aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

DIÁLOGO ENTRE

SANTA SÉ E ISLÃO

 

O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e o Centro de al-Azhar para o Diálogo, no Egipto, promoveram no passado dia 3 de Julho um encontro bilateral, na Nunciatura Apostólica do Egipto.

 

“Foi manifestado o compromisso comum de prosseguir nas reflexões partilhadas a fim de promover um diálogo inter-religioso profícuo e eficaz, centrado na promoção da paz e na construção de um mundo mais justo”, adianta o organismo da Santa Sé.

A iniciativa quis dar continuidade ao encontro entre o Papa Francisco e Ahmad Al-Tayeb, grande-imã de al-Azhar, no Cairo, a 28 de Abril passado.

 

 

PROBLEMAS DE

SUBNUTRIÇÃO GLOBAL

 

O Papa Francisco alertou para a “inércia” e o “egoísmo” da comunidade internacional perante as causas que provocam a fome de milhões de pessoas, numa mensagem lida na sede da FAO no passado dia 3 de Julho.

 

“As guerras, o terrorismo, as deslocações forçadas de pessoas que cada vez mais impedem – ou pelo menos condicionam fortemente as actividades de cooperação – não são fruto de fatalidades, mas antes consequência de decisões concretas”, escreve Francisco, na mensagem enviada aos participantes da 40ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que se realizou em Roma.

O texto foi lido pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

“Todos estamos conscientes de que não basta a intenção de garantir a todos o pão quotidiano, mas que é necessário reconhecer que todos têm direito a ele e que devem, portanto, beneficiar do mesmo”, assinala o Papa.

Francisco lamenta a falta de uma “cultura da solidariedade” e que as actividades internacionais fiquem apenas ligadas ao pragmatismo das estatísticas.

“A partir da consciência de que os bens que Deus Criador nos entregou são para todos, exige-se urgentemente que a solidariedade seja o critério inspirador de qualquer forma de cooperação nas relações internacionais”, prossegue.

A mensagem considera que a fome e a desnutrição não são fruto de “fenómenos naturais ou estruturais” de determinadas áreas geográficas, mas o resultado de uma “complexa condição de subdesenvolvimento”, causada pela “inércia de muitos ou pelo egoísmo de poucos”.

O Papa Francisco anuncia que a Santa Sé se associa ao Programa da FAO para fornecer sementes às famílias rurais que vivem em áreas onde se somaram os efeitos dos conflitos e das secas.

Ao concluir a leitura da mensagem, o cardeal Parolin anunciou que o Papa vai visitar a sede da FAO no próximo dia 16 de Outubro, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que este ano se propõe reflectir sobre o tema “Mudar o futuro da migração”.

 

 

CELEBRAÇÃO DO

«DOMINGO DO MAR»

 

No passado domingo 9 de Julho, o Papa Francisco associou-se à mais recente celebração do “Domingo do Mar”, uma iniciativa da Igreja Católica em homenagem às pessoas que desenvolvem actividades ligadas ao sector.

 

“Confio os marítimos, os pescadores e todos aqueles que estão em dificuldades e longe de casa à materna protecção de Maria, Estrela do Mar”, escreveu Francisco na sua conta da rede social Twitter.

A celebração deste domingo contou, pela primeira vez, com uma mensagem do prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Peter Turkson, que se dirigiu a todos os capelães, voluntários e parceiros do Apostolado do Mar para recordar a importância das actividades marítimas.

O cardeal Peter Turkson recorda a realização do XXIV Congresso Mundial do Apostolado do Mar, que vai decorrer em Kaohsiung – Taiwan, no próximo mês de Outubro.

Os trabalhos vão centrar-se na pesca e nos pescadores, “uma das profissões mais perigosas do mundo”, segundo o cardeal Turkson.

O responsável alude a casos de tráfico de seres humanos e trabalhos forçados, que serão analisados no congresso.

A mensagem denuncia ainda a persistente violação dos acordos internacionais, a exploração e abusos no local de trabalho, a que se somam casos de pirataria e ataques armados.

 

 

CORO JUVENIL DO HAITI

CANTA PARA O PAPA

 

Na primeira quarta-feira de Agosto, em que o Papa Francisco recomeçou a audiência geral no Vaticano, na Sala Paulo VI, o grupo do Coro “Voices of Haiti” cantou para o Santo Padre, dirigidos pelo tenor italiano Andrea Bocelli.

 

As 60 crianças haitianas – com idades entre 9 e 16 anos – fizeram uma pequena apresentação, cantando a Ave-Maria e Amazing Grace.

Os membros do coro foram seleccionados pelo próprio Bocelli no Haiti, após o terramoto que devastou a ilha em 2010.

 

 

CARDEAL PAROLIN

EM VISITA À RÚSSIA

 

O Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin esteve em visita à Federação Russa de 20 a 24 de Agosto, a convite das autoridades do país.

 

Uma viagem que o Cardeal não hesitou definir «construtiva», fazendo, logo que regressou a Roma, um balanço positivo numa entrevista concedida aos media do Vaticano.

Segundo o cardeal Pietro Parolin, os temas mais relevantes tratados durante a sua visita foram: o novo clima que reina nas relações entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica; o papel que elas, juntas, podem desempenhar a fim de contribuir para a solução de tantas situações de conflito no mundo e para fazer face às numerosas emergências humanitárias que estão a decorrer; a situação da comunidade católica na Rússia; a perseguição dos cristãos no Médio Oriente; a grande responsabilidade que a Rússia tem politicamente em relação à construção da paz.

“Penso que o balanço desta viagem é substancialmente positivo, e portanto é óbvio que os meus sentimentos são de gratidão ao Senhor por me ter acompanhado durante estes dias. Pudemos realizar o programa que tinha sido estabelecido, realizar os encontros previstos, e devo dizer que estes encontros – quer a nível das autoridades civis, com o presidente Putin e com o ministro dos Negócios Estrangeiros Lavrov, e depois com os chefes da hierarquia da Igreja ortodoxa russa, ou seja, com o Patriarca Cirilo e com o Metropolita Hilarion – foram caracterizados precisamente por um clima de cordialidade, escuta, respeito. Defini-los-ia encontros significativos e também construtivos. Mas parece que é preciso frisar precisamente esta palavra: «construtivos».

“Sem dúvida, houve também a parte de encontro com a comunidade católica. Sobretudo graças à conversação e ao diálogo que tivemos com os bispos na Nunciatura, foi possível conhecer mais de perto a realidade, a vida, da comunidade católica na Rússia, as suas alegrias, as suas esperanças, mas também os desafios e as dificuldades que está a enfrentar. Uma parte destas últimas foi possível também apresentá-las, expô-las às autoridades. De todas, cito uma: o tema da restituição de algumas igrejas que foram confiscadas na época do regime comunista e para as quais ainda não foi providenciada a restituição face às necessidades da comunidade católica de dispor de locais de culto adequados. Por conseguinte, diria que no final foi uma viagem útil, uma viagem interessante. Foi uma viagem construtiva”.

 

 

REFORMA LITÚRGICA

DO VATICANO II

 

Ao receber no passado dia 24 de Agosto os participantes da 68.ª Semana Litúrgica Italiana, o Papa Francisco afirmou que a reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II é irreversível, mas realizada nos devidos moldes.

 

O Concílio e a reforma litúrgica “são dois eventos directamente ligados, que não floresceram de repente mas foram longamente preparados. Testemunha isto o chamado movimento litúrgico, e as respostas dadas pelos Sumos Pontífices às dificuldades sentidas na oração eclesial”.

Neste sentido, o Papa referiu-se a S. Pio X, “que dispôs uma reorganização da música sacra e a restauração celebrativa do domingo, e instituiu uma comissão para a reforma geral da liturgia”.

Este projecto reformador “foi retomado por Pio XII com a Encíclica Mediator Dei e com a instituição de uma comissão de estudo; também tomou decisões concretas acerca da versão do Saltério, da atenuação do jejum eucarístico, do uso da língua viva no Ritual, da importante reforma da Vigília Pascal e da Semana Santa”.

O Concílio Vaticano II “fez amadurecer depois, como bom fruto da árvore da Igreja, a Constituição sobre a sagrada liturgia Sacrosanctum Concilium, cujas linhas de reforma geral respondiam às necessidades reais e à esperança concreta de uma renovação: desejava-se uma liturgia viva para uma Igreja toda vivificada pelos mistérios celebrados”.

Mais tarde, “o rumo traçado pelo Concílio encontrou forma, segundo o princípio do respeito da sã tradição e do progresso legítimo (cf. SC, 23), nos livros litúrgicos promulgados pelo Beato Paulo VI, bem recebidos pelos próprios Bispos que participaram no Concílio, e já há quase 50 anos universalmente em uso no Rito Romano”.

O próprio Paulo VI, um ano antes da morte, dizia aos Cardeais reunidos em Consistório: «Chegou o momento, agora, de abandonar definitivamente os fermentos desagregadores, igualmente perniciosos num sentido e noutro, e de aplicar integralmente nos seus justos critérios inspiradores, a reforma por Nós aprovada em aplicação aos votos do Concílio».

Prosseguindo, o Papa Francisco explicou em que sentido essa reforma litúrgica é irreversível:

“Hoje ainda é preciso trabalhar neste sentido, em particular redescobrindo os motivos das decisões tomadas com a reforma litúrgica, superando leituras infundadas e superficiais, recepções parciais e práticas que a desfiguram. Não se trata de reconsiderar a reforma revendo as suas opções, mas de conhecer melhor as razões subjacentes, inclusive através da documentação histórica, assim como de interiorizar os seus princípios inspiradores e de observar a disciplina que a regula. Depois deste magistério e após este longo caminho, podemos afirmar com certeza e com autoridade magistral que a reforma litúrgica é irreversível”.

 

 

ROMA:

CURSO SOBRE “ECOLOGIA INTEGRAL”

 

Sete Universidades Pontifícias de Roma vão promover um curso sobre “Ecologia Integral”, inspirado na encíclica do Papa Francisco “Laudato si – Cuidado pela Casa Comum”.

 

Este projecto pretende dar resposta aos desafios contidos no documento publicado por Francisco, nomeadamente na necessidade de “educar” a sociedade para as questões ecológicas, para o cuidado com o ambiente e o planeta, para a promoção do bem-comum e do desenvolvimento integral das pessoas.

O curso vai envolver sete universidades e um instituto pontifício do Vaticano, e abordará temas como “A raiz humana da crise ecológica”, “Educação e espiritualidade ecológica” e “Sinais de esperança”.

 O curso, que no final atribuirá um diploma em Ecologia Integral, é aberto a profissionais das diversas áreas, agentes pastorais e sociais, sacerdotes, religiosos e leigos que se sentiram interpelados pela encíclica, publicada em 2015.

 

 

PAPA VAI VISITAR

DOIS PAÍSES ASIÁTICOS

 

Aceitando o convite dos chefes de Estado e dos bispos do Myanmar e de Bangladesh, o Papa Francisco visitará os dois países asiáticos.

 

O anúncio foi dado no dia 28 de Agosto, pelo director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, especificando que a visita papal ao Myanmar se realizará de 27 a 30 de Novembro próximo e terá como metas as cidades de Yangon e Naypyitaw.

A seguir, o Pontífice transferir-se-á para Bangladesh, país que o hospedará até 2 de Dezembro e onde Francisco visitará a cidade de Daca.

Burke referiu que o programa pormenorizado da viagem será divulgado proximamente.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial