aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

 

GUARDA

 

CENTRO DE APOIO À VIDA

 

No passado dia 30 de Novembro, o Centro de Apoio à Vida da Cáritas Diocesana da Guarda, «NAS©ER», comemorou o 13º aniversário e já acolheu mais de 80 mulheres em conjunto com as suas crianças.

 

Esta instituição que ao longo da sua existência tem feito uma caminhada positiva no apoio à maternidade e à família “acolhe e acompanha mães, grávidas, puérperas e/ou com filhos/as pequenos, em situação de vulnerabilidade social, económica, psicológica e familiar”.

Nestes 13 anos de caminhada, o “NAS©ER” acolheu mais de 80 mulheres em conjunto com as suas crianças e “apoiou-as na construção de um projecto de autonomia e de inserção na sociedade”.

O Centro de Apoio à Vida surge como a concretização de um desejo “há muito ansiado pelas pessoas da Cáritas Diocesana da Guarda”, que ao longo dos anos “impulsionaram acções e projectos de apoio à maternidade, à mulher e à família”.

 

 

BRAGA

 

IMACULADA CONCEIÇÃO

VOLTAR A SER DIA DA MÃE

 

O bispo auxiliar de Braga D. Francisco Senra Coelho considera que faria sentido que o Dia da Mãe voltasse a ser assinalado a 8 de Dezembro, feriado que celebra a Imaculada Conceição e a sua ligação à História de Portugal.

 

“O Dia da Mãe fez do dia 8 de Dezembro um feriado assumido pelas famílias, com uma popularidade enorme e uma dimensão profunda na rede social portuguesa e no viver quotidiano da cidadania”, disse D. Francisco Senra Coelho à Agência ECCLESIA.

O bispo auxiliar de Braga lembra a “dimensão social” do feriado de 8 de Dezembro e a relevância de Nossa Senhora como “modelo para todas as mães”.

“Numa sociedade muito paternal como a portuguesa, a mãe exerceu sempre o recanto da ternura. E Nossa Senhora apareceu associada à figura da mãe, como Mãe de Cristo e modelo para todas as mães”, sublinhou.

D. Francisco Senra Coelho lembrou ainda que o mês de Dezembro “é marcado pela dimensão da família, da maternidade”, com destaque para o que o Natal significa nessa dimensão como “festa da família que se junta”.

“E também a dimensão da generosidade marca o mês de Dezembro, em que toda a gente sente um apelo à partilha, à fraternidade, à dimensão da paz universal. E tudo isto cabe no regaço e no colo da Mãe, que é Nossa Senhora, e que são todas as mães!

“Começar o mês de Natal com o Dia da Mãe seria muito oportuno”, disse D. Francisco Senra Coelho em entrevista à Agência ECCLESIA, a propósito da publicação do seu novo livro “Nossa Senhora e a História de Portugal”, apresentado no mesmo dia 8 na Cripta da Basílica do Sameiro.

 

 

COIMBRA

 

FALECEU MONS. JOÃO EVANGELISTA

 

O bispo de Coimbra presidiu à Missa exequial de Mons. João Evangelista, pároco da Sé Velha entre 1975 e 2016, que faleceu no passado 12 de Dezembro, aos 93 anos.

 

O sacerdote, nascido no Seixo de Mira em Fevereiro de 1924 e ordenado em Dezembro de 1946, foi membro-fundador e assistente espiritual da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE).

Na diocese de Coimbra exerceu com muito brilho e fé as mais diversas funções que o seu prelado lhe destinou conforme as exigências da mesma.

Licenciado em Sociologia pela Universidade Gregoriana de Roma, em 1957, Mons. João Evangelista foi professor de Sociologia no Seminário Maior de Coimbra e de Ética empresarial, na Universidade Católica Portuguesa.

 

 

PORTO

 

PEÇA MUSICAL

«TEMOS MÃE, TEMOS MARIA»

 

O Cabido Portucalense realizou a partir de 15 de Dezembro, na Sé do Porto, a encenação musical “Temos Mãe, Temos Maria”, uma peça tocada à harpa que remete para a Anunciação do Anjo a Maria, que vai ser Mãe de Jesus.

 

A obra é da autoria de Castro Guedes e conta com composição musical de João Carlos Soares, enquanto a interpretação está a cargo dos actores Daniela Jesus (Maria), João Carlos Soares (arcanjo Gabriel) e Miguel Branca (José).

A Sé do Porto pretendia com esta iniciativa "dar a viver o mistério central do Advento: o Verbo que se faz Carne".

Quanto ao tema da obra, 'Temos Mãe. Temos Maria”, ela  evoca as palavras que o Papa Francisco deixou aos peregrinos, na sua visita ao Santuário de Fátima nos dias 12 e 13 de Maio, por ocasião do Centenário das Aparições.

 

 

LISBOA

 

ANO EUROPEU

DO PATRIMÓNIO CULTURAL

 

A directora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja afirmou que o Ano Europeu do Património Cultural, que se celebra em 2018, é muito importante porque vai permitir expor, ao longo do ano, a riqueza e a qualidade do património português.

 

Segundo a responsável, as várias instituições da Igreja Católica em Portugal estão “empenhadas na promoção, organização e programação” de iniciativas e eventos no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural.

“O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja vai desenvolver várias acções, nomeadamente, nos campos da formação, do inventário, da conservação do património ao longo deste ano”, explicou Sandra Costa Saldanha, realçando que, oportunamente, será feita a divulgação dos vários projectos.

 

 

LISBOA

 

NA ABERTURA DO ANO JUDICIAL

 

No passado dia 18 de Janeiro, o cardeal-patriarca de Lisboa alertou para a necessidade de uma atenção constante por cada pessoa, no âmbito da Justiça, falando na celebração eucarística a que presidiu por ocasião da abertura do ano judicial português.

 

Baseando-se no Catecismo da Igreja Católica, o Cardeal Patriarca recordou aos juristas presentes:

“Uma definição essencial: A Justiça consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. Sendo constante e firme, tal vontade é propriamente «virtude», força moral inabalável. Duas indicações operativas: 1ª) A justiça leva a respeitar os direitos de cada qual; 2ª) A justiça leva a estabelecer, nas relações humanas, a harmonia que promove a equidade em relação às pessoas e ao bem comum. Objectivos interdependentes: respeitar os direitos, estabelecer a harmonia, promover a equidade”.

Inspirando-se no texto do Evangelho em que Jesus proíbe aos espíritos impuros a sua revelação como Filho de Deus, D. Manuel Clemente exemplificou: “A justiça tem naturalmente o seu tempo e o seu processo. Mas há-de considerar-se que antes, durante e depois de cada caso julgado, há a revelação da pessoa, que nos exige uma atenção permanente e positiva. Não foi por acaso que os estabelecimentos para cumprimento das penas se chamaram «Penitenciárias», um nome de origem cristã que transporta oportunidade de regeneração e reinserção social, mesmo e já em liberdade. Só assim saberemos realmente quem sejam – eles e nós”.

 

 

LISBOA

 

LUÍSA ANDALUZ,

A CAMINHO DA BEATIFICAÇÃO

 

No passado dia 19 de Dezembro, o Papa aprovou um decreto que reconhece “as virtudes heróicas” da Serva de Deus Luísa Andaluz, fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima.

 

O documento é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade.

A aprovação de um milagre é agora um ponto necessário para a proclamação de Luísa Andaluz como Beata.

Luísa Maria Mesquita e Melo nasceu a 12 de Fevereiro de 1877, no Palácio Andaluz em Marvila (Santarém), no seio de uma família abastada.

Fruto de uma sólida educação católica, cedo nasceu na então jovem Luísa o desejo de dedicar a sua vida aos outros, através do apostolado e do ensino, do serviço aos mais carenciados.

Aos 16 anos tirou o diploma de professora primária e em 1923 abriu, numa casa que herdou dos seus pais, o Colégio Andaluz, instituição que hoje prossegue viva através do Politécnico de Santarém.

Fruto do seu desejo de consagração a Deus e aos outros, e da sua devoção a Nossa Senhora, fundou na mesma altura a Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, que foi oficialmente reconhecida em 1939.

Luísa Andaluz manteve-se como superiora da Congregação até 1953, altura em que se retirou para Fátima e se dedicou ao acolhimento aos peregrinos no Santuário.

Os seus últimos anos foram passados em Lisboa, onde veio a falecer, aos 96 anos, a 20 de Agosto de 1973.

Foi inicialmente sepultada no jazigo da família, no cemitério de Santarém, mas actualmente os seus restos mortais estão na cripta da capela do Palácio Andaluz, em Santarém.

No legado deixado através da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, que têm um papel activo na diocese de Santarém e na sociedade em geral, destaca-se o apoio a crianças carenciadas através da Fundação Luísa Andaluz.

As Servas de Nossa Senhora de Fátima dedicam-se ao trabalho em centros paroquiais, jardins-de-infância, lares assistenciais e hospitais, escolas públicas e no Santuário de Fátima.

Esta congregação está actualmente presente em Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Brasil, Guiné-Bissau e Moçambique.

O Papa Francisco aprovou ainda decretos de reconhecimento das virtudes heróicas de outros servos de Deus, entre os quais o cardeal Stefan Wyszynski (1901 – 1981), arcebispo Metropolita de Gniezno e Varsóvia, Primaz da Polónia.

 

 

LISBOA

 

FALECEU O CÓN. JOÃO ANTÓNIO DE SOUSA

 

No passado dia 19 de Janeiro, faleceu aos 89 anos o cónego João António de Sousa, no Hospital de Santa Maria.

 

O cónego João de Sousa nasceu a 18 de Novembro de 1928, na freguesia de Assentiz, concelho de Torres Novas; foi ordenado sacerdote a 29 de Junho de 1951.

No seu ministério sacerdotal foi assistente da Acção Católica, professor na Universidade Católica, presidente do Conselho de Gerência da Rádio Renascença e pároco, entre 1982 e 2007, da paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica. Actualmente era colaborador da mesma paróquia.

O cardeal-patriarca de Lisboa presidiu no dia 22 de Janeiro à Missa Exequial na Igreja paroquial, afirmando na homilia que o cónego João de Sousa foi um grande servidor da Igreja e o seu percurso de vida fica marcado por grande entrega e disponibilidade.

D. Manuel Clemente sublinhou a “aplicação, serenidade e correcção” do antigo pároco de Nossa Senhora da Amparo, em Benfica, tanto na vida paroquial como na Faculdade de Teologia da UCP e na presidência do Conselho de Gerência da Renascença.

“Foi dos primeiros padres que o cardeal Cerejeira mandou formar, em Roma, tendo em vista o Seminário dos Olivais, onde foi professor, e depois na Faculdade de Teologia, durante tantos anos”, lembrou D. Manuel Clemente.

“Ainda na última conversa que tivemos, há dias, era essa a serenidade que também manifestava”, acrescentou o cardeal-patriarca de Lisboa.

Após a Missa Exequial, a urna seguiu para Casais de Igreja, onde D. José Traquina, bispo de Santarém, presidiu à Missa na igreja paroquial.

O cónego João António de Sousa ficou sepultado no cemitério da sua terra natal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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