Sagrada Família de Jesus, Maria e José

31 de Dezembro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Reunidos em Igreja, M. Carneiro, NRMS 71-72

Lc 2, 16

Antífona de entrada: Os pastores vieram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Dentro da oitava do Natal, a Liturgia coloca muito significativamente a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José.

O Senhor, que nos Seu nascimento humano dispensou uma casa, um berço e todas as comodidades este mundo, não quis privar-se de uma família cheia de amor, escolhendo para O acompanhar na vida a melhor das mães e o melhor dos homens para exercer a missão de pai, excepto na geração.

Ao mesmo tempo, apresenta-a como modelo vivo de todas as famílias de todos os tempos.

 

Acto penitencial

 

Hoje somos convidados ao pedir ao Senhor que nos purifique de todos os pecados que se relacionam com a vida em família.

Peçamos ao nosso Deus a coragem necessária para mudarmos o que deve ser mudado na nossa vida de cada dia.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Trazemos para casa o cansaço e os aborrecimentos do trabalho

    e causamos um desnecessário mau ambiente e tristeza às pessoas de família.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Não dominamos o mau humor que às vezes sentimos por momentos

    e magoamos dolorosamente e sem piedade aqueles que vivem ao nosso lado.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: Portamo-nos, por vezes com frieza e indiferença com os outros

    e não os ajudamos a levar a cruz que os oprime, como devem fazer os irmãos.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Livro de Ben-Sirá apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais… É uma forma de concretizar esse amor na família.

 

Ben-Sira 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.

 

Esta leitura é extraída da Sabedoria de Jesus Ben Sira, título grego do livro do A.T. mais lido na Liturgia, depois do Saltério, o que lhe veio a merecer, na Igreja latina, o nome de Eclesiástico, como já lhe chama no séc. III S. Cipriano. O autor inspirado escreve pelo ano 180 a. C., quando a Palestina acabava de passar para o domínio dos Selêucidas (198). Então, a helenização, favorecida pelas classes dirigentes, começava a tornar-se uma sedução para o povo da Aliança, com a adopção de costumes totalmente alheios à pureza da religião. Perante tão perigosa ameaça, Ben Sira vê na família o mais poderoso baluarte contra o paganismo invasor. Assim, os seus ensinamentos vão insistentemente dirigidos aos filhos, e estes são continuamente exortados a prestar atenção às palavras do pai.

O nosso texto é um belíssimo comentário inspirado ao 4.º mandamento do Decálogo (Ex 20, 12; Dt 5, 16), concretizando alguns deveres: o cuidado com os pais na velhice (v. 14a); não lhes causar tristeza (v. 14b); ser indulgente para com eles, se vierem a perder a razão (15a); nunca os votar ao desprezo (15b).

ou

 

Génesis 15, 1-6; 21, 1-3

Naqueles dias, foi dirigida a Abrão a palavra do Senhor numa visão: «Não temas, Abrão: Eu sou o teu escudo; será grande a tua recompensa». Abraão respondeu: «Senhor, meu Deus, que me dareis? Vou partir desta vida sem descendência e o herdeiro da minha casa é Eliezer de Damasco». E continuou: «Vós não me destes descendência e um servo nascido na minha casa é que será o meu herdeiro». Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Não é ele que será o teu herdeiro; o teu herdeiro vai ser alguém nascido do teu sangue». Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe: «Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar». E acrescentou: «Assim será a tua descendência». Abrão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído em conta de justiça. O Senhor visitou Sara, como lhe tinha dito, e realizou nela o que prometera. Sara concebeu e deu um filho a Abraão, apesar da sua velhice, na data marcada por Deus. Ao filho que lhe nasceu de Sara deu Abraão o nome de Isaac.

 

«Abraão acreditou». «A fé de Abraão consiste em crer numa promessa humanamente irrealizável. Deus reconheceu-lhe o mérito deste acto (cf. Dt 24, 13; Salm 105, 31), o que lhe foi atribuído em conta de justiça, já que o «justo» é o homem a quem a sua rectidão e a sua submissão tornam agradável a Deus. S. Paulo utiliza este texto para provar que a justificação depende da fé e não das obras da Lei; mas a fé de Abraão determina a sua conduta, é princípio de acção, por isso S. Tiago pode invocar o mesmo texto para condenar a fé ‘morta’, sem as obras da fé» (Bíblia de Jerusalém); cf. Rom 4, 9-12 e Tg 2, 21-23. A fé de Abraão é posta em evidência não apenas aqui, ao crer na promessa de Deus, mas também ao obedecer para deixar a sua terra (Gn 12, 4) e para sacrificar o seu filho Isac (Gn 22, 1-4).

 

 

 

Salmo Responsorial    Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: O salmo de meditação canta a felicidade daqueles que seguem os caminhos do Senhor, como convite a que procuremos segui-lo também.

O amor da família, além de nos tornar agradáveis a Deus, faz-nos seguir pelo caminho da verdadeira felicidade.

 

Refrão:        Felizes os que esperam no Senhor,

                e seguem os seus caminhos.

Ou:               Ditosos os que temem o Senhor,

                ditosos os que seguem os seus caminhos.

 

Feliz de ti, que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos fiéis da Igreja de Colossos que ele tinha fundado, ensina a vida que há-de reinar nas famílias cristãs.

Fala do perdão mútuo, do exercício de uma caridade operativa que não fique apenas em bons sentimentos e desejos, e aconselha-nos a que inspiremos a nossa conduta na Palavra de Deus.

 

Colossenses 3, 12-21

Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

 

A leitura é tirada da parte final da Carta, a parte parenética, ou de exortação moral, em que o autor fundamenta a vida moral do cristão na sua união com Cristo a partir do Baptismo: trata-se duma «vida nova em Cristo».

12-15 Temos aqui a enumeração de uma série de virtudes e de atitudes indispensáveis à vida doméstica, diríamos nós agora, para que ela se torne uma imitação da Sagrada Família de Nazaré. Estas virtudes são apresentadas com a alegoria do vestuário, como se fossem diversas peças de roupa, que, para se ajustarem bem à pessoa, têm de ser cingidas com um cinto, que é «a caridade, o vínculo da perfeição». Na linguagem bíblica, «revestir-se» não indica algo de meramente exterior, de aparências, mas assinala uma atitude interior, que implica uma conversão profunda.

18-21 O autor sagrado não pretende indicar aqui os deveres exclusivos de cada um dos membros da família, mas sim pôr o acento naqueles que cada um tem mais dificuldade em cumprir; com efeito, o marido também tem de «ser submisso» à mulher, e a mulher também tem de «amar» o seu marido.

 

 

 

Aclamação ao Evangelho        Col 3, 15a.16a

 

Monição: Nesta festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, deixemo-nos banhar pela luz da Palavra de Deus, para que reine em nossos corações a verdadeira paz.

Aclamemos o Evangelho da Salvação que ensina a todos nós estes caminhos divinos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Reine em vossos corações a paz de Cristo,

habite em vós a sua palavra.

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Lucas 2, 22-40      Forma breve: São Lucas 2, 22-32

22Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, 23como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», 24e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. 25Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. 26O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor 27e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, 28Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: 29«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, 30porque os meus olhos viram a vossa salvação, 31que pusestes ao alcance de todos os povos: 32luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

[33O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição – 35e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». 36Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada 37e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. 38Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. 40Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.]

 

A ida de Maria a Jerusalém para cumprir a lei da purificação das parturientes (Lv 12) serve de ocasião para que José e Maria procedam a um gesto que não estava propriamente prescrito pela Lei. Apresentar ali o Menino ao Senhor é um gesto de oferta que mostra que Ele não lhes pertence e que se sentem meros depositários dum tesoiro de infinito valor. Pode também ver-se o sentido de imitação do gesto de Ana, mãe de Samuel (Sam 1, 11.22-28). Mas se a lei não preceituava a «apresentação», obrigava ao resgate do primogénito varão (não pertencente à tribo de Levi). Segundo Ex 13, o primogénito animal devia ser oferecido em sacrifício, ao passo que o primogénito humano devia ser resgatado, tudo isto em reconhecimento pelos primogénitos dos israelitas não terem sido sacrificados juntamente com os dos egípcios. O preço do resgate eram 5 siclos do santuário. Cada siclo de prata, no padrão do santuário, constava de vinte grãos com o peso total de 11,4 gramas. S. Lucas não fala deste resgate de 57 gramas de prata, que podia ser pago a qualquer sacerdote em qualquer parte da nação judaica; o evangelista apenas faz uma referência genérica ao cumprimento da Lei (v. 23; cf. Ex 13, 2.12-13).

24 A lei da purificação atingia toda a parturiente, a qual contraía impureza legal durante 7 dias, se dava à luz um rapaz, (Ex 12, 28, mas a jurisprudência judaica já tinha acrescentado mais 33 dias, um total de 40) e durante 14 dias, se tinha uma menina (tinha subido na época para 80 dias). No fim desse tempo, devia ser declarada pura mediante a oferta no templo duma rês menor (podia ser um cordeiro) e duma pomba ou rola. Quando a mãe não dispunha de meios para oferecer uma rês menor, podia oferecer um par de pombas ou rolas, como aqui se refere.

Tenha-se em conta que a «impureza legal ou ritual» não incluía a noção de pecado, ou de impureza moral. De modo particular todas as coisas relativas à transmissão da vida, mesmo no caso de serem moralmente boas, como a maternidade e o uso legítimo do matrimónio, ou moralmente indiferentes, como a menstruação e a polução nocturna, tornavam a pessoa impura, isto é, inapta para o culto de Deus Santo. A razão disto estava no carácter sagrado da vida e da sua transmissão. Parece que tudo isto implicava alguma perda de vitalidade, que devia ser reparada mediante certos ritos, para de novo poder entrar em comunhão com Deus, a plenitude e a fonte da vida. Estas leis tinham uma finalidade eminentemente didáctica: o povo de Israel era um povo santo, especialmente dedicado a Deus e ao seu culto, e em comunhão com Ele (cf. Ex 19, 5-6; Lv 19, 2). Todas as normas de pureza ritual faziam-no tomar constantemente consciência das suas relações particularíssimas com Deus e do sentido cultual da sua vida diária. A verdade é que a frequência e abundância dos ritos nem sempre foi alicerçada num coração dedicado a Deus, tendo degenerado no formalismo religioso tão denunciado pelos profetas e por Jesus Cristo (cf. Is 29, 13; Mt 15, 7-9).

Em face disto, o rito da Purificação de Maria, não pressupõe a aparência sequer de qualquer imperfeição moral ou legal da parte da SSª Virgem, como se poderia pensar. O gesto de Maria aparece como uma singular lição de naturalidade, de obediência e de pureza, cumprindo uma lei a que não estava sujeita, por ser a aeiparthénos, a sempre Virgem; Maria, a tão privilegiada, não quer para si um regime de excepção e privilégio.

25 «Simeão», de quem não temos mais notícias (em parte nenhuma se diz que era velho), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas), mas o verdadeiro Salvador – «a consolação de Israel». Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27). Há quem o considere filho do grande rabino Hillel e pai do célebre Gamaliel I (Vacari; cf. Act 5, 34; 22, 3), mas sem provas convincentes.

33 A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal.

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual» («se levantem»), ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem («muitos caiam»).

36-37 Põe-se em relevo a sua longa viuvez, como algo digno de veneração.

38 Não se afasta do Templo: hipérbole para indicar a frequência diária.

39 Este v. corresponde a Mt 2, 23, mas Lucas não relata aqui a fuga para o Egipto.

40 A Teologia explicita que «o Menino crescia», não só na manifestação da sabedoria, mas também no conhecimento experimental.

 

Sugestões para a homilia

 

• A família, dom de Deus

Matrimónio, vocação divina

O tesouro dos filhos

Escola de santidade

• O modelo divino para a Família

Os filhos pertencem a Deus

Dor e amor no lar

A vida em família

 

1. A família, dom de Deus

 

A pessoa humana é a única que se mantém presa afectivamente pelos laços familiares durante a vida toda. Os animais conservam a noção do bando da mesma espécie, mas não da sua origem.

Tudo isto acontece porque a nossa vocação fundamental é a de comunhão com a Santíssima Trindade, os Anjos e os bem-aventurados no Céu para sempre, e a vida em família é já uma escola dessa comunhão no amor e na solidariedade.

O que dizemos da família só faz sentido para quem tem fé. Aquele que reduz a pessoa à condição e animal está impossibilitado de compreender estas maravilhas.

 

a) Matrimónio, vocação divina. «Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados, e acumula um tesouro quem honra sua mãe

A família não existe por acaso, mas foi querida por Deus desde a origem do homem. Por isso pode atravessar crises, mas viverá para sempre, enquanto houver pessoas sobre a terra.

O matrimónio, instituição natural. Ao formar Adão e Eva, entregou-lhes uma missão: Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra.» (Gn 1, 28).

Ao formá-los, deu a cada um dos dois uma parte do poder de chamar novos seres humanos à vida que vai começar na terra, mas nunca mais acabará, porque viverá para sempre no Céu.

Não há outro modo de constituir família. Todas as outras formas — união de facto, matrimónio civil, uniões homossexuais são outras tantas formas inventadas por Satanás para conduzir as pessoas à ruína.

Elevado a Sacramento da Nova Lei. O sacramento é um sinal sensível instituído por Jesus para significar e produzir a graça. Esta graça que os esposos recebem pelo sacramento destina-se a fortalecer o amor dos dois e a frutificar nos filhos.

Não faz sentido que se diga que o casamento simplesmente civil é mais seguro que o celebrado pela Igreja.

Para os baptizados a não possibilidade de separar o casamento civil do Sacramento, porque é a pessoa elevada a um estado sobrenatural, pelo Baptismo, que se entrega no casamento.

A maior parte das pessoas são chamadas a seguir esta vocação de santidade, preparando uma eternidade feliz no Céu.

A preparação do casamento — o namoro — é a caminhada para receber um sacramento e, por isso, os dois devem viver a castidade. De contrario, em vez e se preparar frequentam com o diabo uma escola de egoísmo e de pecado que virá a ter consequências na vida dos dois.

Nunca podemos perder de vista que o matrimónio é uma vocação à santidade. Há muitos matrimónios que assim viveram e vivem. Alguns estão canonizados pela Igreja e ouros vão a caminhos dos altares: os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus; um casal espanhol e um italiano. Quando os pais vivem generosamente esta vocação, chegam à santidade heróica, mesmo que não sejam canonizados.

A graça da fidelidade. A fidelidade de um ao outro e dos dois a Deus — amando e seguindo a Sua Lei — é o caminho único da felicidade.

 

b) O tesouro dos filhos. «Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe

O matrimónio tem como fim o bem dos dois que se casam e os filhos. As duas finalidades estão solidamente unidas entre si. Não há filhos felizes sem pais que se amam, nem há pais felizes sem que acolham generosamente o dom da vida.

Caminho único da fecundidade. Não há outro modo de transmitir a vida humana, a não ser dentro de um matrimónio solidamente constituído. Os que optam pela união de facto ou simples matrimónio civil cometem uma crueldade para com os filhos, privando-os do clima de graça e bênção querida por Deus.

Como querem que o Senhor os ajude, se Lhe voltam as costas e vivem habitualmente em pecado?

Participação no poder criador de Deus. Libertam os casados do egoísmo e ensinam-nos a servir. A vida é para servir. Escola de doação e de santidade, pelas muitas virtudes que estimulam a viver: humildade, perante a maravilha de um filho; doação-caridade; esforço pessoal para viver o que exigem; oração, pedindo por eles; pobreza e desprendimento. Os pais não pensam em si, ao adquirir bens e desprendem-se deles para os dar aos filhos.

A contracepção é egoísmo da carne. Tristes casais os que fomentaram o egoísmo da vida desde o namoro e no matrimónio, explorando-se um ao outro. Viverão uma solidão tremenda, por causa a infidelidade ao querer de Deus.

Os casais precisam de uma grande coragem para não banalizarem e traírem o amor conjugal, fechando-se egoisticamente à vida. Aparecerão de mãos vazias diante do Senhor, quando forem julgados.

Os filhos são um dom de Deus. É preciso voltar a repeti-lo. A designação ao que o mundo a que dão origem é muito expressiva: ‘Inverno demográfico’.

Inverno da ausência de crianças, porque elas são as flores da primavera do mundo, promessa de um outono cheio de bons frutos.

Elogio da maternidade e paternidade. Como se engrandecem aos olhos de Deus os pais que são generosos no acolhimento aos filhos.

«Assim, os esposos cristãos, confiados na divina Providência e cultivando o espírito de sacrifício (Cfr. Mt. 5, 45-47), dão glória ao Criador e caminham para a perfeição em Cristo quando se desempenham do seu dever de procriar com responsabilidade generosa, humana e cristã. Entre os esposos que deste modo satisfazem à missão que Deus lhes confiou, devem ser especialmente lembrados aqueles que, de comum acordo e com prudência, aceitam com grandeza de ânimo educar uma prole numerosa (Cfr.. Conc. Vat. II, Const. dogm. De Ecclesia, Lumen gentium, cap. II, 9: AAS 57 (1965), p. 12-13).» (Conc. Vat. II, Gaudium et Spes, n.º 50

 

c) Escola de santidade. Irmãos: «Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra o outro.»

A família é uma escola de santidade para os pais e para os filhos.

S. Paulo fala das virtudes que se devem exercitar na vida de família, para viver Segundo a vontade de Deus. Chama a nossa atenção para alguns dos frutos do Espírito Santo.

Misericórdia. A misericórdia é o amor gratuito, oferecido sem esperar qualquer recompensa. A vida de família é um apelo constante a esta gratuidade no amor, a esta generosidade sem limites e sem esperar qualquer recompensa humana.

Bondade. Ajuda-nos a relacionarmo-nos uns com os outros, interpretando sempre a sua actuação de modo positivo. Acreditamos na boa intenção das pessoas e isto torna-nos mais fácil o amor. Pensar sempre o pior dos outros não é cristão.

Humildade. É a verdade. Em primeiro lugar, é a consciência das próprias limitações que nos leva à compreensão dos outros

Mansidão. Leva-nos a refrear a ira e a suportar com serenidade de espírito os males causados pelos outros.

Paciência e a longanimidade. A paciência torna-nos inalteráveis diante dos males que estão iminentes. A longanimidade mantém-nos imperturbáveis diante da espera dos bens. A paciência alicerça-se na virtude da fortaleza e inclina-nos a suportar, sem tristeza de espírito nem abatimento de coração os padecimentos físicos e morais.

Quando na família não há paciência para aguentar as fraquezas e limitações uns dos outros, a vida torna-se insuportável.

Antecipa o que será a vida no Céu para sempre: comunhão no amor, na felicidade. Escola de comunhão.

Os avós. Nesta transmissão de virtudes e valores de pais a filhos é impossível não falar do papel providencial dos avós. Eles são verdadeiros anjos da guarda dos netos. Sem eles, os pais não poderiam aceitar os filhos da mão de Deus.

 

2. O modelo divino para a Família

 

a) Os filhos pertencem a Deus. «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor

Os pais consagram os filhos ao Senhor pelo Baptismo e procuram que eles vivam esta Aliança baptismal.

Devem lembrar-se continuamente que Deus lhes colocou nos braços e no coração os filhos para que os ajudem a ser santos. S. João Bosco costumava animar os jovens do Oratório a que no dia dos seus anos lhe pedissem uma prenda, para fomentar o espírito de família entre todos. Quando S. Domingos Sávio celebrou o seu aniversário, escreveu o pedido seguinte: “Ajude-me a ser santo!”

Por isso, devem cuidar generosamente a sua educação religiosa ensinando-lhes as verdades elementares da fé, rezando com eles e corrigindo-os amorosamente.

Dentro desta educação está também o cultivo das virtudes humanas: a sinceridade — ajudando-os a contar a verdade — não pelo medo! —; a laboriosidade — pedindo-lhes pequenas tarefas e animando-os a realizá-las; a generosidade para com os outros — pela partilha do que têm —; a alegria e optimismo diante da vida; a caridade para com os mais necessitados; a fortaleza — ajudando-os a dar prioridade ao que devem fazer e não ao que lhes apetece; etc.

Neste magnífico trabalho de encaminhar os filhos para Deus é precisa uma confiança inabalável no Senhor que lhes colocou os filhos nos braços e no coração, com a certeza de que Deus ajudará, com a condição de que façam o que está ao seu alcance. Ele vai desamparar os que são fieis ao Seu Amor.

A vida de família é uma constante sementeira de amor e generosidade, pelo exemplo e pela palavra dos pais.

 

b) Dor e amor no lar. «Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações”».

Maria e José, com toda a simplicidade e naturalidade, humildes e alegres, apresentam ao Senhor o Menino que nasceu em Belém há 40 dias. Estava assim prescrito na Lei de Moisés, mas não obrigava a levar o Menino ao Templo. Apenas deviam oferecer um sacrifício de resgate por ele.

Como, porém, estavam a 8 quilómetros de distância de Jerusalém, quiseram ter mais esta delicadeza no cumprimento de um preceito.

Simeão, que aguardava a vinda de Jesus ao templo — o Espírito Santo tinha-lhe garantido que não partiria para a eternidade sem o ter nos braços — exultou de alegria, mas não deixou de profetizar a Nossa Senhora os sofrimentos que a maternidade divina lhe ia causar.

Todos sabem por experiência que na vida de família nem tudo são rosas. Aqueles que sonham com isso depressa acordarão com um pesadelo.

A dor faz parte da vida da família. É uma ingenuidade pensar que tudo serão rosas na vida de cada dia.

Ela tem por missão fazer-nos crescer nas virtudes humanas, especialmente na solidariedade. Quando uma família não enfrenta problemas e dificuldades pode tornar-se facilmente um ninho de egoísmo.

A dor vem pela doença, pela incompreensão, pelo choque de temperamentos, pelos apertos económicos, e por tantos outros caminhos que bem conhecemos.

Ela não é contra a felicidade, mas pode ser caminho para a alcançar. Aprendemos isto com os sofrimentos que teve de enfrentar a Sagrada Família.

 

c) A vida em família. «Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia, tornava-Se robusto e enchia-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele

A família é o lugar do crescimento das pessoas, onde todos enfrentam as dificuldades de todas e lhes procuram dar solução.

S. Lucas fala-nos nas três dimensões do crescimento de Jesus que, afinal, devem ser pais e dos filhos, partindo do princípio de que as três são igualmente importantes e nenhuma delas se pode negligenciar na educação dos filhos e na vida de seus pais, que são chamados a caminhar à frente.

Idade. Com a alimentação e cuidados de saúde, hábitos de asseio e outras virtudes para viver em sociedade. Os pais são dois amigos incondicionais que vigiam a saúde dos filhos mais do que a própria. Chegará o tempo em que este crescimento vai inverter o rumo da vida. Serão os agora mais pequenos a prestar ajuda aos que são mais idosos.

Sabedoria. Natural, pela instrução; e sobrenatural, pela prática das exigências da fé: orações de manhã e à noite; Missa dominical e frequência da catequese.

Há uma sabedoria humana que se transmite na família, feita de experiências e revisões de experiências falhadas. Tudo isto faz parte da vida.

A família transmite de geração em geração uma cultura viva que ninguém pode transmitir.

Graça. A semente de vida divina, de graça santificante, recebida no Baptismo, deve desenvolver-se no seio da família, até alcançar a plena floração da santidade pessoal. Santidade pessoal.

Para isso nos é dada a possibilidade de frequentar os sacramentos e de buscar esta santificação no trabalho profissional e nas outras ocupações da vida quotidiana. Jesus, José e Maria presidem às nossas famílias como referência permanente e indispensável para alcançar na vida este tríplice crescimento.

 

Fala o Santo Padre

 

«Na vida familiar de Maria e José, Deus está verdadeiramente no centro, na Pessoa de Jesus.

Por isso a Família de Nazaré é sagrada. Por quê? Porque está centrada em Jesus.»

Neste primeiro domingo depois do Natal, enquanto estamos ainda imersos no clima jubiloso da festa, a Igreja convida-nos a contemplar a Sagrada Família de Nazaré. O Evangelho de hoje apresenta-nos Nossa Senhora e são José no momento em que, quarenta dias depois do nascimento de Jesus, vão ao templo de Jerusalém. Fazem-no em obediência religiosa à Lei de Moisés, a qual prescreve que se ofereça o primogénito ao Senhor (cf. Lc 2, 22-24).

Podemos imaginar a pequena família, no meio de tantas pessoas, nas amplas praças do templo. Não se salienta, não se distingue... E no entanto não passa inobservada! Dois idosos, Simeão e Ana, movidos pelo Espírito Santo, aproximam-se e começam a louvar a Deus por aquele Menino, no qual reconhecem o Messias, luz dos povos e salvação de Israel (cf. Lc 2, 22-38). Trata-se de um momento simples mas rico de profecia: o encontro de dois jovens esposos cheios de alegria e fé pela graça do Senhor; com dois idosos também eles cheios de alegria e fé pela acção do Espírito. Quem os fez encontrar? Jesus. Jesus faz com que eles se encontrem: jovens e idosos. Ele aproxima as gerações. É a fonte daquele amor que une as famílias e as pessoas, vencendo qualquer desconfiança, isolamento ou distância. Isto faz-nos pensar também nos avós: como é importante a sua presença, a presença dos avós! Como é precioso o seu papel nas famílias e nas sociedades! O bom relacionamento entre os jovens e os idosos é decisivo para o caminho da comunidade civil e eclesial. […]

A mensagem que provém da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé. Na vida familiar de Maria e José, Deus está verdadeiramente no centro, na Pessoa de Jesus. Por isso a Família de Nazaré é sagrada. Por quê? Porque está centrada em Jesus.

Quando pais e filhos respiram o mesmo clima de fé, possuem uma energia que lhes permite enfrentar até provações difíceis, como demonstra a experiência da Sagrada Família, no dramático evento da fuga para o Egipto: uma prova difícil.

O Menino Jesus com a sua Mãe Maria e com são José são um ícone familiar simples mas muito luminoso. A luz que dela irradia é luz de misericórdia e de salvação para o mundo inteiro, luz de verdade para todos os homens, para a família humana e para cada família. Esta luz que vem da Sagrada Família encoraja-nos a oferecer calor humano naquelas situações familiares em que, por vários motivos, faltam a paz, a harmonia e o perdão. Não falte a nossa solidariedade concreta às famílias que vivem situações mais difíceis por causa de doenças, desemprego, discriminações, necessidade de emigrar... […]

Confiemos a Maria, Rainha e mãe da família, todas as famílias do mundo, a fim de que possam viver na fé, na concórdia, na ajuda recíproca, e por isso, invoco sobre elas a protecção materna daquela que foi mãe e filha do seu Filho.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 28 de Dezembro de 2014

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

Por intercessão de Maria Santíssima e de José, nosso pai,

peçamos a Deus que faça crescer em sabedoria e em graça

os membros de todas as famílias deste mundo, e lhes dê a paz,

dizendo (cantando), com alegria:

 

Protegei, Senhor, as nossas famílias.

 

1. Para que os avós ajudem a crescer em idade, sabedoria e graça

    os netos e filhos e vivam com alegria na família que fundaram,

    oremos, irmãos.

 

    Protegei, Senhor, as nossas famílias.

 

2. Para que os pais consagrem ao Senhor os seus filhos, e os lares

    e as suas vidas, como José e Maria Santíssima, pais de Jesus,

    oremos, irmãos.

 

    Protegei, Senhor, as nossas famílias.

 

3. Para que as nossas crianças pensem nos meninos abandonados,

    cheios de fome, maltratados e sem amor, e agradeçam os pais,

    oremos, irmãos.

 

    Protegei, Senhor, as nossas famílias.

 

4. Para que os jovens que namoram saibam amar-se e respeitar-se

    e opor-se ao paganismo e maus costumes que os escandalizam,

    oremos, irmãos.

 

    Protegei, Senhor, as nossas famílias.

 

5. Para que todos os cristãos desta nossa comunidade (paroquial)

    pensem naqueles que vivem com dificuldades e tentem ajudá-los,

    oremos, irmãos.

 

    Protegei, Senhor, as nossas famílias.

 

6. Para que os nossos defuntos que são purificados no Purgatório

    vivam felizes quanto antes na felicidade e na glória do Paraíso

    oremos, irmãos.

 

    Protegei, Senhor, as nossas famílias.

 

Pai de bondade e de amor que cuidais sempre de nós,

fazei que, em todas as famílias da Igreja e do mundo,

os maridos amem as esposas, as esposas sejam o sol do lar

e os filhos imitem Jesus Cristo, vosso Filho.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito.

 

 

Liturgia Eucarística

 Introdução

 

A família cristã para ter verdadeira vida de Deus, tem necessidade indeclinável de se alimentar da Palavra de Deus e da Santíssima Eucaristia.

Quando participamos na Santa Missa, especialmente na celebramos ao Domingo, encontramos estes dois dons.

 

Cântico do ofertório: A Virgem Imaculada, David Oliveira, NRMS 24

 

Oração sobre as oblatas: Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação e humildemente Vos suplicamos que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José, se confirmem as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Saudação da Paz

 

S. Paulo, na Carta aos Colossenses, faz-nos uma recomendação que havemos de ter sempre diante dos olhos: «Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo

Procuremos tê-la presente, agora que nos preparamos para trocar entre nós o gesto da paz e reconciliação.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é o Alimento indispensável e insubstituível para que a família cristã viva feliz e cumpra a sua missão.

Recebamos com fé, devoção e profundo agradecimento o Corpo e Sangue do Senhor que Se nos dá na Sagrada Comunhão.

 

Cântico da Comunhão: Guardai, Senhor, nossas famílias, Az. Oliveira, NRMS 71-72

cf. Br 3, 38

Antífona da comunhão: Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós.

 

Cântico de acção de graças: Quero bendizer-vos todos os dias, A. Cartageno, NRMS 71-72

 

Oração depois da comunhão: Pai de misericórdia, que nos alimentais neste divino sacramento, dai-nos a graça de imitar continuamente os exemplos da Sagrada Família, para que, depois das provações desta vida, vivamos na sua companhia por toda a eternidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Renovemos as nossas famílias, tendo constantemente diante dos olhos a Sagrada Família de Nazaré.

Que o Senhor nos ajude, à imitação de Jesus Menino, a crescer em idade, em sabedoria e em graça.

 

Cântico final: Vamos a Belém, M. Faria, NRMS 4 (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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