S. Pedro e S. Paulo

 

Missa do Dia

29 de Junho de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Os Apóstolos plantaram a Igreja, F. da Silva, NRMS 66

 

Antífona de entrada: Estes são os Apóstolos, que durante a sua vida na terra plantaram a Igreja com o seu sangue. Beberam o cálice do Senhor e tornaram-se amigos de Deus.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja celebra hoje a solenidade de duas colunas da Igreja: S. Pedro e S. Paulo.

Pedro foi pescador no Mar da Galileia e abandonou o barco, as redes, a família e os amigos, para seguir o convite do Divino mestre a segui-l’O.

Paulo, nascido em Tarso, começou por estudar a Sagrada Escritura aos pés de Gamaliel, grande mestre de Jerusalém que fundara uma escola bíblica. Perseguiu os cristãos, porque pensava que era essa a vontade de Deus. Converteu-se às portas de Damasco, por uma intervenção sobrenatural, e tornou-se o maior evangelizador da História da Igreja.

A Igreja nasceu do lado aberto de Cristo na Cruz e cresce pela força das nossas mãos humanas com as de Deus.

Alegremo-nos que, como Pedro e Paulo, todos recebemos a vocação de construtores da Igreja.

 

Acto penitencial

 

Viemos, às vezes, com indolente indiferença a nossa vida da Igreja, sempre à espera de que nos sirvam e protestando quando não satisfazem os nossos caprichos.

Arrependamo-nos e sejamos fieis à nossa vocação de filhos da Igreja e de filhos de Deus.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A, com a confissão e o Kyrie.)

 

Oração colecta: Senhor, que nos encheis de santa alegria na solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja que se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Pedro, mandado encarcerar por Herodes, para ser executado no dia seguinte, foi salvo miraculosamente, porque a Igreja de Jerusalém orava incessantemente por ele.

A oração pelos pastores da Igreja e cristãos perseguidos deve ser a nossa devoção constante.

 

Actos dos Apóstolos 12, 1-11

1Naqueles dias, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, 3e, vendo que tal procedimento agradava aos judeus, mandou prender também Pedro. Era nos dias dos Ázimos. 4Mandou-o prender e meter na cadeia, entregando-o à guarda de quatro piquetes de quatro soldados cada um, com a intenção de o fazer comparecer perante o povo, depois das festas da Páscoa. Enquanto 5Pedro era guardado na prisão, a Igreja orava instantemente a Deus por ele. 6Na noite anterior ao dia em que Herodes pensava fazê-lo comparecer, Pedro dormia entre dois soldados, preso a duas correntes, enquanto as sentinelas, à porta, guardavam a prisão. 7De repente, apareceu o Anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela da cadeia. 8O Anjo acordou Pedro, tocando-lhe no ombro, e disse-lhe: «Levanta-te depressa». E as correntes caíram-lhe das mãos. Então o Anjo disse-lhe: «Põe o cinto e calça as sandálias». Ele assim fez. Depois acrescentou: «Envolve-te no teu manto e segue-me». 9Pedro saiu e foi-o seguindo, sem perceber a realidade do que estava a acontecer por meio do Anjo julgava que era uma visão. 10Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, e a porta abriu-se por si mesma diante deles. Saíram, avançando por uma rua, e subitamente o Anjo desapareceu. 11Então Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei realmente que o Senhor enviou o seu Anjo e me libertou das mãos de Herodes e de toda a expectativa do povo judeu».

 

1-2 «Herodes»: é Herodes Agripa I, o terceiro monarca do mesmo nome a ser nomeado no NT; era filho da Aristóbulo e sobrinho de Herodes Antipas (o que mandara matar o Baptista) e neto de Herodes, o Grande (o da construção do Templo e da matança dos inocentes). Depois de uma vida libertina em Roma, obteve o favor de Calígula, vindo a poder usar o título de rei dum território quase tão grande como o do avô, apresentando-se muito zeloso da religiosidade judaica. «Tiago» é o filho de Zebedeu e Salomé, irmão do Apóstolo João evangelista. O seu martírio deve ter sido um ano ou dois após a tomada de posse de Herodes, a qual se deu no ano 41.

4-6 «Guarda de 4 piquetes de 4 soldados»: note-se o contraste entre a severidade da segurança e a serenidade de Pedro que dorme; cada piquete correspondia a uma das quatro vigílias da noite; Pedro «dormia entre dois soldados», com uma das mãos atada à mão de um soldado e a outra à do outro, enquanto «a Igreja orava instantemente a Deus por ele» (belo fundamento bíblico da oração assídua pelo Papa).

7-10 A intervenção libertadora do «Anjo do Senhor» já se tinha sido assinalada em semelhante circunstância (cf. Act 5, 18-19); esta está na linha da fé da Igreja na protecção dos anjos da guarda, conforme lembra o Catecismo da Igreja Católica, nº 336: «Desde a infância até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão…».

 

Salmo Responsorial    Sl 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9

 

Monição: O salmista entoa um hino de louvor e acção de graças ao Senhor, porque o libertou das angústias e dificuldades.   

É com este cântico de acção de graças que havemos de fortalecer a nossa confiança em Deus que nos ouve sempre e nos liberta das dificuldades da vida.

 

Refrão:        O Senhor libertou-me de toda a ansiedade.

 

A toda a hora bendirei o Senhor,

o seu louvor estará sempre na minha boca.

A minha alma gloria-se no Senhor:

escutem e alegrem-se os humildes.

 

Enaltecei comigo ao Senhor

e exaltemos juntos o seu nome.

Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,

libertou-me de toda a ansiedade.

 

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,

o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.

Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,

salvou-o de todas as angústias.

 

O Anjo do Senhor protege os que O temem

e defende-os dos perigos.

Saboreai e vede como o Senhor é bom:

feliz o homem que n'Ele se refugia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo escreve ao seu discípulo Timóteo, enquanto aguarda a hora do martírio e faz-nos um resumo da sua vida.

Oxalá, na hora derradeira, todos pudéssemos dizer como ele: «Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia.»

 

2 Timóteo 4, 6-8.17-18

Caríssimo: 6Eu já estou oferecido em libação e o tempo da minha partida está iminente. 7Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda. 17O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me livrará de todo o mal e me dará a salvação no seu reino celeste. Glória a Ele pelos séculos dos séculos. Amen.

 

A leitura é um extracto da parte final da Carta, em que o Paulo, pressentindo a morte iminente, faz como que um balanço da sua vida toda devotada à causa da Boa Nova. Consideramos o escrito dotado de autenticidade criticamente segura, não obstante uma certa tendência negativa mesmo entre diversos autores católicos; com efeito, aqui, como em muitos outros pontos das Cartas Pastorais, observam-se pormenores biográficos de tal maneira vivos, concretos e coerentes, que não se podem atribuir a um falsário. Há quem pense num secretário diferente e com mais liberdade de redacção, que muito bem poderia ter sido o seu discípulo e companheiro (cf. v. 11) no segundo cativeiro romano, Lucas (Spicq).

6-7 «Já estou oferecido em libação», isto é, «sinto que a morte se avizinha», uma linguagem que bem pode proceder do costume, referido por Tácito, de se fazerem libações por ocasião da morte de alguém. «Combati o bom combate»: São Paulo sempre gostou de comparar a vida cristã e as lides apostólicas a actividades desportivas, pugilismo, corridas... (cf. Filp 2, 16; 3, 12-14; 1 Cor 9, 24-26; Gal 2, 2); «terminei a minha carreira», à letra, a corrida.

17 «A mensagem... fosse proclamada a todos…» Pensa-se que haja aqui uma referência a algum testemunho público nalguma audiência do tribunal perante grande multidão. «Fui libertado da boca do leão», o que não significa forçosamente que estivesse para ser lançado às feras, mas simplesmente o adiamento da condenação à pena capital, talvez para se proceder a melhor estudo da causa, em face do surpreendente testemunho do heróico pregador do Evangelho, que teria deixado os seus juízes perplexos…

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 16, 18

 

Monição: Paulo, na prisão, alegra-se com um pensamento de esperança: «Já me está preparada a coroa da justiça.»

Vivamos nesta mesma esperança de que receberemos um prémio eterno de glória, pela nossa fidelidade, e aclamemos o Evangelho da Salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)

 

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 16, 13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». 14Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: 15«E vós, quem dizeis que Eu sou?». 16Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». 17Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. 18Também Eu te digo: Tu és Pedro sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

 

O texto da leitura consta de duas partes distintas, mas intimamente ligadas: a confissão de fé de Pedro (vv. 13-16), comum a Marcos 8, 27-30 e a Lucas 9, 18-21 (cf. Jo 6, 67-71), e a promessa feita a Pedro (vv. 17-19), exclusiva de Mateus (cf. Jo 21, 15, 23).

13 «Cesareia de Filipe» era a cidade construída por Filipe, filho de Herodes, o Grande, em honra do César romano, nas faldas do Monte Hermon, a uns 40 quilómetros a Nordeste do Lago de Genesaré.

13-17 «Quem dizem os homens… E vós, quem dizeis que Eu sou?» É uma pergunta que, em face de Jesus, uma pessoa tão singular, surpreendente e apaixonante, não pode deixar de se fazer em todos os tempos. As respostas podem ser variadas e até contraditórias, mas só uma é a certa, a resposta de Pedro, a resposta esclarecida da fé, resposta que Jesus aprova: «Feliz de ti, Simão» (v. 17). «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16): Messias é a forma hebraica da palavra do texto original grego, Cristo, que quer dizer ungido (os reis eram ungidos com azeite na cabeça ao serem investidos). Jesus é o Rei (ungido) anunciado pelos Profetas e esperado pelo povo. Quando se diz Jesus Cristo é como confessar a mesma fé de Pedro, reconhecer que Jesus é o Cristo, isto é, o Messias, mas num sentido mais denso e profundo, a saber, o Filho de Deus, num sentido que ultrapassa o corrente e que só o dom divino da fé pode fazer descobrir, segundo as palavras de Jesus a Pedro: «Não foram a carne e o sangue que to revelaram» (v. 17). A fé de Pedro, como a nossa, não pode proceder dum mero raciocínio humano, da sagacidade natural, mas da luz, da certeza e da firmeza, que procede da revelação de Deus. «A carne e o sangue» é uma forma semítica de designar o homem enquanto ser débil e exposto ao erro e ao pecado.

18 «Tu és Pedro». É significativo que o texto grego não tenha conservado a palavra aramaica «kêphá», aliás usada noutras passagens do N. T. sem ser traduzida, como é habitual com os patronímicos. Aqui o evangelista teve o cuidado de usar o nome correntemente dado ao Apóstolo Simão: Pedro. É expressivo o jogo de palavras: Pedro é a pedra sobre a qual assenta a solidez de toda a Igreja do Senhor. Note-se que o apelido de Pedro = Pedra não existia na época, nem em aramaico (Kêphá), nem em grego (Pétros), nem em latim (Petrus), uma circunstância que reforça o seu significado e originalidade. Além disso, este apelido também não era apto para caracterizar o temperamento ou o carácter do Apóstolo, pois aquilo que distingue a sua personalidade não é precisamente a dureza ou firmeza da pedra, mas antes a debilidade, mobilidade e até inconstância (cf. Mt 14, 28-31; 26, 33-35.69-75; Gal 2, 11-14). Se Jesus assim o chama, é em razão da função ou cargo em que há-de investi-lo.

«Edificarei a minha Igreja». Jesus, ao dizer a minha, sugere com este singular que a sua Igreja é una e única, ao mesmo tempo que significa que Ele tem intenção de fundar algo de novo, uma nova comunidade de Yahwéh. «Ekklêsía» é a tradução grega corrente dos LXX para a designação hebraica da Comunidade de (qehal) Yahwéh, isto é, «o povo escolhido de Deus reunido para o culto de Yahwéh» (cf. Dt 23, 2-4.9). Não é, portanto, a Igreja uma seita dentro do judaísmo, é uma realidade nova e independente. «Jesus pôde dizer minha, porque Ele a salva, Ele a adquire com o seu sangue, Ele a convoca, Ele realiza nela a presença divina, a aliança, o sacrifício». «As portas do inferno não prevalecerão». Numa linguagem tipicamente bíblica (cf. Is 38, 10; Sab 16, 13; cf. Job 38, 17; Salm 9, 14) temos uma sinédoque com que se designa a parte – as portas – pelo todo, o Inferno, que tanto pode designar a destruição e a morte (xeol=inferi=os infernos), como Satanás e os poderes hostis a Deus. Por ocasião da eleição do Papa Bento XVI viu-se bem como estes poderes hostis à verdadeira Igreja de Cristo mais uma vez se assanharam…

19 «Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus». Os poderes conferidos a Pedro não são para ele vir a exercer no Céu, mas aqui neste mundo, onde a Igreja, o Reino de Deus em começo e em construção, tem de ser edificada. No judaísmo e no Antigo Testamento (cf. Is 22, 22), lidar com as chaves é uma atribuição de quem representa o próprio dono, significa administrar a casa. Ligar/desligar significa tomar decisões com tal autoridade e poder supremo que serão consideradas válidas por Deus, «nos Céus». É de notar que Jesus diz a todos os Apóstolos esta mesma frase (Mt 18, 18), mas sem que seja tirada qualquer força à autoridade suprema de Pedro, a quem é dado um especial poder de «ligar e desligar» na Igreja, enquanto pedra fundamental e pastor supremo a ser investido após a Ressurreição (Jo 21, 15-17). Este primado de Pedro sobre toda a Igreja – que hoje se designa por ministério petrino – não é conferido apenas a ele, mas a todos os seus sucessores; com efeito Jesus fala a Pedro na qualidade de chefe duma edificação estável e perene, a Igreja; se o edifício é perene também o será a pedra fundamental. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, nº 882, «o Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, «é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, todos os bispos com a multidão dos fiéis» (LG 23). Em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o Pontífice Romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer» (LG 22). Este é um dos pontos cruciais do diálogo ecuménico, que terá uma saída feliz quando todos os que se consideram cristãos compreenderem que o carisma petrino, por vontade de Cristo, é o indispensável instrumento de união e unidade na legítima diversidade.

 

Sugestões para a homilia

 

• A Oração, força da Igreja

A Igreja perseguida

A Igreja ora pelo seu Pastor

Deus protege a Igreja

• A Igreja, Mestra da Verdade

Que pensam as pessoas de Cristo

O Santo Padre, guia infalível

Fidelidade à Igreja de Cristo

 

 

1. A Oração, força da Igreja

 

a) A Igreja perseguida. «Naqueles dias, o rei Herodes maltratou alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, e, vendo que tal procedimento agradara aos judeus, mandou também prender Pedro.»

Depois de ter mandado decapitar S. Tiago Maior, Herodes mandou prender S. Pedro.
Qual era o crime deles para serem assim tratados? O de amarem e seguirem Jesus Cristo.

Antes, tinham proibido Pedro e João de falarem do nome de Jesus e açoitaram-nos, quando estavam a pregar no Templo, depois de terem curado o coxo de nascença.

Mas eles responderam corajosamente. “Não podemos deixar de anunciar Jesus Cristo.”

A Igreja foi sempre perseguida e pelo mesmo motivo: amar, seguir e anunciar Jesus Cristo, o Salvador do mundo.

Durante vários séculos do Império Romano, até ao ano 313, era crime ser cristão. Muitos foram metidos na prisão e martirizados no Coliseu, nas Jardins de Nero, onde hoje está a Basílica de S. Pedro, e por todo o império. Hoje celebramos a festa de inumeráveis mártires da Igreja.

Nos tempos mais próximos de nós, foi perseguida no México e em Espanha. Durante a guerra dos cristeros, no México, sobretudo desde 1924 até 1929; e desde 1931 até ao fim da Guerra Civil espanhola muitos mártires deram a vida por Cristo.

Em Portugal foram expulsas as ordens religiosas em 1834 e, depois da proclamação da República, em 1910, foram roubados todos os bens da Igreja e perseguidos os seus pastores, como D. António Barroso, D. Manuel Vieira de Matos e outros.

A razão da perseguição é sempre a mesma: proibição de ensinar a doutrina cristã, seguir e amar Jesus Cristo.

De novo a perseguição se abate sobre os cristãos da Europa, sob a capa do laicismo. Os cristãos sentem-se tratados como estranhos na própria terra. Obrigaram a retirar os sinais religiosos — crucifixos, etc. — das escolas e de outros edifícios e promulgam leis fracturantes, em oposição clara à Lei de Deus.

Hoje há uma pressão generalizada sobre as pessoas que querem ser fieis a Jesus Cristo, ao viverem os valores cristãos, especialmente os da maternidade, da honestidade de vida e da fidelidade ao matrimónio.

Que devem fazer os cristãos perante a perseguição? Como os primeiros cristãos: Viverem fieis na vida e na doutrina a Jesus Cristo, como Pedro, e orar como os primeiros cristãos para que Deus ajude os perseguidos, enchendo-os de fortaleza.

 

b) A Igreja ora pelo seu Pastor. «Depois de o mandar prender, meteu-o na prisão, [...], na intenção de o fazer comparecer perante o povo, a seguir à Páscoa. 5Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus, instantemente, por ele.»

Os primeiros cristãos compreendiam bem como haviam de se comportar em relação aos pastores da Igreja. Todos oravam incessantemente, para obterem a libertação de Pedro.

Ao mesmo tempo, socorriam os fieis que eram encarcerados por causa da sua fé. Levavam-lhes a sagrada comunhão e procuravam confortá-los como verdadeiros irmãos na fé.

Amar os Papa e os Pastores em comunhão com ele é uma consequência do nosso amor à Igreja. Este amor manifesta-se em ouvi-lo, seguir a doutrina de Cristo que ele nos ensina e em orar por ele.

O Amor ao Santo Padre era uma das notas dos Pastorinhos de Fátima, antes ainda de conhecerem o Santo Padre.

Este amor sentiu-se de modo visível quando o Papa João Paulo II foi ferido na Praça de S: Pedro, em 13 de Maio de 1981. As pessoas reagiram como se se tratasse de uma pessoa de família natural e, em todo o mundo, ergueram-se súplicas ao Céu para que ele fosse livre da morte.

É uma maravilha dos nossos dias o carinho que se nota em relação ao Santo Padre. Independentemente das qualidades humanas e simpatia de cada um, as pessoas juntam-se semanalmente na Praça de S. Pedro para ouvir o Santo Padre.

Trata-se, não de um jovem exuberante, mas de um idoso; não de alguém que oferece facilidades no caminho do cristianismo, mas de quem prega uma doutrina exigente, À medida de Cristo. A média das presenças tem aumentado continuamente: vai em cerca de 40.000!

 

c) Deus protege a Igreja. «O anjo despertou Pedro, tocando-lhe no lado e disse-lhe: «Ergue-te depressa!» E as correntes caíram-lhe das mãos. [...] Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo e me arrancou das mãos de Herodes.»

Pedro não contava libertar-se da morte no dia seguinte. Dormia tranquilamente, porque tinha a consciência em paz e achava que tinha chegado a hora de dar a vida pelo Divino Mestre.

Mas Deus tinha outros planos acerca do Príncipe dos Apóstolos e acolheu a oração da Igreja de Jerusalém. Um anjo veio fazer cair as algemas das suas mãos, libertar os seus pés do cepo e abrir-lhe as portas da prisão, trazendo-o até à rua.

Os primeiros cristãos tinham tal devoção aos anjos da guarda e trato com eles que, quando Pedro bateu à porta onde a Igreja estava reunida e a serva foi anunciar que era Pedro quem estava à porta, responderam: — É o seu anjo.

Nada acontece à Igreja, sem que o nosso Deus o permita. E, se o permite, é porque resulta um grande bem para ela.

O demónio está furioso contra Deus e promove perseguições à Igreja em todo o mundo, sob as mais diversas formas e pretextos: e modo claro, na Ásia e na África; or meio de leis encobertas, especialmente na Europa envelhecida.

As pessoas não se apercebem de que estão cada vez mais dificultadas em viver as exigências da fé e com falta de liberdade religiosa, por meio de leis e medidas disciplinares.

Retiram-se os símbolos religiosos dos espaços públicos e são metidas a ridículo as famílias numerosas que cumprem as exigências da sua fé.

Ao mesmo tempo, um comodismo e preguiça, de mãos dadas com o respeito humano, afastam as pessoas dos caminhos de Deus.

É preciso que tenhamos fé inquebrantável na Igreja. Ela é a barca de Pedro que nunca naufragará. «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus [...].»

A Virgem do Apocalipse esmagará a cabeça da serpente.

 

2. A Igreja, Mestra da Verdade

 

a) Que pensam as pessoas de Cristo. «Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?” Eles responderam: “Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.”»

A Ignorância religiosa – doutrinal — é um grande mal nos nossos dias. Muitos ignoram o que há de mais elementar acerca do caminho a Salvação. Sendo assim, muitas pessoas simplesmente ignoram quem é Jesus Cristo.

Esta pergunta de Jesus deve levar-nos a uma profunda reflexão, porque é dirigida também a cada um de nós, e pode desdobrar-se em várias, para nós:

Que penso eu. Quem é Jesus Cristo para mim, na minha vida? Uma recordação sentimental... ou Alguém que está no centro da minha vida? Ele é o único Salvador do mundo e não posso alcançar a Salvação eterna em mais ninguém.

Devemos parar muitas vezes na vida, para, em silêncio, encontrar uma resposta razoável e verdadeira para Lhe dar. Renovemos a nossa fé e amor a Jesus Cristo, no íntimo da nossa alma.

Que pensam os que vivem ao meu lado. À nossa volta há uma grande ignorância religiosa, até das coisas mais elementares. Esta situação deve preocupar-nos, porque o Senhor constituiu-nos luz do mundo.

Não podemos limitar o nosso cristianismo a não fazer mal. É indispensável deixar rasto na nossa passagem pela vida.

Que posso fazer para que conheçam a Jesus Cristo. As pessoas chegarão ao conhecimento de Cristo, não por uma iluminação sobrenatural e repentina, como Saulo, no caminho de Damasco.

O caminho normal para se encontrar com Ele é serem levados por um amigo, um familiar...

Foi assim que, desde os primeiros dias, a fé se expandiu por todo o mundo conhecido de então. Soldados, comerciantes e outras pessoas que percorriam o mundo levaram a luz do Evangelho a todos os corações.

Esta necessidade é ainda maior nos nossos dias, porque muitas pessoas não entram nunca em contacto com templos ou meios de evangelização. Por isso, o Papa fala-nos com insistência da necessidade de ir às periferias.

 

b) O Santo Padre, guia infalível. «Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu

Temos no Santo Padre uma segurança doutrinal que nunca agradeceremos suficientemente ao Senhor. Para que pudesse ser sinal e instrumento de unidade e de comunhão — na Verdade e no Amor — na Igreja Jesus Cristo dotou-o do carisma da infalibilidade, em matéria de fé e de costumes, todas as vezes que manifeste a intenção clara de definir uma verdade doutrinal.

No meio de tantas dúvidas, erros e incertezas com que o demónio procura desorientar-nos no caminho da fé, o Papa é o sinal infalível do caminho a seguir.

“Mas, para que o mesmo episcopado fosse uno e indiviso, colocou o bem-aventurado Pedro à frente dos outros Apóstolos e nele instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão (Cfr. Conc. Vat. I, Const. Dogm. Pastor aeternus: Denz. 1821 (3050 s.).).

Este sagrado Concílio propõe de novo, para ser firmemente acreditada por todos os fiéis, esta doutrina sobre a instituição perpétua, alcance e natureza do sagrado primado do Pontífice romano e do seu magistério infalível, e, prosseguindo a matéria começada, pretende declarar e manifestar a todos a doutrina sobre os Bispos, sucessores dos Apóstolos, que, com o sucessor de Pedro, vigário de Cristo (Cfr. Cone. Flo., Decretum pro Graecis: Denz. 694 (1307) e Conc. Vat. I, ib.: Denz. 1826 (3059).) e cabeça visível de toda a Igreja, governam a casa de Deus vivo.”

O Papa é, portanto, a referencia indispensável, para não errarmos nos caminhos da fé. Em momentos de incerteza, de dúvida, ou de desorientação doutrinal, importa ouvir com toda a atenção o que ele nos diz e segui-lo com fidelidade.

Agradeçamos ao Senhor esta infalibilidade doutrinal que lhe garante o Espírito Santo e vivamos com alegria a nossa fé.

 

c) Fidelidade à Igreja de Cristo. «Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia; e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda

Neste dia em que celebramos especialmente a Igreja, devemos pensar diante de Deus como temos vivido nela a nossa vocação cristã.

Ela não é apenas como que um mercado abastecedor onde vamos para receber sacramentos ou obter papéis comprovativos do nosso cristianismo. É uma família corresponsável na qual todos temos um lugar e um papel a desempenhar.

Ao recebermos a condição de filhos de Deus, no Baptismo, ela passou a ser para nós a Mãe desvelada que nos acolhe ao nascer, nos conduz pela vida e nos fecha os olhos à luz deste mundo, para os reabrirmos à luz da eternidade.

O que se nos pede, em relação à Igreja, é que sejamos fieis.

Fidelidade doutrinal. Deus pede-nos que procuremos aderir, com a mente e com o coração, à doutrina que a Igreja nos ensina. O Santo Padre diz-nos que toda a doutrina da Igreja está resumida no Catecismo da Igreja Católica. Devemos estudá-lo e meditá-lo todos os dias.

Fidelidade à comunhão. A Alma da Igreja é o Espírito Santo. É Ele que a mantém em comunhão.

Mas Ele quer precisar da nossa colaboração. Devemos ser construtores da unidade, de pontes, e não de muros, entre as pessoas. A divisão é obra do demónio. Quando nos deixamos arrastar para a divisão entre os cristãos entre si ou entre eles e os seus pastores, estamos a colaborar com o nosso pior inimigo.

Fidelidade apostólica.  A missão de evangelizar não está exclusivamente confiada aos Pastores da Igreja. Todo o cristão deve ser um semeador da Boa Nova do Evangelho.

Com o testemunho de vida e a palavra oportuna, havemos de levar os nossos amigos e conhecidos ao encontro de Jesus Cristo.

O encontro de família normal é a santa Missa. Cristo preside a cada celebração, dirige-nos a Sua Palavra, para nos orientar e convida-nos a receber em Alimento o Seu Corpo e Sangue, com a condição de que estejamos convenientemente preparados para O acolher.

A santa Missa é o acontecimento da Santíssima Trindade em que toda a Igreja está presente e actuante: o Céu, o Purgatório e a Igreja que ainda caminha na terra.

Maria é a Mãe desta Igreja na qual nos sentimos tão amados e felizes.

 

Fala o Santo Padre

 

«Também a nós, se por um acaso caíssemos nos pecados mais graves e na noite mais obscura,

Deus é sempre capaz de nos transformar, como transformou Pedro e Paulo.»

Desde os tempos antigos a Igreja de Roma celebra os Apóstolos Pedro e Paulo numa única festa, no mesmo dia 29 de Junho. A fé em Jesus Cristo tornou-os irmãos e o martírio levou-os a ser um só. São Pedro e São Paulo, tão diferentes entre si no plano humano, foram escolhidos pessoalmente pelo Senhor Jesus e responderam ao chamamento oferecendo a sua vida inteira. Em ambos, a graça de Cristo realizou grandes coisas, transformou-os. E como os transformou! Simão negara Jesus no momento dramático da Paixão; Saulo perseguira duramente os cristãos. Mas ambos acolheram o amor de Deus, deixando-se transformar pela sua misericórdia; assim, tornaram-se amigos e apóstolos de Cristo. Por isso, eles continuam a falar à Igreja e indicam-nos, até hoje, o caminho da salvação. Também a nós, se por um acaso caíssemos nos pecados mais graves e na noite mais obscura, Deus é sempre capaz de nos transformar, como transformou Pedro e Paulo; de nos transformar no coração e de nos perdoar tudo, transformando assim a nossa escuridão do pecado num alvorecer de luz. Deus é assim: transforma-nos, perdoa-nos sempre, como fez com Pedro e Paulo.

O livro dos Actos dos Apóstolos apresenta muitas características do seu testemunho. Por exemplo, Pedro ensina-nos a fitar os pobres com um olhar de fé e a comunicar-lhes aquilo que possuímos de mais precioso: o poder do nome de Jesus. Foi o que fez àquele paralítico: ofereceu-lhe tudo o que possuía, ou seja, Jesus (cf. At 3, 4-6).

Sobre Paulo, narra-se três vezes o episódio da vocação no caminho de Damasco, a qual transforma a sua vida marcando claramente um antes e um depois. Antes, Paulo é um acérrimo inimigo da Igreja. Depois, põe a sua existência inteira ao serviço do Evangelho. Também no nosso caso, o encontro com a Palavra de Cristo é capaz de transformar completamente a nossa vida. Não é possível ouvir esta Palavra e ficar parado no mesmo lugar, permanecer bloqueado nos próprios hábitos. Ela impele-nos a vencer o egoísmo que se abriga no nosso coração para seguir com determinação aquele Mestre que deu a própria vida pelos seus amigos. Mas é Ele que, com a sua palavra, nos transforma; é Ele que nos muda; é Ele que nos perdoa tudo, quando nós abrimos o nosso coração e pedimos perdão.

Prezados irmãos e irmãs, esta festividade suscita em nós uma alegria imensa, porque nos põe diante da obra da misericórdia de Deus no coração de dois homens. É a obra da misericórdia de Deus nestes dois homens, que eram grandes pecadores. E Deus deseja que também nós sejamos repletos da sua graça, como fez com Pedro e Paulo. A Virgem Maria nos ajude a acolhê-la como eles o fizeram, com um coração aberto, para não a receber em vão! E que nos sustente na hora da provação, para dar testemunho de Jesus Cristo e do seu Evangelho. […]

Papa Francisco, Angelus, Solenidade Santos Pedro e Paulo,  Praça de São Pedro, 29 de Junho de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Neste dia em que celebramos a solenidade de S. Pedro e S. Paulo,

duas colunas dada Igreja a que nos alegramos de pertencer,

elevemos a nossa oração ao Pai, por Jesus Cristo, no Espírito,

pedindo pelas necessidades da Igreja e de todas as pessoas.

Oremos (cantando):

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

1. Pelo Santo Padre, sinal e instrumento de unidade e comunhão na Igreja,

    para que encontre em nosso carinho filial a alegria na sua missão de Pai,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

2. Pelos nossos Bispos, sucessores dos Apóstolos, que presidem às Igrejas,

    para que saibam e possam construir uma Igreja viva e actuante no mundo,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

3. Pelos Presbíteros que, em união com os Bispos, estão ao serviço da Igreja,

    para que vivam com alegria a sua vocação e ajudem os fieis no Vida cristã,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

4. Por todos os ministérios da Igreja que, na alegria, trabalham em unidade,

    para que o Senhor os encha de paz e eficácia na sua missão eclesial,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

5. Pelas famílias cristãs, verdadeiras igrejas domésticas e fontes de vida,

    para que sejam testemunhas da fidelidade ao Senhor entre os homens,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

6. Pelas Igrejas perseguidas por causa da sua fidelidade ao Divino Mestre

    para que o Senhor as conforte e não deixe cair nas mãos dos inimigos,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

7. Por todos os nossos irmãos que nos precederam na confissão da mesma fé,

    para que descansem na paz, e na glória que mereceram na vida terrena,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, aumentai a nossa fé!

 

Senhor, que nos chamastes à Vossa Igreja na terra,

para merecermos uma coroa de glória eterna:

ajudai-nos a viver com fidelidade a vida presente,

e assim alcançarmos uma eternidade feliz no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Jesus Cristo cuida de nós com o amor do melhor dos pais. Na Mesa da Palavra desta celebração da Santa Missa iluminou as nossas vidas com a luz da fé.

Agora vai preparar o manjar divino da Santíssima Eucaristia, para que O possamos receber sacramentalmente.

 

Cântico do ofertório: Tu és Pedro, M. Simões, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oração dos santos Apóstolos acompanhe a oferta que trazemos ao vosso altar e nos una intimamente a Vós ao celebrarmos este divino sacrifício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A dupla missão de São Pedro e São Paulo na Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

v. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.

Vós nos concedeis a alegria de celebrar hoje a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo: Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam, cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração.

Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: J. Santos, NRMS 50-51

 

Saudação da Paz

 

Nós somos, por vocação, construtores da verdadeira paz do mundo e dos corações, porque anunciamos a todos que Deus nos ama e quer que nos amemos uns aos outros como irmãos.

Exprimamos o desejo de viver com generosidade esta vocação, ao exprimirmo-nos mutuamente o sinal da Paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A Igreja é verdadeiramente a família dos filhos de Deus, na terra, no Purgatório e na felicidade eterna.

Para nós, que ainda caminhamos na terra, serve-nos em cada Celebração da Santa Missa o banquete divino do Corpo e Sangue do Senhor.

Procuremos recebê-l’O com fé, pureza, amor e reverência. Ele é o Senhor!

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio quer sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

Mt 16, 16.18

Antífona da comunhão: Disse Pedro a Jesus: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo. Jesus respondeu: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

 

Cântico de acção de graças: Povos da terra, louvai ao Senhor, M. Simões, NRMS 55

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com este sacramento, concedei-nos a graça de vivermos de tal modo na vossa Igreja que, assíduos à fracção do pão e ao ensino dos Apóstolos, sejamos um só coração e uma só alma, solidamente enraizados no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agradeçamos ao Senhor a nossa vocação à Igreja de Jesus Cristo. A melhor forma de agradecer, é vivermos com generosidade e alegria esta vida de filhos de Deus.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo e proclamai, J. Santos, NRMS 59

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

6ª Feira, 30-VI: A ajuda de Deus para a nossa conversão.

Gen 17, 1. 9-10. 15-22 / Mt 8, 1-4

Veio então prostrar-se diante dEle um leproso, que lhe disse: Senhor, se quiseres, podes curar-me.

O leproso ficou curado e iniciou uma nova vida (Ev.). Para recomeçar uma nova vida precisamos reconhecer as nossa misérias: «Quem se reconhece como pecador e se entrega à misericórdia do Pai celeste, experimenta a alegria duma verdadeira libertação e pode prosseguir ao longo do caminho da vida sem se fechar na própria miséria. Deste modo, recebe a graça de um novo início e reencontra motivos para esperar» (J. Paulo II).

Deus escolhe Abraão para Patriarca do novo povo de Deus. Chama-o, estabelece uma Aliança e começa uma vida nova: «Tu hás-de guardar a minha Aliança» (Leit.).

 

Sábado, 1-VII: Para bem comungar.

Gen 18, 1-15 / Mt 8, 5-17

O centurião: Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto. Diz uma só palavra e o meu criado ficará com saúde.

A Liturgia pede-nos que repitamos estas palavras antes de recebermos o Senhor na Comunhão. «Perante a grandeza do sacramento da Eucaristia, o fiel só pode retomar humildemente e com ardente fé as palavras do centurião (Ev.)» (CIC, 1386). Procuremos preparar cuidadosamente o nosso encontro com o Senhor.

Abraão e Sara eram idosos e não tinham filhos. Ao passar o Senhor junto deles, acolheram-no bem e, no ano seguinte, Sara dá à luz um filho: «Para o Senhor há alguma coisa impossível?» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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