26.º Domingo Comum

1 de Outubro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Dan 3, 31.29.30.43.42

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes. Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos. Mas para glória do vosso nome, mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus é Misericórdia nos lembrou o Papa Francisco no ano santo que á mesma Misericórdia quis consagrar.  É mesmo eterna a Sua Misericórdia, nos afirma a Sagrada Escritura

Como é importante “mergulharmos” cada vez mais, nessa mesma misericórdia! Quanto d’Ela precisamos! Vamos pois fazê-lo mais uma vez neste Domingo, tendo por base as Leituras que hoje nos são propostas para reflexão.

 

Ato Penitencial

 

A misericórdia infinita que é Deus, exige não só a tomada de consciência de tal qualidade divina, mas também a nossa correspondência a esse Amor, que a Sua Misericórdia nos revela. Como estamos a corresponder, não só no diálogo com Ele, mas também com o nosso próximo?

( Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

. Senhor Jesus, porque nem sempre temos correspondido à vossa Misericórdia, perdendo assim muito do tempo que nos tendes concedido viver, tende de nós misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Cristo, que com tanta facilidade não escutamos os vossos conselhos para o bom aproveitamento do tempo que nos tendes concedido viver, tende de nós misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Senhor Jesus, que sois o verdadeiro tesouro da nossa vida, perdoai as nossas faltas de atenção e tende de nós misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, infundi sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com o Senhor e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão ao Deus da Aliança.

 

Ezequiel 18, 25-28

Eis o que diz o Senhor: 25«Vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto? 26Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por causa do mal cometido. 27Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida. 28Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, há-de viver e não morrerá».

 

A leitura é tirada da secção do livro que contém uma série de oráculos contra Judá e Jerusalém (Ez 4 – 24. O profeta não se cansa de sublinhar a responsabilidade individual e a necessidade e o valor da conversão individual e a esperança na clemência divina; o pecador que se arrepende «há-de viver e não morrerá» (v. 28).

 

Salmo Responsorial    Sl 24 (25), 4-5.6-7.8-9 (R. 6a)

 

Monição: Supliquemos ao Senhor a sua misericórdia e a sua graça para sermos fieis ao Seu amor.

 

Refrão:        Lembrai-Vos, Senhor, da vossa misericórdia.

 

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,

ensinai-me as vossas veredas.

Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,

porque Vós sois Deus, meu Salvador:

em vós espero sempre.

 

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias

e das vossas graças que são eternas.

Não recordeis as minhas faltas

e os pecados da minha juventude.

 

Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,

por causa da vossa bondade, Senhor.

 

O Senhor é bom e recto,

ensina o caminho aos pecadores.

Orienta os humildes na justiça

e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

 

Segunda Leitura*

 

Monição: S.Paulo apresenta aos cristãos de Filipos o exemplo de Jesus Cristo que, sendo Filho de Deus, assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor. Os cristãos são chamados por Deus a seguir Jesus e a viver do mesmo modo, na entrega total ao Pai e aos seus projetos.

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: Filipenses 2, 1-11                        Forma breve: Filipenses 2, 1-5

Irmãos: 1Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma consolação nos dons do Espírito Santo, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, 2então, completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. 3Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, 4sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros. 5Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus.

[6Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. 7Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, 8humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. 9Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, 10para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, 11e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.]

 

É este um dos mais preciosos textos paulinos: o entranhável apelo à caridade – união fraterna e espírito de serviço – é alicerçado na humildade, a exemplo de Cristo, que, sem deixar de ser Deus, tomou a condição de servo, a fim de nos poder servir.

Ver notas supra, para a 2ª leitura da Festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de Setembro).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 10, 27

 

Monição: Jesus a todos conhece pelo próprio nome. Ao ouvirmos a Sua voz devemos escutar o Seu chamamento e segui-LO sem indecisão, conforme as promessas feitas quando fomos batizados. Os pecadores arrependidos vão à frente de muitos que se contentam apenas com palavras.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor;

Eu conheço-as e elas seguem-Me.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 21, 28-32

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28«Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. 29Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. 30O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. 31Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. 32João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

A parábola dos dois filhos, que é contada apenas no Primeiro Evangelho, pertence ao conjunto das controvérsias de Jesus com os judeus, que S. Mateus agrupa no ministério de Jesus em Jerusalém, capítulos 21-23, a partir de Mt 21, 23. A parábola visaria particularmente os fariseus, que se ufanavam da exacta fidelidade à Lei, aqui representados pelo filho que diz «eu vou», mas que na realidade não faz a vontade de seu pai; também eles ficavam só em palavras e exterioridades. Jesus, por outro lado, põe em evidência que a conversão é possível e que os maiores pecadores, através da penitência, se podem tornar santos de primeira categoria. Para os fariseus, «os publicanos e as mulheres de má vida» (vv. 31-32) eram dos pecadores mais abomináveis. Note-se que nunca se nomeiam as prostitutas entre as pessoas que seguiam na companhia de Jesus, mas apenas se diz que «acreditaram» (v. 32) e irão diante dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo para o reino de Deus (v. 31), o que põe em evidência tanto o valor da conversão, como a misericórdia do coração de Cristo. 

 

Sugestões para a homilia

 

1. Lembrai-vos Senhor, da vossa misericórdia.

2. O exemplo de Jesus Cristo.

3. Resposta ao apelos do Senhor: ter entre nós os mesmos sentimentos de Jesus.

 

 

    1. Lembrai-vos Senhor da vossa misericórdia.

 

Assim pedíamos há momentos. E sabemos que o Senhor sempre tem presente a Sua infinita misericórdia. Mas só será exercida sobre cada um de nós, na medida em que n’Ela acreditarmos e tivermos consciência de quanto d’Ela precisamos.  Por isso nos recorda Santo Agostinho “Aquele que te criou sem ti, não pode salvar-te sem ti.” Este apelo que fazemos ao Senhor, é mais para que cada um de nós tome consciência dessa mesma misericórdia, do Amor infinito do Pai-Deus e da pouca correspondência que a esse mesmo Amor temos dado.

A primeira Leitura da Missa de hoje, chama a nossa atenção para aqueles que tomaram consciência desse Amor e consequentemente se converteram, salvando a sua vida. São um apelo a todos nós.

No Evangelho escutámos mais uma parábola contada pelo Senhor: um filho diz que faz, mas não faz e o outro diz que não faz, mas acaba por fazer o que o pai lhe pede.

Não chega, não basta dizer que fazemos, que amamos o Senhor, importa que O amemos deveras,  a valer. Mais que cumprir leis de uma forma automática, fria, importa cumpri-las com amor e por amor. Quanto precisamos da misericórdia infinita do Senhor!

 

2. O exemplo de Jesus Cristo.

 

S. Paulo na segunda Leitura da Missa de hoje, na carta aos Filipenses diz-nos que Jesus deu a Sua vida por nós, aniquilou-se a si mesmo. Para que tal fosse possível, incarnou no ventre puríssimo de Nossa Senhora e assim veio ao mundo, vivendo como um de nós, exceto no pecado, assim cumprindo a vontade do eterno Pai. Tudo fez por nosso amor e para nos dar exemplo. É necessário que amemos como Jesus nos ensinou, sempre cumprindo com generosidade a santíssima vontade de Deus-Pai. Tal concretiza-se dizendo sempre sim e cumprindo com amor e generosidade tudo o que o Senhor nos pedir. Assim estaremos a experimentar a misericórdia infinita do Senhor.

Por isso nos recomenda S. Paulo: “Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus”.  Esses sentimentos eram de misericórdia e perdão.

Quando no passado Domingo nos parecia injusto o Senhor da vinha pagar o denário aos últimos convidados como aos primeiros, o Senhor chamou a nossa atenção para a bondade de Seu Coração. Hoje, como que escutando essas nossas formas de pensar nos diz na primeira Leitura “A maneira de pensar do Senhor não é justa. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?”

Como todos precisamos da misericórdia do Senhor! Tal como os dois filhos da parábola da Missa de hoje por vezes dizemos sim ao Senhor mas não o fazemos, e outras vezes até dizemos não. O certo é que o Senhor a todos quer perdoar. Para que tal aconteça é necessário que tomemos consciência das nossas infidelidades, que escutemos o convite amoroso do Senhor e com generosidade respondamos sempre sim, aos apelos do Seu amor.

 

3.Resposta aos apelos do Senhor: ter entre nós os mesmos sentimentos de Jesus.

 

Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje. Amanhã pode ser tarde demais.

Para este voltarmo-nos para o Senhor a que chamamos conversão, exige-se que tenhamos como S. Paulo nos diz, os mesmos sentimentos uns para com os outros. Como Jesus aprendamos a amar a Deus e a amar de verdade os que nos rodeiam. É este o caminho que temos a percorrer e anunciar a todos aqueles que ainda não se sentiram convidados. Só assim será possível usufruir da misericórdia infinita do Senhor, por toda a eternidade.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

queremos ser, no mundo de hoje,

um sim permanente à vontade de Deus-Pai.

Para o conseguirmos, peçamos ao Senhor

que atenda as nossas humildes preces,

dizendo:  ouvi-nos Senhor.

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Diáconos

para que sejam um sim permanente

à vontade de Deus e à sua vocação,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.     Por todos os batizados

para que saibam ser fieis

às promessas do batismo,

oremos, irmãos.

 

R.  Ouvi-nos, Senhor.

 

3.     Pelos membros das nossas comunidades,

para que se prontifiquem a colaborar

nas atividades e serviços da mesma

com espírito de humildade

e no interesse de todos os seus membros,          

 oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4.  Para que todos os homens constituídos em autoridade

a encarem como serviço e não como glória pessoal,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

5.  Para todos aqueles que, de coração sincero

servem os irmãos sem olharem aos seus próprios interesses,

oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

Deus eterno e omnipotente, que estais sempre disponível

para nos dar a Vossa ajuda misericordiosa,

fazei-nos caminhar na justiça e no amor,

tomando cada vez mais consciência da vossa infinita misericórdia

e da grande necessidade que d’Ela temos,

para vos servirmos na terra e glorificar-Vos no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Atei os meus braços, M. Faria, NRMS 9 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação e fazei que por ela se abra para nós a fonte de todas as bênçãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Saudação da paz

 

A paz é a grande riqueza que todos sempre tanto desejam. Ela é fruto do cumprimento da Lei do Senhor, que nos leva a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo, pelo Seu amor, imitando sempre a misericórdia divina. Com o propósito de sempre assim fazermos, Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Comunhão, é o grande Tesouro que Deus-Pai nos concede e com Ele, nos dá também toda a força de que precisamos, para sempre verdadeiramente a todos amar, com um coração sempre cheio de misericórdia.

Vamos recebê-LO com muito fé, esperança e amor.

 

Cântico da Comunhão: Senhor eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

cf. Salmo 118, 9-5

Antífona da comunhão: Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo. A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

 

Ou

1 Jo 3, 16

Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós; também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove a nossa alma e o nosso corpo, para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte, possamos tomar parte na sua herança gloriosa. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Fomos hoje convidados a atuar, como um filho que diga sempre sim e cumpra com generosidade a vontade de Deus-Pai, trabalhando com entusiasmo na vinha do Senhor. Com o propósito de sempre assim fazermos na vida, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Ficai connosco Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

 

Homilias Feriais

 

26ª SEMANA

 

3ª Feira, 3-X:A companhia do Senhor.

Zac 8, 20-23 / Lc 9. 51-56

Virão muitos povos e nações poderosas procurar em Jerusalém o Senhor do Universo, implorar a benevolência do Senhor.

«Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de se dirigir a Jerusalém» (Ev.). Por esta decisão, indicava que subia para Jerusalém, pronto para lá morrer» (CIC, 557). É por que Jesus entrega a sua vida pela salvação de todos os homens, que muitos povos para lá se dirigem (Leit.).

Sigamos o conselho do profeta: «Queremos ir na vossa companhia, porque ouvimos dizer que Deus está convosco» (Leit.). Não deixemos de o acompanhar nos momentos difíceis. E  Ele está connosco especialmente na Missa, onde se renova o sacrifício do Calvário.

 

4ª Feira, 4-X: Adiamentos na correspondência à graça.

Ne 2, 1-8 / Lc 9, 57-62

Jesus respondeu-lhe: As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

«Jesus partilha a vida dos pobres, desde o presépio até à Cruz. Sabe o que é sofrer a fome, a sede e a indigência (não tinha onde reclinar a cabeça: Ev)» (CIC, 544). Por isso, é exigente com todos os que querem segui-lo, pedindo-lhes uma maior disponibilidade, que não admite quaisquer demoras (Ev.).

Um bom exemplo é o do profeta Neemias que, para participar na reconstrução da cidade santa de Jerusalém (Leit.), pediu licença e ajuda ao rei, no país em que estava desterrado, para ultrapassar as possíveis dificuldades do caminho.

 

5ª Feira, 5-X: A paz que Cristo nos dá.

Ne 8, 1-4. 5-6. 7-12 / Lc 10, 1-12

Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: A paz a esta casa.

«A paz é, sem dúvida, uma aspiração radical que se encontra no coração de cada um; a Igreja dá voz ao pedido de paz e reconciliação que brota do espírito de cada pessoa de boa vontade, apresentando-o àquele que é a 'nossa paz' e pode pacificar de novo povos e pessoas, mesmo onde tiverem falido os esforços humanos» (SC, 49).

Para termos paz no nosso interior, comecemos por desterrar o pecado da nossa vida. Santo Agostinho define a paz como 'a tranquilidade na ordem', o que nos exige colocar Deus no primeiro lugar. A seguir, transmitamo-la na vida familiar e no trabalho.

 

6ª Feira, 6-X: Contrição e recomeço.

Bar 1, 15-22 / Lc 10, 13-16

Desde o dia, em que o Senhor fez sair os nossos pais da terra do Egipto, até este dia, fomos rebeldes ao Senhor nosso Deus.

O profeta dirige-se a Deus, em nome de todo o povo, pedindo perdão pelas sucessivas rebeldias, «não querendo escutar a sua voz» (Leit.). O mesmo aconteceu, no tempo de Jesus, com os habitantes da cidade de Corazim e Betsaida (Ev.). Receberam graças abundantes, viram tantos milagres, mas não se arrependeram dos seus pecados.

Aproximemo-nos do Senhor com um coração contrito, reconhecendo as nossas faltas, sem nos desculparmos: «O Senhor está perto dos que têm o coração contrito» (S. Agostinho). E escutemos as suas palavras, com desejo de levá-las à prática.

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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