21º Domingo Comum

21 de Agosto de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98

Salmo 85, 1-3

Antífona de entrada: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Com os cristãos do mundo inteiro, reunimo-nos para a nossa confissão de fé no Messias Salvador. A cada um de nós ele pergunta hoje: «Quem sou eu para ti?». E nós responderemos, em compromisso vivido, testemunhado e alimentado pela Eucaristia semanal: «Tu és o meu Salvador». E daremos graças pelos pastores que Ele nos envia para cuidar da nossa fé.

 

Oração colecta: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus manifesta a sua fidelidade mesmo perante as infidelidades dos que agem em seu nome. O exercício do poder em favor pessoal e não do povo é ocasião para o profeta anunciar a vinda do Messias, esse sim que exercerá o poder com justiça.

 

Isaías 22, 19-23

Eis o que diz o Senhor: a Chebna, administrador do palácio: 19«Vou expulsar-te do teu cargo, remover-te do teu posto. 20E nesse mesmo dia chamarei o meu servo Eliacim, filho de Elcias. 21Hei-de revesti-lo com a tua túnica, hei-de pôr-lhe à cintura a tua faixa, entregar-lhe nas mãos os teus poderes. E ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Porei aos seus ombros a chave da casa de David: há-de abrir, sem que ninguém possa fechar; há-de fechar, sem que ninguém possa abrir. 23Fixá-lo-ei como uma estaca em lugar firme e ele será um trono de glória para a casa de seu pai».

 

Quase a terminar a série de «oráculos conta as nações estrangeiras» (Is 13 – 23) aparecem no livro de Isaías dois oráculos, um contra Jerusalém (Is 22, 1-14) e outro contra Chebna (Is 22, 15-19) e contra o seu sucessor Eliaquim (vv. 24-25). O texto fala da entrega dos poderes da administração da cidade a este homem (vv. 20-22), inicialmente honesto (v. 23), mas que acaba de cair no mesmo vício do nepotismo: «penduram-se nele todos os nobres da casa de seu pai, filhos e netos» (v. 24), uma censura que já não aparece na leitura de hoje; esta limita-se a falar da investidura no cargo em termos solenes e simbólicos: como insígnia, tinha uma banda sobre o ombro na qual trazia uma chave, símbolo do poder de administrar; com esta mesma imagem e servindo-se da mesma expressão de Isaías, o Apocalipse representa assim Jesus Cristo (Apoc 3, 7). Certamente que 1ª leitura foi escolhida, como é frequente acontecer, em função do Evangelho do dia, que fala do poder das chaves dado a Pedro (cf. Mt 16, 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 137(138), 1-2a. bc-3.6. 8 bc (R. 8bc)

 

Monição: O crente de hoje faz sua a experiência do povo de Israel: o seu amor é fiel, dura para sempre. Por isso, ao suplicar a sua misericórdia, ele já dá graças pelos dons que irá receber.

 

Refrão:        Senhor, a vossa misericórdia é eterna:

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

 Ou:              Pela vossa misericórdia,

não nos abandoneis, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade

e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome

e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

O Senhor é excelso e olha para o humilde,

ao soberbo conhece-o de longe.

Senhor, a vossa bondade é eterna,

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Com S. Paulo, admiremos também nós a sabedoria de Deus que, por vias que desconhecemos, conduz a história ao seu termo.

 

Romanos 11, 33-36

33Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos! 34Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro? 35Quem Lhe deu primeiro, para que tenha de receber retribuição? 36D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre.

 

S. Paulo desata em exclamações de louvor entusiástico a Deus, ao contemplar o seu plano salvífico: Deus escolhe Israel para seu povo; dada a infidelidade deste, chama os gentios à fé; e, por fim, todos formarão um só e mesmo povo no Reino de Deus.

36 «D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas», uma expressão que introduz a doxologia final, com que se encerra a parte doutrinal da epístola: «Glória a Deus para sempre. Amen». Assim parafraseia a expressão J. M. Bover: «Todas as coisas procedem de Deus (d’Ele), pois é o Criador; subsistem por (Ele) Deus, que é o Conservador; olham e tendem para Deus (para Ele), como seu último fim».

 

Aclamação ao Evangelho       Mt 16, 18

 

Monição: É reconfortante, em tempos de noite escura para a Igreja, lembrarmos a promessa de Jesus a Pedro: as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Cantemos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

 

 

 

Evangelho

 

São Mateus 16, 13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». 14Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: 15«E vós, quem dizeis que Eu sou?». 16Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». 17Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. 18Também Eu te digo: Tu és Pedro sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

 

O texto da leitura consta de duas partes distintas, mas intimamente ligadas: a confissão de fé de Pedro (vv. 13-16), comum a Marcos 8, 27-30 e a Lucas 9, 18-21 (cf. Jo 6, 67-71), e a promessa feita a Pedro (vv. 17-19), exclusiva de Mateus (cf. Jo 21, 15, 23).

13 «Cesareia de Filipe» era a cidade construída por Filipe, filho de Herodes, o Grande, em honra do César romano, nas faldas do Monte Hermon, a uns 40 quilómetros a Nordeste do Lago de Genesaré.

13-17 «Quem dizem os homens… E vós, quem dizeis que Eu sou?» É uma pergunta que, em face de Jesus, uma pessoa tão singular, surpreendente e apaixonante, não pode deixar de se fazer em todos os tempos. As respostas podem ser variadas e até contraditórias, mas só uma é a certa, a resposta de Pedro, a resposta esclarecida da fé, resposta que Jesus aprova: «Feliz de ti, Simão» (v. 17). «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16): Messias é a forma hebraica da palavra do texto original grego, Cristo, que quer dizer ungido (os reis eram ungidos com azeite na cabeça ao serem investidos). Jesus é o Rei (ungido) anunciado pelos Profetas e esperado pelo povo. Quando se diz Jesus Cristo é como confessar a mesma fé de Pedro, reconhecer que Jesus é o Cristo, isto é, o Messias, mas num sentido mais denso e profundo, a saber, o Filho de Deus, num sentido que ultrapassa o corrente e que só o dom divino da fé pode fazer descobrir, segundo as palavras de Jesus a Pedro: «Não foram a carne e o sangue que to revelaram» (v. 17). A fé de Pedro, como a nossa, não pode proceder dum mero raciocínio humano, da sagacidade natural, mas da luz, da certeza e da firmeza, que procede da revelação de Deus. «A carne e o sangue» é uma forma semítica de designar o homem enquanto ser débil e exposto ao erro e ao pecado.

18 «Tu és Pedro». É significativo que o texto grego não tenha conservado a palavra aramaica «kêphá», aliás usada noutras passagens do N. T. sem ser traduzida, como é habitual com os patronímicos. Aqui o evangelista teve o cuidado de usar o nome correntemente dado ao Apóstolo Simão: Pedro. É expressivo o trocadilho, com efeito Pedro é a pedra sobre a qual assenta a solidez de toda a Igreja do Senhor. Note-se que o apelido de Pedro = Pedra não existia na época, nem em aramaico (Kêphá), nem em grego (Pétros), nem em latim (Petrus), uma circunstância que reforça o seu significado e originalidade. Além disso, este apelido também não era apto para caracterizar o temperamento ou o carácter do Apóstolo, pois aquilo que distingue a sua personalidade não é precisamente a dureza ou firmeza da pedra, mas antes a debilidade, mobilidade e até inconstância (cf. Mt 14, 28-31; 26, 33-35.69-75; Gal 2, 11-14). Se Jesus assim o chama, é em razão da função ou cargo em que há-de investi-lo.

«Edificarei a minha Igreja». Jesus, ao dizer a minha, significa que tem intenção de fundar algo de novo, uma nova comunidade de Yahwéh. «Ekklêsía» é a tradução grega corrente dos LXX para a designação hebraica da Comunidade de (qehal) Yahwéh, isto é, «o povo escolhido de Deus reunido para o culto de Yahwéh» (cf. Dt 23, 2-4.9). Não é, portanto, a Igreja uma seita dentro do judaísmo, é uma realidade nova e independente. «Jesus pôde dizer minha, porque Ele a salva, Ele a adquire com o seu sangue, Ele a convoca, Ele realiza nela a presença divina, a aliança, o sacrifício». «As portas do inferno não prevalecerão». Esta linguagem tipicamente bíblica (Is 38, 10; Sab 16, 13; cf. Job 38, 17; Salm 9, 14) é uma sinédoque com que se designa a parte pelo todo. Inferno tanto pode designar a destruição e a morte (xeol=inferi=os infernos), como Satanás e os poderes hostis a Deus. Por ocasião da eleição do Papa Bento XVI viu-se bem como estes poderes hostis à verdadeira Igreja de Cristo mais uma vez se assanharam…

19 «Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus». Os poderes conferidos a Pedro não são para ele vir a exercer no Céu (segundo a crença popular), mas aqui neste mundo, onde a Igreja, o Reino de Deus em começo e em construção, tem de ser edificada. No judaísmo e no Antigo Testamento (cf. Is 22, 22), lidar com as chaves é uma atribuição de quem representa o próprio dono, significa administrar a casa. Ligar-desligar significa tomar decisões com tal autoridade e poder supremo que serão consideradas válidas por Deus, «nos Céus». É de notar que Jesus diz a todos os Apóstolos esta mesma frase (Mt 18, 18), mas sem que seja tirada qualquer força à autoridade suprema de Pedro, a quem é dado um especial poder de «ligar e desligar» na Igreja, enquanto pedra fundamental e pastor supremo a ser investido após a Ressurreição (Jo 21, 15-17). Este primado de Pedro sobre toda a Igreja – que hoje se designa por ministério petrino – não é conferido apenas a ele, mas a todos os seus sucessores; com efeito Jesus fala a Pedro na qualidade de chefe duma edificação estável e perene, a Igreja; se o edifício é perene também o será a pedra fundamental. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, nº 882, «o Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, ‘é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, todos os bispos com a multidão dos fiéis’ (LG 23). Em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o pontífice romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer» (LG 22). Este é um dos pontos cruciais do diálogo ecuménico, que terá uma saída feliz quando todos os que se consideram cristãos compreenderem que o carisma petrino, por vontade de Cristo, é o indispensável instrumento de união e unidade na legítima diversidade.

 

Sugestões para a homilia

Uma questão dirigida a cada um de nós

«E vós, quem dizeis que Eu sou?». Esta questão de Jesus perturbou a tranquilidade dos discípulos. Não Lhe chegou as respostas que eles atribuíram aos outros. Eram de outros e referiam-se ao passado. Para eles foi uma questão directa, à qual Pedro, em nome de todos, procurou dar a resposta adequada, que lhe valeu a nova missão de ser, no futuro da Igreja, o centro de unidade.

É verdade que a questão tem dois mil anos. Mas ela ressoa aos ouvidos do discípulo de Jesus com toda a força provocadora, perante a qual os que a iludem caem no indiferentismo redutor para quem Jesus fica «esquecido» na história. Aqueles, porém, que aceitam a provocação encontram no Mestre o melhor sentido para a sua existência.

Quando Pedro responde dizendo que Ele é o Messias, esta resposta tem um alcance novo: revela o hoje da revelação. Jesus, o Messias, é Aquele que realiza a palavra do Pai, que cumpre as promessas de Deus. Ele é a promessa cumprida, a Palavra realizada, a lembrar a criação: «Deus disse e tudo foi feito». Na resposta de Pedro, Cristo é o Ungido de Deus anunciado pelos profetas, Aquele que vem satisfazer toda a longa espera de um povo, cumprindo todas as promessas feitas a Israel. Ele é o «Filho», isto é, ligado a Deus por uma relação única, inigualável. É o Filho de Deus vivo, isto é, na linha da Bíblia, o Deus que dá a vida e, para os cristãos, o Deus que ressuscitou Jesus de entre os mortos.

A confissão de Pedro surge não em razão da «carne» ou do «sangue», isto é em razão de energias puramente humanas de uma humanidade frágil, mas em razão de uma revelação divina. Ou seja, vem do Alto, traz marca de Deus.

Pedro chama-se hoje Bento XVI

Aquando da morte do Papa João Paulo II e da eleição de Bento XVI, a confissão de Pedro foi um texto várias vezes citado para iluminar o ministério do Papa na Igreja. Assim como Pedro recebeu a missão de Jesus de ser a rocha firme na qual se apoiariam os discípulos e a Igreja, também o Papa é hoje o centro de unidade à volta do qual a Igreja afirma o seu testemunho diante dos homens. Um Papa morreu mas a missão de Pedro, essa continua-se, assim como se continua o combate contra as forças do mal.

Simão, filho de Jonas, passou a chamar-se Pedro, sinal de que uma missão divina fez dele um outro homem. Como acontecera com tantos outros, a começar por Abraão. Jesus confia a Simão a missão de ser «pedra» de fundação, a rocha que garantirá a solidez do edifício que Ele vai construir. Deste edifício ele terá as «chaves», ou seja, a ele confia o seu próprio poder. Pedro será o intérprete da mensagem libertadora de Jesus, Messias, Filho de Deus vivo. No «ligar» e «desligar», neste juntar os contrários, designa-se a totalidade do poder: seja estabelecer regras, seja para admitir ou excluir da comunidade Igreja

O coração da missão que Pedro recebeu de Jesus é o de confirmar os irmãos na fé, garantir a comunhão de todas as Igrejas locais na fé, na oração, nos costumes e no apostolado, garantir as legítimas diversidades e fazer, ao mesmo tempo, com que estas diversidades contribuam para a unidade.

Os cristãos de hoje, seguidores de Jesus, seguidores do Papa que O representa na terra, não devem apenas reportar-se ao Papa na experiência de fé, mas, antes, partilhar a sua fé em Cristo e dela haurir um enriquecimento da mesma fé da Igreja, já que o Espírito Santo actua em todos os crentes que olham para o Papa para nele estabelecerem a unidade da fé professada. A solidez da Igreja vem desta fé professada, vivida e testemunhada que nos une a Jesus e da qual o Papa se tornou o primeiro servidor. Foi depois de confessar a sua fé num compromisso total e pessoal com Jesus que Pedro recebeu as «chaves do reino dos Céus». A riqueza da Igreja, a sua solidez, está nesta fé em Jesus Filho de Deus.

O nosso dever na sociedade

Demos graças a Deus pela unidade possível vivida entre os cristãos. Demos graças a Deus pelos esforços em curso, tão evidentes nos últimos anos, no campo ecuménico. Demos graças a Deus por sermos católicos e beneficiarmos do dom do Papa à sua Igreja, garante da unidade da fé em todo o mundo.

Empenhemo-nos, todos, numa formação permanente que nos leve a entender e a reflectir os conteúdos da fé. Eles exprimem a reflexão e vivência dos que nos precederam mas devem ser acrescentados com a experiência de fé dos cristãos de hoje. E numa altura em que parecem perder-se as referências de valores que os séculos impuseram, é necessário que os cristãos autênticos não se demitam da sua missão e se preparem para dar respostas às questões e procuras daqueles que, desiludidos, baterão à porta da Igreja mendigando uma palavra de esperança.

Vivamos a nossa união afectiva e efectiva com o Santo Padre para construirmos na autêntica Igreja do Senhor. E, confiados na palavra de Deus, não nos deixemos abater face a tantos ataques, velados ou às claras, vindos de um laicismo agressivo que se vai impondo na sociedade.

Um testemunho de unidade e de amor é a resposta que se impõe ao cristão que se esforça por responder no seu dia a dia à questão sempre actual: «E tu, quem dizes que Eu sou?».

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

implorando a sua misericórdia para a Igreja e para o mundo.

 

1.  «Tudo o que ligares na terra será ligado no céu

e tudo o que desligares na terra será desligado no céu».

 

Pela Igreja que Jesus fundou, particularmente pelo Papa Bento XVI,

pelos nossos bispos e sacerdotes, que receberam o poder de perdoar em nome de Jesus,

oremos, irmãos.

 

2.  «Senhor, a vossa misericórdia é eterna:

não abandoneis a obra das vossas mãos»

 

Pelos governantes das nações e por todos aqueles

que têm responsabilidade no futuro dos povos,

pelos jornalistas e homens da comunicação social,

comentadores e interventores no tecido social,

para que a sua acção em prol do bem comum

não seja desligada do destino eterno do homem, oremos, irmãos.

 

3.  «Como são insondáveis os desígnios do Senhor

e incompreensíveis os seus caminhos!»

 

Por todos os homens criados à imagem de Deus,

chamados a viver do seu amor, na confiança e na fidelidade,

particularmente os nossos irmãos doentes, deficientes

e aqueles que se sentem sós, abandonados e marginalizados:

que Deus lhes faça sentir a sua presença reconfortante,

oremos, irmãos.

 

4.  «E vós, quem dizeis que Eu sou?»

 

Por todos os baptizados, pedras vivas da Igreja,

testemunhas da fé, da esperança e do amor,

e por todos aqueles que se contentam com uma fé sem obras,

sem prática religiosa, indiferentes à comunidade,

oremos, irmãos.

 

........

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, ajudai a nossa pouca fé de modo a podermos confessar

com a verdade da nossa vida o Teu Filho Jesus como nosso Salvador,

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da Comunhão

 

Desejamos penetrar nos mistérios de Deus. Deixemo-nos antes penetrar por Aquele que se faz convidado a entrar no coração de cada um de nós. Só comendo-O, Palavra e Sacramento, somos capazes de uma verdadeira confissão de fé.

 

Cântico da Comunhão: Eu venho Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

Salmo 103, 13-15

Antífona da comunhão: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.

 

Ou

Jo 6, 55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

 

Oração depois da comunhão: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Cada Eucaristia traz-nos a certeza do amor total de Deus por cada um de nós, mesmo apesar das nossas fraquezas. Partamos a testemunhar este amor de modo a gerar nos que nos rodeiam a certeza de que também eles são amados por Deus e chamados a fazer parte da Igreja de Jesus Cristo.

 

Cântico final: Ao Deus do Universo, J. Santos, NRMS 1 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

21ª SEMANA

 

2ª feira, 22-VIII: Nª Sª Rainha: Reinar e servir; servir e reinar.

Is. 9, 1-6 / Lc. 1, 26-38 (aprop.)

Maria disse então: Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra.

Na recitação da Ladaínha do Santo Rosário invocamos Nª Sª como Rainha: «Não é por acaso que é invocada como Rainha do céu e da terra. Com este título a invoca toda a comunidade dos crentes, a invocam como Rainha muitos povos e nações. O seu reinar é servir. O seu servir é reinar» (João Paulo II)

Imitemos a nossa Mãe. Para podermos servir dignamente os outros temos que viver as virtudes que possibilitam este serviço: a humildade, a generosidade, a fortaleza, a alegria... Assim conseguiremos pôr a nossa vida ao serviço de Deus, da família, dos amigos e da sociedade.

 

3ª feira, 23-VIII: A purificação e a Eucaristia.

1 Tes. 2, 1-8 / Mt. 23, 23-26

Fariseu cego! Purifica primeiro o interior do copo e do prato, para o exterior ficar limpo também.

Os fariseus dedicavam mais atenção às aparências e descuidavam o mais importante: a limpeza do coração (cf. Ev.).

A limpeza exterior é muito importante, como revelou Jesus: «os limpos de coração verão a Deus». É necessária esta purificação para o recebermos na Eucaristia. Para isso, aproveitemos o sacramento da Penitência, aceitemos os sofrimentos e contrariedades com espírito de reparação. «A Eucaristia estimula também à conversão e purifica o coração penitente» (AE, 22). Vivamos melhor os momentos da Missa que nos estimulam à conversão: o acto penitencial, o Senhor tende piedade de nós, o Cordeiro de Deus...

 

4ª feira, 24-VIII: S. Bartolomeu: A fonte da Verdade.

Ap. 21, 9-14 / Jo. 1, 45-51

Jesus viu Natanael, que lhe vinha ao encontro, e disse dele: Aí está um verdadeiro israelita, no qual não existe fingimento.

Jesus dá como testemunho acerca de S. Bartolomeu: «um verdadeiro israelita no qual não há fingimento» (Ev.). Isto mesmo se deveria dizer de cada um de nós. Mas o ambiente está muito carregado de falsidade e mentira. Muitos meios de comunicação social, em vez de transmitirem a verdade, acabam por alterar os critérios morais de uma sociedade.

Apoiemo-nos em Jesus. «Eu sou a Verdade». Vamos ao seu encontro como Bartolomeu. Em Cristo encontraremos a Verdade, bem como nos ensinamentos da Igreja. E duvidemos das propostas de alguns meios de comunicação social.

 

5ª feira, 25-VIII: Vinde Senhor Jesus: Vigilância.

1 Tes. 3, 7- 13 / Mt. 24, 42-51

Vigiai, porque não sabeis o dia em que virá o Senhor... Por isso, estai vós também preparados.

A partir da Ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente... Este advento poderá dar-se em qualquer momento (cf. Ev.). Na Santa Missa dizemos depois da Consagração: «Anunciamos Senhor a vossa morte... Vinde Senhor Jesus!».

Jesus recomenda-nos: Vigiai (Ev.). Estamos vigilantes quando nos esforçamos por melhorar a nossa própria vida e a da sociedade em que vivemos; vivendo a nossa profissão, os negócios, o descanso... para com eles alcançarmos a vida eterna; tornando o mundo mais justo, mais humano, mais cristão.

 

6ª feira, 26-VIII: Santidade: vigilância e comunhão.

1 Tes. 4, 1-8 / Mt. 25, 1-13.

É esta, com efeito, a vontade de Deus: que vos santifiqueis

Para sermos santos (Leit.) precisamos estar vigilantes: «À vigilância opõe-se a negligência ou falta de solicitude devida, que procede de uma certa falta de vontade» (S. Tomás). Foi o que aconteceu às virgens insensatas (cf. Ev.). Estaremos vigilantes se cada dia lutamos por viver bem as pequenas coisas (o azeite); se vivemos a virtude da fortaleza, que se opõe à preguiça e ao desleixo.

Na Comunhão recebemos Jesus, que nos vem santificar. É o alimento que conserva, aumenta, restaura e fortalece a vida sobrenatural.

 

Sábado, 27-VIII: Comunhão eucarística e espiritualidade da comunhão.

1 Tes. 4, 9-11 / Mt. 25, 14-30

Muito bem, excelente e fiel servidor! Como foste fiel em pouca coisa à testa de muita coisa te hei-de colocar.

O significado da parábola é claro: nós somos os servos que recebemos os talentos (cf. Ev.). Pensemos agora na Sagrada Comunhão, que é uma fonte de graças (talentos), uma nova luz e um novo impulso e fortaleza para enfrentar as dificuldades de cada dia. Faremos render mais estas graças se melhorarmos as nossas disposições.

A comunhão eucarística suscita em nós uma espiritualidade da comunhão (caridade) que o Apóstolo nos anima a viver cada dia melhor «nós vos exortamos irmãos a progredir ainda mais» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Abílio Cardoso

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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