Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

29 de Setembro de 2017

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Somos a Igreja de Cristo, M. Silva, NRMS 17

Sl 102, 20

Antífona de entrada: Bendizei ao Senhor todos os seus Anjos, poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A festa de hoje ajuda-nos a celebrar a santidade, beleza e a grandeza de Deus que resplandece nos seus Anjos e nos Arcanjos.

Os Anjos são seres criados por Deus de beleza e de magnificência. Eles traduzem a comunhão que vivem com Deus, e que querem viver connosco, na medida em que nos deixamos envolver pela mesma ternura e misericórdia de Deus e configuramos a nossa vontade com a vontade de Deus.

Celebrar os Anjos significa celebrar a fidelidade. Estes grandes Arcanjos foram amorosamente fiéis a Deus e lutaram para que o orgulho não ofuscasse as suas mentes e inteligência, mas na humildade do seu saber, nunca abandonaram a adoração do altíssimo e o cumprimento da sua vontade.

A estes três Arcanjos pertencem grandes Missões. Miguel, a vitória de Deus. É para nós ajuda nas nossas lutas e opções por Deus. Quer ser aliado das pessoas e instituições que comandam a vida da humanidade para que se encontrem caminhos onde Deus é amado e respeitadas suas leis, que trazem a felicidade aos povos. Gabriel na relação com a beleza do mistério da Encarnação, e a nossa aceitação de Cristo, Salvador e Redentor, Filho de Deus e de Maria. Rafael sua actividade na tarefa da evangelização e Missão, curando-nos para a escuta da palavra de Deus; curando-nos a visão para contemplarmos Deus presente em tantos sinais e encorajar as nossas decisões e opções em relação a Deus que resultam sempre em benefício de todos.

 

Oração colecta: Senhor Deus do universo, que estabeleceis com admirável providência as funções dos Anjos e dos homens, concedei, propício, que a nossa vida seja protegida na terra por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A visão revela a beleza do trono de Deus, e do seu Cristo. Uma harmoniosa beleza e unidade na comunhão com Deus.

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

Ver notas de CL, atrás neste mesmo número, na Festa da Transfiguração do Senhor.

 

Salmo Responsorial    Sl 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)

 

Monição: É bom pedir aos Anjos que nos ajudem a louvar a Deus. Bom corresponder à sua ajuda.

 

Refrão:        Na presença dos Anjos,

                     eu Vos louvarei, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,

quando ouvirem as palavras da vossa boca.

Celebrarão os caminhos do Senhor,

porque é grande a glória do Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A resposta à fidelidade a Deus, no Céu. A intervenção do Arcanjo São Miguel e a fidelidade dos Anjos. Também descreve a ruptura, a oposição a Deus e o fracasso infernal.

 

Apocalipse 12, 7-12a

7Travou-se um combate no Céu: Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão e os seus anjos lutaram também, 8mas foram derrotados e perderam o seu lugar no Céu para sempre. 9Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, aquele que chamam Diabo e Satanás, que seduz o universo inteiro foi precipitado sobre a terra e os seus anjos foram precipitados com ele. 10Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Ungido, porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 11Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro e à palavra do testemunho que deram, desprezando a própria vida, até aceitarem a morte. 12Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que neles habitais».

 

7 Houve um combate. É difícil determinar a que combate concreto se refere o texto sagrado. Não parece tratar-se aqui da rebelião dos Anjos maus no momento da sua criação (cf. Mt 25, 41; 2 Pe 2, 4), como alguns pensam, uma vez que o contexto nos situa nos tempos cristãos. Assim, prefere-se ver a luta tremenda desencadeada pelo demónio contra Cristo e os fiéis (os «nossos irmãos» - v. 10), a partir sobretudo da Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus (cf. v. 5b).

«Miguel» - em hebraico Mi-kha-el - quer dizer «quem como Deus?». Era o protector do antigo povo de Deus (Dan 10, 13.21), e que aparece agora como patrono e defensor da Igreja, o novo povo de Deus.

«O Dragão». É identificado no v. 9, com a «antiga serpente» que tentou os primeiros pais, por isso se chama antiga; é «aquele que chamam Diabo e Satanás». Diabo é um nome grego correspondente ao hebraico - Xatan (aramaico - xataná), que significa caluniador, acusador, adversário.

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 102 (103), 21

 

Monição: Deus espera de nós resposta positiva ao seu chamamento. E se formos fiéis estamos longe de imaginar as maravilhas que nos esperam.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

Bendizei o Senhor todos os seus exércitos,

poderosos executores da sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 47-51

 

Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento». 48Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». 49-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!». 50Jesus respondeu: «Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: 51«Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem».

 

Filipe não tinha guardado para si a grande alegria de ter tido a dita de encontrar o Messias anunciado pelos Profetas, mas comunicara-a a seu amigo Natanael, que se mostrou incrédulo em face da procedência humilde de Jesus, filho dum carpinteiro de Nazaré, quando o Messias devia ser descendente de David e procedente de Belém. Filipe não se desmoraliza com as razoáveis objecções do amigo e também não confia nas explicações que o seu próprio engenho poderia excogitar; opta por convidar o amigo a aproximar-se pessoalmente de Jesus: «vem e verás» (v. 46).

47 «Natanael». Nome semítico que significa «dom de Deus». Deveu ser um dos Doze Apóstolos (cf. Jo 21, 2); mas qual deles? Muito provavelmente era Bartolomeu, o qual teria dois nomes, sendo este último um nome patronímico (filho de Tolmay), como o patronímico de Simão Pedro, Baryona (filho de Jonas). Esta identificação é deduzida dos diversos catálogos dos Apóstolos que nos deixaram os Sinópticos, onde Bartolomeu sempre se segue a Filipe, aquele Apóstolo que levou Natanael a Jesus (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 14).

48 «Eu vi-te, debaixo da figueira». Natanael sentiu que o olhar de Jesus penetrava os mais profundos recônditos da sua alma, pois algo de significativo devia ter passado no seu coração naquela hora e naquele local exacto a que Jesus se referia, e que só Deus podia conhecer.

49 «Tu é o Filho de Deus… Rei de Israel» - títulos messiânicos procedentes do Salmo 2. A intencionalidade do Evangelista (cf. 20, 31) evidencia-se ao apresentar, desde a primeira hora, confissões explícitas de fé em Jesus (cf. Mt 14, 33; 16, 16).

51 «Os Anjos de Deus subindo e descendo…» Trata-se duma forma muito expressiva de Jesus aparecer como Mediador entre o Céu e a terra, ficando assim os Céus abertos para a humanidade (Is 63, 19; Apoc 19, 11; Mt 3, 16 par.), numa clara alusão à escada de Jacob, pela qual subiam e desciam os Anjos na visão de Jacob (Gn 28,12). É por isso que adoptámos, na Bíblia da Difusora Bíblica, a tradução «por meio do Filho do Homem», em vez da tradução corrente «sobre o Filho do Homem», tendo em conta que aqui aparece a mesma preposição (epí) que no texto grego do sonho de Jacob, com o sentido de subir por.

 

Sugestões para a homilia

 

Ser e Missão

S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

Nossos Amigos

 

Ser e Missão.

Os Anjos são seres maravilhosos que Deus criou na sua generosa misericórdia e bondade. Deus quis partilhar as maravilhas do seu amor com tantos seres espirituais, assim como connosco os humanos. Como dizemos no prefácio do Anjos: “Proclamamos a vossa imensa glória, que resplandece nos Anjos e nos Arcanjos, e, honrando estes mensageiros celestes, exaltamos a vossa infinita bondade, porque a veneração que eles merecem é sinal da vossa incomparável grandeza sobre todas as criaturas”.

Estes seres são espirituais de inteligência fulgurante e beleza que nos extasia. Recordamos a experiência dos pastorinhos. Como nós os humanos há muitas classes de Anjos e todos com a sua identidade própria.

Deus é amor e liberdade e os Anjos também tiveram de fazer as suas opções. Como seres livres tiveram provas, não que viessem de Deus que é amor, mas a maior prova veio deles mesmos, ao saberem da beleza e da inteligência que possuíam. Muitos, numa soberba irreversível, quiseram dominar o próprio mistério de Deus. Esse mistério, a essência de Deus, que eles não penetravam foi para muitos Anjos motivo de afastamento de Deus, e passaram a ver Deus como um obstáculo, assim como a rejeitar a vontade de Deus, seus mandamentos. Deus foi visto como um obstáculo, como uma opressão. Nasceu neles o ódio na sua decisão de abandonar a casa paterna. Quiseram uma existência fora desta “Casa paterna” ficaram obcecados com a soberba.

Deus tratou-os sempre com misericórdia. Chamou, perdoou, deu hipótese de voltar. Muitos voltaram. É a luta que fala a primeira leitura do Apocalipse. Mas outros quando a inteligência e vontade se configurou definitiva e irreversivelmente em oposição a Deus, isto é, já não havia neles possibilidade de mudanças essenciais, entraram num processo eterno de violência interior, de ódio, de inferno. Foi-lhes permitido que se afastassem pela opção irreversível que tomaram.

Para muitos Anjos e Arcanjos as suas atitudes foram de maravilhosa adesão, numa confiança sem limites ao mesmo Criador e Senhor. Esse Mistério não era um segredo a conquistar, mas um amor a aceitar. Depois da sua liberdade afirmada no amor incondicional ao Altíssimo foram revestidos de toda a santidade numa comunhão única e fulgurante com Deus.

 

Miguel, Gabriel e Rafael

O Arcanjo são Miguel tem a tarefa de ajudar os Anjos a compreender que Deus é mistério de amor total e total liberdade, e espera a resposta livre de cada um para se doar inteiramente, dando-lhes a graça de contemplar a essência do seu mistério. Miguel, na sua inteligência dócil e na sua amorosa fidelidade a Deus é o líder diante de todo o coro angelical, a fim de os levar a uma sadia compreensão de Deus, a um conhecimento pessoal que só se compreende em Deus, e n’Ele, serem inteira e plenamente felizes. Ele é testemunha principal da grandeza do poder de Deus a que nenhuma criatura na terra e nos céus se pode igualar. É também testemunha de que a soberba perverte a mais fulgurante inteligência levando-a por um caminho irreversível de loucura e sofrimento. E daí todas as consequências e transformações opostas ao amor, à vida, à verdade e à graça.

São Miguel tem também a tarefa de ajudar as pessoas a responderem positivamente, nas suas inteligências e vontades, ao mesmo Deus amor. Ajuda as pessoas a ver que o caminho da soberba e da arrogância, isto é, da oposição a Deus, aos seus mandamentos e sua Palavra, não tem sentido e conduz ao inferno. São Miguel quer revigorar a nossa coragem e fortaleza para a luta que travamos a fim de fazer vencer em nós o Homem Novo, e apreciar a beleza de Deus feito Homem que levou sobre si as nossas iniquidades e nos salvou. Ele apresenta a Cruz de Cristo como a fortaleza incomparável de Deus. Diante de Deus, diante da Cruz e da Ressurreição, São Miguel, proclama: “Quem como Deus”?

O Arcanjo Gabriel tem uma missão maravilhosa. Por vontade do Altíssimo encontrar-se com Maria de Nazaré e Lhe anunciar um projecto tão radicalmente grandioso: a Encarnação do Filho de Deus. Nele se destaca a humildade, própria da inteligência autêntica, que percebe o que significa este amor e despojamento de Deus que quer fazer-se Homem. Compreende de forma tão radicalmente nova, a Encarnação, a loucura de amor de Deus, sobre a humanidade. Também se apercebeu, em Maria, da beleza da humanidade, quando ama a Deus e se deixa envolver pela sua ternura e graça, e responde sim à Sua vontade. Ele percebeu das maravilhas que Deus fez em Maria e a tratou como cheia de graça. Ele ficou muito radiante por ter recebido um Sim único, doado na transparência de um coração imaculado e numa vontade exclusivamente pertença de Deus. É feliz ao compreender que fora chamado à existência para algo tão enormemente grande e misteriosamente divino. Gabriel ficou a ser “devoto” de Maria de Nazaré. Ficou extasiado por esse sim que permitiu a encarnação do Verbo de Deus, do Filho de Deus e do amor incondicional de Deus pela humanidade. Ele folga de alegria quando vê que as pessoas reconhecem o valor e a riqueza de Maria.

Rafael tem a missão de curar. Somos pessoas feridas, frágeis. Ele quer curar os nosso ser para que escute a Palavra de Deus e a leve ao coração e à vida. Quer curar a nossa vista para que tenhamos a luz que brota de Deus e possamos ver tantos sinais do amor de Deus em nós e por nós, que se exprimem na criação e sobretudo na obra da redenção de Jesus Cristo. Quer curar a nossa inteligência e vontade para que a resposta à nossa vocação seja bem feita e os nossos caminhos sejam geradores de vida e de amor a Deus e aos irmãos.

 

Nossos Amigos

Estes Arcanjos são nossos amigos. A nossa vida deve estar assinalada com a sua presença, sobretudo nos momentos e ocasiões em que necessitamos de ter uma inteligência e vontade na obediência e na fidelidade a Deus, no sabermos responder ao mais importante das nossas vidas, do nosso destino eterno. Eles querem que não caiamos na grande tentação da escolha de uma vida no desprezo de Deus e dos seus mandamentos. Querem que não pervertamos a inteligência na compreensão do mistério de Deus e da sua vontade; que não pervertamos a beleza humana, o amor, a vida, as pessoas, a natureza, pelas ideias e estilos que nada tem a ver com o projecto de Deus e encaminham a humanidade ao caos. Eles nos ajudam a lutar no âmbito das ideias e do pensamento aí onde começam as decisões e consequências, boas ou más, para o corpo e para a alma de cada um de nós e dos nossos irmãos.

Eles nos ajudam a tratarmos a Deus com todo o respeito, temor, obediência, adoração e amor. Eles nos estimulam para a beleza e grandeza da santidade de Deus que devem fazer surtir em nós o desejo de correspondermos com uma vida santa e com atitudes de amor, de entrega, de reparação e desagravo da nossa rebeldia e pecado.

Eles ficam felizes quando procuramos responder à nossa vocação, ao projecto que Deus tem para cada um de nós. Eles são os defensores dos pobres, dos marginalizados, dos doentes, dos frágeis e dos pequeninos. Eles nos convidam a não pecar e quando pecamos a ajudam-nos a buscarmos o Senhor e a pedirmos perdão com dor e contrição. Eles querem curar o nosso ser para que possa corresponder verdadeiramente como Deus merece. Curam as nossas enfermidades: nossa cegueira, nossa surdez, nossos desânimos, nossa frieza, indiferença, nosso pecado. Segredam desejos de conversão, de santidade, de oração, de desagravo, de gratidão, de amor, de entrega, de sacrifício. Eles velam sobre nós e nos lembram, dia e noite, da presença e do amor de Deus sobre cada um e do grande amor de Deus na Cruz, na Eucaristia e em cada Pobre.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Confiemos a nossa oração ao ministério dos Anjos,

mensageiros de Deus e nossos intercessores,

e digamos (ou:  cantemos), cheios de fé:

R. Por intercessão dos vossos Anjos, ouvi-nos, Senhor.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Nós vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

1-Pela Igreja, Pelo Papa Francisco, pelos bispos,

presbíteros e diáconos, para que,

seguindo o caminho da fé,

e com a protecção de São Miguel,

sejam defendidos de todo o mal e

irradiem confiança, alegria e disponibilidade,

oremos, irmãos.

 

2-Pelos jovens das nossas Dioceses

que sentem o chamamento de Jesus,

para que sejam diligentes como os Anjos,

escutem a voz de Cristo e O sigam,

oremos, irmãos.

 

3-Pelos educadores da juventude,

Para que, inspirados em São Rafael,

tenham Cristo no centro das suas vidas, atividades e opções;

sejam guias generosos dos mais novos,

oremos, irmãos.

 

4-Pelos governos de todo o mundo,

e por todos os que se dedicam à investigação científica,

para que, com a ajuda dos Anjos,

não deixem perverter as suas inteligências e vontades,

na adesão ao mal, ao ódio, à violência,

oremos, irmãos.

 

5-Pelos que se entregam ao serviço dos irmãos,

para que com a ajuda de São Gabriel,

descubram Cristo presente em cada pessoa,

oremos, irmãos.

 

6-Por todos nós que celebramos a festa dos Arcanjos

São Miguel, São Gabriel e São Rafael,

para que vivamos no cumprimento

da vontade de Deus e possamos contemplar a sua face,  

oremos, irmãos.

 

Deus nosso Pai,

que nos reunistes nesta santa assembleia,

acolhei os nossos votos e orações:

fazei de nós verdadeiros adoradores

e concidadãos dos Anjos no Céu.

Por Cristo, Nosso Senhor

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Com os benditos Anjos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício de louvor e fazei que, pelo ministério dos Anjos, seja levado à presença da Vossa divina majestade e se torne para nós fonte de salvação eterna Por Nosso Senhor.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, nosso Senhor.

Proclamamos a vossa imensa glória, que resplandece nos Anjos e nos Arcanjos, e, honrando estes mensageiros celestes, exaltamos a vossa infinita bondade, porque a veneração que eles merecem é sinal da vossa incomparável grandeza sobre todas as criaturas.

Por isso, com a multidão dos Anjos, que celebram a vossa divina majestade, nós Vos adoramos e bendizemos, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo,

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Santos Anjos e Arcanjos vinde em nossa companhia e ajudai-nos a dar graças, louvar e glorificar a Santíssima Trindade pelo dom maravilhoso desta comunhão do precioso Corpo e Sangue, alma e divindade de Nosso Senhor jesus Cristo. Ajudai-nos a que a nossa vida corresponda ao Mistério que celebramos.

 

Cântico da Comunhão: Santos Anjos e Arcanjos, J. Parente, NCT 701

Sl 137, 1

Antífona da comunhão: De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças. Na presença dos Anjos Vos louvarei, meu Deus.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, nosso Pai, que nos fortalecestes com o pão do Céu, fazei que, protegidos pelos santos Anjos, sigamos firmemente o caminho da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos em missão. Somos enviados como os Arcanjos a viver na fortaleza, fé e coragem da nossa tarefa essencial: amar e servir a Deus, e por Ele, todas as pessoas.

Deixemo-nos sintonizar com os projetos de Deus. Saibamos dizer sempre sim a Deus. E caminhemos pelos caminhos da fidelidade, da doação da vida e do compromisso.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (I)

 

 

Homilia FeriaL

 

Sábado, 30-IX: Alegra-te Maria!

Zac 2, 5-9.14-15 / Lc 9, 43-45

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque eu venho habitar no meio de ti: oráculo do Senhor.

«É a justo título que o Anjo Gabriel a saúda como filha de Sião (Leit.): 'Avé' (=Alegra-te)» (CIC, 722).

Este oráculo do Profeta tornar-se-ia realidade no momento da Encarnação, «quando a saudação de Gabriel à Virgem de Nazaré se liga ao convite da alegria messiânica: 'Alegra-te, Maria'» (RVM, 20). Toda a humanidade está incluída no fiat com que Ela correspondeu prontamente à vontade de Deus» (id.). Procuremos corresponder assim aos pedidos do Senhor, para que a nossa alegria seja completa.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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