aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

ISRAEL

 

PAPA PREOCUPADO COM

DECISÃO SOBRE JERUSALÉM

 

No passado dia 6 de Dezembro, ao final da audiência geral da quarta-feira, o Papa Francisco manifestou a sua preocupação pela decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, mudando para lá a sua embaixada até agora em Telavive.

 

“O meu pensamento agora dirige-se a Jerusalém. Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, lanço um urgente apelo a fim de que seja compromisso de todos respeitar o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas.

“Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Lugares Sagrados das respectivas religiões, e tem uma vocação especial para a paz.

“Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e fortalecida em benefício da Terra Santa, do Médio Oriente e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar que se acrescentem novos elementos de tensão num panorama mundial já agitado e marcado por muitos e cruéis conflitos”.

 

 

FRANÇA

 

NOVOS ARCEBISPOS

PARA PARIS E CIDADE DO MÉXICO

 

No passado dia 7 de Dezembro, o Papa Francisco nomeou como novo arcebispo de Paris Mons. Michel Aupetit, até agora arcebispo de Nanterre, sucedendo ao cardeal André Vingt-Trois.

 

O novo arcebispo de Paris, de 66 anos, foi médico e especializou-se na área da bioética; ordenado padre em 1995, foi pároco e vigário-geral na arquidiocese parisiense, antes de ser nomeado bispo auxiliar, em 2013; um ano depois foi escolhido pelo Papa Francisco como arcebispo de Nanterre.

 

No mesmo dia, para a Cidade do México, o Papa aceitou a renúncia do cardeal Norberto Rivera, nomeando como seu sucessor o cardeal Carlos Aguiar, arcebispo de Tlalnepantla.

O novo arcebispo, de 67 anos, foi ordenado padre em 1973 e bispo em 1997, quando chegou à Diocese de Texcoco; foi presidente da Conferência Episcopal Mexicana e do Conselho Episcopal Latino-americano, tendo sido criado cardeal pelo Papa Francisco em Novembro de 2016.

 

 

ÍNDIA

 

PADRE SALESIANO TOM RECEBE

PRÉMIO MADRE TERESA DE CALCUTÁ

 

No domingo 10 de Dezembro de 2017, o padre Tom Uzhunnalil, salesiano sequestrado por terroristas em 2016 em Áden (Iémen), e libertado em Setembro graças à mediação do Sultão de Omã, recebeu em Mumbai o Prémio Madre Teresa edição 2017.

 

O sacerdote fora escolhido pela compaixão, compromisso e dedicação com que cumpria a sua missão num local de perigo.

“Sou um sacerdote católico e salesiano de Dom Bosco – declarou à Asianews – que trabalha com os jovens e os marginalizados. Foi-me dada a oportunidade de servir a missão no Iémen. O meu agradecimento sincero é para todos aqueles que rezaram por mim – hindus, cristãos e muçulmanos – e àqueles que amam a humanidade”.

Abraham Mathai, presidente da Harmony Foundation – a organização que desde 2007 confere o reconhecimento em memória da Santa de Calcutá – afirmou que “o padre Tom foi premiado pelo seu exemplo inspirador de humanidade compassiva e por ter continuado a trabalhar na Casa para idosos das Missionárias da Caridade no Iémen, não obstante tivesse tido a oportunidade de deixar o país. Nós louvamos a dedicação e o empenho do padre Tom, pelo seu trabalho num local de grande perigo, onde os seus colegas foram assassinados a sangue frio”.

O padre Tom foi sequestrado em 4 de Março de 2016 na Casa para idosos das Irmãs de Madre Teresa em Áden. No ataque de prováveis jihadistas da Al Qaeda, foram assassinadas quatro religiosas e outras doze pessoas.

Segundo o sacerdote, “as guerras não são a solução. Nós fomos criados à imagem de Deus e podemos ver o Senhor no nosso próximo, e ser como irmãos e irmãs”.

Interpelado sobre aquela “noite escura da alma”, ou seja, o período que passou no cativeiro, o salesiano não teve dúvidas em responder: “Não sei se era escura..., mas para mim, certamente, sempre foi luminosa”.

Não obstante o período de dificuldades, sofrimentos e incertezas passado nas mãos dos sequestradores, o padre Tom demonstra calma e serenidade. Tira fotos com os presentes e dá um sorriso a todos os que dele se aproximam: “Agradeço ao Senhor por tudo”, diz.

No dia 13 de Setembro, um dia após a sua libertação, o sacerdote foi recebido pelo Papa Francisco na Casa Santa Marta, no Vaticano.

“Rezei pelo senhor todos os dias, ofereci os meus sofrimentos pela sua missão e pelo bem da Igreja”, disse o salesiano ao Papa, ajoelhando-se diante dele e sendo imediatamente ajudado a levantar-se por Francisco, que o abraçou e disse que continuará a rezar por ele, como fez durante o seu cativeiro.

 

 

AUSTRÁLIA

 

IGREJA CATÓLICA ANTE

VÍTIMAS DE ABUSOS SEXUAIS

 

No passado dia 15 de Dezembro, o presidente da Conferência Episcopal Australiana, Mons. Denis Hart, arcebispo de Melbourne, renovou o pedido de perdão às vítimas de abusos sexuais por membros do clero ou em instituições religiosas.

 

O arcebispo de Melbourne reagia à divulgação do relatório final da Comissão Real de Investigação para estes casos, que apresenta um conjunto de recomendações, “muitas das quais terão um impacto significativo na forma como a Igreja Católica actua na Austrália”.

“É um passado vergonhoso, no qual a cultura prevalente de segredo e autoprotecção levaram a um sofrimento desnecessário para muitas vítimas e suas famílias”, referiu o arcebispo.

“Mais uma vez, reitero o meu pedido incondicional de perdão por este sofrimento e o compromisso de assegurar justiça a todos os afectados”, acrescentou.

O Governo australiano criou em 2012 uma Comissão Real de Investigação sobre a resposta institucional para este tipo de crimes, cujas conclusões revelam que “milhares de crianças foram vítimas de abusos sexuais” em várias instituições.

Entre as recomendações finais da Comissão, constam pedidos de que os padres denunciem actos de pedofilia de que ficam a saber durante a Confissão.

Mons. Denis Hart refutou estas recomendações, recordando que a violação do segredo de confissão resulta numa pena de “excomunhão” do sacerdote em causa, pelo que o esforço passa por levar as pessoas a fazer as denúncias “fora do confessionário”.

 

 

UNIÃO EUROPEIA

 

NOVO SECRETÁRIO ADJUNTO DA CCEE

 

Desde 1 de Janeiro passado, o Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE) tem novo secretário-adjunto, o padre eslovaco Martin Michalícek, que irá trabalhar com o actual secretário daquele organismo, o sacerdote português Duarte da Cunha.

 

O novo secretário-adjunto tem 43 anos, é proveniente da diocese de Nitra, na Eslováquia, e irá prestar serviço em Saint Gallen, na Suíça, onde estão localizados os serviços centrais daquele organismo.

O Conselho das Conferências Episcopais Europeias reúne os presidentes das conferências episcopais dos vários países da União Europeia, incluindo Portugal, que está representado por D. Manuel Clemente.

Sobre a sua nova missão, o padre Martin Michalícek já referiu que está empenhado em ajudar a CCEE a enfrentar “os numerosos desafios” com que a Europa actualmente se está a debater.

“A Europa é também o berço da civilização cristã. Na sua história, em cada cultura, nos seus valores, ela pode encontrar também as soluções de que precisa”, realça o sacerdote eslovaco.

 

 

VENEZUELA

 

EM DEFESA DOS BISPOS

ACUSADOS PELO PRESIDENTE MADURO

 

Bispos da Venezuela e do Panamá manifestaram a sua solidariedade a dois Bispos venezuelanos, acusados pelo presidente Nicolás Maduro de incitamento ao ódio.

 

Maduro pediu investigações ao arcebispo de Barquisimeto, Mons. Antonio López, e ao bispo de San Felipe, Mons. Hugo Basabe, que criticaram a corrupção e a fome no país, numa celebração religiosa no Estado de Lara, no domingo passado 14 de Janeiro.

Vários Bispos venezuelanos, assim como a Conferência Episcopal do Panamá, publicaram comunicados de apoio aos dois bispos e acusaram o presidente Maduro de deturpar as suas palavras.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

PRESIDENTE TRUMP INTERVÉM

NA MARCHA PELA VIDA

 

Na 45.ª Marcha pela Vida (March for Life) promovida pela Conferência Episcopal em Washington, desde a legalização do aborto nos EUA após a decisão do Supremo Tribunal de Justiça no caso “Roe versus Wade” (1973), o Presidente Trump dirigiu-se via satélite aos mais de cem mil manifestantes:

 

“Hoje sinto-me honrado e orgulhoso por ser o primeiro Presidente a estar com vocês aqui, na Casa Branca, para falar da 45ª Marcha pela Vida. Hoje, dezenas de milhares de famílias, estudantes e patriotas, e de facto grandes cidadãos, reuniram-se aqui na capital da nossa nação. Vêm de muitas realidades, de muitos lugares, mas todos vieram por uma bela causa: construir uma sociedade onde a Vida é celebrada, protegida e querida. Vocês amam cada criança, nascida ou não, por acreditarem que a vida é sagrada, que cada criança é um presente precioso de Deus. Por causa de vocês, dezenas de milhares de americanos puderam nascer e puderam desenvolver todo o potencial que Deus lhes deu. Nós sabemos que a vida é o maior milagre de todos! Nós vemos isso nos olhos de cada nova mãe que pega no seu maravilhoso, inocente e glorioso recém-nascido nos seus braços amorosos.

“Como vocês sabem, Roe versus Wade resultou numa das leis de aborto mais permissivas do mundo. Por exemplo, os Estados Unidos são um dos sete países que permitem o aborto próximo do nascimento, juntamente com China, Coreia do Norte e outros. Na minha Administração vamos defender sempre o primeiro direito da Declaração da Independência: o direito à vida. E o mais importante de tudo é o próprio Dom da Vida. É por isso que marchamos, é por isso que rezamos. É por isso que declaramos que o futuro da América será cheio de bondade, paz, alegria, dignidade e Vida, para todas as crianças de Deus”.

 

No mesmo dia, a administração de Trump anunciou o fim dos obstáculos colocados pelo governo de Obama para impedir que os Estados federais cancelassem os financiamentos para a rede de clínicas de aborto da Planned Parenthood.

 

 


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