13.º Domingo Comum

2 de Julho de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povos da terra, cantai hinos, S. Marques, NRMS 55

cf. Salmo 46, 2

Antífona de entrada: Louvai o Senhor, povos de toda a terra, aclamai a Deus com brados de alegria.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus convida-nos a tomar a cruz, a acolher os irmãos, a reconhecer a Sua presença nos seus enviados. Todos podemos colaborar na realização do projecto salvífico de Deus. Na primeira leitura o Profeta Eliseu e a família que habitava em Sunam revelam a bondade de Deus presente no mundo. A segunda leitura recorda-nos que o Sacramento do Baptismo nos identifica com Jesus. O Evangelho promete uma recompensa àqueles que Deus envia e àqueles que acolhem os mensageiros do Evangelho.

 

Oração colecta: Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: «Este é um santo homem de Deus: poderá cá ficar.»

O Profeta Eliseu tinha um quarto em casa deste casal onde podia comer e descansar, sempre que passava por ali. A hospitalidade é uma virtude humana e cristã, que nos leva a acolher, com um sorriso, aqueles que nos procuram. A hospitalidade é uma forma excelente de exercer a caridade fraterna. Jesus identifica-se com aqueles a quem ajudamos: “Era peregrino e tu me deste assistência!”

 

 

2 Reis 4, 8-11.14-16a

Certo dia, o profeta Eliseu passou por Sunam. 8Vivia lá uma distinta senhora, que o convidou com insistência a comer em sua casa. A partir de então, sempre que por ali passava, era em sua casa que ia tomar a refeição. 9A senhora disse ao marido: «Estou convencida de que este homem, que passa frequentemente pela nossa casa, é um santo homem de Deus. 10Mandemos-lhe fazer no terraço um pequeno quarto com paredes de tijolo, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada. Quando ele vier a nossa casa, poderá lá ficar». 11Um dia, chegou Eliseu e recolheu-se ao quarto para descansar. 14Depois perguntou ao seu servo Giezi: «Que podemos fazer por esta senhora?». Giezi respondeu: «Na verdade, ela não tem filhos o seu marido é de idade avançada». 15«Chama-a» – disse Eliseu. O servo foi chamá-la e ela apareceu à porta. 16aDisse-lhe o profeta: «No próximo ano, por esta época, terás um filho nos braços»

 

A leitura tirada do chamado «ciclo de Eliseu» (2 Re 2, 2-13,21) fala-nos da recompensa dada à mulher sunamita (habitante de Xunem, na planície de Jezrael, na Galileia). Foi o prémio de ter acolhido um profeta por ele ser profeta, «um santo homem de Deus» (v. 9). Foi escolhida para hoje esta leitura com o fim de documentar as palavras de Jesus no Evangelho (Mt 10, 41). A mulher não queria acreditar que viesse a conceber, mas o prodígio veio dar-se (v. 17). A criança havia de vir a morrer e o mesmo profeta havia de, laboriosamente, a fazer regressar à vida (vv. 18-37).

 

Salmo Responsorial    Sl 88 (89), 2-3.16-17.18-19 (R. 2a)

 

Monição: Pela hospitalidade Abraão mereceu receber os Anjos na sua tenda e foi recompensado pelo nascimento de um filho. Acolhendo em sua casa um profeta este casal de que nos fala a primeira leitura, também foi recompensado com a alegria de “terem um filho nos braços.” Deus abençoa continuamente a nossa bondade. Cheios de gratidão louvamos a Deus na vida presente e na vida futura, cantaremos eternamente as misericórdias do Senhor.

 

Refrão:        Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

 

Ou:               Eu canto para sempre a bondade do Senhor.

 

A palavra do Senhor é recta,

da fidelidade nascem as suas obras.

Ele ama a justiça e a rectidão:

a terra está cheia da bondade do Senhor.

 

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,

para os que esperam na sua bondade,

para libertar da morte as suas almas

e os alimentar no tempo da fome.

 

A nossa alma espera o Senhor:

Ele é o nosso amparo e protector.

Venha sobre nós a vossa bondade,

porque em Vós esperamos, Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo afirma: «Sepultados com Cristo pelo Baptismo, vivamos uma vida nova.»

Pelo Baptismo participamos na morte e ressurreição de Jesus Cristo e formamos a grande família dos filhos de Deus, a Igreja.

 

Romanos 6, 3-4.8-11

Irmãos: 3Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte. Fomos sepultados com Ele na sua morte, 4para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, para glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. 8Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, 9sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. 10Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida, é uma vida para Deus. 11Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.

 

A ideia central da leitura é que, pelo Baptismo, o cristão rompeu com o pecado. S. Paulo, porém, não baseia a sua argumentação nas promessas e renúncias então feitas, mas vai mais o fundo, apelando para uma razão ontológica, a genuína antropologia cristã: pelo Baptismo deu-se uma união tão profunda com Cristo, que já não faz mais sentido o pecado na vida do cristão, como falsamente alguém poderia deduzir das afirmações anteriores – «uma vez que o pecado se multiplicou, superabundou a graça» (Rom 5, 20) – se, quanto mais se pecar, maior é a graça do perdão, então porque não continuar a pecar? A 1.ª parte de Rom 6 (vv. 1-11) é uma fundamentação teológica da vida em graça e a 2.ª parte (vv. 12-23) é uma veemente exortação a uma decidida renúncia ao pecado e a uma entrega à santificação.

3 «Baptizados em Cristo». A palavra grega, baptizar, significa imergir, mergulhar. O Baptismo por imersão que aqueles primeiros cristãos tinham recebido era um rito que lhes falava muito; o terem sido mergulhados na água do Baptismo era coisa que lhes ficava muito viva na memória. É para isto que S. Paulo apela: tinham sido mergulhados em Cristo; a preposição grega, «eis», significa, de preferência «para dentro de Cristo», isto é, para fazerem um só ser com Ele, para viverem a sua vida. «Baptizados na sua morte»: podemos perguntar por que é que, ao sermos mergulhados em Cristo, foi precisamente na sua Morte que fomos imersos? A razão é-nos dada no v. 10: é que, «pela morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre», isto é, morrendo pelos nossos pecados, liquidou definitivamente as contas com o pecado, não tendo que estar mais sujeito às consequências do pecado (sofrimento e morte), nem tendo ainda de o continuar a expiar. Ora o Baptismo, além de nos aplicar a eficácia salvífica da morte de Cristo, tem que representar também para nós uma morte definitiva para o pecado: «sepultámo-nos com Ele, pelo Baptismo, na morte» (v. 4).

4 «Assim como Cristo ressuscitou... também nós caminharemos numa vida nova». No rito do Baptismo por imersão, imediatamente após a imersão na água – gesto que significava a sepultura de Cristo e a morte para o pecado – havia a emersão que por sua vez, significava a saída de Cristo glorioso do túmulo e a ressurreição ou vida nova do cristão; daqui a consequência prática que S. Paulo tira para a nossa vida – «caminharemos numa vida nova». Esta consequência – «considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus» (v. 11) vai servir ao Apóstolo de base para uma veemente exortação à luta contra o pecado, a partir do v. 12

 

Aclamação ao Evangelho        1 Ped 2, 9

 

Monição: «Quem não toma a sua cruz não é digno de mim.”

“Quem vos recebe a Mim recebe”.

A vida cristã tem espírito de sacrifício. Por amor a Deus e ao próximo renunciamos a muita coisa. Mas vale a pena. O nosso amor tem uma recompensa. Jesus, morrendo, ofereceu a Sua vida. Foi pela Paixão que chegou à glória da Ressurreição. É morrendo que se renasce para a vida eterna.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa,

para anunciar os louvores de Deus,

que vos chamou das trevas à sua luz admirável.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 10, 37-42

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 37«Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. 38Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. 39Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. 40Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. 41Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo. 42E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa».

 

O texto evangélico de hoje pertence ao final de uma série de instruções aos discípulos para o exercício da sua missão apostólica (Mt 10, 16-42); nestes versículos sobressaem a radicalidade no seguimento sem meias tintas (vv. 37-39) e a identificação com o Mestre (vv. 40-42)

37 «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim...» Note-se que Jesus não se coloca simplesmente no plano de qualquer rabi seu contemporâneo a exigir dos seus discípulos (talmidîm) os mesmos serviços que se deviam prestar aos pais, ou ainda mais. As palavras de Jesus apelam para uma radicalidade de um amor que só é devido a Deus, mais acentuada ainda no texto paralelo de Lucas (14, 26-27). Só um homem que é Deus poderia falar assim com verdade. De qualquer modo, não existe nenhuma oposição entre o amor a Deus e à família, entre o primeiro e o quarto mandamento. O que Jesus exige é uma recta ordem no amor; por isso, não é lícito pôr o amor dos pais e dos filhos antes ou acima do amor de Deus.

38-39 «Quem não toma a sua cruz para Me seguir». A cruz era um suplício mortal. Tomar a cruz significa renunciar à vida, uma renúncia total como a daquele que voluntariamente caminha para a morte, para o sacrifício total. A sua cruz significa a cruz – exigências e renúncias – que Deus pede concretamente a cada um, pois a uns exige mais do que a outros, porque também lhes dá mais. Mas a renúncia cristã não é algo negativo, é exigência libertadora, uma condição – «para Me seguir» ˚– para «encontrar a vida», uma forma semítica de dizer que, por oposição a «perder a vida», significa garantir a vida, salvá-la. Quem quiser salvar a todo o custo a sua vida terrena, negando a Cristo ou satisfazendo os seus gostos à margem da vontade de Deus, esse perderá a vida eterna; pelo contrário, quem sacrificar a sua vida terrena por Cristo tem garantida a vida eterna. Esta bem-aventurança dirige-se num sentido eminente aos mártires, mas também é para todos os que, no dia a dia, se esquecem de si e entregam a sua vida, servindo a Deus e ao próximo por amor de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

«Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim”;

Estas palavras de Jesus fazem parte do discurso missionário, dirigido aos que Ele ia enviar e a todos os discípulos de todos os tempos. Para responder ao chamamento divino e às exigências da missão é preciso ser pobre de espírito, ou seja, é preciso ser humilde e ter uma confiança sem limites no amor misericordioso de Deus, nosso Pai. A vida cristã é uma questão de amor e de preferência. Nós sabemos que Deus tem em tudo o primeiro lugar. O primeiro mandamento ensina-nos a amar a Deus com todo o coração, com toda a inteligência, com toda a vontade, com todas as forças. Optar por Jesus implica tomar a cruz, o que pode exigir a renúncia a nós mesmos e aos laços de sangue. “Quem ama o pai, a mãe, o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim.” Ele deu tudo e deu-se a si mesmo. Quem não é capaz de deixar tudo, renunciando até à própria vida não é digno de ser amigo de Jesus. Ele deu-nos o exemplo para que possamos seguir os seus passos. Pelo Baptismo somos incorporados no corpo místico de Cristo, tornamo-nos participantes da sua morte e a sua ressurreição. “É preciso perder para se ganhar.” Mas “quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la”. Gastando a vida por Jesus, servindo Jesus presente nos irmãos, encontraremos “a vida com abundância.” (Jo 10,10)

 

 “Quem vos recebe a Mim recebe”.

A hospitalidade é uma manifestação jubilosa do nosso amor para com o próximo; mesmo sendo pobres, podemos ser acolhedores, podemos receber com simpatia os que nos visitam. S. Paulo pedia aos cristãos do seu tempo: “seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo.” (Filipenses 4,5) Jesus fala da conduta que devemos ter para com os Seus enviados. Jesus identifica-se com eles: “Quem vos recebe, recebe-me a mim.” No dia do juízo seremos admitidos no Reino pelo que tivermos feito a favor dos mais pequeninos. Acolher um profeta, um justo, um dos mais pequeninos, terá uma recompensa. Quando chegarmos ao outro lado da vida, ouviremos a voz de Jesus, dizendo: Agora é minha vez de vos recompensar: “Tudo o que fizestes a um dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes. Vinde benditos de meu Pai, recebei em herança o reino, preparado para vós desde o princípio do mundo.” (Mat 25,34-35)

 

Fala o Santo Padre

 

«A indiferença: como a indiferença humana faz mal aos necessitados!

E pior ainda é a indiferença dos cristãos! »

No Evangelho deste domingo encontramos o convite de Jesus. Ele diz assim: «Vinde a mim, vós todos que estais aflitos e oprimidos, e Eu aliviar-vos-ei» (Mt 11, 28). Quando Jesus pronuncia estas palavras, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: muita gente simples, pobre, doente, pecadora, marginalizada... Este povo sempre acorreu a Ele para ouvir o sua palavra — uma palavra que incutia esperança! As palavras de Jesus incutem sempre esperança! — mas também para tocar pelo menos numa orla da sua veste. O próprio Jesus ia em busca destas multidões cansadas e desgarradas, como ovelhas sem pastor (cf. Mt 9, 35-36), e procurava-as para lhes anunciar o Reino de Deus e para curar muitos no corpo e no espírito. Agora, chama-os todos a Si: «Vinde a mim», prometendo-lhes alívio e consolação.

Este convite de Jesus estende-se até aos nossos dias, para alcançar numerosos irmãos e irmãs oprimidos por condições de vida precárias, por situações existenciais difíceis e às vezes desprovidas de pontos de referência válidos. Nos países mais pobres, mas também nas periferias dos países mais ricos encontram-se muitas pessoas cansadas e abatidas, sob o peso insuportável do abandono e da indiferença. A indiferença: como a indiferença humana faz mal aos necessitados! E pior ainda é a indiferença dos cristãos! Às margens da sociedade há muitos homens e mulheres provados pela indigência, mas inclusive pela insatisfação da vida e da frustração. Numerosas pessoas são obrigadas a emigrar da sua Pátria, pondo em perigo a própria vida. Um número muito maior delas suportam todos os dias o fardo de um sistema económico que explora o homem e impõe um «jugo» insuportável, que os poucos privilegiados não querem carregar. A cada um destes filhos do Pai que está no Céu, Jesus repete: «Vinde a mim, vós todos!». Mas di-lo também àqueles que possuem tudo, mas cujo coração está vazio, sem Deus. Inclusive a eles, Jesus dirige este convite: «Vinde a mim!». A exortação de Jesus está destinada a todos. Mas de modo especial àqueles que sofrem em maior medida.

Jesus promete dar alívio a todos, mas dirige-nos também um convite, que se parece com um mandamento: «Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29). O «jugo» do Senhor consiste em carregar o peso dos outros com amor fraterno. Quando recebemos o alívio e a consolação de Cristo, por nossa vez somos chamados a tornar-nos alívio e consolação para os irmãos, com atitude mansa e humilde, à imitação do Mestre. A mansidão e a humildade do coração ajudam-nos não apenas a carregar o fardo dos outros, mas também a não pesar sobre eles com os nossos pontos de vista pessoais, os nossos juízos, as nossas críticas ou a nossa indiferença.

Invoquemos Maria Santíssima, que acolhe sob o seu manto todas as pessoas cansadas e abatidas a fim de que, através de uma fé iluminada e testemunhada na própria vida, possamos servir de alívio para quantos têm necessidade de ajuda, ternura e esperança.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 6 de Julho de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

 Façamos subir até Deus as súplicas da Igreja e da humanidade,

e imploremos, com muita confiança (cantando):

R. Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

Ou: Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor.

Ou: Ouvi, Senhor, as nossas súplicas.

 

1.     Para que Deus confirme a santa Igreja na fé,

na esperança e na caridade,

até à vinda gloriosa de Cristo Salvador, oremos.

 

2.     Para que os homens saibam acolher

 os estrangeiros, os mais pobres

e os excluídos e recebam em recompensa a vida eterna, oremos.

 

3. Para que os pais apreciem e respeitem

a vocação própria dos seus filhos,

 e estes não desprezem os conselhos dos seus pais, oremos.

 

 4. Para que todos os baptizados

alcancem a maturidade da fé

e vivam para Deus, que os chamou, oremos.

 

5. Para que a misericórdia infinita de Deus Pai

 perdoe as nossas faltas de bondade

e dê aos defuntos a companhia dos santos, oremos.

 

 

Senhor, vinde em nosso auxílio com a vossa graça,

para pegarmos na nossa cruz todos os dias,

Vos descobrirmos na pessoa dos mais pobres,

e Vos amarmos acima de todas as coisas. Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos, fazei que este serviço divino seja digno dos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

“Jesus, estando à mesa, tomou o Pão, abençoou-o dizendo: Isto é o meu Corpo entregue por vós.” Em cada comunhão recordamos esta entrega de Jesus, oferecendo-nos o Seu Corpo como alimento. Hoje, agradecemos e pedimos: Senhor, que o Corpo e o Sangue de Jesus, vosso Filho, oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão, nos dêem a força de entregar a nossa vida pelo Evangelho e pelos nossos irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Quero amar-Te, meu Jesus, H. Faria, NRMS 46

Salmo 102, 1

Antífona da comunhão: A minha alma louva o Senhor, todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

 

Ou

cf. Jo 17, 20-21

Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim, para que sejam em Nós confirmados na unidade e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

 

Cântico de acção de graças: Povos batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Concedei-nos, Senhor, que o Corpo e o Sangue do vosso Filho, oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão, nos dêem a verdadeira vida, para que, unidos convosco em amor eterno, dêmos frutos que permaneçam para sempre. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

“Quem perde a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.”

Frases do Santo Padre, o Papa Francisco: Os “evangelizadores com Espírito", são aqueles que se abrem sem temor à acção do Espírito Santo que infunde a fortaleza para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar. Trata-se de evangelizadores que rezam e trabalham, conscientes de que a missão é uma paixão por Jesus e pelo seu povo: “Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros". “Só pode ser missionário alguém que se sinta bem, procurando o bem dos outros, desejando a felicidade dos outros; isso justifica a entrega da minha vida.”

Há um estilo mariano na actividade evangelizadora da Igreja. Porque cada vez que olhamos para a Virgem Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afecto. Rezemos confiantes:

 “Virgem e Mãe Maria, Vós que, movida pelo Espírito, acolhestes o Verbo da vida na profundidade da vossa fé humilde, totalmente entregue ao Eterno, ajudai-nos a dizer o nosso «sim» perante a urgência, mais imperiosa do que nunca, de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus…

Virgem Maria, Estrela da nova evangelização, ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da terra e nenhuma periferia fique privada da sua luz.

Virgem Maria, Mãe do Evangelho vivo, manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós. Amen. Aleluia!

(EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM DO SANTO PADRE FRANCISCO AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ACTUAL.)

 

Cântico final: Cantai ao Senhor, um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

13ª SEMANA

 

2ª Feira, 3-VII: S. Tomé: O poder da fé.

Ef 2, 19-22 / Jo 20, 24-29

Disse a Tomé: Chega aqui o dedo e vê as minhas mãos, aproxima a tua mão e mete-a no meu lado.

Tomé teve e a sorte de encontrar Jesus ressuscitado e poder afirmar que Ele estava vivo (Ev.).

Todos o podemos encontrar, porque Jesus está presente, vive e actua na sua Igreja: Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. Está presente na Sagrada Escritura, na Eucaristia, nas acções litúrgicas. Como Tomé façamos um acto de fé nestas presenças de Cristo: Meu Senhor e meu Deus! Somos convidados a apoiar-nos no Senhor: «Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos, que tem Cristo como pedra angular» (Leit.)

 

3ª Feira, 4-VII: Com os olhos postos no Senhor.

Gen 19, 15-29 / Mt 8, 23-27

Disse-lhes Jesus: por que estais assustados, homens de pouca fé?

Apesar do convívio habitual com Jesus, para quem nada é impossível, os discípulos fica assustados com a agitação do mar (Ev.). Se tivermos Jesus mais presente no nosso dia, manter-nos-emos mais firmes no nosso caminho. Mas, se deixarmos de olhar para Ele, ficaremos assustados com as dificuldades que se apresentam.

A mulher de Lot não confiou no pedido feito pelo Anjo do Senhor, olhou para trás e «transformou-se num estátua de sal» (Leit.). Vivamos o nosso dia com os olhos postos no Senhor, lembrando-nos especialmente da sua presença no Sacrário.

 

4ª Feira, 5-VII: As riquezas de Deus e os bens materiais.

Gen 21, 5. 8-20 / Mt 8, 28-34

Quando o viram, suplicaram-lhe que se retirasse do seu território.

Os gadarenos rejeitaram a presença de Jesus no seu território, por terem perdido uma vara de porcos  em troca da libertação de dois possessos (Ev.). Deram mais valor  a um bem material do que à presença do Senhor e à felicidade de dois homens.

Parece ridículo mas hoje acontecem coisas parecidas. Quando pecamos gravemente, afastamos Deus da nossa alma, preferindo um bem material; quando trocamos a palavra de Deus pelos convites do demónio; quando abandonamos os conselhos do Papa e nos deixamos guiar pelo que está na moda.

 

5ª Feira, 6-VII:A fé e a generosidade.

Gen 22, 1-19 / Mt 9, 1-8

Toma o teu filho, o único filho, que tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá. Aí o hás-de oferecer em holocausto.

A fé e a esperança de Abraão fazem com que esteja disposto a sacrificar o seu filho único (Leit.). Este sacrifício é uma profecia do sacrifício de Jesus, que leva a cruz até ao Calvário. Se a fé grande de Abraão é acompanhada de uma grande generosidade, maior anda é a generosidade de Deus, que não poupou o seu próprio Filho.

Uma falta de fé faz com que os circunstantes dêem mais importância à cura da paralisia de um homem do que ao perdão dos seus pecados. Jesus louva no entanto a fé dos que levaram o seu amigo até junto dEle (Ev.), apesar dos muitos obstáculos.

 

6ª Feira, 7-VII: A misericórdia e o sacrifício à luz da fé

Gen 23, 1-4. 19; 24, 1-8. 62-67 / Mt 9. 9-13

Ide aprender o que isto significa: Eu quero misericórdia e não sacrifício.

«Jesus recorda a palavra do profeta Oseias: 'Eu quero misericórdia e não sacrifício' (Ev.). O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu na Cruz, em total oblação ao Pai e para nossa salvação. Unindo-nos ao seu sacrifício, podemos fazer da nossa vida um sacrifício» (CIC, 2100). Unamo-nos ao sacrifício da Missa, onde Jesus manifesta a sua misericórdia, derramando o seu sangue para remissão dos pecados.

Como consequência da sua fé, Abraão ofereceu a sua vida em oblação a Deus e recebeu muitas bênçãos: «Já era velho e o Senhor em tudo o havia abençoado» (Leit.).

 

Sábado, 8-VII: A fé em Cristo e os seus frutos.

Gen 27, 1-5. 15-29 / Mt 9, 14-17

Mas deita-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas se conservam.

A vinda de Cristo à terra e a sua mensagem são como vinho que exige um recipiente novo (Ev.). A Igreja recebe esta mensagem e está atenta para que o 'vinho bom' não se estrague, isto é, as verdades da fé e da moral não se alterem ao sabor das modas. O mesmo há-de acontecer com cada um de nós, e teremos que nos defender da agressividade do relativismo e laicismo reinantes.

Isaac abençoa o filho que lhe vai suceder para que haja frutos abundantes e todos os povos se prostrem a seus pés (Leit.). Assim abençoe Deus a todos os seus filhos.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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