32.º Domingo Comum

12 de Novembro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha súplica, F. Santos, NCT 213

Salmo 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Porque criados à imagem e semelhança de Deus, todos possuímos desejos de eternidade feliz. E essa felicidade que tanto ansiamos, está ao nosso alcance. Apenas se exige que não nos deixemos enganar nos caminhos da vida. O Senhor, nosso Pai amorosíssimo, que deseja também  a nossa verdadeira felicidade, vai mais uma vez, indicar-nos os verdadeiros caminhos que devemos seguir para podermos usufruir essa tão desejada felicidade terrena e eterna. Como é importante estar atento e meditar nas Leituras que vamos escutar!

 

Ato Penitencial

 

A Bondade infinita que é Deus, exige não só que tomemos consciência desta essência divina, mas também  que haja correspondência da nossa parte a esse Amor, que na Sua Misericórdia nos revela. Como estamos a  tomar consciência  desse Amor infinito, que, como tal, deseja a nossa felicidade?

( Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

. Senhor Jesus, porque nem sempre temos correspondido ao vossa Amor, perdendo assim muito do tempo que  nos tendes  generosamente concedido,  tende de nós misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Cristo, que  com tanta facilidade não escutamos os vossos conselhos para o bom aproveitamento do tempo que nos tendes concedido , tende de nós misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Senhor Jesus, que  sois o verdadeiro tesouro da nossa vida, perdoai as nossas faltas de atenção ao Vosso Amor e tende de nós misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A verdadeira Sabedoria só em Deus se encontra. Escutêmo-LO e sigamos sempre pelo caminho que nos indica.

 

Sabedoria 6, 12-16

12A Sabedoria é luminosa e o seu brilho é inalterável; deixa-se ver facilmente àqueles que a amam e faz-se encontrar aos que a procuram. 13Antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam. 14Quem a busca desde a aurora não se fatigará, porque há-de encontrá-la já sentada à sua porta. 15Meditar sobre ela, é prudência consumada e, quem lhe consagra as vigílias, depressa ficará sem cuidados. 16Procura por toda a parte os que são dignos dela: aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência, e vem ao seu encontro em todos os seus pensamentos.

 

A leitura corresponde ao longo elogio da sabedoria (capítulos 6 a 9); a nossa leitura é o desenvolvimento de uma bela ideia inicial: a sabedoria deixa-se encontrar pelas almas rectas (Sab 1, 2).

14 «Sentada à sua porta». Como se vê, a sabedoria aparece personificada: é como uma pessoa fácil de encontrar, quando se procura, porque ela mesma, então, vem ao nosso encontro.

 

Salmo Responsorial    Sl 62 (63), 2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)

 

Monição: Não troquemos o Senhor por aquilo que é ilusório. Só Deus sacia a nossa fome infinita de felicidade.

 

Refrão:        A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.

 

Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro.

A minha alma tem sede de Vós.

Por Vós suspiro,

como terra árida, sequiosa, sem água.

 

Quero contemplar-Vos no santuário,

para ver o vosso poder e a vossa glória.

A vossa graça vale mais que a vida;

por isso, os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.

 

Assim Vos bendirei toda a minha vida

e em vosso louvor levantarei as mãos.

Serei saciado com saborosos manjares

e com vozes de júbilo Vos louvarei.

 

Quando no leito Vos recordo,

passo a noite a pensar em Vós.

Porque Vos tornastes o meu refúgio,

exulto à sombra das vossas asas.

 

Segunda Leitura*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Monição: A ressurreição de Jesus Cristo é força para todos aqueles que anseiam pela felicidade. A felicidade, que todos desejamos, encontra-se no Senhor ressuscitado.

 

Forma longa: 1 Tessalonicenses 4, 13-18        Forma breve: 1 Tessalonicenses 4, 13-14

13Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. 14Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido.

[15Eis o que temos para vos dizer, segundo uma palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. 16Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.]

 

Os cristãos de Tessalónica, tinham sido evangelizados pouco antes, na segunda viagem missionária de S. Paulo, provavelmente durante o Inverno de 50-51. Embora o Apóstolo não tenha podido permanecer ali por muito tempo (talvez apenas uns dois ou três meses) tornaram-se uma comunidade modelar (cf. 1 Tes 1, 7), mas a verdade é que não estavam devidamente esclarecidos acerca da sorte dos seus defuntos surpreendidos pela morte antes da vinda gloriosa de Jesus. Julgavam que eles já não poderiam tomar parte no triunfo glorioso da segunda vinda do Senhor (a parusia), que julgavam estar para breve; era esta mais uma forte razão para andarem preocupados e tristes, segundo as notícias que Timóteo, enviado desde Atenas, lhe tinha trazido a Corinto (cf. 1 Tes 3, 1-2.6). 

13 S. Paulo, consciente das «deficiências da fé» dos tessalonicenses (cf. 3, 10), trata agora de os esclarecer na fé e de os consolar, escrevendo: «para vos não contristardes» (v. 13). Paulo garante-lhes que «Deus levará com Jesus os que tiverem morrido n’Ele» (v. 14), não estando excluídos de estar «para sempre com o Senhor» (v. 17). O Apóstolo apela para «uma palavra do Senhor», mas discute-se sobre qual a palavra a que se refere; uns pensam no discurso escatológico dos Sinópticos, outros numa revelação pessoal, outros nalguma palavra de Jesus das não consignadas nos Evangelhos (ágrapha)

15 «Nós os vivos, os que ficarmos». Pelo que sabemos doutros textos paulinos, S. Paulo não estava convencido de que havia de ficar para a parusia (cf. 1 Cor 15, 30-31; 2 Cor 1, 8-9; 4, 14; Filp 2, 17); quando muito, manifestaria uma vaga esperança de vir a ficar (BJ). O mais provável é que exprima na primeira pessoa do plural o que só dizia respeito a uma parte dos cristãos, sem se incluir nessa parte: é uma ficção literária a que os gramáticos dão o nome de enálage pessoal, e que S. Paulo usa mais vezes. «Não precederemos...», isto é, os que viverem na ocasião da 2.ª vinda de Jesus não levarão vantagem aos que já morreram, pois então estes, «os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro» e os que então viverem vivos, «os que tivermos ficado seremos arrebatados», na linguagem mais clara de 1 Cor 15, 51-53, «serão transformados», isto é, glorificados.

16 A linguagem com que S. Paulo se exprime é simbólica, por isso não se deve tomar à letra; era corrente na literatura apocalíptica judaica, utilizada para exprimir uma realidade misteriosa e transcendente, uma intervenção certa e portentosa de Deus; assim é o caso de: «a voz do arcanjo», «a trombeta divina», «as nuvens e o Senhor nos ares (cfr. Dan 7, 13). Por outro lado, S. Paulo utiliza a mesma linguagem do mundo helenístico para as visitas festivas, a vinda duma personagem importante, chamada parousia, a que correspondia a jubilosa saída dos cidadãos ao seu encontro, chamada avástasis. (Assim pensa L. Cerfaux, Le Christ dans la théologie de Saint Paul, Paris, Cerf, 1954, pp. 29-34. J. Dupont pensa antes na analogia Ex 19, 17 – o encontro do povo com Yahwéh –, mas o termo grego usado pelos LXX é outro). Ora sucede que nesta passagem paulina ocorrem ao mesmo tempo os dois vocábulos, pois, «para irmos ao encontro do Senhor» diz-se: eis anástasin tou Kyriou.

17 O importante é que todos, tanto os que vivem como os que morreram, «estaremos sempre com o Senhor»; esta é a certeza da fé capaz de consolar aqueles fiéis e a nós também.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 24, 42a.44

 

Monição: Deus-Pai que nos ama com Amor infinito, quer-nos ver felizes no tempo e por toda a eternidade. Para que tal aconteça é necessário alimentar com o “azeite” da oração  a luz da fé mantendo-nos sempre vigilantes.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Vigiai e estai preparados, porque,

na hora em que não pensais, virá o Filho do homem.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 25, 1-13

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 1«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. 2Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. 3As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, 4enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. 5Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. 6À meia noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. 7Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. 8As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. 9Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. 10Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. 11Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. 12Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. 13Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».

 

Esta parábola das 10 virgens, referida apenas em Mateus, aparece-nos na segunda parte do discurso escatológico do Primeiro Evangelho (Mt 24 – 25). É ela uma exortação do Senhor à vigilância, a fim de mantermos acesa a luz da fé com o azeite da caridade. A parábola enquadra-se nos costumes nupciais judaicos da época; na última fase das festas nupciais, que em casa de cada um dos noivos já se vinham fazendo, tratava-se de o noivo, rodeado dos seus amigos, vir buscar a noiva a casa dela para a sua, a fim de todos juntos celebrarem as bodas. O cortejo do noivo era recebido fora de casa pelas amigas da noiva (raparigas solteiras, daqui a designação de virgens), enquanto a noiva aguardava dentro o encontro com o noivo. Sucede, porém, que este ritual não parece ser exactamente o desta parábola, pois parece que o banquete foi em casa da noiva (embora isto não seja dito) e, em vez dos archotes habituais, foram usadas candeias de azeite. Desta maneira, a lição da parábola torna-se ainda mais clara, uma vez que são as 10 jovens a esperar a vinda do esposo em casa da noiva; o noivo figura a Cristo, para cuja vinda os fiéis – as dez virgens – devem estar preparados, não lhes bastando estar na Igreja, a casa da noiva, embora esta não seja expressamente nomeada na parábola.

 

Sugestões para a homilia

 

1. A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.

2. O real valor das coisas.

3. Importância de ter sempre acesa “a lâmpada” da luz da fé.

 

1. A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.

 

Todos temos sede de Deus porque todos temos sede de felicidade. Fomos criados por um Pai que nos ama com Amor infinito. Por isso, todos fomos criados para sermos felizes no tempo e por toda a  eternidade. À luz da fé, sabemos que essa fonte de felicidade, que todos tanto desejamos, está em Deus, é o próprio Deus. Afinal a sede de felicidade é  mesmo sede de Deus. Esta certeza é-nos dada pela fé, verdade esta que dá verdadeiramente sentido à nossa vida. Quem faz esta descoberta revela ser portador de grande sabedoria. E dessa Sabedoria nos fala a Primeira Leitura “Quem a busca desde a aurora não se fatigará”. Assim se louva essa Sabedoria, pela qual vale a pena deixar tudo para a possuir.

Os santos, só o são, visto terem feito a tampo, esta descoberta maravilhoso, pelo qual muitos, como S. Francisco de Assis, tudo deixaram. Santo Agostinho deixou mesmo escrito: “Que tarde te encontrei, meu Deus. Meu coração andava inquieto e só em ti encontrou descanso”. Graças às orações e lágrimas de sua mãe, Santa Mónica, converteu-se  Santo Agostinho, aos 32 anos de idade.

 

 

 

2. O real valor das coisas.

 

É à luz desta Sabedoria que sabemos o real valor das coisas. Mais, sabemos que após esta vida terrena, sempre rápida e passageira, nos espera uma vida eterna,. como nos avisa S. Paulo na Segunda Leitura da Missa de hoje. É ainda à luz da mesma Sabedoria, que sabemos que devemos estar sempre preparados para esse Encontro definitivo com o divino Esposo, com o Senhor, verdadeira encanto e consolo das nossas vidas. Daí o alerta que o mesmo Senhor Jesus, nos lança com a parábola do Evangelho, que tem por base um costume vivido pelos Israelitas nas festas de núpcias. Pela dita parábola sabemos que Ele virá no momento em que menos contarmos. O Senhor oculta-nos esse momento do qual dependerá a eternidade e fá-lo por nosso amor, para andarmos sempre preparados e tudo encararmos com naturalidade.

 

3. Importância de ter sempre acesa a “lâmpada” da fé.

 

Estaremos preparados para a partida eterna, na medida em que tivermos acesa a lâmpada da fé. Para que tal aconteça é necessária vida de oração,  que, tal  como o azeite, faz sempre falta para alimentar a lâmpada.  Tal só será possível se depois de momentos vividos a sós com o Senhor todas as restantes atividades de trabalho, estudo ou descanso as fizermos sob o “olhar” do mesmo Senhor,, isto é pelo Seu amor, com verdadeira unidade de vida,  tudo transformando em oração e com o recurso assíduo aos Sacramentos  da Penitência e Eucaristia. Assim  poderemos cumprir, com a graça de Deus, integralmente a vontade do mesmo Senhor, e assim estar sempre preparado para o grande e definitivo Encontro com o Senhor. Sabemos que os mandamentos do Senhor, verdadeiros caminhos de felicidade terrena e eterna se resumem em amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.

Esta Sabedoria leva-nos a uma autêntica e verdadeira vida de amor.

Assim, bem iluminados pela luz da fé estaremos sempre prontos a receber com entusiasmo, a abraçarmo-nos com o Esposo eterno, o único capaz de saciar os anseios mais profundos de felicidade que todos possuímos e para os quais todos também fomos criados.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs em Jesus Cristo,

Vigiar é estar atento às necessidades uns dos outros,

Elevemos ao Senhor as nossas súplicas

pedindo-lhe que salve todos os homens

e digamos com fé: Ouvi-nos Senhor.

 

 

1.     Pela Igreja que espera o seu Senhor

e pelo nosso bispo, pelos presbíteros e diáconos

que sem fadiga nos repetem “vigiai”,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.     Pelos descuidados com o regresso do Senhor,

pelos que baixam os braços já sem forças

e pelos fieis acordados e despertos

para que saibam  sempre ser fieis,

oremos, irmãos.

 

R.  Ouvi-nos, Senhor.

 

3.     Pelos homens e mulheres que amam a Jesus Cristo,

pelas famílias que vivem sem esperança e na tristeza

e pelos doentes, os isolados e os que sofrem,

 oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4.     Pelas virgens e pelos monges contemplativos,

Pelos jovens que se propõem seguir o Senhor

e pelas jovens que Lhe entregam o coração,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos,  Senhor.

 

 

5.     Pelos fieis que caíram na indiferença,

pelos que mantêm as suas lâmpadas acesas

e pelos que despertam a fé dos vacilantes,

oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

Senhor, que na vossa infinita sabedoria

conheceis a hora de todas as coisas,

ouvi as orações da vossa Igreja

e fazei que o coração de todos nós

Vos deseje mais que a ninguém.

Por  Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que  Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A minha alma tem sede, M. Carneiro, NRMS 40

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da paz

 

A paz é a grande riqueza que todos desejamos. Ela é fruto da nossa união com Deus, que é Amor. Essa riqueza tão procurada está ao nosso alcance na medida em que nos amarmos por amor de Deus. Com o propósito de sempre assim fazermos, Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Comunhão, é  o grande Tesouro que Deus-Pai nos concede e  com Ele, nos dá também toda a força  de que precisamos, para sempre verdadeiramente a todos amar. Ele é Deus connosco, o único capaz de satisfazer todos os anseios do nosso coração.

Vamos recebê-LO com muito fé e  experimentaremos as alegrias do Seu Amor.

 

Cântico da Comunhão: Nesta santa Eucaristia, H. Faria, NRMS 103-104

Salmo 22, 1-2

Antífona da comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

 

Ou

Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A fé, alimentada com o “azeite” da oração e dos Sacramentos, faz-nos conhecer o real valor das coisas. Com o propósito de uma oração fervorosa e constante estaremos sempre alerta para não nos deixarmos enganar. Decididos a  seguir os caminhos que o Senhor hoje nos indica, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-XI: Apoios para a vida eterna.

Sab 1, 1-7 / Lc 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

Constituímos um Corpo Místico, no qual cada um é responsável pelos demais: «Daí que, se algum membro padece, todos os membros sofrem conjuntamente; e, se algum membro recebe honras, todos se alegram» (LG, 7).

Podemos ajudar os outros a chegarem ao Céu, seguindo os conselhos do Senhor, corrigindo os seus defeitos: «Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o»; e perdoar sem medida: «Não há limite nem medida para este perdão essencialmente divino (Ev.). Peçamos confiadamente a Deus: «Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade» (S. Resp.).

 

3ª Feira, 14-XI: A fé e o valor da morte.

Sab 2, 23-3, 9 / Lc 17, 7-10

Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido, o saírem deste mundo considerou-se uma desgraça e, contudo, eles estão em paz.

Para quem não tem fé, a morte é uma desgraça, em vez de ser uma amiga,   a chave da

felicidade plena, a que possibilita a mudança de casa, pois a ´vida não é tirada, mas transformada' (Prefácio dos defuntos).

Os justos que já estão na casa de Deus são os 'servos inúteis' (Ev.), isto é, os que apenas fizeram o que deveriam fazer, procurando cumprir os seus deveres quotidianos. No entanto, foram castigados, sofreram penas, foram experimentados como o ouro na fundição, ofereceram sacrifício, confiaram em Deus (Leit.).

 

4ª feira, 15-XI: O perdão e a vida nova santa.

Sab 6, 1-11 / Lc 17, 11-19

Ao vê-los, Jesus disse-lhes: Ide mostrar-vos ao sacerdote. E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra.

Qual o significado destas numerosas curas realizadas pelo Senhor? «As curas que fazia eram sinais de vinda do reino de Deus. Anunciava uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte, mediante a sua Páscoa» (CIC, 1505). A cada um de nós cura-nos das doenças da alma (do pecado), especialmente na Confissão.

Depois de limpos, devemos agradecer (Ev.) e procurar viver uma vida santa: «Pois, os que tiverem santamente guardado as coisas santas, serão reconhecidos como santos e, os que nelas se tiverem instruído, hão-de encontrar a sua própria defesa» (Leit.).

 

5ª Feira, 16-XI: Onde está o reino de Deus?

Sab 7, 22-8, 1 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá está aqui ou ali, pois o reino de Deus já está no meio de vós.

«O reino de Deus está no meio de nós.  Aproximou-se no Verbo Encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O reino de Deus vem desde a santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O reino virá na glória, quando Cristo o entregar ao Pai» (CIC, 2816).

Pedimos-lhe: 'Venha a nós o vosso Reino'. E Jesus, que é a Sabedoria, «ao passar, em cada geração, nas almas santas, prepara os amigos de Deus e os profetas, pois Deus só ama quem habita com a Sabedoria» (Leit.).

 

6ª Feira, 17-XI: Deus é luminoso e podemos encontrá-lo.

Sab 13, 1-9 / Lc 17, 26-37

Por serem grandes e belas as coisas criadas é que se pode contemplar, por analogia, o seu Autor.

As coisas criadas são como sinais, que nos ajudam a descobrir Deus (Leit.). Depois do pecado original, perdemos esta sensibilidade, e só temos que pedir a Deus que nos aumente a fé: «O homem religioso procura reconhecer os sinais de Deus nas experiências diárias da sua vida, na fecundidade da terra e em todo o movimento do universo. Deus é luminoso, podendo ser encontrado também por aqueles que o buscam de coração sincero» (L. Fidei, 35).

Teremos para isso que confiar mais em Deus do que em nós: «Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la» (Ev.).

 

Sábado, 18-XI: dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo.

Act 28, 11-16. 30-31 / Mt 14, 22-23

O barco já se afastara da terra muitos estádios e era açoitado pelas ondas, por o vento ser contrário.

Celebramos o aniversário da Dedicação destas Basílicas. É uma boa oportunidade para reflectirmos sobre a Igreja, apoiada  sobre o fundamentos dos principais Apóstolos do Senhor.

«Até esse dia, a Igreja avança na sua peregrinação por entre as perseguições do mundo e das consolações de Deus» (CIC, 769). Foi o que aconteceu com o barco, que representa a Igreja, onde seguiam Pedro e os outros Apóstolos. Deus ajuda sempre. Podemos pedir concretamente, através de S. Pedro e S. Paulo, que a doutrina de Cristo, e dos seus sucessores, chegue a todos os recantos da terra (Oração).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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