12º Domingo Comum

25 de Junho de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

Salmo 27, 8-9

Antífona de entrada: O Senhor é a força do seu povo, o baluarte salvador do seu Ungido. Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança, sede o seu pastor e guia através dos tempos.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia lembra a dificuldade que existe para quem é chamado a dar a conhecer o projecto de Deus no mundo. Mas garante também que a solicitude de Deus não abandona aqueles que dão testemunho da salvação. Sejamos testemunhas de Jesus diante de todos. Queremos dar-lhe a alegria de Ele nos apresentar a Seu eterno Pai, no Reino dos Céus.

 

Oração colecta: Senhor, fazei-nos viver a cada instante no temor e no amor do vosso Santo nome, porque nunca a vossa providência abandona aqueles que formais solidamente no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: «Salvou a vida dos pobres das mãos dos perversos.»

 O profeta Jeremias ouve os seus adversários que espreitam a ocasião de o verem cair. Ele apela para a justiça e protecção divina e recebe a força para realizar a sua missão.

 

Jeremias 20, 10-13

Disse Jeremias: 10«Eu ouvia as invectivas da multidão: 'Terror por toda a parte! Denunciai-o, vamos denunciá-lo!' Todos os meus amigos esperavam que eu desse um passo em falso: 'Talvez ele se deixe enganar e assim o poderemos dominar e nos vingaremos dele'. 11Mas o Senhor está comigo como herói poderoso e os meus perseguidores cairão vencidos. Ficarão cheios de vergonha pelo seu fracasso, ignomínia eterna que não será esquecida. 12Senhor do Universo, que sondais o justo e perscrutais os rins e o coração, possa eu ver o castigo que dareis a essa gente, pois a Vós confiei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, que salvou a vida do pobre das mãos dos perversos».

 

Este texto é uma parte duma das chamadas «confissões de Jeremias», as dolorosas lamentações do Profeta numa situação tremendamente dramática, após a morte do rei Josias; prisioneiro da paixão por Deus, que o leva ao cumprimento fiel da sua espinhosa missão profética, ele sente a repugnância instintiva do sofrimento que este desempenho lhe causa, pois isto era o pretexto para os seus adversários o acusarem de ser ele o culpado de todas as desgraças que desabavam sobre o povo, desgraças que haviam de culminar na conquista e destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 587 a. C. e no exílio de Babilónia. Jeremias chega ao ponto de, em dolorosos desabafos, amaldiçoar a sua vida, mas, ao mesmo tempo, mostrando uma inquebrantável confiança em Deus. Deixou-nos os mais belos textos literários que exprimem o drama da dor humana de um homem de fé. A sua notável obra encontra-se muito desordenada, sem uma sequência natural, em parte por ter sido mandada queimar pelo rei Joaquim; os seus oráculos, postos por escrito pelo seu secretário Baruc, foram recolhidos de modo muito disperso, como é fácil de verificar. As confissões de Jeremias encontram-se em: Jer 11, 18 – 12, 6; 15, 10-21; 17, 14-18; 18, 18-23; 20, 7-18.

12 «Experimentais o justo»: Deus, ao permitir que caiam males sobre os seus amigos, não quer o mal deles e nunca os abandona; mas prova-os, a fim de os purificar ainda mais, de os encher de méritos e de os tornar mais santos.

 

Salmo Responsorial    Sl 68 (69), 8-10.14.17. 33-35 (R. 14c)

 

Monição: O salmo 68 lembra-nos que o Senhor “ouve os pobres e ama os humildes”. Por isso, a Sua palavra reconforta a nossa alma: “A bondade de Deus livra-nos dos que nos odeiam.” Elevemos a Deus as nossas súplicas e “o nosso coração se reanimará”:

 

Refrão:        Pela vossa grande misericórdia, atendei-me, Senhor.

 

Por Vós tenho suportado afrontas,

cobrindo-se meu rosto de confusão.

Tornei-me um estranho para os meus irmãos,

um desconhecido para a minha família.

Devorou-me o zelo pela vossa casa

e recaíram sobre mim os insultos contra Vós.

 

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,

no momento propício, meu Deus.

Pela vossa grande bondade, respondei-me,

em prova da vossa salvação.

Tirai-me do lamaçal, para que não me afunde,

livrai-me dos que me odeiam e do abismo das águas.

 

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,

buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.

O Senhor ouve os pobres e não despreza os cativos.

Louvem-n'O o céu e a terra,

os mares e quanto neles se move.

 

Segunda Leitura

 

Monição: «O dom gratuito não é como a falta.»

S. Paulo estabelece uma comparação entre Adão, o primeiro homem, e Jesus Cristo, o novo Adão; entre os homens que viviam sob a lei de Moisés e os que vivem pela graça de Jesus Cristo. Somos a nova humanidade; participamos do triunfo de Jesus, que, morrendo destruiu a morte. Ressuscitando restaurou a vida.

 

Romanos 5, 12-15

Irmãos: 12Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram. 13De facto, até à Lei, existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é levado em conta, se não houver lei. 14Entretanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo para aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à semelhança de Adão, que é figura d'Aquele que havia de vir. 15Mas o dom gratuito não é como a falta. Se pelo pecado de um só pereceram muitos, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a muitos homens.

 

Estamos diante dum texto da máxima importância para a Teologia e para a vida cristã. As controvérsias doutrinais contribuíram para que o ponto central das afirmações de Paulo se tenha feito deslocar da justificação pela graça para o pecado, e da obra salvadora de Cristo para a obra demolidora de Adão. É certo que não faria sentido falar da libertação por Cristo do pecado, da condenação e da morte, sem que estes males tivessem entrado de forma poderosa no mundo. Mas Adão não passa duma figura, por antítese, de Cristo, em virtude duma argumentação a fortiori de tipo rabínico (o chamado qal wa-hómer). Mas, ainda que, como pensam muitos exegetas, Paulo não trate directa e expressamente do tema do pecado original (só indirectamente), este texto não deixa de oferecer uma base legítima e sólida para a doutrina proposta pelo Magistério da Igreja, assim resumida no Catecismo da Igreja Católica, nº 403: «Depois de S. Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens, e a sua inclinação para o mal e para a morte não se compreendem sem a ligação com o pecado de Adão e o facto de ele nos transmitir um pecado de que todos nascemos infectados e que é a ‘morte da alma’. A partir desta certeza de fé, a Igreja concede o Baptismo para a remissão dos pecados, mesmo às crianças que não cometeram qualquer pecado pessoal».

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 15, 26b.27a

 

Monição: “Vós também dareis testemunho.”

Sempre que vivemos em conformidade com o Evangelho estamos a dar testemunho de Jesus. Como recompensa Ele nos apresentará a seu Pai que está nos Céus, aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, 73-74

 

O Espírito da verdade dará testemunho de Mim, diz o Senhor,

e vós também dareis testemunho de Mim.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 10, 26-33

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 26«Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se. 27O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados. 28Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo. 29Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai. 30Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 31Portanto, não temais: valeis muito mais do que os passarinhos. 32A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus. 33Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».

 

Continuamos hoje a ter uma série de instruções e advertências de Jesus aos Apóstolos para a sua missão, que se aplicam a todos os discípulos de Cristo. As exortações desta secção (vv. 26-33) aparecem condensadas logo na frase inicial: «Não tenhais medo!», que era um lema proposto pelo inesquecível Papa João Paulo II.

26 «Não tenhais receio dos homens». Jesus ensina-nos que não devemos temer o que os homens digam de nós, murmuração ou calúnia (cf. v. 25), pois chegará um dia em que tudo vem a descobrir-se.

27 «Dizei-o em plena luz». Se o Senhor falava aos seus particularmente, isso era para vir a ser anunciado. Por sábia pedagogia divina assim actuava o Senhor, especialmente para evitar agitações populares. Mas Jesus manda que os seus Apóstolos preguem a verdade do Evangelho abertamente e a todos, com clareza e sem ambiguidades, pondo de parte uma falsa prudência humana.

28 «A perdição da alma e do corpo no Inferno». O Inferno é uma verdade de fé claramente ensinada por Jesus Cristo (cf. Mt 5, 22-29; 18, 9; Mc 9, 43.45.47; Lc 15, 5; etc.), uma verdade que a doutrina da Igreja sempre tem lembrado. O Inferno existe, um castigo eterno para os que morrem em estado de pecado mortal, de deliberada rejeição de Deus. E não é isto um sinal de menos misericórdia de Deus, pois os condenados não são capazes de arrependimento para pedir o perdão e a misericórdia divina. O Inferno é uma realidade misteriosa e é a prova da liberdade humana e de como Deus a respeita e a toma a sério.

 

Sugestões para a homilia

 

Não temais os que matam o corpo

Jesus, ao enviar os seus discípulos a anunciar a Boa Nova, previne-os de que irão encontrar oposição, como Ele encontrou. Dizia-lhes: “O discípulo não é mais que o Mestre.” (Mat 10, 24) Mas tranquilizava-os: “Não temais”. É como quem diz: Tende bom ânimo, tende confiança. “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” (Jn 20,21) Jesus envia-os ao mundo como ovelhas para o meio de lobos, mas assegura-lhes o seu amor, a sua presença e protecção e o bom resultado da pregação. “Em verdade, em verdade vos digo: Fareis as obras que Eu faço e fareis obras ainda maiores porque Eu vou para o Pai.” (Jo 14,12) Jesus intercede por nós junto do Pai.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo do profeta Jeremias. Deus enviou-o à cidade santa para anunciar uma mensagem de destruição. O Profeta convidava os habitantes de Jerusalém à conversão de costumes. A sua mensagem era muito dura, pois anunciava a destruição da cidade e a deportação dos seus habitantes. Eles não acreditavam que isso fosse possível porque tinham lá o Templo do Senhor. Jeremias sofreu a perseguição da classe dirigente de Jerusalém; no entanto, não deixou de confiar em Deus: “O Senhor está comigo como um valente guerreiro para me proteger.” Cheio de coragem anunciou com coerência e fidelidade a mensagem divina: “Assim fala o Senhor: Eu entregarei todos os tesouros dos reis de Judá e os habitantes de Jerusalém nas mãos do rei de Babilónia, que os deportará para Babilónia.” Cf Jer 20, 4-5)

Na Nova Aliança, Os Apóstolos foram encarregados de anunciar uma mensagem cheia de esperança e consolação: Jesus é nome que salva. Cheios do Espírito Santo os Apóstolos anunciavam corajosamente “que Jesus é a pedra rejeitada pelos construtores, mas que veio a tornar-se pedra angular. E não há salvação em mais ninguém, porque não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos.” (Actos 4,11-12) Anunciavam que Deus oferece a Salvação a quem acredita que Jesus é o Senhor.

Tal como acontecera aos profetas e como aconteceu ao próprio divino Mestre, os Apóstolos também tiveram de enfrentar a hostilidade das autoridades judaicas: “Já vos proibimos formalmente de falar em nome de Jesus.” Sabemos que os Apóstolos foram açoitados, encarcerados, mas estavam felizes pois tinham merecido ser ultrajados pelo nome de Jesus. (Cf Actos 5,27.34-32) Jesus bem sabia das dificuldades que eles iriam enfrentar. Por isso falou-lhes abertamente: “Se me perseguiram a mim, também vos perseguirão a vós, mas não tenhais medo dos homens”.

S. Paulo dirá a Timóteo: Proclama a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência. (2 Tim 4, 2)

Os Apóstolos confiavam plenamente na Palavra de Jesus, que no Evangelho de hoje, repete por três vezes: “Não tenhais medo. Não temais. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma.” Tenhamos uma confiança sem limites na divina Providência porque: “Até os cabelos da nossa cabeça estão todos contados.” Deus está presente mesmo nos pequenos acontecimentos do dia a dia. O Pai celeste alimenta as aves do Céu e cuida das flores dos campos. Deus ama todas as criaturas, mas nós somos seus filhos e “valemos mais do que todos os passarinhos.” Somos testemunhas da bondade de Deus diante dos homens, enquanto estamos neste mundo. Jesus nos defende e nos recompensará, quando chegarmos à Pátria, apresentando-nos a seu eterno Pai: “A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens, também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus.”

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos em Cristo:

Elevemos as nossas preces ao Senhor,

que, pela sua grande misericórdia,

pode libertar a vida dos pobres, e peçamos com fé (cantando):

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Senhor, nós temos confiança em Vós.

Ou: Senhor, vinde em nosso auxílio.

 

1.     Pelo nosso Bispo, presbíteros e diáconos,

para que dirijam a Igreja de N. com sabedoria,

no caminho da santidade e da salvação, oremos.

 

2.     Pelos governos e autoridades deste mundo,

para que digam a verdade aos cidadãos

e não se sirvam do poder em seu proveito, oremos.

 

3.     Pelos que lutam por mais justiça e bem-estar,

para que o façam segundo o Evangelho

e defendam corajosamente quem é mais fraco, oremos.

 

4.  Por aqueles a quem Deus chama no seu íntimo, 

para que busquem com ardor os bens eternos

e se declarem por Jesus em toda a parte, oremos.

 

5.  Por nós próprios que escutámos a Palavra,

para experimentarmos o perdão de Deus,

que supera todos os nossos pecados, oremos. 

 

 Reunidos, Pai santo, em assembleia,

celebramos a grande indulgência

que veio até nós em vosso Filho Jesus Cristo,

 e Vos pedimos que, por seus méritos infinitos, nos perdoeis todos os pecados e as suas penas. Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós Vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor, purificai, Senhor, os nossos corações, para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão une-nos Jesus: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.” Rezemos: “Ouvi Senhor, Senhor e tende compaixão de mim. Senhor, sede Vós o meu auxílio. Vós converteis em júbilo o meu pranto. Tirei-me o luto e revesti-me de alegria.” Sofrer por Jesus é uma honra. Tenhamos confiança: “Cantai salmos ao Senhor, dai graças ao seu nome santo. A sua benevolência dura a vida inteira. Ao cair da tarde vêm as lágrimas, mas ao amanhecer volta a alegria.” (Salmo 29,11.5)

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Salmo 144, 15

Antífona da comunhão: Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor, e a seu tempo lhes dais o alimento.

 

Ou

Jo 10, 11.15

Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos renovastes pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, fazei que a participação nestes mistérios nos alcance a plenitude da redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

São Paulo convida-nos: “Não te envergonhes de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas sofre comigo pelo evangelho, fortificado pelo poder de Deus.” (2 Timóteo 1,8) O Salmista conforta-nos: “O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado e salva os de ânimo abatido. Muitas são as tribulações dos justos, mas de todas elas o livra o Senhor.”(Salmo 33,19-20)

O Papa Francisco escreveu uma carta às famílias de todo o mundo para o encontro que vai decorrer na capital da Irlanda, Dublin, de 21 a 26 de Agosto de 2018, sobre o tema “O Evangelho da família, alegria para o mundo”: “Sonho com uma Igreja em saída, uma Igreja que não passe longe das feridas da humanidade, uma Igreja misericordiosa que anuncie o coração da revelação de Deus Amor, que é a misericórdia”. (Ecclesia, 30 de Março de 2017)

 

Cântico final: Seguros e fortes, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

12ª SEMANA

 

2ª Feira, 26-VI: A união do povo de Deus.

Gen 12, 1-9 / Mt 7, 1-5

 O Senhor disse a Abrão: farei de ti uma grande nação. Hei-de abençoar-te e dar-te um grande nome.

«Para reunir a humanidade dispersa, Deus escolhe a Abraão, chamando-o para deixar a sua terra, a sua família e a casa de seu pai, para o fazer Abraão, isto é, pai de um grande número de nações: 'Em ti são abençoadas todas as nações da terra» (CIC, 59).

Para colaborarmos na unidade com os nossos irmão evitemos os juízos críticos negativos:«Não julgueis e não sereis julgados»; procuremos também perdoar: «A medida que empregardes é que hão-de empregar para vós» (Ev.). Não esqueçamos que cada um é  imagem de Deus: o que lhe fizermos, fazemos  a Deus, e seremos recompensados.

 

3ª Feira, 27-VI: O caminho seguido por Cristo.

Gen 13, 2. 5-18 / Mt 7, 6. 12-14

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.

«O caminho de Cristo 'leva à vida'; um caminho contrário 'leva à perdição' (Ev.). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. Há dois caminhos, um de vida, outro de morte, mas entre os dois existe uma grande diferença» (CIC, 1676).

Diante de Abraão e Lot, havia igualmente dois caminhos. Lot escolheu o mais rico, mas com cidades perversas (Sodoma) e acabou na perdição. Pelo contrário, Abraão ficou com o pior e recebeu uma enorme bênção de Deus.

 

4ª Feira, 28-VI: Os frutos da graça de Deus.

Gen 15, 1-12. 17-18 / Mt 7, 15-20

Assim toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos.

A garantia da obtenção de bons frutos é dada pela graça de Deus: «Segundo a palavra do Senhor, que diz 'Pelos seus frutos os conhecereis' (Ev.), a consideração dos benefícios na nossa vida e na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior» (CIC, 2005).

Abraão, ao corresponder fielmente à sua vocação, obtém como fruto uma descendência numerosa: «Olha para o Céu e conta as estrelas. É assim que será a tua descendência, que não se poderá contar, devido ao seu grande número (Leit.).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

 

 

 


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