16º Domingo Comum

23 de Julho de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 53, 6.8

Antífona de entrada: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus sente alegria na nossa presença nesta assembleia eucarística. Ele deseja que o nosso coração se encha também com a mesma alegria que Ele sente por cada um de nós.

Deus quer convidar-nos a uma atitude sábia de sabermos perceber os sinais do Reino. Quer que saibamos estar no mundo como pessoas de mansidão e de paz, que doam as suas vidas por inteiro, sem rigidez e violência.

Deus sabe que vivemos em ambientes difíceis. Junto da boa semente - campos já lavrados e semeados- alguém semeou sementes de maldade e morte. Contudo espera de nós a sabedoria do reino, o saber discernir e saber actuar.

 

Oração colecta: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O nosso Deus manifesta a sua bondade, indulgência, e humanidade.

 

Sabedoria 12, 13.16-19

13Não há Deus, além de Vós, que tenha cuidado de todas as coisas; a ninguém tendes de mostrar que não julgais injustamente. 16O vosso poder é o princípio da justiça e o vosso domínio soberano torna-Vos indulgente para com todos. 17Mostrais a vossa força aos que não acreditam na vossa omnipotência e confundis a audácia daqueles que a conhecem. 18Mas Vós, o Senhor da força, julgais com bondade e governais-nos com muita indulgência, porque sempre podeis usar da força quando quiserdes. 19Agindo deste modo, ensinastes ao vosso povo que o justo deve ser humano e aos vossos filhos destes a esperança feliz de que, após o pecado, dais lugar ao arrependimento.

 

A leitura, extraída da terceira e última parte do livro da Sabedoria (Sab 10 –19), em que se descreve a presença da Sabedoria na história do povo de Israel, deixa ver como Deus, que é justo, mostra tanto a sua justiça punindo os maus (aqui trata-se dos egípcios – cap. 11– e dos cananeus – cap. 12), como também mostra a sua «indulgência» (v. 18), ao inspirar, após o pecado, a contrição (v. 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 85 (86), 5-6.9-10.15-16a (R. 5a)

 

Monição: Cantemos ao Nosso Deus: bondoso, clemente e compassivo.

 

Refrão:        Vós, Senhor, sois clemente e bondoso.

 

Vós, Senhor, sois clemente e bom,

cheio de misericórdia para quantos Vos invocam.

Senhor, escutai a minha oração,

atendei à minha súplica.

 

Todas as nações que criastes

virão adorar-Vos, glorificar o Vosso nome,

porque Vós sois grande e realizais maravilhas;

só Vós sois Deus.

 

Sois um Deus clemente e compassivo,

lento para a ira, rico em piedade.

Tende compaixão do Vosso servo,

emprestai-me, Senhor, a Vossa força.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O reino de Deus supõe docilidade. A docilidade ao Espírito Santo é o segredo do discípulo.

 

Romanos 8, 26-27

Irmãos: 26O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, sabe que Ele intercede pelos santos em conformidade com Deus.

 

Os dois versículos da leitura põem em evidência o papel do Espírito Santo na alma do fiel, vindo em auxílio da nossa fraqueza: Ele sabe da nossa incapacidade para nos dirigirmos a Deus; habitando na alma justificada. Suscita e facilita gemidos inefáveis – «gemidos que se não podem descrever» –, que constituem a vida de oração das almas contemplativas. Ele conduz a alma, de modo misterioso mas eficaz, pelo caminho da perfeita identificação com «a vontade de Deus».

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 11, 25

 

Monição: Aprendamos a escutar a parábola, a pedir a Jesus que a explique em nossa vida, a saber vivê-la e a propô-la à sociedade.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma Longa: São Mateus 13, 24-43                 Forma breve: São Mateus 13, 24-30

Naquele tempo, 24Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. 26Quando o trigo cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. 27Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?' 28Ele respondeu-lhes: 'Foi um inimigo que fez isso'. Disseram-lhe os servos: 'Queres que vamos arrancar o joio?' 29'Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro'».

[31Jesus disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. 32Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». 33Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». 34Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, 35a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». 36Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». 37Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem 38e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno 39e o inimigo que o semeou é o Demónio. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. 40Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: 41o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, 42e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».]

 

Continuamos hoje com a leitura do discurso das parábolas no capítulo 13 de S. Mateus. A parábola do trigo e do joio envolve tanto a denúncia da intolerância como a do relativismo; o mal e o erro existem, mas a verdade e o bem acabarão por prevalecer.

25 «Joio» era uma planta muito parecida com o trigo, com que facilmente se confunde antes de brotar a espiga. Misturado em certa quantidade, envenena o pão e produz graves náuseas e enjoos. Semear cizânia entre o trigo era um caso de vingança pessoal não rara então, um crime previsto e punido pelo Direito Romano.

29-30 A resposta do dono do campo encerra a lição da parábola: «deixai-os ambos crescer ambos até à ceifa». Deus permite o mal no mundo e dentro do campo da própria Igreja, mas há-de suprimi-lo definitivamente. Ninguém se escandalize, pois, com a existência do mal, pois com o juízo divino, depois da morte (a ceifa), os que praticaram o bem (trigo) irão para o Céu (simbolizado no celeiro) e os que praticaram o mal (joio) irão para o Inferno (simbolizado no fogo).

31-32 O «grão de mostarda» – uma pequenina semente que mal se vê – é a pregação do Evangelho e a Igreja. Um homem é Jesus; o seu campo é o mundo. A Igreja (Reino dos Céus) tem uns começos muito modestos, mas em breve se estende pelo mundo todo. A Igreja é católica, universal, destina-se a todos os homens de todas as raças, classes, culturas, de todas as latitudes e de todos os tempos. A mostarda (sinapis nigra) é um arbusto ainda hoje muito abundante na Palestina e que pode chegar a atingir 3 ou 4 metros de altura.

33 A parábola do «fermento» mostra como o Evangelho vai transformando todo o mundo – «a massa» – de modo invisível, lento mas progressivo; deixa ver como a Igreja vai convertendo à fé todos os povos. O fermento é também uma expressiva imagem do que o cristão tem de ser no mundo: sem se deixar dessorar, deve ir conquistando com o seu exemplo e com a sua palavra os que o rodeiam para Cristo, e ir imbuindo do espírito de Cristo todas as realidades humanas, a cultura e as próprias estruturas da sociedade, sem as instrumentalizar nem clericalizar.

 

Sugestões para a homilia

 

1- A fisionomia do Reino.

2- As atitudes do discípulo.

3- Saber discernir.

 

1- A fisionomia do Reino.

 

"O Reino de Deus não é uma coisa, uma estrutura social ou política, uma utopia. O Reino de Deus é Deus. Reino de Deus significa: Deus existe. Deus vive. Deus está presente e age no mundo, na nossa, na minha vida. Deus não é uma remota "causa última", Deus não é o "grande arquitecto" do deísmo, que construiu a máquina do mundo e agora se encontra fora. Ao contrário: Deus é a realidade mais presente e decisiva em qualquer ato da minha vida, em todos os momentos da história". Bento XVI

É este Deus que irrompe de forma surpreendente fazendo propostas de vida e de salvação para todos. O nosso esquema mental e a nossa lógica, muitas vezes apertada e pobre, podem conduzir-nos à intolerância ou ao medo. Por isso a Palavra nos lança o desafio para o verdadeiro conhecimento de Deus; desafio a uma vida de oração que alcança aquela visão e entendimento que ultrapassa “a carne e o sangue”; desafio do verdadeiro amor que permite saber discernir e dar-se inteiramente.

A descoberta da beleza de Deus e suas atitudes de liberdade, de misericórdia, de sabedoria incrementam em nós a mansidão, a paz, a tolerância, uma sadia convivência na alegria do evangelho.

Um Deus de justiça e de grandeza que se revela na indulgência, na bondade e na misericórdia. Um Deus que folga quando o justo é humano. Um Deus que vem em auxílio da nossa fraqueza e pobreza. Um Deus que vê no íntimo dos corações e sente alegria por todos os seus filhos a quem quer derramar vida abundante.

 

 

2- As atitudes do discípulo.

 

Ontem como hoje há a tentação de separar, da rigidez, do imobilismo das nossas certezas, de não nos sujarmos em determinados ambientes que nos parecem irremediavelmente perdidos, do julgamento fácil.

O discípulo é convidado a ter atitudes que manifestam o verdadeiro pensar e sentir de Deus diante dos fenómenos e situações da vida, por mais complexas e miseráveis que sejam.

Primeiro somos convidados a saber escutar a palavra que Cristo nos dirige; a acolher os sinais e sementes que são lançadas em nós e nos outros; a sermos capazes de descobrir o que está por detrás da parábola, o que está por detrás de tantos estilos de vida e opções. E tal para permitir que as nossas atitudes, que nascem do encontro com Cristo, possam colaborar no projecto que Ele tem para todos.

Segundo é necessário pedir a Jesus Cristo que nos explique a parábola. O saber estar com Jesus na oração pessoal. O pedir explicação, luz e atitudes sábias, para que no dinamismo da entrega e do verdadeiro serviço e amor, permitam que a paz e a mansidão dêem os melhores resultados na salvação de cada pessoa.

Terceiro aprender a ser humano, justo, misericordioso, compassivo. Ser sábio, sabendo e conhecendo as situações e nelas se envolver como o fermento, com o dinamismo da oração e da caridade.

Fazer crescer o reino também no testemunho silencioso, fruto de quem reza e vive a sua fé. A perseverança maravilhosa de tantos cristãos que cuidam da sua família, que partilham a ternura com as crianças, idosos e doentes; dos que conseguem escutar os apelos silenciosos do mundo do sofrimento e procuram ir ao encontro para partilhar a esperança: “O reino de Deus não é uma religião do espetáculo, que sempre procura coisas novas, revelações, mensagens…Deus falou em Jesus Cristo: esta é a última palavra de Deus. As outras são como fogos-de-artifício que te iluminam por um instante e depois, o que fica? Nada. Não há crescimento, não há luz, não há nada: um instante. Muitas vezes, somos tentados por esta religião do espetáculo, tentados em procurara coisas estranhas à revelação, à mansidão do Reino de Deus que está no meio de nós e cresce” (papa Francisco na sua homilia de 10 de Novembro).

 

3- Saber discernir.

 

A proposta que nos é feita é de verdadeiro discernimento. O discípulo de Cristo é chamado a saber discernir. Para tal deve aproximar-se do Senhor, e com humildade, interrogá-Lo sobre a Sua vontade e como deve ler os sinais que são oferecidos, como entender a parábola no hoje da vida.

Pedir que ensine a amar de todo o coração, porque só quem ama de todo o coração está apto para saber discernir o que fazer, como fazer, onde e quando fazer. Um discernimento que leve a sair das seguranças egoístas. Estar disposto a doar a vida, como fermento, como grão lançado à terra, sem espetáculo e de forma eficaz. Discernimento que se manifesta na humildade da semente que cresce pelo dinamismo do Espírito Santo, e na docilidade do fermento, que leveda toda a massa e fá-la crescer.

Um discernimento que leva à santidade pessoal, santidade de todos os dias, da vida quotidiana. Esse reino de Deus escondido na tarefa do quotidiano e de todos os ambientes, traduzida numa entrega constante e numa configuração com Cristo crucificado e ressuscitado.

 

Fala o Santo Padre

 

«Procurar Jesus, encontrar Jesus: eis o grande tesouro! O Evangelho leva-nos a conhecer o Jesus vivo;

fala-nos ao coração e muda a nossa vida. E então, sim, deixamos tudo. »

As breves semelhanças propostas pela liturgia hodierna são a conclusão do capítulo do Evangelho de Mateus, dedicado às parábolas do Reino de Deus (13, 44-52). Entre elas há duas pequenas obras-primas: as parábolas do tesouro escondido no campo e da pérola de grande valor. Elas dizem-nos que a descoberta do Reino de Deus pode acontecer repentinamente, como para o camponês que arando, encontra o tesouro inesperado; ou então depois de uma longa busca, como para o comerciante de pérolas, que finalmente encontra a pérola de inestimável valor, há muito desejada! Mas tanto no primeiro como no segundo caso, permanece o dado primário que o tesouro e a pérola valem mais do que todos os demais bens e, portanto quando os encontram, o camponês e o comerciante renunciam a tudo o resto para poder comprá-los. Não têm necessidade de fazer raciocínios, nem de pensar nisto ou de meditar: dão conta imediatamente do valor incomparável daquilo que encontraram e estão dispostos a perder tudo para o poder comprar.

Assim é para o Reino de Deus: quem o encontra não tem dúvidas, sente que é aquilo que procurava, que esperava e que corresponde às suas aspirações mais autênticas. E é deveras assim: quem conhece Jesus, quem o encontra pessoalmente, permanece fascinado, atraído por tanta bondade, tanta verdade e tanta beleza, e tudo numa grande humildade e simplicidade. Procurar Jesus, encontrar Jesus: eis o grande tesouro!

Quantas pessoas, quantos santos e santas, lendo o Evangelho com o coração aberto, foram literalmente conquistados por Jesus, e converteram-se a Ele. Pensemos em são Francisco de Assis: ele já era cristão, mas um cristão «ao sabor da corrente». Quando leu o Evangelho, num momento decisivo da sua juventude, encontrou Jesus e descobriu o Reino de Deus, e então todos os seus sonhos de glória terrena esvaeceram. O Evangelho leva-nos a conhecer o Jesus verdadeiro, faz-nos conhecer o Jesus vivo; fala-nos ao coração e muda a nossa vida. E então, sim, deixamos tudo. Podemos mudar de vida concretamente, ou então continuar a fazer aquilo que fazíamos antes, mas nós somos outra pessoa, renascemos: encontramos aquilo que dá sentido, sabor e luz a tudo, inclusive às dificuldades, aos sofrimentos e até à morte.

Leiamos o Evangelho. Leiamos o Evangelho. Já falamos sobre isto, recordais-vos? Cada dia devemos ler um trecho do Evangelho; e também trazer connosco um pequeno Evangelho, no bolso, na bolsa, contudo ao alcance da mão. E ali, lendo um trecho encontraremos Jesus. Ali, no Evangelho, tudo adquire sentido e encontramos aquele tesouro, ao qual Jesus chama «o Reino de Deus», ou seja, Deus que reina na tua vida, na nossa vida; Deus que é amor, paz e alegria em cada homem e em todos os homens. É isto que Deus quer, foi por isto que Jesus se entregou a si mesmo, a ponto de morrer numa Cruz, para nos libertar do poder das trevas e nos transferir para o reino da vida, da beleza, da bondade e da alegria. Ler o Evangelho significa encontrar Jesus e ter aquela alegria cristã, que é um dom do Espírito Santo.

Caros irmãos e irmãs, a alegria de ter encontrado o tesouro do Reino de Deus transparece, vê-se. O cristão não pode manter a sua fé escondida, porque ela transparece em cada palavra, em cada gesto, até nos mais simples e quotidianos: transparece o amor que Deus nos concedeu mediante Jesus. Por intercessão da Virgem Maria, oremos para que venha a nós e ao mundo inteiro o seu Reino de amor, justiça e paz.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 27 de Julho de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Nós não sabemos que pedir nas nossas orações.

Deixemos que o Espírito Santo interceda por nós

e invoquemos confiadamente o Pai celeste,

rezemos dizendo (ou:  cantando):

 

R.   Ouvi-nos Senhor.

Ou: Senhor, ensinai-nos os segredos do Reino.

Ou: pela vossa misericórdia, salvai-nos, Senhor.

 

1-Pelo Papa Francisco, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

semeadores da boa semente do Reino,

para que não se cansem no labor das sementeiras divinas,

não desanimem nem se assustem com o poder do mal,

mas confiem sempre no poder do mistério pascal de Cristo,

oremos, irmãos.

 

2- Para que ninguém julgue os outros com dureza

e todos saibam ser justos e humanos

como Deus é indulgente para com todos,

oremos, irmãos.

 

3- Para que Deus purifique o mundo dos seus erros,

cure as doenças, afaste a fome, acabe as guerras

e dê a paz do coração aos que a não têm,

oremos, irmãos.

 

4-Para que os adultos, os adolescentes e jovens,

saibam descobrir, contemplar e respeitar,

todas as pessoas, sobretudo as que mais sofrem,

e saibam louvar a Deus por todas as suas maravilhas,

oremos, irmãos.

 

5- Para que sintamos a ajuda de Deus,

na santidade da nossa vida,

e nos leve a reconhecer a nossa vocação e missão,

oremos, irmãos.

 

6- Por todos os defuntos,

para que vivam a plenitude da contemplação

d’Aquele que neles semeou boa semente,

cantem para sempre a sua misericórdia e bondade

e intercedam por nós semeadores e peregrinos,

oremos, irmãos.

 

Senhor, que conheceis como ninguém,

o trigo que por vós foi semeado

no coração de cada pessoa,

concedei-nos, pelo poder do vosso espírito,

a graça de não sermos sufocados pelo joio

semeado em nós pelo inimigo.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Trazemos ao teu altar, F. da Silva, NRMS 55

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Comungar com fé transforma de facto a nossa vida. Ela passa a ser um dom para os outros. É semente que se transforma em vida, é fermento que leveda e faz crescer. É pois vida doada a Deus e aos irmãos.

Pela comunhão entramos sem sintonia com o Coração do verdadeiro semeador, que nos faz assimilar e compreender os seus pensamentos, as suas palavras, as suas atitudes. E nos permite entrar num dinamismo de amor aos irmãos com as atitudes de paz, mansidão, perdão, misericórdia e partilha solidária.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu Pão, C. Silva, 98

cf. Salmo 110, 4-5

Antífona da comunhão: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.

 

Ou

Ap 3, 20

Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

 

Cântico de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus nos envia em missão. Não podemos ficar paralisados ao verificar que o campo tem cizânia. Não podemos ficar “de portas fechadas” e “com medo” (cf. Jo 20,19). Muito menos ter atitudes de violência e de imposição no anúncio do reino e na sua construção.

Jesus quer que sejamos sábios. Depois de fazer tudo o que está ao nosso alcance, na responsabilidade da sementeira, e ao notarmos que aí também há sementes do mal, a nossa atitude deve ser de escuta da palavra, de oração da vida, e da autêntica caridade e serviço.

Saibamos ter atitudes de paz, misericórdia, perdão e doação da vida, deixando a Deus o momento da colheita.

Nossa Senhora nos ensine a sabedoria do Evangelho e o segredo da entrega total. 

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

16ª SEMANA

 

2ª Feira, 24-VII: Abrir o coração a Deus.

Ex 14, 5-18 / Mt 12, 38-42

Os homens de Nínive fizeram penitência quando Jonas pregou, e aqui está quem é mais que Jonas.

Em Nínive, os habitantes corresponderam aos pedidos de Deus para a conversão (Leit.). Pelo contrário, Deus encontra o coração dos egípcios muito endurecido (Leit); e descobre também sinais de protesto por parte do povo eleito: «Mais vale servir os egípcios do que morrermos neste deserto (Leit.).

Na nossa peregrinação terrena estaremos sujeitos igualmente a alguns sofrimentos e algumas pequenas contrariedades diárias. Não fechemos os nossos corações a Deus (S. Resp.), mas aceitemo-las com sentido sobrenatural.

 

3ª Feira, 25-VII: S. Tiago: A nossa vida ao serviço do Senhor.

2 Cor 4, 7-15 / Mt 20, 20-28

Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos!

E, de facto, anos mais tarde, S. Tiago foi o primeiro dos Apóstolos a dar a vida pelo Evangelho (Oração). «Podeis beber o cálice? O Senhor sabia que poderiam imitar a sua paixão e, no entanto, pergunta-lhes, porque as coisas de muito valor não se conseguem a não ser por um preço muito elevado» (S. João Crisóstomo).

Nós também recebemos uma vida nova através dos sacramentos: «Ora esta vida nova trazemo-la em ´vasos de barro' (Leit.). A vida nova de filhos de Deus pode ser enfraquecida, e até perdida, pelo pecado»» (CIC, 1420). Podemos vencer na luta.

 

4ª Feira, 26-VII: S. Joaquim e S. Ana: A herança que nos deixaram.

Sir 44, 1. 10-15 / Mt 13, 16-17

Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações.

Hoje é o dia para louvarmos as ilustres pessoas (Leit.) dos pais de Nª Senhora: Joaquim e Ana. Foram eles que trouxeram ao mundo a Mãe de Deus (Oração).

De algum modo, eles chegaram aos mistérios do reino de Deus, através do que viram e ouviram de sua filha Maria: «Felizes os olhos porque vêem, e os ouvidos porque ouvem» (Ev.). Peçamos-lhe que nos ensinem a 'ver' Nª Senhora como eles a viram, e a 'ouvi-la' como eles a ouviram, para a podermos imitar melhor, porque Ela ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática.

 

5ª Feira, 27-VII: A preparação da entrada no reino dos Céus,

Ex 19, 1-2. 9-11. 16-20 / Mt 13, 10-17

Porque a vós foi concedido conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não foi concedido.

Jesus convida a entrar no seu reino por meio de parábolas (Ev.), um elemento muito característico do seu ensino: «Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas. É preciso entrar no reino, quer dizer, tornar-se discípulo de Cristo, para conhecer os mistérios do seu Reino (Ev.)» (CIC, 546).

Também se entra neste reino, abrindo bem os olhos da fé: «felizes os vossos olhos, porque vêem», e os ouvidos. Foi isso que aconteceu com o povo de Deus, chamado ao monte Sinai, onde o Senhor lhes apareceu (Leit.).

 

6ª feira, 28-VII: Os frutos da palavra de Deus.

Ex 20, 1-17 / Mt 13, 18-23

E o que recebeu a semente em boa terra é aquele que ouve a palavra e a entende.

O terreno onde cai a semente divina (Ev.) é o mundo inteiro, somos cada um de nós. A sementeira é generosa, feita com amor, mas o fruto depende em boa parte de nós. Devemos pedir ao Senhor que sejamos muito constantes nos nossos propósitos, para não desistirmos facilmente perante as dificuldades.

A semente é a palavra de Deus que recebemos directamente da Escritura. Um aspecto para cuidarmos refere-se à palavra de Deus, contida nos mandamentos (Leit.).  Estejamos sempre muito atentos ao que ouvimos ou que lemos e o pratiquemos.

 

Sábado, 29-VII: S. Marta: Acolher bem o Senhor.

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27

Marta disse então a Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, o meu irmão não teria morrido.

Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, e ali Ele procurava descansar e sentia-se bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (Oração), e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro (Ev.) e conseguiu-o.

Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; e sua oração, pedindo pela resolução dos problemas dos amigos e conhecidos. O Senhor não deixará de nos ouvir se tivermos fé: «Eu já acreditava que tu eras o Messias» (Leit.), porque foi enviado como vítima de expiação pelos nossos pecados.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando R. Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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