aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

PORTO

 

FALECEU O BISPO DO PORTO,

D. ANTÓNIO FRANCISCO DOS SANTOS

 

No passado dia 11 de Setembro, faleceu de ataque cardíaco D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto, aos 69 anos, na Casa Episcopal da diocese.

 

O prelado fora nomeado bispo do Porto em Fevereiro de 2014, sucedendo a D. Manuel Clemente, e tomou posse em Abril do mesmo ano.

O falecido bispo nascera em 1948, em Tendais, no Concelho de Cinfães (diocese de Lamego) e fora ordenado padre em Dezembro de 1972.

Após os estudos no seminário da sua diocese, licenciou-se em Filosofia na École Pratique de Hautes Études Sociales, com mestrado no Instituto Católico de Paris, onde obteve ainda o diploma de Sociologia Religiosa.

João Paulo II nomeou-o auxiliar de Braga, em Dezembro de 2004, tendo sido ordenado em Março de 2005 na Sé de Lamego. Bento XVI escolheu-o como bispo da diocese de Aveiro, em Setembro de 2006, tomando posse em Dezembro do mesmo ano.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, ocupava o cargo de presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e de vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.

 

O presidente da Câmara, Rui Moreira, evocou o falecido bispo como “um homem da tolerância”, e decretou três dias de luto no município.

“A notícia da morte do bispo do Porto é uma enorme tristeza e uma perda terrível para toda a cidade e toda a enorme Diocese. A cidade merecia ter um Bispo como o senhor D. António Francisco. Ele esteve cá muito pouco tempo, mas deixa uma obra notável”, observou.

O autarca elogiou a “dimensão humana, religiosa e filosófica” do falecido bispo do Porto, que recorda como “uma pessoa jovem e jovial, que tinha com as pessoas uma relação de enorme afectividade”.

“Vai-nos fazer muita falta, para nós que olhamos para a cidade com tanta atenção e valorizamos tanto o papel da Igreja Católica. Temos a certeza de que a Igreja Católica continuará a ter este grande empenho pela solidariedade na cidade, mas é uma enorme perda”, realça Rui Moreira.

O secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Barbosa, transmitiu o pesar da CEP:

“Foi com enorme tristeza e sentida consternação que recebemos a notícia do falecimento de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto. Rezamos para que Deus Pai o acolha eternamente no seu Coração de Bom Pastor.

“Como nos recorda D. Manuel Clemente, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, em profunda homenagem a D. António Francisco, «ele foi entre todos nós, em Portugal, entre todos nós que o conhecemos e que tanto ganhamos com a sua convivência e com a sua acção, uma belíssima imagem do que é Cristo Bom Pastor que continua presente na Igreja e na sociedade em geral».

“Na certeza da esperança, acreditamos que continua bem vivo entre nós o seu grande testemunho de Homem e Pastor simples e humilde, cheio de sabedoria e próximo das pessoas, intensamente dedicado aos seus diocesanos e sempre disponível para servir a Igreja em Portugal”.

As exéquias solenes celebraram-se no dia 13 seguinte, na Sé Catedral do Porto, presididas pelo presidente da CEP, Cardeal D. Manuel Clemente, ficando o corpo sepultado numa cripta na capela de São Vicente, nos claustros da catedral do Porto.

D. Manuel Clemente afirmou na homilia da Missa que a Diocese do Porto se despede de um bispo “capacíssimo”, “sábio e bondoso”, “próximo e amigos de todos”.

“Não lhe faltaram dificuldades, mas nenhuma lhe endureceu o espírito nem o trato. Sábio e bondoso, assim permaneceu e assim fica, como memória e como estímulo”.

“Lembro-me de quando veio falar comigo, hesitante em aceitar o cargo. Estava feliz e realizado em Aveiro, muito feliz e muito realizado, e tinha receio de não ser capaz. Foi capaz, capacíssimo e precisamente no essencial de ser um pastor próximo e amigo de todos”, sublinhou o presidente da CEP.

Posteriormente, no passado dia 20 de Setembro, o Parlamento português aprovou por unanimidade um voto de pesar pela morte do bispo do Porto e os deputados destacaram o seu “sentido da solidariedade”, a atenção aos desfavorecidos, a “capacidade de se fazer ouvir junto dos jovens”.

“Sempre próximo das comunidades que servia, com uma alegria animada pela sua fé e humanismo, todos lhe reconhecem o sentido da solidariedade e a capacidade de se fazer ouvir junto dos mais jovens e dos sectores sociais mais desfavorecidos”, lê-se no voto.

 

 

VISEU

 

RESIGNAÇÃO DO BISPO DE VISEU,

D. ILÍDIO LEANDRO

 

No passado dia 20 de Setembro, o Papa Francisco aceitou a resignação de S. Ilídio Leandro, bispo de Viseu, por motivos de saúde.

 

A diocese de Viseu emitiu no dia seguinte um comunicado a detalhar os motivos que levaram o bispo D. Ilídio Leandro a pedir ao Papa a sua renúncia ao cargo, por motivos de saúde.

“Há sete anos, D. Ilídio sofreu um AVC que, não deixando sequelas físicas, deixou debilidades na sua capacidade de trabalho, que sentia especialmente na condução de reuniões com agenda mais pesada”, refere a nota.

D. Ilídio, de 66 anos, ainda não atingira a idade prevista para a resignação (75 anos), mas o Direito Canónico pede aos bispos diocesanos que apresentem a sua renúncia em casos de “precária saúde” (cânon 401, §2).

A nota enviada da Casa Episcopal de Viseu refere que o bispo diocesano vem “sentindo alguma dificuldade em acompanhar, seguir e sintetizar ideias e conclusões, tanto em relação ao contributo dos participantes, como em relação ao seu próprio contributo, nas reuniões de trabalho”.

“Sentia frequentemente lapsos de memória, mesmo em situações de comunicação pública previamente preparada, obrigando-se a escrever tudo quanto comunicava, para não faltarem as palavras, no momento próprio”, acrescenta o comunicado.

O bispo de Viseu já tinha pedido a resignação ao Papa, há três anos, “com suporte de opinião médica”, pedido que não foi atendido pela Santa Sé, que considerou a situação “reversível”.

“Não sentindo melhoras, D. Ilídio renovou há meio ano o pedido, que agora foi atendido pelo Santo Padre Francisco”, adianta a nota oficial, acrescentando que “o processo de substituição está a decorrer normalmente, levando algum tempo”.

D. Ilídio Leandro foi ordenado bispo a 23 de Julho de 2006, depois de ter sido nomeado por Bento XVI como sucessor de D. António Marto na diocese de Viseu.

O bispo promoveu a partir de 2010 um Sínodo Diocesano, cujas conclusões foram apresentadas em 2016 como “a base para os planos pastorais dos próximos 10 anos”.

 

 

SETÚBAL

 

FALECEU D. MANUEL MARTINS,

PRIMEIRO BISPO DA DIOCESE

 

No passado dia 24 de Setembro, faleceu D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal, aos 90 anos de idade, anunciou a diocese sadina.

 

O prelado faleceu na Maia, diocese do Porto, em casa de familiares.

D. Manuel Martins nasceu a 20 de Janeiro de 1927, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, seguindo-se a frequência do curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana, em Roma.

Pároco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha em 1969.

Em Outubro de 1975 foi ordenado primeiro bispo da diocese de Setúbal, que tinha sido erecta em Julho desse ano pelo Papa Paulo VI, desmembrada do Patriarcado de Lisboa.,

Na Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Martins foi presidente da Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa, bem como da Comissão Episcopal das Migrações e Turismo.

Em Abril de 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo de bispo de Setúbal.

O bispo emérito foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemorações do 10 de Junho de 2007, em Setúbal, e com o galardão dos Direitos Humanos da Assembleia da República, a 10 de Dezembro de 2008.

Em Maio de 2015, D. Manuel Martins foi condecorado com a medalha da Ordem de Timor-Leste, pelo papel que teve na restauração da independência deste país.

As exéquias fúnebres de D. Manuel Martins, foram presididas no dia 26 pelo actual bispo de Setúbal, D. José Ornelas, no Mosteiro de Leça do Balio, terra natal do prelado.

D. Manuel Martins foi recordado como uma voz que denunciou injustiças e deu “voz de indignação” contra os que “exploram ou se demitem de denunciar e reverter as situações de injustiça e de exploração”.

Segundo o desejo expresso pelo próprio, D. Manuel Martins foi sepultado junto dos seus pais, no cemitério próximo do Mosteiro.

“O senhor Dom Manuel Martins, representou, para a Igreja Portuguesa, a projecção da linhagem do senhor Dom António Ferreira Gomes no mundo do trabalho, em áreas sociais particularmente complexas, sempre atento à luta pela liberdade contra a opressão e pela igualdade contra a injustiça. Em homenagem ao princípio da dignidade da pessoa”, escreveu o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem divulgada pela Presidência da República.

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, reunido no passado dia 10 de Outubro em Fátima, “manifestou uma sentida homenagem a D. Manuel Martins, recentemente falecido, pelo seu fecundo testemunho de vida, pela profunda humanidade e atenção permanente às pessoas, pela intransigente defesa dos direitos humanos e dos valores evangélicos, pela extrema dedicação às gentes de Setúbal durante os seus 23 anos como Pastor da Diocese e pelos serviços que prestou a toda a Igreja em Portugal” – lê-se no comunicado.

 

 

SANTARÉM

 

D. JOSÉ TRAQUINA,

NOVO BISPO DA DIOCESE

 

No passado dia 7 de Outubro, a Santa Sé anunciou que o Santo Padre nomeou D. José Traquina, até agora bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, como novo bispo de Santarém, sucedendo a D. Manuel Pelino, que renunciara por motivos de idade.

 

D. José Augusto Traquina Maria, de 63 anos, nasceu em 1954 em Évora de Alcobaça (Patriarcado de Lisboa), e foi ordenado padre em 1985; em 2014 foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa, pelo Papa Francisco.

Mestre em Teologia Pastoral pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, o terceiro bispo da diocese de Santarém esteve vários anos ligado à preparação dos candidatos ao sacerdócio, tendo feito parte da equipa formadora do Seminário de Almada e do Pré-Seminário de Lisboa.

O novo bispo foi responsável da Vigararia Cadaval-Bombarral, em três mandatos diferentes (1993,1996 e 2001), no ano seguinte integrou o Secretariado de Acção Pastoral do Patriarcado de Lisboa, e em 2003 foi nomeado Assistente do Núcleo do Oeste do Corpo Nacional de Escutas e mais tarde Cónego da Sé Patriarcal de Lisboa

Após ter assumido a sua missão pastoral como pároco de Nossa Senhora da Amparo, em Benfica, foi designado Vigário da Vigararia III da cidade de Lisboa, em 2011, cargo que acumulou com o trabalho de director espiritual do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais e com a coordenação do Conselho Presbiteral de Lisboa.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Traquina é vogal das comissões da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, do Laicado e Família e da Missão e Nova Evangelização.

A diocese de Santarém foi criada a 16 de Julho de 1975, pela Bula Apostolicae Sedis Consuetudinem do Papa Paulo VI, que, no mesmo dia, nomeou para seu primeiro bispo D. António Francisco Marques, falecido em 28 de agosto de 1997, antecessor de D. Manuel Pelino, que apresentara a resignação quando completou 75 anos.

Na abertura da última Assembleia Plenária da CEP, em Fátima, a 13 de Novembro passado, o Presidente da CEP Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente, fez uma breve alusão a ambos os bispos: “O Papa Francisco nomeou D. José Augusto Traquina Maria, Bispo auxiliar de Lisboa, para suceder a D. Manuel Pelino Domingues como Bispo de Santarém. A D. Manuel agradecemos o muito trabalho aí desenvolvido, continuando a contar com a sua colaboração na CEP, especialmente nas áreas pastorais a que mais se tem dedicado, com muito proveito nosso. A D. José Augusto desejamos as maiores felicidades no seu novo trabalho, na continuação dum percurso sempre marcado pela generosidade e o acerto pastoral”.

 

 

FÁTIMA

 

REDESCOBERTA DA MENSAGEM

 

O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, disse numa entrevista transmitida no Programa 70x7 no passado dia 12 de Outubro que a celebração do Centenário das Aparições promoveu uma reconfiguração de Fátima, em torno da “redescoberta da mensagem”.

 

O Centenário “deixa as coisas diferentes no sentido em que foi uma redescoberta da mensagem, uma passagem daquela atenção só aos segredos e às devoções para o coração da mensagem, vista na sua globalidade”, refere o Bispo.

D. António Marto apresenta Fátima como escola de “santidade popular”, “acessível e possível a todos”, e confessa que a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, a 13 de Maio, foi “um momento comovente”, revelando que chegou a solicitar a dispensa do milagre ao Papa Francisco, o qual lhe pediu que se procurasse seguir a “via normal”, como acabou por acontecer.

D. António Marto realça a mensagem da “revolução da ternura” deixada pelo Papa em Fátima, para contrariar a “cultura da indiferença”, a que se contrapõe a capacidade de “sofrer com o outro”.

O preladoo fala num “privilégio, uma graça” por ter sido o bispo de Fátima no Centenário das Aparições, com “uma nova comunicação e linguagem de Fátima para o mundo de hoje”.

“Foi agora que se chegou a esta dimensão, havia uma visão fragmentada da mensagem de Fátima, digamos assim”, assinala.

Nos próximos três anos, vai ser proposta uma visão de Fátima como “um dom para a Igreja e a humanidade”, passando pela causa da paz e do cuidado da “casa comum”, a dimensão ecológica, bem como “para a renovação da Igreja”.

 

 

FÁTIMA

 

ENCERRAMENTO DO

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES

 

Celebrações do Centenário das Aparições terminaram no passado 13 de Outubro com a afirmação de que foram um “momento histórico e único”.

 

Terminaram em Fátima as celebrações do Centenário das Aparições, no passado dia 13 de Outubro. A última Peregrinação Internacional do Centenário, presidida pelo bispo de Leiria-Fátima, voltou a sublinhar a importância de Fátima na vida de cada peregrino, na vida da Igreja e do mundo em geral.

As cerimónias de 12 e 13 de Outubro foram acompanhadas por milhares de peregrinos, cada um com a sua história para contar. Marcelo Rebelo de Sousa, tal como em Maio, voltou a Fátima. “É em nome de Portugal, de todo o Portugal e de todos os portugueses, dos crentes e não crentes, católicos, cristãos, não cristãos, de todos eles, que aqui está o Presidente da República, cumprindo uma missão nacional”, disse.

Intervindo na Sessão Solene de Encerramento do Centenário das Aparições, que decorreu na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, precedendo um concerto do Coro e da Orquestra Gulbenkian, o chefe de Estado quis sublinhar o significado da sua presença enquanto Chefe de Estado, evidenciando o Centenário “devidamente celebrado”. “Um Centenário que assinala a presença de Fátima na história contemporânea de Portugal, ou mais genericamente na História de Portugal, pelo encontro ao longo de 100 anos de milhões de portuguesas e de portugueses, que aqui vêm agradecer pelas suas alegrias, chorar as suas dores, formular os seus pedidos, testemunhar a sua fraternidade”, frisou.

O Presidente sublinhou ainda que Fátima foi “ponto de vinda e de chegada” de sucessivos papas, aludindo às visitas de Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco “em momentos diversos da história de Portugal”, destacando a mensagem de paz que o pontífice deixou aos peregrinos da Cova da Iria.

 

 

FÁTIMA

 

SANTUÁRIO RECEBE RELÍQUIA

DE SÃO JOÃO PAULO II

 

O Santuário de Fátima acolheu na manhã do passado sábado 21 de Outubro uma relíquia de São João Paulo II, por ocasião da sua memória litúrgica assinalada no dia 22 com uma missa votiva na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

 

A relíquia é um pedaço de tecido da batina ensanguentada usada no atentado na Praça de São Pedro, a 13 de Maio de 1981, e foi cedida ao Santuário pela Postulação da Causa de Canonização de João Paulo II.

A relíquia foi recebida na Capela da Ressurreição de Jesus, onde foi lida a terceira parte do segredo, a partir das memórias da Irmã Lúcia; reflectiu-se sobre o significado de uma relíquia que é sangue e rezou-se a oração que o próprio Papa São João Paulo II rezou em Fátima, em Maio de 1982, quando visitou pela primeira vez o Santuário e consagrou a humanidade ao Imaculado Coração de Maria.

A relíquia esteve exposta à veneração dos fiéis na Capela da Ressurreição de Jesus, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade.

A presença desta relíquia em Fátima deve-se essencialmente à ligação profunda existente entre São João Paulo II e Fátima, que o Santuário procura também sublinhar neste ano do Centenário.

João Paulo II foi o Papa que mais vezes visitou Fátima, três vezes no total.

Desde tenra idade, Karol Wojtyla criou uma forte devoção a Nossa Senhora. Quando morreu a sua mãe, ainda criança, passou a visitar frequentemente a Igreja paroquial e habituou-se a confiar todas as suas preocupações e anseios à Virgem. Mais tarde, quando foi nomeado bispo, escolheu para as suas armas episcopais, a letra M junto à cruz e o lema Totus Tuus, como sinal de total entrega a Maria. E com frequência o então bispo e cardeal de Cracóvia era visto no Santuário da Virgem Negra de Czestochowa, ajoelhado aos pés da Rainha da Polónia. A devoção de João Paulo II a Nossa Senhora sempre foi evidente.

Com efeito, todo o pontificado de João Paulo II está intimamente ligado à mensagem de Fátima. Os esforços do Papa em cumprir todas as indicações que a Virgem deixou aos pastorinhos tiveram o seu ponto alto no acto de consagração celebrado em Roma, a 25 de Março de 1984, em união com todos os bispos do mundo

Para presidir a esta celebração, o Santo Padre fez-se acompanhar da imagem original da Virgem de Fátima, que se venera na Capelinha das Aparições. No dia seguinte, João Paulo II entregou ao Bispo de Leiria, D. Alberto Cosme do Amaral, uma pequena caixa com “um presente para Nossa Senhora”. Comovido, o bispo abriu a caixa e constatou que se tratava da bala que tinha atravessado o corpo do Papa. Esta está encastoada no interior da coroa preciosa que se coloca na Imagem de Nossa Senhora nos dias 13, de Maio a Outubro, e noutras solenidades especiais, como a Imaculada Conceição e a Assunção de Nossa Senhora. Esta coroa de ouro tem 1,2 quilos, 313 pérolas e 2 679 pedras preciosas.

Dez anos após o atentado, João Paulo II voltou a Fátima. Desta vez, para além do aspecto pessoal, o Papa teve outros motivos para agradecer à Virgem. O muro de Berlim já não existia e os países de Leste abriam nessa época as portas à estabilização da democracia. Neste contexto, o Papa veio a Fátima “a fim de agradecer a Nossa Senhora a protecção dada à Igreja nestes anos, que registaram rápidas e profundas transformações sociais, permitindo abrirem-se novas esperanças para vários povos oprimidos por ideologias ateias que impediram a prática da sua fé”.

Mas a forte ligação deste Papa a Fátima é, sobretudo, pessoal e João Paulo II referiu-se, por diversas vezes, ao “milagre de 13 de Maio”.  Na audiência de 15 de Maio de 1991, logo após a visita a Portugal afirmou: “Considero todo este decénio como dom gratuito que, de modo especial, devo à Providência Divina. Foi-me concedido particularmente como um dever, para que ainda pudesse servir a Igreja, exercendo o ministério de Pedro”.

Em 13 de Maio 2000, ano em que é revelada publicamente a terceira parte do segredo de Fátima, João Paulo II voltou ao santuário da Cova da Iria e beatificou os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

 

 

MIRANDA DO CORVO

 

COMEMORAÇÃO

DO PADRE AMÉRICO

 

Um conjunto de iniciativas assinalou no passado sábado 21 de Outubro o 130.º aniversário do nascimento do Padre Américo, fundador da Obra da Rua.

 

Começou com a abertura do espaço Memorial Padre Américo com uma exposição, na Casa do Gaiato de Paço de Sousa.

Seguiu-se a celebração da Eucaristia, na Capela da Casa do Gaiato, e um jantar comunitário, entre as 18h00 e as 20h00.

Ainda no sábado decorreu um “diálogo em torno da Obra da Rua – Casa do Gaiato e o Calvário”, no polo regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

O colóquio “Padre Américo – 130 Anos (1887-2017)” contou com a participação de D. Januário Torgal Ferreira e da presidente do Centro Regional do Porto da UCP, Isabel Braga da Cruz, entre outros.

No dia 28 de Outubro, as comemorações decorreram na diocese de Coimbra, com um colóquio sobre o fundador da Obra da Rua, pelas 21h00, no salão paroquial de São José.

O encontro tinha duas conferências: “Causa de Canonização do Servo de Deus Padre Américo”, pelo postulador da Causa de Canonização, monsenhor Arnaldo Pinto Cardoso; e do professor universitário Henrique Manuel Pereira sobre “Padre Américo: Artista da Palavra e das palavras”.

De regresso à diocese do Porto, uma Eucaristia no sábado 4 de Novembro evocava os 130 anos do baptismo do Padre Américo, às 17h00, na igreja paroquial de Galegos, em Penafiel.

Américo Monteiro de Aguiar, conhecido como Padre Américo, instituiu a Obra da Rua, em Janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato.

O sacerdote faleceu a 16 de Julho de 1956, aos 68 anos, e o seu processo de beatificação foi introduzido em 1986.

 

 

LISBOA

 

50 ANOS DA ASSISTÊNCIA RELIGIOSA

NAS FORÇAS ARMADAS

 

No passado dia 23 de Outubro, o Ordinariato Castrense de Portugal, que integra a assistência religiosa nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança, celebrou o cinquentenário da assistência religiosa organizada no meio militar em Portugal e convidou os primeiros capelães católicos, que concluíram o curso em 1967, a marcarem presença.

 

“É com muita saudade e certa nostalgia que estou aqui. Aprecio muito a formação militar, porque as nossas forças armadas ainda são um pouco da reserva moral deste país”, disse o padre Delmar Barreiros.

Este sacerdote do Patriarcado de Lisboa integrou o 1.º curso de capelães militares que há 50 anos assentavam praça para levar a assistência espiritual aos vários ramos – terra, ar e mar – das Forças Armadas.

A formação decorreu na Academia Militar em Lisboa, entre 21 de Agosto e 17 de Setembro de 1967, com 58 sacerdotes com o posto de Aspirante a Oficial: 50 foram destinados para o Exército, 4 para a Força Aérea e 4 para a Marinha.

O padre Delmar Barreiros foi o primeiro e único capelão da Marinha em Moçambique onde esteve dois anos e meio, e passou por todas as unidades onde Portugal esteve presente através da Briosa, da Armada Portuguesa, e do navio Escola Sagres.

O sacerdote recorda ainda que na Guiné colaborou “muito no aspecto civil” com o general António de Spínola (1910-1996), que na altura era comandante chefe das Forças Armadas da Guiné e também governador.

O bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança que presidiu à celebração de homenagem disse que ao longo destes 50 anos os capelães procuraram “acompanhar as pessoas na realidade que viviam”.

“Primeiro na Guerra Colonial, depois naqueles tempos belos, sem dúvida, mas conturbados do 25 de Abril e agora com a restauração da democracia, com a plenitude da paz, pelo menos aqui no nosso meio”, exemplificou.

D. Manuel Linda refere que a Igreja Católica procura estar no meio militar e das forças de segurança “como pessoas creditadas para as ajudar” e caminhar na “via da salvação”.

Segundo o bispo, para ser bom capelão militar é preciso ser um homem presente “no sentido da empatia, saber conviver, estar com os seus homens e mulheres, jogar com eles, futebol ou outros desportos, saber estabelecer diálogo”.

A capelania é espaço de “primeiro anúncio, de contacto com a fé” e o prelado revela que “estava longe de imaginar” que iria administrar tantos sacramentos de iniciação cristã como “está a acontecer”.

 

 

LISBOA

 

FALECEU PADRE

HENRIQUE NORONHA GALVÃO

 

No passado dia 24 de Outubro, faleceu o padre Henrique Noronha Galvão, de 80 anos, que se notabilizou no ensino, reflexão e investigação da Teologia em Portugal, com projecção internacional.

 

O padre Noronha Galvão nasceu em Alvarenga (distrito do Porto) em 1937 e foi ordenado sacerdote do Patriarcado de Lisboa em 1960.

Após o curso no Seminário dos Olivais, fez o doutoramento em Teologia Dogmática na Universidade de Regensburg (Ratisbona), na Alemanha, orientado por Joseph Ratzinger, agora Papa emérito Bento XVI, sobre o tema “O conhecimento existencial de Deus em Santo Agostinho. Uma leitura hermenêutica das Confissões”.

Enquanto antigo aluno de Joseph Ratzinger, o padre Henrique Noronha Galvão participava regularmente nos encontros do chamado “Círculo Ratzinger” (Ratzinger Schülerkreis).

De projecção internacional, foi membro da Comissão Internacional de Teologia da Santa Sé durante vários mandatos. Professor jubilado da Faculdade de Teologia da UCP., actualmente era director da edição portuguesa da Revista Internacional Católica "Communio".

A sua última lição na Faculdade de Teologia da UCP decorreu em Janeiro de 2009, tendo como temática central a “Conversão à Sabedoria. A Actualidade de Santo Agostinho”.

Na mesma ocasião, a Didaskalia – Revista da Faculdade de Teologia/Lisboa – publicou um número dedicado ao teólogo, incluindo uma nota do Papa Bento XVI, que qualificava de “obra-prima” a tese de doutoramento do homenageado.

 

 

LISBOA

 

RECOMENDAÇÕES

A PROPÓSITO DOS INCÊNDIOS

 

No passado dia 24 de Outubro, a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) publicou a Nota “Recomeçar a partir das Cinzas”, a propósito dos incêndios que têm afligido o país, e urgindo a tomada de posições adequadas.

 

A CNJP considera que:

̶  é urgente repensarem-se – isto é, para já... para hoje!!! – todas as estruturas de suporte a calamidades como esta ou outras, implicando o Estado e  os responsáveis políticos a nível central, regional e local, numa estratégia de concertação; 

̶ é urgente passarmos de um Estado centralista e distante dos cidadãos a estruturas integradas a nível nacional mas também local que intervenham concertadamente e que prestem contas e sejam submetidas a uma avaliação sistemática pelos cidadãos;

̶ é urgente identificarem-se criminosos – indivíduos ou grupos organizados – fazendo-os prestar contas à justiça para que não fiquem impunes, mas evitando, no entanto, “discursos de ódio”; 

̶  é urgente reinventar uma cidadania proactiva, solidária, eficaz, que reforce a sociedade civil, afronte e denuncie burocracias e inanições irresponsáveis, reconhecendo a importância do voluntariado social a todos os níveis e em todos os lugares. 

̶  Finalmente é também urgente que criemos um novo ethos, um pacto nacional, a nível político/público/privado/colectivo ou mesmo individual, de modo a passarmos da lamúria e auto-comiseração para uma acção concertada. 

 

 

BRAGANÇA

 

MOSTEIRO TRAPISTA

EM PERSPECTIVA

 

No passado dia 25 de Outubro, o Bispo da diocese anunciou a construção do “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” em Palaçoulo, Miranda do Douro. O lançamento da primeira pedra está previsto para o início de 2018.

 

«É a primeira vez que os trapistas vêm para Portugal e acontece aqui, na Diocese de Bragança-Miranda. Depois de 472 anos do Mosteiro beneditino de Castro de Avelãs surge um novo mosteiro neste território. Tudo isto é graça de Deus», salientou, emocionado, o bispo D. José Cordeiro.

O “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” surge do Mosteiro de Vitorchiano (Itália), pertencente à Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO) também conhecida como “Trapista”, e fundada em 1098. É um Instituto de Vida Consagrada de Direito Pontifício, formado por Mosteiros de Monjas e de Monges.

A erigir no lugar do Alacão, na freguesia de Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro, este será um mosteiro para 40 Monjas (10 inicialmente), orientado para a contemplação e culto divino, segundo a regra de São Bento. Na solidão e no silêncio, em oração constante e alegre penitência, oferecem à Divina Majestade um serviço humilde e nobre seguindo a vida monástica tal como determinado nas Constituições da Ordem Cisterciense da Estrita Observância.

 

 

LISBOA

 

ORAÇÃO PELA CHUVA

 

No passado dia 30 de Outubro, o Cardeal propôs uma oração pela chuva, alertando para os efeitos da prolongada seca, que tem afectado o ambiente e as culturas, em particular pelo impacto dos fogos florestais.

 

“O nosso país tem sofrido este ano uma prolongada seca, que muito afeta o ambiente e as culturas. Os incêndios foram extremamente gravosos, com grande número de vítimas mortais e de feridos, além de muitos danos materiais e prejuízos económicos e sociais, que é urgente colmatar. Toda a solidariedade é devida a quem sofreu, toda a intervenção estatal e social é absolutamente prioritária. 

“A realidade, também a natural e meteorológica, tem vários níveis de compreensão, que podem e devem convergir. À ciência compete a primeira explicação, a partir da observação e interpretação correta dos fenómenos. Daqui se tiram conclusões para bem gerir e melhor prevenir os factos naturais.

“Mas a Natureza admite ainda interrogações mais profundas, que sondem o sentido último das coisas, para além do seu mero acontecer. Para um crente, a Natureza é propriamente “criação”, dom inicial e permanente de Deus Criador. Na tradição bíblica, esse dom é confiado à humanidade, para que o administre com gratidão e corresponsabilidade. Os cristãos encontram nas palavras e atitudes de Jesus Cristo a luz e o estímulo para de tudo cuidarem e tudo recuperarem quando é caso disso. Quando se aproximava de algo ou alguém, Jesus transmitia sempre a vida recebida de Deus Pai e assim mesmo fazia e refazia tudo em seu redor. É o que assinalam as suas curas físicas e espirituais, chegando mesmo a acalmar tempestades. 

“Nos dois milénios que o cristianismo já leva, esta atitude de Cristo repercutiu-se em muitos factos confirmados da vida dos santos, que com Ele estiveram inteiramente do lado de Deus para refazerem vidas, com repercussões felizes na própria Natureza. Na verdade, respeitando os vários níveis e qualidades dos seres, tudo tem origem divina e com Deus se pode e deve manter e melhorar. 

“É este o sentido da oração, pedindo a Deus o que Ele mesmo nos quer dar, em absoluta coincidência de vontade. O Missal Romano inclui orações por necessidades de vária ordem, também no que à Natureza se refere. Na presente situação, proponho aos irmãos sacerdotes do Patriarcado de Lisboa que, quando a Liturgia diária o permita, celebrem a Missa para Diversas Necessidades, com a prevista Oração Colecta: «Deus do universo, em quem vivemos, nos movemos e existimos, concedei-nos a chuva necessária, para que, ajudados pelos bens da terra, aspiremos com mais confiança aos bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo». Além disso, pode-se sempre juntar idêntica intenção na Oração Universal.

“Com a oração insistente, mais coincidiremos com a vontade de Deus, que conta sempre com a nossa corresponsabilidade. Como disse Santo Afonso e o nosso Padre Cruz tanto repetia, «quem quer o que Deus quer, tem tudo quanto quer».

Lisboa, 30 de outubro de 2017”

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

 

 

LEIRIA

 

“SEMINÁRIO EM FAMÍLIA”

SUBSTITUI PRÉ-SEMINÁRIO

 

O bispo da Diocese, D. António Marto, decidiu extinguir o pré-seminário e assumir o “Seminário em Família” como forma de acompanhar os candidatos à vida sacerdotal.

 

No decreto de 31 de Outubro passado, recorda que “as orientações da Congregação para o Clero relativas à formação e preparação dos fiéis chamados à vocação sacerdotal (nova Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis, de 8.12.2016) estabelecem que “em cada Igreja particular  […] é conveniente promover instituições que se mostrem adequadas para apoiar e discernir as vocações ao sacerdócio ministerial” (n. 16).

“Neste sentido, havemos por bem instituir o Seminário em Família, com o objectivo de promover as vocações sacerdotais na diocese de Leiria-Fátima e acompanhar aqueles que manifestem sinais dessa vocação, preparando-os para a entrada no tempo propedêutico e seguidamente no Seminário Maior. O Seminário em Família substitui o Pré-Seminário, que agora é extinto.

“Nomeamos Director do Seminário em Família o Reverendo Padre Dr. Manuel Henrique Gameiro de Jesus, que entra imediatamente em funções. Exercerá o seu cargo segundo a Lei da Igreja e em comunhão com o Bispo diocesano”.

 

 

PORTO

 

PRECES POR NOVO BISPO

 

O Secretariado Diocesano da Liturgia propôs às comunidades católicas duas preces por um novo bispo, num momento em que a diocese espera pela escolha de um sucessor para D. António Francisco dos Santos, falecido inesperadamente em 11 de Setembro passado.

 

São estas as preces que poderão ser incluídas na Oração Universal:

 

Pela nossa Igreja do Porto, para que o Pastor eterno lhe conceda em breve um bispo segundo o Seu coração,

Oremos ao Senhor.

 

Para que a Igreja do Porto se possa alegrar em breve com a eleição de um pastor que a edifique com as suas virtudes e a ilumine com a verdade do Evangelho,

Oremos ao Senhor.

 

 

BRAGA

 

NOVA PASTORAL FAMILIAR

PARA DIVORCIADOS RECASADOS

 

A Arquidiocese de Braga anunciou no passado dia 8 de Novembro que vai constituir um grupo para acompanhamento dos cristãos divorciados recasados, admitindo a possibilidade de acesso aos sacramentos, “de acordo com um processo de discernimento individual”.

 

A resolução tinha sido aprovada por unanimidade no Conselho Presbiteral, onde foram definidas orientações para a renovação da Pastoral Familiar.

O grupo que irá acompanhar os divorciados que vivem em nova união será composto por leigos e sacerdotes.

“Para além de informar e aconselhar sobre processos de declaração de nulidade do matrimónio, a equipa irá acompanhar cada caso, para que, após um processo de discernimento pessoal seja reavaliado o acesso aos sacramentos e a possibilidade de virem a ser padrinhos/madrinhas”, adianta uma nota da Arquidiocese de Braga.

O objectivo da resolução assumida pela Arquidiocese de Braga passa por integrar a pessoa na comunidade cristã após um “verdadeiro processo de discernimento”, que conduzirá a “uma conversão, um trabalho sério da consciência”.

“Há que evitar dar a entender que se trata de uma autorização geral para aceder aos sacramentos. De facto, trata-se de um processo de discernimento pessoal, no foro interno, acompanhado por um pastor com encontros regulares, que ajuda a distinguir adequadamente cada caso singular à luz do ensinamento da Igreja”, pode ler-se no documento intitulado “Construir a Casa sobre a Rocha”.

No documento, composto por algumas linhas orientadoras para a aplicação da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, é ainda reforçada a importância e responsabilidade da Pastoral Familiar na preparação matrimonial e no acompanhamento dos casais nos primeiros anos de vida conjugal.

 

 

LISBOA

 

PLATAFORMA DIGITAL

“CLICK TO PRAY”

 

O padre António Valério defendeu que a participação da plataforma católica Click to Pray na Web Summit mostra que a proposta religiosa já ganhou um lugar no ambiente tecnológico e que dever ser aposta firme da Igreja Católica.

 

O actual director nacional da Rede Mundial de Oração do Papa falou sobre a presença do projecto Click to Pray numa das maiores feiras de tecnologia, a nível mundial, e as perspectivas de futuro que a partir dela se poderão abrir.

De acordo com o sacerdote, “só o facto de uma aplicação católica estar num evento como a Web Summit chamou muito a atenção das pessoas”.

“Quem passava pelo nosso stand tinha muita curiosidade para saber o que era, não só portugueses mas muitas pessoas de outros países não faziam ideia que a Igreja poderia ter tecnologia associada à oração, que a Igreja também se movia nestes meios”, explica.

Outras pessoas, já familiarizadas com a app, “sobretudo jovens que sabiam que o Click to Pray estava aqui, queriam conhecer quem é que estava por trás da aplicação e dizer que as ajudava muito na vida de oração, a estarem sintonizados com as intenções do Papa”.

“A presença da Igreja tem de ser feita de vários modos, pela diversidade que tem. O contacto pastoral directo, nas paróquias e dioceses, o acompanhamento das pessoas, é a presença por excelência. Mas por outro lado vemos uma geração de pessoas, jovens e menos jovens, que vivem o seu mundo de relações a partir das novas tecnologias e no ambiente digital”, aponta aquele responsável.

Esta perspectiva faz perceber que “se a relação que as pessoas fazem com os outros passa pelo digital, também a relação com Deus pode ser vivida aí”, acrescenta.

Criada em 2014 pelo Apostolado de Oração em Portugal, a plataforma Click to Pray integra hoje a Rede Mundial de Oração do Papa Francisco, permitindo às pessoas acederem a momentos de oração diários e também às intenções mensais propostas pela Santa Sé.

Está traduzido em cinco línguas e conta neste momento com cerca de 620 mil utilizadores, que representam uma média de 6 milhões de acessos por semana a esta ferramenta de oração, para o download de recursos de oração.

O padre jesuíta sublinha ainda a importância de uma aplicação católica estar presente num certame onde são abordados temas tão diversos como a inteligência artificial e os carros voadores.

“O que estamos aqui a assistir é que a própria humanidade está a levar até quase ao limite as possibilidades do seu desenvolvimento. E é preciso o contraponto de uma visão de fé e de esperança na presença de Deus no meio do desenvolvimento humano. Perceber que a tecnologia, por muito que possa avançar, acaba por não resolver todas as questões que são as mais essenciais para o ser humano”, conclui aquele responsável.

 

 

 

 

 

 

 


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