21.º Domingo Comum

27 de Agosto de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Salvai Senhor o vosso povo, J. Santos, NRMS 90-91

Salmo 85, 1-3

Antífona de entrada: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Fomos chamados à fé e fazemos parte da Igreja de Cristo, que tem Pedro e o seu sucessor à frente para nos guiar até ao Céu.

Na Eucaristia a Igreja se reúne e se renova com a força de Jesus. Avivemos a nossa fé e a nossa gratidão ao Senhor.

 

Examinemo-nos dos nossos pecados para pedirmos perdão.

 

Oração colecta: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta fala do uso do poder das chaves, do poder de mandar por parte de governantes de Jerusalém. Ajuda-nos a entender o que Jesus vai dizer no evangelho de hoje.

 

Isaías 22, 19-23

Eis o que diz o Senhor: a Chebna, administrador do palácio: 19«Vou expulsar-te do teu cargo, remover-te do teu posto. 20E nesse mesmo dia chamarei o meu servo Eliacim, filho de Elcias. 21Hei-de revesti-lo com a tua túnica, hei-de pôr-lhe à cintura a tua faixa, entregar-lhe nas mãos os teus poderes. E ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Porei aos seus ombros a chave da casa de David: há-de abrir, sem que ninguém possa fechar; há-de fechar, sem que ninguém possa abrir. 23Fixá-lo-ei como uma estaca em lugar firme e ele será um trono de glória para a casa de seu pai».

 

Quase a terminar a série de «oráculos conta as nações estrangeiras» (Is 13 – 23) aparecem no livro de Isaías dois oráculos, um contra Jerusalém (Is 22, 1-14) e outro contra Chebna (Is 22, 15-19) e contra o seu sucessor Eliaquim (vv. 24-25). O texto fala da entrega dos poderes da administração da cidade a este homem (vv. 20-22), inicialmente honesto (v. 23), mas que acaba de cair no mesmo vício do nepotismo: «penduram-se nele todos os nobres da casa de seu pai, filhos e netos» (v. 24), uma censura que já não aparece na leitura de hoje; esta limita-se a falar da investidura no cargo em termos solenes e simbólicos: como insígnia, tinha uma banda sobre o ombro na qual trazia uma chave, símbolo do poder de administrar; com esta mesma imagem e servindo-se da mesma expressão de Isaías, o Apocalipse representa assim Jesus Cristo (Apoc 3, 7). Certamente que 1ª leitura foi escolhida, como é frequente acontecer, em função do Evangelho do dia, que fala do poder das chaves dado a Pedro (cf. Mt 16, 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 137(138), 1-2a. bc-3.6. 8 bc (R. 8bc)

 

Monição: O salmo anima-nos  cantar a bondade e a misericórdia de Deus. 

 

Refrão:        Senhor, a vossa misericórdia é eterna:

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

 Ou:              Pela vossa misericórdia,

não nos abandoneis, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade

e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome

e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

O Senhor é excelso e olha para o humilde,

ao soberbo conhece-o de longe.

Senhor, a vossa bondade é eterna,

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo proclama com entusiasmo a grandeza e a sabedoria de Deus e convida-nos a louvá-Lo e adorá-Lo.

 

Romanos 11, 33-36

33Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos! 34Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro? 35Quem Lhe deu primeiro, para que tenha de receber retribuição? 36D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre.

 

S. Paulo desata em exclamações de louvor entusiástico a Deus, ao contemplar o seu plano salvífico: Deus escolhe Israel para seu povo; dada a infidelidade deste, chama os gentios à fé; e, por fim, todos formarão um só e mesmo povo no Reino de Deus.

36 «D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas», uma expressão que introduz a doxologia final, com que se encerra a parte doutrinal da epístola: «Glória a Deus para sempre. Amen». Assim parafraseia a expressão J. M. Bover: «Todas as coisas procedem de Deus (d’Ele), pois é o Criador; subsistem por (Ele) Deus, que é o Conservador; olham e tendem para Deus (para Ele), como seu último fim».

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 16, 18

 

Monição: Jesus interroga os Apóstolos sobre a sua fé. Louva Pedro pela sua confissão de fé e dá –lhe poderes muito grandes. Ouçamos com atenção e aclamemos a Jesus.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1,F. Silva, NRMS 50-51

 

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 16, 13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». 14Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: 15«E vós, quem dizeis que Eu sou?». 16Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». 17Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. 18Também Eu te digo: Tu és Pedro sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

 

O texto da leitura consta de duas partes distintas, mas intimamente ligadas: a confissão de fé de Pedro (vv. 13-16), comum a Marcos 8, 27-30 e a Lucas 9, 18-21 (cf. Jo 6, 67-71), e a promessa feita a Pedro (vv. 17-19), exclusiva de Mateus (cf. Jo 21, 15, 23).

13 «Cesareia de Filipe» era a cidade construída por Filipe, filho de Herodes, o Grande, em honra do César romano, nas faldas do Monte Hermon, a uns 40 quilómetros a Nordeste do Lago de Genesaré.

13-17 «Quem dizem os homens… E vós, quem dizeis que Eu sou?» É uma pergunta que, em face de Jesus, uma pessoa tão singular, surpreendente e apaixonante, não pode deixar de se fazer em todos os tempos. As respostas podem ser variadas e até contraditórias, mas só uma é a certa, a resposta de Pedro, a resposta esclarecida da fé, resposta que Jesus aprova: «Feliz de ti, Simão» (v. 17). «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16): Messias é a forma hebraica da palavra do texto original grego, Cristo, que quer dizer ungido (os reis eram ungidos com azeite na cabeça ao serem investidos). Jesus é o Rei (ungido) anunciado pelos Profetas e esperado pelo povo. Quando se diz Jesus Cristo é como confessar a mesma fé de Pedro, reconhecer que Jesus é o Cristo, isto é, o Messias, mas num sentido mais denso e profundo, a saber, o Filho de Deus, num sentido que ultrapassa o corrente e que só o dom divino da fé pode fazer descobrir, segundo as palavras de Jesus a Pedro: «Não foram a carne e o sangue que to revelaram» (v. 17). A fé de Pedro, como a nossa, não pode proceder dum mero raciocínio humano, da sagacidade natural, mas da luz, da certeza e da firmeza, que procede da revelação de Deus. «A carne e o sangue» é uma forma semítica de designar o homem enquanto ser débil e exposto ao erro e ao pecado.

18 «Tu és Pedro». É significativo que o texto grego não tenha conservado a palavra aramaica «kêphá», aliás usada noutras passagens do N. T. sem ser traduzida, como é habitual com os patronímicos. Aqui o evangelista teve o cuidado de usar o nome correntemente dado ao Apóstolo Simão: Pedro. É expressivo o trocadilho, com efeito Pedro é a pedra sobre a qual assenta a solidez de toda a Igreja do Senhor. Note-se que o apelido de Pedro = Pedra não existia na época, nem em aramaico (Kêphá), nem em grego (Pétros), nem em latim (Petrus), uma circunstância que reforça o seu significado e originalidade. Além disso, este apelido também não era apto para caracterizar o temperamento ou o carácter do Apóstolo, pois aquilo que distingue a sua personalidade não é precisamente a dureza ou firmeza da pedra, mas antes a debilidade, mobilidade e até inconstância (cf. Mt 14, 28-31; 26, 33-35.69-75; Gal 2, 11-14). Se Jesus assim o chama, é em razão da função ou cargo em que há-de investi-lo.

«Edificarei a minha Igreja». Jesus, ao dizer a minha, significa que tem intenção de fundar algo de novo, uma nova comunidade de Yahwéh. «Ekklêsía» é a tradução grega corrente dos LXX para a designação hebraica da Comunidade de (qehal) Yahwéh, isto é, «o povo escolhido de Deus reunido para o culto de Yahwéh» (cf. Dt 23, 2-4.9). Não é, portanto, a Igreja uma seita dentro do judaísmo, é uma realidade nova e independente. «Jesus pôde dizer minha, porque Ele a salva, Ele a adquire com o seu sangue, Ele a convoca, Ele realiza nela a presença divina, a aliança, o sacrifício». «As portas do inferno não prevalecerão». Esta linguagem tipicamente bíblica (Is 38, 10; Sab 16, 13; cf. Job 38, 17; Salm 9, 14) é uma sinédoque com que se designa a parte pelo todo. Inferno tanto pode designar a destruição e a morte (xeol=inferi=os infernos), como Satanás e os poderes hostis a Deus. Por ocasião da eleição do Papa Bento XVI viu-se bem como estes poderes hostis à verdadeira Igreja de Cristo mais uma vez se assanharam…

19 «Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus». Os poderes conferidos a Pedro não são para ele vir a exercer no Céu (segundo a crença popular), mas aqui neste mundo, onde a Igreja, o Reino de Deus em começo e em construção, tem de ser edificada. No judaísmo e no Antigo Testamento (cf. Is 22, 22), lidar com as chaves é uma atribuição de quem representa o próprio dono, significa adminis­trar a casa. Ligar-desligar significa tomar decisões com tal autoridade e poder supremo que serão consideradas válidas por Deus, «nos Céus». É de notar que Jesus diz a todos os Apóstolos esta mesma frase (Mt 18, 18), mas sem que seja tirada qualquer força à autoridade suprema de Pedro, a quem é dado um especial poder de «ligar e desligar» na Igreja, enquanto pedra fundamental e pastor supremo a ser investido após a Ressurreição (Jo 21, 15-17). Este primado de Pedro sobre toda a Igreja – que hoje se designa por ministério petrino – não é conferido apenas a ele, mas a todos os seus sucessores; com efeito Jesus fala a Pedro na qualidade de chefe duma edificação estável e perene, a Igreja; se o edifício é perene também o será a pedra fundamental. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, nº 882, «o Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, «é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, todos os bispos com a multidão dos fiéis» (LG 23). Em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o pontífice romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer» (LG 22). Este é um dos pontos cruciais do diálogo ecuménico, que terá uma saída feliz quando todos os que se consideram cristãos compreenderem que o carisma petrino, por vontade de Cristo, é o indispensável instrumento de união e unidade na legítima diversidade.

 

Sugestões para a homilia

 

Tu és o Filho de Deus vivo

Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja

As portas do inferno não prevalecerão

 

 Tu és o Filho de Deus vivo    

 

 No Evangelho conta-nos S. Mateus como Jesus interrogou os Apóstolos:

-E vós quem dizeis que Eu sou.

É uma pergunta direta sobre a sua fé. E vemos a resposta pronta e decidida de Pedro:

-Tu és o Messias o Filho de Deus vivo.  

Jesus louva a fé de Pedro e lembra-lhe que ela é um dom de Deus.

Temos de imitar o Apóstolo e pedir a Jesus nos dê uma fé grande e clara que marque todas as atitudes da nossa vida. Fé em Jesus Cristo e fé na Igreja.

No Credo dizemos: Creio na Igreja Una, Santa, Católica, e Apostólica.

Jesus fundou a Sua Igreja para continuar no mundo a obra da salvação dos homens. Quis que tivesse estas quatro notas: Una, Santa, Católica, e Apostólica. Estão interligadas.

É una na fé. Todos professamos as mesmas verdades recebidas de Cristo. Temos os mesmos sacramentos que não foram inventados pelos homens. Estamos unidos pela caridade e apoiamo-nos mutuamente. E obedecemos ao Sucessor de Pedro, pastor de toda a Igreja.

É santa. Tem os meios para nos fazer santos. É formada por santos. Os pecadores que nela existem são também eles chamados à santidade. Tem nela a fonte da santidade que é o próprio Jesus, é guiada pelo Espírito Santo que a santifica.

É católica, para todos os homens, de todas as raças e nações.

É apostólica, está apoiada sobre os Apóstolos, que Jesus escolheu e pôs à sua frente para a governar, ensinar e santificar.

 

 Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja

 

Jesus disse a Pedro: Tu és Pedro (pedra) e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.

Jesus faz dele a pedra da unidade na Igreja. E dá-lhe poderes muito grandes: dar-te-ei as chaves do Reino dos céus E tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus.

Depois da ressurreição o Senhor confirmou esses poderes, dizendo: apascenta as minhas ovelhas apascenta os Meus cordeiros. Seria pastor de todo o rebanho de Cristo, dos fiéis e de todos os pastores.

O papa, sucessor de Pedro herdou esses poderes e a mesma missão ao serviço de toda a Igreja.

Temos de obedecer ao Santo Padre, vendo nele a Cristo. Havemos de rezar por ele. O Senhor fala das portas do inferno, dos ataques do demónio contra a Igreja e contra os que estão à sua frente.

Os primeiros cristãos rezavam insistentemente por Pedro, que Herodes tinha mandado prender para o matar. O Senhor enviou um anjo a libertá-lo da prisão.

Pedro e os seus sucessores teriam a missão de garantir a unidade na igreja, como a pedra do alicerce garante que a casa se mantém unida e não se desmorona.

Havemos de estar unidos a ele não só pela oração, mas também escutando o que nos diz e obedecendo ao que nos manda em nome de Jesus.

 

As portas do inferno não prevalecerão

 

Jesus deixou uma garantia a Pedro e a todos cristãos: as portas do inferno não prevalecerão contra ela. O demónio fará tudo para destruir a Igreja como vemos ao contemplar a história da Igreja. Nos primeiros séculos vieram as perseguições. Não a venceram. Tertuliano escrevia por volta do ano 200: “sangue de mártires, semente de cristãos”.

Vieram depois as heresias. O arianismo, no século IV, parecia ter corrompido a fé recebida. Os defensores da ortodoxia foram perseguidos e desterrados. Mas o demónio não levou a melhor.

Depois as invasões dos bárbaros ameaçavam deitar abaixo o que já estava construído. Mas a maioria deles abraçou a fé católica.

Vieram os escândalos de sacerdotes e até de papas. Apareceu a rebelião de Lutero e do protestantismo que separou da Igreja muitas nações. Mas a Igreja rejuvenesceu e alargou a sua mensagem a novos povos da terra.

Não faltaram nunca as perseguições. Também o século XX, há pouco terminado, foi um século de mártires. Surgiram maus exemplos dentro da Igreja, no próprio clero, nas últimas décadas. Mas a barca de Pedro continua segura porque nela está Cristo e tem mais poder que todos os demónios.

Há anos S. João Paulo II conversava com o beato Álvaro del Portillo. Falavam da situação em alguns países e Mons. del Portillo comentou: - são coisas de Satanás.

E o papa perguntou: -o senhor já o viu?

- Não, mas sinto-o.

- A mim acontece o mesmo – exclamou o Santo Padre.

Às vezes é fácil comprovar a ação do inimigo de Deus e das almas no mundo à nossa volta.

As palavras de Jesus garantem que a Igreja se manterá firme na fé. O demónio pai da mentira não conseguirá desviá-la da verdade. Ela goza do carisma da infalibilidade. nas coisas da fé e da moral cristã. Jesus quis que esse carisma estivesse ligado a Pedro e aos seus sucessores. Ao anunciar a Pedro que o iria negar na Paixão diz-lhe: Eu roguei por ti para que a tua fé não desfaleça e tu uma vez convertido confirma os teus irmãos(Lc22,31-32. )

O papa tem a missão de confirmar na fé os outros bispos e toda a Igreja e goza duma assistência especial do Espírito Santo para apascentar todo o rebanho de Cristo.

Quando algum bispo ou sacerdote diz coisas que escandalizam pela sua novidade vejamos o que ensina o Santo Padre. Ele não tem o poder de inventar novas doutrinas mas tem a missão de nos garantir os ensinamentos de Jesus.

Rezemos a Nossa Senhora, Mãe a Igreja, para que a defenda dos ataques do maligno e proteja o Papa e todos cristãos.

 

Fala o Santo Padre

 

«Cada baptizado é chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre mas sincera,

para que Ele possa continuar a construir a sua Igreja hoje, em todas as partes do mundo.»

 

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

 

O Evangelho deste domingo (Mt16, 13-20) é o célebre trecho, central na narração de Mateus, em que Simão em nome dos Doze professa a sua fé em Jesus como «Cristo, Filho de Deus vivo»; e Jesus chama Simão «bem-aventurado» por esta sua fé, reconhecendo nela uma dádiva especial do Pai, e diz-lhe: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja».

Meditemos um momento precisamente acerca deste ponto, sobre a constatação de que Jesus atribui a Simão este novo nome: «Pedro», que na língua de Jesus se diz «Cefas», uma palavra que significa «rocha». Na Bíblia este termo, «rocha», é referido a Deus. Jesus atribui-o a Simão não pelas suas qualidades, nem pelos seus méritos humanos, mas pela sua fé genuína e sólida, que lhe advém do Alto.

Jesus sente no seu coração uma profunda alegria, porque reconhece em Simão a mão do Pai, a obra do Espírito Santo. Reconhece que Deus Pai conferiu a Simão uma fé «confiável», sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, ou seja, a sua comunidade, isto é todos nós. Jesus tem a intenção de dar vida à «sua» Igreja, um povo assente não já na descendência, mas na fé, ou seja, na relação com Ele mesmo, uma relação de amor e de confiança. A nossa relação com Jesus constrói a Igreja. E por conseguinte, para dar início à sua Igreja Jesus tem necessidade de encontrar nos discípulos uma fé sólida, uma fé «confiável». É isto que Ele deve averiguar nesta altura do caminho.

O Senhor tem em mente a imagem do construir, a imagem da comunidade como um edifício. Eis por que motivo, quando ouve a profissão de fé pura de Simão, o designa rocha» e manifesta a intenção de construir a sua Igreja sobre aquela mesma fé.

Irmãos e irmãs, aquilo que aconteceu de modo singular em são Pedro acontece também em cada cristão que amadurece uma fé sincera em Jesus Cristo, Filho de Deus vivo. O Evangelho de hoje interpela também cada um de nós. Como está a tua fé? Cada um responda no seu próprio coração. Como está a tua fé? Como encontra o Senhor os nossos corações? Um coração sólido como a pedra, ou um coração arenoso, ou seja duvidoso, desconfiado, incrédulo? No dia de hoje far-nos-á bem pensar sobre isto. Se o Senhor encontrar no nosso coração uma fé não digo perfeita, mas sincera, genuína, então Ele verá em nós pedras vivas com as quais construir a sua comunidade. A pedra fundamental desta comunidade é Cristo, única pedra angular. Por sua vez, Pedro é pedra, enquanto fundamento visível da unidade da Igreja; mas cada baptizado é chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre mas sincera, para que Ele possa continuar a construir a sua Igreja hoje, em todas as partes do mundo.

Também nos nossos dias muitas pessoas pensam que Jesus é um grande profeta, um mestre de sabedoria, um modelo de justiça... E ainda hoje Jesus pergunta aos seus discípulos, ou seja, a todos nós: «Mas vós, quem dizeis que Eu sou?». O que responderemos? Pensemos nisto. Mas sobretudo rezemos a Deus Pai, por intercessão da Virgem Maria; oremos a fim de que Ele nos conceda a graça de responder, com um coração sincero: «Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo». Esta é uma confissão de fé, este é precisamente «o credo». Repitamos juntos três vezes: «Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo».

 

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 24 de Agosto de 2014

 

Oração Universal

 

Em cada missa Deus quer encher-nos da Sua sabedoria e da Sua graça por meio de Seu Filho. Unidos a Ele peçamos  cheios de confiança:

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja.

 

1-Pela Santa Igreja de Deus, para que difunda a verdadeira sabedoria que vem de Cristo e todos se deixem atrair pela Sua luz, oremos ao Senhor.

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja

 

2-Pelo Santo Padre, para que a sua voz seja escutada por todos os cristãos e por todos os homens, oremos ao Senhor.

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja

 

3-Pelos bispos e sacerdotes, para que proclamem com clareza os ensinamentos de Jesus, animando a todos a cumprir a vontade de Deus, oremos ao Senhor.

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja

 

4-Pelos cristãos do mundo inteiro, para que sejam testemunho de vida nova em Cristo, oremos ao Senhor.

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja

 

5-Para que todos escutemos e vivamos os apelos de Nossa Senhora à conversão, purificando a nossa alma do pecado, oremos ao Senhor.

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja

 

6-Por todos os que andam afastados de Deus, para que o Senhor os atraia ao Seu amor, oremos ao Senhor.

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja

 

7-Por todos os que se encontram no Purgatório, purificando-se dos pecados,  para que o Senhor  lhes abra as portas do Céu,  oremos ao Senhor.

Mandai o Vosso Espírito e renovai a vossa Igreja

 

 

Senhor, que nos chamastes à santidade em Cristo, Vosso Filho,  ajudai-nos a imitá-Lo sempre em nossa vida, sendo dóceis ao Espírito Santo.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor vem a nós na Eucaristia e nos une mais a Ele e a toda a Igreja.

 

Cântico da Comunhão: Tu és, Senhor, o bem maior, J. Santos, NRMS 46

Salmo 103, 13-15

Antífona da comunhão: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.

 

Ou

Jo 6, 55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agradeçamos a Jesus por nos ter chamado à Sua Igreja, barca segura em que podemos chegar ao Céu.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo, M. Luis, NCT 355

 

 

Homilias Feriais

 

21ª SEMANA

 

2ª Feira, 28-VIII: Importância das disposições interiores.

1 Tes 1, 1-5. 8-10 / Mt 23, 13-22

Cegos! Então que vale mais, a oferenda ou o altar, que tornou sagrada a oferenda?

Os fariseus davam mais importância às práticas externas do que às interiores (Ev.). E isso pode ser perigoso, por não ter em conta as disposições interiores: «Atribuir só à materialidade das orações, ou sinais sacramentais, a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição (Ev.)» (CIC, 2111).

S. Paulo recorda igualmente a importância das obras e da acção do Espírito Santo: «O Evangelho que nós pregamos não se apresentou a nós somente com palavras, mas ainda com obras poderosas e a acção do Espírito Santo e com profunda convicção» (Leit.).

 

3ª feira, 29-VIII: Martírio de S. João Baptista: o seu testemunho.

Jer 1, 17-19 / Mc 6, 17-29

Ela voltou logo a toda a pressa para junto do rei: Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João Baptista.

«João Baptista, precedendo Jesus, dá testemunho dEle pela sua pregação, pelo seu baptismo de conversão e, finalmente, pelo seu martírio (Ev.)» (CIC, 523).

Na sua pregação nunca temeu ninguém, nem o poderoso Herodes. Assim o preparou Deus: «Não temas diante daqueles a quem te enviou» (Leit.). Orientou a pregação para a conversão, como faria depois Jesus na sua primeira mensagem pública: «Convertei-vos e acreditai no Evangelho».  Ao recordarmos o seu martírio, enfrentemos com maior fortaleza os nossos 'martírios diários'.

 

4ª Feira, 30-VIII: A palavra de Deus, nosso alimento.

1 Tes 2, 9-13 / Mt 23, 27-32

Depois de haverdes recebido a palavra de Deus quisestes aceitá-la, não como palavra humana, mas como palavra de Deus que realmente é.

«Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra continuamente o seu alimento e a sua força, porque nela não recebe apenas uma palavra humana, mas o que ela é na realidade: a palavra de Deus (Leit.)»(CIC, 104). Para termos força interior precisamos tomar este alimento diariamente, pelo menos, durante alguns minutos.

Não nos limitemos apenas a uma leitura. Procuremos assimilar bem o que lemos, para depois levá-lo à prática. Caso contrário, poderia acontecer-nos o mesmo que aos fariseus: «por fora mostram-se vistosos, mas por dentro, estão cheios de ossos de mortos» (Ev.).

 

5ª Feira, 31-VIII: Preparação para os encontros com o Senhor.

1 Tes 3, 7-13 / Mt 24, 42-51

Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora em que virá o Senhor. Por isso, estai vós também preparados.

A partir da Ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente. Este advento escatológico pode dar-se em qualquer altura (Ev.). Na santa Missa, recordamos isto mesmo, depois da Consagração: «Anunciamos a vossa morte... Vinde Senhor Jesus».

Para preparar este momento, Jesus recomenda-nos vigilância: preparar bem os encontros com Ele na Eucaristia, na oração, nas horas de trabalho, etc. E S. Paulo recomenda a santidade: «uma santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de Jesus» (Leit.)

 

6ª Feira, 1-IX: Caminhos para a santidade.

1 Tes 4, 1-8 / Mt 25, 1-13

É esta, com efeito, a vontade de Deus: que vos santifiqueis.

Para sermos santos (Leit.), precisamos estar vigilantes (Ev.). «À vigilância opõe-se a negligência ou falta de solicitude devida, que procede de uma certa falta de vontade (S. Tomás). Foi o que aconteceu às virgens insensatas(Ev.). Pelo contrário, estaremos vigilantes se procurarmos viver bem as coisas correntes de cada dia (o azeite) e a fortaleza, que se opõe à preguiça e ao desalento.

Na Comunhão recebemos Jesus, o próprio autor da graça, que nos vem santificar. É o alimento que conserva, aumenta e fortalece a vida sobrenatural.

 

Sábado, 2-IX: A bem-aventurança e a caridade.

1 Tes 4, 9-11 / Mt 25, 14-30

Muito bem, excelente e fiel servidor! Como foste fiel em pouca coisa, vem tomar parte na alegria do teu Senhor!

«O Novo Testamento emprega muitas expressões para caracterizar a bem-aventurança a que Deus chama o homem: a visão de Deus, a entrega na alegria do Senhor (Ev.)» (CIC, 1720).

Um desses caminhos é a caridade: «sobre o amor fraterno, não precisais que vos escreva, pois vós mesmos aprendestes de Deus a amar-vos uns aos outros» (Leit.). Mas o Apóstolo pede que façamos um pouco mais: «Mas nós vos exortamos, irmãos, a progredir mais». Procuremos imitar o amor de Deus pelo próximo, ajudando os outros a ser melhores.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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