24.º Domingo Comum

17 de Setembro de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

cf. Sir 36, 18

Antífona de entrada: Dai a paz, Senhor, aos que em Vós esperam e confirmai a verdade dos vossos profetas. Escutai a prece dos vossos servos e abençoai o vosso povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O tema dominante da liturgia da Palavra deste domingo é o perdão.

Logo na primeira leitura ouviremos ler: «perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas».

A maldade da ira, do rancor e da vingança afastam o homem de Deus. O perdão liberta o coração e dá esperança para o recomeço.

Examinemos, por instantes e em silêncio, a nossa maneira de proceder, e pensemos se alimentamos em nós sentimentos de ira ou de rancor, ou se estamos decididos a “abrir as portas” através do perdão.

Cientes da misericórdia de Deus para quem usa de misericórdia, peçamos perdão ao Senhor dizendo:

 

Senhor, tende misericórdia de nós.

Cristo, tende misericórdia de nós.

Senhor, tende misericórdia de nós.

 

 

Oração colecta: Deus, Criador e Senhor de todas as coisas, lançai sobre nós o vosso olhar; e para sentirmos em nós os efeitos do vosso amor, dai-nos a graça de Vos servirmos com todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Quando se dá livre curso aos instintos de vingança, raiva, rancor, não só não se alcança justiça como se provocam sérios contratempos. O perdão das ofensas é uma condição indispensável para poder rezar e obter o perdão de Deus.

 

Ben-Sirá 27, 33 – 28, 1-9

33O rancor e a ira são coisas detestáveis, e o pecador é mestre nelas. 1, 1Quem se vinga sofrerá a vingança do Senhor, que pedirá minuciosa conta de seus pecados. 2Perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas. 3Um homem guarda rancor contra outro e pede a Deus que o cure? 4Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados? 5Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor, quem lhe alcançará o perdão das suas faltas? 6Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio; 7pensa na corrupção e na morte, e guarda os mandamentos. 8Recorda os mandamentos e não tenhas rancor ao próximo; 9pensa na aliança do Altíssimo e não repares nas ofensas que te fazem.

 

A condenação da ira e da vingança já aparece aqui, como que a preparar proximamente os espíritos para os ensinamentos de Jesus sobre o perdão das injúrias, como se lê no Evangelho de hoje. O livro de Jesus Ben Sira, ou Sirácida, foi escrito por volta do ano 180 a. C., em hebraico, e traduzido para grego pelo neto do autor, no Egipto, por volta do ano 130. O texto original hebraico, ainda foi conhecido por S. Jerónimo (que lamentavelmente não se deu ao trabalho de o traduzir, por não se tratar de um livro aceite pacificamente por todos), mas esteve perdido durante séculos, até que se pôde reconstituir a partir de vários manuscritos: o primeiro achado em 1896 na Guenizá da Sinagoga do Cairo, e outros achados em Qumrã e na fortaleza de Massadá (em 1964), para além de outros pequenos fragmentos hebraicos medievais.

 

Salmo Responsorial    Sl 102 (103), 1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)

 

Monição: O Salmo responsorial estimula-nos à prática da clemência e da compaixão. Ao longo da sua proclamação recordamos que o Senhor «perdoa todas as nossas culpas», «não está sempre a repreender» e «não guarda ressentimento».

 

Refrão:        O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

 

Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades.

Salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.

 

Não está sempre a repreender

nem guarda ressentimento.

Não nos tratou segundo os nossos pecados

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como a distância da terra aos céus,

assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Como ouviremos proclamar neste trecho da epístola de S. Paulo aos Romanos, o cristão deve ter sempre presente que não deve viver para o próprio egoísmo, mas para o Senhor, pois vive e morre só para o Senhor.

 

Romanos 14, 7-9

Irmãos: 7Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo. 8Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. 9Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.

O texto afirma a pertença radical de todos os fiéis, vivos ou falecidos, a Cristo. Ele conquistou-nos com o mistério da sua morte e ressurreição; ficámos a pertencer-lhe pelo Baptismo, que não é um mero rito, mas é um entrar numa comunhão de vida com Ele, para morrer e viver com Ele (cf. Rom 6). Recordem-se, a propósito, as palavras do mesmo S. Paulo em 2 Cor 5, 14-15: «O amor de Cristo urge-nos... Ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si mesmos mas para Aquele que morreu e ressuscitou por eles». Pode-se aproveitar esta ocasião para corrigir a lamentável gralha que aparece na última edição (1984) da «Celebração das Exéquias», nº 205: não é «nenhum de nós vive por si mesmo», mas sim: «nenhum de nós vive para si mesmo».

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 13, 34

 

Monição: O mandamento novo do amor, deixado por Jesus, supera todos os outros mandamentos. Somente quando amamos o próximo é que amamos a Deus.

 

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:

amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.

 

 

 

Evangelho

 

 

São Mateus 18, 21-35

Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?» 22Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. 24Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. 25Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. 26Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’. 27Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. 30Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. 31Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. 32Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. 33Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. 35Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».

 

À pergunta de Pedro sobre quantas vezes deve perdoar, Jesus não se detém em casuística rabínica, mas responde com uma parábola que, para bom entendedor, queria dizer «sempre», «de modo que não encerrou o Senhor o perdão num número determinado, mas deu a entender que há que perdoar continuamente e sempre» (S. João Crisóstomo). O ensino da parábola reside no contraste hiperbólico entre a magnanimidade do senhor, que perdoa uma soma incalculável – dez mil talentos seriam umas centenas de milhões de contos – e a mesquinhez do criado para com um companheiro que lhe devia apenas cem denários; um denário equivalia ao salário dum dia e eram 12 gramas de prata; um talento podia corresponder a 36 quilos de prata. A misericórdia de Deus é infinita para com o pecador, mas este também deve ser misericordioso e perdoar a quem o ofende. A lei da caridade e do perdão é o cerne do «Reino dos Céus».

 

Sugestões para a homilia

 

Os problemas da vida comunitária

A única atitude humana e cristã é perdoar sem limites

O caminho a percorrer

 

Os problemas da vida comunitária

 

Na nossa vida quotidiana confrontámo-nos com vários problemas que não conseguimos ultrapassar com facilidade. Não é fácil perdoar, esquecer as ofensas, amar quem nos ofendeu ou prejudicou. Talvez por isso, Jesus tenha insistido tanto no tema do perdão. Recordemos as várias recomendações do Sermão da Montanha, e a súplica da oração do Pai Nosso (perdoai-nos, como nós perdoamos), que se aproximam tanto na conclusão da parábola que ouvimos ler no Evangelho.

O sentido da parábola é muito profundo e comprometedor. O interesse de Jesus ao contá-la é destacar a enorme distância que existe entre o coração de Deus e o coração do homem.

Os dez mil talentos eram uma soma imensa que correspondia a 200 000 anos de trabalho de um operário. Este número, realmente infinito, segundo o modo de falar e pensar do tempo de Jesus, destina-se a mostrar a imensidão da misericórdia de Deus.

Em contraste com esta bondade inesgotável, há, ao contrário, a mesquinhez do coração do homem, que não sabe perdoar as menores ofensas.

O ensinamento da parábola, portanto, é o seguinte: os cristãos são filhos de Deus. Também no que se refere ao perdão das ofensas devem assemelhar-se ao Pai que está nos céus. Devem ter um coração grande como o d’Ele: devem manifestar o perdão por um amor sem limites.

 

A única atitude humana e cristã é perdoar sem limites

 

Deus manifesta a sua misericórdia, realiza o seu perdão quando transforma o homem e o conduz à conversão, quando provoca uma mudança interior, quando o conduz ao amor efectivo e a atitudes dignas dos filhos de Deus.

Para nós também perdoar quer dizer, sem dúvida, abrir o coração para acolher quem errou, isto é, não conservar rancor contra quem nos causou contrariedades, tendo também o compromisso de esclarecer o irmão sobre o erro que cometeu; isto é, ajudá-lo a recomeçar novamente a construção da sua vida.

Quem não tem a disposição para manter o coração aberto ao amor, poderá até ser um homem justo e honesto, mas com certeza não é um filho do “Pai que envia a chuva sobre os justos e os malvados” (Mt 5, 45).

 

O caminho a percorrer

 

Então, o caminho a percorrer pelo cristão deve ser impregnado pelo espírito novo trazido por Cristo, que o leva a uma atitude positiva: fazer bem a quem o ofendeu, pagar o mal com o bem.

Ser habitualmente fiel a esta exigência evangélica supõe verdadeiro heroísmo. Como alguém disse: pecar é humano, perdoar é divino.

Ao ouvirmos hoje a Palavra de Deus, talvez pensemos que estamos em paz com todos, que não temos inimigos, que não desejamos mal a ninguém. Mas para o nosso perdão ser perfeito, devemos esquecer também as pequenas ofensas, as indelicadezas, as faltas de atenção.

Se guardamos um pouco de frieza a respeito de alguém, se evitamos tal pessoa, há ainda algo a fazer no caminho da caridade e do perdão.

Pensemos um pouco nisto.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Ao termos reflectido, neste dia,

sobre a imensidade do amor de Deus quando perdoa

e na fidelidade do homem a esta exigência evangélica,

digamos (cantemos) com fé:

 

Ensinai-nos, Senhor, a saber perdoar.

 

1.     Que os ministros e fiéis do mundo inteiro,

aprendam a perdoar-se mutuamente,

como Cristo ensinou a Pedro,

oremos, irmãos.

 

 

2.     Que todos nós saibamos abrir o coração,

para percorrer o caminho cristão na disponibilidade

e no serviço para com os mais pobres,

oremos, irmãos.

 

3.     Que todos os governantes das nações

procurem fomentar na sociedade o diálogo,

a concórdia, a solidariedade e a paz,

oremos, irmãos.

 

4.     Que os cristãos de todas as Igrejas

procurem superar as divisões,

dissensões e discórdias

e cheguem à unidade da fé

querida por Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

5.     Que todos aqueles que, egoisticamente,

apenas pensam em si mesmos,

reconheçam e acreditem que Jesus morreu por todos

ensinando-nos a viver para Ele e para os outros,

oremos, irmãos.

 

6.     Que os membros desta assembleia orante,

todos os migrantes aqui residentes

e todos os fiéis desta comunidade territorial,

ponham em prática a mensagem de Jesus sobre o perdão,

oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus,

Vós que sois misericórdia infinita,

ajudai-nos a saber estar em paz com todos

e a não desejar mal a ninguém,

sabendo encontrar no vosso Filho

a medida do vosso perdão.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Na hóstia sobre a patena, C. Silva, NCT 248

 

Oração sobre as oblatas: Ouvi, Senhor, com bondade as nossas súplicas e recebei estas ofertas dos vossos fiéis, para que os dons oferecidos por cada um de nós para glória do vosso nome sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor Jesus, que vamos comungar, nos ajude a escolher o caminho que nos conduza a louvar e agradecer a Deus, por todas as graças com que Ele diariamente nos cumula e a saber perdoar aos nossos irmãos, como Ele tem misericórdia para connosco.

 

Cântico da Comunhão: Como é admirável, Senhor, F. dos Santos, NCT 257

Salmo 35, 8

Antífona da comunhão: Como é admirável, Senhor, a vossa bondade! A sombra das vossas asas se refugiam os homens.

 

Ou:

O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo; e o pão que partimos é comunhão no Corpo do Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Se vos amardes, F. da Silva, NRMS 22

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, concedei que este sacramento celeste nos santifique totalmente a alma e o corpo, para que não sejamos conduzidos pelos nossos sentimentos mas pela virtude vivificante do vosso Espírito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de termos escutado a Palavra do Senhor e participado do banquete eucarístico, aproveitemos este momento privilegiado para abrir o nosso coração, a fim de acolher quem errou e a não guardar rancor a quem nos causou contrariedades. Assumamos o compromisso de esclarecer o irmão sobre o erro cometido e a ajudá-lo a recomeçar a construção da sua vida.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor, um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

 

Homilias Feriais

 

24ª SEMANA

 

2ª Feira, 18-IX: Edificar apoiados na Eucaristia.

1 Tim 2, 1-8 / Lc 7, 1-10

O centurião: Eu não mereço que entres debaixo do meu tecto.

A Igreja vive da Eucaristia desde os primeiros tempos: «No Cenáculo, os Apóstolos, tendo aceite o convite de Jesus: 'Tomai, comei', entraram pela primeira vez em comunhão sacramental. Desde então, e ate ao final dos séculos, a Igreja edifica-se através da comunhão sacramental com o Filho de Deus, imolado por nós» (IVE, 21).

Para edificarmos a nossa vida sobre a Eucaristia, procuremos melhorar as nossas disposições para recebermos a Comunhão. Sigamos o exemplo do centurião (Ev.), que a Igreja nos propõe para esse momento: fé, humildade e delicadeza.

 

3ª Feira, 19-IX: A misericórdia de Jesus.

1 Tim 3, 1-13 / Lc 7, 11-17

E vinha com a viúva bastante gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-se e disse-lhe: Não chores.

«A compaixão de Jesus com os doentes, e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie, são um sinal claro de que Deus visitou o seu povo. A sua compaixão para com todos os que sofrem vai ao ponto de identificar-se com eles: 'estive doente e visitaste-me' (Ev.)» (CIC, 1503). Procuremos ver Cristo, com os olhos da fé, em cada doente.

Lembrando S. João Crisóstomo: «Nada pode fazer-te tão imitador de Cristo como a preocupação pelos outros. Mesmo que jejues ou, por assim dizer, te mates, se não te preocupas pelo próximo, pouca coisa fizeste, pois ainda estás muito longe da imagem de Jesus».

 

4ª Feira, 20-IX: A fé a as realidades humanas.

1 Tim 3, 14-16 / Lc 7, 31-36

Mas é para saberes como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e apoio da verdade.

«A Igreja, 'coluna e apoio da verdade' (Leit.), recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de anunciar a verdade da salvação. À Igreja compete anunciar sempre, e em toda a parte, os princípios gerais, mesmo de ordem social, bem como emitir juízos acerca de quaisquer realidades humanas, na medida em que o exigirem os direitos fundamentais da pessoa humana ou a salvação das almas» (CIC, 2032).

Para isso, será necessário que nas comunidades cristãs se dê a conhecer os princípios básicos da Doutrina Social da Igreja.

 

5ª Feira, 21-IX: S. Mateus: Uma biografia de Jesus.

Ef 4 1-7. 11-13 / Mt 9, 9-13

Jesus ia a passar quando viu um homem, chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-Lhe: Segue-me.

Quando foi chamado pelo Senhor, S. Mateus deixou logo tudo para se dedicar ao seu serviço. A partir de então, acompanhou Jesus e foi testemunha da sua vida e ensinamentos, dos milagres, da participação na Última Ceia, etc. Deixou-nos uma pequena, mas importante biografia, do Senhor e da sua Boa Nova.

«Nos livros sagrados, o Pai que está nos Céus, sai amorosamente ao encontro dos seus filhos para conversar com eles. A palavra de Deus é, em verdade, apoio, vigor da Igreja e fortaleza da fé para os seus filhos, alimento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual» (DV, 2).

 

6ª Feira, 22-IX: Ao serviço do Senhor.

1 Tim 6, 2-12 / Lc 8, 1-3

Andavam com ele os Doze, bem como algumas mulheres, que serviam Jesus com os seus haveres.

O Evangelho mostra como as mulheres seguem e servem o Senhor, como estão ao pé da Cruz e vão em primeiro lugar ao sepulcro vazio, etc. Como estas santas mulheres (Ev.) todos temos que pôr os nossos talentos ao serviço do Senhor, que 'não veio para ser servido, mas para servir'. E também o exemplo de Nossa Senhora.

S. Paulo pede ao seu discípulo que esclareça os fiéis sobre o amor desordenado dos bens materiais (Leit.). São bens que o Senhor pôs à nossa disposição para servirmos melhor outros e para alcançarmos a vida eterna.

 

Sábado, 23-IX: A escuta da palavra de Deus.

1 Tim 6, 13-16 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra, com coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto.

Procuremos ver como escutamos ou lemos a palavra de Deus: «Nunca nos esqueçamos que, quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é o próprio Deus que fala ao seu povo, é Cristo presente na sua palavra que anuncia o Evangelho» (SC, 45).

Pode servir-nos de exemplo a vida de Nossa Senhora. Ela conservava todas as coisas referentes a Deus como um tesouro, e procurava levar à prática o que Deus lhe pedia. Uma vez escutada a palavra, esforcemo-nos por assimilá-la e levá-la à prática, para que haja abundantes frutos na nossa vida.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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