4º Domingo da Páscoa

DIa MUndial De oração pelas vocações

22 de Abril de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ressuscitou o Bom Pastor, J. Santos, NRMS 57

Salmo 32, 5-6

Antífona de entrada: A bondade do Senhor encheu a terra, a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje o Domingo do Bom Pastor — chamado assim porque nos três anos litúrgicos o Evangelho é sempre o do Bom Pastor.

Com visão profética, o Beato Paulo VI instituiu há 52 anos, em pleno Concílio Vaticano II, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Jesus chamava a atenção dos Apóstolos para a seara loira ondulando ao vento, a pedir braços generosos de ceifeiros que recolhessem o trigo pronto para a ceifa, antes que o vento o dispersasse. Dizia-lhes: «A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da Messe, que mande operários para a sua Messe

Acolhamos a mensagem que o Papa Francisco escreveu para este Dia e unamos as nossas orações para que o Senhor da Messe nos dê muitos e santos sacerdotes, operários da Igreja, Seara de Deus.

 

Acto penitencial

 

 (Sugere-se, especialmente no Tempo Pascal, que o Acto Penitencial seja substituído pela aspersão da Assembleia com água benta).

 

A falta de operários — de sacerdotes — para a Igreja de Deus é um apelo à nossa oração confiante a que não temos correspondido.

Peçamos perdão ao Senhor da falta de correspondência generosa à nossa vocação pessoal e concretizemos pontos de emenda de vida.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A — Confissão “Deus todo poderoso...”)

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Depois e ter curado o coxo de nascença à porta do templo de Jerusalém, Pedro dá um solene testemunho da Ressurreição de Cristo e faz a todos um apela à conversão pessoal, porque não há salvação em nenhum outro, a não ser em Jesus Cristo.

Esta é a missão do sacerdote: administrar os tesouros da Redenção e ajudar as pessoas a responder apelos do Altíssimo.

 

Actos dos Apóstolos 4, 8-12

Naqueles dias, 8Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, 9já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, 10ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença. 11Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular. 12E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».

 

Temos aqui a resposta de Pedro aos chefes judeus que o interrogaram acerca do milagre da cura do coxo de nascença, que mendigava junto à porta chamada Formosa, que, do átrio dos gentios, dava para o recinto das mulheres, no Templo.

11 «Jesus é a pedra desprezada (...) pedra angular». É uma alusão ao Salmo 117 (118), de acordo com os LXX. Em Mt 21, 42-44, Jesus aplica a Si o texto do Salmo, cujo sentido mais profundo é messiânico, mesmo que o Salmista não pensasse em mais do que no pequenino povo de Israel, desprezado por todos, mas um povo donde viria a salvação através do Messias (sentido típico).

12 «Não há salvação em nenhum outro (nome)», isto é, em nenhuma outra pessoa. O próprio nome de Jesus – Yexúah –, escolhido por Deus, significa: Yahwéh é Salvação. Mesmo aqueles que se salvaram antes de Cristo vir à terra puderam chegar à salvação pelos méritos de Jesus. Toda a graça depois do primeiro pecado chega ao homem pela mediação de Cristo.

 

Salmo Responsorial    Sl 117 (118), 1 e 8-9.21-23.26.28cd.29 (R. 22)

 

Monição: O salmo de meditação que a Liturgia nos propõe como resposta à interpelação que o Espírito Santo nos fez na Primeira Leitura é um apelo à acção de graças pelo triunfo de Jesus Cristo sobre a morte, pela Sua Ressurreição gloriosa.

Unamo-nos aos sentimentos que o Espírito Santo desperta em nossos corações, fazendo deste salmo a nossa oração.

 

Refrão:        A pedra que os construtores rejeitaram

                     tornou-se pedra angular.

 

Ou:               Aleluia

 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

Mais vale refugiar-se no Senhor,

do que fiar-se nos homens.

Mais vale refugiar-se no Senhor,

do que fiar-se nos poderosos.

 

Eu Vos darei graças porque me ouvistes

e fostes o meu Salvador.

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

 

Bendito o que vem em nome do Senhor,

da casa do Senhor nós vos bendizemos.

Vós sois o meu Deus: eu vos darei graças.

Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. João Evangelista, na Primeira Carta à Igreja Universal, exulta com a verdade da nossa filiação divina.

Esta certeza está presente na alegria pascal que vivemos. Foi para nos reconduzir à dignidade de filhos de Deus que o Senhor Se deixou imolar por nós e ressuscitou ao terceiro dia.

 

1 São João 3, 1-2

Caríssimos: 1Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. 2Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é.

 

No coração da 1ª Carta de João está o apelo a viver como filhos de Deus (cap.3); a uma tão grande dignidade e a tão grande dom não se pode ficar indiferente, é forçoso romper de vez com o pecado (vv. 3-10) e corresponder com obras de amor (vv. 11-24).

1 «E somo-lo de facto». Não se diz apenas que somos chamados filhos de Deus, o que bastaria para um semita entender para quem o ser chamado (por Deus) equivalia a ser. Trata-se duma realidade sobrenatural fundamental, mas que o mundo sem fé não pode captar nem apreciar.

2 «Seremos semelhantes a Deus, porque O veremos...». Há quem pretenda ver nesta expressão a referência a uma ideia corrente na religião helenística, segundo a qual o conhecimento de Deus diviniza aqueles que chegam a alcançá-lo. A Teologia explicita que «agora» a filiação divina já nos capacita para a glória do Céu, não se tratando de algo meramente legal e extrínseco, à maneira da adopção humana de um filho; trata-se de algo sobrenatural, que implica uma participação da natureza divina (cf. 2 Pe 1, 4). «O veremos tal como Ele é», isto é, não apenas indirectamente através das suas obras, mas contemplando-o face a face (cf. 1 Cor 13, 12).

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 10, 14

 

Monição: É para conhecermos cada vez melhor o nosso Bom Pastor que o Evangelho é proclamado na Liturgia.

Alegremo-nos pela verdade que vai ser proclamada e agramo-nos à Luz que nos vem do Céu.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eu sou o bom pastor, diz o Senhor:

conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

 

Evangelho

 

São João 10, 11-18

Naquele tempo, disse Jesus: 11«Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. 12O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. 13O mercenário não se preocupa com as ovelhas. 14Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, 15Do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. 17Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. 18Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».

 

Todos os anos no 4º Domingo de Páscoa – o Domingo do Bom Pastor, dia mundial de oração pelas vocações –, a leitura evangélica é tirada do capítulo 10º de S. João. No ano passado, ano A, leram-se os primeiros dez versículos, onde aparecia a parábola do pastor e do ladrão; este ano temos, na sua sequência, a parábola do pastor (bom) e do mercenário, as únicas parábolas que aparecem em todo o 4.° Evangelho, se bem que se trata antes de uma alegoria, em que os seus elementos não são mero adorno, mas se revestem de significado. Para a sua compreensão devem ter-se presentes os costumes da época; durante o dia, os vários rebanhos pertencentes a distintos donos – os pastores – dispersavam-se pelas escassas pastagens da região; ao cair da noite, todos os rebanhos recolhiam a um recinto comum fechado por uma sebe ou um muro baixo – o redil – em pleno descampado, onde eram defendidos das feras e dos ladrões por um guarda – o porteiro –, que podia ser contratado – um mercenário – pelos donos; de manhã, cada pastor voltava e, da porta do recinto, chamava as suas próprias ovelhas, que já conheciam o seu grito habitual e o seguiam a caminho das pastagens; os ladrões não entravam pela porta vigiada, mas saltavam pela vedação, pois o seu objectivo não era apascentar, mas dizimar os rebanhos, roubar e matar.

11-18 «Eu sou o Bom Pastor»: a descrição da figura do Bom Pastor não é original, mas decalcada em Ezequiel 34, 1-31 e 37, 16ss; a novidade está em dar a vida pelas suas ovelhas (vv. 11 e 15). Assim, Jesus aparece a revelar-se como Deus incarnado, dando cumprimento ao anúncio profético: Eu próprio cuidarei do meu rebanho e velarei por ele (cf. Ez 34, 11.12-13.15.16.20.22.31). Deus aparece frequentemente na Escritura como o Pastor de Israel (cf. Gn 49, 24; Salm 23; 78, 52; 80, 2; Is 40, 11; Jer 31, 10…). Jesus como o Bom Pastor é uma das mais comovedoras revelações do Novo Testamento (cf. Mt 18, 12-14; Lc 15, 4-7; 1 Pe 2, 25; 5, 4...).

12 «O mercenário». A propósito desta figura, pergunta e responde Santo Agostinho: «Quem é o mercenário que vê vir o lobo e foge. É o que «procura os seus interesses, e não os que pertencem a Jesus Cristo». São os que se não atrevem a repreender desassombradamente o que peca. […] Ó mercenário, viste vir o lobo, e fugiste… Debandaste porque calaste; calaste porque receaste. O temor é a fuga da alma» (In Jo. Ev. Tractatus, LXVI, 8).

16 «Tenho ainda outras ovelhas». São certamente os gentios, não os judeus da diáspora. Também a elas se dirige a missão de Jesus através dos seus mensageiros que há-de enviar a todo o mundo (cf. Mt 28, 19-20). Estes enviados – lembrar que é hoje o dia mundial de oração pelas vocações – permitirão que se venha a constituir um só rebanho: a Igreja universal (católica) que congregue todos os redimidos dos quais Jesus é o Senhor, o único Pastor.

 

Sugestões para a homilia

 

• O dom do sacerdócio ministerial

No sacerdote actua Cristo Jesus

Sem sacerdotes não há Igreja

Ao serviço dos filhos de Deus

• A missão do sacerdote

Dar a Vida sobrenatural

Levar a conhecer e a amar Cristo

Construir a unidade no Amor

 

1. O dom do sacerdócio ministerial

 

a) No sacerdote actua Cristo Jesus. «Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno [...] que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença

Pedro explica aos judeus que foi Jesus Quem, ao fim e ao cabo, curou o coxo de nascença à porta do Templo. Não foi a ciência, a habilidade ou o poder do Príncipe dos Apóstolos quem restituiu o andar a esta homem   O Senhor Jesus actua na Igreja e torna-Se visível por meio dos que chama ao ministério do sacerdócio ministerial.

Têm como missão específica anunciar oficialmente a Palavra de Deus, perdoar os pecados no Sacramento da Reconciliação e consagrar o pão e o vinho, transubstanciando-os no Corpo e Sangue de Jesus Cristo, como aconteceu na Última Ceia.

Para que não ficássemos com qualquer dúvida sobre a validade destes gestos e palavras, Jesus só quis uma condição: que o sacerdote esteja validamente ordenado. Pela imposição das mãos do Bispo, o sacerdote recebe o Espírito Santo que o capacita para realizar estas maravilhas.

Quer dizer que a validade da absolvição sacramental e da consagração não dependem da ciência, condição social ou virtude daquele homem que foi assumido pelo Sacramento da Ordem a tornar-se instrumento de Jesus Cristo.

Se por um lado se garante a validade das actuações ministeriais do sacerdote, não pode ser descurada a sua preparação e vida, para que actue com liceidade, isto é, segundo o agrado do Divino Mestre.

O sacerdote é um fiel que vai também a caminho do Céu e que tem necessidade de ajuda para vencer as lutas de cada dia.

 

b) Sem sacerdotes não há Igreja. «Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular. E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».

Não há salvação fora de Jesus Cristo. De vez em quando surgem correntes doutrinais a fazer crer que o homem se basta a si mesmo e pode ser bom sem Deus, sem a Redenção que o Pai lhe oferece em Jesus Cristo. É um erro que impede as pessoas de se converterem, indo ao encontro do único Salvador do mundo.

E uma vez que Ele quis que a salvação passasse, de modo ordinário, pelo ministério do sacerdote, porque planeou actuar por meio de homens cheios de fragilidade, a Igreja fundada por Jesus não pode viver sem padres.

Sem sacerdotes não há Eucaristia. Foi nas suas mãos que entregou o poder de consagrar o pão e o vinho, transubstanciando-o no Corpo e Sangue do Senhor; e o poder de perdoar pecados, pela absolvição sacramental.

Deus compraz-se em actuar por meio de instrumentos ineptos — homens cheios de limitações e, que por sua vez, também precisam da ajuda dos seus irmãos sacerdotes —talvez para nos ajudar a compreender mais facilmente que é Ele quem actua, e não a habilidade, a ciência ou o prestigio dos Seus sacerdotes.

Contudo, a eficácia da sua acção pastoral depende da união com o Mestre, na fé e no amor. S. João Maria Vianney, considerado pouco capaz, causou uma verdadeira revolução na Igreja; S. João Paulo II arrastou atrás de si pessoas que nunca tinham pensado entrar na Igreja; o mesmo está a acontecer com o Papa Francisco.

E como os sacerdotes não descem do Céu prontos para actuar — são homens e não anjos — cada vocação nasce numa família. Cada comunidade tem de dar à Igreja os padres de que ela precisa.

Deus não se esquece de chamar. Os homens é que se esquecem de responder generosamente.

 

c) Ao serviço dos filhos de Deus. «Caríssimos: Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. [...] agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é

Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Ordem, o sacerdócio ministerial no Cenáculo quando mandou aos Onze, depois de consagrar: «Fazei isto em Minha memória

Na tarde da Ressurreição apareceu no Cenáculo para entregar aos Apóstolos com toda a solenidade o poder de perdoar os pecados: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos

O sacerdote serve e ama Jesus Cristo em cada pessoa e só d’Ele espera o agradecimento por tudo quanto faz.

É o tesoureiro das graças de Deus para as distribuir por quem as desejar receber.

Foi chamado para servir Jesus Cristo na pessoa dos irmãos. Ninguém segue a vocação sacerdotal para ser feliz, mas para ser fiel ao Divino Mestre. O Seu convite é «vem e segue-Me

Mas é na fidelidade que se encontra a felicidade. Quando se começa a falar de felicidade, é fácil confundi-la com o gozo dos sentidos, uma vida cómoda e sem problemas, a fuga sistemática de tudo o que custa.

Servir, numa disponibilidade total resume a vida do sacerdote. A primeira exigência desta disponibilidade é encontrar tempo para rezar. Se um motorista estivesse tão apressado na viagem que não tivesse tempo nem disposição para parar alguns instantes na bomba e abastecer-se, onde poderia levá-lo esta viagem?

 

2. A missão do sacerdote

 

a) Dar a Vida sobrenatural. «disse Jesus. “Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa.”»

Identifica-se com a de Jesus: «Eu vim para que os homens tenham vida e a tenham em abundância.» A vida a que Jesus Se refere é a graça santificante, a vida de Cristo Ressuscitado.

A graça santificante é a participação da natureza divina na criatura racional. A vida natural — a que anima o nosso corpo — extingue-se com a morte. Enquanto dura esta vida na terra, temos a possibilidade e oportunidade de aumentar sempre os merecimentos para a felicidade terna.

Cristo deu-Se-nos no Sacrifício da Cruz, misteriosamente antecipado na Eucaristia. Do Seu lado aberto jorrou Sangue e água, lembrando dois Sacramentos: a Eucaristia e o Baptismo.

Recebemos esta vida sobrenatural no Baptismo e podemos perdê-la, se cometemos um pecado mortal; mas podemos readquiri-la no Sacramento da Reconciliação e Penitência.

Têm-na os fieis, fomentam-na e oferecem-lhe as condições mínimas de vida?

• Devemos procurar a ajuda do sacerdote para aquilo que é próprio e fundamental na sua missão. É possível que ele saiba fazer muitas coisas; mas enquanto faz o que não lhe é devido e outros podem fazer, fica por fazer aquilo para que só ele tem capacidade.

• O nosso apostolado com que desejamos ajudar as outras pessoas dá o último passo quando põe essa pessoa em contacto com o sacerdote, para que lhe administre o sacramento que lhe dá pela primeira vez ou lhe restitui a vida da graça: o Baptismo ou a Confissão Sacramental.

• Somos ao mesmo tempo ovelhas e pastores, pois o Senhor fez-nos pastores uns dos outros.

Somos mercenários se, por medo de passar um mau bocado, de sermos humanamente ineficazes, ou por causa do amor a uma falsa imagem de simpatia, deixamos de corrigir as pessoas que nos estão confiadas: os pais são pastores dos filhos; pastores são os que têm qualquer responsabilidade educativa; por fim, somos pastores do irmão que vive ao nosso lado.

 

b) Levar a conhecer e a amar Cristo. «Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas

O conhecimento é a primeira condição para amar, pois ninguém ama aquele que não conhece e sem amor não se pode ajudar ninguém. Não falamos de um amor abstrato, platónico, mas concreto e com atitudes visíveis.

Na sua Mensagem para este dia, o Santo Padre fala da experiência do êxodo.

«Na raiz de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé: crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu para centrar a nossa vida em Jesus Cristo; abandonar como Abraão a própria terra pondo-se confiadamente a caminho, sabendo que Deus indicará a estrada para a nova terra.

Esta «saída» não deve ser entendida como um desprezo da própria vida, do próprio sentir, da própria humanidade; pelo contrário, quem se põe a caminho no seguimento de Cristo encontra a vida em abundância, colocando tudo de si à disposição de Deus e do seu Reino. Como diz Jesus, «todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19, 29). Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor.

De facto, a vocação cristã é, antes de mais nada, uma chamada de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um «êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus» (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6).” (Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Vocações, 2015).

 

c) Construir a unidade no Amor. «Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor

Construímos a unidade da Igreja e da sociedade com a generosidade da própria entrega vocacional.

Somos uma só família: a dos filhos de Deus. S. João recorda-nos esta verdade fundamental da nossa fé e da nossa alegria. «Caríssimos: Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto

Vamos a caminho do Céu, onde viveremos numa comunhão perfeita para sempre, sem arestas por limar entre nós, sem qualquer fronteira. «Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é

Podemos ser tentados a sonhar com uma unidade fruto das leis que obriguem cada um a ter uma determinada conduta. É pela inteligência e coração que as pessoas têm de mudar. A lei serve apenas para defender as pessoas dos erros de outras, mas não as muda.

A justiça, por si só, não une as pessoas, porque se limita a indicar as fronteiras até onde pode ir cada um e a fazê-la respeitar. A aproximação, a unidade só é possível pelo amor verdadeiro.

• Vivemos já, visível e praticamente, esta mesma fraternidade quando participamos na Celebração da Eucaristia. Há uma só Mesa da Palavra para todos e uma só Mesa da Eucaristia. Reforçamos a nossa unidade fraterna no mesmo Senhor que comungamos.

• Procuremos construir esta mesma unidade na família, no trabalho e com todos os que partilham a vida connosco, sem excluir ninguém, nem termos acepções de pessoas.

• Não construímos a nossa unidade cristã à volta do sacerdote, mas de Jesus Cristo. O sacerdote é um irmão por meio do qual o Senhor actua em nosso favor, anunciando-nos a Sua Palavra e administrando-nos os Sacramentos, mas ele mesmo também precisa de ser ajudado, porque vai também a caminho do Céu.

Maria, Mãe da unidade desta grande família, ajudar-nos-á a vencer as dificuldades que nos impedem deste amor.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O 55º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

(22 de abril de 2018 - IV Domingo da Páscoa)

 

Tema: «Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor»

 

Queridos irmãos e irmãs!

No próximo mês de outubro, vai realizar-se a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que será dedicada aos jovens, particularmente à relação entre jovens, fé e vocação. Nessa ocasião, teremos oportunidade de aprofundar como, no centro da nossa vida, está a chamada à alegria que Deus nos dirige, constituindo isso mesmo «o projeto de Deus para os homens e mulheres de todos os tempos» (Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, Introdução).

Trata-se duma boa notícia, cujo anúncio volta a ressoar com vigor no 55.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: não estamos submersos no acaso, nem à mercê duma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina.

Também nestes nossos agitados tempos, o mistério da Encarnação lembra-nos que Deus não cessa jamais de vir ao nosso encontro: é Deus connosco, acompanha-nos ao longo das estradas por vezes poeirentas da nossa vida e, sabendo da nossa pungente nostalgia de amor e felicidade, chama-nos à alegria. Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, trata-se de escutar, discernir e viver esta Palavra que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo que nos permite pôr a render os nossos talentos, faz de nós também instrumentos de salvação no mundo e orienta-nos para a plenitude da felicidade.

Estes três aspetos – escuta, discernimento e vida – servem de moldura também ao início da missão de Jesus: passados os quarenta dias de oração e luta no deserto, visita a sua sinagoga de Nazaré e, aqui, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la «hoje» (cf. Lc 4, 16-21).

Escutar

A chamada do Senhor – fique claro desde já – não possui a evidência própria de uma das muitas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária. Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem Se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração.

Por isso, é preciso preparar-se para uma escuta profunda da sua Palavra e da vida, prestar atenção aos próprios detalhes do nosso dia-a-dia, aprender a ler os acontecimentos com os olhos da fé e manter-se aberto às surpresas do Espírito.

Não poderemos descobrir a chamada especial e pessoal que Deus pensou para nós, se ficarmos fechados em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever connosco.

Também Jesus foi chamado e enviado; por isso, precisou de Se recolher no silêncio, escutou e leu a Palavra na Sinagoga e, com a luz e a força do Espírito Santo, desvendou em plenitude o seu significado relativamente à sua própria pessoa e à história do povo de Israel.

Hoje este comportamento vai-se tornando cada vez mais difícil, imersos como estamos numa sociedade rumorosa, na abundância frenética de estímulos e informações que enchem a nossa jornada. À barafunda exterior, que às vezes domina as nossas cidades e bairros, corresponde frequentemente uma dispersão e confusão interior, que não nos permite parar, provar o gosto da contemplação, refletir com serenidade sobre os acontecimentos da nossa vida e realizar um profícuo discernimento, confiados no desígnio amoroso de Deus a nosso respeito.

Mas, como sabemos, o Reino de Deus vem sem fazer rumor nem chamar a atenção (cf. Lc 17, 21), e só é possível individuar os seus germes quando sabemos, como o profeta Elias, entrar nas profundezas do nosso espírito, deixando que este se abra ao sopro impercetível da brisa divina (cf. 1 Re 19, 11-13).

Discernir

Na sinagoga de Nazaré, ao ler a passagem do profeta Isaías, Jesus discerne o conteúdo da missão para a qual foi enviado e apresenta-o aos que esperavam o Messias: «O Espírito do Senhor está sobre Mim; porque Me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-Me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano favorável da parte do Senhor» (Lc 4, 18-19).

De igual modo, cada um de nós só pode descobrir a sua própria vocação através do discernimento espiritual, um «processo pelo qual a pessoa, em diálogo com o Senhor e na escuta da voz do Espírito, chega a fazer as opções fundamentais, a começar pela do seu estado da vida» (Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, II. 2).

Em particular, descobrimos que a vocação cristã tem sempre uma dimensão profética. Como nos atesta a Escritura, os profetas são enviados ao povo, em situações de grande precariedade material e de crise espiritual e moral, para lhe comunicar em nome de Deus palavras de conversão, esperança e consolação. Como um vento que levanta o pó, o profeta perturba a falsa tranquilidade da consciência que esqueceu a Palavra do Senhor, discerne os acontecimentos à luz da promessa de Deus e ajuda o povo a vislumbrar, nas trevas da história, os sinais duma aurora.

Também hoje temos grande necessidade do discernimento e da profecia, de superar as tentações da ideologia e do fatalismo e de descobrir, no relacionamento com o Senhor, os lugares, instrumentos e situações através dos quais Ele nos chama. Todo o cristão deveria poder desenvolver a capacidade de «ler por dentro» a vida e individuar onde e para quê o está a chamar o Senhor a fim de ser continuador da sua missão.

Viver

Por último, Jesus anuncia a novidade da hora presente, que entusiasmará a muitos e endurecerá a outros: cumpriu-se o tempo, sendo Ele o Messias anunciado por Isaías, ungido para libertar os cativos, devolver a vista aos cegos e proclamar o amor misericordioso de Deus a toda a criatura. Precisamente «cumpriu-se hoje – afirma Jesus – esta passagem da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 20).

A alegria do Evangelho, que nos abre ao encontro com Deus e os irmãos, não pode esperar pelas nossas lentidões e preguiças; não nos toca, se ficarmos debruçados à janela, com a desculpa de continuar à espera dum tempo favorável; nem se cumpre para nós, se hoje mesmo não abraçarmos o risco duma escolha. A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimónio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora.

Realmente este «hoje» proclamado por Jesus assegura-nos que Deus continua a «descer» para salvar esta nossa humanidade e fazer-nos participantes da sua missão. O Senhor continua ainda a chamar para viver com Ele e segui-Lo numa particular relação de proximidade ao seu serviço direto. E, se fizer intuir que nos chama a consagrar-nos totalmente ao seu Reino, não devemos ter medo. É belo – e uma graça grande – estar inteiramente e para sempre consagrados a Deus e ao serviço dos irmãos!

O Senhor continua hoje a chamar para O seguir. Não temos de esperar que sejamos perfeitos para dar como resposta o nosso generoso «eis-me aqui», nem assustar-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto. Escutá-la, discernir a nossa missão pessoal na Igreja e no mundo e, finalmente, vivê-la no «hoje» que Deus nos concede.

Maria Santíssima, a jovem menina de periferia que escutou, acolheu e viveu a Palavra de Deus feita carne, nos guarde e sempre acompanhe no nosso caminho.

Papa Francisco, Vaticano, 3 de Dezembro - I domingo do Advento – de 2017.

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Respondendo ao apelo do Divino Mestre,

oremos confiadamente ao Senhor da Messe,

para que mande muitos e santos sacerdotes

a trabalhar na Messe de Deus que é a Igreja.

Façamo-lo pela mediação de Maria Imaculada,

cantando (rezando) cheios de confiança:

 

    Por Maria, Mãe da Igreja,

    dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

1. Pelo Santo Padre, com os Bispos em comunhão com Roma,

    para que guie sempre a Igreja pelos caminhos da santidade,

    oremos, irmãos.

 

    Por Maria, Mãe da Igreja,

    dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

2. Pelos seminários diocesanos, missionários e religiosos,

    para que formem, para a Igreja, fervorosos bons Pastores,

    oremos, irmãos.

 

    Por Maria, Mãe da Igreja,

    dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

3. Pelos sacerdotes que vivem no meio do rebanho dos fiéis,

    para que encontrem na sua missão, a colaboração de todos,

    oremos, irmãos.

 

    Por Maria, Mãe da Igreja,

    dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

4. Pelos jovens das nossas comunidades e suas famílias,

    para que oiçam e acolham o chamamento do Espírito,

    oremos, irmãos.

 

    Por Maria, Mãe da Igreja,

    dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

5. Pelas famílias cristãs, constituídas Igrejas domésticas,

    para que acolham o apelo à vida e à vocação dos filhos,

    oremos, irmãos.

 

    Por Maria, Mãe da Igreja,

    dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

6. Pelos sacerdotes que o Senhor chamou à Sua Presença,

    para que recebam quanto antes a recompensa da sua vida,

oremos, irmãos.

 

    Por Maria, Mãe da Igreja,

    dai-nos mutos e santos sacerdotes!

 

Senhor Jesus Cristo, Bom Pastor desta Igreja Peregrina,

que a guiais e apascentais por meio dos Vossos Sacerdotes:

tornai-os sempre dóceis às Vossas inspirações e apelos

e dai-lhes fortaleza na fé, e a perseverança do Amor,

para Vos sigam nos caminhos da vida até ao Paraíso.

Vós que sois Deus, com o Pai,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A Igreja não pode viver sem os sacerdotes. Eles são instrumentos de Jesus Cristo e “emprestam-lhe” a Sua visibilidade, para que anuncie as riquezas da Sua Palavra e transubstanciem o trigo das nossas searas e o vinho das nossas videiras no Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da Paz

 

Todos devemos ser construtores de uma verdadeira paz, sendo arautos da verdade, da justiça e do amor.

Renovemos o propósito de assumirmos generosamente esta missão na terra, ao serviço da Igreja.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Cristo dá-Se-nos na sagrada Comunhão pelo ministério dos sacerdotes. O Espírito Santo recebido na ordenação sacerdotal capacita-os para que à sua palavra, Jesus transubstancie o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue.

Avivemos a nossa fé, agora que vamos comungar, e peçamos ao Senhor da Messe que nos dê muitos e santos sacerdotes.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

 

Antífona da comunhão: Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Bom Pastor, olhai benignamente para o vosso rebanho e conduzi às pastagens eternas as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A oração pelas vocações deve ser uma preocupação constante de cada um de nós. Mas a oração não se pode separar das obras: a procura de jovens capazes de acolher o chamamento e a palavra amiga — sem diminuir a liberdade — que anima a seguir o Mestre

 

Cântico final: Seguros e fortes, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 23-IV: O Bom Pastor: Cuidados e pedidos.

Act 11, 1-18/ Jo 10, 1-10

O Pastor chama as ovelhas pelos seus nomes e leva-as para fora. Caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no.

Deus chama-nos pelo nosso nome (Ev.), que é sagrado aos seus olhos. E convida-nos a uma maior intimidade com Ele, confere-nos mais graças, compromete-se a ajudar-nos como filhos muito amados.

Jesus pede a Pedro que continue a sua missão de Bom Pastor, a seguir à Ressurreição: «Apascenta as minhas ovelhas». E, um dia pede-lhe que se ocupe dos pagãos, contra a vontade dele (Leit.) A nós também no pedirá algumas coisas, talvez pequenas. Procuremos aceitar a sua vontade, ainda que nos custe. Tudo é sempre para nosso bem.

 

3ª Feira, 24-IV: Colocar a cruz de Cristo em todos os lugares.

Act 11, 19-26 / Jo 10, 22-30

A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.

Depois de Jerusalém, passaram a Antioquia, onde passaram a chamar-se cristãos (Leit.). A Igreja teve uma rápida expansão e assim há-de continuar. Para isso, contamos sempre com a ajuda do Senhor: «As minhas ovelhas escutam a minha voz, e ninguém as há-de arrebatar da minha mão» (Ev.).

Temos que continuar a levar a cruz de Cristo a todas as pessoas, como fizeram os primeiros cristãos. Procuremos despertar os que estão acomodados, para que na sociedade se recuperem os valores humanos nos campos em que se vai degradando.

 

4ª Feira, 25-IV: S. Marcos: A transmissão da Boa Nova.

1 Ped 5-14 / Mc 16, 15-20

Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: Ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova.

S. Marcos acompanhou S. Paulo na sua primeira viagem apostólica e esteve ao seu lado na hora da morte. Foi igualmente discípulo de S. Pedro em Roma (Leit.), e o seu Evangelho é uma reprodução fiel dos ensinamentos do Apóstolo.

O Senhor confiou a tarefa da transmissão da Boa Nova a S. Marcos de um modo especial (Oração) e também a cada um de nós. Para isso, precisamos escutá-la, assimilá-la, meditando-a no nosso coração e, depois, comunicá-la aos outros com toda a fidelidade, como fez S. Marcos com o que aprendeu junto de S. Pedro e S Paulo.

 

5ª Feira, 26-IV: Continuar a missão de Jesus.

Act 13, 13-25 / Jo 13, 16-20

Quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.

Jesus é enviado pelo Pai. A seguir, escolhe doze entre os seus discípulos, que serão enviados (apóstolos, derivado do grego). Na sinagoga, Paulo e os seus companheiros fazem um resumo da História da salvação, cumprindo a missão que o Senhor lhes confia (Leit.).

Todos os baptizados são igualmente enviados. Que o Senhor suscite em cada um de nós esta urgência de evangelização, para afogar o mal do paganismo em abundância de bem; para projectar a luz de Cristo e se dissipem as trevas em tantas vidas; para que se entendam todos os acontecimentos à luz dos ensinamentos do Senhor.

 

6ª Feira, 27-IV: Cristo: Caminho, Verdade e Vida.

Act 13, 26-33 / Jo 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar um lugar?

A Boa Nova apresenta uma extraordinária revelação, referida por S. Paulo: Jesus, o Filho Unigénito de Deus, recuperou para nós a filiação divina adoptiva: «Tu és meu Filho, eu hoje te gerei» (Leit. e S. Resp.).

Só com as nossas forças não conseguiríamos chegar à casa do Pai (Ev.). Mas Cristo é para nós um sinal de esperança: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Ev.). Ele apresenta-se como o Caminho: exemplo do que devemos fazer; a Verdade, que encontramos nos seus ensinamentos; e a Vida: a vida sobrenatural e o penhor de vida eterna.

 

Sábado, 28-IV: A revelação da Santíssima Trindade.

Act 13, 44-52 / Jo 14, 7-14

Como é que dizes: Mostra-nos o Pai. Não acreditas que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim?

Agradeçamos ao Senhor esta revelação da vida íntima da Santíssima Trindade: «O Filho de Deus comunica à sua humanidade o seu próprio modo de existir pessoal na Santíssima Trindade. E assim, tanto na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os costumes da Trindade (Ev.) (CIC, 470). Toda a vida de Cristo é uma revelação do Pai: as suas palavras e actos, os silêncios e os sofrimentos, a maneira de ser e de falar (CIC, 516).

E manifestou a vontade de que todos os homens se salvem, incluindo os pagãos (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial