S. José Operário

1 de Maio de 2017

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eis o servo fiel e diligente, F. Silva, NRMS 89

cf. Salmo 127, 1-2

Antífona de entrada: Feliz de ti que temes o Senhor e andas na sua lei: comerás do trabalho das tuas mãos e serás feliz em todos os teus caminhos. Aleluia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Iniciamos hoje o mês de Maio, consagrado a Nossa Senhora. Em cada dia meditaremos nos motivos que nos levam a amar tanto a Mãe do Céu.

E como é bom para todos nós honrarmos hoje aquele que conviveu com Ela há dois mil anos: São José!

São José fez do trabalho bem feito uma excelente oração. Que interceda por nós junto de Deus e da Virgem Maria para que vivamos santamente esta Eucaristia!

 

Oração colecta: Deus, criador do universo, que estabelecestes a lei do trabalho para todos os homens, concedei-nos que, a exemplo de São José e com a sua protecção, realizemos a obra que nos mandais e recebamos o prémio que nos prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Foi Deus quem criou este mundo tão belo. Agora quer precisar do nosso trabalho para o tornarmos cada vez melhor.

 

Génesis 1, 26 – 2, 3

26Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». 27Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. 28Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». 29Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. 31Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. 1Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. 2Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado. 3Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.

 

A primeira página da Escritura apresenta-nos Deus não apenas como um trabalhador que descansa após uma semana de trabalho, mas como o Criador de tudo e o Senhor soberano e providente, que tudo orienta para a sua obra prima, o ser humano, criado à sua «imagem e semelhança». No texto, o ser humano aparece como um ser pessoal, interlocutor de Deus. Como comentário desta rica expressão, limitamo-nos a transcrever a síntese do Catecismo da Igreja Católica: «Porque é à imagem de Deus, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que nenhum outro pode dar em seu lugar» (nº 357). Note-se que neste texto inspirado se proclama, pela primeira vez na história da humanidade, a igual dignidade do homem e da mulher, pois ambos são igualmente imagem e semelhança de Deus (v. 27). Também na comunhão de pessoas, homem e mulher (no matrimónio), se reflecte a imagem de Deus; fazendo finca-pé na expressão «e disse-lhes» (esta força expressiva aparece diluída no «dizendo» da tradução litúrgica do v. 28), João Paulo II comenta: «O homem acolhe a palavra de Deus como pessoa, e como tal tem de orientar o exercício da sexualidade; a geração não é fruto do instinto inscrito da natureza, como no caso dos animais, mas um acto de resposta pessoal a Deus que lhe disse: crescei e multiplicai-vos». Por outro lado, também no trabalho o homem manifesta a sua condição de imagem de Deus.

 

Ou:

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte:

 

Colossenses 3, 14-15.17.23-24

14Irmãos: Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. Vivei em acção de graças. 17Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 23Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, 24certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.

 

14 «A caridade, que é o vinculo da perfeição». Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «O Apóstolo não diz: a caridade é a coroa, mas sim algo com maior alcance, a saber, o vínculo, pois que este é mais necessário do que aquela; com efeito, uma coroa culmina a perfeição, ao passo que o vínculo mantém juntas as partes da perfeição».

15 «A paz de Cristo reine....»: O original grego (bravenétô) significa «seja o árbitro» (a Nova Vulgata traduz dominetur; a Vulgata, exultet). O mesmo Crisóstomo exclama: «o Apóstolo coloca nos nossos corações um estádio, jogos, e um árbitro! Realmente, se no coração do cristão falta a paz de Cristo, não só não pode haver ordem nas intenções e afectos, como também se torna difícil encaminhar os múltiplos afazeres para a glória de Deus» (cf. 1 Cor 10, 31).

17 «Seja tudo em nome do Senhor Jesus». Deve-se fazer tudo, concretamente o trabalho, com os mesmos sentimentos de Jesus (cf. Fil 2, 5), como faria Jesus, se estivesse no nosso lugar! Assim, será feito «de boa vontade, como quem serve o Senhor» (v. 23).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 2.3-4.12-13.14 e 16 (R. 17c)

 

Monição: Depois de escutarmos a Palavra do Senhor, somos  convidados a rezar, meditar e louvar o Senhor pelas maravilhas da criação.

 

Refrão:     Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Antes de se formarem as montanhas

e nascer a terra e o mundo,

desde toda a eternidade

Vós, Senhor, sois Deus.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 67 (68), 20

 

Monição: Jesus, apesar de ser Deus, quis pertencer a uma família. Que as nossas famílias sejam como a família de Maria Santíssima, São José e Jesus!

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendito seja Deus em cada dia.

Vela por nós o Senhor, nosso Salvador.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 13, 54-58

54Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». 57E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». 58E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

 

55 «O filho do carpinteiro». É o único lugar do Evangelho onde aparece a profissão de S. José. Provavelmente ele era o artesão que na aldeia de Nazaré realizava vários tipos de ofícios manuais: tanto forjaria o ferro, como construiria móveis ou arados para lavrar. Em Mc 6, 3, a mesma profissão é aplicada ao próprio Jesus, mas, ao não ter relatado a sua concepção virginal, Marcos tem o cuidado de não o chamar filho de José, como fazem Lucas e Mateus nos lugares paralelos, mas expressamente «filho de Maria». É de supor que S. José foi um desses trabalhadores que se deslocou da Judeia para a Galileia a fim de trabalhar nas obras da famosa cidade de Séforis, apenas a 5 Km da pequena aldeia de Nazaré.

«Os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas». Nas antigas línguas semíticas, hebraico, árabe, arameu, etc., não era costume usarem-se palavras diferentes para indicar os diversos graus de parentesco, como nas nossas línguas modernas (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tob 7, 9-11). Os que pertenciam à mesma família, clã, ou tribo, eram chamados «irmãos». Estes irmãos de Jesus não são filhos da Virgem Maria; a fé da Igreja na sua perpétua virgindade é confirmada pelos lugares paralelos dos Evangelhos; com efeito, os dois primeiros irmãos aqui nomeados, Tiago e José, eram filhos de uma outra Maria, a esposa de Cléofas, segundo se diz em Mt 27, 56; Mc 15, 40.47; Jo 19, 25; os outros dois irmãos, Simão e Judas, ao serem nomeados em segundo lugar, com mais razão seriam simples parentes de Jesus. O facto de em Israel haver uma mesma palavra para designar toda a espécie de parentes leva a que, quando se nomeia em Jo 1, 41 Simão como irmão de André, em Jo 1, 41, se especifique acrescentando o adjectivo grego próprio (ídios), a fim de que se veja que se trata dum verdadeiro irmão, no sentido próprio, e não apenas dum simples parente.

 

Sugestões para a homilia

 

Não é Ele o filho do carpinteiro? (Evangelho)

Dia do Trabalhador com São José Operário

São José e as aparições de Fátima

 

Não é Ele o filho do carpinteiro? (Evangelho)

Sim. Os conterrâneos conheciam- n’O bem. Conheciam-n’O a Ele, conheciam sua Mãe, Maria Santíssima e seu Pai adoptivo, José. E como São José era um óptimo profissional, daí ser conhecido como o carpinteiro de Nazaré. Jesus era conhecido como o filho desse carpinteiro.

Em vez de sentirem orgulho por Jesus ser da sua terra, ficaram escandalizados com Ele. Jesus ficou magoado com a falta de fé daquela gente.

Quem dera que Jesus, como outrora, viesse hoje visivelmente ter connosco! Como O receberíamos com gratidão e alegria! Como felicitaríamos Maria e José!

Tal não acontece. Mas, pela fé, acreditamos que a Sagrada Família está connosco e por isso nos sentimos felizes.

 

Dia do Trabalhador com São José Operário

Neste primeiro dia de Maio festeja-se em todo o mundo o Dia do Trabalhador. Mas, quando celebraremos o dia daqueles que estão desempregados, daqueles que vivem com salários miseráveis e daqueles que não podem trabalhar, devido à doença ou idade?!...

Que ninguém se sinta marginalizado!

Que ninguém morra à fome!

Que haja trabalho para todos!

Que todos possam ter oportunidade de colocarem ao serviço da humanidade os talentos recebidos do Senhor, colaborando com Ele na obra da criação! (Primeira Leitura)

São José é exemplo para todos os trabalhadores! Que o nosso trabalho seja sempre como o dele, transformado em oração!

 

São José e as aparições de Fátima

Estamos no mês de Maio, tradicionalmente consagrado a Maria.

Mas este mês de Maio é especial. Especial porque, há precisamente cem anos, Maria veio até nós, aparecendo em Fátima a Jacinta, Francisco e Lúcia.

São José aí esteve também. Lúcia diz-nos nas suas Memórias que em 13 de Outubro de 1917, dia em que as pessoas presentes em Fátima viram o prometido milagre do sol, os Pastorinhos tiveram outras visões, na despedida de Nossa Senhora. E foi então que contemplaram a Virgem Maria com São José e Jesus a abençoar o mundo.

Haverá visão mais bela que esta na Terra?...

São José que viveu trabalhando para que nada faltasse a Maria e a Jesus, ali estava também com Eles em Fátima para mostrar que não nos esquece e que deseja a nossa felicidade eterna!

Que São José abençoe os trabalhadores de todo o mundo!

Que São José nos ensine a trabalhar e a rezar bem!

Que são José nos ajude a amar como ele a Jesus e a Maria Santíssima agora e sempre!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, com São José

oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes, Religiosos,

Diáconos, Seminaristas, Catequistas e Leigos

que amam e servem a Cristo na Sua Igreja,

oremos irmãos.

 

2.     Pelos cristãos perseguidos em vários países,

pelos refugiados à procura da sobrevivência e segurança

e pelos marginalizados a quererem a reintegração na sociedade,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelas empresas que oferecem empregos,

pelos trabalhadores que são bons profissionais

e pelos desempregados e impossibilitados de trabalhar,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos meninos e meninas a quem foi impedido o nascimento,

pelas crianças maltratadas a pedirem o nosso auxílio

e pelos jovens que preparam um futuro melhor,

oremos, irmãos.   

 

5.     Pelos esposos que se amam como Cristo ama a Igreja,

pelos pais que tudo fazem por seus filhos

e pelos filhos que dão alegria a seus pais,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos familiares e amigos falecidos,

por aqueles que o Senhor chamou para o Céu

onde esperamos ser felizes com eles eternamente,

 oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Procuremos S. José, Az. Oliveira, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Deus, fonte de misericórdia, olhai para os dons que Vos apresentamos na festa de São José e fazei que estas oferendas alcancem a vossa protecção para aqueles que Vos invocam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de S. José: p. 492

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

A presença de Jesus animava São José a trabalhar com perfeição e sem desânimo.

Se estivermos devidamente preparados, recebamos Jesus sacramentalmente e Ele abençoará o nosso trabalho.

 

Cântico da Comunhão: Ó famintos do Pão divino, J. Santos, NRMS 89

Col 3, 17

Antífona da comunhão: Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, ouvi as nossas súplicas e fazei que, à imitação de São José, levemos sempre em nossos corações o testemunho do vosso amor e gozemos eternamente da verdadeira paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Mês de Maio. Mês das flores. Mês da Virgem Maria que há cem anos nos visitou em Fátima. Com São José viveremos muito unidos a Nossa Senhora. Como ele transformaremos o trabalho de cada dia e a nossa própria vida em oração.

 

Cântico final: Nós vos louvamos, José, M. Carneiro, NRMS 89

 

 

Homilias Feriais

 

 

3ª SEMANA

 

3ª Feira, 2-V: Coerência entre fé e vida.

Act 7, 51- 8, 1 / Jo 6, 30-35

Depois, atiraram-se a Estêvão todos juntos, lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.

Este ataque a Estêvão (Leit.), por manifestar publicamente a sua fé, reveste-se de grande actualidade. Também nós encontramos muitas dificuldades para vivermos a nossa fé num ambiente secularizado, ao defendermos os valores cristãos e humanos. Precisamos ser muito coerentes com a nossa fé.

A maior revolução que podemos levar a cabo no nosso tempo é precisamente manter a coerência de vida (S. Josemaria). Assim promoveremos a  dignidade e a liberdade de cada pessoa. Contamos com a força da Eucaristia: «Eu é que sou o pão da vida» (Ev.).

 

4ª Feira, 3-V: S Filipe S. Tiago: O conhecimento de Jesus.

1 Cor 15, 1-8 / Jo 14, 6-14

Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai.

«Toda a vida de Jesus é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: 'Quem me vê, vê o Pai' (Ev.). (CIC, 516). E podemos chegar à contemplação de Cristo através de Nª Senhora, meditando os mistérios do Santo Rosário.

O Evangelho é igualmente um modo de conhecer Jesus: «recordo-vos o Evangelho que vos anunciei» (Leit.). Os Apóstolos Filipe e Tiago foram fiéis ao Evangelho e procuraram transmiti-lo: Filipe chegou à Ásia Menor e Tiago foi o 1º bispo de Jerusalém.

 

5ª Feira, 4-V: Os alimentos de vida divina.

Act 8, 26-40 / Jo 6, 44-51

Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.

Para conservarmos a saúde e ganharmos novas energias precisamos tomar alimentos. Para alcançarmos a vida eterna precisamos dos alimentos divinos adequados.

O eunuco pede a Filipe o Baptismo (Leit.) e assim recebe uma vida nova: a vida divina. Esta precisa, para o seu desenvolvimento, do alimento da Palavra de Deus: «quem acredita possui a vida eterna»: e do Pão da vida: «quem comer deste pão viverá eternamente» (Ev.). Como Nª Senhora conservemos a palavra de Deus  no nosso coração, e recebamos Jesus com muito amor.

 

6ª Feira, 5-V: Frutos da Comunhão.

Act 9, 1-20 / Jo 6, 52-59

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e Eu nele.

A Comunhão aumenta a nossa união com Cristo: receber a Eucaristia na comunhão traz consigo, como fruto principal, a união íntima com Jesus. De facto, o senhor diz: «Quem come a minha carne permanece em mim e Eu nele» (Ev.).

Mas também tem outro efeito: a unidade do Corpo Místico. Jesus revela a Saulo esta unidade: «Saulo, por que me persegues?» (Leit.). «Os que recebem a Eucaristia ficam mais estreitamente unidos a Cristo. Por isso mesmo, Cristo une todos os fiéis num só corpo: a Igreja» (CIC, 1396).

 

Sábado, 6-V: As palavras de vida eterna.

Act 9, 31-42 / Jo 6, 60-69

As palavras que eu vos disse são espírito e vida, Mas, entre vós, há alguns que não acreditam.

Muitos acreditaram quando presenciaram os dois milagres realizados por Pedro (Leit.).   No entanto, o mistério de amor da Eucaristia origina alguns problemas (Ev.).

«O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou. A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. E o mesmo mistério não cessa de ser ocasião de divisão: 'Também vos quereis ir embora?'. Esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do seu amor a descobrir que só Ele tem 'palavras de vida eterna' (Ev.)» (CIC, 1336). Estas palavras de Jesus hão-de ser uma pauta para a nossa vida.

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

 

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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