Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2017

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Virgem dolorosa, M. Faria, NRMS 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao longo do ano o povo cristão não se cansa de invocar a Mãe do Céu. Ela tudo merece. Hoje somos convidados a meditar no Seu sofrimento, celebrando Nossa Senhora das Dores. Se cumprirmos o que nos pede, a tristeza converter-se-á em alegria, viveremos sempre felizes e, com a Sua bênção, conseguiremos um mundo melhor.

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jesus sofreu por todos nós. Com a Sua Cruz alcançou-nos a salvação. Ofereçamos o nosso sofrimento ao Senhor.

 

Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no Horto, que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua Ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10); com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela Ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial    Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: Que a Virgem Santíssima nos encaminhe a todos para o Senhor pois só Ele nos pode tornar felizes.

 

Refrão:        Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.        

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: A presença de Maria Santíssima no calvário junto de Jesus dá-nos a certeza de que, nos momentos de dor, não estamos sós porque Ele nunca nos abandona.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor. Refrão

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…» ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias (não se diz que era velho; é uma dedução; que ele fosse filho de Hillel e pai de Gamaliel I é pura suposição), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual», de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

Tanta gente a sofrer

Nossa Senhora das Dores

Oração a Nossa Senhora

 

Tanta gente a sofrer

Quem não sente a dor dos meninos e meninas que iriam encher o mundo de beleza mas que não chegaram a nascer pois foram vítimas do pecado do aborto?!

Quem não sente a dor das crianças maltratadas, dos jovens explorados, das mulheres violentadas, dos homens escravizados?!

Quem não sente a dor quando acompanha doentes em sofrimento sem os poder consolar?!

Quem não sente a dor ao falar com velhinhos que tudo deram àqueles que agora os abandonam?!

Quem não sente a dor ao ver bombas a explodir, causando a destruição e a morte atroz?!

Quem não sente a dor ao ver países em guerra com o drama dos refugiados?!

Quem não sente a dor ao ver tantos cristãos a serem martirizados unicamente por não renegarem a sua Fé?!...

 

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora sentiu a dor quando ninguém Lhe ofereceu uma casa para o nascimento de Jesus.

Nossa Senhora sentiu a dor quando Herodes quis matar o Menino e teve que fugir para o Egipto.

Nossa Senhora sentiu a dor quando perdeu Jesus que, aos doze anos de idade, ficou no Templo de Jerusalém.

Nossa Senhora sentiu a dor quando viu Jesus a dirigir a Seu Pai «preces e súplicas com grandes clamores e lágrimas» (Primeira Leitura).

Nossa Senhora sentiu a dor quando esteve junto a Jesus que morreu na Cruz para nos salvar (Evangelho).

Nossa Senhora continua a sentir a dor quando vê os Seus filhos seguirem caminhos de maldade que Ela reprova.

Nossa Senhora, como Mãe carinhosa, vem até nós para interceder pela salvação da humanidade. Na última aparição em Fátima, a 13 de Outubro de 1917, os Pastorinhos puderam contemplar, entre outras visões, Nossa Senhora das Dores.

 Neste ano centenário das aparições e sempre rezemos com muita Fé:

Oração a Nossa Senhora

Senhora, eu Te agradeço por teres vindo a Fátima, deixando uma mensagem de esperança e salvação para o mundo.

Senhora, podes contar comigo para a difusão dessa mensagem, começando por converter o meu coração e afastando aquilo que não é do Teu agrado.

Senhora que anunciaste a conversão da Rússia, converte todos aqueles que no mundo perseguem os cristãos e causam atentados e guerras através do ódio, da vingança e maldade.

Senhora, pediste oração, sem esquecer o rosário todos os dias. Ajuda-me a ser fiel a esse pedido na certeza que serão sem fim as graças que me concederás.

Senhora que profetizaste: «por fim o Meu Imaculado Coração triunfará», ajuda-me a dizer isto a todo o mundo pois teremos finalmente o que a humanidade sempre desejou: a paz.

Senhora, acredito que também pensaste em mim quando garantiste a Lúcia: «O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus». Obrigado!

Senhora, prometeste o Céu aos três pastorinhos: Jacinta, Francisco e Lúcia. Já lá se encontram. Que intercedam para que eu, quando partir deste mundo, lhes faça companhia por toda a eternidade. Amém!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Por intercessão de Maria, ouvi-nos Senhor.

 

1. Pelos que respondem sim ao chamamento de Deus,

pelos cristãos que dão testemunho de Jesus no mundo

e por todos aqueles que promovem a paz,

oremos irmãos.

 

2. Pelos que duvidando procuram a Deus,

pelos que querem afastar o ódio e a violência

e pelos que confiam na misericórdia do Senhor,

oremos, irmãos.

 

3. Pelos meninos e meninas a quem foi impedido o seu nascimento,

pelas crianças maltratadas a pedirem a nossa ajuda

e pelos jovens a quererem transformar o mundo,

oremos, irmãos.

 

4. Pelas famílias onde há luto e sofrimento,

pelas famílias que vivem felizes e em paz

e pelas famílias onde os filhos se consagram ao Senhor,

oremos, irmãos.   

 

5. Pelos que agradecem o dom da saúde,

pelos que sofrem com os olhos na Cruz de Jesus Cristo

e pelos que cuidam dos doentes com dedicação,

oremos, irmãos.

 

6. Pelos familiares e amigos falecidos,

pelos que se purificam a caminho do Céu

e por nós que esperamos ser felizes com eles eternamente,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Vimos trazer, Senhor, M. Faria, 20 Cânticos para a missa

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644 756], ou II, p. 487

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da Comunhão

 

Maria deu-nos Jesus. Que nos ajude a viver em Graça a fim de O podermos receber sacramentalmente para sermos bons e santos.

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Cartageno, NRMS 60

1 Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Foi tão bom estarmos aqui reunidos, celebrando Nossa Senhora das Dores! Quem não se sente feliz junto da Mãe?!... Mas temos de partir. Lá fora esperam-nos todos aqueles que precisam de nós para os ajudarmos a caminhar ao Seu encontro...

 

Cântico final: Virgem Mãe do mesmo Deus, M. Luis, NRMS 10 (II)

 

 

Homilia FeriaL

 

Sábado, 16-IX: A conversão e a misericórdia divina.

1 Tim 1, 15-17 / Lc 6, 43-49

Cristo veio ao mundo salvar os pecadores, e eu sou o primeiro deles.

«Jesus convida os pecadores para a mesa do reino (Leit.): 'Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores'. Convida-os à conversão, mas, por palavras e actos, mostra-lhes a misericórdia sem limites do seu Pai para com eles» (CIC, 545).

Para acolhermos a misericórdia divina, procuremos melhorar o nosso interior: «O homem bom tira o que é bom do bom tesouro que é o seu coração» (Ev.), e cumprir a vontade de Deus, semelhante ao homem que, na construção da sua casa, assentou aos alicerces sobre a rocha» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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