ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

25 de Março de 2017

 

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor do Universo, F. da Silva, NRMS 21

Hebr 10, 5.7

Antífona de entrada: Ao entrar no mundo, o Senhor disse: Eu venho, meu Deus, para fazer a vossa vontade.

 

Diz–se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Daqui a nove meses será o Natal do Senhor. Por isso a Igreja celebra hoje a Sua concepção no seio virginal de Maria. Estamos, porém, em plena vivência quaresmal, a caminho da Páscoa da Ressurreição.

Virá a propósito celebrar a Anunciação do Senhor quando estamos prestes a celebrar a Sua paixão e morte na Cruz? Sim! Jesus veio ao mundo exactamente para dar a vida por nós. Esse mistério é actualizado na Celebração da Eucaristia.

 

Oração colecta: Deus, Pai santo, que na vossa benigna providência quisestes que o vosso Verbo assumisse verdadeira carne humana no seio da Virgem Maria concedei–nos que, celebrando o nosso Redentor como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mereçamos também participar da sua natureza divina.

Por Nosso Senhor...

 

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías viveu antes de Jesus nascer. Divinamente inspirado, proclama que nascerá de uma Virgem. Nós agora somos convidados a ter um grande amor à Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.

 

Isaías 7, 10-14 8, 10

 

Naqueles dias, 10o Senhor mandou ao rei Acaz a seguinte mensagem: 11“Pede um sinal ao Senhor teu Deus, quer nas profundezas do abismo, quer lá em cima nas alturas”. 12Acaz respondeu: “Não pedirei, não porei o Senhor à prova”. 13Então Isaías disse: “Escutai, casa de David: Não vos basta que andeis a molestar os homens para quererdes também molestar o meu Deus? 14Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será ‘Emanuel’, porque Deus está connosco”.

 

Este célebre texto messiânico é extraído do início do “Livro do Emanuel”, assim chamado pela misteriosa figura central do Immánu-El (Deus connosco), um “menino” descrito com traços que excedem tudo o que a história da monarquia hebraica regista (Is 7, 1 – 12, 6), daí o seu carácter messiânico, em quem os cristãos vêem uma figura do Salvador.

10-13 Como prova de que o rei Acaz não virá a ser destronado e substituído pelo filho de Tabel, estranho à linhagem davídica (estamos na conjura siro-efraimita contra o rei de Judá), o profeta Isaías propõe ao rei que peça um sinal divino, o mais extraordinário que seja (cf. v. 11). O rei, com hipócrita religiosidade, nega-se a pedir esse sinal, porque não acredita em sinais, em coisas sobrenaturais. Foi por esta ocasião (o que não quer dizer exactamente o mesmo momento) em que o Profeta, dirigindo-se à linhagem (casa) de David, anunciou que o Senhor dará um sinal verdadeiramente extraordinário e que o trono de David se consolidará eternamente (cf. 2 Sam 7, 16).

14 Esse “sinal” é a virgem que concebe. Muito se tem discutido e escrito sobre este sinal. Uma coisa é certa, é que o crente não pode prescindir de algum sentido messiânico (directo ou indirecto) desta célebre passagem isaiana. De facto, a própria exegese bíblica mostra que estamos no chamado “Livro do Imanuel” (Is 7 – 12), uma secção de carácter vincadamente messiânico por apontar para um descendente de David em quem se concentram as promessas da salvação de Deus, o Imanuel (o Deus connosco); embora, em primeiro plano, possa ser visado o próprio filho do rei Acaz, Ezequias, ele é considerado uma figura ou tipo do Messias. A tradução grega dos LXX (inspirada por Deus?) utilizou um termo específico para designar a virgindade desta mãe, chamando-a parthénos, quando o termo hebraico original não designa mais que a sua idade juvenil: ‘almáh. A célebre tradução grega em que se apoiavam os primeiros apologistas cristãos para demonstrarem aos judeus que Jesus é o Messias prometido, veio a ser rejeitada pelos judeus, que a substituíram por outras versões (ou antes adaptações gregas, Áquila, Símaco e Teodocião) e o dia festivo para comemorar a tradução dos LXX passou a ser um dia de luto. A interpretação mais tradicional defende o sentido literal (não se contentando com o sentido chamado típico ou pleno, suficientes para se garantir o sentido messiânico da passagem) e faz finca-pé em que Deus tinha oferecido pelo Profeta um sinal prodigioso, e eis que o dá; ora esse sinal só é prodigioso se a concepção e o nascimento do Menino acontece sem destruir a virgindade da Mãe; aliás é ela a pôr o nome ao filho, coisa que pertence sempre ao pai (que aqui não aparece). O próprio nome do filho insinua a sua divindade, “Deus connosco”: é a mesma personagem extraordinária anunciada em Is 9, 5-6: “Deus forte, príncipe da paz...”.

 

Salmo Responsorial    Sl 39 (40), 7–8a.8b–9.10.11 (R. 8a.9a)

 

Monição: Nunca nos deixemos seduzir pelas tentações do demónio. Cumpramos sempre a vontade de Deus. Invoquemos a Sua ajuda rezando (cantando) este salmo.

 

Refrão:        Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.

 

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,

mas abristes-me os ouvidos

não pedistes holocaustos nem expiações,

então clamei: «Aqui estou».

 

De mim está escrito no livro da Lei

que faça a vossa vontade.

Assim o quero, ó meu Deus,

a vossa lei está no meu coração».

 

Proclamei a justiça na grande assembleia,

não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.

 

Não escondi a vossa justiça no fundo do coração,

proclamei a vossa fidelidade e salvação.

Não ocultei a vossa bondade e fidelidade

no meio da grande assembleia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Acabamos de pedir a Deus nos ajude a cumprir a Sua vontade. Deste modo procuramos imitar Jesus que, neste trecho da Epístola aos Hebreus, é apresentado como Aquele que veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai.

 

Hebreus 10, 4-10

 

Irmãos: 4É impossível que o sangue de touros e cabritos perdoe os pecados. 5Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse: “Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas formaste-Me um corpo. 6Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado. 7Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui no livro sagrado está escrito a meu respeito: Eu venho, meu Deus, para fazer a tua vontade’”. 8Primeiro disse: “Não quiseste sacrifícios nem oblações, não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado”. E no entanto, eles são oferecidos segundo a Lei. 9Depois acrescenta: “Eis-Me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade”. Assim aboliu o primeiro culto para estabelecer o segundo. 10É em virtude dessa vontade que nós somos santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre.

 

O autor de Hebreus está no final da primeira parte da obra, precisamente quando discorre sobre a superioridade do sacrifício de Cristo relativamente a todos os sacrifícios da Lei Antiga (8, 1 – 10, 18), sob o ponte de vista da eficácia, argumentando, à boa maneira rabínica, a partir dos Salmos 40, 7-9 e 110, 1. Perante a ineficácia dos sacrifícios da Antiga Lei, o próprio Deus decide vir à Terra, na pessoa do Filho para poder oferecer, da parte da humanidade (Cristo é perfeito homem), um sacrifício de eficácia infinita (Cristo é perfeito Deus), oferecido de uma vez para sempre (v. 10), e assim aboliu o primeiro culto, o levítico (v. 9). Recorde-se que o Sacrifício do Calvário é único pelo seu infinito valor, o Sacrifício da Missa não é outro sacrifício diferente, mas o mesmo sacrifício que se torna presente sacramentalmente a todos os tempos nos nossos altares, aplicando-nos os méritos da Cruz.

7 “Eis-me aqui”. Palavras do Salmo 40 (39) que o autor inspirado aplica a Jesus, e que a Liturgia hoje põe no coração do Filho de Deus, ao incarnar no seio da Santíssima Virgem, que diz também “eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1, 38).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 1, 14ab

 

Monição: Imitar Nossa Senhora no cumprimento da vontade de Deus, deve ser a nossa preocupação constante. Assim não seremos escravos de ninguém porque o Senhor nos torna verdadeiramente livres e felizes.

 

Cântico: M. Simões, NRMS 1 (I)

 

O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós

e nós vimos a sua glória.

 

 

Evangelho

 

Lucas 1, 26-38

 

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: “Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo”. 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: “Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim”. 34Maria disse ao Anjo: “Como será isto, se eu não conheço homem?”. 35O Anjo respondeu-lhe: “O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível”. 38Maria disse então: “Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra”.

 

A narrativa da Anunciação reveste-se de uma densidade tal, que cada palavra encerra uma riqueza e profundidade impressionante, o que condiz bem com o acontecimento mais transcendente da História, o preciso momento em que, com o sim da Virgem Maria, o Eterno entra no tempo, o Criador se faz criatura.

26 “O Anjo Gabriel”. O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa “homem de Deus” ou também “força de Deus”.

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

“Ave”: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso “bom dia”; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico “paz a ti” (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é “alegra-te” – a tradução literal do imperativo grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da “Filha de Sião” (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó “cheia de graça”: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: “ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores”. De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a “cheia de graça”, como o próprio texto original indica.

“O Senhor está contigo”: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso “Bendita és tu entre as mulheres”, pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 “Perturbou-se”, ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois nela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 “Encontraste graça diante de Deus”: “encontrar graça” é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão “encontrar graça diante de Deus” só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 “Como será isto, se Eu não conheço homem?” Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também “não conheço” no sentido de “não devo conhecer”, como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, “não conheço”, indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 “O Espírito Santo virá sobre ti…”. Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, “virá sobre ti”, com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); “e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra” (a tradução litúrgica “cobrirá” seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia dos Capuchinhos): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, “Arca da Aliança”).

“O Santo que vai nascer…”. O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: “por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus”. I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: “nascerá santo”, isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. “Será chamado” (entenda-se, “por Deus” – passivum divinum) “Filho de Deus”, isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 “Eis a escrava do Senhor…”. A palavra escolhida na tradução, “escrava” talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se “serva do Senhor”; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros “servos” chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: “Maria”, o nome que lhe fora dado pelos homens, “cheia de graça”, o nome dado por Deus, “serva do Senhor”, o nome que Ela se dá a si mesma.

“Faça-se…”. O “sim” de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus veio até nós

Vivamos sempre com Jesus

A Mãe de Jesus está connosco

 

Jesus veio até nós

Ao longo dos séculos os homens começaram a esquecer o caminho do bem para viver longe de Deus, ofendendo-O com o pecado e caminhando deste modo para a condenação eterna.

Jesus que vive desde sempre com o Pai e o Espírito Santo quis vir até nós, com a Sua misericórdia infinita, para nos salvar.

Este acontecimento sublime foi preparado por Deus, convidando o Seu povo, através dos profetas, à conversão, à penitência e à oração.

O Profeta Isaías referiu que o Messias nasceria de uma Virgem, como nos recorda a Primeira Leitura.

Celebramos o nascimento de Jesus a 25 de Dezembro. Por isso, nove meses antes, 25 de Março, festejamo-l’O ao ser concebido no seio virginal de Maria Santíssima.

 

Vivamos sempre com Jesus

Jesus vem até nós. Vamos ao Seu encontro. O caminho a percorrer não é nada fácil. Porquê?

Porque há pessoas que ainda estão à espera que Ele venha ao mundo.

Porque há pessoas que não acreditam em Jesus.

Porque há pessoas que O substituíram por outros deuses.

Porque há cristãos que se separaram, afirmando que eles é que são fiéis a Cristo.

Porque há católicos apenas de nome sem viverem a sério a verdadeira doutrina de Jesus.

Mas também há muitos irmãos nossos que cumprem com muita fé a doutrina do Senhor. São os santos de todos os tempos que continuam a ser uma referência para todos nós.

Procuremos em união com o Senhor afastar aquilo que O ofende: o pecado. Façamos unicamente o que Ele quer de nós: o bem. Cumpramos a Sua vontade como Ele cumpriu a vontade do Pai ( Segunda Leitura ).

Amemo-l’O com todo o nosso coração. Anunciemo-l’O com o exemplo e testemunho ao mundo.

Não esqueçamos nunca a presença amorosa da Mãe de Jesus na nossa  vida.

 

A Mãe de Jesus está connosco

Se Nossa Senhora não tivesse dito sim ao Anjo enviado por Deus na Anunciação, o que teria acontecido?!...

Ao aceitar ser Mãe de Jesus, dizendo «Faça-se em Mim segundo a Tua Palavra» (Evangelho),  Maria tem presente todo o mistério da Salvação: Jesus que é concebido pelo poder do Espírito Santo em Seu seio puríssimo; Jesus que vai fundar a Igreja; Jesus que nos proporá a Sua doutrina; Jesus que oferecerá a Sua vida na Cruz para nos salvar; Jesus que ressuscitará glorioso para tornar felizes eternamente no Céu aqueles que O amam na Terra.

Maria é também nossa Mãe. Como somos felizes por sermos Seus filhos! Há precisamente cem anos Ela veio ao nosso encontro, aparecendo a Jacinta, Francisco e Lúcia em Fátima. Ali deixou uma mensagem de salvação para a humanidade. Desde então Fátima é o Altar do Mundo.

Mas no mundo continua a haver tanta maldade, tanta injustiça, tantos crimes, tantos atentados, tantas guerras, tanto ódio…Tudo será diferente se todos nós vivermos a Sua mensagem de conversão, oração, esperança e paz…

Que Maria Santíssima esteja connosco agora e sempre!

 

Diz-se o Credo.

Às palavras «e encarnou ...», ajoelha-se.

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes, Religiosos,

Diáconos, Seminaristas, Catequistas e Leigos:

para que, vivendo generosamente a sua vocação,

santifiquem a Igreja e o mundo,

oremos, irmãos.

 

2.     Pelos nossos parentes e amigos

e por todos os que se recomendam às nossas orações:

para que, a exemplo de Jesus Cristo,

cumpram sempre a vontade de Deus,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelas famílias da nossa comunidade

e por todas as famílias do mundo:

para que vençam as dificuldades

e vivam em paz, alegria e amor,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos doentes, idosos, abandonados ou marginalizados

e por todos os que sofrem:

para que lhes dêmos a ajuda

que os confortará e tornará felizes,

oremos, irmãos.   

 

5.     Pelos que viveram antes de nós

e se purificam no Purgatório:

para que, através dos nossos sufrágios,

alcancem a felicidade eterna no Céu,

oremos, irmãos.

 

6.     Por todos nós aqui reunidos

a celebrar a Anunciação do Senhor:

para que nos consagremos inteiramente

à Mãe de Jesus e nossa Mãe,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, os dons da vossa Igreja, que reconhece a sua origem na Encarnação do vosso Filho e fazei-lhe sentir a alegria de celebrar nesta solenidade os mistérios do seu Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

O mistério da Encarnação

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Pela Anunciação do mensageiro celeste, a Virgem Imaculada acolheu com fé a vossa Palavra e pela acção admirável do Espírito Santo trouxe em seu ventre com amor inefável o Primogénito da nova humanidade, que vinha cumprir as promessas feitas a Israel e revelar-Se ao mundo como a esperança de todos os povos.

Por isso com os Anjos, que adoram a vossa majestade e exulta eternamente na vossa presença, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

É difícil cumprir a vontade de Deus pois o demónio tenta-nos para o mal. Peçamos a Jesus, na Sagrada Comunhão, nos dê força e coragem para nunca desistirmos de lutar pela perfeição, cumprindo a missão que nos confiou.

 

Cântico da Comunhão: O Anjo do Senhor anunciou, M. Simões, NRMS 31

Is 7, 14

Antífona da comunhão: A Virgem conceberá e dará à luz um Filho e o seu nome será Emanuel, Deus connosco.

 

Cântico de acção de graças: Louvemos o Senhor, J. Santos, NRMS 81

 

Oração depois da comunhão: Confirmai em nós, Senhor, os mistérios da verdadeira fé, para que, tendo proclamado que Jesus Cristo, concebido da Virgem Maria, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, cheguemos, pelo poder da sua ressurreição, às alegrias da vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Celebrámos a Anunciação do Senhor. Quisemos também saudar a Sua e nossa querida Mãe do Céu. Que Nossa Senhora nos encaminhe para Jesus e nos ajude a cumprir sempre a Sua vontade a fim de vivermos eternamente felizes no Céu!

 

Cântico final: Acolhe Virgem Piedosa, M. Carneiro, NRMS 101

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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