25º Domingo Comum

18 de Setembro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

 

Antífona de entrada: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Liturgia da Palavra deste 25º Domingo do Tempo Comum recorda-nos que Deus não olha tanto para o que se faz, mas para o coração com que se faz. Só Ele paga rectamente. É por isso que, apesar das nossas fraquezas e infidelidades, nos abeiramos da Eucaristia, na certeza de que Deus também olhará para nós e nos convidará para a Sua vinha.

 

Oração colecta: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na leitura de Isaías, o Senhor chama o povo à conversão, depois de o ter deixado partir para o exílio, como um tempo de prova. Por isso, o profeta apela à conversão para que, reconciliado com Deus, possa regressar à sua terra.

 

Isaías 55, 6-9

6Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto. 7Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. 8Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –. 9Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos e acima dos vossos estão os meus pensamentos.

 

Este belo texto da parte final do Dêutero-Isaías encerra um impressionante convite à conversão e à confiança na misericórdia e no perdão de Deus. O regresso dos exilados à sua pátria não é o mais importante, mas sim o regresso a Deus.

 

Salmo Responsorial    Sl 144 (145), 2-3.8-9.17-18

 

Monição: Entre todas as certezas que temos, uma das mais consoladoras é a alegria de sabermos que o Senhor está perto dos que O invocam.

 

Refrão:        o Senhor está perto de quantos O invocam.

 

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o Vosso nome para sempre.

Grande é o Senhor e digno de todo o louvor,

insondável é a sua grandeza.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

O Senhor é justo em todos os seus caminhos

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor está perto de quantos O invocam,

de quantos O invocam em verdade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo fala-nos de dois caminhos que lhe são agradáveis: morrer por Cristo, na prisão; ou, pelo mesmo Cristo, viver mais algum tempo, para confirmar na fé, pela palavra e pelo exemplo, as comunidades por ele fundadas. Em ambas situações Paulo regozija-se porque para ele «viver é Cristo».

 

Filipenses 1, 20c-24.27a

Irmãos: 20cCristo será glorificado no meu corpo, quer eu viva quer eu morra. 21Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro. 22Mas, se viver neste corpo mortal é útil para o meu trabalho, não sei o que escolher. 23Sinto-me constrangido por este dilema: desejaria partir e estar com Cristo, que seria muito melhor; 24mas é mais necessário para vós que eu permaneça neste corpo mortal. 27aProcurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo.

 

S. Paulo, ao escrever estas palavras está preso, mas não é possível determinar com certeza onde se encontra prisioneiro; a opinião mais corrente a favor da primeira prisão romana (pelos anos 60-62) tem vindo a perder adeptos a favor de uma provável prisão em Éfeso (pelos anos 54-57), durante a sua longa estadia nesta cidade por ocasião da 3ª viagem . Ele fala como quem corre um perigo real de ser condenado à morte, e exprime uma total disponibilidade para o que venha a suceder-lhe, com a segurança de que em qualquer das alternativas «Cristo será glorificado» (v. 20), e declara: «não sei o que escolher» (v.22), se «permanecer neste corpo mortal» (v. 24), se «partir e estar com Cristo» (v. 23), o que aconteceria logo após a morte. Mas pende para aquilo que «é mais necessário» (v. 23) para os seus fiéis. Em qualquer dos casos, a sua vida não tem outro sentido que não seja Cristo e viver nele: «Para mim, viver é Cristo» (v. 21). Este desejo de morrer para estar com Cristo é uma característica dos santos, poeticamente expressa por Santa Teresa de Jesus: «Vivo sin vivir en mí, y tan alta vida espero, que muero porque no muero» (Poesia 2).

 

Aclamação ao Evangelho       cf. Actos 16, 14b

 

Monição: À semelhança de Deus, só aquele que ama é capaz de se sentir servo do seu irmão e capaz de dar tudo. Os outros dão por conta e medida. Nas contas de Deus não cabem arbitrariedades, mas amor. Amou os primeiros tanto como os últimos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Abri, Senhor, os nossos corações,

para aceitarmos a palavra do vosso Filho.

 

 

 

Evangelho

 

São Mateus 20, 1-16a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 1«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. 3Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: 4‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. 5E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. 6Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ 7Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. 9Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. 10Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. 11Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 12‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. 13Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? 14Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. 15Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’ 16aAssim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».

 

A lição central da parábola situa-nos para além de critérios humanos de estrita justiça e parece consistir em mostrar o primado da graça de Deus, que vai para além do estritamente devido; a graça é isso mesmo, é dom gratuito. A todos Deus chama ao seu Reino, não tendo maior importância o ter sido chamado primeiro (como foi o caso de Israel). Ninguém tem o direito de ver com maus olhos que Deus seja bom e cheio de misericórdia (v. 15).

 

Sugestões para a homilia

 

«O Senhor está perto de quantos O invocam» (Sal 145, 18)

«Os últimos serão os primeiros» (Mt 19, 30)

«Para mim, viver é Cristo» (Fil 1, 21)

«O Senhor está perto de quantos O invocam» (Sal 145, 18)

A parábola dos trabalhadores da vinha tenta mostrar a maneira de como se deve receber o Reino, que vem até nós como oferta gratuita da parte de Deus.

Situada imediatamente depois da recusa do jovem rico ao chamamento de Jesus e da pergunta de Pedro sobre a recompensa, esta parábola quer propor uma nova forma de pensar a questão da posse. A sociedade comercial estabeleceu suas leis a partir do preço. O trabalho entra como uma mercadoria quantificável. Jesus tenta estabelecer outro critério de avaliação, fundamentado não mais no preço (valor comercial), mas na gratuidade e no dom.

Este modo diferente de como Deus age perante os comportamentos vigentes no âmbito comercial, é descrito no salmo com as expressões «clemência», «compaixão», «paciência», «misericórdia» (v. 8), «bondade», «ternura» (v. 9) e «proximidade» (v. 18). Esta forma de comportamento mostra o especifico do Deus «rico em perdão» e a distância que existe entre seus caminhos e os caminhos dos homens.

«Os últimos serão os primeiros» (Mt 19, 30)

A passagem evangélica está situada entre uma repetição do ensinamento sobre os primeiros e os últimos. A frase «os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos» (Mt 19,30 e 20,16) implica num contraste total com os critérios existentes. Com ela reforça-se a ideia que se devem instalar na consciência humana critérios diversos dos vigentes e que se deve aceitar que quem trabalhou menos receba o mesmo pagamento, já que o Reino é um dom gratuito, não quantificável e nem proporcional ao esforço realizado. Para isso a parábola fala de um proprietário e de sua vinha. Para os ouvintes de Jesus a relação entre Deus e seu povo surgia de forma natural. Os profetas tinham falado da relação entre Deus e o Seu povo com os mesmos termos (cf. Is 5,1-7; Jr 2,21; Ez 15,6-8). Mas imediatamente parece ampliar-se a perspectiva quando se fala que o trabalho a ser realizado naquele campo está aberto a estranhos, «que estavam na praça sem trabalho». A única condição exigida para participar da tarefa era ser convidado pelo «proprietário» (vv. 1 e 11). A preocupação deste é oferecer trabalho a todos os que estão desempregados.

A novidade de critério fica bem clara na hora do pagamento. Os últimos convidados recebem o mesmo pagamento que fora combinado com os que chegaram à primeira hora.

Os da primeira hora pensam, conforme os critérios sociais vigentes, que poderiam receber uma soma maior e sua desilusão é grande quando recebem o mesmo salário. A sensação de injustiça surge naturalmente quando quantificamos o valor das nossas acções. Tentamos assim determinar o valor salvífico dos nossos méritos de acordo com o tempo que dedicamos à tarefa. Aqui se revela o erro dos primeiros trabalhadores. Na dinâmica vigente no Reino não importam os méritos que possamos ter, mas é necessário aceitar o convite como uma graça que pode ser partilhada com outros.

Este é o Evangelho da graça que Paulo proclama na segunda leitura, quando diz que seu «viver é Cristo». E esta é a resposta que o Senhor da vinha dá aos trabalhadores descontentes da primeira hora.

Nessa resposta fica claro o significado da gratuidade e da liberalidade de Deus. O mesmo dom extraordinário e gratuito é oferecido a todos. No Seu desígnio salvador, Ele aproxima-Se, sem fazer acepção, de todos os seres humanos.

«Para mim, viver é Cristo» (Fil 1, 21)

O trabalho da vinha consiste em viver a sua vida. Comportando-nos de maneira digna do Evangelho, faremos um trabalho frutuoso. Para isso, temos de conformar critérios e opções à sua imagem e semelhança, morrendo para os nossos egoísmos e preferências. Vai Cristo connosco na mesma luta, suportando o peso do dia e do calor. Vive connosco de modo muito especial na Eucaristia, reserva de amor, que deixou entre os homens. Na Eucaristia sabemos que o lucro inesperado, para atém de toda a justiça, é Cristo que se nos dá.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

e imploremos a misericórdia d’Aquele

que não deseja a morte do pecador,

mas antes que se converta e viva.

 

 

1.  Pela Igreja,

para que trabalhe sempre com total dedicação,

com renovada alegria e com todas as forças na vinha do Senhor,

oremos ao Senhor.

 

2.  Por todos nós que nos proclamamos cristãos,

para que tenhamos consciência de que aquilo que nos caracteriza

é a superação da injustiça pelo amor,

oremos ao Senhor.

 

3.  Por todas as pessoas,

para que o amor abra os corações dos que vivem cegos pelo egoísmo,

oremos ao Senhor.

 

4.  Pelos que sofrem por causa da constante violação dos direitos humanos,

para que sejam respeitados, recuperem a sua dignidade

e as suas vidas sejam repletas de justiça e de amor,

oremos ao Senhor.

 

5.  Por todos os nossos familiares, amigos e benfeitores falecidos,

para que gozem já da plenitude da vida junto a Deus nosso Pai,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos nós que agora participamos desta celebração,

para que manifestemos o mistério do amor de Deus

pelo nosso amor ao próximo,

oremos ao Senhor.

 

Deus, nosso Pai, que estabelecestes a plenitude da lei no amor a Vós e ao próximo;

concedei-nos conhecer, amar e cumprir Vossa vontade

para que o vosso Reino esteja cada vez mais presente no nosso mundo.

Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amen.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Bendito seja Deus, bendito seja, Az. Oliveira, NRMS 48

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Na Eucaristia é-nos dada a grande prova do amor de Deus que, sem mérito algum da nossa parte, vem saciar a nossa fome e sede de infinito e nos torna participantes do pão e do vinho do Seu Reino.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 118, 4-5

Antífona da comunhão: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

 

Ou

Jo 10, 14

Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

Cântico de acção de graças: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS (II)

 

Oração depois da comunhão: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Os pensamentos do cristão devem, pois, regular-se pela óptica do Evangelho, mais do que por qualquer «declaração dos direitos do homem». Só à luz do Evangelho se pode ver o homem na sua dimensão total. Quem recusa ver no homem um irmão, não partilha da visão de Deus. Deus não conta por números ou por horas. A sua medida é o amor. Mil anos são como um dia, e há momentos que valem eternidade.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo e proclamai, J. Santos, NRMS 59

 

 

 

Homilias Feriais

 

25ª SEMANA

 

2ª feira, 19-IX: Que vamos fazer ao Templo?

Esd. 1, 1-6 / Lc. 8, 16-18

Se algum de entre vós fizer parte do seu povo... suba a Jerusalém de Judá, para construir o templo do Senhor.

O templo (edifício) representa o templo (comunidade de fiéis). «(O templo) é casa de Deus e casa vossa. Apreciai-o, pois, como lugar de encontro com o Pai comum» (João Paulo II). A cada um dos nossos templos vamos ter com Jesus presente no Sacrário. Não deixemos de cumprimentá-lo quando passarmos junto de uma igreja.

Vamos também ao templo porque nele se renova o sacrifício de Cristo no Calvário. Ali escutamos a palavra de Deus, vemos o altar onde se renova em cada Missa o sacrifício de valor infinito que o Senhor realizou no Calvário.

 

3ª feira, 20-IX: Escutar e pôr em prática a palavra de Deus.

Esd. 6, 7-8. 12. 14-20 / Lc. 8, 19-21

Mas Jesus respondeu-lhe: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

A nova família de Cristo tem laços mais fortes do que os do sangue, tem como apoio o cumprimento da vontade divina. O próprio Jesus apresenta-se-nos como exemplo: «o meu alimento é fazer a vontade do que me enviou».

Na Missa temos a oportunidade de ouvir a palavra de Deus: «Ele fala aqui e agora, a nós que escutamos com fé, acreditando que só Ele tem palavras de vida eterna, que a sua palavra é lâmpada para os nossos passos. Participar na Eucaristia significa escutar o Senhor para pôr em prática o que Ele manifesta, nos pede e deseja da nossa vida» (AE, 21).

 

4ª feira, 21-IX: S. Mateus: Importância da palavra de Deus.

Ef. 4, 1-7. 11-13 / Mt. 9, 9-13

Jesus ia a passar, quando viu um homem, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-me.

Quando foi chamado pelo Senhor, S. Mateus deixou logo tudo para se dedicar ao serviço do Senhor. A partir de então acompanha Jesus e foi testemunha da sua vida e ensinamentos, dos milagres, da participação na última Ceia, etc. Deixou-nos uma pequena biografia do Senhor: o seu Evangelho.

«Nos Livros Sagrados, o Pai que está nos céus sai amorosamente ao encontro do seus filhos para conversar com eles... A Palavra de Deus é, em verdade, apoio e vigor da Igreja e fortaleza da fé para os seus filhos, alimento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual» (Dei Verbum, 2).

 

5ª feira, 22-IX: Ambiente da celebração Eucarística.

Ag. 1, 1-8 / Lc. 9, 7-9

Chegou a altura de habitardes nas vossas casas ornadas de guarnições, enquanto este Templo continua em ruínas.

Deus queixa-se através do profeta Ageu de dedicarmos mais tempo e bens às nossas coisas do que às coisas de Deus. Terá sentido que haja meios económicos para construir locais de diversão, com bons materiais, e até luxuosos, e se construírem locais paupérrimos para o culto divino?

Há-de procurar-se que o ambiente da celebração eucarística seja digno: os paramentos litúrgicos, os vasos sagrados, a decoração... «À semelhança dos primeiros discípulos encarregados de preparar a ‘grande sala’, ela sentiu-se impelida ...a celebrar a Eucaristia num ambiente digno de tão grande mistério» (IVE).

 

6ª feira, 23-IX: Eucaristia, um pedaço de céu.

Ag. 1, 15-2, 9 / Lc. 9, 18- 22

Hei-de abalar todas as nações, para que os tesouros de todas essas nações se dirijam para aqui. E encherei de glória este Templo.

Quando se celebra a Missa verifica-se esta profecia: «encherei de glória este templo» (Leit.). «A Eucaristia é celebrada na ardente expectativa de Alguém, ou seja, enquanto ‘esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo, nosso salvador’» (IVE, 18).

«A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho» (IVE, 19).

 

Sábado, 24-IX: A Anunciação e a Eucaristia.

Zac. 2, 5-9. 14-15 / Lc. 9, 43-45

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque eu venho habitar no meio de ti.

«É a justo título que o anjo Gabriel a saúda como ‘filha de Sião’ (Leit. do dia): Avé (=Alegra-te)» (CIC, 722).

Este oráculo do profeta tornar-se-á realidade no momento da Encarnação. «De certo modo Maria praticou a sua fé eucarística... quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus... E Maria, na Anunciação, concebeu o Filho divino também na realidade física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando nela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o Corpo e o Sangue do Senhor» (IVE, 55).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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