aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

50 ANOS DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE CATÓLICA

 

No passado dia 3 de Fevereiro, a Universidade Católica Portuguesa assinalou os 50 anos de história com a sessão académica que marca o início das celebrações e durante a qual foram homenageados beneméritos, entregues cartas doutorais e distinguidos os colaboradores há 25 anos na instituição.

 

Para D. Manuel Clemente, “o melhor que a Universidade Católica tem são os milhares de licenciados, mestres e doutores que, em Portugal e nos quatro cantos do mundo, transportam o que começaram a aprender e também uma experiência de conhecimento mútuo”.

Para D. Manuel Clemente, a multiplicidade de escolas, cursos e especialidades não deve impedir que se procure o ideal de uma “cultura integrada”.

O cardeal-patriarca de Lisboa referiu também o reconhecimento que o Estado e a sociedade devem ter para com a UCP pelo percurso que faz “só por si”, sem apoios públicos.

A sessão solene do Dia da Universidade Católica Portuguesa, que se assinala em todo o país no primeiro domingo de Fevereiro, teve este ano por lema “Construir a Cultura do Encontro”.

Para a reitora da UCP, os 50 anos da Universidade “têm um carácter naturalmente celebrativo, mas também avaliativo”, porque “a visão de transformação da Universidade e o abraçar do futuro e dos seus riscos só poderão fazer-se com um diagnóstico robusto”.

Isabel Capeloa Gil anunciou que vão ser apresentados dois estudos por ocasião dos 50 anos da instituição, um sobre a História da Universidade Católica Portuguesa, coordenado e dirigido por Manuel Braga da Cruz, e o “Católica 50”, encomendado ao CESOP, sobre o “contributo efectivo da UCP para a criação de riqueza em Portugal”.

Para a reitora da UCP, “a cultura do encontro rejeita os limites estreitos do individualismo, sem desprezar, contudo, o cultivo da autonomia, sem abdicar da autonomia, afirma os valores do bem comum e da comunidade, sem abdicar da dignidade individual, afirma a universalidade do diálogo, o direito à circulação do saber, mas também das pessoas, dos bens, das ideias, da informação”.

Na sessão académica de celebração do Dia Nacional da Universidade Católica foram impostas as insígnias e entregues as cartas doutorais a 75 novos doutores de 2016, entregues medalhas de prata aos colaboradores que completam 25 anos na academia e atribuídos títulos de beneméritos da instituição a Alexandre Soares dos Santos, António Pinheiro Torres e, a título póstumo, Joaquim Silva Torres.

 

 

IDANHA

 

CUIDADOS CONTINUADOS

NA SAÚDE MENTAL

 

No passado dia 7 de Fevereiro, as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus saudaram a decisão do Governo em avançar com os contratos-programa celebrados na Rede Nacional de Cuidados Continuados para a área da saúde mental.

 

A irmã Maria do Sameiro Martins, Superiora da congregação, salientou que esta era uma medida aguardada “há muito tempo” e que vai permitir avançar com “projectos que até agora não tinham sido possíveis de implementar na área da saúde mental”.

As Irmãs Hospitaleiras têm “três projectos-piloto prontos para começar": um “na Casa do Bom Jesus em Braga, na área do apoio domiciliário”; e dois na “Casa de Saúde da Idanha”, na região de Sintra, mais ao nível da adolescência, um fórum ocupacional e outro com internamento se necessário”.

O tratamento de pessoas com doença mental, sobretudo as mais pobres, é uma das principais missões desta congregação religiosa feminina, que conta com várias valências distribuídas um pouco por todo o país.

A irmã Maria do Sameiro destaca a oportunidade que a decisão do Governo abre para a promoção de um trabalho de reabilitação mais orientado para a integração dos doentes na comunidade.

“Sim, é muito importante. Há mais de 20 anos que temos residências no exterior, com grupos de utentes que têm capacidade e autonomia para estar nessas casas. Mas eles têm que ter sempre alguém ao lado que os oriente e ajude a desenvolver as capacidades que têm. E penso que agora com estes projectos isso será mais possível do que numa instituição hospitalar”, salienta a religiosa.

Para a Superiora das Irmãs Hospitaleiras, a melhor forma de “cuidar dos doentes” é “no meio da comunidade, já que não pode ser no meio da família”.

O despacho do Governo que autoriza as Administrações Regionais de Saúde a avançar com os contratos-programa celebrados com as entidades integradas ou a integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, na área específica da saúde mental, foi publicado no dia 6 de Fevereiro no Diário da República.

A par das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, o Instituto São João de Deus é outra das congregações empenhadas no apoio a pessoas com doença mental.

Recorde-se que os decretos-lei relacionados com a criação dos Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental tinham sido primeiramente publicados há seis anos mas não haviam ainda sido implementados.

 

 

LISBOA

 

ABORTO:

UMA FERIDA ABERTA

 

A Federação Portuguesa pela Vida promoveu no passado dia 11 de Fevereiro um encontro sobre os 10 anos de despenalização do aborto em Portugal, sublinhando que esta é uma “ferida aberta”.

 

A iniciativa decorreu na Associação Comercial de Lisboa, o mesmo local em que a campanha do Não seguiu a evolução dos resultados do referendo de 2007.

António Pinheiro Torres, vice-presidente da Federação Portuguesa pela Vida, disse neste encontro que o trabalho contra a despenalização do aborto continua a fazer sentido.

“A ferida continua aberta, a questão não ficou definitivamente resolvida. Não sei se é hoje, se é amanhã, se é daqui a uns anos, mas a questão não está resolvida. E quando a questão não está resolvida, continuamos a trabalhar sobre ela”, disse.

“Não pararemos enquanto nas nossas cidades houver uma mulher que diga «eu abortei porque não encontrei quem me ajudasse»”, acrescentou.

No encontro foram mostrados os filmes de uma reportagem televisiva da “Caminhada pela Vida”, bem como as declarações do Não pela voz de Isilda Pegado e João Paulo Malta.

O programa incluiu uma mesa-redonda com associações que trabalham no terreno na ajuda a grávidas em dificuldade (“Vida Norte” do Porto, ADAV de Aveiro e “Viva Há Vida” da Margem Sul) ou na dissuasão de ultima hora junto à Clinica dos Arcos, em Lisboa.

Francisco Vilhena da Cunha, director do gabinete de estudos da Federação Portuguesa pela Vida, apresentou os resultados oficiais do aborto a pedido da mãe introduzido na sequência do resultado do referendo de 2007.

Em 2015, ano dos últimos dados disponíveis, houve 15 873 abortos por decisão das grávidas, em Portugal.

Os números mostram que 21% das mulheres que abortaram em 2015 já tinham feito uma intervenção, anteriormente; quase 6% tinha feito duas e 2,5% já tinham realizado três ou mais.

No total, desde a despenalização do aborto até às 10 semanas de gravidez, em 2007, foram feitas mais de 150 mil interrupções (portanto, uma média de 15.000 por ano).

 

 

COIMBRA

 

RECORDAÇÕES DA IRMÃ LÚCIA

 

O bispo de Angra, D. João Lavrador, recordou à Agência ECCLESIA a sua experiência de proximidade com a Irmã Lúcia, nos anos em que foi capelão do Carmelo de Coimbra, onde a religiosa morreu.

 

“Tinha a sua forma de estar dentro da comunidade, em tudo igual às outras, com a particularidade de ter alguma salvaguarda, uma vez que tinha muita correspondência para responder”, refere o prelado.

Natural da Diocese de Coimbra, o então sacerdote e capelão do Carmelo da Santa Teresa, recorda a “vida normal” da vidente de Fátima, também na vida sacramental, de direcção espiritual e de formação.

“Era igual a todas as outras”, sublinha D. João Lavrador, acrescentando que sentia o “privilégio” do relacionamento com alguém que tinha “presenciado o diálogo com Nossa Senhora” e era “protagonista da Mensagem de Fátima”:

“Nunca a questionei sobre seja o que for”, disse o actual bispo de Angra.

D. João Lavrador sublinhou a fé da Irmã Lúcia, a sua “serenidade sobre qualquer acontecimento”, mesmo “confrontos com a Igreja em Portugal”, como “alguém que tinha a lição do Céu para reconhecer que tudo isto é passageiro”.

O antigo capelão da Irmã Lúcia lembra também a sua “inteligência perspicaz que se aliava ao seu sentido de humor”.

“Ela era uma mulher que tirava humor de todas as coisas, na relação com as pessoas, mesmo com o capelão, criticando a sua forma de falar. Dizia-me: «pensa que por falar alto que vai converter alguém?»”, recordou.

D. João Lavrador lembra também a “possibilidade de ter estado com ela nos últimos meses da sua vida” e, na hora da sua morte, ter-lhe segredado “algumas recomendações que levasse para Nossa Senhora e para junto de Deus”.

 

 

COIMBRA

 

CLAUSURA DO INQUÉRITO DIOCESANO PARA

A CANONIZAÇÃO DA IRMÃ LÚCIA

 

A sessão solene de clausura da fase do Inquérito Diocesano do Processo de Beatificação e Canonização da Serva de Deus Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado teve lugar no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, no dia 13 de Fevereiro de 2017, dia em que se assinalava o 12º aniversário da morte da Serva de Deus.

 

D. Virgílio Antunes, bispo da diocese de Coimbra, afirmou que esta sessão solene de clausura «era ardentemente desejada por muitas pessoas do mundo católico», porque a vidente, é «pessoa notória na história de Fátima».

Lúcia «gozou da fama de santidade», e a próxima fase deste processo passa pelo «envio à Congregação para as  Causas dos Santos, onde se segue o processo romano», e desta forma há a «alegria do dever cumprido».

O Bispo de Coimbra agradeceu a todos quantos se envolveram no processo  desde o Papa Bento XVII ao Santuário de Fátima e ao Carmelo de Coimbra, Promotor da Causa, concluindo que “o inquérito que hoje se encerra é fruto de muito trabalho, generosidade e muito amor à Igreja”.

D. Virgílio Antunes explicou que estiveram envolvidos, entre outros, 2 bispos, 2 postuladores, 3 vice-postuladores, 8 pessoas que integraram a comissão histórica e 61 testemunhas. Dessas testemunhas, salienta-se 1 cardeal, 4 bispos e 34 leigos, cujas declarações e trabalhos  resultaram num processo de 15.483 páginas, acomodadas em 19 caixas.

O postulador do processo, o Padre Carmelita Romano Gambalunga, afirmou: «Bem-aventurados os puros de coração, Lúcia era isso mesmo, uma mulher de coração puro, com uma missão grandiosa no século XX».

O sacerdote Carmelita salientou na Irmã Lúcia «a sua grandeza, humildade; a simplicidade de se deixar guiar; a liberdade de espirito; a luz da oração; a alegria de se saber na graça de Deus». Por isso, concluiu afirmando que este era «um dia memorável».

Cada processo de canonização é composto por uma fase diocesana e outra romana. A que agora termina foi constituída pela recolha e estudo teológico dos inúmeros documentos escritos pela Irmã Lúcia: os livros publicados, o seu diário a que deu o título “O meu Caminho”, a vasta documentação epistolar e outros documentos inéditos. Simultaneamente, foram ouvidas várias pessoas que com ela conviveram e cujo testemunho forneceu dados fundamentais para traçar o perfil da vida e das virtudes da religiosa carmelita que foi, um dia, vidente de Fátima.

Todo este material, juntamente com os documentos relativos à sua fama de santidade, seguiu para a Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, onde se iniciará a fase romana deste processo, em que se estudará a vida e as virtudes da Irmã Lúcia.

Se, em conclusão desse estudo, se reconhecer na Irmã Lúcia o perfil de quem viveu a configuração com Cristo, o processo será apresentado ao Santo Padre que assinará o Decreto da Heroicidade das Virtudes, proclamando-a Venerável. Se assim acontecer, ficará depois a faltar a aprovação de um milagre para a Beatificação e de um outro para a Canonização, terminando assim este processo.

 

 

LISBOA

 

CUIDADOS PALIATIVOS

EVITAM EUTANÁSIA

 

A irmã Paula Carneiro, conselheira da Província portuguesa das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, afirmou que “nunca houve um pedido de eutanásia” na Unidade de Cuidados Paliativos.

 

“Falarmos de eutanásia, de morte assistida, de uma boa morte – não é a mesma coisa”, afirma a religiosa, lamentando a confusão criada na opinião pública.

A profissional de saúde considera que o desafio no actual debate sobre a eutanásia para os católicos é que seja orientado para “uma linguagem clara”, porque é preciso “elucidar a sociedade” que todos querem “uma morte assistida, bem cuidada, alguém que os atenda bem”.

“O facto de alguém no fim da vida não encontrar sentido para o seu sofrimento não é só algo que acontece naquela fase da vida, é algo que se vai preparando”, desenvolve a religiosa hospitaleira, observando que é preciso “encontrar em cada dia sentido para o sofrimento”.

Neste contexto, afirma que não é porque se está numa situação de “doença limite” que ocorrem pedidos de eutanásia, e dá como exemplo a sua experiência de serviço na Unidade de Cuidados Paliativos, que já tem 10 anos, e “nunca” tiveram um pedido de eutanásia.

“Se calhar tem a ver com as abordagens que são feitas, com o acompanhamento quer ao nível de profissionais, quer ao nível de família, por n circunstâncias. A análise da eutanásia deve ser um debate alargado e de diferentes dimensões também", acrescenta.

De recordar que o Vaticano reafirmou as suas orientações contra a eutanásia no documento “Nova Carta dos Operadores Sanitários” para agentes pastorais, no dia 6 deste mês, divulgado por ocasião do Dia Mundial do Doente 2017, celebrado a 11 de Fevereiro (ver neste número Secção Bioética).

 

 

FÁTIMA

 

FESTA LITÚRGICA DOS BEATOS

FRANCISCO E JACINTA MARTO

 

No passado dia 20 de Fevereiro, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima presidiu à Missa da festa litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, na Basílica da Santíssima Trindade, e apresentou os pastorinhos como “estrelas” na “noite” da sociedade actual.

 

D. António Marto falou dos videntes de Fátima como “duas pequenas estrelas que brilham no céu de Portugal e do mundo, para iluminar nesta noite que o mundo atravessa, de dúvida e incerteza, no presente e no futuro”.

“A santidade simpática dos pequenos videntes é uma aprendizagem, porque as crianças também ensinam os adultos na sua simplicidade infantil”, referiu na homilia da celebração.

O prelado falou desta festa litúrgica como “ponto alto da celebração do Centenário das Aparições”, por ser um convite a “descobrir a beleza da santidade destas crianças”.

O bispo de Leiria-Fátima referiu que os pastorinhos são “apresentados como modelo de santidade contemporâneo no nosso quotidiano”, porque é possível “contemplar a beleza de Deus envolvidos na beleza das suas vidas”.

“O Francisco é um menino que se deixa habitar pela presença inefável de Deus, e sentiu o apelo à oração e à contemplação de Deus”, assinalou.

“Na pequena Jacinta sobressai o espírito de compaixão pelos que sofrem, e o desejo de se fazer como nosso Senhor, na sua compaixão pela humanidade”, acrescentou.

 

 

LISBOA

 

PARA UM ESTADO SOCIAL,

AS IPSS SÃO IMPRESCINDÍVEIS

 

O Presidente da República recebeu no passado dia 3 de Março os responsáveis pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social, no Antigo Museu Nacional dos Coches, e afirmou que a construção do Estado social em Portugal passa pelo fortalecimento das IPSS.

 

Marcelo Rebelo de Sousa disse que a rede das instituições que integram a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) “é essencial para o país, não pode ser bloqueada ou esvaziada ou minimizada”, “por contingências financeiras”. “Isso seria querer Estado Social e por outro lado não criar condições para o Estado Social”.

“A construção do Estado social no nosso país passa pelo vosso fortalecimento”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa na comunicação que dirigiu aos líderes das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Após a comunicação do presidente da CNIS, padre Lino Maia, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que as IPSS têm “o papel mais importante no sistema nacional de solidariedade social”.

O presidente da República sublinhou o “papel histórico” das IPSS, “enraizado nas populações”, que se foram conseguindo “reajustar e adaptar aos desafios dos sucessivos tempos” e que são “mais importantes que o Estado, as Regiões Autónomas, as autarquias locais” nos sistemas de protecção social.

“Não fora o vosso contributo e o que teria sido a crise económica e social ao longo das décadas da vida democrática, nomeadamente na última crise nestes recentes quatro ou cinco anos?”, interrogou Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que as IPSS não enfrentam o desafio da “credibilidade em termos pessoais e comunitários”, mas o da “sustentabilidade”.

“O problema não reside no vosso enraizamento, na vossa legitimação comunitária, mas na disponibilidade de meios para o cumprimento das missões”, acrescentou o presidente da República, referindo que o Estado Social constrói-se todos os dias e “exige um esforço conjunto” entre as IPSS e a intervenção das entidades públicas.

“É uma concertação constante, uma convergência permanente e inevitável”, que merece sempre a atenção do presidente da República, manifestada por exemplo no último acordo de concertação social.

“Acompanho com atenção – e devo dizer com esperança – a convergência que tem existido, nomeadamente nos últimos tempos, com o Governo em matéria de solidariedade social, porque é uma convergência que tem de ser negociada ano a ano”, afirmou.

“Vejo com esperança os passos que estão a ser dados no sentido de ser possível proporcionar às vossas instituições meios financeiros que permitam meios técnicos, meios materiais, recursos humanos, sem os quais o cumprimento das vossas atribuições não é possível ou é mais difícil”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa

 

 

FÁTIMA

 

HINO PARA A VISITA DO PAPA

 

O Santuário de Fátima divulgou no passado dia 12 de Março o hino para a visita do Papa nos dias 12 e 13 de Maio, com letra de José Tolentino Mendonça e música de João Gil, e o videoclipe, produzido pela Agência ECCLESIA.

 

Com o título “Deus em mim”, o hino é apresentado num videoclipe que tem a realização de Luís Costa e é interpretado pelo grupo “Vocal Emotion”, no ambiente de Fátima: www.youtube.com da Agência ECCLESIA.

O padre e poeta José Tolentino Mendonça manifestou a sua satisfação por construir uma letra para o hino da visita do Papa, onde quis expressar “uma das experiências mais vitais” que Fátima proporciona, a condição de peregrino.

“Fiquei muito contente quando me disseram que construísse uma letra em torno de um refrão estabelecido, que tem a ver com a proposta do centenário e com a visita do Papa Francisco: «Com Maria, peregrino da esperança e da paz». Essas seriam as palavras centrais”, disse José Tolentino Mendonça.

“Eu só teria de contar como é que se chega a elas; como é que dos múltiplos caminhos, pertenças e procuras (ou não-pertenças ou não procuras) descobrimos, no fundo do coração, que uma das experiências mais vitais que Fátima proporciona é a possibilidade de nos descobrirmos peregrinos”, acrescentou

Interpretado pelo grupo “Vocal Emotion”, o hino para a visita do Papa “recolhe inspirações da música pop mais recente, dando uma ideia muito interessante da presença da Igreja no mundo”.

Ricardo Marcelo, do grupo “Vocal Emotion” disse que a mensagem principal do hino é de “uma confiança grande em Nossa Senhora, que nos guia pelo caminho”.

 

 

FÁTIMA

 

CTT ASSINALAM

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES

 

Os CTT assinalam o Centenário das Aparições de Fátima com três peças filatélicas, uma delas lançada simbolicamente no passado dia 13 de Março na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, dois meses antes da primeira grande Peregrinação Internacional de Maio, que evoca a primeira aparição na Cova da Iria e que será presidida pelo Papa Francisco.

 

A obliteração de um de dois selos – 100 anos das Aparições de Nossa Senhora em Fátima –, uma iniciativa conjunta dos Correios de Portugal, da Eslováquia, do Luxemburgo e da Polónia, contou com a presença de cada um dos representantes desses países, tendo sido presidida pelo reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, e pelo director de filatelia dos CTT, Raúl Moreira.

A emissão Centenário das Aparições de Fátima, a emissão do selo com a Visita de Sua Santidade o Papa Francisco e o livro “Fátima 100 Anos”, da autoria de Paulo Mendes Pinto, evocam um dos fenómenos religiosos mais importantes do mundo.

Na emissão Centenário das Aparições, com uma tiragem de 140 mil exemplares, a imagem de Nossa Senhora do Rosário está presente em todo o lado esquerdo da folha; do lado direito, o primeiro selo mostra o Papa Francisco (valor facial de 0,47€), o segundo os três Pastorinhos (valor facial de 0,58€), o terceiro a procissão das velas (valor facial de 0,75€) e por fim, o último, mostra uma multidão de peregrinos no recinto de oração (valor facial de 0,80€).

 

 

COIMBRA

 

FALECEU O CÓN. GERALDES FREIRE

 

No passado dia 17 de Março faleceu nos Hospitais da Universidade de Coimbra aos 89 anos Mons. Cón. José Geraldes Freire, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo-se realizado as exéquias no dia seguinte, na igreja de Nossa Senhora de Lourdes, de onde seguiu para o cemitério da Conchada.

 

O Padre José Geraldes Freire nasceu em 1928 no concelho de Idanha-a-Nova (Castelo Branco) e foi ordenado em 1951 sacerdote da diocese de Portalegre-Castelo Branco, pelo Bispo D. António Ferreira Gomes, iniciando a seguir o seu trabalho paroquial.

Conhecedor das brilhantes qualidades intelectuais do novo sacerdote, D. António Ferreira Gomes logo o designou Redactor principal do órgão diocesano “O Distrito de Portalegre", o qual se renovou, aumentou significativamente as suas tiragens e se transformou num verdadeiro jornal de opinião ao serviço da Diocese.

Após a saída de D. António para Bispo do Porto, o padre Geraldes Freire foi nomeado em 1955 professor do Seminário Maior de Portalegre e prefeito dos alunos de Teologia.

No Seminário de Portalegre, começou por leccionar as disciplinas de Literatura Portuguesa, Ciências Geográficas e História da Igreja, passando também a leccionar, no ano seguinte, disciplinas da sua predilecção – Latim e Grego.

Com a autorização do Bispo D. Agostinho de Moura, no ano lectivo de 1957-1958 iniciou o curso de Filologia Clássica na Universidade de Coimbra, como aluno voluntário, concluindo a licenciatura cinco anos depois em 1962, com a alta classificação de 18 valores.

Como era de prever, foi de imediato convidado para seguir a carreira académica, mas como sacerdote quis sempre depender da vontade do seu Bispo.

Assim, o Padre Geraldes Freire pôde iniciar em 1962 a actividade docente, como segundo assistente, leccionando as cadeiras práticas e teóricas de Grego e de Latim.

A partir daí começou a preparar o doutoramento sobre Autores da Antiguidade Tardia que escreveram em latim e foram naturais do território que hoje é Portugal, acabando por optar pelo estudo da obra de Pascasio de Dume, um monge que traduziu do Grego para Latim uma colecção de apotegmas de Padres do Deserto, por alturas do ano 555, na zona de Braga.

Em 1968 retomou o lugar de assistente na Universidade de Coimbra e, em 1970, concluiu a sua tese de doutoramento – “A versão latina por Pascasio de Dume dos Apophegmata Patrum” –, que foi aprovada com distinção e louvor em 1971 e publicada em dois volumes da Revista Humanitas.

De 1974 a 1978 sofreu um saneamento político na Universidade de Coimbra, e nesse tempo dedicou-se a outros trabalhos científicos de alto nível. Por fim, em 1978 foi reintegrado, depois de aprovado por unanimidade nas provas para Professor Extraordinário; e no ano seguinte nomeado Professor Catedrático da Faculdade de Letras, continuando a docência do Latim, até à sua jubilação em 1998. 

Em reconhecimento dos seus elevados méritos e dos serviços prestados à Igreja, em 1990 foi nomeado Cónego Capitular da Sé Catedral de Portalegre e Monsenhor, por Rescrito da Sé Apostólica.

 

 

FÁTIMA

 

150 ANOS EM PORTIGAL DOS

MISSIONÁRIOS DO ESPÍRITO SANTO

 

A Casa do Verbo Divino acolheu nos dias 18 e 19 de Março as V jornadas de Espiritualidade Missionária Espiritana, marcadas pelos 150 anos da presença da congregação em Portugal.

 

A iniciativa contou com mais de 460 membros da Família Espiritana e com vários oradores especiais, desde o bispo de Lamego, D. António Couto, a representantes espiritanos vindos de Roma, e também a irmã Ângela Coelho, responsável pela postulação da beatificação e canonização dos Pastorinhos de Fátima.

O bispo de Lamego, biblista e missionário da Boa Nova, destacou a importância de uma congregação “aberta aos leigos”, em que o “tu” passa a “vós”, e marcada pela “alegria” porque portadora de “esperança”.

Já a irmã Ângela Coelho, da “Aliança de Santa Maria”, trouxe ao evento a proximidade do Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, marcado para os dias 12 e 13 de Maio e com uma presença especial, o Papa Francisco.

A religiosa salientou a “riqueza da mensagem de Fátima para os nossos tempos” e o facto de Maria continuar hoje a convidar as pessoas para “a missão”, sobretudo na “direcção das periferias e margens, como pede o Papa Francisco”.

Quanto aos responsáveis que viajaram de Roma, o irmão francês Marc Tyrant, 2.º assistente geral dos Espiritanos, e o padre irlandês Maurice Shortall, conselheiro geral, colocaram a tónica dos desafios que actualmente se levantam aos cerca de 3 mil missionários espiritanos espalhados pelos cinco continentes.

“Há situações muito favoráveis à Missão, mas outras de grande risco para os missionários e o povo”, em nações como “a Argélia, a Mauritânia, a República Centro Africana, o Sudão do Sul e o Paquistão”, apontaram.

Estas jornadas ficaram marcadas pela celebração e pelo agradecimento em oração no Santuário de Fátima, mas também pelo trabalho intenso, de reflexão e de renovação dos fundamentos que os Espiritanos em Portugal transportam há 150 anos.

Houve também espaço para “um momento especial” que “juntou à mesma mesa todos os Provinciais Espiritanos ainda vivos”: os padres Casimiro Oliveira, Manuel Durães, José Castro Oliveira, Eduardo Miranda Ferreira e Tony Neves, este o actual provincial.

 

 

LISBOA

 

A Conferência Episcopal Portuguesa congratula-se com a aprovação pelo Papa Francisco do milagre necessário para a canonização dos Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto.

 

E continua a Nota: “Trata-se de uma feliz coincidência com a celebração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora do Rosário aos pastorinhos em Fátima.

“Aguardamos agora com serena expetativa a marcação da data e local para a respetiva celebração, na qual Jacinta e Francisco serão propostos como modelo de santidade para toda a Igreja. Na recente Carta Pastoral para o Centenário, os bispos portugueses salientam que «a fama de santidade de Francisco e de Jacinta cedo se espalhou pelo mundo inteiro», sendo as primeiras crianças beatificadas não-mártires.

“Lisboa, 23 de março de 2017”

 

Pe. Manuel Barbosa, Secretário e Porta-voz da CEP

 

 

FÁTIMA

 

SEGUNDO O CARDEAL SARAIVA MARTINS,

A CANONIZAÇÂO PODERÁ SER EM 13 DE MAIO

 

Em Roma, o Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, D. José Saraiva Martins, saudou no mesmo dia 23 de Março a decisão do Papa Francisco em aprovar o milagre que abre a porta à canonização de Francisco e Jacinta Marto.

 

O cardeal português, que deu início ao processo de canonização dos dois pastorinhos de Fátima, na Santa Sé, considerou este momento “uma graça de Deus” e “um grande acontecimento para a Igreja Católica portuguesa, e para todo o mundo”.

“Vem sublinhar com força e coragem a dimensão universal da mensagem de Fátima, que cem anos depois continua a ter uma actualidade extraordinária”, salientou.  

A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de Maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.

A data e o local para a cerimónia de canonização vão ser decididos num próximo consistório de cardeais, no Vaticano, marcado para 20 de Abril.

Para D. José Saraiva Martins, “não será nada de extraordinário” se a data decidida for o dia 13 de Maio e o local a Cova da Iria, uma vez que o Papa estará em Portugal para participar na comemoração do Centenário das Aparições.

“Eu acho que é normal que o Papa aproveite a sua ida a Fátima para presidir à canonização dos dois pastorinhos, é o lugar mais indicado”, admite o Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, que durante 10 anos assumiu a coordenação deste dicastério da Santa Sé.

O cardeal de 85 anos frisa no entanto que “o princípio assente é que as canonizações fazem-se em Roma e as beatificações nas Igrejas locais”, como atesta a própria celebração da beatificação de Francisco e Jacinta, presidida pelo Papa João Paulo II em Fátima a 13 de Maio de 2000.

“Fui eu que comecei com esta prática, antes as beatificações e canonizações eram todas feitas em Roma”, recorda D. José Saraiva Martins.

O prelado português, que esteve à frente da Congregação para as Causas dos Santos entre 1998 e 2008, vai estar em Fátima nos dias 12 e 13 de Maio, integrado na comitiva que acompanhará o Papa Francisco na viagem a Portugal.

 

 

VISEU

 

NOVIDADE E PROXIMIDADE

NA COMUNICAÇÃO DA PALAVRA

 

O Secretariado Diocesano da Educação Cristã dinamizou a Semana Bíblica 2017, que reflectiu o tema “No ano favorável, discípulos responsáveis – Pescadores de homens”, com uma plateia de participantes muito interessados que encheu o auditório do Seminário Maior.

 

O director da Agência ECCLESIA foi o orador convidado para o encerramento da 10.ª Semana Bíblica em Viseu, que decorreu de 20 a 23 de Março passado, e abordou o tema “Comunicação e proximidade – novos ambientes da Palavra”.

Paulo Rocha destacou a elevada utilização das redes sociais pelos jovens e a importância de a Igreja e os cristãos estarem presentes e utilizarem essas “ferramentas” para transmitirem a mensagem.

O jornalista explicou que, para além da Palavra nas redes sociais, partilham-se também as “estórias” e “histórias” de vida carregadas de marcas da relação pessoal com Deus.

Neste contexto, também pode ser uma forma de testemunho, de evangelização, “visitar” as novas tecnologias, colocar um “gosto”, um comentário, ou um “não gosto”.

O director da Agência ECCLESIA referiu que a Palavra é uma realidade que “vem de longe” e nem sempre há a “imaginação criativa” que favoreça a “novidade” que a comunicação social “gosta e precisa”.

Apresentando casos concretos, como as notícias sobre a Cáritas, assinalou que, apesar das “contas auditadas” e de acordo com as boas práticas, o que foi explorado foi a falha, ou a fragilidade de procedimentos.

Paulo Rocha realçou também a importância da “proximidade” às pessoas, às instituições e aos meios de comunicação – como mostra tão bem o Papa Francisco – para facilitar a comunicação e o testemunho, com “histórias de vida” que, com verdade, sejam sedutoras para quem as ouve.

 

 

SETÚBAL

 

CONSTITUIÇÃO DO

TRIBUNAL DIOCESANO

 

No passado dia 25 de Março, o bispo de Setúbal D. José Ornelas constituiu um Tribunal Diocesano, que vai ter como vigário judicial o cónego Samuel Saul Rodrigues, e um Gabinete de Comunicação da Diocese de Setúbal, que será liderado pela jornalista Anabela Sousa.

 

No decreto que rege a criação do referido tribunal, publicado na página online da diocese sadina, D. José Ornelas salienta que ela vem preencher uma lacuna existente, “por não haver inicialmente pessoas preparadas para o exercício da função judicial”.

Desde a criação da Diocese de Setúbal, em 1975, os processos a tratar neste tribunal eclesiástico, nomeadamente “causas contenciosas matrimoniais em primeira instância”, estavam confiados ao Tribunal Patriarcal de Lisboa.

A entrada em funcionamento do Tribunal Diocesano de Setúbal será também uma forma de corresponder aos procedimentos determinados pelo último Sínodo dos Bispos e pelo Papa Francisco, no que diz respeito ao julgamento das “causas de nulidade do matrimónio”, aponta D. José Ornelas.

Quanto à criação do Gabinete de Comunicação, o bispo de Setúbal justifica a iniciativa com “a necessidade de reestruturar o sector das comunicações da diocese, seja na vertente interna, de promoção do conhecimento e da comunhão eclesial, seja na projecção externa de diálogo com a sociedade e de anúncio do Evangelho”.

Ao mesmo tempo, o prelado frisa a necessidade de acompanhar “a evolução rápida e profunda dos meios de comunicação social”, que “obriga a um constante repensamento desta dimensão vital”, necessária para a “vida da Igreja diocesana”.

Para directora do referido organismo, D. José Ornelas nomeou a jornalista Anabela Sousa, que trabalhava no jornal “Notícias de Setúba”’.

 

 

BRAGANÇA

 

HOMENAGEM AOS FAUTORES

DA NOVA CATEDRAL

 

No passado dia 25 de Março a diocese de Bragança-Miranda homenageou o arquitecto Luís Vassalo Rosa, responsável pelo projecto e pela obra da catedral de Bragança.

 

O bispo de Bragança-Miranda realçou a importância desta iniciativa para “reler a história recente da diocese e sobretudo o que diz respeito a esta última tentativa, concretizada, da construção” daquela que é hoje “a maior catedral portuguesa”.

D. José Cordeiro recordou que a construção do edifício envolveu “muitos encontros e até desencontros”.

Nesse sentido, considerou muito importante um evento deste género, que espera marque o início de um conjunto de “conversas” à volta da catedral e mesmo de um trabalho mais aprofundado acerca da sua história.

“Gostaríamos de traduzir este registo em livro, para que fique para memória futura”, salientou o prelado.

O sonho de erguer uma nova catedral em Bragança remonta a 1768, data em que o então bispo local, D. Frei Aleixo, enviou uma carta ao Marquês de Pombal dando conta da vontade em construir uma nova Sé, isto já depois da transferência da sede diocesana de Miranda para Bragança.

Desde essa data, uma série de contratempos, como mudanças na liderança da diocese, falta de verbas e desacordos ao nível da adjudicação da obra, levaram a que o projecto fosse ficando adiado.

Até que a partir de meados do século passado, a obra passou a ver finalmente uma luz ao fundo do túnel, através do Movimento de Renovação da Arte Religiosa, que criou as condições para o lançamento de um concurso nacional para a construção da catedral.

Entre 11 projectos admitidos, em 1963, foi escolhido um elaborado por uma equipa constituída pelos arquitectos Luís Gonçalo Vassalo Rosa e Francisco Figueira, pelo escultor António Alfredo, pelo engenheiro Eduardo Zúquete e ainda pelo padre Albino Cleto, como consultor litúrgico.

No entanto, a edificação da catedral só iria ganhar forma em 1982, com o lançamento da primeira pedra, e em 1988, com o início oficial das obras, depois de mais uma série de adiamentos, relacionados sobretudo com a configuração e a estrutura do projecto.

“Foram necessários 15 anos para que se desse esse recomeço, num diálogo com os artistas locais”, realça D. José Cordeiro, recordando que a catedral conta hoje com contributos de figuras como o ceramista Mário Ferreira da Silva, o mestre vidreiro José Rodrigues e a pintora Ilda David, que contribuíram para que este monumento possa também “evangelizar pela beleza”.

“A maior alegria que a Igreja pode ter é mesmo evangelizar e tem que se servir de todos os meios. E atendendo à realidade da Catedral e neste desafio do diálogo da fé, a cultura, a arte, estamos nesse caminho”, salientou.

A Catedral da Diocese de Bragança-Miranda foi dedicada a 7 de Outubro de 2001, numa cerimónia presidida pelo actual bispo emérito, D. António José Rafael, que teve um papel essencial no desbloquear de todo o processo de construção.

 

 

LISBOA

 

80 ANOS DA RÁDIO RENASCENÇA

 

O cardeal-patriarca de Lisboa saudou os 80 anos da Rádio Renascença (RR), que vão ser cumpridos a 10 de Abril, destacando a importância da emissora católica, tanto a nível informativo como social e cultural.

 

Um projecto que ao longo de décadas, tem “incarnado” também a missão do catolicismo, que passa por “fazer das alegrias e das esperanças, das tristezas e das angústias da sociedade” uma causa a “acompanhar e animar”, a “esclarecer e inspirar”, salientou D. Manuel Clemente numa mensagem.

O Patriarca elogiou também a capacidade demonstrada pela RR “em atrair novos públicos e diversificar a oferta”, indo ao encontro não só “do gosto dos mais novos” mas também da “saudade dos que são novos há mais tempo”, e “dos que preferem música aos que insistem em palavra e debate”.

As emissões da RR começaram em 1937 por iniciativa do monsenhor Lopes da Cruz e com o apoio do então cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.

“O cardeal Cerejeira desejou que a Rádio Renascença competisse em perfeição técnica com qualquer outra, que visse longe e largo, com coragem, largueza e confiança. Tantos anos depois, damos graças a Deus, porque o desígnio foi cumprido”, salientou D. Manuel Clemente, que recordou alguns dos desafios que têm marcado o percurso da emissora católica.

“Do pós-segunda guerra mundial ao Vaticano II e ao pós-concílio; antes, durante e depois de 1974, e desde então ao novo século e aos nossos dias: muito e muitíssimo do que em Portugal foi notícia, debate, música, desporto, distensão ou oração teve e tem na Renascença a voz ou o eco, a palavra e a mensagem”, sustentou o cardeal-patriarca.

D. Manuel Clemente deixou esta mensagem durante um concerto comemorativo dos 80 anos da Rádio Renascença, que teve lugar no sábado dia 25 com uma actuação do tenor italiano Andrea Bocelli.

A ocasião, que marcou o início do programa de aniversário da RR, serviu para homenagear todas as figuras que ao longo dos anos passaram pela emissora católica, desde responsáveis pela administração a funcionários, passando também pelos jornalistas, animadores e técnicos.

“A Renascença foi escola de muitos que, permanecendo nela, ou partindo para outras congéneres no vasto campo do audiovisual, foram e são o melhor certificado da qualidade da emissora onde aprenderam ou cresceram”, completou D. Manuel Clemente.

 

 

LISBOA

 

MEETING LISBOA 2017

 

O Meeting Lisboa 2017, que tem por tema geral “Do amor ninguém foge”, decorreu de 24 a 26 de Março passado, com o objectivo de “criar espaços de diálogo abertos a todos”.

 

Ao longo de três dias a “Associação Cultural Meeting Lisboa”, do Movimento Comunhão e Libertação, dinamizou um evento cultural “fora dos esquemas habituais”.

Começou com a abertura de três exposições, às 17h00: “Do amor ninguém foge”, “Uma presença original” e “Peregrinação – parábola da vida”.

A introdução foi da responsabilidade da presidente do Meeting Lisboa 2017, a jornalista Aura Miguel, e a primeira conferência debruçou-se sobre o tema do encontro “Do amor ninguém foge’, com o juiz Luiz Carlos Rezende e Santos e a médica Maria João Sousa Leitão.

Do programa do primeiro dia destaca-se ainda o encontro “O rock é um coração com fome”, com a vocalista dos Simplus, Maria Durão, o músico e compositor Manuel Fúria e o jornalista Filipe d’Avillez, da Rádio Renascença.

No dia 25 de Março, o Meeting 2017, em ano de eleições em Portugal e em vários países na União Europeia, propôs a reflexão sobre “Eleições: uma ameaça ou uma oportunidade?”, com políticos – deputados, um presidente de município – e uma especialista em Política Internacional.

No segundo dia do evento cultural destaca-se ainda a apresentação do livro sobre o fundador do movimento católico Comunhão e Libertação – “Luigi Giussani: a sua vida’ –  na Arena do Campo Pequeno, às 18h30.

Já em 26 de Março, o programa começou com “100 anos de Fátima em 50 minutos de Meeting”, no contexto do Centenário das Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, com a servita Madalena Fontoura, seguido da apresentação do livro “Os Pastorinhos de Fátima – iguais a todos, iguais a nós”.

 

 

FÁTIMA

 

PROGRAMA DO PAPA FRANCISCO

 

O Vaticano divulgou no passado dia 29 de Março o programa oficial da “peregrinação” do Papa Francisco a Portugal, nos dias 12 e 13 de Maio, por ocasião do Centenário das Aparições.

 

A viagem vai começar às 14h00 de Roma (menos uma em Lisboa), no aeroporto de Fiumicino, seguindo o voo papal para a Base Aérea de Monte Real, onde tem chegada prevista para as 16h20 locais.

Ainda em Monte Real decorre a cerimónia de boas-vindas e, às 16h35, um encontro privado com o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o presidente da República, será “uma honra reencontrar” o Papa depois da visita que fez ao Vaticano, a 17 de Março de 2016.

“[Foi] Uma ocasião única que não esqueço na minha vida”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Às 16h55, Francisco vai fazer uma visita à Capela da Base Aérea, onde rezaram Paulo VI (1967) e João Paulo II (1991).

A deslocação para o Estádio de Fátima, em helicóptero, tem início previsto para as 17h15 e uma duração de 20 minutos, antecedendo a deslocação para o Santuário de Fátima, em viatura aberta.

O primeiro momento da agenda do Papa no Santuário será a visita à Capelinha das Aparições, às 18h15, para um momento de oração, recolhendo depois à Casa de Nossa Senhora do Carmo.

O Papa Francisco vai dirigir uma saudação aos peregrinos, pelas 21h30, aquando da bênção das velas, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a recitação do Rosário.

O programa do dia 13 de Maio, sábado, começa às 09h10, num encontro com o primeiro-ministro português, António Costa, na Casa de Nossa Senhora do Carmo.

Pelas 09h40, o Papa vai fazer uma visita à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, onde estão sepultados os Pastorinhos de Fátima.

A Missa da peregrinação internacional aniversária de Maio, no Centenário das Aparições, tem início previsto para as 10h00, no recinto de oração do Santuário; durante a celebração, o Papa Francisco vai proferir a sua homilia e dirigir uma saudação aos doentes.

No total, estão previstas quatro intervenções do Papa, na Cova da Iria.

Às 12h30 vai decorrer o almoço com os bispos de Portugal, na Casa Nossa Senhora do Carmo.

A cerimónia de despedida está marcada para a Base Aérea de Monte Real, às 14h45, de onde parte o voo papal, às 15h00, em direcção ao Aeroporto de Roma/Ciampino, com chegada prevista para as 19h05 locais.

 

 

LISBOA

 

REVISTA “O MEU PAPA”

 

A revista “O Meu Papa”, apresentada como o “primeiro semanário do mundo” sobre o Papa Francisco, com mensagens e fotos do seu dia-a-dia, foi lançada em Portugal a 31 de Março.

 

“O principal objectivo editorial é tornar mais fácil aos portugueses o acesso directo às mensagens e aos gestos do Papa Francisco. Queremos tornar o seu olhar sobre o mundo ainda mais próximo, mais conhecido de todas as pessoas”, afirma a directora da publicação.

A jornalista Clara Raimundo acredita que existe em Portugal “um grande interesse em conhecer melhor” o pontífice argentino.

“Sobretudo agora que se aproxima a peregrinação do Papa Francisco a Fátima, sentimos que existe uma grande curiosidade em saber o que ele pensa, o que ele faz e o que ele diz”, observa a directora da publicação.

“Autorizada pelo Vaticano”, a revista O Meu Papa recolhe nas fontes oficiais da Santa Sé – como o jornal L’Osservatore Romano ou os fotógrafos que acompanham permanentemente Francisco – uma “parte importante” da sua informação.

A restante informação sobre Francisco é recolhida no “acompanhamento a par e passo” que os repórteres do grupo editorial Mondadori fazem dos seus movimentos “dentro e fora do Vaticano”.

A informação da visita do pontífice argentino a Fátima, nos dias 12 e 13 de Maio, vai ser complementada por uma equipa de quatro pessoas que vai “acompanhar ao segundo” essa viagem.

“É a primeira revista semanal do mundo dedicada a um Papa”, afirma por sua vez o padre Edgar Clara, do Patriarcado de Lisboa, um dos consultores editoriais da versão portuguesa da revista O Meu Papa.

O sacerdote, que foi um dos responsáveis por fazer a ligação entre a organização da visita do Papa Bento XVI a Portugal em 2010 e a comunicação social, considera que a nova publicação “torna mais nítidas, mais claras, a presença e a mensagem deste Papa, principalmente a sua preocupação social”.

O semanário, para além da actividade papal da semana anterior à sua publicação, vai ter uma secção “dedicada exclusivamente” à sua visita a Fátima pelo Centenário das Aparições na Cova da Iria.

Nas 15 primeiras edições, a revista vai publicar uma biografia do Papa Francisco em capítulos.

Para além de publicarem também a agenda do Papa para cada semana, a revista tem um espaço próprio para a Liturgia da Palavra e em “todos os números” vão ser relatados testemunhos de peregrinos na Praça de São Pedro, em Roma, e um espaço para o correio dos leitores.

A revista O Meu Papa tem ainda uma secção dedicada aos Santos de cada dia e todas as edições encerram com a história de um milagre reconhecido pelo Vaticano.

Il Mio Papa é uma revista italiana criada em 2014 pelo grupo editorial Mondador, e em Portugal O Meu Papa vai ser editado pela Goody.

 

 

COIMBRA

 

FALECEU A MADRE CELINA

DO CARMELO DE SANTA TERESA

 

No dia 31 de Março, faleceu no Carmelo de Santa Teresa a Madre Celina de Jesus Crucificado, que exercia há vários anos o ofício de prioresa dessa comunidade de Carmelitas Descalças.

 

A Madre Celina, natural de Cinfães do Douro, completaria 60 anos no próximo dia 13 de Abril. Padecia há vários anos de um problema de saúde do foro oncológico.

Privou muito de perto com a Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado e trabalhou intensamente com a sua comunidade no seu processo de beatificação e na elaboração da sua biografia “Um caminho sob o olhar de Maria”.

 


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