29.º Domingo Comum

D.M. das Missões

22 de Outubro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aclamai o Senhor terra inteira, J. Santos, NRMS 98

Salmo 16, 6.8.9

Antífona de entrada: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Outrora muitos cristãos sentiram o ardor missionário. E partiram para outras terras, como os Apóstolos há dois mil anos, para anunciarem o Evangelho. Graças à sua missão, o cristianismo está vivo em todo o mundo.

Hoje o Senhor pede-nos a mesma paixão missionária na Igreja, em casa, na escola, na oficina, no local de trabalho, onde quer que nos encontremos…

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus chamou Isaías. Como ele consagremo-nos também nós ao Senhor no serviço do Seu reino.

 

Isaías 45, 1.4-6

1Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido, a quem tomou pela mão direita, para subjugar diante dele as nações e fazer cair as armas da cintura dos reis, para abrir as portas à sua frente, sem que nenhuma lhe seja fechada: 4«Por causa de Jacob, meu servo, e de Israel, meu eleito, Eu te chamei pelo teu nome e te dei um título glorioso, quando ainda não Me conhecias. 5Eu sou o Senhor e não há outro; fora de Mim não há Deus. Eu te cingi, quando ainda não Me conhecias, 6para que se saiba, do Oriente ao Ocidente, que fora de Mim não há outro. Eu sou o Senhor e mais ninguém».

 

A leitura é tirada do Segundo Isaías; apresenta o rei Ciro da Pérsia, que em 539 acabou com o reino de Babilónia. Este é chamado, à maneira dos reis do povo escolhido, como o «Ungido» de Yahwéh. Ele permitiu que os exilados hebreus regressassem à pátria, e reconstruíssem o templo de Jerusalém. Nesta passagem, o profeta dá-lhe os grandiosos títulos de «Pastor» e «Ungido» do Senhor. É saudado como instrumento de Deus para libertar Israel e difundir a fé em Yahwéh, o único Deus. Também no Evangelho se fala doutro imperador pagão, Tibério César, mas sem que seja elogiado, ou condenado.

 

Salmo Responsorial    Sl 95 (96), l.3.4-5.7-8.9-10a.c (R. 7b)

 

Monição: Com a terra inteira aclamemos o Senhor, dirigindo-Lhe um cântico novo.

 

Refrão:        Aclamai a glória e o poder do Senhor.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo,

cantai ao Senhor, terra inteira.

Publicai entre as nações a sua glória,

em todos os povos as suas maravilhas.

 

O Senhor é grande e digno de louvor,

mais temível que todos os deuses.

Os deuses dos gentios não passam de ídolos,

foi o Senhor quem fez os céus.

 

Dai ao Senhor, ó família dos povos,

dai ao Senhor glória e poder.

Dai ao Senhor a glória do seu nome,

levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios.

 

Adorai o Senhor com ornamentos sagrados,

trema diante d’Ele a terra inteira.

Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,

governa os povos com equidade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Como São Paulo dêmos continuamente graças a Deus por todos aqueles que connosco O louvam e adoram.

 

1 Tessalonicenses 1, 1-5b

1Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses, que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: A graça e a paz estejam convosco. 2Damos continuamente graças a Deus por todos vós, ao fazermos menção de vós nas nossas orações. 3Recordamos a actividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, na presença de Deus, nosso Pai. 4Nós sabemos, irmãos amados por Deus, como fostes escolhidos. 5bO nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com obras poderosas, com a acção do Espírito Santo.

 

É este o início daquele que é muitíssimo provavelmente primeiro de todos os escritos do Novo Testamento, e dos que são mais fáceis de datar: pelo ano 51, S. Paulo, em Corinto, recebe, através de Timóteo, boas notícias da comunidade fundada há pouco, no decurso desta 2.ª viagem apostólica, e escreve esta carta cheia de carinho, para os confirmar na fé. Temos a breve saudação inicial (v. 1), à boa maneira clássica; junto a Paulo estavam dois dos seus companheiros da 2ª viagem, Silvano (Silas) e Timóteo. Chamamos a atenção para o facto de que nas palavras de acção de graças a Deus pela fidelidade dos Tessalonicenses (vv. 3-10), o Apóstolo, uns 20 anos após a Morte e Ressurreição de Cristo, alude ao mistério central da nossa fé, ao referir o «Pai», ao Filho, «o Senhor Jesus» (v. 3) e ao «Espírito Santo» (v. 5).

 

Aclamação ao Evangelho        Filip 2, 15d.16a

 

Monição: Os cristãos devem cumprir os seus deveres de cidadãos, sem esquecer o testemunho da Fé no Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Vós brilhais como estrelas no mundo,

ostentando a palavra da vida.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 22, 15-21

Naquele tempo, 15os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. 16Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem te preocupares com ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. 17Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?» 18Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? 19Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário e Jesus perguntou: 20«De quem é esta imagem e esta inscrição?» 21Eles responderam: «De César». Disse-Lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».

 

A questão proposta era uma hábil cilada em que Jesus deveria cair: se dissesse que se devia pagar o tributo a Tibério César, ali estavam os «fariseus» para O desacreditarem perante o povo, pois apoiava o domínio romano, ao qual os fariseus se opunham tenazmente; se Jesus dissesse que não, ali tinha os «herodianos», que O iriam denunciar a Pilatos como rebelde e agitador do povo contra os Romanos, pois os partidários de Herodes apoiavam o domínio romano.

19 «A moeda do tributo». Era o denário, que tinha a efígie do imperador com a inscrição: «Tibério César, filho do divino Augusto».

21 Jesus evita cair na armadilha, dando uma resposta que transcende a pergunta: a pergunta era política; a resposta é de ordem moral e religiosa e muito mais ampla. Se é certo que Jesus declara: «dai a César o que é de César», também é verdade que restringe imediatamente esta declaração, ao afirmar um princípio superior: «dai a Deus o que é de Deus». É como se dissesse: dai a César o que lhe pertence, mas não mais do que aquilo que lhe pertence, pois há direitos superiores e prioritários, os de Deus, Yahwéh, a quem César tem de servir.

 

Sugestões para a homilia

 

Louvemos o Senhor

Agradeçamos ao Senhor

Anunciemos o Senhor ao mundo

 

Louvemos o Senhor

Deus é tão nosso amigo! Chamou o Profeta Isaías ainda antes dele O conhecer (Primeira Leitura). Desde sempre pensou em nós. Está connosco. Quer a nossa companhia no Céu quando nos vier chamar.

Como O devemos adorar e louvar! Não têm conta os dons que nos concede…

Deu-nos a vida. Aproveitemo-la para cumprir a missão que nos confiou.

Deu-nos a saúde. Trabalhemos e esforcemo-nos por tornarmos o mundo melhor.

Deu-nos uma família. Procuremos ajudar-nos uns aos outros para sermos felizes. A sociedade será mais feliz.

Deu-nos a Fé. Nunca duvidemos da Sua presença amiga na nossa vida para nos abençoar, ajudar e salvar.

 

Agradeçamos ao Senhor

São Paulo dá continuamente graças a Deus ( Segunda Leitura ).

Agradeçamos ao Senhor pelo céu tão belo onde brilham de noite a lua e as estrelas e onde o sol nos alumia e aquece em cada dia que passa.

Agradeçamos ao Senhor pela terra onde vivemos, pelos animais, pelos campos, pelas florestas e pelos jardins que nossos olhos contemplam-

Agradeçamos ao Senhor pela imensidão do mar onde vivem os peixes que nos alimentam e cujas águas unem os cinco continentes.

Agradeçamos ao Senhor pelo navio, pelo automóvel, pelo comboio, pelo avião e pela nave espacial que nos transportam a todo o mundo.

Agradeçamos ao Senhor pelos jornais, pelos livros, pelas revistas e também pelo telefone, pelo telemóvel, pela rádio, televisão e internet que nos mantêm virtualmente presentes em todos os dias e a qualquer hora.

 

Anunciemos o Senhor ao mundo

Anunciemos o Senhor ao mundo para que as pessoas cumpram os seus deveres na sociedade e as suas obrigações para com Deus, observando o que Ele diz no Evangelho: « Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus ».

Anunciemos o Senhor às crianças. Onde estão irradiam beleza, simplicidade, ternura, alegria, elevando-nos para Deus misericordioso e bom.

Anunciemos o Senhor aos jovens. Eles vão continuar a obra dos seus antecessores com muita audácia, generosidade e inovação.

Anunciemos o Senhor aos adultos. As diversas profissões e actividades que exercem contribuem para o progresso da humanidade.

Anunciemos o Senhor aos idosos. Eles também têm um lugar insubstituível na sociedade para ensinar com a experiência adquirida.

Anunciemos o Senhor aos que se santificam na vida familiar e àqueles que o Senhor chamou para a vida consagrada ao serviço dos irmãos.

Tenhamos connosco durante todos os dias da nossa vida a Virgem Maria que há cem anos veio ao nosso encontro em Fátima. Sem Ela nada conseguiremos. Com o Seu amor de Mãe alcançaremos para nós e para todos as bênçãos do Senhor. A felicidade vivida na terra permanecerá para sempre no Céu.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO

PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2017

 

A missão no coração da fé cristã

 Queridos irmãos e irmãs!

O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?

A missão e o poder transformador do Evangelho de Cristo, Caminho, Verdade e Vida

1. A missão da Igreja, destinada a todos os homens de boa vontade, funda-se sobre o poder transformador do Evangelho. Este é uma Boa Nova portadora duma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-Se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É Caminho que nos convida a segui-Lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da sua Verdade e recebemos a sua Vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor.

2. Deus Pai quer esta transformação existencial dos seus filhos e filhas; uma transformação que se expressa como culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24), ou seja, numa vida animada pelo Espírito Santo à imitação do Filho Jesus para glória de Deus Pai. «A glória de Deus é o homem vivo» (Ireneu, Adversus haereses IV, 20, 7). Assim, o anúncio do Evangelho torna-se palavra viva e eficaz que realiza o que proclama (cf. Is 55, 10-11), isto é, Jesus Cristo, que incessantemente Se faz carne em cada situação humana (cf. Jo 1, 14).

A missão e o kairós de Cristo

3. Por conseguinte, a missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime. No mundo, há muitos movimentos capazes de apresentar ideais elevados ou expressões éticas notáveis. Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir; e, por isso, aquela representa o kairós, o tempo propício da salvação na história. Por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-Se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação, como faz a chuva com a terra. «A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 276).

4. Lembremo-nos sempre de que, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Bento XVI, Carta. enc. Deus caritas est, 1). O Evangelho é uma Pessoa, que continuamente Se oferece e, a quem A acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através duma participação efetiva no seu mistério pascal de morte e ressurreição. Assim, por meio do Batismo, o Evangelho torna-se fonte de vida nova, liberta do domínio do pecado, iluminada e transformada pelo Espírito Santo; através da Confirmação, torna-se unção fortalecedora que, graças ao mesmo Espírito, indica caminhos e estratégias novas de testemunho e proximidade; e, mediante a Eucaristia, torna-se alimento do homem novo, «remédio de imortalidade» (Inácio de Antioquia, Epistula ad Ephesios, 20, 2).

5. O mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída. E, graças a Deus, não faltam experiências significativas que testemunham a força transformadora do Evangelho. Penso no gesto daquele estudante «dinka» que, à custa da própria vida, protege um estudante da tribo «nuer» que ia ser assassinado. Penso naquela Celebração Eucarística em Kitgum, no norte do Uganda – então ensanguentado pelas atrocidades dum grupo de rebeldes –, quando um missionário levou as pessoas a repetirem as palavras de Jesus na cruz: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mc 15, 34), expressando o grito desesperado dos irmãos e irmãs do Senhor crucificado. Aquela Celebração foi fonte de grande consolação e de muita coragem para as pessoas. E podemos pensar em tantos testemunhos – testemunhos sem conta – de como o Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos.

A missão inspira uma espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos

6. A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo. Trata-se de «sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 20). A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça. A missão da Igreja inspira uma experiência de exílio contínuo, para fazer sentir ao homem sedento de infinito a sua condição de exilado a caminho da pátria definitiva, pendente entre o «já» e o «ainda não» do Reino dos Céus.

7. A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja autorreferencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Cristo, seu corpo crucificado e glorioso. Por isso mesmo, é preferível «uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (Ibid., 49).

Os jovens, esperança da missão

8. Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade. «São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. (...) Como é bom que os jovens sejam “caminheiros da fé”, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra!» (Ibid., 106). A próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2018 sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional», revela-se uma ocasião providencial para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, que precisa da sua rica imaginação e criatividade.

O serviço das Obras Missionárias Pontifícias

9. As Obras Missionárias Pontifícias são um instrumento precioso para suscitar em cada comunidade cristã o desejo de sair das próprias fronteiras e das próprias seguranças, fazendo-se ao largo a fim de anunciar o Evangelho a todos. Através duma espiritualidade missionária profunda vivida dia-a-dia e dum esforço constante de formação e animação missionária, envolvem-se adolescentes, jovens, adultos, famílias, sacerdotes, religiosos e religiosas, bispos para que, em cada um, cresça um coração missionário. Promovido pela Obra da Propagação da Fé, o Dia Mundial das Missões é a ocasião propícia para o coração missionário das comunidades cristãs participar, com a oração, com o testemunho da vida e com a comunhão dos bens, na resposta às graves e vastas necessidades da evangelização.

Fazer missão com Maria, Mãe da evangelização

10. Queridos irmãos e irmãs, façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação.

Papa Francisco, Solenidade de Pentecostes, Vaticano, 4 de Junho de 2017

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pela nossa Santa Igreja Católica,

pela unidade de todas as Igrejas

e pelos cristãos que procuram viver como Jesus,

oremos, irmãos.

 

2.     Pela nossa comunidade ( paroquial ),

pelos grupos de apostolado

e pelas nossas famílias,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos idosos, doentes e os que sofrem,

pelos pobres, abandonados e marginalizados

e pelos que não têm casa nem trabalho,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos que deixaram de viver a Fé cristã,

pelos que duvidam da existência de Deus

e pelos que buscam a Verdade

oremos, irmãos.   

 

5.     Pelos refugiados por causa das guerras,

pelos cristãos perseguidos em muitos países

e pelos emigrantes à procura de melhores condições de vida,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos nossos familiares e amigos falecidos,

pelos  que morreram na esperança da salvação

e por todos nós que com eles queremos viver felizes no Céu,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que possamos servir ao vosso altar com plena liberdade de espírito, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Jesus oferece-se agora na Sagrada Comunhão para nos ajudar a sermos santos e darmos testemunho d’Ele sempre e em toda a parte.

 

Cântico da Comunhão: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

Salmo 32, 18-19

Antífona da comunhão: O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.

 

Ou

Mc 10, 45

O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos homens.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor pelo bem, F. da Silva, NRMS 98

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que a participação nos mistérios celestes nos faça progredir na santidade, nos obtenha as graças temporais e nos confirme nos bens eternos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Participámos fervorosamente na Santa Missa. Agora somos chamados a levar a Doutrina do Senhor a todo o mundo.

Nossa Senhora que em 1917 veio ao nosso encontro em Fátima vai connosco para que, sendo felizes, tornemos os outros também muito felizes.

 

Cântico final: Ide por todo mundo, M. Faria, NRMS 23

 

 

Homilias Feriais

 

29ª SEMANA

 

2ª Feira, 23-X: As promessas de felicidade.

Rom 4, 20-25 / Lc 12, 13-21

Depois direi à minha alma: Ó alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe e regala-te.

Este homem rico pensou ter encontrado a felicidade na acumulação de bens materiais. No entanto, «a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza ou no bem estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por útil que seja, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor» (CIC, 1723).

Abraão foi feliz porque «se convenceu plenamente de que Deus era capaz de fazer o que tinha prometido» (Leit.). Não esqueçamos as promessas de vida eterna que o Senhor nos faz com as bem-aventuranças, e com a ajuda de Nª Senhora, a 'Porta do Céu'.

 

3ª Feira, 24-X: O pecado e a vigilância.

Rom 5, 12-15, 17-19 / Lc 12, 35-38

Felizes estes servos, que o Senhor, ao chegar, encontrar vigilantes.

«A vigilância do coração é lembrada com insistência (Ev.), em comunhão com a de Jesus. O E. Santo procura insistentemente despertar-nos para esta vigilância» (CIC, 2849).

A vigilância é especialmente importante para podermos evitar qualquer tipo de pecado: «Assim, como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a condenação, assim também pela obra justificadora de um só, virá para todos a justificação que dá a vida» (Leit.). Quem comete um pecado arrasta os outros para o mal, e quem lutar ajudará os outros a melhorar. A oração «Lembrai-vos» é uma grande ajuda para quem mais precisa.

 

4ª Feira, 25-X: Atitudes perante o pecado.

Rom 6, 12-18 / Lc 12, 39-48

Não reine o pecado no vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus desejos.

«Os últimos tempos em que nos encontramos são os da efusão do Espírito Santo. Trava-se desde então um combate decisivo entre a 'carne' e o Espírito. É preciso ter passado pela Escola de Paulo para dizer: 'Que o pecado deixe de reinar no vosso corpo mortal' (Leit.)» (CIC, 2819).

Neste combate decisivo não façamos como o 'servo brigão' (Ev.), descuidado e destemperado. Por causa dele, a casa é arrombada. Imitemos o administrador fiel e prudente, que está vigilante. Recorramos a Nª Senhora, concebida sem mancha do pecado original.

 

5ª Feira,26-X: Da escravidão do pecado para a liberdade.

Rom 6, 19-23 / Lc 12, 49-53

Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado.

«O fogo! Simboliza a energia transformadora dos actos do Espírito Santo, aquele Espírito do qual Jesus dirá: 'Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado' (Ev.)» (CIC, 696).

O Espírito Santo é quem nos dará a energia sobrenatural para darmos o salto de 'escravos do pecado' para 'escravos de Deus' (Leit.). Todos sentimos dificuldades para abandonar os nossos desvios da vontade de Deus. Peçamos ajuda aquela que se intitula 'a escrava do Senhor', para que vivamos com a liberdade própria dos filhos de Deus.

 

6ª feira, 27-X: A actuação do Espírito Santo.

Rom 7, 18-25 / Lc 12, 54-59

Que homem infeliz que eu sou! Quem me há-de libertar deste corpo de morte?

S. Paulo descreve uma realidade que também descobrimos em nós: «Na verdade, o bem que eu quero, não o faço, mas o mal que não quero, é que pratico» (Leit.). Quem nos poderá libertar desta triste realidade? «O Espírito Santo é o mestre interior. Fazendo nascer o 'homem interior' (Leit.), a justificação implica a santificação de todo o ser» (CIC, 1995).

Para discernir melhor a vontade de Deus, «o homem esforça-se por interpretar os dados da experiência e os sinais dos tempos (Ev.), graças à virtude da prudência, aos conselhos de pessoas sensatas e à ajuda do Espírito  Santo e dos seus dons» (CIC, 1788).

 

Sábado, 28-X: S. Simão e S. Judas: Os alicerces da Igreja.

Ef 2, 19-22 / Lc 6, 12-19

Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, que tem Cristo como pedra angular.

«A Igreja é apostólica, porque está fundada sobre os Apóstolos. Foi, e continua a ser, construída sobre o 'alicerce dos Apóstolos' (Leit.), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo» (CIC, 857). Segundo a tradição, estes Apóstolos andaram pelo Egipto, Mesopotâmia e Pérsia, onde sofreram o martírio.

Todos nós estamos integrados na construção da Igreja (Leit.): «Toda a Igreja é apostólica, na medida em que é 'enviada a todo o mundo'. Todos os membros da Igreja, embora de modos diferentes, participam deste envio» (CIC, 863).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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