aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

ANO JUBILAR

 

A fim de dignamente celebrar o centésimo aniversário das Aparições de Fátima, por mandato do Papa Francisco é concedido, com a inerente indulgência plenária, um Ano Jubilar, do dia 27 de Novembro de 2016 até ao dia 26 de Novembro de 2017.

 

A indulgência plenária do jubileu é concedida:

a) Aos fiéis que visitarem em peregrinação o Santuário de Fátima e aí participarem devotamente nalguma celebração ou oração em honra da Virgem Maria, rezarem a oração do Pai-Nosso, recitarem o símbolo da fé (Credo) e invocarem Nossa Senhora de Fátima;

b) Aos fiéis piedosos que visitarem com devoção uma imagem de Nossa Senhora de Fátima exposta solenemente à veneração pública em qualquer templo, oratório ou local adequado, nos dias das aparições aniversárias (dia 13 de cada mês, desde Maio a Outubro de 2017), e aí participarem devotamente em alguma celebração ou oração em honra da Virgem Maria, rezarem a oração do Pai-Nosso, recitarem o símbolo da fé (Credo) e invocarem Nossa Senhora de Fátima;

c) Aos fiéis que, pela idade, doença ou outra causa grave, estejam impedidos de se deslocarem, se, arrependidos de todos os seus pecados e tendo firme intenção de realizar, assim que lhes for possível, as três condições abaixo indicadas, frente a uma pequena imagem de Nossa Senhora de Fátima, nos dias das aparições se unirem espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo com confiança a Deus misericordioso através de Maria as suas preces e dores, ou os sacrifícios da sua própria vida.

Para obter a indulgência plenária, os fiéis, verdadeiramente penitentes e animados de caridade, devem cumprir ritualmente as seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre.

 

 

FÁTIMA

 

HOMENAGEM A MÁRIO SOARES

 

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que se encontrava reunido em Fátima, emitiu uma nota de homenagem ao antigo presidente da República Mário Soares, aquando do seu falecimento, pelo seu papel na vida democrática do país.

 

“Por ocasião do falecimento do Dr. Mário Soares, queremos exprimir uma homenagem agradecida a quem, ao longo de uma vida de 92 anos, muito ajudou a implementar a democracia e os seus valores no nosso país.

“Como afirmou à Agência Ecclesia o Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Mário Soares deu um «contributo notável e irrecusável no estabelecimento da democracia em Portugal», sobretudo a partir dos anos 70, mas «já antes no seu percurso pessoal».

“É de reconhecer também a dedicação que Mário Soares teve como presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, instituída para a defesa da  liberdade de consciência, de religião e de culto de todos os cidadãos. Nessas funções, defendeu os princípios de liberdade, igualdade, cooperação, respeito e tolerância entre todas as religiões legalmente reconhecidas no nosso país, consciente de que, no seu dizer, «as religiões são instrumentos de paz, de civilização e de diálogo entre os povos».

“Lisboa, 7 de janeiro de 2017.

Pe. Manuel Barbosa, Secretário e Porta-voz da CEP

 

O antigo presidente da República Mário Soares, de 92 anos, morreu no passado dia 7 de Janeiro no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 13 de Dezembro.

Soares tomou posse como primeiro-ministro do I governo constitucional a 23 de Julho de 1976, cargo que viria a ocupar também no II e IX governos constitucionais; foi presidente da República Portuguesa durante dois mandatos, entre 1986 e 1996.

Em 2007, Mário Soares foi indicado para presidir à Comissão da Liberdade Religiosa, criada pela Lei 16/2001, cargo no qual seria reconduzido em 2011.

Embora dissesse ser agnóstico, respeitou sempre a conversão da sua mulher, Maria Barroso, à prática da vida cristã.

Como presidente da República, Soares recebeu o Papa São João Paulo II na visita que fez a Portugal em 1991.

 

 

PORTO

 

FALECEU O PROF. DANIEL SERRÃO,

UM DOS PIONEIROS DA BIOÉTICA EM PORTUGAL

 

“O Professor Daniel Serrão foi um homem de grandes causas, um cristão de assumidas convicções e um cidadão de corajoso compromisso humano, cultural e social, sempre pautado pelo serviço do bem comum”.

 

Assim o apresenta o Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, num texto de homenagem e gratidão publicado no site da diocese no passado dia 9 de Janeiro.

“O Prof. Doutor Daniel Serrão nasceu no dia 1 de março de 1928, em Vila Real. Viveu em Aveiro, Viana do Castelo e Coimbra, cidades onde estudou, nas várias etapas da vida académica, até se fixar no Porto, como médico e como professor, assumindo um reconhecido compromisso cívico, académico e cristão nas mais diversificadas vanguardas da missão.

“Associamo-nos, assim, como Igreja do Porto, à gratidão e à homenagem da Cidade, da Universidade do Porto, do Centro de Bioética da Universidade Católica e a tantas Instituições que criou e serviu. Não esquecemos, entre tantos outros méritos, que foi o  iniciador da Bioética em Portugal e membro do Conselho Pontifício das Ciências da Vida, por indicação do Papa João Paulo II”.

E termina dizendo: “O Professor Doutor Daniel Serrão foi testemunho exemplar e voz profética em tantas frentes de missão a favor da vida e ao serviço da fé”.

Também, em Fátima, o Conselho Permanente da CEP fez uma “memória agradecida” a seu respeito.

 

Daniel dos Santos Pinto Serrão nasceu em Vila Real, no dia 1 de Março de 1928. Frequentou o liceu em Vina do Castelo, Coimbra e Aveiro. Em 1951, licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde se doutorou em 1959. De 1967 a 1969 esteve mobilizado em Luanda, prestando serviço no Hospital Militar como anátomo-patologista.

Veio a ser em 1971 professor catedrático de Anatomia Patológica na Faculdade de Medicina do Porto e director do serviço de Anatomia Patológica do Hospital de S. João.

Em 1975, durante o PREC, foi despedido de todas as suas funções, na sequência de um saneamento político. No mês seguinte, abriu um laboratório privado de Anatomia Patológica, que viria a dirigir durante mais de 25 anos. Em 1976, por decisão do Conselho da Revolução, pôde retomar todas as suas funções hospitalares e académicas, e receber os vencimentos dos 12 meses em que esteve impedido de praticar as funções.

Em 2014 foi atropelado numa passadeira no Porto e esteve internado no Hospital de S. João. Morreu em 8 de Janeiro de 2017, aos 88 anos de idade, vítima de problemas respiratórios decorrentes ainda do atropelamento.

O presidente da República Portuguesa evocou, em nota de condolências, uma “personalidade de assinalável dimensão cultural, um professor e investigador notável, que tanto contribuiu para a renovação da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e, depois, para a afirmação da Universidade Católica Portuguesa.

“Particularmente relevante foi o seu papel pioneiro – com, entre outros, Luís Archer e João Lobo Antunes – para a importância académica e a autonomia disciplinar da Bioética”, refere Marcelo Rebelo de Sousa.

Daniel Serrão destacou-se pelo seu papel no desenvolvimento da Anatomia Patológica no país, a atenção ao Sistema Nacional de Saúde e a reflexão, com reconhecimento internacional, na área da ética médica e da bioética.

Também se destacou pelas posições em defesa da vida, no debate público sobre temas como o aborto, a procriação medicamente assistida ou a eutanásia.

Antigo dirigente da Associação de Médicos Católicos Portugueses, desempenhou igualmente os cargos de orientador de várias dissertações de mestrado em Bioética dos cursos da Faculdade de Medicina, Instituto de Bioética e Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e de professor nos mestrados de Bioética da UCP. Recebeu o Prémio Nacional de Saúde de 2010.

Daniel Serrão foi agraciado, em Novembro de 2008, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada pelo então presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reconhecendo o seu contributo para o desenvolvimento da bioética no país.

O médico e padre José Manuel Pereira de Almeida recorda que Daniel Serrão é um dos “pioneiros da Bioética em Portugal”, uma “personalidade ímpar” e um “comunicador brilhante”.

“Os acontecimentos de 1974 afastaram-no da Faculdade de Medicina do Porto e do Hospital de S. João. Esses meses mudaram o resto do seu percurso”, recorda.

O padre José Manuel Pereira de Almeida refere que, quando Daniel Serrão regressou à docência já não foi como patologista, porque tinha “acompanhado a reflexão internacional da nascente Bioética e foi essa a sua área de interesse desde então”.

“Desde cedo, acompanhado por Walter Osswald, Daniel Serrão, com o padre Luís Archer em Lisboa e Jorge Biscaia de Coimbra, foi um dos pioneiros da Bioética em Portugal.

 

 

LISBOA

 

COMEMORAÇÃO DOS 800 ANOS

DA ORDEM DOS DOMINICANOS

 

Os CTT – Correios de Portugal homenagearam os 800 anos da fundação da Ordem dos Pregadores (Dominicanos) com a emissão no passado dia 9 de Janeiro de um selo e um bloco filatélico.

 

No selo está representado o fundador da Ordem, S. Domingos de Gusmão, num pormenor do quadro “Escárnio de Cristo”, de Fra Angelico (1440).

No bloco filatélico é representada a Bula original da aprovação da Ordem dos Pregadores pelo Papa Honório III, enquadrada no renovamento da Igreja através das Ordens Mendicantes.

 Os dominicanos encerraram o jubileu dos 800 anos, no passado dia 21 de Janeiro, no Convento de São Domingos, em Lisboa com várias actividades para comemorar esta efeméride.

Foi neste dia há 800 anos, 21 de Janeiro de 1217, que São Domingos de Gusmão recebeu do Papa Honório III a Bula Gratiarum Largitori Omnium, na qual, pela primeira vez, se fala de “Ordem dos Pregadores”. Precisamente o aniversário deste documento papal foi escolhido como data para a conclusão do Jubileu Dominicano.

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO DOS

REITORES DE SANTUÁRIOS

 

O reitor do Santuário de Fátima disse, no passado dia 12 de Janeiro, esperar que os participantes saiam do encontro da Associação de Reitores de Santuários com a percepção de quanto os santuários podem ser “lugares de irradiação de paz e lugares de irradiação de fraternidade”.

 

No primeiro dia do Congresso centrado na Mensagem de Fátima, o padre Carlos Cabecinhas esperava que os convidados aprofundassem o seu conhecimento sobre a mensagem mariana da Cova da Iria.

A Associação de Reitores de Santuários, que integra todos os santuários católicos franceses e alguns da Bélgica, Suíça, Portugal e do Líbano, realizava o seu Congresso e Assembleia-geral em Fátima, até ao dia 13 de Janeiro passado.

No dia 11 os participantes fizeram o Itinerário Jubilar do santuário mariano e viram o filme “Aparições de Fátima”, de Daniel Costelle, entre outras conferências.

 

 

COIMBRA

 

IRMÃ LÚCIA:

CLAUSURA DO INQUÉRITO DIOCESANO

 

A sessão de clausura do inquérito diocesano do processo de beatificação e canonização da Irmã Lúcia vai realizar-se no dia 13 de Fevereiro, no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra.

 

A cerimónia começa às 17:00 e uma hora depois celebra-se uma missa de acção de graças, lê-se num comunicado da Diocese de Coimbra, publicado no jornal diocesano Correio de Coimbra no passado dia 13 de Janeiro.

A nota, assinada pelo vigário geral da Diocese de Coimbra, padre Pedro Miranda, refere também que às 21:30 do mesmo dia, na Sé Nova daquela cidade, realiza-se o concerto «O Meu Caminho» com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, Coro Infantil do Conservatório Regional de Coimbra e Orquestra Clássica do Centro.

O referido inquérito diocesano reúne todos os escritos da Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima, os depoimentos das testemunhas ouvidas acerca da sua fama de santidade e das suas virtudes heróicas.

Após a sessão de clausura, todo o material recolhido será entregue na Congregação para as Causas dos Santos, na Santa Sé, que “dará o adequado seguimento, de acordo com as normas estabelecidas pela Igreja”, salienta o comunicado.

 

 

LISBOA

 

DOUTORAMENTO EM BIOÉTICA

NA UCP

 

O Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa (UCP) promove um doutoramento em Bioética, que começa em Março próximo, aberto a todo o país.

 

“Acreditamos que este doutoramento corresponde aos desafios da Igreja e pode ser uma mais-valia para os agentes da pastoral da área da saúde e não só”, disse António Jácomo, um dos coordenadores desta formação superior.

A iniciativa tem um modelo “inovador de assistência em diferido” das aulas: neste contexto, vão-se proporcionar tutorias para os alunos de zonas do país que não podem “assistir regularmente às aulas” em Lisboa.

O doutoramento pretende, que os alunos adquiram conhecimentos aprofundados de Bioética, no contexto de uma visão integral, para além dos conhecimentos avançados na área de especialização.

A formação vai também permitir ter competências na concepção, planeamento e execução de investigação científica na área da Bioética e “conhecimento e capacidade de deliberação e decisão ética”.

O doutoramento em Bioética, da Universidade Católica Portuguesa, começa em Março – quinta e sexta-feira das 17h00 às 20h00.

O programa de doutoramento do Instituto de Bioética tem duas modalidades de duração, três anos – 6 semestres – na modalidade de frequência a tempo inteiro, ou cinco anos – 10 semestres – a tempo parcial.

 

 

PORTO

 

MAIOR EMPENHO DA DIOCESE NOS

PROCESSOS DE CANONIZAÇÃO EM CURSO

 

O bispo do Porto anunciou, em nota pastoral de 19 de Janeiro passado, um reforço do empenho da diocese nos processos de canonização de seis fiéis deste território, que decorrem em Roma.

 

“Esta é a hora de tudo fazer, no que à diocese concerne, para que estes processos avancem sem demoras, de acordo com as normas canónicas em vigor. Tenho encontrado em toda a diocese, nos postuladores e na Congregação, em Roma, o melhor acolhimento a esta vontade diocesana e a este comum empenho de todos nós”, escreve D. António Francisco dos Santos.

“Esta é a hora, igualmente, de intensificar a nossa oração para que estes irmãos e irmãs sejam reconhecidos oficialmente pela Igreja como santos e nossos intercessores junto de Deus. Eles são já para todos nós um dom de Deus, um exemplo de santidade e uma fonte de alegria e de bênção”.

Em causa estão os seguintes processos:

1- A irmã Maria do Divino Coração (1863-1899) foi uma religiosa da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, nascida na Alemanha; foi beatificada em 1 de Novembro de 1975, pelo Papa Paulo VI.

2- Sílvia Cardoso (1882-1950), leiga, nasceu em Paços de Ferreira, onde está sepultada, e distinguiu-se pelo seu trabalho social.

3- D. António José de Sousa Barroso (1854-1918), missionário, foi bispo do Porto, de 1899 a 1918.

4- O padre Américo (1887-1956), fundador da Obra da Rua, está sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel.

5- A irmã Maria Rita de Jesus (1885-1965) foi uma religiosa da Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, que viveu e morreu no Porto.

6- Ana de Jesus Maria José de Magalhães (1811-1875), leiga, é conhecida popularmente como a “Santinha de Arrifana”, onde está sepultada.

 

 

BARCELOS

 

CUIDADOS PALIATIVOS

E INTERVENÇÃO ESPIRITUAL

 

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, apresentou no passado dia 28 de Janeiro a obra “Cuidados Paliativos. Diagnóstico e intervenção espiritual” na Casa de Saúde São João de Deus, em Barcelos.

 

Uma obra da Editora Paulus que tem como autor o padre Alberto Madureira Mendes, da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus e Capelão da Casa de Saúde do Telhal.

A obra aborda a intervenção no sofrimento espiritual, que se constitui como a principal componente do sofrimento na fase final da vida.

O foco é o doente e, por inerência, a sua família, procurando-se providenciar ao leitor um conjunto de ferramentas que possibilitarão uma adequada avaliação desta dimensão e depois, a partir de casos concretos e vivenciados pelo autor, no decorrer do seu estágio enquanto mestrando em Cuidados Paliativos, revelar algumas intervenções passíveis de se realizarem com vista ao melhor bem-estar espiritual possível.

 

 

FÁTIMA

 

TRASLADAÇÂO DOS RESTOS MORTAIS

DO CÓNEGO FORMIGÃO

 

Decorreu no passado dia 28 de Janeiro a cerimónia de trasladação dos restos mortais do padre Manuel Nunes Formigão, conhecido como “o apóstolo de Fátima”, do cemitério local para um mausoléu construído na Casa de Nossa Senhora das Dores.

 

Realizada a trasladação do cemitério da freguesia de Fátima para a Basílica da Santíssima Trindade, do Santuário de Fátima, na homilia da Missa D. António Marto destacou ser uma figura que “se rendeu ao mistério e à revelação do amor de Deus, da beleza da sua santidade tal como brilhou aos pastorinhos de Fátima”.

O bispo de Leiria-Fátima recordou ainda o padre Manuel Formigão como alguém que “captou de uma maneira admirável para o seu tempo, a dimensão reparadora da vivência da fé tão sublinhada na mensagem de Fátima”.

O padre Manuel Nunes Formigão nasceu em Tomar, a 1 de Janeiro de 1883 e aos 12 anos entrou no Seminário Patriarcal em Santarém, onde realizou os estudos eclesiásticos.

Terminada a sua formação, e “tendo em conta a sua sagacidade intelectual e grande vida de piedade, foi enviado para Roma, onde obteve o grau académico de Doutor em Teologia e Direito Canónico pela Pontifícia Universidade Gregoriana”.

A 13 de Setembro de 1917 foi pela primeira vez à Cova da Iria, como simples curioso e “profundamente céptico relativamente aos factos que se diziam ali estarem a acontecer”.

Não se aproximou do local das aparições e saiu de Fátima ainda “mais céptico, pois não presenciou nada de invulgar, apenas notando a diminuição da luz solar por altura das supostas aparições, facto a que não deu qualquer importância”.

No entanto voltou a Fátima, em concreto a Aljustrel, no dia 27 desse mesmo mês a fim de interrogar, em separado, os três videntes.

A este interrogatório sucederam-se outros nas semanas seguintes, nomeadamente o efectuado no dia 13 de Outubro, horas depois da última aparição e depois de ter sido testemunha, juntamente com mais de 60 mil pessoas, ao assombroso fenómeno solar, que o povo apelidou como “Milagre do Sol”.

"Sem o seu empenho, não teríamos tido uma edição crítica da documentação de Fátima. Esta foi a base sobre a qual assenta toda a nossa investigação sobre Fátima e que garante a sua credibilidade", frisou D. António Marto em declarações aos jornalistas. 

O servo de Deus faleceu em Fátima, a 30 de Janeiro de 1958, e no ano 2000 a Conferência Episcopal Portuguesa concedeu a anuência para a introdução da causa de Beatificação e Canonização do Apóstolo de Fátima.

“Esperamos fundadamente que durante este ano do Centenário das Aparições o padre Formigão seja declarado Venerável, através do reconhecimento das virtudes heróicas que é o primeiro passo. O resto depois virá, mas não sabemos quando”, completou.

 

 

LISBOA

 

IDEOLOGIA DO GÉNERO

EM DEBATE

 

O debate à volta da ideologia do género foi objecto nas jornadas de formação permanente do clero do Patriarcado de Lisboa, que decorreram de 24 a 26 de Janeiro passado.

 

Subordinadas ao tema “A vida sob o olhar de Deus”, as jornadas foram acolhidas pelo Seminário dos Olivais e tiveram como oradores bispos, sacerdotes e leigos da diocese lisboeta, empenhados nas mais diversas áreas.

D. Manuel Linda, bispo das Forças Armadas e de Segurança, destacou a ideologia do género como algo que hoje é “usado para a desestabilização social”.

Trata-se de uma corrente onde “não há distinção entre masculino e feminino e onde o modelo de família se apresenta com características diferentes daquelas que são conhecidas e reconhecidas”.

Na ideologia de género, frisou o prelado, “há uma separação da maternidade da feminilidade, confunde-se a diferença sexual com orientação sexual” e “os seus defensores aplicam-na ao prazer e à autodeterminação sexual”.

Para D. Manuel Linda, escudada numa "ideia de modernização", está em causa a "imposição" por parte de uma "minoria" de uma nova concepção da pessoa, da sua anatomia, que arrasta consigo toda uma "nova visão cultural".

Uma nova visão que, na opinião daquele responsável, traz consequências "fracturantes" para a sociedade e deve ser contrariada através da “racionalidade e da humanização”.

No painel de intervenções, destaque também para a conferência da psicoterapeuta Susana Costa Ramalho que abordou as “mudanças estruturais” que a família enfrenta.

“Hoje vivemos numa cultura não favorável à família, onde predomina o descartável, onde os media vão impondo modelos pouco comprometidos de relação. Vamos assistindo a uma afirmação da liberdade individual onde a legislação não é favorável, há ausência de compromisso e educa-se para o individualismo e o prazer”, realçou aquela responsável, para quem a maior arma para enfrentar os problemas está “na arte de amar” e nisso os cristãos devem estar na linha da frente.

“É preciso ser exemplo, ser o primeiro a amar, ser capaz de confiar, viver a misericórdia com a correcção, comunicar com clareza cuidando das relações”, completou.

 

 

FÁTIMA

 

CURSO INTERDISCIPLINAR:

“O ACONTECIMENTO FÁTIMA”

 

150 alunos estão a frequentar em Lisboa um curso interdisciplinar sobre Fátima, promovido pelo Santuário e pela Universidade Católica Portuguesa, com diversas motivações neste ano do centenário das aparições.

 

“Não é um curso vocacionado para uma abordagem religiosa, mas vocacionado para pessoas que, independentemente de acreditarem ou não no fenómeno de Fátima, entendem que ele deve ser estudado com as ferramentas que a actualidade já nos oferece para entendermos aquilo que ali aconteceu há cem anos”, afirmou o coordenador do curso, Marco Daniel Duarte.

Entre os participantes, é possível identificar pessoas ligadas às ciências sociais e humanas, psicólogos, advogados ou jornalistas, mas também alunos que provêm das ciências, como a medicina.

Marco Daniel Duarte adianta que o curso foi pensado para “desfazer alguns mitos acerca do fenómeno de Fátima, que nos foi passado de geração em geração segundo o olhar que era específico daquela década”.

Para o director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, uma das finalidades destas sessões é “tentar esboroar esses mitos para entender o que é efectivamente este acontecimento”.

O curso “O Acontecimento Fátima” começou pelo enquadramento histórico de 1917, ano em que ocorrem as aparições, a análise da forma como se vivia a religião católica em Portugal e no mundo, e o contexto político, económico e social daquela época.

“O Acontecimento Fátima: curso interdisciplinar” decorre até 27 de Fevereiro, em sete sessões presenciais, sempre às terças-feiras em horário pós-laboral, entre as 18h15-21h00.

 

 

LISBOA

 

VICENTINOS CELEBRAM 400 ANOS DE VIDA,

DOS QUAIS 300 EM PORTUGAL

 

No âmbito do Dia mundial da Vida consagrada, 2 de Fevereiro passado, o Superior geral da Congregação da Missão (Vicentinos) e da Companhia das Filhas da Caridade, disse à Agência ECCLESIA que é preciso ter uma visão “global” da pessoa para poder responder às necessidades espirituais e materiais.

 

“Quando as pessoas viram que alguém se interessava por elas, que as ajudavam a tratar-se, quando estavam doentes; que lhes davam comida, quando tinham fome; que as vestiam, quando não tinham roupa básica; então sim, começaram, de forma palpável, a sentir que Deus gosta delas, que Jesus gosta delas”, referiu o padre Tomáz Mavric, a respeito da acção iniciada há 400 anos por São Vicente de Paulo, fundador da congregação.

Os quatro séculos de história dos Vicentinos contam com 300 anos de presença em Portugal, datas que estão a ser celebradas desde o dia 28 de Janeiro passado, com várias iniciativas culturais e celebrações religiosas.

“Para todos nós, como vicentinos, sentimos que é, em primeiro lugar, um dom de Deus. Celebrar os 400 anos é um dom de Deus e um momento de reflexão e de olhar para o passado, porque é justamente o passado o motivo pelo qual estamos aqui hoje”, sublinha o responsável mundial da congregação.

A família vicentina assume um carácter missionário e orientado para os mais carenciados, com desafios provocados pelas transformações da sociedade.

“Celebrar, entendo que não é apenas olhar para o passado, é sim olhar para o passado para reflectir o futuro, sempre, para ver de hoje em diante. Hoje estamos aqui, somos os herdeiros do carisma que começou há 400 anos”, precisa o padre Tomáz Mavric.

Em Portugal, os vicentinos celebram os 300 anos de presença no país, com um programa que quer valorizar a sua história.

“São 300 anos de espiritualidade, de carisma vicentino que vive em Portugal. Há 300 anos, quando os confrades chegaram a Portugal, e em colaboração com as Filhas da Caridade, com as Conferências de São Vicente de Paulo, com outros ramos da família vicentina, como disse, desenvolveram um trabalho, um serviço extraordinário”, assinala o Superior Geral da Congregação da Missão e da Companhia das Filhas da Caridade

Centenas de pessoas acompanharam o início das celebrações dos aniversários da Família Vicentina, que prosseguem em Portugal até ao próximo mês de Novembro.

 

 

AVEIRO

 

EUTANÁSIA, UMA PRÁTICA IMORAL

 

A formação permanente do clero da Diocese de Aveiro, que terminou no passado dia 2 de Fevereiro, teve a eutanásia como um dos temas em destaque, tendo sido afirmado o carácter “imoral” daquela prática, “mesmo que venha a ser permitida por lei”.

 

Uma posição defendida pelo padre Jorge Cunha, director da Faculdade de Teologia do Porto, numa conferência sobre “O início e o fim da vida”.

A questão da legalização ou não da eutanásia foi também abordada pelo professor Luís Silva e pela médica Isabel Galriça Neto, que procuraram responder às questões “Porque é que legalizar a eutanásia é um erro?” e “Eutanásia: o não direito à vida”.

As jornadas de formação do clero da Diocese de Aveiro decorreram durante três dias na Casa Diocesana em Albergaria-a-Velha, com a participação de Pedro Vaz Patto, juíz e presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Conferência Episcopal Portuguesa.

Este responsável trouxe para cima da mesa “uma análise sociológica e legal” de diversas temáticas da actualidade, como “a ideologia de género, o conceito de família, a maternidade de substituição, a adopção e co-adopção”.

O apoio da Igreja Católica às famílias também não foi esquecido, através da análise à exortação apostólica do Papa Francisco “A Alegria do Amor”, um documento saído do último Sínodo dos Bispos dedicado à Família.

A abertura das jornadas de formação do clero, no dia 31 de Janeiro, esteve a cargo do padre jesuíta Vasco Pinto Magalhães, que pegou na referência bíblica “Criados à imagem e semelhança de Deus” para propor uma “reflexão antropológica” sobre o sentido da vida e da ligação ao transcendente.

O evento foi concluído com uma celebração eucarística presidida pelo bispo de Aveiro, D. António Moiteiro.

 

 

LISBOA

 

DEBATE SOBRE EUTANÁSIA

NÃO FARIA SENTIDO

 

O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que o debate sobre a despenalização da eutanásia “não devia fazer sentido” e sustentou que a vida humana “é inviolável” e “não precisa nem deve ser referendada”.

 

“Temos de olhar para já o reforço das convicções, seja no Parlamento, seja na sociedade portuguesa”, afirmou D. Manuel Clemente, após a sessão académica que assinalou o início das celebrações dos 50 anos da Universidade Católica Portuguesa, no passado dia 3 de Fevereiro.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa, o debate em torno da despenalização da eutanásia “não devia fazer sentido numa sociedade que politicamente se rege por uma constituição que no artigo 24 diz taxativamente «a vida humana é inviolável»”.

D. Manuel Clemente considera que o “esforço político” deve ser “orientado pela positiva”, valorizando não só a qualidade dos cuidados paliativos, mas criando condições para que a sociedade toda se torne paliativa, "que acolhe, protege, cada um dos seus membros”.

A Assembleia da República debateu dois dias antes uma petição do movimento cívico “Direito a Morrer com Dignidade”, que defende a “despenalização da morte assistida” em Portugal; na última semana, deu entrada no Parlamento a petição “Toda a Vida tem Dignidade”, que defende o direito à vida, em todas as circunstâncias.

 


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