5º Domingo Comum

4 de Fevereiro de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 94, 6-7

Antífona de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. O Senhor é o nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor chamou-nos e nós quisemos vir ao Seu encontro para O imitar e adorar, para Lhe agradecer e pedir, para O escutar e amar.

Adoramos o Senhor nosso Deus. Agradecemos-Lhe tudo quanto temos e somos. Pedimos-Lhe ajuda para cumprirmos a missão que nos confiou. Escutamos o Senhor na Palavra que orienta a nossa vida. Queremos amar o Senhor como Ele nos ama.

 

Oração colecta: Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Job era tão feliz! Dum momento para o outro fica sem nada e sem ninguém… Lamenta-se mas não desespera. Deus, na Sua infinita misericórdia, virá confortá-lo.

 

Job 7, 1-4.6-7

1Job tomou a palavra, dizendo: «Não vive o homem sobre a terra como um soldado? Não são os seus dias como os de um mercenário? 2Como o escravo que suspira pela sombra e o trabalhador que espera pelo seu salário, 3assim eu recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura. 4Se me deito, digo: ‘Quando é que me levanto?’ Se me levanto: ‘Quando chegará a noite?’ e agito-me angustiado até ao crepúsculo. 6Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança. 7Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».

 

Temos aqui um precioso texto do livro de Job, livro que não só põe dramaticamente o problema da dor, mas também a descreve de modo patético e com alto valor literário, como este dorido lamento na presente leitura.

1 «Vive… como um soldado». Uma outra tradução possível é a de S. Jerónimo seguida pela Neovulgata, mais expressiva, como a da recente tradução da Difusora Bíblica: «A vida do homem sobre a terra, não é uma vida de luta?» De facto a palavra hebraica «tsabá» tanto pode significar serviço militar, como guerra ou luta. A tradução escolhida parece empobrecer o texto, pois nós hoje entendemos por vida de soldado uma coisa mais suave e pacífica do que então se entendia, ao passo que naquela época implicava grande sacrifício e grandes riscos.

 

Salmo Responsorial            Salmo 146 (147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a ou Aleluia)

 

Monição: Nos momentos bons e no tempo de provação não deixemos de rezar, louvando o Senhor. Ele cuida de nós com carinho e dedicação.

 

Refrão:    Louvai o Senhor, que salva os corações atribulados.

Ou:          Aleluia.

 

Louvai o Senhor, porque é bom cantar,

é agradável e justo celebrar o seu louvor.

O Senhor edificou Jerusalém,

congregou os dispersos de Israel.

 

Sarou os corações dilacerados

e ligou as suas feridas.

Fixou o número das estrelas

e deu a cada uma o seu nome.

 

Grande é o nosso Deus e todo-poderoso,

é sem limites a sua sabedoria.

O Senhor conforta os humildes

e abate os ímpios até ao chão.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo, após a conversão, consagrou toda a vida a Jesus, anunciando-O com o exemplo e apostolado a todas as pessoas. Hoje São Paulo convida-nos a proceder como ele.

 

1 Coríntios 9, 16-19.22-23

Irmãos: 16Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! 17Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado. 18Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere. 19Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. 22Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. 23E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens.

 

A leitura insere-se no contexto da questão da legitimidade de comer carnes sacrificadas aos ídolos e vendidas no mercado (1 Cor 8, 1 – 10, 33); Paulo insiste na liberdade de espírito, que não se opõe à renúncia a legítimos direitos, dando o seu exemplo de prescindir de receber estipêndio pelo seu trabalho apostólico; no exercício da sua missão, ele não reivindica direitos, mas apenas considera o ingente dever de evangelizar, que o leva a exclamar: «ai de mim se não anunciar o Evangelho!», seguindo à risca o ensinamento de Jesus – «somos servos inúteis: fizemos apenas o que devíamos fazer» (Lc 17, 10).

22-23 O zelo do Apóstolo fica patente em expressões lapidares, um lema para todos os apóstolos de todos os tempos: «tudo faço por causa do Evangelho». E de que maneira? Sendo «tudo para todos».

 

Aclamação ao Evangelho   Mt 8, 17

 

Monição: Há quem não reze, desculpando-se com a falta de tempo… Imitemos Jesus que se levantava cedo para falar com Deus Pai antes de falar com as pessoas que veio salvar.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Cristo suportou as nossas enfermidades

e tomou sobre Si as nossas dores.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 29-39

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. 31Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. 32Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos 33e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. 34Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. 35De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. 36Simão e os companheiros foram à procura d’Ele 37e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». 38Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». 39E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

 

Na primeira parte da leitura temos a cura da sogra de Simão, entenda-se Pedro, na sua terra, Cafarnaúm (vv. 30-31), uma cidade completamente destruída e hoje despovoada, que guarda as ruínas da casa de Pedro, sobre as quais se construiu recentemente uma bela igreja suspensa em forma de barco. Nunca se fala nos Evangelhos da mulher de Pedro, o que faz pensar que era viúvo; de qualquer modo, Pedro e os Apóstolos deixaram tudo para seguirem a Jesus. «A febre deixou-a», isto é, foi curada imediatamente duma doença física; outra interpretação carece de base textual.

34 «Não deixava que os demónios falassem». A atitude de Jesus corresponde ao chamado segredo messiânico, muito sublinhado nos Sinópticos, mas mais insistentemente em Marcos. O facto de Jesus contrariar a publicidade não revela apenas a sua humildade, mas sobretudo o cuidado para que a sua missão não viesse a ser interpretada como um messianismo terreno; assim evita de raiz a agitação popular à sua volta. Também se pode ver uma certa intencionalidade teológica de Marcos ao insistir tanto no segredo messiânico, se consideramos que a estrutura do seu Evangelho referente ao ministério na Galileia aparece dividida em duas grandes partes à volta do tema da incompreensão e cegueira: na 1ª parte, a dos homens (1, 14 – 8, 30), na 2ª, a dos discípulos (8, 31 – 10, 52). É possível que a insistência no segredo correspondesse à intencionalidade teológica do redactor Marcos ao pôr em relevo a incompreensão acerca da pessoa e missão de Jesus, mas sem viciar em nada o valor do relato, como pretendia o crítico protestante alemão W. Wrede no princípio do sec. XX.

35 «Retirou-se para um sítio ermo e aí começou a orar». Teoricamente Jesus não teria necessidade de se retirar para estar em diálogo com o Pai, mas os Evangelhos não se cansam de anotar os «retiros» de Jesus para orar (Lucas é quem mais sublinha esta atitude); estamos perante uma referência necessária para todos os seus seguidores, ao anunciarem o Evangelho. O servo de Deus João Paulo II confidenciava: «a oração é para mim a primeira tarefa e é como o primeiro anúncio; é a primeira condição do meu serviço à Igreja e ao mundo» (alocução em 7/10/79).

 

Sugestões para a homilia

 

O Senhor chamou-nos

Viemos ao Seu encontro

Para O escutar e amar

 

O Senhor chamou-nos

O Senhor chamou-nos a todos.

Chamou o sacerdote que, em Seu nome, celebra a Eucaristia numa fidelidade constante à sua vocação.

Chamou as crianças que acompanham os pais para com eles constituírem uma família feliz.

Chamou os jovens que esperam encontrar n’Ele a felicidade que procuram.

Chamou os idosos que desejam permanecer fiéis até ao fim.

Chamou aqueles que Lhe consagram as suas vidas no serviço aos irmãos.

Chamou os que necessitam da Sua ajuda para Lhe oferecerem a cruz pesada que se transformará em bênçãos alcançadas. Job sentiu bem o sofrimento quando desabafou:

«recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura.» ( Primeira Leitura )

 

Viemos ao Seu encontro

Viemos ao encontro do Senhor. Cada um de nós organizou a sua vida para poder estar aqui.

A igreja encheu-se com a presença dos fiéis. Formamos uma verdadeira comunidade. Jesus Cristo está connosco para nos tornar felizes.

Há seduções que apenas deixam, no final, amargura e desilusão…

Há lobos disfarçados de cordeiros que fingem ser oque na realidade não são e que abandonam as vítimas quando já não satisfazem os seus instintos perversos...

Há caminhos que atraem mas conduzem a precipícios donde nunca mais se pode sair…

Cristo continua a ser para todos nós o Caminho, a Verdade e a Vida. Nunca nos separemos d’Ele. E não queiramos ser felizes sozinhos. Jesus Cristo quer que O anunciemos ao mundo. Cada um de nós poderá então exclamar como São Paulo: « Ai de mim se não anunciar o Evangelho! » ( Segunda Leitura )

 

Para O imitar e amar

Na nossa oração imitemos Jesus. Ele «de manhã cedo, levantou-se e saiu. Retirou-se para um lugar ermo e aí começou a orar.» ( Evangelho )

Adoremos Jesus Cristo Nosso Senhor. Não O substituamos pelos falsos deuses. Não troquemos a Luz pelas trevas.

Agradeçamos ao Senhor o dom da vida, da saúde, da fé. Há tanta gente que gasta a sua vida nas coisas efémeras do dia-a-dia. A todos queremos mostrar com o exemplo que Cristo é tudo para nós.

Peçamos ao Senhor pelas nossas intenções, pela Santa Igreja, pelos cristãos perseguidos, pelos povos que sofrem o horror da violência e da guerra, pelos que vivem na pobreza e miséria, pelos que partiram ao encontro do Pai, por todos aqueles que se recomendam à nossa oração.

Escutemos o Senhor. No íntimo do coração amemo-l’O como Ele nos ama. Cumprindo o que Ele quer de nós, seguimos o caminho certo que nos conduzirá à salvação.

Que Maria Santíssima nos acompanhe sempre nesta doação plena ao Senhor Jesus!

 

Fala o Santo Padre

 

«Cada um de nós está chamado a levar a luz da Palavra de Deus

e a força da graça a quantos sofrem e a quantos os assistem.»

O Evangelho de hoje (cf. Mc 1, 29-39) apresenta-nos Jesus que, depois de ter pregado ao sábado na sinagoga, cura muitos doentes. Pregar e curar: esta é a actividade principal de Jesus na sua vida pública. Com a pregação Ele anuncia o Reino de Deus e com as curas demonstra que está próximo, que o Reino de Deus se encontra no meio de nós. Ao entrar na casa de Simão Pedro, Jesus vê que a sua sogra está de cama com febre; imediatamente lhe pega na mão, cura-a e diz-lhe para se levantar. Ao pôr-do-sol, quando, tendo terminado o sábado, o povo pode sair e levar-lhe os doentes, cura uma multidão de pessoas atormentadas por doenças de todos os géneros: físicas, psíquicas, espirituais. Tendo vindo à terra para anunciar e realizar a salvação de todo o homem e de todos os homens, Jesus mostra uma particular predilecção por quantos estão feridos no corpo e no espírito: os pobres, os pecadores, os possuídos pelo demónio, os doentes, os marginalizados. Assim Ele revela-se médico tanto das almas como dos corpos, bom Samaritano do homem. É o verdadeiro Salvador, Jesus cura, Jesus sara.

Esta realidade da cura dos doentes por parte de Cristo convida-nos a reflectir sobre o sentido e o valor da doença. Isto é-nos recordado também pelo Dia Mundial do Doente, que celebraremos (na próxima semana) na memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes. […]

A obra salvífica de Cristo não acaba com a sua pessoa e no espaço da sua vida terrena; ela continua mediante a Igreja, sacramento do amor e da ternura de Deus pelos homens. Ao enviar em missão os seus discípulos, Jesus confere-lhes um duplo mandato: anunciar o Evangelho da salvação e curar os enfermos (cf. Mt 10, 7-8). Fiel a este ensinamento, a Igreja considerou sempre a assistência aos enfermos uma parte integrante da sua missão.

«Tende sempre convosco os pobres e os sofredores», admoesta Jesus (cf. Mt 26, 11), e a Igreja encontra-os continuamente no seu caminho, considerando as pessoas doentes como uma via privilegiada para encontrar Cristo, para o acolher e servir. Curar um doente, acolhê-lo, servi-lo, é servir Cristo: o doente é a carne de Cristo.

Isto acontece também no nosso tempo, quando, não obstante os multíplices progressos da ciência, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes interrogações sobre o sentido da doença e da dor e acerca do porquê da morte. Trata-se de perguntas existenciais, às quais a acção pastoral da Igreja deve responder à luz da fé, tendo diante dos olhos o Crucificado, no qual sobressai todo o mistério salvífico de Deus Pai, que por amor aos homens não poupou o próprio Filho (cf. Rm 8, 32). Por conseguinte, cada um de nós está chamado a levar a luz da Palavra de Deus e a força da graça a quantos sofrem e a quantos os assistem, familiares, médicos e enfermeiros, para que o serviço ao doente seja prestado sempre com mais humanidade, amor evangélico e ternura. A Igreja mãe, pelas nossas mãos, acaricia os nossos sofrimentos e cuida das nossas feridas, e fá-lo com ternura de mãe.

Rezemos a Maria, Saúde dos enfermos, para que cada pessoa na doença possa experimentar, graças à solicitude de quem está ao seu lado, o poder do amor de Deus e o conforto da sua ternura materna.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 8 de Fevereiro de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.    Pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes, Diáconos,

consagrados, seminaristas, catequistas e leigos

que dão testemunho de Cristo na Igreja e no mundo,

oremos, irmãos.

 

2.    Pelos cristãos que são perseguidos,

pelos refugiados à procura de segurança

e pelos que os acolhem e protegem,

oremos, irmãos.

 

3.    Pelas pessoas, vítimas de qualquer violência,

pelas que perdem a vida ou a saúde nos atentados

e pelas que sofrem o horror da guerra,

oremos, irmãos.

 

4.    Pelos pobres, indigentes e sem-abrigo,

pelos abandonados e marginalizados

e pelos que cuidam deles com dedicação,

oremos, irmãos. 

 

5.    Por aqueles que se recomendam às nossas orações,

por todos os que temos presentes no nosso coração

e por nós que queremos viver sempre com o Senhor,

oremos, irmãos.

 

6.    Por aqueles que viveram onde nós vivemos

e já partiram ao encontro do Pai no Céu,

 rezando para com eles sermos felizes eternamente,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O pão e o vinho que vos trazemos, B. Salgado, NRMS 12(I)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza concedei que eles se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Eucaristia dá-nos força, ânimo, coragem. Dá-nos as Suas graças. Esforcemo-nos por viver em graça para O podermos receber na Sagrada Comunhão.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 106, 8-9

Antífona da comunhão: Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia, pelos seus prodígios em favor dos homens, porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.

 

Ou

Mt 5, 5-6

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

 

Cântico de acção de graças: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice, concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo, dêmos fruto abundante para a salvação do mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Viemos ao encontro do Senhor. Agora Ele vai connosco para O anunciarmos ao mundo.

Contemos sempre com a companhia e a bênção maternal de Nossa Senhora!

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1(II)

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2 ª Feira, 5-II: Descobrir a presença do Senhor.

1 Re 8, 1-7. 9-13 / Mc 6, 53-56

Transportaram a Arca do Senhor e a Tenda da reunião com todas as alfaias sagradas.

A Arca da Aliança e a Tenda da reunião eram um sinal da presença de Deus no meio do seu povo (Leit.). A nuvem revela o Deus vivo e salvador, mas velando a transcendência da sua glória. De modo semelhante, a presença de Jesus em qualquer lugar atraía as multidões, que lhe levavam os seus doentes (Ev.).

Procuremos descobrir esta presença de Deus no Sacrário de cada igreja por onde habitualmente passamos, nos nossos irmãos e familiares, nas pessoas e acontecimentos de cada dia, nos locais de trabalho, onde Ele se encontra como que escondido.

 

3ª Feira, 6-II: O desagrado de Deus por certas tradições.

1 Re 8, 22-23. 27-30 / Mc 7, 1-13

Oxalá estejam abertos, dia e noite, os vossos olhos sobre esta Casa, sobre este lugar, do qual dissestes: Aí estará o meu nome.

Salomão levou a cabo a construção do Templo de Jerusalém. A oração da dedicação do Templo apoia-se na promessa de Deus e na sua Aliança, na presença activa do seu nome no meio do seu povo... O rei levanta então as mãos para o Céu e suplica ao Senhor para que todas as nações saibam que Ele é o único Deus e o coração do seu povo lhe pertença todo (CIC, 2580).

Mas o coração do povo nem sempre pertenceu inteiramente a Deus, faltando com frequência à Aliança estabelecida. Jesus, com autoridade divina, desaprova certas 'tradições humanas' dos fariseus, que anulam a própria palavra de Deus (Ev.).

 

4ª Feira, 7-II: As Cinco Chagas do Senhor.

Is 53, 1-10 / Jo 19, 28-37 ou Jo 20, 24-29

 O castigo que nos salva caíu sobre Ele e, por causa das suas Chagas, é que fomos curados.

A Festa das Cinco Chagas do Senhor, isto é, das feridas que recebeu na Cruz, recorda-nos que Ele sofreu este castigo por causa das nossas faltas. A morte redentora de Jesus deu cunprimento sobretudo à profecia do servo sofredor (Leit.). Jesus apresentou o sentido da sua vida e da sua morte à luz do servo sofredor.

Aceitemos o convite do Senhor para nos aproximarmos das suas Chagas tal como fez Tomé (Ev.). Este curou as suas dúvidas com um acto de fé e um acto de profunda contrição. A nossa oportunidade consiste em aproveitar o momento da Comunhão Sacramental.

 

5ª Feira, 8-II: O coração inteiro para Deus.

1 Re 11, 4-13 / Mc 7, 24-30

Quando Salomão envelheceu, as suas mulheres desviaram-lhe o coração para outros deuses e o seu coração deixou de pertencer inteiramente ao Senhor.

Salomão perdeu todos os dons que o Senhor lhe tinha concedido e desviou-o para outros deuses (Leit.). Pelo contrário, a mulher cananeia era pagã e conseguiu convencer Jesus a curar a sua filha, manifestando toda a confiança em Deus (Ev.).

Se descuidamos a nossa fé podemos cair na idolatria. Esta tem lugar quando o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus. Se o nosso coração não pertence inteiramente ao Senhor, precisamos descobrir os motivos dos nossos desvios: a preguiça, a sensualidade, o comodismo, o apego excessivo aos bens materiais, etc. E, depois, tentar corrigi-los.

 

6ª Feira, 9-II: A importância dos sinais sensíveis.

1 Re 11, 29-32; 12, 19 / Mc 7, 31-37

Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e, com saliva, tocou-lhe a língua.

Aías dividiu a sua capa em 12 partes e deu só 10 a Jeroboão, o que simbolizava o rompimento com a casa de David (Leit.).

O Senhor Jesus, na sua pregação, serve-se muitas vezes dos sinais da criação para dar a conhecer os mistérios do reino de Deus. Realiza as suas curas ou sublinha a sua pregação com sinais materiais ou gestos simbólicos (Ev.). Procuremos dar mais conteúdos aos sinais, com que nos deparamos habitualmente: o sinal da Cruz, o crucifixo, os gestos rituais na Missa, as genuflexões diante do Sacrário, etc.

 

Sábado, 10-II: Adoração a Deus na Eucaristia.

1 Re 12, 16-32; 13, 33-34 / Mc 8, 1-10

Jeroboão mandou fazer dois bezerros de oiro e disse: Israel, aqui estão os teus deuses, que te fizeram sair da terra do Egipto.

Volta a repetir-se a cena do bezerro de oiro do tempo de Moisés, mas agora com Jeroboão (Leit.). Os bezerros são apontados como causa da saída do Egipto, e retira-se essa proeza a Deus. Jesus tem pena de uma grande multidão que o seguia e realiza uma multiplicação dos pães (Ev.).

Na Eucaristia adoramos a Deus presente sob as espécies sacramentais, e é bom que manifestemos essa adoração de alguma maneira. Uma genuflexão ao passar diante do Sacrário, um sinal de adoração quando o recebemos na Comunhão (genuflexão ou inclinação de cabeça), uns momentos de oração junto do Sacrário, etc.

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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