33.º Domingo Comum

19 de Novembro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Jer 29, 11.12.14

Antífona de entrada: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nesta etapa final do Ano Litúrgico, o Senhor convida-nos a uma profunda reflexão sobre o modo como temos usado os seus dons. Convida-nos a reflectir Senhor desafia-nos com uma pergunta muito oportuna: que uso temos fitos dos talentos que recebemos de Deus?

Vivemos uns para os outros, servindo-nos mutuamente com os talentos recebidos, antecipando com esta doação por amor a comunhão com eles, e todos com Deus, que nos aguarda para sempre no paraíso.

Todas as pessoas receberam de Deus qualidades, oportunidades e outros dons que são os talentos. Cada um de nós nãos os recebeu para sua glória pessoal, vaidade ou fonte lucro, mas para servir os outros.

 

Acto penitencial

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Somos tentados a olhar para os talentos que recebemos

    como propriedades pessoais e não como dons para servir os outros.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Olhamos o tempo e todos os dons que nos tendes concedido

    como coisas pessoais de que não temos de prestar contas a ninguém.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: Servimo-nos das qualidades que recebemos de Vós

    como motivo de nos envaidecermos e de nos orgulharmos por eles.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Livro dos Provérbios apresenta-nos a mãe de família como alguém que nos pode servir de modelo no modo como administra os talentos recebidos de Deus.

O texto é uma chamada do Senhor para que cada um de nós se examine sobre o modo como administra os carismas recebidos.

 

Provérbios 31, 10-13.19-20.30-31

10Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior que o das pérolas. 11Nela confia o coração do marido e jamais lhe falta coisa alguma. 12Ela dá-lhe bem-estar e não desventura, em todos dias da sua vida. 13Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente. 19Toma a roca em suas mãos, seus dedos manejam o fuso. 20Abre as mãos ao pobre e estende os braços ao indigente. 30A graça é enganadora e vã a beleza; a mulher que teme o Senhor é que será louvada. 31Dai-lhe o fruto das suas mãos e suas obras a louvem às portas da cidade.

 

O texto é tirado da última secção do livro dos Provérbios e contém os primeiros versículos do poema em que se enaltece «a mulher virtuosa», isto é, de valor; na tradução da Vulgata e da Neovulgata, é a mulher forte, ou dotada de força de carácter e de habilidades e ornada de virtudes. É uma espécie de «abecê da esposa ideal» (Dyson), começando mesmo cada verso por uma letra, segundo a ordem habitual do abecedário hebraico, um poema acróstico.

31 «O fruto das suas mãos». Já então a mulher amealhava com as suas economias domésticas, e esse produto podia dar não apenas para «alfinetes», mas até para poder plantar uma vinha, como se diz no v. 16 (omitido na leitura).

 

Salmo Responsorial    Sl 127, 1-2.3.4-5 (R. cf. 1a)

 

Monição: O salmo de meditação que a Liturgia coloca em nossos lábios para a oração pessoal ensina-nos que a felicidade neste mundo e no outro não está no uso caprichoso dos dons recebidos de Deus, mas em procurar usá-los ao serviço dos outros segundo a vontade de Deus.

 

Refrão:        Ditoso o que segue o caminho do Senhor.

 

Feliz de ti que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda,

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira,

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo exorta os fieis da Igreja de Tessalónica — e, por eles, a cada um de nós — a viverem de tal modo que o dia em que o Senhor os chamar não os apanhe de surpresa.

Nesta caminhada final do Ano Litúrgico, este aviso torna-se um alerta muito oportuno para cada um de nós.

 

1 Tessalonicenses 5, 1-6

Irmãos: 1Sobre o tempo e a ocasião, não precisais que vos escreva, 2pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão nocturno. 3E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar. 4Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão, 5porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas. 6Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios.

 

Como diz H. Schürmann, «a espera do fim constitui a música de fundo de toda a carta».

1 «Sobre o tempo... não precisais de que se vos escreva». Deviam ser muito conhecidos os ensinamentos do Senhor acerca da sua última vinda (cf. Lc 12, 35-48; Mt 24, 42-50).

2-4 Quanto ao fim, toda a nossa certeza é que a hora é incerta. Esta incerteza, é uma graça de Deus, um convite a estarmos sempre preparados, a aproveitarmos o tempo fazendo todo o bem possível sem adiamentos. «Como um ladrão», isto é, sem avisar; não quer dizer traiçoeiramente, pois o Senhor é o melhor dos amigos e o melhor dos pais.

5 «Filhos da luz e filhos do dia», Deus é luz e nele não há quaisquer trevas (1 Jo 1, 5). Deus é a suma Verdade e o sumo Bem, sem a menor sombra de erro ou de maldade, diríamos na nossa linguagem. Ora nós somos filhos de Deus, participando da sua vida, da sua verdade pela fé, da sua bondade pela caridade: somos, pois, filhos da luz. Por isso, as nossas obras têm de ser claras, luminosas, nem podemos estar adormecidos, mas «vigilantes e sóbrios» (v. 6), numa espera activa.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 15, 4a.5b

 

Monição: A nossa via tem de ser enriquecida com abundantes frutos de boas obras, e só o conseguiremos, se permanecermos em Cristo.

Manifestemos esta nossa disponibilidade interior para pôr em prática estes ensinamentos, aclamando O Evangelho da Salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós, diz o Senhor.

Quem permanece em Mim dá fruto abundante.

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 25, 14-30  Forma breve: São Mateus 25, 14-15.19-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 14«Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. 15A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; [e depois partiu. 16O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. 18Mas, o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.] 19Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. 20O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. [21Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 22Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. 23Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 24Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. 25Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. 26O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; 27devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. 28Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. 29Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’».]

 

A parábola dos talentos, apesar das semelhanças, não deverá ser a mesma das minas (Lc 19, 12-27), ainda que alguns pensem que sim, pois Jesus podia ter contado duas parábolas semelhantes, embora com o mesmo fim didáctico. Esta parábola ensina principalmente a necessidade de corresponder à graça duma maneira esforçada, exigente, constante, durante toda a vida. Temos de fazer render todos os dons da natureza e da graça, recebidos do Senhor. O importante não é o número dos talentos recebidos, mas sim a generosidade em os fazer frutificar.

15 «Talento». Não se trata propriamente de uma moeda, mas de uma unidade monetária, cujo valor ignoramos ao certo, por variável que era então, mas que ronda pelos 36 quilos de prata (mais corrente que o talento de oiro).

 

Sugestões para a homilia

 

• Todos recebemos carismas

Os carismas são dons de Deus

São-nos dados para servir os outros

Tornam-se fonte de merecimentos

• Para uma boa administração

Deus confiou-nos os talentos

Devemos fazê-los render

Seremos julgados pela sua administração

 

1. Todos recebemos carismas

 

a) Os carismas são dons de Deus. «Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior que o das pérolas

O Livro dos Provérbios apresenta-nos a mãe de família como modelo de quem sabe utilizar os carismas recebidos de Deus, colocando-os ao serviço, não só da sua comunidade familiar, mas de outras pessoas também.

Todos conhecemos mães de família que administram admiravelmente a sua casa, complementado o trabalho do marido.

Chamamos carismas às qualidades e dons que cada pessoa recebe. O povo chama-lhe “habilidades” ou qualidades, dons especiais: o canto, o dom de proclamar uma leitura, de artes manuais, de saber cozinhar, de organizar uma casa ou um grupo, etc.

São dons gratuitos que o Senhor concede a cada pessoa que vem a este mundo. Nem todos recebem os mesmos carismas. É o Espírito Santo que distribui a cada pessoa os carismas com que vai, depois, servir a Igreja.

Não há ninguém tão pobre que não tenha recebido de Deus algumas qualidades. Ele quer que estejam distribuídas por cada pessoa, para uma maior variedade e riqueza na Igreja.

Nem todas as pessoas têm os mesmos dons e qualidades. O Senhor distribuiu-os por diversas pessoas para que todas colaborem para uma vida de comunhão, dando e recebendo.

A Igreja é uma grande família na qual cada um de nós põe ao serviço de toda a comunidade as qualidades e dons que recebeu do Senhor.

S. Paulo fala dos carismas: «a um o Espírito é uma palavra da sabedoria; e a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, nesse único Espírito; a outro, o operar milagres; a outro, a profecia; a outro o discernimento dos espíritos; e a outro, o falar diversas línguas. Tudo isto, porem, opera o mesmo e único Espírito, que distribui a cada um, conforme entende.» (1 Coríntios 12, 8-11; cf Romanos 12, 1, e ss).

Devemos estar profundamente agradecidos ao Senhor pelas qualidades — carismas — que o Senhor nos dá e procurar desenvolvê-los pra servir a Igreja como ela deseja ser servida.

Quando o Senhor chama uma pessoa a uma vocação, dá-lhe qualidades para se desempenhar bem dela. Chama dois jovens ao casamento e dá-lhes qualidades para serem bom pai, boa mãe e bons educadores. Na vida de cada dia, estas qualidades desenvolvem-se com o esforço humano, à semelhança de como se desdobra uma planta e flores e frutos.

 

b) São-nos dados para servir os outros. «Nela confia o coração do marido, e jamais lhe falta coisa alguma. Ela dá-lhe bem-estar e não desventura, em todos os dias da sua vida. Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente. Toma a roca em suas mãos, seus dedos manejam o fuso

Ao olhar para os dons recebidos de Deus, pode haver duas atitudes incompatíveis.

• Uma visão egoísta, por falta e formação, poderia levar-nos a encará-los como motivos de vaidade, de glória e afirmação pessoal, ou instrumentos para a opressão dos outros. Muitos lares falham precisamente por aqui.

• O Senhor ensina-nos, por S. Paulo, que estes carismas nos são dados pelo Espírito Santo, para serviço da comunidade.

O Livro dos Provérbios encaminha-nos a pensar assim.

Continuando a falar da mãe de família, o autor sagrado sublinha o efeito no coração do marido desta entrega generosa da mãe de família, fazendo render os talentos. Enche-lhe o coração de uma grande paz, porque sabe que tudo o que confia à sua esposa, será bem gerido.

Confecciona a roupa necessária para que todos possam enfrentar as inclemências do tempo. Quantas mães de família encontraremos que seguem os passos desta esposa modelar!

Hoje diminuiu muito o cuidado das roupas e da casa, por causa da organização industrial da sociedade. Além disso, a mãe de família vê-se empurrada para trabalhar fora de casa. Quando chega, no fim do trabalho, carece de forças e disposição para se dedicar às tarefas domésticas.

No entanto, o trabalho da mulher no lar é insubstituível, apesar de não ser apreciado, pela sua invisibilidade. Se ela deixasse de confeccionar as refeições e limpar e alindar a casa, as pessoas logo se dariam conta, de tal modo é importante o seu trabalho anónimo para o bem estar da família e educação de todos nas virtudes humanas.

 Como o trabalho humilde da mãe, há outros que encontramos à nossa volta. Na verdade, o trabalho não vale pela visibilidade que apresenta diante das pessoas, mas pelo amor de Deus com que é feito.

A mãe de família é um exemplo claro deste espírito. Faz o trabalho em silêncio e não clama por direitos.

 

c) Tornam-se fonte de merecimentos. «A mulher que teme o Senhor é que será louvada. Dai-lhe o fruto das suas mãos, e suas obras a louvem às portas da cidade

Esta mulher que torna confortável o ambiente da sua família recebe os louvores das pessoas que a conhecem.

Mas não é tanto o louvor dos homens que o texto da Sagrada Escritura engrandece, mas o de Deus que vê no silêncio o amor com que fazemos as coisas de cada dia.

Bem pouco é o que temos de fazer na vida presente, para alcançarmos a santidade pessoal.

Temor de Deus. Fala-se aqui do temor do Senhor de que nos dá exemplo esta mãe de família. Não se trata do medo de Deus, do temor servil, mas de um dom do Espírito Santo.

Leva-nos a procurar evitar tudo aquilo que, mesmo sem ser pecado, não agradaria ao nosso Pai Deus.

Fruto das suas mãos. Há um fruto pessoal que as mães de família colhem de imediato: um bom ambiente do lar e a alegria de verem os seus filhos crescer nas virtudes humanas, preparando um futuro promissor.

Mas há outro muito valioso alcançado a longo prazo: a santidade pessoal conquistada e vivida momento a momento, por estes trabalhos que escapam à admiração das pessoas, mas não à do Senhor do Universo.

Este texto do Livro dos Provérbios ajuda-nos também a mudar os nossos critérios de valorização.

Fugimos instintivamente para o que dá nas vistas e pode ser apreciado e louvado pelas pessoas. Referindo-se a esta atitude na vida, Jesus sentencia: «Estes já receberam a sua paga

Procuremos utilizar os nosso talentos diante do olhar do Senhor, com recta intenção e não desejando mais nada a não ser que Ele fique contente, quando tiver de nos julgar (cf S. Josemaria, Caminho).

 

2. Para uma boa administração

 

Jesus fala-nos dos carismas como riquezas — à imagem dos talentos — que devemos administrar com diligência.

 

a) Deus confiou-nos os talentos. «Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: “Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu.”»

• Cada um de nós é este servo do Senhor a quem Ele confiou talentos, confiando a sua administração à nossa liberdade.

Se pensarmos um pouco sobre a história da nossa vida, veremos que o Senhor nos confiou muitas qualidades e incontáveis oportunidades.

Ninguém é tão pobre diante de Deus que possa dizer com verdade: “eu não recebi nada”; ou: “Não recebi o mínimo indispensável para levar uma vida humana e cristã com dignidade.”

• Mas logo desde o princípio da Parábola, Jesus adverte-nos quem nem todos receberam as mesmas qualidades e oportunidades na vida. «A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual

Este é o grande obstáculo no julgamento que às vezes pretendemos fazer dos outros: não sabemos quantos e quais talentos receberam, nem a qualidade da administração que fizeram deles.

Só Deus pode estabelecer o proporção entre o que cada um recebeu e a generosidade com que se esforçou por corresponder.

• Depois de ter distribuído os talentos, o Senhor partiu para viagem e só muito mais tarde apareceu a pedir contas. «e depois partiu

É o tempo da nossa liberdade e responsabilidade pessoais. Usamos livremente os carismas e dons recebidos, com a certeza de que seremos avaliados, julgados, sobre o modo como os fizemos render.

 

b) Devemos fazê-los render. «O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. [...] o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor

Como fazer para tornar rentáveis os talentos que recebemos do Senhor?

Graça santificante. A primeira condição para fazermos render os nossos talentos é viver na graça santificante, fugindo de todo o pecado grave e apressando-nos a recuperá-la, se a perdermos.

Aproveitemos os meios. A Igreja oferece-nos meios de formação e meios de santificação em abundância.

O negociar os talentos tem de começar por seguir o caminho de santificação pessoal que o Senhor nos indica pela sua Igreja: Oração e Sacramentos da Confissão e Eucaristia.

Além disso, procuremos ajudas de meios de formação e até associações em que nos possamos entreajudar.

Servir. É importante libertarmo-nos de uma falsa noção de independência, como se não tivéssemos que prestar contas a ninguém. Recebemos para dar, não o reverter em nosso proveito e glória pessoal. Assim acontece em todas as vocações da Igreja: no matrimónio, no sacerdócio ministerial, na vida religiosa, na dedicação Deus no mundo...

E até o nosso trabalho e a organização da sociedade nos coloca numa situação em que servimos uns aos outros e somos servidos por eles.

Esquecimento próprio. Façamos tudo com os olhos em Deus, sem procurar qualquer outra recompensa para além do nosso salário, devido ao trabalho.

Sirva-nos de lema o pensamento de Santa Teresa de Jesus: Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança, quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta. (Santa Teresa de Jesus).

 

c) Seremos julgados pela sua administração. «Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles

• A boa administração. «Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’.»

• A má administração. «O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. [...] Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’”.»

Seremos julgados pela nossa vida presente, imediatamente depois da morte — no juízo particular — e no fim dos tempos — no juízo universal.

Juízo particular. Logo após a morte, seremos iluminados sobre o modo como decorreu a nossa vida e sobre o uso que fizemos dos talentos recebidos. Receberemos imediatamente o prémio ou a condenação eternas.

Juízo universal. No fim do mundo seremos submetidos a um julgamento público em que a nossa vida aparecerá claramente, sem possibilidade de qualquer disfarce, aos olhos de todos.

Jesus refere-se a este julgamento no capítulo 25 de S. Mateus. O exame incidirá sobre a caridade, a misericórdia para com os outros.

Preparemos diligentemente o nosso encontro com Deus, de tal modo que Ele fique contente quando examinar as nossas obras.

Confiemo-nos a Nossa Senhora, Mãe de Misericórdia, para este encontro decisivo que é preparado também pela nossa vida.

 

Fala o Santo Padre

 

«Os talentos, tudo aquilo que Deus me concedeu de espiritual, de bondade, a Palavra de Deus: como levo isto a crescer nos outros? Ou limito-me a conservá-lo no cofre?»

 

O Evangelho deste domingo narra a parábola dos talentos, tirada de são Mateus (25, 14-30). Fala de um homem que, antes de partir para uma viagem, convoca os seus empregados e confia-lhes o seu património em talentos, moedas antigas de enorme valor. Aquele senhor confia ao primeiro servo cinco talentos; ao segundo, dois; e ao terceiro, um. Durante a sua ausência, os três servos devem fazer frutificar esse património. O primeiro e o segundo duplicam as respectivas quantias iniciais; o terceiro, ao contrário, tendo medo de perder tudo, enterra num buraco o talento recebido. Quando o senhor volta, os primeiros dois servos recebem a recompensa, enquanto o terceiro, que restitui apenas a moeda recebida, é repreendido e até punido.

O significado disto é claro. O homem da parábola representa Jesus; os servos somos nós; e os talentos são o património que o Senhor nos confia. Qual é o património? A sua Palavra, a Eucaristia, a fé no Pai celestial, o seu perdão... em síntese, muitas coisas, os seus bens mais preciosos. Este é o património que Ele nos confia. Que não devemos só conservar, mas também multiplicar! Enquanto, segundo o uso comum, o termo «talento» indica uma acentuada qualidade individual — por exemplo, talento na música, no desporto, etc. — na parábola os talentos representam os bens do Senhor, que Ele nos confia para os fazermos frutificar. O buraco escavado no terreno pelo «servo mau e preguiçoso» (v. 26) indica o medo do risco que bloqueia a criatividade e a fecundidade do amor. Sim, o medo dos ricos do amor bloqueia-nos! Jesus não nos pede que conservemos a sua graça num cofre! Jesus não nos pede isto, mas deseja que a utilizemos em vantagem do próximo. Todos os bens que recebemos devem, ser transmitidos aos outros, porque só assim crescem. É como se Ele nos dissesse: «Eis-te a minha misericórdia, a minha ternura, o meu perdão: toma-os e usa-os com magnanimidade». E nós, o que fazemos disto? Quem «contagiamos» com a nossa fé? Quantas pessoas encorajamos com a nossa esperança? Quanto amor compartilhamos com o nosso próximo? São perguntas que nos fará bem formular. Qualquer ambiente, até o mais distante e impraticável, pode tornar-se um lugar onde fazer frutificar os talentos. Não existem situações nem lugares fechados à presença e ao testemunho cristão. O testemunho que Jesus nos pede não é fechado, mas aberto, depende de nós.

Esta parábola anima-nos a não esconder a nossa fé nem a nossa pertença a Cristo, a não enterrar a Palavra do Evangelho, mas a fazê-la circular na nossa vida, nos relacionamentos, nas situações concretas, como uma força que põe em crise, que purifica e renova. Assim também o perdão, que o Senhor nos oferece especialmente no Sacramento da Reconciliação: não o conservemos fechado em nós mesmos, mas permitamos que ele transmita a sua força, que faça ruir aqueles muros elevados pelo nosso egoísmo, que nos leve a dar o primeiro passo nos relacionamentos bloqueados e retomar o diálogo onde já não há comunicação... E assim por diante. Devemos fazer com que estes talentos, estes presentes, estes dons que o Senhor nos concedeu cheguem aos outros, cresçam e dêem fruto através do nosso testemunho.

Acho que hoje seria um bonito gesto se cada um de vós pegasse no Evangelho em casa, no Evangelho de São Mateus, capítulo 25, versículos 14-30 — Mateus 25, 14-30 — o lesse e meditasse um pouco: «Os talentos, as riquezas, tudo aquilo que Deus me concedeu de espiritual, de bondade, a Palavra de Deus: como levo isto a crescer nos outros? Ou limito-me a conservá-lo no cofre?».

Além disso, o Senhor não concede a todos as mesmas coisas e do mesmo modo: Ele conhece-nos pessoalmente e confia-nos aquilo que é bom para nós; mas em todos, em todos há algo de igual: uma única, imensa confiança. Deus confia em nós, Deus espera em nós! E isto é igual para todos. Não o decepcionemos! Não nos deixemos enganar pelo medo, mas retribuamos a confiança com a confiança! A Virgem Maria encarna esta atitude do modo mais excelso e completo. Ela recebeu e acolheu a dádiva mais sublime, Jesus em Pessoa e, por sua vez, ofereceu-o à humanidade com um Coração generoso. Peçamos-lhe que nos ajude a ser «servos bons e fiéis», para participarmos na «alegria de nosso Senhor».

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 16 de Novembro de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

O Senhor manda-nos vigiar e orar, para vencer.

Oremos uns pelos outros e por todas as pessoas,

para que se mantenham sempre atentas e vigilantes

e se ajudem mutuamente nos caminhos da Salvação.

Oremos (cantando), com toda a confiança:

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

1. Pela Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica,

    para que seja fiel em tudo à doutrina do Divino Mestre,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

2. Pelas mães de família cristãs, generosas na sua vocação,

    para que iluminem os seus lares com fiel generosidade,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

3. Pelos que vivem como se o Senhor não tivesse vindo,

    para que tenham a felicidade de encontrar a alegria da fé,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

4. Pelos seminários e por todos os que a eles se dedicam,

    para que o Senhor fecunde a sua generosidade e doação,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

5. Pelos jovens que frequentam os nossos seminários,

    para que vivam felizes na alegria de seguir a Cristo,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

6. Pelos nossos irmãos que são purificados das manchas,

    para tenham a alegria de verem a glória do Senhor,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

Senhor, nosso Deus, fazei amadurecer em cada homem

os frutos da vossa bondade, de paz e de alegria,

para que, no último dia, todos possam vê-los transfigurados.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O Mestre Divino pede ao sacerdote ministerial que Lhe empreste a sua visibilidade, para renovar aqui e agora o sacrifício do Calvário, antecipado misteriosamente no cenáculo durante a Última Ceia.

Dos dons que levamos ao altar, Jesus vai tomar em Suas santas e adoráveis mãos o pão e o vinho, para os transubstanciar no Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós Vos oferecemos, B. Salgado, NRMS (II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Saudação da Paz

 

Quando cada um de nós compreender e procurar viver a verdade que nos ensina que recebemos de Deus os talentos — as qualidades e dons — para servir os outros, teremos encontrado o caminho da verdadeira paz.

Desejemo-nos mutuamente realizar este ideal, ao trocarmos entre nós o gesto a que a Liturgia nos convida.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A possibilidade de recebermos o Corpo e o Sangue do Senhor na Sagrada Comunhão é o maior dos dons que o Altíssimo nos pode conceder.

Ao comungar hoje, aprendamos a darmo-nos uns aos outros, vivendo o espírito de Jesus.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 72, 28

Antífona da comunhão: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

 

Ou

Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao senhor, louvai, J. Santos, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Partimos desta Celebração da Santa Missa para a continuarmos a viver na vida de cada dia.

Recebemos o que O Senhor depositou em nós, para o darmos aos outros, numa vida de comunhão.

 

Cântico final: Com a benção do Pai, J. Santos, NRMS 38

 

 

Homilias Feriais

 

33ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-XI: Os costumes pagãos seduzem.

1 Mac 1, 10-15. 41-43. 54-57. 62-64 / Lc 18, 25-43

Vamos fazer uma aliança com as nações pagãs que nos rodeiam pois, desde que nos separamos delas, nos sucederam muitas desgraças.

Se nos esquecemos que há uma vida eterna à nossa espera, é muito fácil deixar-nos arrastar pelos costumes pagãos que nos rodeiam (Leit.): são atraentes, prometem vida fácil, proporcionam muitos prazeres, não trazem compromissos, etc.

No entanto, naqueles ambientes, «muitos permaneceram firmes, aceitaram a morte» (Leit.). O mesmo nos pede Deus nos tempos actuais: em vez de fazermos uma aliança com o paganismo, deveríamos manter a nossa Aliança com Deus. Pedimos-lhe como o cego de Jericó: Que eu veja, Senhor (Ev.), as pessoas e os acontecimentos com olhos de eternidade.

 

3ª Feira, 21-XI: Apresentação de Nossa Senhora: Os hábitos da família de Deus.

Zac 2, 14-17 / Mt 12, 46-50

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque eu venho habitar no meio de ti.

Celebramos a dedicação de Nª Senhora a Deus. É um bom dia para nos alegrarmos com Ela: «Ela foi, por pura graça, concebida sem pecado, como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o dom inefável do Omnipotente. É a justo título  que o Anjo Gabriel a saúda como 'filha de Sião': Avé (=Alegra-te) (Leit.) » (CIC, 722).

Queremos igualmente fazer parte da família do Senhor: «Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver:  'Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai..' (Ev.)» (CIC, 2233).

 

4ª Feira, 22-XI: Coerência e transformação da sociedade.

2 Mac 7, 1. 20-31 / Lc 19, 11-28

Os seus concidadãos detestavam-no e mandaram uma delegação atrás dele, para dizer: ´Não queremos que ele seja nosso rei.

É um grito desolador que ainda hoje se ouve na sociedade, em tantos campos. Mas Deus concedeu-nos os talentos (Ev.), para conseguirmos que ele reine na sociedade, na cultura, no progresso científico, etc.: «A vocação do homem para a vida eterna não suprime, antes reforça, o seu dever de aplicar as energias e os meios recebidos do Criador no serviço da justiça e da paz neste mundo» (CIC, 2820).

Um dos talentos que devemos usar para a implantação do reino de Cristo é a fidelidade à fé e aos ensinamentos do Senhor (Leit: o exemplo da mãe e dos sete filhos mártires).

 

5ª Feira, 23-XI: fidelidade e correspondência às graças de Deus.

1 Mac 2, 15-29 / Lc 19, 41-44

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém chorou à vista dela, e disse: Se tu também soubesses, hoje ao menos, os meios de alcançar a paz!

Na modesta cidade de Modin (Leit.), muitos estavam para apostatar. Mas o exemplo de Matatias arrastou a esses muitos para se manterem fiéis à Aliança. Pensemos na comunhão dos Santos e na ajuda que podemos prestar aos outros se formes igualmente fiéis.

Pelo contrário, os habitantes da cidade de Jerusalém não corresponderam à presença de Jesus e às contínuas graças que receberam. A dor de Jesus foi grande: «Jesus chorou à vista de Jerusalém» (Ev.). O Senhor também passa muitas vezes junto de nós. Vamos procurar corresponder melhor a esses encontros, para não lhe causarmos qualquer desgosto.

 

6ª Feira, 24-XI: As nossas disposições no Templo.

1 Mac 4, 36-37. 52-59 / Lc  19, 45-48

Quando Jesus entrou no Templo começou a expulsar os vendedores, a quem dizia: 'está escrito: A minha casa será casa de oração'.

Uma vez que os pagãos tinham profanado o Templo, Judas Macabeu e os seus irmãos, depois da vitória, decidiram purificá-lo e agradecer a Deus a sua ajuda (Leit.). Uma coisa semelhante fez Jesus ao entrar no Templo e ver que estava transformado em antro de salteadores, expulsou-os e Ele próprio estava lá todos os dias a ensinar (Ev.).

Quando entramos numa igreja, deixemos lá fora todos os pensamentos inúteis, as conversas desnecessárias. Vamos ali com o desejo de agradecer a Deus a sua entrega pela nossa salvação, para cumprimentá-lo no Sacrário e estarmos recolhidos e a falar com Ele.

 

Sábado, 25-XI: O 'segredo da ressurreição'.

1 Mac 6, 1-13 / Lc 20, 27-40

E não se trata de um Deus de mortos, mas de vivos porque, para Ele, todos vivem.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e, para apoiar o seu ponto de vista, expuseram ao Senhor este caso (Ev.). Jesus responde-lhes, dizendo: «A fé na ressurreição dos mortos assenta na fé em Deus, que 'não é um Deus de mortos, mas de vivos' (CIC, 993).

A Eucaristia é também o segredo da ressurreição: «Na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: 'Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia'. Através da Eucaristia assimila-se, por assim dizer, o 'segredo da ressurreição'» (IVE, 18).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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