Visitação de Nossa Senhora

31 de Maio de 2017

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Acolhe Virgem piedosa, M. Carneiro, NRMS 101

cf. Salmo 65, 16

Antífona de entrada: Servos do Senhor, vinde e ouvi: vou contar-vos tudo o que Ele fez por mim. (T. P. Aleluia.)

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao encerrarmos o mês de maio, tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora e conhecido pela designação de mês de Maria, a Igreja convida-nos celebrar a Visitação e Nossa Senhora a santa Isabel.

Anima-nos por este meio, a conservar perenemente na memória esta lição maravilhosa de entrega e caridade que Nossa Senhora nos dá.

Na verdade, a nossa devoção à Mãe de Deus e nossa Mãe não se pode limitar atos de piedosa devoção, mas há-de levar-nos ao encontro de todos os que precisam de nós.

 

Acto penitencial

 

Peçamos humildemente perdão, porque muitas vezes, ma aconselhados pelo egoísmo e pela preguiça, nos portamos com indiferença perante as dificuldades e carências do nosso próximo. 

Prometamos, seguindo o exemplo de Nossa Senhora da Visitação, estar mais atentos aos problemas e carências dos nossos irmãos e irmãs.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, sugestões para o esquema C)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

Glória a Deus nas alturas...

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que inspirastes à Virgem Santa Maria o desejo de visitar Santa Isabel, levando consigo o vosso Filho Unigénito, tornai-nos dóceis à inspiração do Espírito Santo, para podermos, com ela, cantar sempre as vossas maravilhas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A mais de meio milhar de anos de distância, o profeta Sofonias proclama bênçãos que hoje podemos aplicar perfeitamente a Nossa Senhora no mistério da Visitação. 

Agradeçamos a Deus que, desde toda a eternidade, escolheu Maria para ser a Eleita do Senhor, sinal de bênção para o Povo de Deus.

 

Sofonias 3, 14-18

14Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. 16Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa». 18Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.

 

O texto profético visa directamente e em primeiro plano a restauração de Israel (Sof 3, 9-20; cf. Is 54; 60; 62), a partir de um «resto», humilde e pobre», que permanece fiel (Sof 3, 12-13; cf. Lc 1, 48, do Evangelho de hoje) e constitui um belíssimo canto de esperança (pouco importa a discussão acerca da época da redacção do texto, se a de Josias – Sof 1, 1 –, se a do terceiro Isaías). A Liturgia, na linha dos Padres da Igreja, aplica este texto à Virgem Maria, pois de ninguém como dela se pode dizer com tanta verdade: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti» (v. 17; cf. Lc 1, 28). E as expressões com que se relata a Anunciação no Evangelho de S. Lucas fazem eco às palavras proféticas: «avé (khaire/alegra-te) = exulta, rejubila» (Lc 1, 30; Sof 3, 16); «não temas» (Lc 1, 28; Sof 3, 14); = «o Senhor é convosco» = «o Senhor está no meio de ti» (Lc 1, 28; Sof 3, 17). A «Filha de Sião» (v. 14) a personifica os habitantes de Jerusalém, noutros lugares chamada «virgem filha de Sião», tornou-se uma figura da Virgem Santa Maria.

 

Salmo Responsorial    Isaías 12, 2.3-4bcd.5-6 (R. 6b)

 

Monição: Depois de ter anunciado os novos tempos messiânicos com as maravilhas que os hão-de acompanhar, o profeta Isaías entoa um cântico de louvor ao Altíssimo, a fonte da verdadeira alegria.

Façamos deste Cântico a nossa oração como resposta à interpelação que o Espírito Santo nos dirige pela profecia de Sofonias. 

 

Refrão:        Exultai de alegria,

                     porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 45

 

Monição: Também nós queremos participar no cântico de louvor que Isabel entoou em honra da Virgem Santa Maria, Mãe de Deus.

Aclamemos o Evangelho da nossa salvação nos possibilita viver a alegria da Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez, antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no seio (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente poderiam ficar mais bem expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação: tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe, num magnífico hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35, 9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat, mas também é conhecida a abordagem libertadora, em clave marxista de luta de classes, utópica e de cariz materialista, falsificadora do genuíno sentido bíblico. Apraz registar o comentário do Servo de Deus, João Paulo II na Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

1. Mensageira da paz e da alegria

 

A Igreja escolheu para Primeira leitura da festa da Visitação de Nossa Senhora um texto do profeta Sofonias. Sete séculos  antes do nascimento de Maria, este homem de Deus escreveu um texto que pode ser perfeitamente apropriado ao mistério da Visitação de Maria a santa Isabel.

Mensageira da alegria. Isabel vivia o tempo que antecedia o nascimento de João Batista refugiada em Ain Karim. A graça da maternidade já fora do tempo em que podia acontecer era tão grande que ela tinha receio de estar iludida.

A visitação da sua parente fez dissipar todas as nuvens. «Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém

Ela trazia a certeza de que era verdade tudo o que estava a acontecer, porque fora o Céu quem testemunhara a Nossa Senhora o grande acontecimento.

  Quando uma pessoa imita Isabel, franqueando as portas a uma sincera devoção a Nossa Senhora, a sua vida inunda-se de verdadeira alegria.

Assim aconteceu a santa Jacinta Marto, no dia treze d maior de 1917. A alegria desta criança foi tão grande que ela teve de a partilhar com a mãe.

Isabel tinha mais uma razão para se sentir feliz. A esterilidade era considerada nos tempos bíblicos como a negação das bênçãos de Deus a uma família. Sofonias parece insinuar isto mesmo: «O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos

Mensageira da paz. A paz é a tranquilidade na ordem. Com o aparecimento de Maria à porta deste casal, depois de uma longa viagem, acabou toda a insegurança.

Maria estava ali coma sua generosa juventude, para os ajudar a resolver todos os problemas nesta situação embaraçosa e traz o próprio Deus consigo. «O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal

Quando nos dispomos a cultivar uma verdadeira, sincera e autêntica devoção a Nossa Senhora, as hesitações e dúvidas interiores desaparecem como o nevoeiro da manhã é dissipado pelo sol. «Todos os pecados da tua vida parecem ter-se posto de pé. - Não desanimes. Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma.» S. Josemaria, Caminho, n.º 498).

Parecem ainda referir-se a Isabel estas palavras do profeta: «Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém

Com a visita da Mãe de Deus a esta família transformou-se todo o ambiente ali vivido. De modo semelhante, assim acontece a todo o fiel que deixa entrar em seu coração a devoção a Nossa Senhora com todas as suas consequências.

 

2. O caminho de Maria

 

S. Lucas dedica um longo texto à descrição deste mistério de Maria e nele brilham fulgores de luz do Céu. A santidade de Maria manifesta-se aqui em muitos pormenores.

Generosidade. Com a Anunciação do Arcanjo em Nazaré, a vida de Maria sobre uma mudança profunda. Sem que ninguém o pudesse imaginar, Vê-se, de repente, investida na missão de Mãe do Redentor. «Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá

É neste ambiente que Maria toma a resolução de visitar imediatamente a sus parente e a faz partir apressada através das montanhas da Judeia. A pressa não significa apenas urgência em realizar o que está planeado, mas é inseparável da alegria. 

Não conseguimos, a tanta distância, imaginar os problemas que teve de resolver, para viajar a Ain Karim. Foi preciso convencer a família, sem revelar o mistério que se passava n’Ela; incorporar-se numa caravana, para esconjurar os perigos...

É muito natural que o seu noivo José a acompanhasse, para A defender em qualquer eventualidade.

Levou a graça. Quando Maria saudou Isabel, muitas maravilhas começaram a acontecer:

– João Batista saltou de alegria no seio materno e recebeu a graça santificante que o tornou filho de Deus. «O menino exultou-lhe no seio. [...] Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio

– Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exaltou Nossa Senhora como a “eleita do Senhor”. «Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre

– Começou também a proclamá-l’A verdadeira Mãe de Deus. «Donde me é dado
que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
»

– O Espírito Santo leva-a a exaltar a fé inigualável de Nossa Senhora: «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor

Ensina-nos a humildade. Maria não desmente o que Isabel acaba de afirmar, Na verdade, Ele foi eleita para ser a Mãe de Deus. A humildade é a verdade.

Mas tudo aquilo se deve à misericórdia do Senhor. Foi Ele que fez em Maria grandes coisas. A humildade é a verdade acerca de Deus, dos outros e de nós mesmos e a sua aceitação.

A lição de humildade continuou nos restantes meses de espera pelo nascimento de João Batista num serviço generoso, como a mais humilde das empregadas domésticas, escondida no seio daquela família.

Uma lição de caridade. A Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel é uma eloquente lição de caridade. Maria como que esquece os seus problemas, as suas urgências, e dispõe-se a servir.

Leva Deus consigo. Não podemos servir sem este cuidado prévio: Deus connosco na intenção de O servir nas pessoas, nos meios com que pretendemos ajudar e na docilidade ao Espírito Santo.

Quando viu que já não era precisa, Maria regressou a Nazaré, para retomar a sua vida e preparar-se para o grande acontecimento no nascimento do Salvador. A caridade é discreta, pontual e oportuna.

Depois de tudo isso, Maria regressou à normalidade da sua vida. É deste modo que nos havemos de santificar, fazendo com amor e perfeição as pequenas coisas de cada dia, sem preocupações de chamar a ação, conquistar louvores, mas apenas servir e ama a Deus com naturalidade, nas coisas pequenas de cada dia.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Elevemos as nossas orações a Deus Pai todo-poderoso

e, por intercessão da gloriosa Virgem Maria,

no mistério da sua Visitação a santa Isabel,

invoquemos a divina misericórdia para todos nós.

Oremos (cantando), com fé e esperança:

 

Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

1. Para que a Igreja, esposa de Cristo, acolha como a Virgem Maria

a Palavra da Salvação e, pelo Baptismo, dê à luz os novos filhos,

oremos, irmãos.

 

Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

2. Para que Maria, Rainha da paz e Mãe da Igreja, nos ensine a justiça,

a fim de trabalharmos todos pelo bem comum dos povos do mundo,

oremos, irmãos.

 

Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

3. Para que os discípulos de Cristo, no mundo inteiro, vivam à unidade

comungando a mesma fé imitem o coração de Maria, Mãe de Deus,

oremos, irmãos.

 

Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

4. Para que os que choram e estão tristes sejam consolado por Maria

e sintam a presença da Mãe de misericórdia, nas suas aflições,

oremos, irmãos.

 

Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

5. Para que as adolescentes e jovens cresçam puras como a Virgem

e cheguem à verdadeira santidade no caminho da vocação pessoal,

oremos, irmãos.

 

Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

6. Para que os fiéis desta comunidade já falecidos e em purificação,

pela ajuda poderosa da Mãe de Jesus, entre quanto antes no Céu,

oremos, irmãos.

 

Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

Senhor nosso Deus, mostrai a vossa misericórdia

aos filhos que Vos amam e suplicam

e que humildemente entregam as suas preces

nas mãos da Virgem Mãe de Nazaré.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Depois de termos participado nos louvores da santa Isabel em hora da Mãe de jesus e de termos meditado o seu cântico de ação de graças, preparamo-nos agora para reviver o momento da Última Ceia em que Jesus consagrou o pão e o vinho, transubstanciando-os no Seu Corpo e Sangue e dando-os a comungar aos Apóstolos.

 

Cântico do ofertório: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que aceitastes com agrado a caridade da Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, aceitai também estes dons que Vos oferecemos e transformai-os para nós em sacrifício de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora II [e na Visitação]: p. 487

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Saudação da Paz

 

Maria Santíssima leva a paz e a alegria a casa de santa Isabel, servindo depois este casal até ao nascimento de João Batista.

Com Ela aprendemos a construir a verdadeira paz: sendo na vida semeadores de alegria e reconciliação, num serviço humilde e generoso, à imitação de Maria.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Se Isabel exultou de alegria ao entrar em contacto com o corpo de Maria, Sacrário de Jesus, que faremos nós quando, de aqui a momentos, O recebermos sacramentalmente, verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus?

Avivemos a nossa fé e peçamos ao Senhor que nos purifique de todas as manchas, antes de O recebermos na Eucaristia.

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas e santo é o seu nome. (T. P. Aleluia)

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a vossa Igreja Vos glorifique pelas maravilhas que realizastes em favor dos vossos fiéis e, assim como São João Baptista exultou ao pressentir o Salvador ainda oculto, também o vosso povo O reconheça com alegria sempre vivo neste sacramento. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Saudemos as pessoas nas datas festivas e nos bons momentos da sua vida, imitando Nossa Senhora no mistério da sua Visitação.

 

Cântico final: Cantai um cântico novo, J. Santos, NRMS 10 (II)

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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