aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

BRAGA

 

NOVA FIGURA:

SACERDOTE «ACOMPANHADOR»

 

Com data de 16 de Julho, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, fez várias nomeações de padres para novas funções na arquidiocese, com o intuito de renovar as paróquias, e introduziu a figura do sacerdote «acompanhador» para os recém-ordenados.

 

A “conversão pastoral” identificada pelo Papa Francisco traduz-se, neste sentido, “no confronto com a situação presente, segundo critérios evangélicos, em vista à mudança”, escreveu o prelado bracarense no decreto das nomeações.

Procurando a renovação das paróquias, a arquidiocese de Braga tem, ao longo dos últimos anos, activado algumas Unidades Pastorais.

Neste processo existem “casos de sucesso e por isso, alavancados pelo trabalho realizado em todos os arciprestados durante este último ano pastoral e a partir do esquema de reflexão elaborado pelo Grupo Arquidiocesano para a Renovação Pastoral e Paroquial”, procura-se “ir alargando este processo a toda a arquidiocese”.

“Consideramos também importante acolher as sugestões da nova Ratio fundamentalis «O dom da vocação presbiteral», principalmente no que se refere à vida em comum e ao acompanhamento pessoal dos jovens padres. Assim, introduzimos a figura do sacerdote «acompanhador»: um sacerdote maduro e experiente que acompanha na caridade pastoral e na amizade sacerdotal os presbíteros recém-ordenados”.

 

 

MARCO DE CANAVEZES

 

BISPO DO PORTO CIDADÃO HONORÁRIO

 

O Bispo do Porto foi homenageado no passado dia 21 de Julho com a Medalha de Honra da Câmara Municipal de Marco de Canaveses numa sessão pública no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

 

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses explicou que D. António Francisco dos Santos recebeu a distinção pela “dedicação na promoção da solidariedade social”.

O autarca observou que a medalha confere ao bispo do Porto “o estatuto de cidadão honorário” de Marco de Canaveses.

 “É um mérito sobretudo da Igreja presente aqui no Marco, dos sacerdotes, dos leigos, daqueles que aqui trabalham ao longo de tantos anos e de tantos séculos”, respondeu D. António Francisco dos Santos, que partilhou a homenagem com todos os cidadãos marcoenses.

O Bispo do Porto afirmou que “falta ainda muito caminho a percorrer” quanto à solidariedade.

“Falta a capacidade de nos colocarmos uns e outros em comunhão, em diálogo e em trabalho conjunto para que a vida de todos seja melhor, para que haja mais justiça social, para que haja mais aproximação e mais proximidade entre aqueles que têm maiores dificuldades e maiores possibilidades”, desenvolveu D. António Francisco dos Santos.

O também presidente da Comissão da Pastoral Social e Mobilidade Humana observou que “a Igreja e as autarquias” têm feito “um trabalho muito meritório neste campo”.

 

 

PAÇOS DE FERREIRA

 

FUNDAÇÃO SÍLVIA CARDOSO

 

O Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, instituiu canonicamente no passado dia 26 de Julho a Fundação Sílvia Cardoso, que visa, entre outros objectivos, “difundir a vida e obra” de Dona Sílvia, em processo de beatificação.

 

Sílvia Cardoso (1882-1950) nasceu em Paços de Ferreira, onde está sepultada, e distinguiu-se pelo seu trabalho social.

Em Março de 2013, o Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as suas virtudes heróicas, ela que se empenhou na educação de crianças pobres e na ajuda aos doentes, em várias regiões do país.

O anúncio da nova Fundação foi feito na data do aniversário natalício de Dona Sílvia, como era conhecida.

O momento foi assinalado com uma celebração eucarística, sob a presidência de D. António Taipa, bispo auxiliar do Porto, na igreja matriz de Paços de Ferreira, onde se encontra a capela tumular da Venerável Sílvia Cardoso.

A Fundação visa “cooperar e apoiar” a Postulação da Causa de Canonização de Sílvia Cardoso, divulgando a sua espiritualidade e promovendo a devoção a esta figura, além de “promover e comercializar publicações, estudos e objectos religiosos”.

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO NACIONAL DE LITURGIA

 

O director do Secretariado Nacional de Liturgia afirmou que o Encontro Nacional de Liturgia “é uma referência para a pastoral” em Portugal e além-fronteiras e procura promover um serviço de qualidade na Igreja.

 

Na intervenção de encerramento do 43.º Encontro Nacional de Liturgia, o padre Pedro Ferreira pediu aos cerca de 900 participantes as sugestões por escrito, antes de anunciar que em 2018 o Encontro se realizará entre os dias 23 e 27 de Julho.

No âmbito do centenário das Aparições na Cova da Iria, “A Virgem Santa Maria na Liturgia” foi o tema do Encontro nacional que decorreu de 24 a 28 de Julho passado.

“As diversas celebrações e as várias conferências, intercaladas com ensaios e encontros pessoais, fizeram esta festa da liturgia mariana”, comentou o Padre Pedro Ferreira.

“A cultura litúrgica é sobretudo a prática e a experiência do culto, que também se aprende. Requer alguns conhecimentos e muito ensaio”, observou ainda o director do Secretariado Nacional de Liturgia.

“A mensagem de Fátima pode e deve renovar as nossas celebrações litúrgicas. A liturgia é a melhor escola da oração do terço e o seu melhor incentivo. Por sua vez, o terço é uma boa preparação para a liturgia”, desenvolveu o padre Pedro Ferreira.

 

 

PORTO

 

CELEBRAÇÃO DE

80 ANOS DE SACERDÓCIO

 

O sacerdote mais idoso de Portugal, padre Joaquim Cunha, com 105 anos de idade, celebrou no dia 8 de Agosto 80 anos de ordenação, anunciou o bispo do Porto, no documento em que divulgava as novas nomeações.

 

“Neste amplo arco do tempo de oitenta anos de ordenações estamos todos nós, aqueles que Deus chama continuamente para o serviço da Igreja do Porto”, escrevia D. António Francisco dos Santos.

A 13 de Maio, durante a sua visita a Portugal, o Papa Francisco cumprimentou o padre Joaquim Pereira da Cunha, que o bispo do Porto apresentou então como “memória viva” da diocese.

A saudação do Papa decorreu junto à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, antes de um momento de oração junto ao túmulo dos Pastorinhos, oferecendo ao sacerdote um terço e a medalha do pontificado.

O padre Joaquim Pereira da Cunha estava numa cadeira de rodas, na qual aguardou pela chegada do Papa, na Basílica.

“É uma memória viva da Diocese do Porto, um encanto da vida sacerdotal. Penso que nele podemos ver reflectido em espelho, a dedicação, generosidade, a grandeza de vida oferecidas do presbitério do Porto”, disse D. António Francisco dos Santos, a respeito do sacerdote.

Ordenado sacerdote no dia 8 de Agosto de 1937, o padre Joaquim Pereira da Cunha nasceu no dia 8 de Julho de 1912 em Mesquinhata, no Concelho de Baião, e reside, actualmente, no Porto, na Casa Sacerdotal da diocese.

 

 

FELGUEIRAS

 

HOMENAGEM AO BISPO

D. JOÃO MIRANDA

 

O bispo do Porto presidiu à dedicação da Igreja românica de São Mamede de Vila Verde, no mesmo dia em que o município homenageou o bispo auxiliar emérito, D. João Miranda.

 

“Queremos celebrar com fé, alegria e profunda gratidão este dia e sabemos que a melhor prenda que damos ao senhor D. João e à sua comunidade de origem, de fé e de afecto é devolvermos ao culto esta igreja requalificada”, disse D. António Francisco dos Santos, no passado dia 12 de agosto.

“Imploro de Deus bênção e saúde para continuar a servir com igual dedicação esta Igreja, onde teve o seu berço e Deus lhe confiou o horizonte de missão”, acrescentou, felicitando “pela justa e merecida homenagem”.

D. João Miranda Teixeira nasceu a 1 de Dezembro de 1935 em Vila Verde, Felgueiras. Foi ordenado sacerdote em 1960 e bispo em Maio de 1983, desempenhando a missão de auxiliar na Diocese do Porto durante mais de 28 anos.

O bispo auxiliar emérito do Porto foi distinguido pela Câmara Municipal de Felgueiras com a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, e com o título de cidadão honorário numa cerimónia em Vila Verde, sua terra natal.

“A sua vida, ancorada na autenticidade, moldada pela simplicidade e trabalhada pela generosidade é um exemplo e uma bênção para todos nós. Agradeço-lhe a amizade e a comunhão, sempre testemunhadas, que fazem de si um irmão dedicado e um cireneu constante”, desenvolveu o bispo do Porto.

D. António Francisco dos Santos destacou também que o restauro da igreja românica “não seria possível” sem a determinação conjunta e a colaboração concertada da Diocese, da câmara municipal local e da Rota do Românico do Vale do Sousa e da Comunidade de Vila Verde.

 

 

FÁTIMA

 

PEREGRINAÇÃO INTERNACIONAL

DOS MIGRANTES

 

Na abertura da peregrinação internacional aniversária de Agosto, dia 12, o presidente do Conselho Pontifício  para a Nova Evangelização afirmou que está confiante numa resolução rápida do processo de canonização da Irmã Lúcia de Jesus, vidente de Fátima.

 

“Estamos confiantes que rapidamente também a Serva de Deus, Irmã Lúcia, possa receber o reconhecimento que lhe é devido e assim também na santidade os três pastorinhos estejam reunidos como outrora”, disse D. Rino Fisichella na Capelinha das Aparições.

O presidente da quarta peregrinação internacional aniversária do centenário começou por assinalar que os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto “são santos para toda a igreja”.

“A fé e a palavra do Papa atestam que eles estão no paraíso de onde intercedem por nós”, acrescentou o arcebispo italiano.

Mons. Fisichella realçou o exemplo dos pastorinhos que foram “objecto de escárnio, de dúvidas, violência gratuita”, mas a “simplicidade” da sua narrativa e a sinceridade das suas pobres vidas “conquistaram o coração de tantas pessoas”.

“Maria, a Mãe de Deus, serviu-se deles para nos fazer chegar o pedido de oração. Nestes dias estamos aqui na Capelinha diante dos olhos amorosos da linda Senhora vestida de branco para rezar”, desenvolveu.

“Santa Maria, Mãe de Deus” é o tema da Peregrinação Aniversária de Agosto que recorda a quarta aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto e Lúcia, a 19 de Agosto de 1917.

“Já passaram cem anos, mas aqui nada mudou. A grandiosidade do santuário modificou a fisionomia do espaço de oração. A Cova da Iria está transformada, mas tanto no passado como hoje viemos aqui para rezar à Virgem”, destacou o arcebispo.

O encontro deste sábado e domingo é também conhecido como a peregrinação do Migrante e do Refugiado e realiza-se na 45ª Semana Nacional de Migrações 2017 com o tema “Acolher o futuro – Novas gerações migrantes são o amanhã da humanidade”.

 

 

ÉVORA

 

NOVO SANTUÁRIO

 

A Arquidiocese de Évora vai ter um novo santuário, com a passagem para essa denominação da igreja do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas.

 

A notícia é avançada no Diário da República de 18 de Agosto, que destaca a “abertura do procedimento de ampliação da classificação da Igreja do Senhor Jesus da Piedade, e redenominação para Santuário do Senhor Jesus da Piedade”.

O referido templo, que já tinha a classificação de monumento de interesse público, fica situado na avenida da Piedade, da cidade de Elvas.

No anúncio em causa, refere-se que esta disposição vai abranger “os bens imóveis localizados a 50 metros dos limites externos” da igreja, ou seja, a escadaria, o jardim da Fonte da Fé e todo o recinto adjacente.

A decisão teve como origem uma proposta da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, tendo em conta a importância daquele local de culto.

Os festejos em honra do Senhor Jesus da Piedade, que decorrem em Elvas entre 20 e 30 de Setembro, congregam todos os anos milhares de pessoas.

Trata-se de uma devoção na região alentejana com mais de 200 anos de existência.

 

 

MADEIRA

 

SUFRÁGIO PELAS VÍTIMAS

DO ACIDENTE MORTAL

 

No passado dia 22 de Agosto, o bispo do Funchal disse na Missa em sufrágio das vítimas do “acidente trágico” na freguesia do Monte que a “vida ceifada” de forma repentina é uma “espada de dor” que fica marcada na vida dos mais próximos.

 

Como é sabido, o acidente ocorreu no Largo da Fonte no dia 15 de Agosto, provocado pela queda de uma árvore de grande porte pouco antes da procissão em honra de Nossa Senhora do Monte, padroeira da Madeira, que provocou 13 mortos e 49 feridos.

D. António Carrilho disse na ocasião que o “trágico acidente” deixou a todos “consternados”, sobretudo porque ocorreu “num momento de tão grande expressão de fé” dos madeirenses, a festa de Nossa Senhora do Monte.

“De forma completamente inesperada, o sofrimento, a dor e o luto atingiram muitas pessoas e famílias que vinham prestar o seu voto de gratidão à Senhora do Monte”, lembrou o bispo do Funchal.

“Quando alguém sofre, quando alguém morre, nunca se está longe da paixão de Jesus e cada um é mesmo chamado a unir-se a ela”, adiantou D. António Carrilho na celebração na Sé do Funchal, uma semana após a tragédia na freguesia do Monte.

O bispo do arquipélago da Madeira lembrou também a “pronta reacção de entreajuda” aos que sofreram as consequências da queda da árvore.

“Uma rede de solidariedade formou-se imediatamente, mostrando que ninguém fica insensível à dor do outro e que a nossa humanidade, ferida pela tragédia, nos congrega e nos aproxima”, sublinhou.

O bispo do Funchal recordou, na homilia da Missa, a mensagem que o Papa Francisco lhe dirigiu manifestando a sua proximidade ao povo madeirense e referiu o nome das vítimas do acidente do dia 15 de Agosto, no Largo da Fonte.

 

 

FUNDÃO

 

HOMENAGEM A

D. JOÃO DE OLIVEIRA MATOS

 

O bispo da Guarda, D. Manuel Felício, presidiu no passado dia 26 de Agosto a uma missa de homenagem a D. João de Oliveira Matos, antigo bispo auxiliar da Guarda e cujo processo de beatificação está a decorrer em Roma.

 

A iniciativa insere-se na Festa anual da Liga dos Servos de Jesus e teve início às 11h00, na igreja do Fundão.

A eucaristia festiva foi seguida por uma visita ao Museu D. João de Oliveira Matos, na localidade de Valverde, com espaço também para uma ida à igreja paroquial.

Depois do almoço, no Pavilhão Desportivo de Valverde, seguiu-se uma sessão solene no auditório do lar de idosos D. João de Oliveira Matos.

D. João de Oliveira Matos nasceu a 1 de Março de 1879, em Valverde, concelho do Fundão.

Aos 17 anos ingressou no Seminário da Guarda e foi ordenado sacerdote a 28 de Março de 1903 na capela do Paço Episcopal de Viseu; no dia 3 de Abril de 1903 celebrou a Missa Nova, na igreja Matriz do Fundão.

Em 25 de Julho de 1923, o então cónego D. João recebeu a Ordenação Episcopal.

Depois de ter percorrido as aldeias da Diocese da Guarda, o prelado “verificou que havia muitas pessoas com vontade de ajudar e outras com necessidade de serem ajudadas”.

“Concluiu que era vontade de Deus fundar a Liga dos Servos de Jesus. E com a ajuda da família Dinis da Fonseca do Rochoso, no dia 11 de Fevereiro de 1924 deu início a essa Liga”.

D. João de Oliveira Matos “fundou várias casas, que estão espalhadas pela Diocese da Guarda e não só, para prestar assistência aos mais necessitados”.

O prelado acabaria por falecer no dia 29 de Agosto de 1962, deixando como lema “É preciso que Jesus reine”.

 

 

LISBOA

 

BISPOS ALERTAM PARA

CONSEQUÊNCIAS DOS INCÊNDIOS

 

Num documento sobre o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que o Papa Francisco instituiu em 2015 e que se assinala no dia 1 de Setembro, os bispos da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana referiram-se às consequências dos fogos, deste Verão.

 

A Comissão Episcopal refere “a morte de tantas pessoas, a perda de habitações permanentes, o desaparecimento de postos de trabalho (em zonas onde já não abundam), a morte de animais e a destruição de pastos”.

“Todos temos presentes o impacto psicológico e o desalento que estas situações inevitavelmente comportam”, acrescenta o organismo da CEP.

A Comissão Episcopal lembra o documento da CEP sobre os incêndios, publicado em Abril deste ano, que tem por título «Cuidar da casa comum – Prevenir e evitar os incêndios», e convida as comunidades cristãs a “dar graças a Deus pela Criação e a pedir ao Criador a conversão do coração daqueles que se consideram donos e senhores do mundo”.

 

 

LISBOA

 

PARTIR DA PALAVRA DE DEUS

 

O cardeal patriarca de Lisboa escreveu no passado dia 1 de Setembro uma carta aos diocesanos dedicada ao ano pastoral que vão iniciar e onde pretende “activar, ainda mais, a recepção da Constituição Sinodal de Lisboa”, que vai marcar os próximos três anos.

 

“Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé” é o título da carta e o tema que a diocese vai trabalhar durante o ano pastoral 2017/2018, retirado da Constituição Sinodal de Lisboa.

“Que nas nossas comunidades tudo conflua para Cristo, acolhendo e meditando as Escrituras, nele cumpridas e por nós transmitidas na variedade das línguas e situações deste mundo”, refere D. Manuel Clemente, indicando que “toda a catequese” há-de ser eco da Palavra que “Deus absolutamente profere em Cristo”.

“Todos os encontros comunitários hão-de partir dela, para a concretizar no dia-a-dia pessoal, familiar, eclesial e sociocultural”, acrescenta.

No novo ano pastoral que se inicia, a diocese instituiu o dia 29 de Outubro como “Domingo da Palavra”, seguindo a indicação do Papa Francisco na carta apostólica Misericordia et mísera: “Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura”.

A Constituição Sinodal de Lisboa vai marcar os próximos três anos no Patriarcado de Lisboa, que começam por “fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé”; em 2018-2019 o convite é “viver a liturgia como lugar de encontro”; e no final do triénio o desafio é “sair com Cristo ao encontro de todas as periferias”.

 

 

ALGARVE

 

RESTAURADA A IGREJA

DE S. BRÁS DE ALPORTEL

 

A igreja de S. Brás de Alportel está novamente ao serviço da comunidade, após a conclusão das obras de reabilitação e restauro.

 

As obras deram continuidade a um conjunto de intervenções que têm vindo a ser realizadas pela Paróquia de São Brás de Alportel, com o apoio financeiro do município, para preservar o valioso património religioso são-brasense.

Ainda está prevista uma nova intervenção na igreja do Alportel no próximo ano.

Na segunda fase, os trabalhos vão concentrar-se na remoção das “ruinas do lado norte” da capela para permitir “a criação de um pátio em toda a envolvente da capela”, explica o município que tem na “valorização” do património religioso “um eixo fundamental da política cultural”.

 

 

FÁTIMA

 

RENOVAMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO

EM PORTUGAL HÁ 40 ANOS

 

O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família saudou os 40 anos de presença do Renovamento Carismático Católico (RCC) em Portugal, desafiando os seus membros a promover uma “alegria missionária” na Igreja.

 

“Comemoramos 50 anos do RCC, uma «corrente de graça» que chegou há 40 anos a Portugal e que não pode estagnar. É um dom do Espirito para a renovação da vida cristã e da Igreja”, disse D. Joaquim Mendes, na Assembleia Nacional comemorativa que decorreu no Centro Paulo VI, em 2 e 3 de Setembro passado.

D. Joaquim Mendes deixou votos de que esta assembleia comemorativa leve a uma renovada adesão ao Evangelho e à missão de “discípulos missionários”.

“Não se pode ser discípulo sem ser missionário e não se pode ser missionário sem ser discípulo”, precisou.

Os membros do RCC, acrescentou, são chamados a “reacender e valorizar a graça sacramental, os dons e os carismas, pela acção do Espirito Santo”.

“Não tem discernimento e ilude-se quem julga poder atrair e manter as pessoas nos grupos do RCC sem lhes anunciar o Evangelho, sem os convidar à conversão e sem lhes propor a vida nova do Espirito alicerçada no mistério da cruz, sem as fazer passar pela experiência da «efusão», onde acontece a conversão e a renovação, para uma vida nova no Espirito”, observou o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família.

O 40.º aniversário da presença do RCC em Portugal celebrou-se com o tema “Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito Santo para utilidade de todos”.

O RCC nasceu há 50 anos, durante um retiro de estudantes da Universidade Duquesne de Pittsburgh (Pensilvânia, EUA) e está presente em mais de 200 países, incluindo Portugal, com mais de 120 milhões de membros.

 

 

LISBOA

 

DIA INTERNACIONAL DA CARIDADE

 

O director do Secretariado Nacional da Pastoral Social afirmou que o Dia Internacional da Caridade, celebrado no passado 5 de Setembro pelas Nações Unidas, é uma proposta e provocação para “todo o cidadão de todos os países, crentes ou não crentes”.

 

“É uma provocação a nós todos, e à Igreja Católica em particular, para não termos a ideia de que temos o exclusivo da caridade, felizmente, mas em prestigiar aquela atitude que é a atenção aos mais frágeis e a opção preferencial pelos pobres”, disse o padre José Manuel Pereira de Almeida.

O Dia Internacional da Caridade foi instituído pela ONU – Organização das Nações Unidas, em 2012, assinalando-se anualmente na data da morte de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997).

O padre José Manuel Pereira de Almeida sublinha que, na figura da Madre Teresa, as Nações Unidas indicam um exemplo do que é “a solicitude pelos mais fracos”.

“A caridade é um nome forjado a partir do latim (caritas) para dizer o amor que se dá sem esperar recompensa”, realça.

Madre Teresa de Calcutá, religiosa que se distinguiu pelo serviço aos pobres, recebeu o Prémio Nobel da Paz, em 1979, e foi canonizada pelo Papa Francisco, a 4 de Setembro de 2016, na Praça de São Pedro, em Roma.

 

 

VILA NOVA DE FAMALICÃO

 

FESTIVAL INTERNACIONAL

DE POLIFONIA PORTUGUESA

 

A Fundação Cupertino de Miranda promove o Festival Internacional de Polifonia Portuguesa que oferece concertos, visitas e um seminário, e tem como imagem oficial o Bom Jesus do Monte, de 31 de Agosto a 10 de Setembro.

 

A Fundação com sede em Vila Nova de Famalicão informa que a basílica do Santuário do Bom Jesus do Monte, obra-prima do Barroco na Arquidiocese de Braga, vai receber um dos concertos do Festival Internacional de Polifonia Portuguesa, a 8 de Setembro.

O programa da Fundação Cupertino de Miranda prevê um total de sete concertos, sete visitas guiadas e um seminário, com convidados das áreas da arquitectura, da arte barroca e da música polifónica.

O programa do festival vai percorrer ainda as igrejas de São Lourenço (Grilos), logo no primeiro dia com um “Sermão do Padre António Vieira”, por Luís Miguel Cintra, prémio Árvore da Vida 2017 do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura da Igreja Católica.

Depois vão visitar a igreja de São Gonçalo de Amarante, na Diocese do Porto, e na Arquidiocese de Braga as igrejas de São Victor e a de Santa Maria de Landim, em Vila Nova de Famalicão.

Na Diocese de Coimbra, a sala do capítulo do Mosteiro de Santa Cruz vai receber o seminário “O barroco e a polifonia em Portugal” em 2 de Setembro, com diversos oradores.

Em Coimbra, o director da Cappella Musical Cupertino de Miranda, Luís Toscano, vai apresentar “Magnificat anima mea Dominum – O Cântico de Maria no Livro de Vésperas de Santa Cruz de Coimbra”.

A Fundação Cupertino de Miranda dinamiza o Festival Internacional de Polifonia Portuguesa pelo sétimo ano consecutivo e vai integrar pela primeira vez a igreja do Mosteiro de Grijó, em Vila Nova de Gaia, na Diocese do Porto.

 

 

LEIRIA

 

MANUAL DE BIOÉTICA PARA JOVENS

 

A Associação de Defesa e Apoio da Vida (ADAV) promove uma apresentação/oferta da tradução portuguesa, actualizada e aumentada, do “Manual de Bioética para Jovens”, a 23 de Setembro, no Auditório do Centro Associativo Municipal.

 

“Aborto, procriação medicamente assistida e eutanásia” são algumas das matérias tratadas na obra, que questiona “até que ponto se pode ir no controlo da vida que começa ou acaba?”.

ADAV-Leiria informa que vão estar presentes todas as Associações de Defesa e Apoio da Vida de Portugal e a Federação Portuguesa da Vida na distribuição do “Manual de Bioética para Jovens”.

O livro é uma tradução adaptada do Manuel Bioéthique des Jeunes da Fundação que tem como patrono o médico investigador Jérôme Lejeune, o qual descobriu a patologia cromossómica (Trissomia 21), responsável pela síndrome de Down.

A oferta da publicação da fundação francesa está integrada no encontro/workshop de “Protecção da maternidade em Portugal – Maternidades solitárias, esquecidas, agredidas” –.

A Associação de Defesa e Apoio da Vida (Leiria) é uma associação de “solidariedade social, apartidária e não confessional” que assume como princípio básico o valor da Vida Humana e tem na sua missão uma “função formativa”.

 

 

FÁTIMA

 

CONCERTO DE ENCERRAMENTO

DO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES

 

O Santuário de Fátima vai apresentar em “estreia absoluta” Salve Regina e The Sun Danced, que encomendou, respectivamente, a Eurico Carrapatoso e a James MacMillan, pelas 18h30 de 13 de Outubro, no concerto de encerramento do Centenário das Aparições.

 

As novas obras vão ser interpretadas pelo coro e orquestra Gulbenkian, com a direcção da maestrina Joana Carneiro, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

O concerto de encerramento do Centenário das Aparições (1917-2017), vai ser transmitido em directo para o Recinto de Oração para que todos os peregrinos possam usufruir de mais um momento musical que celebra o Centenário das Aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos.

O “singular concerto” conta ainda com a participação da soprano Elisabete Matos e vai integrar a sessão solene de encerramento do Centenário das Aparições de Fátima.

A obra The Sun Danced (O Sol dançou), de James MacMillan, parte de uma investigação de campo feita durante o mês de Maio de 2015.

“Poder pensar com anos de antecedência sobre uma peça é benéfico. As ideias tornam-se subliminares e subconscientes e como que trabalham subterraneamente”, assinalou o compositor escocês.

“Acabo por escrever a música com uma grande preparação subconsciente. Por isso, a visita a Fátima foi vital”, acrescentou James MacMillan, “reconhecido pela expressão pública das suas convicções religiosas”, autor da ópera “Inês de Castro”, escrita por ocasião da Capital Europeia da Cultura 2001, no Porto.

 

 


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