)

 

Monição: Israel perguntava ao Senhor na oração, cheio de angústia, porque tinha vindo o castigo sobre ele e Deus mostrou-lhe a razão: não tinham escutado a Sua voz. Agora, o salmo convida-o a colocar Deus no centro da sua vida, exaltando-O com a Palavra e com a vida.

É precisamente isto o que nos propomos fazer, ao cantar o salmo de meditação que o aclamemos, pois, esta luz que o Evangelho infunde em nossas almas, manifestando a alegria de conhecermos e amarmos a Jesus Cristo que o Espírito Santo pôs em nossos lábios.

 

Refrão:        Exultai em Deus, que é o nosso auxílio.

      Ou:         Aclamai a Deus, nossa força.

 

Aclamai a Deus, nossa força,

aplaudi ao Deus de Jacob.

Fazei ressoar a trombeta na lua nova

e na lua cheia, dia da nossa festa.

 

É uma obrigação para Israel,

é um preceito do Deus de Jacob,

lei que Ele impôs a José,

quando saiu da terra do Egipto.

 

Ouço uma língua desconhecida:

«Aliviei os teus ombros do fardo

e soltei as tuas mãos dos cestos;

gritaste na angústia e Eu te libertei.

 

Não terás contigo um deus alheio,

nem adorarás divindades estranhas.

Eu, o Senhor, sou o teu Deus,

que te fiz sair da terra do Egipto».

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Segunda Carta aos fieis da Igreja de Corinto, lembra que trazemos em frágeis vasos de barro o tesouro do nosso ministérios, pelo que temos de viver com toda a prudência.

A nossa vida é uma participação na Paixão e Cristo.  «Levamos sempre e em toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus.»

 

2 Coríntios 4, 6-11

6Deus, que disse: «Das trevas brilhará a luz» fez brilhar a luz em nossos corações, para que se conheça em todo o seu esplendor a glória de Deus, que se reflecte no rosto de Cristo. 7Nós trazemos em vasos de barro o tesouro do nosso ministério, para que se reconheça que um poder tão sublime vem de Deus e não de nós. 8Em tudo somos oprimidos, mas não esmagados; andamos perplexos, mas não desesperados; 9perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados. 10Levamos sempre e em toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus. 11Porque, estando ainda vivos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus, para que se manifeste também na nossa carne mortal a vida de Jesus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 17, 17b.a

 

Monição: Com verdadeiro zelo do melhor dos pais, Deus faz brilhar sobre nós pontualmente a sua Palavra porque, sem ela ficaríamos às escuras no caminho do Céu.

Aclamemos, pois, esta luz que o Evangelho infunde em nossas almas, manifestando a alegria de conhecermos e amarmos a Jesus Cristo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia, M. Simões, Salmos e Cânticos I, p. 30.

 

A vossa palavra, Senhor, é a verdade;

santificai-nos na verdade.                                      

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa São Marcos 2, 23 – 3, 6.  Forma. breve: São Marcos 2, 23-28

23Passava Jesus através das searas, num dia de sábado, e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas. 24Disseram-Lhe então os fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido». Respondeu-lhes Jesus: 25«Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os seus companheiros? 26Ele entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e os deu também aos companheiros». 27E acrescentou: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. 28Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado». 3:(Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada. 2Os fariseus observavam Jesus para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l’O. 3Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: «Levanta-te e vem aqui para o meio». 4Depois perguntou-lhes: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?» Mas eles ficaram calados. 5Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão». Ele estendeu-a e a mão ficou curada. 6Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.)

 

 

Sugestões para a homilia

 

• Domingo, Dia do Senhor

• Domingo, dia do Homem

 

1. Domingo, Dia do Senhor

 

O Senhor procurou ajudar o homem a compreender o sentido da sua vida na terra. O Génesis narra a criação do universo, não como um historiador ou cientista, mas com um esquema simples que nos ajuda a compreender algumas verdades de fundamentais importantes: Deus é o Criador e Senhor de todas nas coisas. Nesta caminhada que empreendemos na terra a caminho do Céu devemos colocar Deus em primeiro lugar e oferecer-Lhe toda a nossa atividade com amor.

Um dia para o Senhor. O Génesis divide a semana em sete dias. Nos seis primeiros realizou toda a obra da Criação do universo e estabeleceu o sábado para estarmos com Ele.

Quando entregou ao Povo de Deus, junto do Sinais, em viagem para a Terra da Promissão um conjunto e normas que ele devia observar, mandou que observassem o sábado de cada semana, como dia que Lhe estava consagrado.

Jesus Cristo, ao fundar a Sua Igreja – o novo Povo de Deus que fez uma Nova Aliança com ele no Calvário –, manifestou vontade de que o Dia consagrado a Deus fosse o primeiro dia da semana, o Domingo, enriquecendo-o com um novo sentido.

Ressuscitou ao Domingo e nesse mesmo dia manifestou-Se junto do sepulcro, às santas Mulheres, no Cenáculo, aos Apóstolos e aos discípulos de Emaús. Como Tomé não estava presente e não acreditava na Ressurreição de Jesus, voltou a aparecer no Domingo seguinte para o reconquistar. Instituiu neste dia a Confissão Sacramental. E quis que a Sua Igreja fosse apresentada solenemente ao mundo, na vinda do Espírito Santo, numa manhã de Domingo.

Nossa Senhora escolheu o Domingo para aparecer em Fátima, no dia 13 de maio e, quando os Pastorinhos foram levados presos para Vila Nova de Ourém, esperou pelo Domingo para lhes aparecer, em 19 de agosto.

O sábado era o fim; o Domingo é o princípio de toda atividade. O homem  é libertado do peso do trabalho semanal para que se possa dedicar mais ao Senhor. Domingo significa isso mesmo: Dia do Senhor.

S. João Paulo II publicou no Pentecostes de 1998 (31 de maio)  uma linda Carta Apostólica intitulada “Dies Domini”, Dia do Senhor, que nos ajuda a aprofundar o sentido do nosso Domingo, a partir dos textos proclamados.

Páscoa semanal. Todas as semanas, no primeiro dia, temos um encontro com Jesus Ressuscitado. Ele convida-nos a estar presentes e preside à celebração do Domingo. Como no Cenáculo e em Emaús, ilumina-nos com a Sua Palavra e alimenta-nos com a Santíssima Eucaristia

Dia da Igreja. Quando vivemos a nossa fé durante a semana parece-nos que estamos sós, isolados e sem auxílio de ninguém. Ao reunirmo-nos no Domingo, acolhendo a mesma Palavra de Deus participando do mesmo Corpo e Sangue do Senhor, rezando as mesmas orações e cantando os mesmos cânticos, saímos do templo mais alegres, felizes e fortalecidos para a confissão da fé durante a semana.

O Domingo, pela celebração da Eucaristia, torna-se uma imagem da eternidade do Céu, onde todos aclamaremos Cristo Ressuscitado, comungando da Sua mesma felicidade. 

Saímos, no final da celebração, enviados por Jesus a santificar a nossa semana e a proclamar com a nossa vida que Jesus Cristo ressuscitou e nos ama.

Na verdade, perder o sentido do Domingo é perder o sentido da vida, mergulhando na desorientação e na angústia.

 

 

2. Domingo, dia do Homem

 

O legalismo sem vida nem amor tornou o sábado um dia que prendia o homem, em vez de o libertar.

Certo dia, os Apóstolos, com Jesus, atravessavam uma seara e começaram a colher e comer algumas espigas de trigo. Deviam estar com muita fome.

Um rigorismo desumano levou alguns que os viram fazer isto a censurá-los duramente, dizendo que pecavam, transgredindo o sábado. «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido».

Jesus, talvez pensando já no Domingo que iria instituir, em substituição do sábado, aproveitou a oportunidade para nos ensinar o verdadeiro sentido deste dia: «O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado

Jesus instituiu o Domingo também para nós. Cessamos toda a atividade laboral para cuidar de aspetos da nossa vida que tinham sido descurados.

Dia da Família. Na era industrial, muitas vezes a família não se encontra reunida durante a semana: os pais vão para o trabalho e os filhos para a escola.

 Ao domingo podem e devem encontrar-se para participarem juntamente na Eucaristia dominical, numa refeição em comum e olharem-se nos olhos.

A falta de compreensão do que é a família e o domingo leva os mais novos a fugirem da família para a discoteca, a entregarem-se ao desporto longe da família e a perderem todo o amor entre si.

Dia da caridade. O Domingo há-de ser também o dia em que os outros encontram um lugar na nossa vida. Temos a possibilidade de visitar os parentes, sobretudo os mais idosos, confortar algum doente ou pobre.

Os pobres estiveram sempre no coração da Igreja, de tal modo que na Igreja primitiva eram chamados “altares de Deus” e a coleta era para os socorrer.

Hoje o estado organiza-se com a Segurança Social que provê aos problemas de saúde, de reforma ou subsídio. Mas ele não pode resolver todos os problemas.

E, sobretudo, há algo que ele não pode dar; uma palavra amiga e de conforto, um sorriso, um escutar com atenção uma confidência.

Jesus encontrou na sinagoga um homem com uma das mãos atrofiadas e curou-o. É para nos curar também das nossas enfermidades espirituais que o Senhor Se encontra no nosso meio, em cada domino, na Missa.

Dia de encontro da Igreja. Na Santa Missa Dominical está presente a Santíssima Trindade, Nossa Senhora com toda a corte celeste, as almas do purgatório e todos os membros da Igreja militante que ainda caminha da terra para o Céu.

Sintamos esta bendita fraternidade e peçamos a Nossa Senhora que nos ajuda a compreender e a amar cada vez o nosso Domingo.

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos e irmãs, ao Pai celeste,

que nos manda guardar o dia que reservou para Si

e santificá-lo pela oração e pelo repouso,

e façamos subir até́ Ele as nossas preces.

Oremos (cantando):

 

    Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

1. Pelo Santo Padre, pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos,

    para que nos ajudem a celebrar o domingo com alegria,

    oremos, irmãos.

 

    Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

2. Pelos que julgam encontrar o seu descanso na agitação,

    para que Deus lhes revele o seu mistério de Amor e Paz,

    oremos, irmãos.

 

    Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

3. Pelos que são esmagados pelo trabalho, como escravos,

    para que alcancem a liberdade dos que são filhos de Deus

    oremos, irmãos.

 

    Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

4. Pelos que têm lugares de poder ou se dedicam à cultura,

    para que, na fé em Jesus, descubram o valor do homem,

    oremos, irmãos.

 

    Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

5. Pela nossa comunidade (paroquial) a celebrar a Eucaristia,

    para que Deus lhe revele o valor da Celebração dominical,

    oremos, irmãos.

 

    Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

6. Pelos parentes e amigos que Deus chamou à Sua Presença,

    para que, purificados das suas manchas, entrem no Paraíso,

    oremos, irmãos.

 

    Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

Concedei-nos, Senhor nosso Deus,

a sabedoria para andar nos vossos caminhos

e a graça de mostrar, no nosso modo de viver,

o esplendor da glória que se reflecte no rosto de Cristo,

vosso Filho, Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O Domingo, Dia do Senhor, é também o dia da família cristã. Recebemos a luz do Evangelho na Liturgia da Palavra e comungamos o Corpo e Sangue do Senhor.

Neste momento, Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote, dispõe o pão e o vinho que levamos ao altar para, dentro de momentos, o transubstanciar no Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

 

Cântico do ofertório: Recebei, Senhor, Fernandes da Silva.

 

Oração sobre as oblatas: Confiando na vossa bondade, Senhor, trazemos ao altar os nossos dons, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Saudação da Paz

 

O Domingo é também para nós o dia da paz, o dia da reconciliação. Como Jesus Cristo Ressuscitado, no Cenáculo saudou os Apóstolos dando-nos a paz, de modo semelhante damos a paz uns aos outros.

Saímos do templo com o imenso de desejo de construir um mundo de paz para todas as pessoas de boa vontade.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Cada Domingo, a família que andou dispersa durante a semana, senta-se à volta da mesma mesa para tomar parte numa refeição comum.

O Senhor quis que a Sua Igreja fosse uma família – a família dos filhos de Deus – e convida-nos em cada Domingo a participar no Banquete Eucarístico, com a indispensável condição de que estejamos preparados: com fé, na graça de Deus e com reta intenção.

 

Cântico da Comunhão: O corpo de Jesus Cristo, F. dos Santos, B. M. Litúrgica (Ed. Telos), n.° 12, p. 6.

cf. Sl 16, 6

Antífona da comunhão: Escutai, Senhor, as minhas palavras, respondei-me quando Vos invoco.

 

ou

Mc 11,23.24

Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Nós Vos Louvamos (Te Deum), M. Faria, N.R.M.S., n.° 8 (II), p. 16.

 

Oração depois da comunhão: Guiai, Senhor, com o vosso Espírito aqueles que alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, de modo que, dando testemunho de Vós, não só com palavras mas em obras e verdade, mereçamos entrar no reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Santifiquemos o Domingo, reconduzindo-o à finalidade para a qual Jesus Cristo o instituiu.

 

Cântico final: irmãos, a missa não findou, Fernandes da Silva, N.R.M.S., n.° 4 (II), p. 12

 

 

9ª SEMANA

 

2ª Feira, 4-VI: Frutos da entrega de Cristo.

2 Ped 1, 2-7 / Mc 12, 1-12

Os agricultores: este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa.

Através desta parábola, Jesus faz uma síntese da história da salvação; são enviados os Profetas (os servos) e, mais tarde, o próprio Jesus (o filho do vinhateiro).

Graças à sua paixão e morte «entrámos na posse das maiores e mais preciosas promessas para nos tornarmos participantes da natureza divina» (Leit.). Além disso, aquele que foi rejeitado, transformou-se na pedra angular de todas as construções, especialmente na Eucaristia. Procuremos ter os mesmos sentimentos de Cristo na Santa Missa: deu a vida para nos salvar; e no Sacrário, ficando connosco para sempre.

 

3ª Feira, 5-VI: A renovação do mundo e a dignidade humana.

2 Ped 3, 12-15. 17-18 / Mc 12, 13-17

 Mas, de acordo com a promessa dEle, nós esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça.

«A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama 'os novos céus e a nova terra' (Leit.). Será a realização definitiva do desígnio divino de reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há no céu e na terra» (CIC, 1043).

É certo que as realidades temporais têm as suas leis próprias (Ev.), mas isso não significa que sejam independentes de Deus (GS, 36). E é preciso defender sempre a dignidade humana, pois a criatura humana foi criada à imagem e semelhança de Deus.

 

4ª Feira, 6-VI: O Evangelho e a nossa ressurreição.

2 Tim 1, 1-3. 6-12. / Mc 12, 18-27

Ele não é Deus de mortos mas de vivos!

Jesus fala claramente da sua Ressurreição e da nossa. E, aos saduceus, que negavam a ressurreição, disse: 'Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus'? (Ev.).

Um dos meios de que se serviu Jesus, para fazer brilhar a imortalidade, foi o Evangelho: «Ele destruiu a morte, e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho» (Leit.). E o outro foi a Eucaristia: «Quem comer a minha carne tem a vida eterna e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia».

 

5ª Feira, 7-VI: O amor de Deus e as idolatrias.

2 Tim 2, 8-15 / Mc 12, 28-34

Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.

Jesus confirma que Deus é o único Senhor, e que o devemos amar com todo o nosso coração, alma, mente e forças (Ev.).

Mas modernamente há uma 'idolatria', sob capa de progresso, que proporciona mais bem estar material, mais prazer, acompanhada de um esquecimento completo do ser espiritual do homem e da sua salvação, de um esquecimento do tesouro da fé e das riquezas de Deus, Alguns apoiam-se em palavras humanas, «que não servem para nada, a não ser para perder aqueles que as ouvem» (Leit.).

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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