19.º Domingo Comum

13 de Agosto de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Lembrai-Vos, Senhor, da Vossa aliança, Az. Oliveira, NRMS 53

Salmo 73, 20.19.22.23

Antífona de entrada: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança, não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis. Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa, escutai a voz daqueles que Vos procuram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Por maiores que sejam as dificuldades da vida, todas têm solução em Deus Pai, que é omnipotente e nos ama com AMOR infinito.

Para vencermos esses obstáculos, basta que queiramos aceitar a valiosíssima ajuda de Deus. E ela será sempre uma realidade, na medida em que consintamos a presença amorosa deste Pai no “barco” da nossa existência. Por maiores que sejam as ondas que nos ameacem, todas, com Ele, serão vencidas.

Uma vez que se trata de algo tão importante para a nossa vida, estamos mais uma vez aqui para refletir no que devemos fazer para termos tão valiosa e indispensável ajuda. Para que tal aconteça estejamos atentos às Leituras da Missa de hoje.

 

Ato penitencial

 

Reconhecendo que tantas vezes não temos recorrido à ajuda de Deus na solução dos nossos problemas, peçamos perdão dessas nossas negligências, que revelam falta de fé num Deus-Pai, que tanto nos ama.

 

( Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa)

 

-Senhor Jesus, por todas as vezes que Te esquecemos nesta nossa caminhada da vida, Te pedimos  perdão e misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

- Cristo, que por nosso Amor estais presente em todos os Sacrários da Terra e tão facilmente esquecemos esta Presença amorosa, Te pedimos perdão para nós e para os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam e tende misericórdia.

 

Cristo, misericórdia!

 

-Senhor Jesus, que estais também presente na Sagrada Escritura e em todos quantos nos rodeiam nos caminhos da vida, com os quais nem sempre temos tido este olhar que a fé nos diz dever existir, Senhor, misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, a quem podemos chamar nosso Pai, fazei crescer o espírito filial em nossos corações para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Elias, fugindo de Jezabel, esposa do rei Acaz, vai até ao Monte Horeb, para ali se encontrar com Deus e ser por Ele confortado.

Cada um de nós tem necessidade de procurar frequentemente o silêncio para se encontrar com Deus, e d’Ele receber luz e conforto.

 

1 Reis 19, 9a.11-13a

Naqueles dias, 9ao profeta Elias chegou ao monte de Deus, o Horeb, e passou a noite numa gruta. 11O Senhor dirigiu-lhe a palavra, dizendo: «Sai e permanece no monte à espera do Senhor». Então, o Senhor passou. Diante d’Ele, uma forte rajada de vento fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava no vento. 12Depois do vento, sentiu-se um terramoto; mas o Senhor não estava no terramoto. Depois do terramoto, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se uma ligeira brisa. 13aQuando a ouviu, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e ficou à entrada da gruta.

 

Temos aqui parte do relato da fuga do profeta Elias da perseguição do rei Acab, o 7º rei do reino do Norte, instigado pela sua mulher Jezabel, filha do rei de Tiro, que tinha jurado matá-lo, como desforra pelo extermínio dos sacerdotes do deus Baal (cf. 1 Re 18). O profeta, perseguido pela sua absoluta fidelidade ao único Deus da aliança, aparece-nos numa atitude de regresso às fontes da fé, precisamente onde a aliança mosaica tinha sido firmada, «a montanha de Deus», assim chamada, pois ali Ele se revelara (cf. Ex 19).

8 «O Horeb»: nome que na tradição deuteronómica (a que pertence este livro), bem como na tradição eloísta é dado ao «Sinai» dos escritos da tradição javista e sacerdotal.

11-12 «Uma ligeira brisa». Esta aparição divina tem certa semelhança com a que se relata em Ex 33, 21-23. Deste modo representa-se, por um lado, a imaterialidade divina, pois o Senhor não estava na «forte rajada de vento», nem no «terramoto» nem no «fogo», que não passam de sinais anunciadores da presença divina, a qual é algo que transcende estes fenómenos sensíveis tão violentos. Por outro lado, o relato pode dar a entender uma profunda lição: a vitória de Deus sobre o mal não tem de ser precipitada, de modo fulminante, repentina e espectacular, mas é preciso saber esperar a hora de Deus, da sua misericórdia; Elias terá de dominar o seu desespero e o seu zelo amargo, pois o Senhor diz-lhe: «desanda o teu caminho» (v. 15); Eliseu haveria de suceder-lhe para continuar e completar a sua obra.

13 «Elias cobriu o rosto», numa atitude de respeito e de temor, não fosse ver a Deus e morrer (cf. Gen 16, 13; Is 6, 5).

 

Salmo Responsorial    Sl 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

 

Monição: Através da recitação do Salmo 84, vamos descobrindo as atitudes que nos preparam para o encontro com Deus, nosso Senhor: a paz e a justiça, a fidelidade e o amor, o santo cuidado de Deus.

 

Refrão:        Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor

e dai-nos a vossa salvação.

 

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis

e a quantos de coração a Ele se convertem.

A sua salvação está perto dos que O temem

e a sua glória habitará na nossa terra.

 

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,

abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra

e a justiça descerá do Céu.

 

O Senhor dará ainda o que é bom

e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente

e a paz seguirá os seus passos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo procurou por todos os meios anunciar Jesus Cristo aos seus irmãos israelitas sem o conseguir. Por isso, nesta carta que escreve aos Romanos, ele demonstra quanto sofre com esta dificuldade.

 

Romanos 9, 1-5

Irmãos: 1Eu digo a verdade, não minto, e disso me dá testemunho a consciência no Espírito Santo: 2Sinto uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração. 3Quisera eu próprio ser separado de Cristo por amor dos meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, que são israelitas, 4a quem pertencem a adopção filial, a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas, 5a quem pertencem os Patriarcas e de quem procede Cristo segundo a carne, Ele que está acima de todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos.

 

Neste Domingo, entramos na última parte do ensino doutrinal da epístola, que temos vindo a seguir, em retalhos selectos, desde o 9º Domingo Comum. Nesta secção, que vai do capítulo 9 ao 11, S. Paulo pretende dar a explicação para um facto verdadeiramente estranho, a saber, como se explica que os judeus, que eram os primeiros destinatários da salvação messiânica, tenham ficado de fora, na sua maior parte? Isto não se pode dever a que Deus tenha falhado às suas promessas, mas deve-se a que Israel se tenha negado a crer, como aliás também os profetas já tinham anunciado (cf. cap. 9 e 10); e, de qualquer modo, a sua infidelidade não é total, nem definitiva (cf. cap. 11).

2-3 «Sinto grande tristeza». S. Paulo desabafa deixando ver a profunda pena que sente pelo facto de os seus irmãos de raça permanecerem excluídos da salvação messiânica, chegando ao ponto de usar uma expressão que não se pode entender à letra: «Quisera eu próprio ser separado de Cristo». Anátema/maldito tem que se entender como força de expressão, que faz lembrar o dito de Moisés, «senão, risca-me do livro que escreveste» (Ex 32, 32); esta maneira de dizer significa que ele estava disposto a suportar os maiores sacrifícios para conseguir a salvação eterna dos seus irmãos de raça, os judeus. De facto, não há lugar para dúvida de que Paulo amava mais Cristo do que tudo e todos, por isso exclama: «Se alguém não ama o Senhor, seja anátema» (1 Cor 16, 22).

4 «A glória». Aqui significa a manifestação sensível da presença divina no meio do seu povo, especialmente no tabernáculo e no templo (cf. Ex 40, 34-35; 1 Re 8, 10-11).

5 «Cristo... é Deus bendito.» Temos aqui uma das mais claras afirmações da divindade de Cristo que há em todas as Escrituras. Não há dúvida de que esta doxologia se refere a Cristo, como se depreende do contexto. Em Hebr 13, 21 temos uma outra doxologia referida a Cristo; e em Tit 2, 13 temos mais uma afirmação da divindade de Cristo, semelhante em clareza.

 

Aclamação ao Evangelho        Salmo 129 (130), 5

 

Monição: Jesus, antes de se dirigir aos Apóstolos, subiu ao monte para orar sozinho. Façamos o mesmo antes de O anunciar aos homens do nosso tempo.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 35

 

Eu confio no Senhor,

a minha alma espera na sua palavra.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 14, 22-33

22Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-lo na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. 23Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. 24O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. 26Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. 27Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». 28Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». 29«Vem!» disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. 30Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!» 31Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» 32Logo que saíram para o barco, o vento amainou. 33Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».

 

A tempestade no Lago de Genesaré, a que se referem os Evangelhos é um fenómeno muito frequente e perigoso para as embarcações ainda hoje. O lago de 13 por 21 Km tomou este nome pelo seu formato de harpa (kinnéret).

23 «Subiu a um monte, para orar a sós». Jesus não teria necessidade de se retirar para se recolher em oração, como é sublinhado pelos evangelistas (cf. Mc 1, 35; 6, 47; Lc 5, 16; 6, 12); esta insistência acentua que o ensino de Jesus não consta só das suas palavras (cf. Mt 6, 5-6), mas também do seu exemplo, pois nós bem precisamos de tempos de recolhimento para a oração.

25 «Na quarta vigília da noite». Uma referência à divisão romana da noite, adoptada pelos judeus: do pôr ao nascer do Sol havia quatro vigílias que eram mais longas no Inverno e mais curtas no Verão.

24-33 O caminhar de Jesus sobre as águas do lago de Genesaré, após a 1ª multiplicação dos pães, é relatado também por Marcos e João. Em Mateus, com razão chamado «o Evangelho eclesiástico», pode ver-se mais claramente uma alusão à vida da Igreja. Como a barca dos Apóstolos, também a Igreja se vê perseguida, «açoitada pelas ondas e pelo vento contrário», mas Jesus, que vela por ela, vem em seu socorro, com palavras de ânimo – «não tenhais medo!» – (palavras tão repetidas por João Paulo II). No relato reflecte-se a trajectória dos discípulos do Senhor ao longo dos tempos: sujeitos ao medo e à dúvida avançam, pelo caminho da súplica, até chegarem à segura confissão de fé: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!». Só Mateus apresenta Pedro indo ao encontro de Cristo sobre o mar, evidenciando-se assim o seu importante papel na direcção da barca da Igreja.

 

Sugestões para a homilia

 

1.     Mostrai-nos Senhor, o vosso Amor e dai-nos a vossa salvação.

2.     Tende confiança. Sou Eu.

3.     Ele quer estar connosco na travessia do “mar” da vida.

 

1. Mostrai-nos Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

 

Assim pedimos há momentos. De facto, na medida em que “mergulharmos” no amor infinito que Deus nos tem, no amor que Ele é, não ficaremos indiferentes e amá-lO-emos também. E ao amá-lO teremos encontrado a nossa salvação.

As leituras da Missa de hoje, apresentam-nos pistas para obtermos esse tão importante conhecimento divino.

Assim a 1ª Leitura diz-nos que o profeta Elias, que fugia da perseguição de Jezabel, rainha pagã, no Horeb, não encontrou Deus na rajada de vento, nos terramotos, mas sim na ligeira brisa. A ideia de um Deus vingador, “polícia”, não corresponde à ideia do verdadeiro Deus. Ele está em toda a parte, mas senti-lo-emos mais no silêncio, na brisa suave, na oração silenciosa, no esconderijo do nosso quarto.

 

 

2.Tende confiança. Sou Eu.

 

Ele caminha sobre as águas do mar, símbolo de todo o mal. Tende confiança. Sou Eu. Não temais. Por maiores que sejam as dificuldades da vida, com Ele nada teremos a temer. Assim o lembrou S. João Paulo II, logo no início do seu pontificado, quando o mundo se encontrava sob terríveis ameaças de guerra. A fé deste grande e santo Papa, tudo conseguiu vencer, para bem de toda a humanidade.

De facto nosso Deus não gera temor, mas confiança. Feliz de quem tem fé. A presença de Jesus no barco dos Apóstolos, trouxe de imediato a paz, calma e sossego para todos. Como pois é importante reconhecê-lO presente no “barco” da nossa vida!

S. Paulo, na segunda Leitura da Missa de hoje, exprime a sua profunda tristeza pelo facto do povo judeu O não ter reconhecido e consequentemente ter sido privado de tão valioso e indispensável auxílio divino, o que levou Jesus a dizer “quantas vezes quis reunir os teus filhos, como a galinha reúne os seus pintainhos sob as asas e não quiseste!” (Mt. 23,37)

 

 

3. Ele quer estar conosco na travessia do “mar” da nossa vida.

 

Como é bom saber que Ele quer estar connosco!  Não façamos como o povo de Israel.  Deixemo-nos acariciar por Ele. Saibamos sempre corresponder ao Amor infinito que Ele nos tem. Possui-lO é ter a maior das riquezas, Ele é o Criador e Senhor de tudo quanto de bom existe, e  porque é omnipotente tem a a solução para todos os grandes e pequenos problemas da vida.

Como é importante conhecê-lO cada vez mais, para mais e mais correspondermos ao Seu amor. Esse conhecimento e encontro  amorosíssimo, fomenta-se especialmente com a oração silenciosa e constante no dia a dia da vida. Por isso é tão importante a oração e o contacto e meditação da Palavra de Deus! Com o recurso a estes valiosíssimos meios, O teremos sempre conosco, e a possibilidade de O anunciar a quem O desconhece, para que todos cheguemos sãos e salvos à Pátria eterna dos Céus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Pedro começa a afundar no momento em que desvia o seu olhar de Jesus,

deixando-se abalar pelas adversidades que o circundam.

Mas quando Pedro O invoca, Jesus salva-o do perigo.»

 

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

 

O Evangelho de hoje apresenta-nos o episódio de Jesus que caminha sobre as águas do lago (cf. Mt 14, 22-33). Depois da multiplicação dos pães e dos peixes, Ele convida os discípulos a entrar no barco e a precedê-lo na outra margem, enquanto Ele despede a multidão, retirando-se depois em completa solidão para rezar na montanha até de madrugada. Entretanto, no lago levanta-se uma forte tempestade, e precisamente no meio da tempestade Jesus chega ao barco dos discípulos, caminhando sobre as águas do lago. Quando o vêem, os discípulos ficam apavorados e pensam que é um fantasma, mas Ele tranquiliza-os: «Coragem, sou eu. Não tenhais medo!» (v. 27). Com o seu típico impulso, Pedro pede-lhe praticamente uma prova: «Senhor, se és Tu, manda-me vir sobre as águas até junto de ti!»; então, Jesus diz-lhe: «Vem!» (vv. 28-29). Pedro desce do barco e começa a caminhar sobre as águas; no entanto, o vento impetuoso investe-o e ele começa a afundar. Então, clama: «Senhor, salva-me!» (v. 30), e Jesus estende-lhe a mão e segura-o.

Esta narração é um bonito ícone da fé do apóstolo Pedro. Na voz de Jesus que lhe diz: «Vem!», ele reconhece o eco do primeiro encontro na margem daquele mesmo lago e imediatamente, mais uma vez, deixa o barco e começa a caminhar ao encontro do Mestre. Ele caminha sobre as águas! A resposta confiante e imediata à invocação do Senhor faz-nos realizar sempre coisas extraordinárias. Mas o próprio Jesus nos disse que somos capazes de fazer milagres mediante a nossa fé, a nossa fé nele, a fé na sua palavra, a fé na sua voz. Ao contrário, Pedro começa a afundar no momento em que desvia o seu olhar de Jesus, deixando-se abalar pelas adversidades que o circundam. Mas o Senhor está sempre presente, e quando Pedro o invoca, Jesus salva-o do perigo. Na figura de Pedro, com os seus impulsos e as suas debilidades, está descrita a nossa própria fé: sempre frágil e pobre, inquieta e contudo vitoriosa, a fé do cristão caminha ao encontro do Senhor ressuscitado, no meio das tempestades e dos perigos do mundo.

Também a cena final é muito importante. «Assim que entraram no barco, o vento cessou. Então, aqueles que estavam no barco prostraram-se diante dele e disseram: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!”» (vv. 32-33). No barco encontram-se todos os discípulos, irmanados pela experiência da debilidade, da dúvida, do medo e da «pouca fé». No entanto, quando Jesus volta àquele barco, o clima muda imediatamente: todos se sentem unidos na fé que têm nele. Todos, pequenos e medrosos, tornam-se grandes no momento em que se põem de joelhos, reconhecendo no seu Mestre o Filho de Deus. Quantas vezes também connosco acontece a mesma coisa! Sem Jesus, longe de Jesus, sentimo-nos amedrontados e inadequados, e chegamos a pensar que não aguentaremos. Falta a fé! Mas Jesus está sempre ao nosso lado, talvez escondido, mas sempre presente e pronto para nos segurar.

Eis uma imagem eficaz da Igreja: um barco que deve enfrentar as tempestades e às vezes parece que está prestes a sucumbir. Aquilo que a salva não são as qualidades nem a coragem dos seus homens, mas a fé, que permite caminhar até no meio da escuridão, entre as dificuldades. A fé confere-nos a segurança da presença de Jesus sempre ao nosso lado, da sua mão que nos segura para nos proteger do perigo. Todos nós estamos neste barco, e aqui sentimo-nos seguros, não obstante os nossos limites e as nossas debilidades. Estamos seguros sobretudo quando sabemos ajoelhar-nos e adorar Jesus, o único Senhor da nossa vida. Para isto nos convida sempre a nossa Mãe, Nossa Senhora. Dirijamo-nos a Ela com confiança.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 10 de Agosto de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

confiados na Palavra do Senhor,

apresentemos, por Jesus, ao Pai, as nossas necessidades

e as necessidades de todos os homens

dizendo:

 

    R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que a Santa Igreja, Mãe e Mestra da verdade,

evangelize todos os povos,

se purifique e viva unida no Espírito Santo,

oremos irmãos,

   

 

    R. Ouvi Senhor, a nossa oração.

 

2.     Pela paz no mundo:

para que se dominem as ambições,

se extingam os ódios

e reine em todos o amor de Jesus,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

3.     Para que todos que se sentem abalados nas suas convicções

ou nas pequenas dúvidas quotidianas,

sintam que o Senhor sempre os acompanha,

oremos, irmãos

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

4.     Para que quando se experimentam  falta de forças

no confronto com as vicissitudes da nossa vida,

reconheçamos que o Senhor está a nosso lado

e nos diz para nada recearmos,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

5.     Para que sejamos capazes de aceitar as falhas dos outros

bem como as nossas próprias falhas

reconhecendo que tendo confiança no Senhor

Ele sempre estará connosco para nos ajudar,

oremos irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

6.     Por todos nós aqui reunidos em nome do Senhor

para que Deus nos fortaleça na fé

e faça crescer na caridade,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

7.     Para que aqueles que nos precederam na Fé

e se purificam ainda no Purgatório,

sejam, por Maria, conduzidos ao Céu,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

 

Protegei, ó Deus de bondade,

o povo que implora a Vossa misericórdia;

ajudai-o e consolai-o na vida presente

e conduzi-o às alegrias eternas.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja e transformai-os, com o vosso poder, em sacramento da nossa salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: M. Luis, NCT nº 297

 

Monição da Paz

 

O Senhor quer que vivamos na paz. Para tanto precisamos saber perdoar os pequenos e grandes atritos com o próximo, como Ele nos manda. Com essa intenção,

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Estamos a caminho da eternidade. Como Elias precisamos de nos alimentar para ter força para o caminho.

A Sagrada Comunhão é o nosso alimento na vida presente, a nossa força e o nosso viático rumo à eternidade. Vamos recebê-lO com muita fé, reconhecimento e amor.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

Salmo 147,12.14

Antífona da comunhão: Louva, Jerusalém, o Senhor, que te saciou com a flor da farinha.

 

Ou

Jo 6, 52

O pão que Eu vos darei, diz o Senhor, é a minha carne pela vida do mundo.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do Teu amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a comunhão do vosso sacramento nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com o necessário e indispensável recurso à oração silenciosa e contemplação da Palavra de Deus, vamos trabalhar com coragem, generosidade e docilidade na salvação de nossa alma e assim crescer na santidade. O Senhor quer acompanhar-nos nesta viagem. Aceitemos com fé a Sua presença no “barco” nossa vida, para chegarmos sãos e salvos ao porto eterno, que é o Céu.

 

Cântico final: Vamos levar aos homens, M. Carneiro, NRMS 107

 

 

Homilia FeriaL

 

19ª SEMANA

 

2ª Feira, 14-VIII: O amor com que Deus nos ama.

Dt 10, 12-22 / Mt 17, 22-27

Mas foi só aos teus antepassados que Ele dedicou o seu amor; depois deles, escolheu-vos a vós... de preferência a todos os povos.

«Israel pode descobrir que Deus só tinha uma razão para se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, por ser o seu povo: o seu amor gratuito (Leit.). É também por amor que Jesus entrega a sua vida: «Pedro rejeita este anúncio e os outros também não entendem (Ev.).

A Santa Missa é uma das maiores manifestações do amor de Deus para connosco: «O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Estes hão-de matá-lo» (Ev.). De igual modo, a Sagrada Eucaristia manifesta este seu amor pelos homens, sendo o seu alimento.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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