DO PAÍS

 

 

MARCO DE CANAVEZES

 

PADRE PEDRO FERREIRA, VOLTA A SER

PROVINCIAL DOS CARMELITAS DESCALÇOS

 

No passado dia 18 de Abril, a Província Portuguesa da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, dos Padres Carmelitas Descalços, reunida em Capítulo no Convento de Avessadas, elegeu Pedro Lourenço Ferreira como provincial para o triénio de 2017-2020.

 

Pedro Lourenço Ferreira, natural de Fontes, diocese de Leiria-Fátima, tomou o hábito religioso de carmelita em 1967 – há cinquenta anos – e professou solenemente em Setembro de 1975. Ordenado presbítero em 1976, exerceu os ofícios de superior nas comunidades de Fátima e Avessadas. Foi mestre de noviços, director das Edições Carmelo. Criou as estruturas da Domus Carmeli em Fátima. Acolheu o Capítulo Geral da Ordem realizado em Fátima em 2009. Já fora Provincial por cinco vezes.

Estudou Liturgia em Roma, onde se licenciou em 1975. Leccionou Liturgia em alguns Seminários e Institutos, dirigiu cursos e conferências no âmbito da pastoral litúrgica. Integra o Secretariado Nacional de Liturgia desde 1978, como vogal, e desde Novembro de 1994 como director e secretário da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade. Estabeleceu a sede do Secretariado Nacional de Liturgia em Fátima e criou estruturas de actividade editorial para gestão dos livros litúrgicos, sob a tutela da Conferência Episcopal Portuguesa. Promoveu a revisão de todos os livros litúrgicos e preparou as respectivas edições.

O XIII Capítulo Provincial, da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal, decorreu de 18 a 22 de Abril passado. A cada três anos reúne-se o Capítulo para avaliar toda a vida da Província e projectar novos planos e novas prioridades para um novo triénio. Além da eleição do provincial, também se elege um novo Governo Provincial e os superiores das comunidades.

 

 

FÁTIMA

 

ELEIÇÕES NA CEP

PARA 2017-2020

 

O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, foi reeleito na presidência da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), no primeiro dia da Assembleia Plenária que decorreu de 24 a 27 de Abril passado.

 

D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, continua  como vice-presidente para o triénio 2017-2020 e o padre Manuel Barbosa foi reconduzido como secretário da CEP,

Após a resignação de D. José Policarpo em Maio de 2013, D. Manuel Clemente fora nomeado patriarca de Lisboa pelo Papa Francisco e em Junho de 2013 foi eleito como presidente interino da CEP e reeleito no cargo, em Abril de 2014, para um mandato de três anos.

A Assembleia Plenária elegeu como vogais do Conselho Permanente da CEP D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo; D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra; D. José Ornelas, bispo de Setúbal; D. Antonino Dias, bispo de Portalegre-Castelo Branco; e D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda.

Estes três últimos nomes são novidades num Conselho que deixa assim de contar com a presença dos arcebispos de Évora e Braga e do bispo do Porto.

A CEP foi formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, com a ratificação pela Santa Sé dos primeiros Estatutos aprovados na Assembleia Plenária de 16 de Maio, revistos posteriormente em 1977, 1984, 1999 e 2005.

Além da Assembleia Plenária, a CEP tem como órgãos (eleitos por 3 anos) o Conselho Permanente, as Comissões Episcopais (que em 2011 passaram para 7) e, de carácter executivo, o Secretariado-Geral e os Secretariados Nacionais.

A Assembleia Plenária da CEP reúne-se, ordinariamente, duas vezes por ano, e o Conselho Permanente todos os meses.

 

 

LISBOA

 

TOLERÂNCIA DE PONTO

PARA 12 DE MAIO

 

O primeiro-ministro português disse no passado dia 27 de Abril que a decisão de conceder tolerância de ponto a 12 de Maio, por ocasião da visita do Papa, mostra “respeito” por quem professa a fé católica e visa facilitar a participação nas cerimónias em Fátima.

 

António Costa respondia às críticas que surgiram após notícias que davam conta desta medida, tendo o primeiro-ministro sublinhado que seria uma "grande insensibilidade" se o Governo não concedesse tolerância de ponto a 12 de Maio, dia em que o Papa Francisco chega a Portugal para celebrar o Centenário das Aparições, na Cova da Iria.

“É um momento que distingue o país. Por isso, também é natural que o Governo dê tolerância de ponto para facilitar a quem deseja participar nas cerimónias queo possa fazer e diminuam as condições de congestionamento”, assinalou.

O primeiro-ministro disse mesmo que qualquer decisão em sentido contrário seria algo “estranho”, sustentando que “a liberdade religiosa e a laicidade implicam também o respeito pelas crenças dos outros”.

“Respeito naturalmente a crença dos outros, não ignoro que muitos portugueses perfilham esta fé católica, que muitos católicos desejarão estar em Fátima”, explicou António Costa, no final de um almoço debate promovido pela Associação dos Administradores e Gestores de Empresas.

Já o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou que a decisão de conceder tolerância de ponto durante uma visita papal a Portugal não constitui novidade, mas remetera a decisão para o Governo.

 

 

FÁTIMA

 

DOCUMENTAÇÃO CRÍTICA

ONLINE

 

O Santuário de Fátima disponibiliza online uma selecção de textos da chamada “Documentação Crítica”, que concluiu a primeira fase da edição dos materiais relacionados com os acontecimentos da Cova da Iria, desde 1917 a 1930.

 

A Comissão do Centenário das Aparições de Fátima solicitou à Comissão Científica que organizasse um tomo com uma selecção de documentos de 1917 a 1930, em língua portuguesa.

As 656 páginas apresentam 53 cartas, 25 artigos de imprensa, 24 ofícios, 19 testemunhos, 13 interrogatórios, três notas e um livro.

Este tomo está disponível online, para leitura e download.

O projecto da Documentação Crítica de Fátima, pensado pelos primeiros bispos da diocese restaurada de Leiria, D. José Alves Correia da Silva (1920-1957) e D. João Pereira Venâncio (1958-1972), foi reiniciado em 1985, por D. Alberto Cosme do Amaral (1972-1993), com o patrocínio científico da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), através do Centro de Estudos de História Religiosa, e de uma Comissão Científica.

A iniciativa começou a concretizar-se, em 1992, com a edição do primeiro volume, relativo aos interrogatórios aos videntes (1917); os volumes seguintes abordaram o Processo Canónico Diocesano (1922-1930) e a progressiva afirmação de Fátima em Portugal e no mundo.

No tomo sexto do volume V foi publicada documentação que vai de 1 de Setembro a 31 de Dezembro de 1930, incluindo a Carta Pastoral do bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, de 13 de Outubro de 1930.

Neste último documento, declaram-se “como dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria, freguesia de Fátima, desta Diocese [Leiria], nos dias 13 de Maio a Outubro de 1917” e permitindo “oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima”.

 

 

MADEIRA

 

HOSPÍCIO PRINCESA D. MARIA AMÉLIA

 

No passado dia 2 de Maio, o bispo do Funchal abençoou um novo edifício do Lar do Hospício Princesa D. Maria Amélia, destinado a acolher idosos, que foi inaugurado pela monarca da Suécia, a rainha Sílvia.

 

Desde a construção do hospício, em meados do século XIX, a Suécia “garante a subsistência e manutenção” da instituição fundada em homenagem à princesa D. Amélia, filha da imperatriz D. Maria Amélia, que morreu vítima da tuberculose, em 1852, na Madeira.

Actualmente o Hospício Princesa D. Maria Amélia mantém várias valências de apoio à população madeirense, desde as crianças com creche/infantário e orfanato, passando pela idade escolar até pessoas da terceira idade, a quem se destina o novo lar que tem capacidade para 40 utentes.

“Um dos dramas das sociedades modernas é o abandono da velhice, porque essas sociedades têm muita dificuldade em enquadrar os idosos na chamada sociedade de consumo, em que o ter e o produzir valem muito mais que o ser”, observou por sua vez o presidente do concelho de administração da Fundação Dona Maria Amélia, o padre José Augusto Alves.

“O desejo de cuidar daqueles que sempre cuidaram de nós é uma força universal que nos une como pessoas. É com alegria e orgulho que, tanto Sua Majestade, o rei, como eu, continuamos a apoiar esta fundação”, afirmou a rainha Sílvia da Suécia, num discurso em português. A rainha Sílvia Sommerlath, nascida na Alemanha em 1943, viveu com os pais no Brasil, de 1947 a 1957.

Desde o início, a obra de acção social tem o apoio da Congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, também conhecidas por irmãs Vicentinas.

 

 

LISBOA

 

«AS APARIÇÕES DE FÁTIMA» NA OBRA

DE MARIA AMÉLIA CARVALHEIRA

 

A igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, tem uma exposição sobre «As aparições de Fátima» na obra da escultora Maria Amélia Carvalheira, entre 4 de Maio e 15 de Outubro de 2017.

 

A escultora de arte sacra Maria Amélia Carvalheira (1904-1998) tem diversas obras na Cova da Iria e na cidade de Fátima, como a Via-Sacra dos Valinhos, o conjunto escultórico do Anjo de Portugal e os pastorinhos, seis estátuas da Colunata do santuário mariano ou no Seminário do Verbo Divino e outras casas de congregações religiosas.

De destacar a escultura de Nossa Senhora de Fátima presente no local da aparição de 19 de Agosto de 1917, também da autoria da artista natural de Gondarém, Vila Nova de Cerveira.

De assinalar, por exemplo, que a igreja do Patriarcado de Lisboa também tem um presépio, de 24 peças em barro policromo, executado em 1958 por Maria Amélia Carvalheira.

A escultora de arte sacra ganhou em 1949 o Prémio de Artes plásticas «Mestre Manuel Pereira» para a escultura «S. João de Deu»’; em 1992 foi condecorada com a medaha «Pro Eclesia et Pontífice», atribuída pela Santa Sé, e com o Grau de Comendadora da Ordem de Mérito pelo Presidente da República, Mário Soares.

 

 

FÁTIMA

 

ULTREIA MUNDIAL

DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE

 

O director espiritual do Organismo Mundial do Movimento dos Cursilhos de Cristandade mostrou-se feliz pela participação de nove mil pessoas, de 39 países, na Ultreia Mundial em Fátima, com grupos “onde o cristianismo e o catolicismo é minoritário”.

 

D. Francisco Senra Coelho, bispo auxiliar de Braga, deu como exemplo a participação de pessoas de países como a Coreia do Sul, e a Guiné-Equatorial.

O Movimento laical dos Cursilhos de Cristandade promovera em Fátima a sua quinta Ultreia Mundial, entre 4 e 6 de Maio.

Do programa da V Ultreia Mundial constou a consagração do Movimento a Nossa Senhora de Fátima, na Capelinha das Aparições, com a presença do cardeal-patriarca de Lisboa.

“É hora dos cursilhos” foi o tema da quinta edição da Ultreia Mundial dos Cursilhos de Cristandade que se realiza de quatro em quatro anos.

Em Fátima, às nove mil pessoas - cinco mil portugueses e quatro mil cursilhistas de 38 países – juntou-se o cardeal brasileiro D. João Brás de Aviz como enviado do Papa Francisco.

 

 

FÁTIMA

 

REVOLUÇÃO NA IGREJA

PARA CANONIZAÇÂO DOS PASTORINHOS

 

A canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, realizada pelo Papa Francisco em 13 de Maio passado, só foi possível graças a uma “revolução” na prática habitual da Igreja, explica o cardeal português D. José Saraiva Martins.

 

As duas crianças, as mais novas dos videntes de Fátima, são os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica, 17 anos após a sua beatificação, também na Cova da Iria,

O antigo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que acompanhou este processo, recorda que antes da beatificação dos pastorinhos de Fátima, em 2000, a Igreja acreditava que as crianças, devido à sua idade, “ainda não tinham a capacidade de praticar em grau heróico as virtudes cristãs”.

“Eu aqui fiz uma revolução, porque estava convencido de que o Francisco e a Jacinta praticaram virtudes cristãs que talvez não tenham os adultos”, refere D. José Saraiva Martins.

O cardeal dá como exemplo a atitude dos pastorinhos durante os interrogatórios de Agosto de 1917, nos quais se mostraram prontos a morrer, recusando mentir.

“Preferir morrer a dizer uma mentira: gostaria de saber quantos adultos teriam esta heroicidade”, realça.

A causa de canonização dos pastorinhos contou, ao longo dos anos, com o apoio de fiéis e responsáveis da Igreja em todo o mundo, que escreveram ao Vaticano para solicitar que o mesmo avançasse.

Foi no pontificado de João Paulo II que se decidiu analisar, com a ajuda de peritos – teólogos, psicólogos, pedagogos – a possibilidade de beatificar crianças que morreram aos 10 e 9 anos, superando a oposição existente.

O processo começou há mais de meio século, já após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A 30 de Abril de 1952, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, procedeu à abertura dos dois processos diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta, que contou com 140 sessões e 52 testemunhos.

Esta fase diocesana só seria encerrada em 1979, seguindo então para o Vaticano, onde em 1989 o Papa João Paulo II assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta.

“Os decretos das virtudes dos irmãos Marto, e a consequente concessão do título de veneráveis, representam um momento verdadeiramente significativo para a História da Igreja, na medida em que, pela primeira vez, e depois de um longo período de reflexão teológica iniciada precisamente em resposta à Causa dos dois pastorinhos de Fátima, é reconhecida a heroicidade das virtudes e a maturidade de fé de crianças não-mártires, abrindo assim o precedente para que a santidade das crianças seja reconhecida”, refere uma nota do Santuário de Fátima.

Após esta decisão, seguiu-se o necessário reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão dos pastorinhos, que levaram à sua beatificação e, agora, canonização, alargando o seu culto para o âmbito universal, na Igreja Católica.

 

 

FÁTIMA

 

PROJECTO JUVENIL «EU ACREDITO»

 

Encontrar o Papa Francisco e celebrar uma Igreja jovem – eram as expectativas do projecto juvenil “Eu Acredito”, que levou ao Santuário de Fátima cerca de dois mil jovens, vestidos de azul.

 

“Foi duro porque houve muita chuva, mas com uma grande vontade de estar aqui com o Papa. Estou muito feliz”, disse Margarida, no final do percurso de 20 quilómetros que os jovens fizeram desde a estação de comboios de Fátima até ao recinto do Santuário mariano, no passado dia 12 de Maio. 

O projecto juvenil «Eu Acredito» surgiu em 2010 com a vinda do Papa Bento XVI a Portugal, retomando a organização para receber o Papa Francisco.

É constituído por jovens de vários Movimentos, Grupos Paroquiais e Serviços Diocesanos, juntamente com Sacerdotes, em equipa, com o apoio e participação dos Bispos.

Pretende dar a conhecer a Mensagem de Fátima – a sua espiritualidade, actualidade e universalidade; perceber qual a missão que Fátima entrega aos Jovens de 2017: serem Missionários da Paz; viver o Centenário como um ponto de partida e não como um simples festejo.

 

 

FÁTIMA

 

ILUMINADO O TERÇO MONUMENTAL

 

Na noite do dia 12 de Maio passado, no Santuário de Fátima foi iluminado o terço gigante da artista plástica Joana Vasconcelos, assinalando o início do Centenário das Aparições.

 

A peça ganhou cor à passagem do Papa Francisco pelo recinto de oração do Santuário de Fátima antes da bênção das velas e da recitação do terço

Na apresentação da obra, a artista plástica disse aos jornalistas que a sua relação com o Santuário de Fátima se transformou com uma “peregrinação”, a partir de 2002, mostrando-se grata por poder fazer parte das celebrações do Centenário das Aparições, “um momento tão importante para Portugal e os portugueses” e poder “colaborar nesta mensagem de paz”.

“Esta mensagem de paz é muito importante neste momento e é muito importante que haja símbolos que ajudem a passar esta mensagem de paz”, acrescentou.

Joana Vasconcelos realçou que a peça “Suspensão” procura reflectir “a relação entre o céu, a terra e a luz” e fazer passar “uma mensagem de paz, de tolerância e de amor para o mundo.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, assinalou que a obra tinha a grande dificuldade de se projectar à escala do enorme recinto de oração.

“Suspensão” foi realizada em resina de polietileno, com iluminação LED, tendo 26 metros de altura, e foi doada ao Santuário pela Fundação Joana de Vasconcelos.

 

 

FÁTIMA

 

PAPA CUMPRIMENTOU

SACERDOTE MAIS IDOSO

 

No passado dia 13 de Maio, em Fátima, o Papa Francisco cumprimentou o sacerdote português mais idoso, o padre Joaquim Pereira da Cunha, com 104 anos, da diocese do Porto.

 

A saudação do Papa decorreu junto à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, antes de um momento de oração junto ao túmulo dos Pastorinhos, oferecendo ao sacerdote um terço e a medalha do pontificado.

O padre Joaquim Pereira da Cunha estava numa cadeira de rodas, na qual aguardou pela chegada do Papa, na Basílica.

O bispo do Porto explicou que foi o sacerdote que manifestou o desejo de vir a Fátima e a partir daí começou a providenciar que “o Papa tivesse oportunidade para o ver”.

“Também vai dar muita alegria ao Papa Francisco ver diante de si um sacerdote frágil na saúde e na robustez física, mas um sacerdote que foi um dom e continua a ser um dom à Igreja do Porto”, observou D. António Francisco dos Santos.

Ordenado sacerdote no dia 8 de Agosto de 1937, o padre Joaquim Pereira da Cunha nasceu no dia 8 de Julho de 1912 em Mesquinhata, no Concelho de Baião, e reside, actualmente, no Porto, na Casa Sacerdotal da diocese.

 

 

AVEIRO

 

VAI REINICIAR PROCESSO PARA

CANONIZAÇÂO DA PRINCESA JOANA

 

O bispo de Aveiro anunciou que a diocese vai instituir um tribunal próprio para dar início à fase diocesana do Processo de Canonização da Beata Joana, princesa, por indicação do Vaticano.

 

Os responsáveis vão tomar posse no dia da Igreja Diocesana, a 25 de Junho, no Santuário de Shoenstatt.

D. António Moiteiro revelou os próximos passos para a proclamação oficial da santidade da Beata Joana durante a festa litúrgica da padroeira de Aveiro, celebrada em 12 de Maio passado.

“Depois de ter consultado a Congregação das Causas dos Santos, foi-nos comunicado que «importa promover um processo diocesano para recolher testemunhas e documentos sobre a vida, virtudes e continuação da fama de santidade para se alcançar a desejada Canonização»”, explica o bispo.

Em 2015, a Diocese de Aveiro promoveu a reabertura do processo de canonização da beata, que o povo de Aveiro trata por Santa e que Paulo VI constituiu sua padroeira, a 5 de Janeiro de 1965.

D. António Moiteiro explicou que abertura de um processo diocesano de canonização visa um maior “conhecimento da vida e obra de «Santa» Joana”.

A Princesa Joana nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1452. Era filha de Dom Afonso V, rei de Portugal, e de sua mulher D. Isabel. Ficou órfã de mãe aos 4 anos de idade e, aos 15, tomou os encargos do governo da casa real. Levava vida penitente, usando cilício sob as vestes reais e passando as noites em oração. Jejuava frequentemente e como divisa ou insígnia real usava uma coroa de espinhos. Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protectora e amparo. Conservava um livro onde anotava os nomes de todos os necessitados, o grau de pobreza de cada um e o dia em que deveria ser dada a esmola. Por ocasião da Semana Santa, lavava os pés de doze mulheres pobres e presenteava-as com roupas, alimentos e dinheiro. Apesar de pretendida por muitos príncipes, e para espanto de todos, em 1471 recolheu-se, temporariamente, no mosteiro de Odivelas. Dali foi para o mosteiro dominicano de Aveiro, onde viveu despojada de tudo até a morte, no dia 12 de Maio de 1490. Em 1693 foi beatificada pelo papa Inocêncio XII. O papa Paulo VI, a 5 de Janeiro de 1965, declarou a Beata especial protectora da cidade do Vouga.

 

 

VIANA DO CASTELO

 

FALECEU MONS. CACHADINHA

 

Mons. José Alves Cachadinha faleceu, no passado domingo 14 de Maio, tendo sido sepultado dois dias depois em Nogueira (Viana do Castelo), sua terra natal. Tinha 88 anos de idade.

 

O Padre José Alves Cachadinha nasceu em 6 de Julho de 1928, em Nogueira, freguesia do concelho e distrito de Viana do Castelo. Frequentava o Seminário Conciliar de Braga, quando em 1949, correspondendo a um desafio do arcebispo de Huambo (Angola), foi terminar os estudos de Teologia no Seminário de Huambo, ordenando-se sacerdote para a arquidiocese em 1952. 

Nesta data foi estudar para Roma, terminando com o doutoramento em utroque iure (em ambos os direitos).

Durante a guerra em Angola, serviu como capelão militar, chegando a ser Capelão-Chefe do Exército.

Depois do 25 de Abril, partiu para os Estados Unidos, onde criou uma paróquia dedicada a Nossa Senhora de Fátima.

Regressado a Portugal em 1990, esteve à frente das comemorações dos “500 anos de Evangelização e Encontro de Culturas”, iniciados com os Descobrimentos, criando a Fundação “Fé e Cooperação” para lhe dar continuidade.

Em 1995 regressou a Angola. Foi membro da Comissão Instaladora da Universidade Católica, de 1995 a 1999. Neste último ano, integrou a Comissão de Gestão da UCAN, como Director do Centro de Documentação e Informação, que na altura incluía a Biblioteca. Desde esse momento exerceu a função de  Director da Biblioteca da UCAN, cargo no qual realizou um trabalho significativo no apetrechamento e organização do acervo bibliográfico da UCAN, até ao ano 2013, por motivos de saúde. Em reconhecimento a todo o seu empenho e trabalho, foi nomeado, no dia 22 de Novembro de 2014, Professor Bibliotecário Emérito da UCAN e homenageado com a atribuição do seu nome à Biblioteca da UCAN.

Entre variadas condecorações, foi nomeado, pelo presidente da República, no Dia de Portugal, a 10 de Junho de 1993, comendador da Ordem de Mérito, e viria a ser agraciado, em 1999, com as insígnias de Grande Oficial da mesma Ordem.

Ultimamente vivia retirado na sua freguesia de origem, sempre com boa disposição, no meio dos seus vários problemas de saúde.

 

 

PORTO

 

TORRE DOS CLÉRIGOS RECEBE

PRÉMIO EUROPA NOSTRA 2017

 

A Torre dos Clérigos recebeu no passado dia 15 de Maio na cidade de Turku, na Finlândia, o prémio “Europa Nostra 2017”, um galardão da União Europeia para o Património Cultural, que distingue o projecto de reabilitação do monumento do centro histórico do Porto.

 

“A abordagem interdisciplinar aplicada a este projecto foi exemplar e recuperou de forma notável este importante marco do centro histórico do Porto, Património Mundial da UNESCO, para as presentes e futuras gerações”, afirmou o júri do prémio “Europa Nostra”.

A igreja e Torre dos Clérigos, na Diocese do Porto, foi premiada na Categoria Conservação do prémio.

Foi feita a recuperação da igreja, do edifício central e da torre e a intervenção permitiu a multiplicação de ofertas culturais, o acesso à Coleção Christus, a abertura do Salão Nobre, Enfermaria, a Sala do Despacho e a sacristia, inacessíveis ao público há 250 anos.

Segundo o júri, a equipa do projecto conseguiu um “equilíbrio entre a investigação e as técnicas de restauro tradicionais de alta qualidade”, e foi sem dúvida uma tarefa complexa.

Os especialistas sublinharam que “o projecto revitalizou as infra-estruturas do complexo”, “animou a área circundante”, promoveu o local e permitiu a “recuperação social deste edifício histórico”, onde se destaca a abertura da capela para serviços religiosos e culturais e a acessibilidade do espaço a pessoas de mobilidade condicionada, que se verifica em 87% de um edifício século XVIII.

Para o presidente da “Europa Nostra”, o cantor Plácido Domingo, os vencedores da edição 2017 do prémio da União Europeia demonstram que “o património é um instrumento fundamental para o desenvolvimento económico sustentável, a coesão social e uma Europa mais inclusiva”.

 

 

ROMA

 

COEGIO PORTUGUÊS RECEBE

TÍTULO DE «CASA DA VIDA»

 

O Pontifício Colégio Português de Roma vai receber no dia 30 de Maio o título de «Casa da Vida», numa iniciativa da Fundação Raoul Wallenberg.

 

Esta distinção pretende enaltecer o contributo do Pontifício Colégio Português de Roma no “acolhimento aos judeus e outras pessoas perseguidas pelo regime nazi, durante a Segunda Guerra Mundial”.

Terão sido “pelo menos 40 pessoas” a passar pela referida instituição portuguesa e a ali encontrar refúgio, durante o período de ocupação nazi em Roma: “alguns judeus, outros resistentes antifascistas”.

A Fundação Raoul Wallenberg foi fundada pelo diplomata sueco Baruch Tenembaum, que prestou apoio a “um grande número de pessoas” durante o conflito.

Ao atribuir esta distinção ao Pontifício Colégio Português de Roma, o objectivo é “preservar a memória de pessoas e instituições que deram acolhimento aos perseguidos durante o Holocausto”.

E também “infundir nas novas gerações o espírito de solidariedade e fraternidade”.

A atribuição do título ‘Casa da Vida’ ao Pontifício Colégio Português de Roma, no dia 30 de maio, vai contar com a presença de representantes da Fundação Wallenberg e de D. Manuel Clemente, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e cardeal-patriarca de Lisboa.

Destaque ainda para a participação de responsáveis da Comunidade Hebraica de Roma, de Luigi Priolo, um dos refugiados no Colégio de 1943 a 1944, e do jornalista António Marujo, que deu a conhecer a história do reitor do Colégio de então, Mons. Joaquim Carreira – um homem que foi declarado “Justo entre as Nações” em 2010, pelo Memorial do Holocausto.

O Pontifício Colégio Português, em Roma, foi criado pela Carta apostólica Rei catholicae apud lusitanos, do Papa Leão XIII, para alojar os padres enviados para Roma pelos seus bispos ou superiores, com o objectivo de aprofundarem os estudos nas várias áreas do saber humano e teológico.

A instituição pertence à Conferência Episcopal Portuguesa, mas depende também da Santa Sé, dado que o seu reitor é nomeado pela Congregação para a Educação Católica, sob proposta dos bispos de Portugal; o vice-reitor e outros responsáveis são designados pelo episcopado nacional, com o conhecimento do Vaticano.

 

 

LISBOA

 

EXPOSIÇÃO SOBRE A VIRGEM MARIA

NO MUSEU DE ARTE ANTIGA

 

O director do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) considera que exposição «Madonna – Tesouros dos Museus do Vaticano» é o concretizar de “um grande sonho” deste museu de Lisboa.

 

A exposição está patente ao público a partir do dia 19 de Maio até 10 de Setembro no MNAA e a figura da Virgem Maria, “a rica e copiosa iconografia gerada pelo culto mariano ao longo dos séculos”, é o tema crucial que convoca e liga as obras reunidas naquele local, realça António Filipe Pimentel.

Um projecto que assenta “numa feliz e generosa cooperação” entre os Museus do Vaticano e o Museu Nacional de Arte Antiga, “no ano do centenário das Aparições de Fátima”, disse.

O percurso das salas faz-se, “quase sempre, segundo uma progressão no tempo que foi das próprias obras expostas, dando por vezes, a impressão de que se está a percorrer as salas da Pinacoteca Vaticana”, refere o director do MNAA

“Uma grande e magnífica exposição que evoca, devidamente, a personalidade dominante da Virgem na cultura cristã e ocidental”, frisou o responsável.

A mostra é enriquecida com manuscritos iluminados da Biblioteca Apostólica Vaticana e pinturas das galerias Borghese e Corsini, “dois míticos museus romanos”, sublinhou António Filipe Pimentel.

A directora dos Museus do Vaticano, a italiana Barbara Jatta, referiu aos presentes que a mostra patente ao público é “uma eficaz expressão da missão dos museus do Papa”.

Através do seu programa de exposições temporárias, o MNAA tem “conseguido contar histórias” e apresentar aos seus visitantes “novas e fascinantes perspectivas sobre as suas colecções e sobre a história da arte em geral”, disse o ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes.

 


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