Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2005

 

Solenidade

 

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Glória da humanidade, A. Cartageno, NRMS 101

 

Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus veio até nós por Maria. Antes de acolhê -lO em Seu seio acolheu-O primeiro em Seu coração pela fé e pelo amor.

 

Acolhamos a Jesus como a Virgem, ao começar a Santa Missa .

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Arca da Aliança era um sinal da presença de Deus no meio do Seu Povo. Maria é a verdadeira Arca da Aliança. Nela repousou o divino maná que alimenta a Santa Igreja.

 

1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.

 

A liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.

 

Salmo Responsorial    Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)

 

Monição: O salmista convida a cantar ao Senhor, pela arca da Aliança, levada para o templo de Deus. Louvemos a Jesus que levou para o Céu em corpo e alma a Sua Mãe.

 

Refrão:        Levantai-Vos, Senhor, e entrai no vosso repouso,

Vós e a arca da vossa majestade.

 

Ouvimos dizer que a arca estava em Éfrata,

encontrámo-la nas campinas de Jaar.

Entremos no seu santuário,

prostremo-nos a seus pés.

 

Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,

exultem de alegria os vossos fiéis.

Por amor de David, vosso servo,

não afasteis o rosto do vosso Ungido.

 

O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para sua morada:

«É este para sempre o lugar do meu repouso,

aqui habitarei, porque o escolhi».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Por Jesus nos vem a garantia de que havemos de ressuscitar um dia e chegar ao Céu também com o nosso corpo.

 

1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.

 

Aclamação ao Evangelho       Lc 11, 28

 

Monição: Jesus diz-nos como podemos imitar a grandeza de Maria :ouvindo a Palavra de Deus e pondo-a em prática docilmente, como Ela.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38).

 

Sugestões para a homilia

 

A Arca da Aliança

Felizes os que ouvem a Palavra de Deus

A Arca da Aliança

Aquela mulher do Evangelho, para louvar a Jesus. louva a Sua mãe: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». É um gesto cheio de delicadeza humana que com terá agradado muito ao Senhor.

Maria é a verdadeira Arca da Aliança, de que falava a primeira leitura. No Antigo Testamento Israel transportava a Arca que Deus mandara fazer a Moisés e na qual se guardavam as Tábuas com os Mandamentos, um vaso com maná e a vara florida de Aarão. Era um símbolo da presença de Deus entre o Seu povo. Maria é a verdadeira Arca em que o próprio Deus esteve presente. Durante nove meses Jesus viveu em Seu seio puríssimo. Dele tomou a nossa carne humana. O Seu Corpo, na Eucaristia, é o fruto do ventre sagrado da Virgem Santa Maria.

Ele é o verdadeiro maná, que alimenta o Povo de Deus. Ele é também o verdadeiro sacerdote, figurado pelo sacerdócio de Aarão e seus descendentes.

Ele é verdadeira tábua da Lei, a Ele temos de seguir e imitar.

A Virgem foi introduzida por Deus na Sua casa, quando chegou a hora de partir deste mundo. Jesus quis que o Seu corpo santíssimo, que tinha sido o primeiro sacrário, participasse logo da glória bem aventurada.

Alegremo-nos com a Virgem Santíssima neste dia. Cantemos a Jesus como aquela mulher entusiasmada ao ouvir a Sua palavra :Bem aventurado o seio que Te trouxe, feliz a Tua Mãe. Obrigado por no-La teres dado como Mãe também para todos nós.

Felizes os que ouvem a Palavra de Deus

O Senhor mudou o elogio daquela mulher: «antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática». Nossa Senhora foi grande não apenas por ter gerado e amamentado a Jesus, mas por ter sido a criatura mais dócil ao Espírito Santo, aquela que ouviu com atenção amorosa a Palavra de Deus, a soube guardar piedosamente e a procurou viver fielmente em todos os momentos da Sua vida.

Assim temos de fazer nós para agradar a Deus e chegar ao céu . Para sermos santos.

Imitemos Nossa Senhora estando atentos à Palavra de Deus. Procuremos ouvi-la com atenção na Santa Missa, na palavra do Santo Padre e dos bispos a ele unidos, na leitura dos Evangelhos e de toda a Sagrada Escritura. Que ela alimente a nossa oração e marque de verdade todo o nosso proceder.

Imitemos sobretudo a pureza imaculada de Nossa Senhora. Vivemos num mundo marcado pelo materialismo hedonista, em que o corpo é visto como objecto de prazer. Uma onda de lama ameaça tantos países ricos mas decadentes. Até as nossas casas são atingidas por ela se temos a porta da televisão escancarada.

Olhemos para a Virgem elevada em corpo e alma para o céu. Se tratarmos o nosso corpo como templo de Deus, se sabermos dominar as paixões pela oração, pela mortificação, pela fuga das ocasiões, acudindo ao sacramento da confissão com frequência, recebendo dignamente a Jesus na Eucaristia, também será glorificado, ressuscitando glorioso no final dos tempos. Também ele participará da felicidade eterna de Deus.

Na Eucaristia Jesus quis ser o penhor dessa ressurreição gloriosa: «Quem come a Minha carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia». (Jo 6) Acudamos uma vez e outra a Maria. Como João Paulo II que sejamos todos dEla. Totus Tuus. Como meninos pequenos que caminham seguros pela mão da mãe e que pedem colo quando estão mais cansados.

 

 

Oração Universal

 

(Como na missa do dia)

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Quem vos escolheu, Rainha dos céus, M. Valença, NRMS 37

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Ano da Eucaristia. Acolhamos Jesus com a fé e o amor de Maria.

 

 

Cântico da Comunhão: Cantai ao Senhor um cântico novo, M. Borda, NRMS 48

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus deixou-nos em Maria, Sua Mãe, um sinal de vitória. E como um modelo e um caminho para ir até Ele. Maria leva-nos sempre a Jesus.

 

Cântico final: O povo de deus te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

 

Celebração e Homilia:          Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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