S. José Operário

1 de Maio de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eis o servo fiel e diligente, F. Silva, NRMS 89

cf. Salmo 127, 1-2

Antífona de entrada: Feliz de ti que temes o Senhor e andas na sua lei: comerás do trabalho das tuas mãos e serás feliz em todos os teus caminhos. Aleluia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebrar S.José Operário ajuda-nos a entender o valor e a dignidade do trabalho humano. Olhando para o seu exemplo aprendemos a fazer dele um caminho de santidade cá na terra.

Peçamos hoje pelos trabalhadores do mundo inteiro.

 

Oração colecta: Deus, criador do universo, que estabelecestes a lei do trabalho para todos os homens, concedei-nos que, a exemplo de São José e com a sua protecção, realizemos a obra que nos mandais e recebamos o prémio que nos prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O livro do Génesis fala-nos da criação do mundo e do homem. Deus entrega-lhe todos seres vivos e encarrega-o de cuidar do mundo com o seu trabalho.

 

Génesis 1, 26 – 2, 3

26Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». 27Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. 28Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». 29Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. 31Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. 1Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. 2Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado. 3Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.

 

A primeira página da Escritura apresenta-nos Deus não apenas como um trabalhador que descansa após uma semana de trabalho, mas como o Criador de tudo e o Senhor soberano e providente, que tudo orienta para a sua obra prima, o ser humano, criado à sua «imagem e semelhança». No texto, o ser humano aparece como um ser pessoal, interlocutor de Deus. Como comentário desta rica expressão, limitamo-nos a transcrever a síntese do Catecismo da Igreja Católica: «Porque é à imagem de Deus, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que nenhum outro pode dar em seu lugar» (nº 357). Note-se que neste texto inspirado se proclama, pela primeira vez na história da humanidade, a igual dignidade do homem e da mulher, pois ambos são igualmente imagem e semelhança de Deus (v. 27). Também na comunhão de pessoas, homem e mulher (no matrimónio), se reflecte a imagem de Deus; fazendo finca-pé na expressão «e disse-lhes» (esta força expressiva aparece diluída no «dizendo» da tradução litúrgica do v. 28), João Paulo II comenta: «O homem acolhe a palavra de Deus como pessoa, e como tal tem de orientar o exercício da sexualidade; a geração não é fruto do instinto inscrito da natureza, como no caso dos animais, mas um acto de resposta pessoal a Deus que lhe disse: crescei e multiplicai-vos». Por outro lado, também no trabalho o homem manifesta a sua condição de imagem de Deus.

 

Ou:

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte:

 

Monição: Em nosso trabalho devemos viver a presença de Deus e encaminhá-lo para Ele, que um dia nos dará uma paga maravilhosa.

 

Colossenses 3, 14-15.17.23-24

14Irmãos: Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. Vivei em acção de graças. 17Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 23Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, 24certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.

 

14 «A caridade, que é o vinculo da perfeição». Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «O Apóstolo não diz: a caridade é a coroa, mas sim algo com maior alcance, a saber, o vínculo, pois que este é mais necessário do que aquela; com efeito, uma coroa culmina a perfeição, ao passo que o vínculo mantém juntas as partes da perfeição».

15 «A paz de Cristo reine....»: O original grego (bravenétô) significa «seja o árbitro» (a Nova Vulgata traduz dominetur; a Vulgata, exultet). O mesmo Crisóstomo exclama: «o Apóstolo coloca nos nossos corações um estádio, jogos, e um árbitro! Realmente, se no coração do cristão falta a paz de Cristo, não só não pode haver ordem nas intenções e afectos, como também se torna difícil encaminhar os múltiplos afazeres para a glória de Deus» (cf. 1 Cor 10, 31).

17 «Seja tudo em nome do Senhor Jesus». Deve-se fazer tudo, concretamente o trabalho, com os mesmos sentimentos de Jesus (cf. Fil 2, 5), como faria Jesus, se estivesse no nosso lugar! Assim, será feito «de boa vontade, como quem serve o Senhor» (v. 23).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 2.3-4.12-13.14 e 16 (R. 17c)

 

Monição: Deus é o Senhor do Universo e de todos os homens. Apesar da nossa pequenez Deus acompanha-nos amorosamente nas tarefas de cada dia.

 

Refrão:        Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Antes de se formarem as montanhas

e nascer a terra e o mundo,

desde toda a eternidade

Vós, Senhor, sois Deus.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 67 (68), 20

 

Monição: No evangelho fala-se do trabalho de Jesus em Nazaré durante trinta anos e da naturalidade com que o realizou. Por isso os seus conterrâneos têm dificuldade em reconhecê-Lo como Messias. Agradeçamos a Jesus o exemplo de trabalho que nos deu.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendito seja Deus em cada dia.

Vela por nós o Senhor, nosso Salvador.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 13, 54-58

54Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». 57E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». 58E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

 

55 «O filho do carpinteiro». É o único lugar do Evangelho onde aparece a profissão de S. José. Provavelmente ele era o artesão que na aldeia de Nazaré realizava vários tipos de ofícios manuais: tanto forjaria o ferro, como construiria móveis ou arados para lavrar. Em Mc 6, 3, a mesma profissão é aplicada ao próprio Jesus, mas, ao não ter relatado a sua concepção virginal, Marcos tem o cuidado de não o chamar filho de José, como fazem Lucas e Mateus nos lugares paralelos, mas expressamente «filho de Maria». É de supor que S. José foi um desses trabalhadores que se deslocou da Judeia para a Galileia a fim de trabalhar nas obras da famosa cidade de Séforis, apenas a 5 Km da pequena aldeia de Nazaré.

«Os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas». Nas antigas línguas semíticas, hebraico, árabe, arameu, etc., não era costume usarem-se palavras diferentes para indicar os diversos graus de parentesco, como nas nossas línguas modernas (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tob 7, 9-11). Os que pertenciam à mesma família, clã, ou tribo, eram chamados «irmãos». Estes irmãos de Jesus não são filhos da Virgem Maria; a fé da Igreja na sua perpétua virgindade é confirmada pelos lugares paralelos dos Evangelhos; com efeito, os dois primeiros irmãos aqui nomeados, Tiago e José, eram filhos de uma outra Maria, a esposa de Cléofas, segundo se diz em Mt 27, 56; Mc 15, 40.47; Jo 19, 25; os outros dois irmãos, Simão e Judas, ao serem nomeados em segundo lugar, com mais razão seriam simples parentes de Jesus. O facto de em Israel haver uma mesma palavra para designar toda a espécie de parentes leva a que, quando se nomeia em Jo 1, 41 Simão como irmão de André, em Jo 1, 41, se especifique acrescentando o adjectivo grego próprio (ídios), a fim de que se veja que se trata dum verdadeiro irmão, no sentido próprio, e não apenas dum simples parente.

 

Sugestões para a homilia

 

1) Não é Ele o filho do carpinteiro?

2) Tudo o que fizerdes por palavras e por obras 

 

 

1)Não é Ele o filho do carpinteiro?

 

Jesus viveu em Nazaré até aos trinta anos. Trabalhou de carpinteiro ao lado de S.José. Era conhecido como o filho do carpinteiro, como nos refere o Evangelho. Durante aqueles anos Jesus estava já a ensinar verdades muito importantes da nossa fé. O trabalho é algo de muito importante não só para ganhar o sustento, mas também como caminho de santidade.

Jesus quis aprender com S.José esse trabalho humilde. O humilde carpinteiro fez dele o meio para sustentar a sua família, mas também para servir os seus conterrâneos e para amar a Deus. Foi santo na sua vida de cada dia, no seu trabalho bem feito e encaminhado para Deus.

Nele procurava viver em oração, unido a Deus pelo dia fora procurando encaminhar tudo para o Senhor. Quando Jesus começou a trabalhar a seu lado sentiria com alegria esta presença amorosa do Filho de Deus e para Ele encaminhava toda a sua atividade com olhos de fé e cheios de amor.

O carpinteiro de Nazaré é modelo de santidade para todos os trabalhadores, na vida humilde de cada um.

 

2)Tudo o que fizerdes por palavras e por obras

 

Pelo trabalho o homem torna-se colaborador de Deus na obra da criação. Vai tornando este mundo mais belo e mais habitável para a humanidade. Deus encarregou-o de dominar o mundo à sua volta e ser o senhor de toda a criação. Pô-lo no Jardim do Éden para que o cultivasse. O trabalho é algo de nobre e dignificante. O homem exprime através dele as suas capacidades criadoras e põe-nas ao serviço dos outros à sua volta.

Deve fazer-se com perfeição e com amor. Na carta aos Colossenses S.Paulo escrevia: Tudo o que fizerdes por palavras ou por obras seja tudo em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, dando graças por Ele a Deus Pai. Qualquer que seja o vosso trabalho fazei-o de boa vontade como quem serve ao Senhor e não aos homens.

Para um cristão o trabalho tem um valor maior. Está a trabalhar para Deus, que o vê e contempla com amor o que ele faz. Não só não estorva a sua tarefa de ser santo mas é a matéria prima para construir a santidade a que somos chamados.

Deus fez ver a um sacerdote santo, em 1928, esta chamada de todos à santidade no meio das atividades quotidianas. S.Josemaria Escrivá podia escrever: ”Qualquer trabalho, humanamente digno e nobre se pode converter numa tarefa divina. No serviço de Deus não há ofício de menos categoria: todos são de muita importância. Para amar a Deus e servi-Lo, não é preciso fazer coisas extravagantes. A todos os homens, sem exceção, Cristo pede que sejam perfeitos como o Seu Pai Celeste é perfeito. Na sua grande maioria, os homens, para serem santos, devem santificar o seu trabalho, santificar-se no seu trabalho e santificar os outros com o seu trabalho, encontrando assim Deus no caminho das suas vidas” (em SALVADOR BERNAL, Apontamentos sobre a vida do Fundador do Opus Dei (Lisboa 1978 p135).

Aprendamos com S.José e com Maria a encaminhar para o Senhor tudo o que fazemos e a servir os outros com alegria.

 

 

Oração Universal

 

Jesus é o nosso grande intercessor junto do Pai. Unidos a Ele com todos os santos, com S.José, apresentemos agora os nossos pedidos:

Digamos: Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

    1-Pela Santa Igreja, para que anime todos os seus filhos a lutarem pela santidade, oremos ao Senhor.

Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

    2-Pelo Santo Padre, para que sejam ouvidos os seus apelos a favor dos marginalizados, oremos ao Senhor.

Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

    3-Pelos bispos e sacerdotes, para que saibam animar as famílias a aceitar generosamente os filhos e educá-los no amor de Deus, oremos ao Senhor.

Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

    4-Por todos os trabalhadores, para que lutem mais a sério pela santidade nas suas tarefas de cada dia, empregando com diligência os meios tão abundantes ao seu dispor, oremos ao Senhor.

Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

    5-Para que no ambiente de trabalho se viva ajustiça e a fraternidade entre todos, oremos ao Senhor.

Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

    6-Por todos os que andam afastados de Deus, para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu amor, oremos ao Senhor.

Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

    7-Por todos os que se encontram no Purgatório, para que o Senhor os purifique e lhes conceda a felicidade do Céu, oremos ao Senhor.

Por intercessão de S.José ouvi-nos, Senhor

 

 

Senhor, que nos chamastes à vida nova em Cristo, aumentai em nós a fé e o amor, para que levemos uma vida de santidade e cheguemos todos à glória do Céu, onde já se encontram os santos, nossos irmãos.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Procuremos S. José, Az. Oliveira, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Deus, fonte de misericórdia, olhai para os dons que Vos apresentamos na festa de São José e fazei que estas oferendas alcancem a vossa protecção para aqueles que Vos invocam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de S. José: p. 492

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Ao comungar podemos imitar S.José quando tomava nos seus braços a Jesus Menino.

 

Cântico da Comunhão: Ó famintos do Pão divino, J. Santos, NRMS 89

Col 3, 17

Antífona da comunhão: Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, ouvi as nossas súplicas e fazei que, à imitação de São José, levemos sempre em nossos corações o testemunho do vosso amor e gozemos eternamente da verdadeira paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir jubilosos por termos estado com Jesus e com o desejo de comunicar a todos a nossa alegria.

 

Cântico final: Nós vos louvamos, José, M. Carneiro, NRMS 89

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 2-V: Frutos da união com Cristo.

Act 15, 1-6 / Jo 15, 1-8

Se alguém permanece em mim e Eu nele, esse dará muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer.

Jesus revela-nos mais uma misteriosa realidade: uma comunhão mais íntima entre Ele e os que o seguem (Ev.), É principalmente na Eucaristia que nos pomos em comunhão com Ele. E também através de sua Mãe Santíssima, principalmente neste mês de Maio.

Esta comunhão há-de estender-se também ao campo doutrinal. Os Apóstolos, para decidirem sobre o problema da circuncisão, «reuniram-se para examinar o assunto» (Leit.). Procuremos conhecer muito bem os ensinamentos o Senhor e dos seus sucessores. Quem deles se afastar deixa de estar em comunhão com Ele.

 

5ª Feira, 3-V: S. Tiago e Filipe, Apóstolos.

1 Cor 15, 1-8 / Jo 14, 6-14

Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai.

«Toda a vida de Jesus é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: «Quem me vê, vê o Pai (Ev.)» (CIC, 516). E podemos chegar à contemplação de Cristo através de Nossa Senhora, meditando nos mistérios do Santo Rosário.

O Evangelho é igualmente um modo de conhecer Jesus: «recordo-vos o Evangelho que vos anunciei» (Leit.). Os Apóstolos Filipe e Tiago foram fiéis ao espírito do Evangelho e procuraram transmiti-lo: Filipe chegou à Frígia e Tiago foi o primeiro Bispo de Jerusalém.

 

6ª Feira, 4-V: A verdadeira amizade.

Act 15, 22-31 / Jo 15, 12-17

Não há maior amor do que dar a vida pelos outros.

Jesus deixa-nos um belo exemplo do que é a verdadeira amizade. Em primeiro lugar, ser capaz de viver uma entrega ao amigo (Ev.), com o nosso apoio e dedicação; em segundo lugar, dar a conhecer aos outros o que sabemos de Deus: «porque tudo o que ouvi de meu Pai vo-lo dei a conhecer» (Ev.), e 'mandámos Judas e Silas, que vão transmitir-vos as nossas decisões'; em terceiro lugar, se fizermos tudo o que Cristo nos indica (Ev.).

Este amor há-de levar-nos a dar aos outros o melhor que temos (EG, 101). A Mãe do bom Conselho diz-nos:  'fazei tudo o que Ele vos disser'.

 

Sábado, 5-V: Entusiasmo na evangelização.

Act 16, 1-10 / Jo 15, 18-21

Paulo teve de noite uma visão. Um macedónio dirigia-lhe este pedido: Faz a travessia para a Macedónia e vem ajudar-nos.

Devemos sentir estas palavras como dirigidas a cada um de nós. É uma súplica que sai do coração de muitas pessoas, que têm fome e sede de Deus, de uma esperança que não desiluda as suas vidas, tão enganadas por vãs promessas.

Bem tentaram calar Jesus e persegui-lo (Ev.), e o mesmo aconteceu a Paulo. O ambiente secularizado tentará calar essas vozes suplicantes, deixando-as cair no desalento. Temos que estar convencidos de que Deus nos chama a anunciar a Boa Nova (Leit.). O Espírito Santo dar-nos-á forças para cumprir este mandato do Senhor.

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

 


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