6º Domingo Comum

DIa MUndial Do doente

11 de Fevereiro de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ouçamos a palavra, M. Faria, NRMS 6 (II)

Salmo 30, 3-4

Antífona de entrada: Sede a rocha do meu refúgio, Senhor, e a fortaleza da minha salvação. Para glória do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos o sexto Domingo do tempo comum e por ser a festa de Nossa Senhora de Lurdes, recordamos também o dia mundial de oração pelos doentes. A primeira leitura mostra-nos a situação infeliz dos leprosos. Jesus, no Evangelho, manifesta uma profunda misericórdia por um homem leproso. A lei judaica proibia tocar nessas pessoas para evitar o contágio. Mas Jesus veio revelar o amor misericordioso de Deus Pai, que supera todas as leis humanas: Cheio de compaixão, Jesus aproximou-se, estendeu a mão, tocou e curou um leproso, que suplicava: “Senhor, se quiseres podes curar-me.” “Sim quero. Fica limpo.”

 

Oração colecta: Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: “O leproso deve morar fora do acampamento.”

A lepra é uma doença horrorosa, contagiosa. Nos tempos antigos era incurável. Assim se explica o rigor severo da Lei: os leprosos eram excluídos da vida comunitária e considerados impuros.

 

 

Levítico 13, 1-2.44-46

1O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo: 2«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos.44O leproso com a doença declarada 45usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará: ‘Impuro, impuro!’ 46Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».

 

Temos aqui uma pequena amostra da legislação judaica sobre a lepra, uma legislação mais religiosa do que profilática, englobando diversas doenças de pele. A lepra era considerada a pior de todas as doenças e como que uma maldição de Deus, constituindo a pessoa num estado de impureza legal. O leproso era um proscrito, impedido da convivência social, obrigado a guardar determinadas distâncias das pessoas e a avisar quando alguém se aproximava.

1 «O Senhor falou a Moisés e Aarão». Não se entende no sentido de as leis do Levítico, concretamente a chamada «Lei de pureza» (Lev 11 – 16), terem sido directamente reveladas por Deus a Moisés, mas no sentido de que Yahwéh guiou a Moisés na compilação, adaptação e adopção de leis, em grande parte comuns a outros povos; desta maneira elas se tornavam a vontade de Deus para aquele povo.

45 «Impuro». Sobre o conceito de pureza legal, ver supra, nota ao v. 24 do Evangelho da festa da Apresentação do Senhor.

 

Salmo Responsorial    Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)

 

Monição: Este Salmo de penitência recorda a bondade de Deus que perdoa os nossos pecados e cura as nossas enfermidades. Quando nos confessamos, depois de recebermos o perdão podemos rezar com o salmista: “Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa e absolvido o pecado.” Queremos viver cheios de confiança e de alegria em Deus, nosso refúgio: “Alegrai-vos, justos e regozijai-vos no Senhor.”

 

Refrão:        Sois o meu refúgio, Senhor;

Dai-me a alegria da vossa salvação.

 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

 

Confessei-Vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.

 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai, vós todos os que sois rectos de coração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo.”

O Apóstolo S. Paulo apresenta-se a si mesmo como modelo para os crentes da Igreja de Coríntio, porque ele é imitador de Jesus. Os cristãos devem fazer tudo para dar Glória a Deus, evitando o pecado, que é como uma enfermidade, como a lepra. 

 

1 Coríntios 10, 31 – 11, 1

Irmãos: 31Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. 32Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à Igreja de Deus. 33Fazei como eu, que em tudo procuro agradar a toda a gente, não buscando o próprio interesse, mas o de todos, para que possam salvar-se. 1Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

 

A leitura com que se concluem neste ano B os retalhos a ler da 1ª aos Coríntios é a conclusão final da longa discussão acerca de comer ou não comer os idolótitos, as carnes de animais que tinham sido imolados em honra dos ídolos. 

31 «Fazei tudo para glória de Deus». Como sucede mais vezes nesta epístola, S. Paulo, querendo resolver um caso particular (aqui o da comida das carnes imoladas nos cultos idolátricos e vendidas na praça), enuncia princípios de uma validade universal. Nesta passagem temos uma dessas maravilhosas regras de oiro que resumem toda a moral e espiritualidade cristã.

32 «A Igreja de Deus». S. Paulo designa como Igreja não apenas as comunidades locais, mas também, outras vezes, toda a Igreja universal, que parece ser a visada aqui, como o é no cap. 12, 28 e sobretudo nas epístolas do cativeiro.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 7, 16

 

Monição: “Apareceu entre nós um grande profeta. Deus visitou o seu povo.”

Jesus mostra o seu poder divino sobre a doença, curando um homem leproso.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Apareceu entre nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 40-45

Naquele tempo, 40veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». 41Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». 42No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. 43Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: 44«Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». 45Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

 

No relato da cura do leproso não se evidencia apenas o poder e a compaixão de Jesus, mas também a superação da lei antiga, que, como determinava o Lv 13 (cf. 1ª leitura de hoje), declarava impuro o contacto com um leproso. Com efeito, sem que fosse necessário, Jesus «estendeu a mão e tocou-lhe» (v. 41).

40 «Se quiseres, podes curar-me». A oração do leproso é um modelo acabado de oração no que se refere à fé no poder de Jesus e à confiança na sua bondade. Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «Não disse: se Tu o pedires a Deus; mas apenas: se Tu o queres. E a Deus, que é misericordioso, não é preciso pedir-lhe, basta expor-lhe a nossa necessidade».

44 «Não digas nada a ninguém». Trata-se da já antes referida «disciplina do segredo messiânico», que Jesus recomendava, especialmente no princípio da vida pública. O povo devia-se ir convencendo pouco a pouco do carácter do messianismo de Jesus, que era espiritual, não político. Assim Jesus evitava ser instrumentalizado pelos nacionalistas exaltados, podendo vir a provocar uma intervenção romana, que impediria a missão do Senhor (cf. Mt 8, 4; 9, 30; 16, 20; 17, 19). Uma divulgação intensiva dos seus milagres acarretaria compreensíveis efervescências populares à volta de Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

A lepra deixou-o e ele ficou limpo.

Meditemos no amor e no poder divino de Jesus, que perdoa os pecados e cura um leproso da sua enfermidade. Os milagres de Jesus revelam o seu poder divino sobre as enfermidades corporais e manifestam a sua misericórdia para com os doentes. No livro do Levítico, escutámos as prescrições da Lei de Moisés a respeito dos leprosos. Os que tinham esta doença não podiam viver na comunidade. Viviam fora do acampamento, eram considerados "impuros" e estavam impedidos de participar no culto divino. Impureza legal e impureza moral estavam intimamente relacionadas como ouvimos na primeira leitura. Jesus não veio abolir a Lei de Moisés, mas veio completar e aperfeiçoar: “Amar a Deus e amar o próximo. Nestes dois mandamentos se resumem a Lei e os Profetas.” (Mat 22,40) Contemplemos a bondade de Jesus, confirmando com autoridade o Seu ensino: restitui a saúde ao leproso e envia-o aos sacerdotes para que declarem publicamente a sua cura. A compaixão é muito mais do que um sentimento de pena por quem sofre. É uma força que nos move a fazer aquilo que é necessário para aliviar o sofrimento dos outros e que se manifesta com ternura, com gestos e actos concretos: Jesus estendeu a mão e tocou no leproso. Bem sabemos que este comportamento contrariava a lei de Moisés, que proibia tocar nas pessoas leprosas para salvaguardar a comunidade, para evitar o contágio. Mas Jesus, ao proceder deste modo coloca o amor misericordioso de Deus e o amor ao próximo acima de toda a lei humana. O leproso suplica de longe: “Senhor, se quiseres podes curar-me.” Jesus, cheio de compaixão aproximou-se, tocou no homem leproso e curou-o: “Quero: fica limpo.” Alegremo-nos com o salmista: “Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa e absolvido o pecado.” Imitemos S. Paulo que fazia tudo para que todos se pudessem salvar. “Sede meus imitadores como eu sou imitador de Cristo.” Demos glória a Deus, que nos revelou o seu querer divino: “Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.” Esta é a norma da vida cristã, porque esta é a vontade de Deus a nosso respeito, a nossa salvação eterna. (Cf. 1Tm 2,4)

 

Dia Mundial do Doente

O Dia Mundial do Doente foi instituído pelo Papa São João Paulo II. É celebrado, todos os anos, a 11 de Fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lurdes. São João Paulo II lembrou que a data representa “um momento forte de oração e representa um apelo dirigido a todos os que cuidam dos doentes, a começar pelos familiares, os profissionais de saúde e os voluntários.” Hoje damos graças pela vocação recebida do Senhor para acompanharmos os irmãos doentes. Reconheçamos nos enfermos o rosto de Jesus Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade. Ao deixarmos este mundo, quando chegarmos à casa do Pai, Jesus virá receber-nos. Ouviremos então esta boa notícia: “Vinde, benditos de meu Pai. Agora é a minha vez de premiar o amor que me tivestes. Estive doente e fostes-me visitar.” (Cf Mat 25,36) O dia mundial do doente “renova em nós o vigor espiritual para desempenharmos sempre da melhor forma a missão da Igreja que engloba o serviço aos enfermos, aos atribulados, aos excluídos e aos marginalizados.” (cf. João Paulo II, Motu próprio Dolentium hominum, 11 de fevereiro de 1985)

 

Fala o Santo Padre

 

«O coração de Cristo manifesta a compaixão paterna de Deus pelo homem, aproximando-se dele e tocando-o.

Isto acontece todas as vezes que recebemos com fé um sacramento: o Senhor Jesus «toca-nos» e concede-nos a sua graça.»

Nos últimos domingos o evangelista Marcos tem-nos contado a acção de Jesus contra qualquer espécie de mal, em benefício dos sofredores no corpo e no espírito: endemoninhados, doentes, pecadores... Ele apresenta-se como aquele que combate e vence o mal onde quer que o encontre. No Evangelho (cf.Mc1, 40-45) esta sua luta enfrenta um caso emblemático, porque o doente é um leproso. A lepra é uma doença contagiosa e impetuosa, que desfigura a pessoa e que era símbolo de impureza: o leproso tinha que estar fora dos centros habitados e assinalar a sua presença aos transeuntes. Era marginalizado pela comunidade civil e religiosa. Era como um morto ambulante.

O episódio da cura do leproso desenvolve-se em três fases: a invocação do doente, a resposta de Jesus, as consequências da cura prodigiosa. O leproso suplica Jesus «de joelhos» e diz-lhe: «Se quiseres, podes purificar-me» (v. 40). A este pedido humilde e confiante, Jesus reage com uma atitude profunda do seu ânimo: a compaixão. E «compaixão» é uma palavra muito profunda: compaixão significa «padecer com o outro». O coração de Cristo manifesta a compaixão paterna de Deus pelo homem, aproximando-se dele e tocando-o. E este pormenor é muito importante. Jesus «estendeu a mão, tocou-o... e imediatamente a lepra desapareceu e ele ficou purificado» (v. 41). A misericórdia de Deus supera qualquer barreira e a mão de Jesus toca o leproso. Ele não pára à distância de segurança e não age por delegação, mas expõe-se directamente ao contágio do nosso mal; e assim precisamente o nosso mal torna-se o lugar do contacto: Ele, Jesus, assume de nós a nossa humanidade doente e nós assumimos dele a sua humanidade que é sadia e cura. Isto acontece todas as vezes que recebemos com fé um sacramento: o Senhor Jesus «toca-nos» e concede-nos a sua graça. Neste caso pensamos sobretudo no Sacramento da Reconciliação, que nos cura da lepra do pecado.

Mais uma vez o Evangelho nos mostra o que faz Deus perante o nosso mal: Deus não vem para «dar uma lição» sobre o sofrimento; também não vem para eliminar do mundo o sofrimento e a morte; ao contrário, ele vem para carregar sobre si o peso da nossa condição humana, para o assumir completamente, para nos libertar de modo radical e definitivo. Assim Cristo combate os males e os sofrimentos do mundo: assumindo-os sobre si e vencendo-os com a força da misericórdia de Deus.

A nós, hoje, o Evangelho da cura do leproso diz que, se quisermos ser verdadeiros discípulos de Jesus, somos chamados a tornar-nos, unidos a Ele, instrumentos do seu amor misericordioso, superando qualquer tipo de marginalização. Para ser «imitadores de Cristo» (cf. 1 Cor 11, 1) diante de um pobre ou de um doente, não devemos ter medo de olhar directamente para ele e de nos aproximarmos com ternura e compaixão, e de o tocar e abraçar. Eu pedi com frequência às pessoas que ajudam os outros, que o façam olhando directamente para elas, que não tenham medo de as tocar; que o gesto de ajuda seja também um gesto de comunicação: também nós precisamos de ser acolhidos por eles. Um gesto de ternura, um gesto de compaixão... Mas eu pergunto-vos: vós, quando ajudais os outros, olhais directamente para eles? Acolhei-los sem receio de lhes tocar? Acolhei-los com ternura? Pensai nisto: em como ajudais? À distância ou com ternura, com proximidade? Se o mal é contagioso, o bem também é. Por conseguinte, é preciso que em nós abunde, cada vez mais, o bem. Deixemo-nos contagiar pelo bem e contagiemos o bem!

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 15 de Fevereiro de 2015

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

Oremos, para que todos os que sofrem descubram,

no amor de Deus e nas palavras de Cristo,

 remédio para os seus males, e peçamos com toda a confiança:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Pela vossa misericórdia, salvai-nos, Senhor.

 Ou: Senhor, nosso refúgio, ouvi-nos.

 

1. Pelas dioceses e paróquias do mundo inteiro,

para que o Senhor as conserve na unidade e na paz

e elas ajudem os homens a caminhar para Deus, oremos.

 

2. Pelos fiéis e pelos catecúmenos das nossas paróquias,

 para que Deus perdoe as suas fraquezas,

dissipe os seus temores e aumente a sua coragem, oremos.

 

3. Pelos homens e mulheres que crêem em Deus,

para que não dêem escândalo a ninguém com o seu modo de viver

e acolham com respeito e delicadeza quem deles se aproxima, oremos.

 

4. Pelos doentes que mais sofrem,

para que encontrem alívio na misericórdia de Cristo

e na dedicação dos que os tratam e assistem, oremos.

 

 5. Pelos fiéis da nossa comunidade (paroquial),

para que não busquem o próprio interesse,

mas procurem sempre o bem de todos, oremos.

 

Senhor, nosso Deus,

que, para curar e salvar o mundo,

lhe destes o vosso Filho muito amado,

ajudai-nos a ver n’Ele o nosso modelo

e a pormo-nos ao serviço uns dos outros.

Por Jesus Cristo nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que estes dons sagrados nos purifiquem e renovem, para que, obedecendo sempre à vossa vontade, alcancemos a recompensa eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Prefácio

 

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Hoje a vossa família, reunida para escutar a palavra da salvação e participar no Pão da vida, celebra o memorial do Senhor ressuscitado, na esperança do domingo que não tem ocaso, quando toda a humanidade entrar no vosso descanso. Então veremos o vosso rosto e louvaremos sem fim a vossa misericórdia. Nesta feliz esperança, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo...

 

Monição da Comunhão

 

No Salmo Responsorial da missa de hoje escutámos estas palavras: “alegrai-vos, regozijai-vos.” Somos felizes porque o Senhor perdoa os nossos pecados. Somos felizes porque na mesa da Comunhão Jesus nos oferece o alimento que permanece para a vida eterna. Nesta comunhão manifestemos a Deus toda a nossa alegria e gratidão:

“O Senhor deu-nos o Pão do Céu. Concedei-nos a graça de buscarmos sempre os bens do alto.” (Cf Salmo 77, 24 e Oração depois da Comunhão)

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 77, 24.29

Antífona da comunhão: O Senhor deu-lhes o pão do Céu: comeram e ficaram saciados.

 

Ou

Jo 3, 16

Deus amou tanto o mundo que Ihe deu o seu Filho Unigénito. Quem acredita n'Ele tem a vida eterna.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, concedei-nos a graça de buscarmos sempre aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Dia mundial do Doente, lembra-nos as aparições de Nossa Senhora em Lurdes. Santa Bernardete conta que a Virgem Imaculada “a fixava como se olha para uma pessoa.” Como Santa Bernardete, nós também estamos sob o olhar da Virgem Maria. Ela pediu para rezarmos pelos pecadores. Isto lembra-nos que os doentes desejam a cura corporal e também desejam a cura espiritual.  Podemos rezar Com São Pio de Pietralcina:

“Senhor, assiste do céu todos os doentes, sustenta os que perderam toda esperança de cura. Consola os que gritam ou choram por causa das suas dores, protege os que não foram atendidos ou medicados por falta de recursos materiais. Senhor, vela pelos que buscam uma posição menos dolorosa para dormir, ilumina os que passam por uma noite escura e acabam perdendo a esperança; toca os membros dos que perderam a mobilidade, dá luz aos que se sentem tentados na fé e são atacados pelas dúvidas. Senhor, apazigua os que se impacientam ao ver que não melhoram; dá paciência, humildade e constância aos que buscam reabilitação. Senhor, devolve a paz e a alegria aos que estão angustiados; diminui o padecimento dos que perderam o conhecimento, guia os moribundos ao descanso eterno. Senhor, abençoa os que assistem os doentes, os consolam em sua angústia e os protegem com caridade. Amém.

 

Cântico final: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 12-II: Os sinais da celebração sacramental.

Tg 1, 1-11 / Mc 8, 11-13

Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: Por que pede esta geração um sinal?

Embora Jesus se tenha recusado a dar um sinal aos fariseus, Ele, no entanto, serviu-se de muitos sinais: na criação, nas curas, na Nova Aliança, etc., porque Ele próprio é o sentido de todos esses sinais.

Cada celebração sacramental é um diálogo com Deus, através de palavras e acções. É necessário pois que a palavra de Deus e as nossas respostas de fé dêem vida a estas acções. S.Tiago aconselha-nos a pedir e a actuar com fé, pois aquele que hesita é agitado como as ondas do mar (Leit.).

 

3ª Feira, 13-II: A tentação e a provação.

Tg 1, 12-18 / Mc 8, 14-21

Cada qual é tentado pelos seus desejos maus, que o arrastam e o procuram atrair.

«Deus não é tentado pelo mal, nem tenta ninguém» (Leit.). Pelo contrário, Ele quer livrar-nos do mal. O que lhe pedimos na oração do Pai-nosso é que não nos deixe seguir pelo caminho que conduz ao pecado, que não nos deixe cair na tentação.

É importante a distinção entre a provação e a tentação que conduz ao pecado. O Espírito Santo ajudar-nos-á a discernir entre a provação necessária ao crescimento do homem interior, em vista de uma virtude comprovada, e a tentação que conduz ao pecado e à morte (Leit). Também devemos distinguir entre o 'ser tentado' e o 'consentir' na tentação.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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