6º Domingo da Páscoa

21 de Maio de 2017

 

Onde a Ascensão do Senhor se celebra no domingo seguinte, podem ler-se, no Domingo VI da Páscoa, a Leitura I e o Evangelho indicados para o Domingo VII da Páscoa: pp. 226 e 228

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Anunciai com voz de Júbilo, Az. Oliveira, NRMS 32

cf. Is 48, 20

Antífona de entrada: Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos já muito próximos do Pentecostes. Jesus fala-nos do Espírito Santo e anima-nos a conhecê-Lo melhor e contar mais com a Sua presença amorosa. Vamos estar atentos e participar na Santa Missa mais unidos ao Divino Paráclito.

 

Examinemo-nos dos nossos pecados e peçamos perdão.

 

Oração colecta: Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O livro dos Actos relata neste trecho os frutos da pregação do diácono Filipe na Samaria e como os Apóstolos se apressam a dar-lhes o sacramento do Crisma.

 

Actos 8, 5-8.14-17

Naqueles dias, 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. 6As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia. 7De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, 8e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade. 14Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. 15Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, 16que ainda não tinha descido sobre eles. 17Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo.

 

A perseguição por ocasião do martírio de Estêvão levou a que a primitiva comunidade cristã de Jerusalém se dispersasse (v. 1). Lucas regista um aspecto do bem que daí adveio para a propagação da fé cristã, que se expandiu até à Samaria.

5 «Filipe». Um dos 7 diáconos (Act 6, 5), que no capítulo 21, 8 é designado por Evangelista. Os cristãos do Jerusalém, com motivo da perseguição que acompanhou o martírio de Estêvão, dispersaram-se pelas várias terras da Judeia e Samaria, tendo ficado em Jerusalém os Apóstolos e portanto também o Apóstolo do mesmo nome (v. 1).

«Uma cidade da Samaria». Não a cidade de Samaria que, nesta altura, depois de várias destruições e reconstruções, se chamava Sebastê (Augusta), nome que lhe dera Herodes, o Grande, para honrar a Augusto. Poderia tratar-se de Siquém (a actual Nablus), mas não o sabemos ao certo. Teria a pregação de Filipe frutificado tanto devido à semente que Jesus ali deixou por ocasião da conversão da Samaritana (Jo 4, 28-30.39-42)?

14 «Enviaram-lhes Pedro e João». O facto de se dizer que Pedro foi enviado não significa qualquer subordinação, pois a supremacia de Pedro está patente em todo o livro de Actos (1, 15; 2, 14.37; 3, 5.12; 4, 8; 5, 29; 8, 19; 9, 32; 10, 5-48; 11, 4; 12, 3; 15, 7). A expressão corresponde a que foi designado de comum acordo.

17 «Impunham-lhes as mãos». Vê-se aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, que dá uma especial abundância da graça e que o diácono não podia administrar.

 

Salmo Responsorial    Sl 65 (66),1-3a.4-5.6-7a.16.20

 

Monição: O salmo é um convite a todas as criaturas para que louvem o Senhor.

 

Refrão:        A terra inteira aclame o Senhor.

 

Ou:               Aleluia.

 

Aclamai a Deus, terra inteira,

cantai a glória do seu nome,

celebrai os seus louvores,

dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

 

«A terra inteira Vos adore e celebre,

entoe hinos ao vosso nome».

Vinde contemplar as obras de Deus,

admirável na sua acção pelos homens.

 

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,

vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.

Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,

nem me retirou a sua misericórdia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Pedro convida-nos a dar testemunho da nossa fé e a saber explicá-la aos que nos rodeiam.

 

1 São Pedro 3, 15-18

Caríssimos: 15Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança. Mas seja com brandura e respeito, 16conservando uma boa consciência, para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados, sejam confundidos os que dizem mal do vosso bom procedimento em Cristo. 17Mais vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal. 18Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.

 

Temos na leitura mais uma das belas lições sobre a atitude cristã perante as perseguições. Venerar a Cristo como Senhor, à letra, santificar, faz lembrar a oração ensinada por Jesus, sendo desta maneira Jesus posto no mesmo nível do Pai, a merecer a mesma glorificação. Aqui a esperança se identifica com a fé (cf. Bento XVI, Spe salvi, nº 2), uma fé de tal maneira fidedigna que todos devem estar prontos para dar o sentido e a razão de crer e do seu modo cristão de proceder; se este modo de vida segundo a vontade de Deus acarreta contradição e sofrimento, não se há-de estranhar, pois nisso seguem as pegadas de Cristo (cf. 2 Pe 2, 21; 4, 12-19)

18 «Morreu segundo a carne… voltou à vida pelo Espírito». A expressão difícil pode ser entendida de vários modos: Jesus morto como homem e vivo como Deus; ou talvez se trate antes de uma formulação primitiva para exprimir que Jesus, ao morrer, abandonou de vez a sua condição mortal para passar a viver no seu estado glorioso e imortal.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 14, 23

 

Monição: Jesus anima os Apóstolos antes de partir falando-lhes do Espírito Santo que lhes há-de enviar. Escutemos com atenção.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra.

Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.

 

 

Evangelho

 

São João 14, 15-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. 16E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: 17o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. 18Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. 19Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. 20Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. 21Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele».

 

Temos a continuação do chamado discurso do adeus, a 2ª parte do capítulo 14 de S. João, com ideias que se repetem no capítulo 16.

16 «Outro Defensor» (à letra, Paráclito»): etimologicamente a designação significa aquele que é chamado para junto de alguém com o fim de defender, proteger, assistir, acompanhar, consolar; poderia traduzir-se tanto por advogado, como por assistente, protector ou consolador. O contexto deixa ver que se trata do Espírito Santo, sublinhando o seu papel de advogado (ver 15, 26; 16, 7-11). Seria preferível manter a designação tradicional de Paráclito, para assim englobar os diversos aspectos e pôr em evidência a sua realidade misteriosa e transcendente, que não se identifica com a mera função salvífica. «Outro» deixa ver que é distinto de Jesus, também chamado «Advogado» em 1 Jo 2, 1; não virá, porém, para O substituir, mas para continuar e aprofundar a missão de Jesus (v. 26), assim como Jesus, que também não fala por conta própria (v. 24).

18-21 «Não vos deixarei órfãos; voltarei para junto de vós». Esta volta de Jesus não é a das aparições depois da Ressurreição, nem a da parusia, mas um regresso duradoiro, permanente, que se dará «daqui a pouco» (v. 19), uma presença só perceptível pela fé – «o munido já não Me verá» -, que Jesus promete a todos os Seus depois da Ressurreição (Jo 16, 16-24). Os discípulos de Jesus não estão condenados à orfandade, como os discípulos de Sócrates, segundo conta Platão (Fédon, 116).

 

Sugestões para a homilia

 

O Pai vos dará outro Defensor

Impunham-lhes as mãos e recebiam o Espírito Santo

Responder sobre as razões da nossa esperança

 

 

 O Pai vos dará outro Defensor

 

Antes de partir Jesus diz aos Seus discípulos que não os deixará órfãos. Vai mandar-lhes o Espírito Santo para ficar com eles, para lhes dar fortaleza, para os guiar na verdade. O Senhor dá-lhes a conhecer mais claramente a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, que se distingue do Pai e do Filho. Ele é o Espírito da verdade que lhes dará a conhecer todas as coisas que Jesus lhes ensinou. “O Espírito Santo que o Pai vos enviará em Meu nome vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos disse” (Jo 14,26). Ele os guiará para a verdade plena: “Quando vier o Espírito da Verdade Ele vos guiará no caminho da verdade total “(Jo 16,13)

Será para eles o Defensor, o Confortador que estará com eles para sempre.

Depois de subir ao Céu, em Quinta feira de Ascensão que vamos celebrar dentro de dias, Jesus quer que eles fiquem em Jerusalém até que venha o Paráclito. E eles permanecem aqueles dez dias em oração no Cenáculo com a Virgem Maria, preparando-se para acolher o Divino Consolador.
 Vamos celebrar a festa do Espírito Santo no dia de Pentecostes. A Santa Igreja convida-nos a preparar-nos não só para solenizarmos a Sua festa mas também para O acolher em nossos corações.

Devemos rezar-Lhe mais nestes dias. Pedir-lhe que venha à nossa alma com mais intensidade, que encha de fogo os nossos corações frouxos e tíbios, que nos encha da Sua sabedoria.

Temos de pedir pela Santa Igreja para que a renove e lhe abra as portas de tantos corações por todas as partes da terra. É Ele que a guia na verdade e nos dá a garantia da sua infalibilidade.

Estes dias do chamado decenário do Espírito Santo que começa em Quinta feira de Ascensão hão-de levar a crescer na devoção ao Divino Paráclito, a sentir a Sua presença em nossas almas. S.Paulo lembrava aos cristãos de Corinto: ”Não sabeis que sois templos de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”(1 Cor 3,16)

 

 Impunham-lhes as mãos e recebiam o Espírito Santo

 

O Espírito Santo veio a nós pelo Baptismo. Foi por Ele que nascemos para uma vida nova, a vida da graça, a vida de filhos de Deus. Ele ficou em nosso coração para nos santificar, para pintar em nossa alma a imagem viva de Cristo. Conta com a nossa colaboração, com o nosso esforço por ir arrancando os defeitos, por cumprir amorosamente a vontade de Deus, por estar atentos às Suas inspirações.

De novo veio a nós com a plenitude dos Seus dons no dia do crisma. O sacramento da confirmação tem a função de ser para nós um novo Pentecostes e Jesus quer que todos o recebam na altura própria, para lhes dar a plenitude da vida cristã. É isso que nos lembra a primeira leitura. O diácono Filipe tinha pregado o Evangelho na Samaria. Muitos acreditaram e foram por ele baptizados.

Os Apóstolos que estavam em Jerusalém ao saber disso apressam-se a ir administrar o crisma àqueles cristãos. Impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo no meio de manifestações semelhantes às do dia de Pentecostes. O livro dos Actos dos Apóstolos conta-nos que Simão Mago, que também se tinha convertido, propõe aos Apóstolos dar-lhes dinheiro para poder também ele dar este sacramento. S.Pedro dá-lhe uma resposta muito dura, condenando decididamente o pecado que viria a tomar o nome deste homem, a simonia , o comprar ou vender por dinheiro as coisas de Deus.

Vemos nesta página dos Actos dos Apóstolos a importância que os primeiros cristãos davam à confirmação e à presença do Paráclito nas almas dos fiéis dos primeiros tempos.

Todo o livro nos vai dando conta da presença actuante do Espírito Santo na comunidade cristã. Algumas vezes se lhe chamou o Evangelho do Espírito Santo.

Diz o Vaticano II: “Ele é o Espírito de vida, ou a fonte de água que jorra para a vida eterna; por quem o Pai vivifica os homens mortos pelo pecado, até que ressuscite em Cristo os seus corpos mortais. O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo, e dentro deles ora e dá testemunho da adopção de filhos. A Igreja, que Ele conduz à verdade total e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a Ele e guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a com os seus frutos. Pela força do Evangelho rejuvenesce a Igreja e renova-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo. Porque o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: «Vem»! Assim a Igreja toda aparece como «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (LG 4)

 

 

 Responder sobre as razões da nossa esperança

 

Uma das coisas que Jesus promete aos Apóstolos com a vinda do Paráclito às suas almas é que eles seriam testemunhas de Jesus em toda a parte. O Espírito enchê-los-ia de sabedoria e fortaleza para falarem de Jesus. Assim aconteceu com os Apóstolos logo no dia de Pentecostes e nos anos que se seguiram. Vemo-los cheios da sabedoria de Deus e de valentia para sofrerem por causa de Jesus.

Na sua primeira carta que ouvimos, S.Pedro anima os cristãos a falarem de Jesus: “Venerai Cristo Jesus em vosso corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança”(2ª leit). Com brandura e respeito mas com fortaleza, prontos a sofrer e a ser caluniados por causa de Jesus.

Temos de pedir ao Divino Paráclito que encha todos cristãos desta fortaleza tão necessária nos tempos actuais. Que nos leve, antes de mais, a dar testemunho com a nossa vida em todos os ambientes, sem medo a críticas e más interpretações. Dar testemunho com a nossa amizade sincera, com a nossa honestidade e laboriosidade, com a pureza de vida e sobriedade no uso das coisas materiais, com a nossa alegria e optimismo.

Os últimos papas têm falado uma e outra vez da nova evangelização desta Europa que foi cristã e se deixou dominar pelo paganismo, com a conivência de muitos cristãos. O papa Francisco fala muitas vezes do sair às periferias, à procura de tantos que se afastaram da fé. É uma tarefa de todos nós. E temos de pedir a vinda do Espírito Santo de novo aos nossos corações.

Peçamos a intercessão de Nossa Senhora de Fátima. Que todos vivam os Seus pedidos e se convertam a Jesus e sejam dóceis ao Divino Paráclito.

 

 

Oração Universal

 

Em cada missa Deus quer encher-nos da Sua sabedoria e da Sua graça por meio de Seu Filho. Unidos a Ele peçamos cheios de confiança:

Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

1-Pela Santa Igreja de Deus, para que difunda a verdadeira sabedoria que vem de Cristo e todos se deixem atrair pela Sua luz, oremos ao Senhor.

 Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

2-Pelo Santo Padre, para que a sua voz seja escutada por todos os cristãos e por todos os homens, oremos ao Senhor.

 Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes, para que proclamem com clareza os ensinamentos de Jesus, animando a todos a cumprir a vontade de Deus, oremos ao Senhor.

 Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

4-Pelos cristãos do mundo inteiro, para que sejam testemunho de vida nova em Cristo, oremos ao Senhor.

 Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

5-Para que todos escutemos e vivamos os apelos de Nossa Senhora à conversão, purificando a nossa alma do pecado, oremos ao Senhor.

 Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

6-Por todos os que andam afastados de Deus, para que o Senhor os atraia ao Seu amor, oremos ao Senhor.

 Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

7-Por todos os que se encontram no Purgatório, purificando-se dos pecados, para que o Senhor lhes abra as portas do Céu, oremos ao Senhor.

 Mandai Senhor o Vosso Espírito e renovai a terra.

 

 

Senhor, que nos chamastes à santidade em Cristo, Vosso Filho, ajudai-nos a imitá-Lo sempre em nossa vida, sendo dóceis ao Espírito Santo.

Pelo mesmo N.S.J.C. Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor vem a nós na Eucaristia e com Ele estão também o Pai e o Espírito Santo.

 

Cântico da Comunhão: Se cumprirdes os meus mandamentos, C. Silva, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 152

cf. Jo 14, 15-16

Antífona da comunhão: Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo, que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar-Te, Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Senhor Deus todo-poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna, multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nós a força do alimento que nos salva. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agradeçamos a Jesus o dom do Espírito Santo que nos deixou e nos conforta na vida de cada dia.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-V:O espírito Santo e o contributo da mulher.

Act 16, 11-15 / Jo 15, 26- 16, 4

Quando vier o defensor, que Eu hei-de enviar lá do alto, o Espírito de verdade.

Jesus anuncia e promete a vinda do Espírito Santo, o 'Paráclito', que se traduz por Consolador. Ele vem ajudar-nos nos momentos difíceis, pequenos ou grandes: «Disse-vos estas coisas para não sucumbirdes» (Ev.). Recebemo-lo no momento do Baptismo, nos outros sacramentos e nos momentos de oração.

Que o Espírito Santo ilumine a mulher (Leit.), como fez com Lídia, para que ela possa dar à sociedade o seu contributo de mãe e esposa, com as suas características próprias. Nª Senhora, ao receber o Espírito Santo, preparou-se para ser Mãe de Deus e nossa Mãe.

 

3ª Feira, 23-V: A verdade sobre a família.

Act 16, 22-34/ Jo 16, 5-11

O carcereiro logo recebeu o Baptismo, juntamente com todos os seus. E encheu-se de alegria com toda a sua família.

«Quando se convertiam (caso do carcereiro) desejavam que que também 'toda a sua casa' fosse salva (Leit.). Estas famílias, que passaram a ser crentes, eram pequenas ilhas de vida cristã dum mundo descrente» (CIC, 1655). E é necessário que continue a haver pequenas conversões em cada família para que cresçam estas pequenas ilhas de vida cristã.

Actualmente são muitos os factores culturais, sociais e políticos, que têm contribuído para uma crise da instituição familiar. É importante que se proclame toda a verdade sobre a família, apesar de muitas leis serem iníquas.

 

4ª Feira, 24-V: O homem, ser religioso.

Act 17, 15. 22- 18, 1 / Jo 16, 12-15

Atenienses, vejo que sois os mais religiosos dos homens. Encontrei um altar com esta inscrição: Ao Deus desconhecido.

O homem procurou desde sempre traduzir a sua procura de Deus, através de crenças e comportamentos religiosos. Sendo estas expressões universais, podemos chamar ao homem um ser religioso porque, na verdade, «Deus não está longe de cada um de nós» (Leit.).

Por vezes parece que esta religiosidade está oculta, por causa da ignorância, do indiferentismo religioso, do secularismo, etc. Aproveitemos as oportunidades para falar de Deus, como S. Paulo (Leit.), e invoquemos a ajuda do Espírito Santo: «Ele vos guiará para a verdade total» (Ev.).

 

5ª Feira, 25-V: Rogações: Construção de um mundo melhor.

Act 18, 1-8 / Jo 16, 16-20

Paulo foi procurá-los, ficou em casa deles, e começou a trabalhar. Tinham a profissão de fabricantes de tendas.

Neste dia das Rogações procuremos elevar até Deus as nossas preces para que Ele nos ajude a levar à prática o seu projecto a respeito do mundo e dos homens. Colaboramos no projecto de Deus sobre a criação, de um modo especial através do trabalho.

«O trabalho humano procede imediatamente das pessoas criadas á imagem de Deus e chamadas a prolongar, umas com as outras, a obra da criação, dominando a terra... O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrenas no espírito de Cristo» (CIC, 2427).

 

6ª feira, 26-V: importância do sentido de eternidade para a vida.

Act 18, 9-18 / Jo 16, 20-23

Haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo se há-de alegrar. Mas a vossa tristeza tornar-se-á em alegria.

Esta profecia do Senhor é sempre actual. Às vezes parece-nos que os indiferentes em relação à religião se divertem, gozam a vida e prosperam na vida, enquanto que os que procuram a Deus não têm tanto sucesso.

Também agora vos sentis tristes (Ev.). Mas o Senhor conforta-nos como a S. Paulo: «Não tenhas receio, que eu estou contigo» (Leit.). Mostra-nos como o verdadeiro sentido da vida não está confinado ao horizonte terreno, abre-se para a eternidade (João Paulo II). É o sentido das bem-aventuranças.

 

Sábado, 27-V: A oração, respiração do cristão.

Act 18, 22-38 / Jo 16, 23-28

O que pedirdes ao Pai, Ele vo-lo dará em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.

Jesus anima-nos a pedir ao Pai em seu nome (Ev.), tendo em conta as nossas necessidades, mas sem esquecer as petições do Pai nosso. A oração é como a respiração do cristão (João Paulo II). Por isso, procuramos transformar tudo o que fazemos em oração.

A oração também nos permite conhecer melhor o Senhor, porque o Espírito Santo nos recorda os ensinamentos de Jesus. Priscila e Áquila procuraram expor, com maior exactidão, a Apolo o caminho de Deus (Leit.). Maria, Mestra de oração, ajuda-nos a pedir o que é conveniente, como aconteceu em Caná.

 

 

 

 

 

Celebração, Homilia:           Celestino Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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