DO MUNDO

 

 

BRASIL

 

BISPOS REJEITAM

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

 

A Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) apelou à aprovação do Projecto de Lei 478/2007, sobre o Estatuto do Nascituro, no Congresso Nacional, para garantir o direito à vida “desde a concepção”.

 

“O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro”, referem os bispos católicos do país, numa nota intitulada “Pela vida, contra o aborto”.

No texto, a CNBB manifesta-se em defesa da “integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e condena “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.

“O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu”, assinala a nota.

 

 

ROMA

 

PAPA EVOCA NOVOS MÁRTIRES

DOS SÉC. XX E XXI

 

No passado dia 22 de Abril, o Papa Francisco evocou os cristãos perseguidos no século XX e XXI, denunciou tratados internacionais que contrariam os direitos humanos e disse que fechar as fronteiras aos migrantes é um “suicídio”.

 

Francisco presidiu à Liturgia da Palavra com a Comunidade de Santo Egídio, em memória dos “novos mártires” do século XX e XXI, onde afirmou que “a Igreja é Igreja se é Igreja de mártires”.

Os mártires tiveram a graça de “confessar Jesus até ao fim, até à morte”, sublinhou o Papa.

“Eles sofrem, dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus pelo seu testemunho”, acrescentou.

Para o Papa Francisco, “a causa de todas as perseguições é o ódio” manifestado pelos “príncipes deste mundo” diante “dos que foram salvos e redimidos por Jesus com a sua morte e com a sua ressurreição”.

“Com a sua morte e ressurreição resgatou-nos do poder do mundo, do poder do diabo, do poder dos príncipes deste mundo. E a origem do ódio é esta: depois de termos sido salvos por Jesus, e porque os príncipes deste mundo não o queriam, odeiam-nos e suscitam a perseguição, que continuam desde os tempos de Jesus e da Igreja nascente até aos nossos dias”, lembrou o Papa.

“Para o Papa, “a Igreja tem necessidade de mártires, de testemunhas”, ou seja, de “santos de todos os dias”, da “vida quotidiana, vivida com coerência”.

O Papa recordou os refugiados que chegam à costa do Mediterrâneo de barco e são acolhidos em “países generosos como Itália e a Grécia”, mas depois “os tratados internacionais não deixam” que sejam encaminhados para as comunidades que os desejam integrar.

Francisco agradeceu o acolhimento de refugiados, sobretudo no sul da Europa, em Lampesuda, Sicília e Lesbos, desejando que “contagie um pouco o Norte”.

“É verdade: nós somos uma civilização que não faz filhos e mesmo assim fechamos a porta aos migrantes. A isto chama-se suicídio. Rezemos!”, concluiu Francisco.

A evocação dos "novos mártires" decorreu na Basílica de São Bartolomeu, no bairro de Trastevere, em Roma, onde a Comunidade de Santo Egídio foi fundada por Andrea Riccardi, professor de história contemporânea, em 1968; tem reconhecimento da União Europeia e do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), pelo trabalho em prol dos direitos humanos e da paz, a nível internacional.

 

 

COREIA DO NORTE

 

PAPA TEME CONFLITO NUCLEAR

 

No passado dia 29 de Abril, o Papa Francisco apelou ao fim da escalada de tensão entre os Estados Unidos da América e a Coreia do Norte, dizendo temer um conflito nuclear que destruiria “grande parte da humanidade”.

 

“Peço-lhes, vou pedir-lhes, como já pedi a outros líderes de vários locais, que trabalhem para resolver os seus problemas através do caminho da diplomacia”, declarou.

Francisco falava numa conferência de imprensa no voo de regresso a Roma, após uma viagem de dois dias ao Egipto, sugerindo que norte-americanos e norte-coreanos recorram à mediação de um terceiro país, se necessário.

O Papa disse aos jornalistas que há várias nações empenhadas na mediação de conflitos e prontas a ajudar, dando como exemplo a Noruega.

“Hoje uma guerra alargada destruiria, não digo metade da humanidade, mas uma grande parte da humanidade”, denunciou, insistindo na necessidade de “parar” o caminho para uma “guerra terrível” e procurar “uma solução diplomática”.

O regime norte-coreano efectuara no dia anterior um teste balístico, depois de o secretário de Estado dos EUA ter afirmado que a continuação do programa de mísseis nucleares de Pyongyang teria “consequências catastróficas”.

“Isto dos mísseis, na Coreia, já aconteceu há um ano, mas parece que as coisas estão a aquecer demasiado”, acrescentou.

Francisco defendeu que a ONU precisa de assumir uma maior liderança nestas situações e de ter maior poder para intervir.

O Papa adiantou que está disposto a encontrar-se com Donald Trump, presidente dos EUA, se o chefe de Estado norte-americano quiser incluir uma visita ao Vaticano durante a viagem para a cimeira do G7, na Sicília (Itália), a 26 e 27 de Maio.

“Ainda não fui informado pela Secretaria de Estado se houve um pedido, mas eu recebo todos os chefes de Estado que peçam uma audiência”, explicou.

 

 

MOÇAMBIQUE

 

BISPOS ALERTAM PARA

EXPLORAÇÃO DO SOLO

 

Os bispos católicos abordaram em Carta pastoral a actual situação no país e no continente africano, e alertaram para a exploração do território por parte dos países industrializados.

 

No documento, referido pela Rádio Vaticano no passado dia 5 de Maio, a Conferência Episcopal de Moçambique realça que “entre 2000 e 2013, 56 milhões de hectares de terra africana foram vendidos ou passados para a gestão de estrangeiros”.

“Os Governos dos países industrializados procuram encontrar em África uma solução para a crise energética e alimentar mundial, sem necessariamente procurar ajudar as problemáticas africanas”, referem os responsáveis católicos, que lembram “o direito” dos povos locais “à terra”, um primado que tem de ser defendido.

Caso contrário continuará a acontecer o que se tem verificado até agora, com o património e os recursos naturais de África a serem delapidados e a servirem unicamente para alimentar a engrenagem produtiva e a economia alheia, levando à “marginalização e ao empobrecimento das comunidades locais”.

Ao mesmo tempo, os sistemas de “agricultura familiar” vão sendo destruídos, o que tem levado a conflitos “em todas as províncias de Moçambique, por causa da terra, conflitos causados por grandes projectos, de grandes empresas”.

Actualmente, pelo menos “70 por cento da população vive num ambiente rural, em contacto com a Natureza”, e depende dela para a sua sobrevivência.

Para a Conferência Episcopal de Moçambique, é tempo de buscar “modelos locais de desenvolvimento” que sejam realmente “autênticos e justos” e estratégias que permitam fazer com que a Terra seja de facto um bem “para o benefício de todos”.

A reflexão dos bispos moçambicanos é inspirada na encíclica Laudato si’, sobre o Cuidado da casa comum, do Papa Francisco.

 

 

VENEZUELA

 

APELO DO PAPA

ANTE A SITUAÇÃO CRÍTICA

 

No passado dia 6 de Maio, a Conferência Episcopal Venezuelana divulgou uma carta do Papa na qual Francisco manifesta “grande preocupação” com a situação do país, a braços com uma crise política e económica.

 

A missiva sublinha que é possível superar os problemas com “vontade de estabelecer pontes, de dialogar seriamente e de cumprir os acordos alcançados”.

O Papa diz “acompanhar com grande preocupação a situação do querido povo venezuelano”, face aos “graves problemas que o afligem”.

“Sinto profunda dor pelos confrontos e a violência destes dias, que têm causado numerosos mortos e feridos, e que não ajudam a solucionar os problemas, mas que unicamente provocam mais sofrimento e dor", afirmou.

O governo do presidente Nicolás Maduro e as forças da oposição estão em confronto há várias semanas, com protestos que provocaram dezenas de mortes.

O Papa alude à falta de alimentos e medicamentos, além dos “ataques pessoais e actos violentos” contra comunidades católicas.

A carta pede que se evite “qualquer forma de violência” e se promova “o respeito pelos direitos dos cidadãos e a defesa da dignidade humana e dos direitos fundamentais".

 

 

ANGOLA

 

ARCEBISPO-EMÉRITO DE LUBANGO

EM FÁTIMA

 

No passado dia 12 de Maio, o arcebispo-emérito de Lubango afirmou em Fátima que Angola “esteve sempre ligada a Nossa Senhora de Fátima” pela devoção a Maria que foi levada pelos portugueses.

 

“No tempo que estamos a viver, os apelos do Papa Francisco vão encontrar grande eco e entrar noutro século das aparições com mais vigor e com mais força”, disse D. Zacarias Kamwenho.

Para o arcebispo angolano que venceu o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, em 2002, o tema da paz vai estar presente na visita de Francisco, “é um coroamento de todos os esforços” que a Igreja tem feito.

Para o antigo presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), é urgente continuar a falar do tema da paz em Angola e em todo o mundo, porque a paz é algo a construir.

“Os que não querem construir a paz precisam da nossa actuação. Por isso, cá estamos para pedir a Deus e continuar a falar da paz”, afirmou.

D. Zacarias Kamwenho, que esteve em Fátima em 1967 no cinquentenário das aparições, disse que está “felicíssimo” por também participar no Centenário das Aparições de Nossa ao Senhora aos Pastorinhos.

O arcebispo angolano realçou ainda o “entusiasmo” em participar nesta peregrinação pelo facto de o Papa Francisco canonizar os beatos Francisco e Jacinta Marto e disse que todos os dias recomenda os pastorinhos às crianças em Angola.

 

 

ROMA

 

JOGADORES DE FUTEBOL SÃO

UMA REFERÊNCIA PARA OS JOVENS

 

No passado dia 16 de Maio, o Papa Francisco recebeu no Vaticano as equipas de futebol da Juventus e da Lázio, antes da final da Taça da Itália que iam disputar no dia seguinte, e lamentou a violência ligada ao desporto.

 

“Por vezes, nos estádios, verificam-se infelizmente episódios de violência que perturbam o sereno desenrolar das partidas e o são divertimento das pessoas”, disse às duas delegações.

Francisco desafiou todos a fazer do desporto um favor de “coesão” na sociedade e a serem exemplos de “lealdade” para os fãs.

A intervenção sublinhou a responsabilidade particular das equipas com mais adeptos de testemunharem os “autênticos valores do desporto”.

O Papa recordou que o futebol profissional gera hoje um “fascínio” particular, sobretudo entre os mais jovens, fazendo dos jogadores figuras de “referência”.

“Cada jogo é uma prova de equilíbrio, de domínio de si, de observância das regras. Quem, com este comportamento, sabe dar provas de tudo isto, torna-se um exemplo para os seus admiradores”, assinalou.

Francisco agradeceu a visita das duas delegações e desejou que a Juventus e a Lázio disputem “um grande jogo”.

 


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