Comemoração de todos os fiéis Defuntos

1.ª Missa

2 de Novembro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Felizes os mortos, F. dos Santos, NRMS 19-20

cf. 1 Tess 4, 14; 1 Cor 15, 22

Antífona de entrada: Assim como Jesus morreu e ressuscitou, também aos que morrem em Jesus, Deus os levará com Ele à sua glória. Se em Adão todos morreram, em Cristo todos voltarão à vida.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje, seguindo um costume da Idade Média, a Igreja comemora todos os fiéis defuntos, isto é, os cristãos que ao longo dos séculos acreditaram e viveram conforme o ensinamento de Jesus, confiaram na misericórdia de Deus e esperaram confiadamente na ressurreição dos mortos.

Fazemos memória hoje de todos os que nos precederam na fé, celebrando esta Eucaristia na certeza de que Deus não deixará nas trevas da morte aqueles que O amam e servem, aqueles que confiam na Sua bondade de Pai.

 

Oração colecta: Deus, Pai de misericórdia, escutai benignamente as nossas orações, para que, ao confessarmos a fé na ressurreição do vosso Filho, se confirme em nós a esperança da ressurreição dos vossos servos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Job proclama a fé na ressurreição, como força para não sucumbir à dor que mudou de repente a sua vida.

A esperança do Céu e da ressurreição final deve animar-nos quando as pessoas da nossa família ou amizade deixam esta vida, ou quando se aproximar também a nossa hora de despedida.

 

Job 19, 1.23-27a

1Job tomou a palavra e disse: 23«Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze 24com estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre! 25Eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra. 26Revestido da minha pele, estarei de pé na minha carne verei a Deus. 27aEu próprio O verei, meus olhos O hão-de contemplar».

 

Este pequeno trecho, de irregular transmissão textual, é um dos mais citados pela tradição cristã; corresponde à resposta de Job às acusações dos seus amigos; é um hino de esperança e confiança em Deus no meio do seu atroz sofrimento, um hino que fica bem realçado, ao dizer: «palavras escritas… esculpidas em pedra para sempre».

25 «E no último dia Se levantará sobre a terra». Esta última reformulação da tradução litúrgica – que antes já tinha abandonado o texto latino da Vulgata para se cingir ao texto hebraico massorético – parece ter querido recuperar um sentido escatológico (o da ressurreição final), ao não referir o adjectivo «último» a Deus, mas sim a «dia» (substantivo que não aparece no hebraico, mas que S. Jerónimo subentendeu). No entanto, o verbo «Se levantará» (que S. Jerónimo traduziu na 1ª pessoa, referindo-o a Job) segue o texto hebraico.

26 «Na minha carne verei a Deus». O texto massorético tem o seguinte sentido: ainda nesta vida (com a minha carne já curada) hei-de sentir a protecção de Deus, o seu amor e bondade (é este o sentido corrente no A. T. de «ver a Deus»). A verdade é que a nova tradução litúrgica, baseada na pauta da Neovulgata, quis manter o sentido escatológico do texto, de acordo com o antigo uso do texto na Liturgia dos defuntos. De facto, quando o justo que sofre (Job), haverá de ver plenamente a Deus com a sua carne, será na Ressurreição (ainda que a doutrina da ressurreição não apareça no livro de Job e seja algo ao arrepio desta obra). A Vulgata de S. Jerónimo tinha uma tradução que hoje nenhum crítico segue: «Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia eu hei-de ressuscitar da terra e serei novamente revestido da minha pele e com a minha própria carne verei o meu Deus». A verdade, porém, é que estamos diante duma passagem que oferece bastantes dificuldades para a reconstituição do texto original e a Neovulgata optou por um texto aberto a um sentido escatológico, semelhante ao da tradução litúrgica que aqui temos.

 

Salmo Responsorial    Sl 26 (27), 1.4.7 e 8b e 9a.13-14 (R. 1a ou 13)

 

Monição: O salmo responsorial que a Liturgia nos convida a cantar proclama esta esperança na ressurreição final, que deve encher a nossa vida.

 

Refrão:        Espero contemplar a bondade do Senhor

                     na terra dos vivos.

 

Ou:               O Senhor é a minha luz e a minha salvação.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é o protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da suavidade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,

tende compaixão de mim e atendei-me.

A vossa face, Senhor, eu procuro:

não escondais de mim o vosso rosto.

 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor

na terra dos vivos.

Confia no Senhor, sê forte.

Tem coragem e confia no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na segunda Carta aos Coríntios, proclama a fé na ressurreição final, como participação na Ressurreição de Jesus Cristo.

Não nos podemos deixar invadir pelo desânimo, ao ver que a nossa vida mortal definha cada dia, porque receberemos o corpo renovado, para habitarmos eternamente nos céus.

 

2 Coríntios 4, 14-18 – 5, 1

14Como sabemos, irmãos, Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele. 15Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as acções de graças de um maior número de cristãos para glória de Deus. 16Por isso, não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. 17Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória. 18Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas. 5, 1Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens.

 

A leitura é duma grande riqueza doutrinal e projecta a luz da fé sobre o mistério da morte, um mistério a que ninguém pode fechar os olhos, sobretudo na comemoração do dia de hoje. A esperança da ressurreição e da glória do Céu, que animava o Apóstolo Paulo, é a mesma que nos anima a nós.

16 «Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia». A antítese «homem exterior» «homem interior» visa a oposta dualidade da antropologia teológica paulina, mais do que a dualidade da antropologia filosófica grega, embora sem prescindir dela. O homem exterior é o ser humano considerado na sua mortalidade, votado à ruína e decomposição física (cf. v. 7: um frágil «vaso de barro»), em contraste com o homem interior, que aqui, mais do que a imortalidade da filosofia grega (a athanasía: cf. 1 Cor 15, 53-54; 1 Tim 6, 16), parece indicar a vitalidade sobrenatural imperecível infundida no Baptismo, um princípio de santificação que possibilita que o homem regenerado se vá renovando de dia para dia, identificando-se cada vez mais com Cristo ressuscitado. A vida dos santos demonstra esta afirmação paulina: à medida que os seus corpos se vão consumindo por sofrimentos e penitências corporais, renova-se a sua juventude de alma, a sua alegria. A propósito destas noções, temos que reconhecer que Paulo não utiliza nos seus escritos um modelo antropológico único; com efeito, embora a sua formação seja radicalmente hebraica, ele, ao dirigir-se ao mundo helenístico, também se serve de categorias do pensamento filosófico grego corrente. Daqui provém, às vezes, alguma dificuldade de interpretação dos seus textos, cuja antropologia não se pode absolutizar.

5, 1 «Tenda... morada terrestre...» Tenda (skênos), designa no mundo grego o corpo, como invólucro da alma, uma alusão ao carácter provisório da nossa morada terrestre, em contraposição com o corpo já ressuscitado e glorioso, à maneiro do de Cristo. Que Paulo admite uma escatologia individual e intermédia, distinta da ressurreição final, é uma coisa que fica bem clara neste mesmo capítulo 5 da 2ª aos Coríntios «preferimos exilar-nos do corpo para ir morar junto de Cristo» (cf. Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé em 17-5-79; ver texto em CL, ano C (1979-80), n.º 11/12, pp. 1698-1700).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 11, 25

 

Monição: É preciso ser humilde, para compreender o que o Senhor nos revela com a Sua Palavra. A melhor preparação para acolher o Evangelho é, pois, a disponibilidade humilde.

Manifestemos estes sentimentos cantando Aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 25-30

25Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 

A leitura é uma das mais belas orações de Jesus que aparecem nos Evangelhos, um hino de louvor e de acção de graças, que também aparece em Lc 10, 21-24.

25-27 «Sábios e inteligentes» (prudentes) são os sábios orgulhosos, que confiam apenas na sua sabedoria; auto-suficientes, julgam poder salvar-se com os seus próprios recursos de inteligência e poder. Os «pequeninos» são os humildes, abertos à fé, capazes de visão sobrenatural. A revelação divina só pode ser aceite e captada pela fé. Uma ciência soberba impede de aceitar a loucura divina da Cruz (cf. 1 Cor 1, 19-31). Jesus reivindica para Si um conhecimento do Pai (Deus) perfeitamente idêntico ao conhecimento que o Pai tem do Filho (Jesus), e isto porque Ele, e só Ele, é o Filho, igual ao Pai, Deus com o Pai.

28-30 Palavras estas maravilhosas, que nos patenteiam os sentimentos do Coração de Cristo. O povo andava «cansado e oprimido» com as minuciosas exigências da lei antiga e das tradições que os fariseus e doutores da lei impunham com todo o rigorismo do seu frio e insuportável legalismo que oprimia a liberdade interior e roubava a paz ao coração. Jesus não nos dispensa de levar o seu «jugo» e a sua «carga», mas não quer que nos oprima, pois quer que O sigamos por amor, e «para quem ama é suave; pesado, só para quem não ama» (Santo Agostinho, Sermão 30, 10). O mesmo Santo Agostinho comenta esta passagem: «qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a uma ave lhe tirares as asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhas tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas, e verás como voa» (Sermão 126, 12).

 

(N. B. — Há outras possibilidades de leituras para a 2ª e a 3ª Missa)

 

Sugestões para a homilia

 

Deus é misericordioso e compassivo em extremo e nunca não poupou esforços para nos salvar; nem mesmo o pecado persistente consegue fazê-lo desistir do seu desejo de nos redimir. Na verdade, até o fim da vida, quando expirarmos no último minuto, Deus continuará a oferecer-nos a opção de decidirmo-nos pela vida e de nos libertar da morte eterna.

Ao comemorar a memória de todos os fiéis defuntos, refletimos sobre o purgatório, a “purificação final dos eleitos” (Catecismo da Igreja Católica, 1031), na qual a misericórdia de Deus alcança a sua expressão suprema na forma oculta. O purgatório, às vezes descrito como fogo purificador (cf. 1 Cor 3, 15, 1 Pedro 1, 7), põe fim aos efeitos do pecado na nossa vida.

Mas, é claro, a existência do purgatório não nos isenta de lutar contra o pecado aqui nesta vida. Como disse São Paulo: “Pelo batismo fomos sepultados com Cristo e morremos para ressuscitar e viver uma nova vida” (Rom 6, 4).

Que aplicação tem para nós essa união com a morte de Cristo no nosso dia-a-dia? É importante porque somos nós que devemos atualizá-la, reafirmando diariamente a nossa união com Jesus e deixando que a sua cruz no separe do pecado e da morte. De facto, ficamos livres do pecado pela confissão sacramental, recebendo a absolvição de todos os pecados e reafirmando a convicção de que fomos crucificados com Cristo e agora estamos mortos para o pecado. Se nos lembrarmos de aplicar a cruz de Cristo a todos os aspetos da vida, podemos purificar-nos cada vez mais, vencendo a nossa natureza decaída.

O purgatório não é mais do que uma extensão da obra da cruz, uma continuação do desejo de Deus de nos levar para o seu Reino. Mas não devemos esquecer que Deus quer que nos purifiquemos e nos santifiquemos dia após dia, sem esperar pelo purgatório.

Se hoje pedirmos ao Senhor que encha a nossa vida com o seu amor, então teremos um duplo benefício: daremos um passo menos doloroso e mais confiante para a vida eterna e receberemos uma vida mais alegre e frutífera aqui na Terra.

Neste dia, louvemos e dêmos graças ao Pai eterno pela sua misericórdia e compaixão, porque em vez de nos tratar como as nossas falhas e erros merecem, oferece-nos a purificação e a salvação através da cruz de seu Filho.

 

Fala o Santo Padre

 

«Hoje somos chamados a recordar todos, inclusive aqueles dos quais ninguém se lembra:

as vítimas das guerras, das violências, da miséria; os anónimos, os irmãos assassinados por serem cristãos.»

 

Ontem pudemos celebrar a Solenidade de todos os Santos e hoje a liturgia convida-nos a recordar os fiéis defuntos. Estas duas comemorações estão intimamente ligadas entre si, assim como a alegria e as lágrimas encontram em Jesus Cristo uma síntese que é fundamento da nossa fé e da nossa esperança. Com efeito, por um lado a Igreja, peregrina na história, alegra-se pela intercessão dos Santos e dos Beatos que a corroboram na missão de anunciar o Evangelho; por outro, como Jesus, ela compartilha o pranto de quantos sofrem a separação das pessoas amadas, e como Ele e graças a Ele, faz ressoar a acção de graças ao Pai que nos libertou do domínio do pecado e da morte.

Entre ontem e hoje, muitas pessoas vão em visita ao cemitério que, como diz esta mesma palavra, é o «lugar do descanso», à espera do derradeiro despertar. É bom pensar que o próprio Jesus nos acordará! Foi precisamente Jesus que nos revelou que a morte do corpo é como um sono do qual Ele nos desperta. É com esta fé que nos detemos — também espiritualmente — perante o túmulo dos nossos entes queridos, de quantos nos amaram e nos fizeram o bem. Mas hoje somos chamados a recordar todos, inclusive aqueles dos quais ninguém se lembra. Recordemos as vítimas das guerras e das violências; tantos «pequeninos» do mundo, esmagados pela fome e pela miséria; recordemos os anónimos, que descansam no ossário comum; recordemos os irmãos e as irmãs assassinados por serem cristãos; e recordemos quantos sacrificaram a vida para servir o próximo. Confiemos ao Senhor de maneira particular quantos nos deixaram durante este último ano.

A tradição da Igreja sempre exortou a rezar pelos finados, de maneira especial oferecendo por eles a Celebração eucarística: esta é a melhor ajuda espiritual que nós podemos oferecer pelas suas almas, particularmente por aquelas mais abandonadas. O fundamento da oração de sufrágio encontra-se na comunhão do Corpo Místico. Como reitera o Concílio Vaticano II, «reconhecendo claramente esta comunicação de todo o Corpo Místico de Cristo, a Igreja dos que ainda peregrinam cultivou com muita piedade desde os primeiros tempos do Cristianismo a memória dos defuntos» (Lumen gentium, 50).

A comemoração dos finados, o cuidado pelos sepulcros e os sufrágios são testemunho de esperança confiante, radicada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que encontra a sua raiz e o seu cumprimento em Deus. Dirijamos a Deus a seguinte prece: «Deus de misericórdia infinita, confiamos à vossa bondade imensa quantos deixaram este mundo para a eternidade, onde Vós esperais a humanidade inteira, redimida pelo sangue precioso de Cristo, vosso Filho, morto em resgate pelos nossos pecados. Senhor, não olheis para as numerosas formas de pobreza, miséria e debilidade humanas, quando nos apresentarmos diante do vosso Tribunal, para sermos julgados para a felicidade ou a condenação. Dirigi-nos o vosso olhar piedoso, que nasce da ternura do vosso Coração, e ajudai-nos a caminhar pela senda de uma purificação completa. Que nenhum dos vossos filhos se perca no fogo eterno do inferno, onde já não há lugar para o arrependimento. Senhor, confiamos-vos as almas dos nossos entes queridos, das pessoas que morreram sem o alívio sacramental, ou que não tiveram a possibilidade de se arrepender nem sequer no termo da própria vida. Que ninguém tenha medo de se encontrar convosco, depois da peregrinação terrena, na esperança de ser recebido nos braços da vossa misericórdia infinita. Que a irmã morte corporal nos encontre vigilantes na oração e repletos de todo o bem praticado ao longo da nossa existência, breve ou longa que tenha sido. Senhor, nada nos afaste de Vós nesta terra, mas tudo e todos nos sustentem no desejo abrasador de descansar tranquila e eternamente em Vós. Assim seja!» (Pe. Antonio Rungi, passionista, Oração dos finados).

Com esta fé no destino supremo do homem, dirijamo-nos agora a Nossa Senhora, que aos pés da Cruz padeceu o drama da morte de Cristo e depois participou na alegria da sua Ressurreição. Que Ela, Porta do Céu, nos ajude a compreender cada vez mais o valor da oração de sufrágio pelos defuntos. Eles estão próximos de nós! Que Ela nos conforte na peregrinação quotidiana na terra e nos ajude a nunca perder de vista a meta derradeira da vida, que é o Paraíso. E nós vamos em frente com esta esperança, que nunca desilude!

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 2 de Novembro de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

dirijamos a nossa oração a Deus Pai todo-poderoso,

que ressuscitou dentre os mortos a Jesus Cristo, seu Filho e Senhor nosso,

e peçamos-Lhe a salvação e a paz para os vivos e os defuntos.

Digamos confiantes:

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

1. Pela Igreja de Deus,

para que testemunhe sempre diante de todos os homens

a sua fé em Cristo morto e ressuscitado,

oremos ao Senhor:

 

2. Pelos bispos e sacerdotes que exerceram na Igreja o ministério sagrado,

para que participem da liturgia do céu,

oremos ao Senhor:

 

3. Por todos os nossos entes já falecidos,

que receberam no baptismo a semente da vida eterna

e se nutriram do Corpo de Cristo, pão da vida eterna,

para que sejam recebidos na comunhão dos Santos,

oremos ao Senhor:

 

4. Pelos nossos irmãos que sofrem no corpo ou na alma,

para que o Senhor os ajude e console,

oremos ao Senhor:

 

5. Pelas almas dos nossos parentes e dos que nos fizeram o bem,

para que Deus lhes conceda o prémio por seus trabalhos,

oremos ao Senhor:

 

6. Por todos nós aqui reunidos com fé e devoção,

para que o Senhor nos reúna um dia no Seu Reino glorioso,

oremos ao Senhor:

 

Senhor, que a nossa oração possa socorrer

as almas dos vossos fiéis defuntos;

libertai-as de todos os pecados

e acolhei-as no esplendor da vossa face.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NRMS 17

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai com bondade, Senhor, as nossas ofertas e fazei que os vossos fiéis defuntos sejam recebidos na glória do vosso Filho, a quem nos unimos neste sacramento de amor. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é o acto mais perfeito de sufrágio. Nela está Jesus, sacerdote e vítima que se oferece por todas as nossas necessidades. Nela recebemos o Pão da vida. Por ela suplicamos ao Senhor da vida que acolha os nossos irmãos defuntos como primícias da nossa peregrinação.

 

Cântico da Comunhão: Felizes os convidados, M. Luís, NRMS 4

Jo 11, 25-26

Antífona da comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor. Quem crê em Mim, ainda que tenha morrido, viverá. Quem vive e crê em Mim viverá para sempre.

 

Cântico de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que os vossos servos defuntos por quem celebrámos o mistério pascal sejam conduzidos à vossa morada de luz e de paz. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como cristãos não podemos viver vacilantes e dominados pelo temor. Conhecemos bem o amor de Deus por nós. Essa segurança enche-nos de santo orgulho e de esperança, dá-nos força e coragem para enfrentar as dificuldades da vida; faz com que nos entreguemos às causas nobres e justas, a serviço dos irmãos, tentando construir um mundo de justiça e de paz.

 

Cântico final: Jerusalém do alto, M. Faria, NRMS 3 (I)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

 

 

2.ª Missa

2 de Novembro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós te rogamos, Senhor, M. Luís, NRMS 19-20

cf. Esdr 2, 34-35

Antífona de entrada: Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso, nos esplendores da luz perpétua.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O dia de Fiéis Defuntos é acima de tudo uma celebração da nossa fé e da fé dos irmãos que nos precederam; uma celebração da fé recebida, vivida em comum e transmitida de geração em geração. Fé feita dom que nos levou a Jesus, à sua Igreja e aos sacramentos, os quais que alimentaram e alimentam a nossa vida pessoal e comunitária, que nos uniram na vivência dos mesmos valores e critérios, pondo-nos no mesmo sentido da vida e da morte. Celebração de fé e da fé em que não olhamos a morte mas o que está para além dela; celebração de fé, vivida em memória coletiva, numa atitude de ação de graças: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelastes aos pequeninos».

 

Oração colecta: Senhor, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos salvastes pela morte e ressurreição do vosso Filho, acolhei com bondade os vossos fiéis defuntos, de modo que, tendo eles acreditado no mistério da ressurreição, mereçam alcançar as alegrias da bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A fé do antigo Povo de Deus na imortalidade da alma e na ressurreição dos corpos, tornou-se mais firme e mais profunda, na época dos Macabeus, caracterizada por graves perseguições. É esta crença, confirmada pelos ensinamentos de Jesus Cristo, que dá sentido à nossa oração pelos defuntos.

 

2 Macabeus 12, 43-46

Naqueles dias, 43Judas Macabeu fez uma colecta entre os seus homens de cerca de duas mil dracmas de prata e enviou-as a Jerusalém, para que se oferecesse um sacrifício de expiação pelos pecados dos que tinham morrido, praticando assim uma acção muito digna e nobre, inspirada na esperança da ressurreição. 44Porque, se ele não esperasse que os que tinham morrido haviam de ressuscitar, teria sido em vão e supérfluo orar pelos mortos. 45Além disso, pensava na magnífica recompensa que está reservada àqueles que morrem piedosamente. Era um santo e piedoso pensamento. Por isso é que ele mandou oferecer um sacrifício de expiação pelos mortos, para que fossem libertos do seu pecado.

 

Judas Macabeu é o grande herói tanto do 1º como do 2º livro dos Macabeus; seguiu o seu pai Matatias na resistência contra a helenização pagã do povo de Israel, tendo chegado, em 165, a conseguir a purificação do templo e a restauração do culto (cf. 1 Mac 4, 36-59; 2 Mac 10, 1-9). O seu título de Macabeu significa martelo ou malho, título que lhe veio da impugnação do paganismo imposto pelo soberano sírio, e das derrotas infligidas aos opressores do povo judeu (sírios e egípcios). A leitura fala duma colecta de 2.000 dracmas de prata (não 12.000 como aparecia na Vulgata, um texto que a Neovulgata corrige, de acordo com os melhores manuscritos). A moeda grega pesava cerca de 4 gramas de prata; tratava-se, pois, de cerca de oito quilos de prata.

46 «Um santo e piedoso pensamento». O sacrifício que Judas manda oferecer revela a fé numa vida além-túmulo. Com efeito, a aprovação formal do hagiógrafo deixa-nos ver como a oração pelos defuntos que têm faltas a expiar – aqueles soldados mortos no campo de batalha conservavam despojos que tinham sido ofertas aos ídolos, o que era proibido pela Lei – é uma coisa que lhes aproveita. Daqui se deduz a existência do Purgatório, uma fase de expiação de pecados que não impedem a salvação eterna, mas, de alguma maneira, a atrasam (falando em linguagem humana de uma realidade transcendente). É sobretudo a Tradição, a vida e o Magistério da Igreja que esclarecem esta doutrina revelada por Deus.

 

Salmo Responsorial    Sl 102 (103), 8 e 10.13-14.15-16.17-18 (R. 8a ou Sl 36 (37), 39a)

 

Monição: Nada havemos de temer neste mundo nem sequer a morte porque o Senhor é clemente e a sua bondade permanece eternamente.

 

Refrão:        O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

 

Ou:               A salvação dos justos vem do Senhor.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

Não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

Ele sabe de que somos formados

e não Se esquece que somos pó da terra.

 

Os dias do homem são como o feno:

ele desabrocha como a flor do campo

mal sopra o vento desaparece

e não mais se conhece o seu lugar.

 

A bondade do Senhor permanece eternamente

sobre aqueles que O temem

e a sua justiça sobre os filhos dos seus filhos,

sobre aqueles que guardam a sua aliança

e se lembram de cumprir os seus preceitos.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 11, 25a.26

 

Monição: Jesus é a ressurreição e a vida. Quem acredita n’Ele, embora venha a morrer, viverá!

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor.

Quem acredita em Mim nunca morrerá.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 7, 11-17

Naquele tempo, 11dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. 13Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». 14Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». 15O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. 16Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». 17E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.

 

1 «Naim». Como também hoje, não seria propriamente uma cidade, mas uma pequena aldeia a uns 10 km a Sueste de Nazaré. É frequente que S. Lucas dê o nome da cidade a pequenas aldeias. É esta a única passagem em toda a Bíblia onde se fala desta terra, o que leva a crer que seria mesmo um lugarejo sem importância, mas isso não obstou a que Jesus fizesse ali um grande milagre. É S. Lucas o único Evangelista a contá-lo, o Evangelista que mais se detém a retratar a misericórdia do coração de Cristo; nem sequer foi preciso um pedido formal da desolada viúva para que, com uma única palavra, transformasse o seu choro na maior alegria, devolvendo-lhe o seu único filho vivo. Os funerais costumavam realizar-se no mesmo dia da morte, ao meio da tarde.

15 «E Jesus entregou-o à mãe». Santo Agostinho comenta: «Esta mãe viúva alegra-se com o filho ressuscitado. Diariamente se alegra a Mãe Igreja com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele estava morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Anda à busca destes mortos Aquele que os conhece, Aquele que pode fazê-los voltar à vida» (Sermão 98, 2). O mesmo Santo afirma que é um maior milagre a conversão dum pecador do que a ressurreição dum morto, embora seja menos espectacular.

 

Sugestões para a homilia

 

(Ver primeira missa)

 

 

Oração Universal

 

(Ver primeira missa)

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A hóstia branca do nosso altar, M. Faria, NRMS 3 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Deus de bondade infinita, que purificastes na água do Baptismo os vossos servos defuntos, purificai-os também agora no Sangue de Cristo, por este sacrifício de reconciliação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da Comunhão

 

Ao recebermos o Pão da vida, possamos ser purificados pelo mistério pascal e alcançar a glória da ressurreição futura.

 

Cântico da Comunhão: Eu sou o pão vivo, C. Silva, NRMS 36

 

cf. Esdr 2, 35.34

Antífona da comunhão:

V. Brilhe para eles a luz perpétua.

R. Vivam para sempre com os vossos Santos, porque Vós sois bom, Senhor.

V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, nos esplendores da luz perpétua.

R. Vivam para sempre com os vossos Santos, porque Vós sois bom, Senhor.

 

 

Oração depois da comunhão: Ao recebermos o sacramento do vosso Filho, que por nós foi imolado e ressuscitou glorioso, humildemente Vos suplicamos, Senhor, pelos vossos fiéis defuntos, para que, purificados pelo mistério pascal, alcancem a glória da ressurreição futura. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Mostremos que há Alguém que nos anima, que nos dá força e coragem, que dá um sentido diferente à nossa vida e que esse "Alguém" é Cristo Jesus. Vivendo assim nunca teremos medo da morte. Ela não será o fim porque Cristo que ressuscitou também nos ressuscitará a nós para nos fazer, com Ele, herdeiros do Reino dos Céus.

Vivei e trabalhai de modo a estar prontos para acolher o Senhor que vem, dizendo «a minha alma tem sede de Vós, Senhor». Estai sempre atentos e vigilantes! Procurai o Senhor! Jamais percais o Seu caminho!

 

Cântico final: Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, B. Salgado, NRMS 19-20

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

 

 

3.ª Missa

2 de Novembro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Dai a paz senhor, M. Faria, NRMS 23

cf. Rom 8, 11

Antífona de entrada: Deus, que ressuscitou Jesus de entre os mortos, também dará a vida aos nossos corpos mortais pelo seu Espírito que habita em nós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ontem a solenidade de Todos os Santos e, hoje, a comemoração dos fiéis defuntos, convidam-nos a olhar para a meta definitiva da nossa vida: o Paraíso.

Disse Jesus aos Apóstolos: «Vou preparar-vos um lugar para que, onde Eu estiver, estejais vós também. E vós sabeis para onde Eu vou e conheceis o caminho» (Jo 14, 2-4).

Pensar no Céu, seguindo a Cristo, dá-nos aquela serenidade e aquela coragem indispensáveis para enfrentar as dificuldades quotidianas, com a esperança certa de participar um dia no júbilo eterno da comunhão dos Santos.

 

Oração colecta: Senhor, que pela vitória do vosso Filho sobre a morte, O exaltastes no reino da glória, concedei aos nossos irmãos defuntos que, libertos desta vida mortal, possam contemplar-Vos para sempre como seu Criador e Redentor. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A perspetiva messiânica da primeira leitura terá a sua plena realização quando o Senhor, ao vencer completamente a morte, vier a coroar a Sua obra na altura da ressurreição geral.

 

1 Tessalonicenses 4, 13-18

13Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. 14Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido. 15Eis o que temos para vos dizer, segundo a palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. 16Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

 

Este texto paulino é o mesmo do 32.º Domingo (Ver adiante as notas de comentário).

 

Salmo Responsorial    Sl 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1 ou 4a)

 

Monição: Ainda andemos por vales tenebrosos, não temamos porque o Senhor está connosco, Ele é o nosso Bom Pastor.

 

Refrão:        O Senhor é meu pastor:

                     nada me faltará.

 

Ou:               Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

                     nada temo, porque Vós estais comigo.

 

O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários

com óleo me perfumais a cabeça,

e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 6, 51

 

Monição: Jesus dá tudo e dá-se a Si mesmo para nos alcançar a fonte da vida eterna.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Eu sou o pão vivo que desceu do Céu

quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 37-40

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 37«Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, 38porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d’Aquele que Me enviou. 39E a vontade d’Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. 40De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita n’Ele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia».

 

As palavras do Senhor são solenes, como se pode ver pela repetição dos vv. 37.39.40, palavras que enchem de esperança todos os fiéis, ou seja, aqueles que, movidos pela graça de Deus – «tudo o que o Pai me dá» vêm a Jesus pela fé na sua palavra e nas suas obras - «virá a Mim». A fé em Jesus leva à «vida eterna» e à «ressurreição no último dia», isto é, no fim dos tempos.

 

Sugestões para a homilia

 

(Ver primeira missa)

 

 

Oração Universal

 

(Ver primeira missa)

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para vós Senhor, elevo, B. Salgado, NRMS 4 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Recebei benignamente, Senhor, esta oblação em favor de todos os vossos fiéis que adormeceram em Cristo e fazei que, libertos dos laços da morte, por este sacrifício de salvação mereçam entrar na vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

O Pão eucarístico é penhor de vida eterna. Embora tenha de passar pela morte corporal quem dele comer viverá eternamente.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

Filip 3, 20-21

Antífona da comunhão: Esperamos o nosso Salvador, Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo mortal à imagem do seu Corpo glorioso.

 

 

Oração depois da comunhão: Derramai, Senhor, a abundância da vossa misericórdia sobre os nossos irmãos defuntos, pelos quais Vos oferecemos este sacrifício; Vós que lhes destes a graça do Baptismo, dai-lhes a plenitude da alegria eterna. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

«Preferíamos exilar-nos do corpo para irmos habitar junto do Senhor». Paulo tem pressa do futuro, mas a missão prende-o no presente. Judas Macabeu vira partir muitos dos seus homens, mortos no campo de batalha por fidelidade à aliança com o Senhor. Ausentes, faziam parte do seu presente; ausentes, eram estímulo à continuação da luta. Foram heróis na fé e firmes na esperança da libertação de Jerusalém. Por amor ao Senhor. Só a comunhão no amor une passados e futuros, em que se parte ficando e se fica partindo. O Dia de Fiéis Defuntos faz parte da comunhão dos santos que ontem celebrámos. Aos que já estão na festa do Cordeiro, pedimos por nós; os que estão a caminho, pedimos por eles. Um único desejo: encontrarmo-nos todos, um dia, «junto do Senhor» onde o «banquete de manjares suculentos» anunciado por Isaías já está a ser preparado pelo «Pão vivo que desceu do céu». Só então acabarão as saudades.

 

Cântico final: Vós sois o caminho, J. Santos, NRMS 42

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 3-XI: Deus e os nossos comportamentos.

Rom 9, 1-5 / Lc 13, 31-35

Sinto grande mágoa e contínua dor no meu coração.

O Apóstolo sente grande mágoa pelo mau comportamento dos seus irmãos na fé (Leit.). A mesma mágoa sente pela dureza do coração dos fariseus e doutores da Lei, escandalizados por uma cura feita em dia de Sábado.

Que pensa o Senhor do meu comportamento, em primeiro lugar, relativamente a Ele: os nossos encontros na Comunhão e a respectiva preparação? Estará contente com o meu trabalho e a minha vida familiar? E quanto à ajudas que dou ao próximo, para tornar-lhe a vida mais agradável? E com o sentido de eternidade, que coloco nas minhas acções e orações?

 

Sábado, 4-XI: Os frutos da humildade.

Rom 11, 1-2. 11-12. 25-29 / Lc 14, 1. 7-11

Pois todo aquele que se eleva será humilhado e o que se humilha será exaltado.

Em Jesus Cristo encontramos um exemplo desta afirmação: humilhou-se até à morte e Deus exaltou-o e deu-lhe um nome, que está acima de todo o nome. E, pela sua humilhação, também nós fomos salvos. O mesmo aconteceu com a nossa Mãe que se apresentou como escrava do Senhor e a quem todas as gerações chamarão bem-aventurada (Magnificat).

A humildade esvazia o nosso interior  do egoísmo, da soberba. Temos que pedir perdão dos nossos pecados: «É esta a aliança que farei com eles, quando houver tirado os seus pecados» (Leit.). E poderemos alcançar a vida eterna.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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