3º Domingo Comum

21 de Janeiro de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, Az. Oliveira, NRMS 94

Salmo 95, 1.6

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia, a liturgia recorda-nos, uma vez mais, a certeza que Deus ama cada homem e cada mulher e chama-o à vida plena e verdadeira. A resposta a este chamamento de Deus passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura diz-nos que Deus ama todos os homens e a todos chama à salvação. A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus e em percorrer um caminho imediato de conversão constitui um modelo de resposta ao chamamento de Deus.

 

Jonas 3, 1-5.10

1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos: 2«Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e apregoa nela a mensagem que Eu te direi». 3Jonas levantou-se e foi a Nínive, conforme a palavra do Senhor. Nínive era uma grande cidade aos olhos de Deus; levava três dias a atravessar. 4Jonas entrou na cidade, caminhou durante um dia e começou a pregar nestes termos: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída». 5Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno. 10Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou. 

 

O pequeno livro de Jonas é uma grande parábola em acção para mostrar como Deus quer usar de misericórdia para com todo e qualquer pecador, mesmo estranho ao povo judeu, com a condição de que este se arrependa; para grandes males, grandes remédios, como é o caso do recurso a ameaças, que são uma pedagogia divina: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída» (v. 10). É deveras curioso, singular e significativo que um livro situado no cânone dos Profetas não registe mais do que esta frase da pregação de Jonas. A verdade é que o ensinamento da obra não reside em palavras pregadas, mas nos factos relatados. A grande lição do livro está aqui: Deus tem misericórdia de todos os pecadores e quer que todos se salvem (cf. 1 Tim 2, 4), mesmo os mais afastados e rebeldes, de quem Nínive, a capital da antiga Assíria, ficou como uma figura emblemática. Este Jonas faz a figura do «filho bom» – mas realmente o mau – da parábola do filho pródigo.

Tudo leva a crer que este livro é uma fina sátira contra a personagem central, um fictício profeta Jonas, que nada tem a ver com a figura histórica do profeta deste nome no séc. VIII (cf. 2 Re 14, 25-27). O facto de haver uma coincidência no nome – Jonas, filho de Amitai – levou a que a tradição judaica viesse a colocar a obra no grupo dos escritos proféticos. A verdade é que não se considera como uma obra histórica, mas sapiencial, como já S. Jerónimo gostava de imaginar. O Jonas deste livro inspirado materializa a mentalidade da dita habdaláh («separação»), que se difundiu após a reforma de Esdras e Neemias, uma mentalidade fechada e hostil a todo o estrangeiro. Esta maneira de pensar nacionalista e exclusivista é posta a ridículo na figura de Jonas; a obra tem, pois, um carácter de sátira. Com efeito, na primeira parte do livro (Jon 1 – 2) ele nega-se a ir a Nínive (não vá ela converter-se!) e na segunda (Jon 3 – 4), quando, após a sua pregação, a cidade se converte, ele entra em furor contra Deus, porque Ele se mostrou misericordioso perdoando à cidade arrependida.

 

Salmo Responsorial            Salmo 24 (25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. 4a)

 

Monição: Deus está disposto a esquecer os pecados, mas não abandona os pecadores; mostra-lhes o caminho que de novo conduz a Ele.

 

Refrão:    Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos.

 

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,

ensinai-me as vossas veredas.

Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,

porque Vós sois Deus, meu Salvador.

 

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias

e das vossas graças, que são eternas.

Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,

por causa da vossa bondade, Senhor.

 

O Senhor é bom e recto,

ensina o caminho aos pecadores.

Orienta os humildes na justiça

e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo convida o cristão a ter consciência de que “o tempo é breve” e por isso cada cristão deve viver de olhos postos no mundo futuro, convertendo-se aos valores do “Reino”.

 

1 Coríntios 7, 29-31

29O que tenho a dizer-vos, irmãos, é que o tempo é breve. Doravante, os que têm esposas procedam como se as não tivessem; 30os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem; 31os que utilizam este mundo, como se realmente não o utilizassem. De facto, o cenário deste mundo é passageiro.

 

O Apóstolo, no capítulo 7 da 1ª Coríntios, responde à pergunta que lhe tinha sido feita sobre a virgindade e o celibato. Pensa-se que a pergunta provinha de alguns que consideravam as relações matrimoniais como algo mau ou impróprio para um cristão. S. Paulo, depois de expor a doutrina sobre a legitimidade e indissolubilidade do matrimónio (vv. 1-16), recomenda que cada um siga a vocação a que foi chamado (vv. 17-24), passando a fazer a apologia do celibato e a dar razões da excelência da virgindade (vv. 25-38). Desta parte é que são extraídos os 3 versículos da leitura. S. Paulo tira partido da consideração da brevidade desta vida – «o tempo é breve!» –, para que, na hora de se tomar uma decisão, ninguém se deixe levar pelo apego às coisas passageiras e efémeras. Outras motivações são apresentadas a seguir e que pertencem à leitura do próximo Domingo.

 

Aclamação ao Evangelho   Mc 1, 15

 

Monição: No Evangelho aparece o convite que Jesus faz a todos os homens para se tornarem seus discípulos e para integrarem a sua comunidade. Marcos avisa, contudo, que a entrada para a comunidade do Reino pressupõe um caminho de “conversão” e de adesão a Jesus e ao Evangelho.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Está próximo o reino de Deus;

arrependei-vos e acreditai no Evangelho.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 14-20

14Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: 15«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». 16Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 17Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». 18Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. 19Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; 20e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.

 

Começamos neste Domingo a leitura seguida e respigada do Evangelista do Ano B, S. Marcos. E tudo começa com o início da pregação de Jesus na «Galileia», a zona norte da Palestina, politicamente separada da Judeia, onde Jesus tinha mais liberdade de movimentos para a sua pregação, por estar mais ao abrigo da oposição das autoridades judaicas de Jerusalém (cf. Jo 4, 1-3).

14-15 «Depois de João ter sido preso», à letra, «entregue». Mais do que uma nota cronológica, parece que S. Marcos visa uma precisão teológica; com efeito, abre-se agora uma nova etapa da história da salvação. Às promessas de salvação vai seguir-se agora o seu cumprimento em Jesus – «cumpriu-se o tempo» anunciado. O v. 15 é como uma espécie de sumário ou síntese, diríamos, o «programa», do Evangelho de Jesus: o «Reino de Deus» está a chegar, e isto exige uma conversão interior, a metánoia, isto é, uma renovação do entendimento e da vontade – «arrependei-vos» – e uma atitude de fé – «acreditai no Evangelho».

16-20 Embora socialmente Jesus apareça a pregar em público com um mestre entre tantos outros que então havia, Marcos, desde o início, quer deixar bem claro que Jesus não é mais um rabi, em cuja escola qualquer candidato que o deseje se pode inscrever como discípulo, mas que, pelo contrario, é Jesus quem escolhe quem quer, chamando com autoridade; por isso a resposta é pronta, o que merece ser bem sublinhado: «e eles deixaram logo…» – tudo, as redes, o barco, o pai… – «e seguiram Jesus».

 

Sugestões para a homilia

 

O que estamos a fazer pelo Reino?

O Evangelho que foi proclamado (Mc 1, 14-20) fala-nos sobre “Jesus e o Reino de Deus”, sobre o que o Reino de Deus significou para Cristo e como Ele começou a estabelecê-lo. Sendo projeto de Deus presente em tudo o que é visível e invisível, sendo um grande plano de Deus sobre tudo o que está criado, Jesus nunca quis dar-nos uma definição do Reino de Deus. Ele preferiu falar desse Reino em parábolas ou comparações comprometedoras, como as que Mateus nos traz no seu Evangelho (c.13). A expressão Reino de Deus ou dos céus aparece até 59 vezes nos sinópticos, sem contar aqueles que aparecem em João como vida eterna. Digamos que Jesus veio, viveu e morreu para anunciar e estabelecer o Reino de Deus.

“Cumpriu-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”. De acordo com Marcos (Mc 1,15), assim começou Jesus a sua vida pública ou ministerial como rabi ou mestre. Analisar e comentar cada uma das quatro frases encheria um livro, por isso, resumindo, digamos apenas que (1) fiel à sua Palavra, Deus-Trindade cumpriu a sua promessa (Gn 3,15); (2) o Reino de Deus já é uma realidade, embora ainda não seja em plenitude; (3) Os seus cidadãos são aqueles que mudam o seu modo de viver e (4) recebem a Boa Nova de Jesus, a Sua pessoa e os Seus ensinamentos. Certamente, todas as estas frases são muito importantes, mas não podem fazer-nos perder de vista o Reino de Deus, que é a prioridade na vida de Jesus e do Seu evangelho.

Deve ter sido impressionante ver Jesus a deslocar-se veloz e suado e proclamando bem alto o Reino de Deus, ao mesmo tempo que fazia acompanhar as suas palavras com ações milagrosas: os cegos vêem, os leprosos são curados, etc. Alguns dias antes de tudo isso acontecer e pensando em quem poderia ajudar a construir o Reino, Jesus conversara com alguns dos discípulos de João Batista (Jo 1, 35-42). Eles garantiram-lhe que estavam prontos para deixar tudo e segui-l’O e que Ele poderia encontrá-los em Betsaida, já que eram pescadores. E lá foi Jesus e encontrou os irmãos André e Simão Pedro, João e seu irmão Tiago. Rapidamente Jesus lança o convite: “Vinde comigo e eu farei de vós pescadores de homens”. E eles, deixando tudo, seguiram-n’O.

O chamamento de Jesus feito aos apóstolos (e, neles, feito a todos nós) para construir o Reino de Deus é de extrema importância. Ele chamou-os e chama-nos a nós não tanto porque a sua concretização ultrapassa a Sua capacidade, mas porque o Reino pertence a todos e todos nós compete construí-lo. Cada um de acordo com o estado de vida a que Deus o chamou (leigo, consagrado, sacerdote) e de acordo com os talentos que Deus lhe deu. Como os apóstolos, respondemos de forma rápida, generosa e eficiente? É hora de nos perguntar o que estamos a fazer pelo Reino de Deus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus é o cumprimento das promessas divinas porque é Aquele que doa ao homem o Espírito Santo,

a “água viva” que mata a sede do nosso coração inquieto.»

O Evangelho de hoje apresenta-nos o início da pregação de Jesus na Galileia. São Marcos frisa que Jesus começou a pregar «depois que João [o Baptista] foi preso» (1, 14). Precisamente no momento em que a voz profética do Baptizador, que anunciava a vinda do Reino de Deus, é abafada por Herodes, Jesus começa a percorrer os caminhos da sua terra para levar a todos, sobretudo aos pobres, «o Evangelho de Deus» (ibid.). O anúncio de Jesus é semelhante ao de João, mas distingue-se pelo facto de que Jesus já não indica para o alto quem deve vir: Jesus é Ele mesmo o cumprimento das promessas; é Ele mesmo a «boa nova» a acreditar, acolher e comunicar aos homens e mulheres de todos os tempos, para que também eles Lhe confiem a sua existência. Jesus Cristo em pessoa é a Palavra viva e activa na história: quem o ouve e segue entra no Reino de Deus.

Jesus é o cumprimento das promessas divinas porque é Aquele que doa ao homem o Espírito Santo, a «água viva» que mata a sede do nosso coração inquieto, sedento de vida, de amor, de liberdade, de paz: sedento de Deus. Quantas vezes sentimos o nosso coração sequioso! Foi Ele mesmo quem o revelou à mulher samaritana, que encontrou no poço de Jacó, à qual disse: «Dá-me de beber» (Jo 4, 7). […]

Deus, tornando-se homem, fez sua a nossa sede, não só da água material, mas sobretudo a sede de uma vida plena, de uma vida livre da escravidão do mal e da morte. Ao mesmo tempo, com a sua encarnação Deus colocou a sua sede — porque também Deus tem sede — no coração de um homem: Jesus de Nazaré. Deus tem sede de nós, dos nossos corações, do nosso amor, e colocou esta sede no coração de Jesus. Por conseguinte, no coração de Cristo encontram-se a sede humana e a sede divina. E o desejo da unidade dos seus discípulos pertence a esta sede. Encontramos isto expresso na oração elevada ao Pai antes da Paixão. «Para que todos sejam um» (Jo 17, 21). O que Jesus queria: a unidade de todos! O diabo — sabemo-lo — é o pai das divisões, é um que divide sempre, que faz sempre guerras, faz muito mal.

Que esta sede de Jesus se torne cada vez mais também a nossa sede! Continuemos, portanto, a rezar e a comprometer-nos pela plena unidade dos discípulos de Cristo, na certeza de que Ele mesmo está ao nosso lado e nos ampara com a força do seu Espírito para que esta meta se aproxime. E confiamos esta nossa oração à materna intercessão de Maria Virgem, Mãe de Cristo, e Mãe da Igreja, para que Ela nos una a todos como uma boa mãe.

 Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 25 de Janeiro de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Para que a nossa resposta ao Evangelho de Jesus

seja digna de tão grande chamamento,

dirijamos ao Pai a nossa oração,

dizendo, com alegria:

 

R. Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

1. Pelo Papa Francisco, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que, seguindo o caminho da fé,

irradiem confiança, alegria e disponibilidade,

oremos.

 

2. Pelos jovens da nossa Diocese

que sentem o chamamento de Jesus,

para que escutem a sua voz e O sigam,

oremos.

 

3. Pelos responsáveis das nações em todo o mundo,

para que descubram no Evangelho de Cristo

o alicerce firme da justiça e da paz,

oremos.

 

4.             Pelos que se entregam ao serviço dos mais pobres,

para que o Senhor lhes dê o seu Espírito

e a perseverança nas dificuldades,

oremos.

 

5.             Por nós que participamos nesta celebração,

para que tenhamos o desejo de viver na graça de Deus

e de a ela voltar, se a viermos a perder,

oremos.

 

Senhor, que, pela boca do vosso Filho,

dissestes que o tempo se cumpriu

e está próximo o reino de Deus,

dai-nos um coração que saiba responder

às surpresas inesperadas do Evangelho.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Se Jesus olha os homens, é porque Deus os olha. Deixemo-nos olhar por Deus e aceitemos olhá-l’O, olhando o seu Filho Jesus, presente na Eucaristia. Então pode-se estabelecer uma nova relação.

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

Salmo 33, 6

Antífona da comunhão: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

 

Ou

Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Eu quero, Senhor amar-Te, H. Faria, NRMS 30

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Palavra de Deus convidou-nos hoje a voltarmo-nos para Cristo. Se acolhermos este desafio, então, durante a semana, a nossa maneira de viver e de trabalhar será regenerada para melhor corresponder àquilo que Cristo espera de nós.

 

Cântico final: Somos testemunhas de Cristo, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-I: Vitória sobre o pai da divisão.

2 Sam 5, 1-7. 10 / Mc 3, 22-30

Portanto, se Satanás se levantou contra si próprio e se dividiu, não pode subsistir, vai acabar.

Satanás, o pai da mentira, esteve na origem da entrada no mundo do pecado e da morte. Só pela sua derrota definitiva é que toda a criação ficará livre do pecado e da morte.

Jesus enfrentou o demónio quando foi tentado no deserto. E a sua vitória antecipa a vitória da Paixão. Jesus, o Príncipe da vida, pela sua morte, reduz à impotência o Diabo, e libertou quantos, por meio da morte, se encontravam sujeitos à servidão durante a vida inteira. Portanto, a unidade dos cristãos será alcançada se conseguirmos vencer os factores de divisão que separam de Cristo.

 

3ª Feira, 23-I: A vontade de Deus, fonte de união.

2 Sam 6, 12-15. 17-19 / Mc 3, 31-35

Quem fizer a vontade de Deus é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Jesus revela a existência de uma 'nova família', que tem como fonte de união o cumprimento da vontade de Deus (Ev.), e que figura na oração própria dos filhos de Deus, o Pai nosso. E Ele próprio nos deu exemplo: «Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade».

A Arca da Aliança congregava à sua volta todo o povo de Deus (Leit.). É vontade de Deus que haja uma só Igreja, que foi fundada por Cristo. Contribueremos para a unidade se nos esforçarmos por fazer sempre aquilo que agrada a Deus: o cumprimento dos deveres diários para com Deus, a família, a sociedade, etc.

 

4ª Feira, 24-I: Quando Deus nos fala...

2 Sam 7, 4-17 / Mc 4, 1-20

Não entendeis esta parábola? O que o semeador semeia é a palavra.

Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra igualmente o seu alimento e a sua força, porque não recebe nela uma palavra humana, mas o que é na realidade: a palavra de Deus (Ev.), Nos Livros sagrados, com efeito, o Pai que está nos Céus vem amorosamente ao encontro dos seus filhos, a conversar com eles.

Deus é o Pai que nos fala, que conversa connosco. Assim fez com David: enviou-lhe uma extensa mensagem através do profeta Natã (Leit.) Essa mensagem levou-o ao arrependimento para voltar de novo à comunhão com Deus. É o que pedimos para a unidade dos cristãos.

 

5ª Feira, 25-I: Conversão de S. Paulo.

Act 22, 3-16 / Mc 16, 15-18

Que hei-de fazer, Senhor?  E o Senhor respondeu-me: Levanta-te e vai a Damasco e lá te dirão tudo o que foi determinado.

O encontro de Saulo com Jesus, quando ia a caminho de Damasco, representa uma mudança completa da sua vida. A graça de Deus condu-lo à conversão e imediatamente pergunta: «Que hei-de fazer, Senhor?» (Leit.)

Para a união dos cristãos é necessária a conversão pessoal, que consiste em melhorar em pequenas coisas na piedade, no trabalho, na vida familiar. E esta conversão será decisiva para a expansão da Igreja, que alcançará os povos pagãos, segundo o mandato de Cristo: «Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova» (Ev.).

 

6ª Feira, 26-I: S. Timóteo e Tito.

2 Tim 1, 1-8 ou Tit 1, 1-5 (próprios) / Lc 10, 1-9 (aprop.)

Ide, e olhai que vos mando em missão como cordeiros para o meio de lobos.

Timóteo e Tito foram dois discípulos e colaboradores de S. Paulo. Tiveram a seu cargo as igrejas de Éfeso e Creta.

No cumprimento da sua missão também encontraram o cenário profetizado por Cristo: «como cordeiros no meio de lobos» (Ev.). Para ajudá-los, S. Paulo escreve desde Roma, na prisão, estas cartas Pastorais, recomendando-lhes como cuidar dos pastores e dos fiéis, para se manterem firmes na fé, etc. Nós encontramos esta agressividade no ambiente, mas não devemos ter receio de dar bom testemunho (Leit.).

 

Sábado, 27-I: A inveja, a humildade e a fé.

2 Sam 12, 1-7, 10-17 / Mc 4, 26-34

Apoderou-se da ovelha do pobre e mandou-a preparar para o seu hóspede.

Quando o profeta Natã quis estimular o arrependimento do rei David, contou-lhe esta história do pobre  que só possuía uma ovelha, e do rico, que tinha inveja dele e acabou por lhe roubar a ovelha (Leit.) A inveja pode levar aos maiores crimes, pois foi pela inveja do demónio que a morte entrou no mndo.

A inveja nasce quase sempre do orgulho. Para o vencer precisamos ser muito humildes. E também a virtude da fé, pela qual nos apoiamos muito mais em Deus do que em nós próprios: «Como é que não tendes fé? » (Ev.).

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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