Apresentação do Senhor

2 de Fevereiro de 2017

Festa

 

BÊNÇÃO E PROCISSÃO DAS VELAS

 

Primeira forma: Procissão

 

1.       À hora marcada, reúnem-se os fiéis numa igreja secundária ou noutro local apropriado, fora da igreja para a qual se dirigirá a procissão. Os fiéis têm nas mãos as velas apagadas.

 

2.       O sacerdote aproxima-se, acompanhado dos ministros, revestido com paramentos brancos como para a Missa. Em vez da casula pode levar o pluvial, que deporá no fim da procissão.

 

3.       Enquanto se acendem as velas, canta-se a antífona: o Senhor virá com poder e iluminará os olhos dos seus servos, Aleluia, ou outro cântico apropriado.

 

4.       O sacerdote saúda a assembleia como habitualmente e em seguida faz uma breve admonição para exortar os fiéis a celebrarem activa e conscientemente este rito festivo. Para isso, pode dizer estas palavras ou outras semelhantes:

 

Caríssimos irmãos:

A festa da Apresentação do Senhor já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Chamava-se festa do encontro, (hypapántè, em grego). Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla e, no tempo do Papa Sérgio, chegou a Roma e ao Ocidente. Em Roma, a festa incluía uma procissão até à Basílica de S. Maria Maior.

No século X, começaram a benzer-se as velas.

A vela benzida e acesa é um símbolo de Cristo Ressuscitado e lembra-nos que a nossa fé deve manifestar-se em obras, iluminando o meio em que vivemos com a luz da fé.

Por isso guardamo-las com toda a piedade para as acendermos nos momentos de dificuldade e, especialmente quando uma pessoa está em agonia, prestes a despedir-se deste mundo para entrar na eternidade.

Celebramos este mistério da vida de Cristo no 4.º Mistério Gozoso do nosso Terço. Lembramos que José e Maria levam o Menino Jesus ao templo, oferecendo-O ao Pai.

Como toda a oferta implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do sofrimento redentor de Jesus, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário. Maria e José unem-se à oferta do seu divino Filho estando a seu lado e colaborando, cada um a seu modo, na obra da Redenção.

 

 

5.      Terminada a admonição, o sacerdote procede à bênção das velas, dizendo de mãos juntas:

 

Oremos:

Senhor nosso Deus, fonte e origem de toda a luz, que neste dia mostrastes ao Santo velho Simeão a luz que veio para se revelar às nações, humildemente Vos suplicamos: santificai com a vossa bênção estas velas e ouvi a oração do vosso povo que se reuniu para as levar solenemente em honra do vosso nome, de modo que, seguindo sempre o caminho da virtude, chegue um dia à luz que jamais se extingue. Por Nosso Senhor...

 

Ou então:

 

Oremos:

Senhor Deus, fonte e origem da luz eterna, infundi no coração dos fiéis a claridade da luz que não tem ocaso, para que todos nós, iluminados no vosso templo santo pelo esplendor destas luzes, mereçamos chegar um dia à luz da vossa glória. Por Nosso Senhor...

 

E asperge as velas com água benta sem dizer nada.

 

6.      Seguidamente, o sacerdote recebe a vela que está preparada para ele e dá início à procissão, dizendo:

 

Caminhemos em paz ao encontro de Cristo.

 

7.      Durante a procissão, canta-se a seguinte antífona com o respectivo cântico, ou outro cântico apropriado:

 

 

Antífona:            Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Agora, Senhor, segundo a vossa palavra,

deixareis ir em paz o vosso servo.

 

Antífona:            Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Os meus olhos viram a salvação

que oferecestes a todos os povos.

 

Antífona:            Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

8.      Ao entrar a procissão na igreja, canta-se a antífona de entrada da Missa. O sacerdote, depois de chegar ao altar, faz a devida reverência e, se parecer oportuno, incensa-o. Depois vai para a sua sede; ali, depõe o pluvial (se foi usado na procissão) e veste a casula.

 

Segue-se o canto do Glória, depois do qual, como de costume, diz a Oração Colecta. A Missa continua na forma habitual.

 

 

Segunda forma: Entrada Solene

 

9.           Os fiéis reúnem-se na igreja com as velas na mão. O sacerdote, revestido de paramentos brancos, acompanhado dos ministros e de uma representação da assembleia, dirige-se para o lugar mais conveniente, à porta da igreja ou dentro dela, onde ao menos uma grande parte dos fiéis possa ver facilmente o rito e participar nele.

 

10.         Quando o sacerdote tiver chegado ao lugar destinado para a bênção das velas, acendem-se as velas, enquanto se canta a antífona O Senhor virá com poder, ou outro cântico apropriado.

 

11.         Em seguida, o sacerdote, depois da saudação e da admonição, procede à bênção das velas, como acima se indica (nn. 4-5). Segue-se a procissão em direcção ao altar, durante a qual se canta a antífona própria ou um cântico apropriado (nn. 6-7). Para a Missa, observe-se o que está indicado no n. 8.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor do Universo, F da Silva, NRMS 21

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Quarenta dias depois do Natal, celebramos a festa da Apresentação do Senhor no Templo. É uma festa que estava preceituada no Antigo Testamento.

Os filhos eram considerados — e são-no de facto — propriedade do Senhor. Ele confia-os ao amor generoso dos pais para que os ajudem a preparar uma eternidade feliz.

Para professar esta verdade, o Livro do Levítico prescrevia que o primogénito de cada família devia ser apresentado ao Senhor e resgatado simbolicamente, para que pudesse continuar na companhia dos seus pais.

Maria e José levaram Jesus ao templo e ofereceram por Ele o resgate dos pobres: um casal de pombas ou de rolas.

O Menino é aclamado como a Luz que veio iluminar todos os povos e conduzi-los à salvação eterna. As velas que se benzem e acendem neste dia simbolizam isto mesmo.

Participemos na alegria de Maria e José e na dos santos Simião e Ana, acompanhando-os em espírito neste acolhimento carinhoso a Jesus Menino.

 

 Acto penitencial

 

(Se houver procissão, omite-se).

 

Reconhecemos humildemente que mão temos aproveitado esta luz do Céu que é Cristo Jesus.

Arrependamo-nos e façamos o propósito, contando com a ajuda do Senhor, de lutar para nos emendarmos.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

• Senhor Jesus: Não temos procurado conhecer cada vez melhor a Vossa Vida,

para Vos podermos amar e seguir em cada momento nos caminhos da vida.

Senhor, tende piedade de nós!

 

Senhor, tende piedade de nós!

 

• Cristo: Não damos bom exemplo com o nosso trabalho, amizades e família,

como deveríamos fazer, para sermos na vida um reflexo de Cristo que passa.

Cristo, tende piedade de nós!

 

Cristo, tende piedade de nós

 

• Senhor Jesus: Omitimos muitas vezes uma palavra oportuna nas conversas,

quando se afirmam diante de nós erros contra a doutrina de Jesus Cristo.

Senhor, tende piedade de nós!

 

Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, humildemente Vos suplicamos que, assim como o vosso Filho Unigénito foi neste dia apresentado no templo, revestido da natureza humana, assim também, de alma purificada, nos apresentemos diante de Vós. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Malaquias anuncia que Yavhé enviará dois mensageiros. O primeiro terá por missão preparar a vinda do Senhor — o Esperado das nações por quem suspiraram os profetas — e outro realiza a Aliança. Estas duas figuras referem-se a João Baptista e a Jesus Cristo. Um é apenas precursor; tem por missão preparar o acolhimento ao Salvador do mundo; o outro é o Messias esperado, de origem divina, o Redentor.

Pela oferta de Si mesmo no altar da Cruz, realizará o sacrifício da nova e eterna Aliança pela qual fomos salvos.

 

Malaquias 3, 1-4

2Assim fala o Senhor Deus: «Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais. Ele aí vem – diz o Senhor do Universo –. 2Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer? Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. 3Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça. 4Então a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.

 

A leitura é um pequeno extracto da passagem (2, 17 – 3, 5) relativa aos tempos escatológicos – o dia do Senhor –, em que se dará uma radical purificação do sacerdócio («os filhos de Levi», v. 3).

1 «Anjo da Aliança». Ele é o próprio Senhor «por quem suspirais». A profecia teve o seu pleno cumprimento em Jesus Cristo, o Filho de Deus enviado à terra. A vinda deste «Anjo da Aliança» será preparada por um «mensageiro», que, segundo a interpretação dada em Mt 11, 10, é João Baptista, o Precursor. Daqui o facto de na Liturgia se dar o titulo de Santo Anjo a Cristo.

Tenha-se em conta que, por vezes, no Antigo Testamento, se designa com o nome de Anjo o próprio Deus que se manifesta: assim em Gn 16, 7.13 e Ex 3, 2, etc.. Nestes casos, «anjo» não tem o sentido corrente de enviado de Deus, mas o de presença ou manifestação visível de Deus.

 

Salmo Responsorial            Salmo 23 (24), 7.8.9.10 (R. 10b)

 

Monição: Este salmo era cantado pelos Hebreus nas procissões que faziam a caminho do Templo de Jerusalém. Lembra a Realeza de Jesus Cristo que manifesta a Sua glória na Casa que os hebreus Lhe edificaram e onde agora entra solenemente como Menino Recém-nascido.

 

Refrão:    O Senhor do Universo é o Rei da glória.

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor forte e poderoso,

o Senhor poderoso nas batalhas.

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor dos Exércitos,

é Ele o Rei da glória.

 

 

Aclamação ao Evangelho   Lc 2, 32

 

Monição: Nos braços de Simeão, Jesus é apresentado como Luz que ilumina todos os povos. Mais tarde, na Sua pregação, Jesus há-de ensinar-nos que Ele é a Luz do mundo.

Aclamemos esta Luz divina que nos ensina e ajuda a caminhar pela vida até à felicidade eterna.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Lucas 2, 22-40    Forma breve: São Lucas 2, 22-32

22Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, 23como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», 24e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. 25Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. 26O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor 27e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, 28Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: 29«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, 30porque os meus olhos viram a vossa salvação, 31que pusestes ao alcance de todos os povos: 32luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

[33O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição – 35e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». 36Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada 37e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. 38Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. 40Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.]

 

A ida de Maria a Jerusalém para cumprir a lei da purificação das parturientes (Lv 12) serve de ocasião para que José e Maria procedam a um gesto que não estava propriamente prescrito pela Lei. Apresentar ali o Menino ao Senhor, é um gesto de oferta que mostra que Ele não lhes pertence e que se sentem meros depositários dum tesoiro de infinito valor. Pode também ver-se o sentido de imitação do gesto de Ana, mãe de Samuel (Sam 1, 11.22-28). Mas se a lei não preceituava a «apresentação», obrigava ao resgate do primogénito varão (não pertencente à tribo de Levi). Segundo Ex 13, o primogénito animal devia ser oferecido em sacrifício, ao passo que o primogénito humano devia ser resgatado, tudo isto em reconhecimento pelos primogénitos dos israelitas não terem sido sacrificados juntamente com os dos egípcios. O preço do resgate eram 5 siclos do santuário. Cada siclo de prata, no padrão do santuário, constava de vinte grãos com o peso total de 11,4 gramas. S. Lucas não fala deste resgate de 57 gramas de prata, que podia ser pago a qualquer sacerdote em qualquer parte da nação judaica; o evangelista apenas faz uma referência genérica ao cumprimento da Lei (v. 23; cf. Ex 13, 2.12-13).

24 A lei da purificação atingia toda a parturiente, a qual contraía impureza legal durante 7 dias, se dava à luz um rapaz, (Ex 12, 28, mas a jurisprudência judaica já tinha acrescentado mais 33 dias, um total de 40) e durante 14 dias, se tinha uma menina (tinha subido na época para 80 dias). No fim desse tempo, devia ser declarada pura mediante a oferta no templo duma rês menor (podia ser um cordeiro) e duma pomba ou rola. Quando a mãe não dispunha de meios para oferecer uma rês menor, podia oferecer um par de pombas ou rolas, como aqui se refere.

Tenha-se em conta que a «impureza legal ou ritual» não incluía a noção de pecado, ou de impureza moral. De modo particular todas as coisas relativas à transmissão da vida, mesmo no caso de serem moralmente boas, como a maternidade e o uso legítimo do matrimónio, ou moralmente indiferentes, como a menstruação e a polução nocturna, tornavam a pessoa impura, isto é, inapta para o culto de Deus Santo. A razão disto estava no carácter sagrado da vida e da sua transmissão. Parece que tudo isto implicava alguma perda de vitalidade, que devia ser reparada mediante certos ritos, para de novo poder entrar em comunhão com Deus, a plenitude e a fonte da vida. Estas leis tinham uma finalidade eminentemente didáctica: o povo de Israel era um povo santo, especialmente dedicado a Deus e ao seu culto, e em comunhão com Ele (cf. Ex 19, 5-6; Lv 19, 2). Todas as normas de pureza ritual faziam-no tomar constantemente consciência das suas relações particularíssimas com Deus e do sentido cultual da sua vida diária. A verdade é que a frequência e abundância dos ritos nem sempre foi alicerçada num coração dedicado a Deus, tendo degenerado no formalismo religioso tão denunciado pelos profetas e por Jesus Cristo (cf. Is 29, 13; Mt 15, 7-9).

Em face disto, o rito da Purificação de Maria, não pressupõe a aparência sequer de qualquer imperfeição moral ou legal da parte da SSª Virgem, como se poderia pensar. O gesto de Maria aparece como uma singular lição de naturalidade, de obediência e de pureza, cumprindo uma lei a que não estava sujeita, por ser a aeiparthénos, a sempre Virgem; Maria, a tão privilegiada, não quer para si um regime de excepção e privilégio.

25 «Simeão», de quem não temos mais notícias (em parte nenhuma se diz que era velho), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas), mas o verdadeiro Salvador – «a consolação de Israel». Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27). Há quem o considere filho do grande rabino Hillel e pai do célebre Gamaliel I (Vacari; cf. Act 5, 34; 22, 3), mas sem provas convincentes.

33 A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal.

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual» (de que «se levantem»), ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem (de que «muitos caiam»).

36-37 Põe-se em relevo a sua longa viuvez, como algo digno de veneração.

38 Não se afasta do Templo: hipérbole para indicar a frequência diária.

39 Este v. corresponde a Mt 2, 23, mas Lucas não relata aqui a fuga para o Egipto.

40 A Teologia explicita que «o Menino crescia», não só na manifestação da sabedoria, mas também no conhecimento experimental.

 

Sugestões para a homilia

 

• Jesus Cristo, Luz do Mundo

Deus vem ao nosso encontro

Ilumina-nos

Purifica-nos

• A Apresentação do Senhor

Fidelidade delicada

Com o coração em festa

Nossa Senhora da Luz

 

1. Jesus Cristo, Luz do Mundo

 

a) Deus vem ao nosso encontro. «Assim fala o Senhor: «Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais

O nome “Malaquias” não é um nome próprio. Significa “o meu mensageiro”. Actuando na cidade de Jerusalém depois do regresso de Babilónia, manifesta-se preocupado com a pureza dos sacerdotes e dos levitas, defensor dos sacrifícios, diante de um culto que funcionava, mas de maneira imperfeita (cf. Mal 1,7-9. 12-13),

Este “mensageiro de Deus” reage corajosamente contra a situação em que o Povo de Judá está a cair e coloca os hebreus diante das suas responsabilidades para com Jahwéh e para com o próximo, exige a conversão do Povo e a reforma da vida cultual.

Anuncia o Dia de Yavhe”, marcado pela Sua entrada solene no Templo de Jerusalém.

Jesus é-nos apresentado como a Luz verdadeira que ilumina o coração e a inteligência de todas as pessoas de boa vontade.

De facto, Jesus é profetizado ao longo de todo o Antigo Testamento como uma Luz esplendorosa que vai banhar toda a terra.

S. Mateus começa a vida pública de Jesus com as palavras: «o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou».

De facto Ele é para nós a Luz da Verdade que nos ensina a viver como bons filhos de Deus, a caminho da Casa do Pai.

Para que a luz nos possa ajudar temos de abrir bem os olhos e guiarmo-nos por ela, Isso significa, para nós:

• Conhecer bem a vida e a doutrina de Jesus ensinada no Catecismo da Igreja Católica. Além disso, precisamos de receber esta luz na Missa de cada Domingo pelas Leituras da Sagrada Escritura e pela explicação que nos é dada na homilia.

• Seguir essa Luz. Concretiza-se para nós num esforço diário para pôr em prática os ensinamentos de Jesus, fortalecidos pelos sacramentos e pela oração.

 

b) Ilumina-nos. «Ele aí vem – diz o Senhor do Universo –. Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer

A “vinda” do Senhor — Segundo o profeta Malaquias — será precedida pela chegada de um mensageiro a “preparar o caminho”. Não se explica, no nosso texto, quem é esse “mensageiro”; contudo, mais à frente (cf. Mal 3,23), a figura que vai surgir para preparar o “Dia do Senhor” é claramente identificada com o profeta Elias. Jesus dirá um dia que João Baptista é o Elias de cujo regresso estavam à espera.

Só depois, chegará o Senhor para exercer o seu juízo sobre os pecadores. O Dia do Senhor era temido, porque se pensava especialmente nesta denúncia do pecado que a Luz de Deus faria.

Este “Senhor” é também designado como “o mensageiro da Aliança”; o título parece designar o mediador que estabelece as negociações para a assinatura de um compromisso.

Esta “Aliança” será a “nova Aliança” anunciada por Jeremias (cf. Jer 31,31; 32,40) e por Ezequiel (cf. Ez 16,60; 34,25; 36,26-28), a partir da qual vai nascer um Povo novo, que vive em comunhão com Deus e que cumpre os mandamentos e preceitos de Jahwéh.

A função do “Senhor” é, pois, possibilitar o aparecimento de uma “nova Aliança” que comprometa Judá com o seu Deus.

Com o exemplo da Sua vida e com a Pregação, nos três anos de vida pública, o Mestre enche-nos de Luz.

Assim o compreendeu Simeão no Templo, ao receber o Menino dos braços de Maria e ao aclamá-l’O como «luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo

• É à Luz da Vida e da Doutrina de Jesus que nós descobrimos a dignidade da pessoa humana, ajudando-nos a descobrir em cada pessoa um filho de Deus chamado à felicidade eterna.

• É a Luz de Cristo, que nos ajuda a fugir do erro e do pecado, porque no-los mostra com toda a sua fealdade. Deste modo ajuda-nos a não corrermos atrás dos falsos valores, das ilusões e das mentiras.

• Ensina-nos como nos havemos de conduzir, para vivermos como bons filhos de deus, mostrando-nos a beleza da virtude e da santidade.

Deixemo-nos banhar totalmente pela Luz da Doutrina de Cristo: vemo-nos como somos e como nos vê Deus.

Não tenhamos medo de O deixar iluminar a nossa vida pela luz de Cristo. Se temos a cara suja, o remédio não é evitar vermo-nos ao espelho, mas lavar a cara.

Com a Luz que é Jesus Cristo entrará uma grande paz e alegria na nossa alma, porque fomos criados para a verdade, para a luz, e não para as trevas da mentira.

 

c) Purifica-nos. «Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça

O texto do Antigo testamento lança mão de duas imagens, para nos explicar a missão de Jesus.

O fogo do fundidor. Purifica o ouro e a prata, libertando-os da gana de impurezas que se foi introduzindo com o tempo. No cadinho, o ourives purifica o ouro, restituindo-lhe a autenticidade.

Assim acontecerá connosco, quando formos banhados pela luz de Deus. Sentiremos necessidade de purificar a nossa vida e muitas manchas que nela foram caindo com o decorrer dos tempos.

A lixívia dos lavandeiros. Lava todas as machas que as peças de roupa receberam com o uso, restituindo-as à brancura original.

Queima-nos o fogo do Amor, limpando-nos de todas as impurezas quando, por amor, com contrição verdadeira, nos arrependemos dos nossos pecados.

Lavou-nos a graça quando fomos banhados nas águas do Baptismo ou nos deixamos agora banhar no Sacramento da Reconciliação.

Jesus Cristo não é apenas uma luz fria que nos permite ver a fealdade que os pecados pessoais causaram em nós.

Enche-nos de desejos de beleza, de purificação, e ajuda-nos a consegui-la no dia a dia. À medida que convivemos com esta Luz que é Jesus Cristo, vamos sentindo a necessidade de emendar muitas coisas nas nossas vidas.

 

2. A Apresentação do Senhor

 

a)    Fidelidade delicada. «Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés,

Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: “Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor”, [...].»

Maria e José vão ao templo de Jerusalém para apresentar o Menino Jesus «Primogénito de muitos irmãos», e para que a Sua Mãe receba a purificação legal.

A Lei de Moisés era cheia de profunda humanidade. Não obrigava os pais a levar as crianças ao templo porque, em muitos casos, seria difícil.

Como José e Maria ainda moravam em Belém, a cinco quilómetros distância levaram-n’O nos braços.

Maria e José vestiam com toda a elegância e bom gosto, dentro da sua condição social. Mas era tal a naturalidade do seu comportamento, que facilmente teriam passado por um vulgar casal, se o Espírito Santo não tivesse iluminado Simeão e Ana.

• A purificação da mulher, depois do parto, era uma cerimónia pela qual era abençoada pelo dom da maternidade e se reconhecia oficialmente que estava restabelecida dos trabalhos do parto e podia regressar à vida normal.

O evento é descrito no Evangelho (S. Lucas 2:22-40). Segundo esta narração, Maria e José levaram o Menino Jesus ao Templo em Jerusalém quarenta dias após seu nascimento, para dedicar-lo a Deus, em consonância com a lei judaica da época. Após trazer Jesus ao templo, a família encontrou Simeão; o evangelho registou as palavras de Simeão que disse que lhe tinha sido prometido que veria o Menino antes de morrer (Lucas 2:26) Simeão rezou a oração que se tornaria conhecido como o Nunc Dimittis, ou Cântico de Simeão, e profetizou quanto a Jesus e que uma espada trespassaria o Coração de Maria. A profetisa Anna, foi também ao templo, e ofereceu orações e louvores a Deus por Jesus.

Maria não precisava de se purificar, porque, com o parto virginal, não alterara em nada as suas forças.

Quis porém, ser a primeira a dar o exemplo d obediência às leis do Povo de Deus e fê-lo com alegre generosidade.

 

b) Com o coração em festa. «Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino [...], Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação.»

Maria leva nos braços o Redentor do mundo na figura de uma criança com pouco mais de um mês de idade. É o Senhor do universo que quer precisar de todas as ajudas e cuidados, que vem anunciar o Evangelho do Amor, mas que ainda não fala.

S. José, alegre e discreto, leva consigo as aves que via oferecer no Templo de Jerusalém, em resgate do Menino.

Podemos imaginar — embora de longe — a alegria deste casal jovem, não só pelo dom do Filho, mas sobretudo porque sabem que terminaram os tempos de espera pelo Messias.

Dão-nos exemplo de várias virtudes:

Naturalidade. Maria, José e o Menino apresentam-se como pessoas vulgares sem qualquer sinal externo que as distinga dos outros. Não há qualquer sinal a avisar os presentes que está ali Deus, o Salvador do mundo; nem Maria, a Mãe de Deus; nem José, o mais santo de quantos homens passaram pela terra.

Este quadro é uma boa ajuda para todos nós que tantas vezes nos preocupamos mais com o parecer do que com o ser.

Humildade e simplicidade. Maria e José ficam admirados com o que dizem acerca do Menino. É própria das pessoas humildes e simples esta capacidade de se admirar.

«O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia

São três almas de criança que ali estão: Maria, José e o pequeno Infante. Maria vive este momento com gratidão e sem pensar em si.

Interiormente, agradece ao Senhor o tê-l’A escolhido para ser a Mãe do redentor do Mundo e repete, em silêncio o canto do Magnificat.

Alegria. A Mãe de Jesus leva consigo a alegria: De Simeão, que nada mais deseja, depois de ter acarinhado nos seus braços cansados o Salvador do mundo; de Ana, feliz por partir para a eternidade com a Consolação de que o Redentor do mundo já está entre os homens. Maria leva consigo a verdadeira alegria porque tem Jesus nos braços.

 

c) Nossa Senhora da Luz. «Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele

De acordo com Lv 12,2-8, quarenta dias após o nascimento de uma criança, esta devia ser apresentada no Templo, onde a mãe oferecia um ritual de purificação.

Nessa cerimónia, devia ser oferecido um cordeiro de um ano (para as famílias mais abastadas) ou então duas pombas ou duas rolas (para as famílias de menores recursos), tradição a que o nosso texto faz referência (vers. 24). É neste contexto que este texto do Evangelho nos situa.

É uma invocação muito comum entre os fieis: Nossa Senhora da Luz. De facto, Ele traz em seus braços maternos a Luz do mundo que é Jesus Cristo.

Com o mesmo sentido, também se chama a esta festividade a de Nossa Senhora das Candeias.

Invocamo-l’A com este título, porque Ela é a Mãe do redentor e, ao dar-no-l’O, deu-nos a verdadeira Luz que veio iluminar o mundo.

Temos a certeza que, nas dificuldades, incertezas e dúvidas que encontramos na vida, todas as vezes que invocamos Maria, faz-se luz em nosso interior, porque Ela nos mostra Jesus.

A “apresentação do Senhor” no Templo de Jerusalém revela que, desde o início da sua caminhada entre os homens, Jesus escolheu um caminho de total fidelidade aos mandamentos e aos projetos do Pai. Ao oferecer-Se a Deus em oblação, ao ser “consagrado” ao Pai, Jesus manifesta a sua disponibilidade para cumprir fiel e incondicionalmente o plano salvador do Pai até às últimas consequências, até ao dom total da própria vida em favor dos homens.

O “ecce venio” de Jesus é o modelo da doação e da entrega de todos nós, chamados a seguir Jesus pelos caminhos da vida, numa oblação total a Deus e ao Reino. Renovemos hoje as nossas promessas do Baptismo, com o coração cheio de alegria e de Luz, porque o Senhor nos escolheu.

Que valor e que importância tem na nossa vida o projecto de Deus? Procuramos identificar a nossa com a vontade de Deus e com ela conformar a sua vida, em total doação e entrega, ou deixamos que sejam os nossos projetos egoístas a ditar as opções e as coordenadas da nossa vida?

Que Nossa Senhora da Luz encaminhe os nossos passos vacilantes pelos caminhos da vida.

 

Fala o Santo Padre

 

«Todos estamos chamados a oferecer-nos ao Pai com Jesus, fazendo da nossa vida um dom generoso,

na família, no trabalho, no serviço à Igreja, nas obras de misericórdia.»

Celebramos hoje a festa da Apresentação de Jesus no templo. Hoje é também o Dia da vida consagrada, que evoca a importância para a Igreja de quantos acolheram a vocação de seguir Jesus de perto pelo caminho dos conselhos evangélicos. O Evangelho de hoje narra que, quarenta dias depois do nascimento de Jesus, Maria e José levaram o Menino ao templo para o oferecer e consagrar a Deus, como prescrito pela Lei judaica. Este episódio evangélico constitui também um ícone da doação da própria vida por parte de quantos, por um dom de Deus, assumem as características típicas de Jesus casto, pobre e obediente.

Esta oferenda de si mesmo a Deus diz respeito a cada cristão, porque todos somos consagrados a Ele mediante o Baptismo. Todos estamos chamados a oferecer-nos ao Pai com Jesus e como Jesus, fazendo da nossa vida um dom generoso, na família, no trabalho, no serviço à Igreja, nas obras de misericórdia. Contudo, tal consagração é vivida de modo particular pelos religiosos, monges, leigos consagrados, que com a profissão dos votos pertencem a Deus de modo pleno e exclusivo. Esta pertença ao Senhor permite que quantos a vivem de maneira autêntica ofereçam um testemunho especial ao Evangelho do Reino de Deus. Totalmente consagrados a Deus, são inteiramente entregues aos irmãos, para levar a luz de Cristo onde as trevas são mais densas e para difundir a sua esperança nos corações desanimados.

As pessoas consagradas são sinal de Deus nos diversos ambientes de vida, são fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna, são profecia de partilha com os pequeninos e os pobres. Entendida e vivida desta forma, a vida consagrada parece-se precisamente como é realmente: um dom de Deus, um dom de Deus à Igreja, um dom de Deus ao seu Povo! Cada pessoa consagrada é um dom para o Povo de Deus a caminho. Há tanta necessidade destas presenças, que fortalecem e renovam o compromisso da difusão do Evangelho, da educação cristã, da caridade para com os mais necessitados, da oração contemplativa; o compromisso da formação humana, da formação espiritual dos jovens, das famílias; o compromisso pela justiça e pela paz na família humana. Mas pensemos um pouco no que aconteceria se não houvesse religiosas nos hospitais, nas missões, nas escolas. Mas considerai, uma Igreja sem religiosas! Não se pode imaginar: elas são este dom, este fermento que leva em frente o Povo de Deus. São grandes estas mulheres que consagram a sua vida a Deus, que levam em frente a mensagem de Jesus!

A Igreja e o mundo precisam deste testemunho do amor e da misericórdia de Deus. Os consagrados, os religiosos, as religiosas são o testemunho de que Deus é bom e misericordioso. Por isso é necessário valorizar com gratidão as experiências de vida consagrada e aprofundar o conhecimento dos diversos carismas e espiritualidades. É preciso rezar para que muitos jovens respondam «sim» ao Senhor que os chama a consagrar-se totalmente a Ele para um serviço abnegado aos irmãos; consagrar a vida para servir Deus e os irmãos. [...]

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 2 de Fevereiro de 2014

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Acompanhemos em espírito Maria e José

que vão ao Templo apresentar Deus Menino

e peçamos-lhes que nos recomendem a Jesus

na oração de petição que vamos agora fazer.

Oremos (cantando):

 

    Ensinai-nos, Senhor, a caminhar na Vossa Luz!

 

1.             Pelo Papa, o doce Cristo, com os Bispos e demais pastores,

    para que nos ensinem a seguir Jesus Cristo, Luz do mundo,

    oremos, irmãos.

 

    Ensinai-nos, Senhor, a caminhar na Vossa Luz!

 

2.             Pelos pais e mães, alegres pelo nascimento recente de filhos,

    para que Deus os ilumine e conduza, na missão de educar,

    oremos, irmãos.

 

    Ensinai-nos, Senhor, a caminhar na Vossa Luz!

 

3.             Pelas crianças, chamadas a cidadãos da terra e do Paraíso,

    para que sejam acolhidas com alegria, amor e generosidade,

    oremos, irmãos.

 

    Ensinai-nos, Senhor, a caminhar na Vossa Luz!

 

4.             Pelas pessoas da Terceira Idade, com a esperança em Deus,

    para que Deus Menino as conforte nas limitações e dores,

    oremos, irmãos.

 

    Ensinai-nos, Senhor, a caminhar na Vossa Luz!

 

5.             Pelas pessoas que foram chamadas à vida consagrada,

    para que a vivam com generosidade ao serviço da Igreja,

    oremos, irmãos.

 

    Ensinai-nos, Senhor, a caminhar na Vossa Luz!

 

6.             Pelos nossos familiares, amigos e conhecidos falecidos,

    para que o Senhor os faça participantes da Sua glória,

    oremos, irmãos.

 

    Ensinai-nos, Senhor, a caminhar na Vossa Luz!

 

Senhor, que nos concedeis celebrar este mistério

da Apresentação de Jesus no Templo de Jerusalém:

ajudai-nos a imitar a Sua entrega incondicional ao Pai,

para merecermos participar da Sua glória para sempre.

Vós que sois Deus, com o Pai,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Jesus quis ser, não apenas a nossa Luz, na Mesa da Palavra, mas prepara agora, pelo ministério do sacerdote, a Mesa da Eucaristia na qual Se vai oferecer a todos nós como Alimento.

Pelas palavras da Consagração, Jesus transubstanciará o pão e o vinho das nossas ofertas no Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico do ofertório: Cantemos todos em coro, Az. Oliveira, NRMS 88

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que na vossa bondade quisestes que o vosso Filho Unigénito Se oferecesse a Vós como Cordeiro sem mancha pela vida do mundo, fazei que Vos seja agradável a oblação da vossa Igreja em festa. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Cristo, luz das nações

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. Hoje o vosso Filho, eterno como Vós, é apresentado no templo e proclamado pelo Espírito Santo glória de Israel e luz das nações. Por isso, vamos com alegria ao encontro do Salvador e com os Anjos e os Santos proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Saudação da Paz

 

Jesus dá-nos a verdadeira paz, fundada no amor, na justiça e na ajuda fraterna, de tal modo que ninguém se possa queixar de que está só.

Com o desejo de ajudarmos a construir esta paz com a nossa vida generosa,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Depois de ter recebido Jesus Menino nos braços, Simeão exclamou: «Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo,  30porque meus olhos viram a Salvação  31que ofereceste a todos os povos,  32Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.»

É como se dissesse que de nada mais precisavas, pois com este tesouro de infinito valor que é o próprio Deus, estamos contentes, porque nada nos falta.

Que bela oração para rezarmos hoje em silêncio, depois de termos recebido o Corpo e o Sangue do Senhor!

 

Cântico da Comunhão: Os meus olhos viram a salvação, S. Marques, NRMS 88

Lc 2, 30-31

Antífona da comunhão: Os meus olhos viram a salvação que oferecestes a todos os povos.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que respondestes à esperança do Santo Simeão, confirmai em nós a obra da vossa graça: assim como lhe destes a alegria de receber em seus braços, antes de morrer, a Cristo vosso Filho, concedei que também nós, fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Caminhemos guiados pela luz que é Jesus Cristo, cumprindo fielmente os Seus Mandamentos.

Sejamos também reflexo desta luz para os nossos irmãos, pelo bom exemplo e palavra amiga e oportuna.

 

Cântico final: Aleluia! Glória a Deus, F. da Silva, NRMS 92

 

 

 

 

 

 

 

 

Homilia Ferial

 

Sábado, 4-II:  O Grande Pastor.

Heb 13, 15-17. 20-21 / MC 8, 30-34

Foi o Deus de paz que retirou dos mortos aquele que, pelo sangue de uma Aliança eterna é o grande Pastor das ovelhas.

À missa também se chama o «santo sacrifício, porque actualiza o único sacrifício do Salvador e inclui a oferenda da Igreja, ou ainda, o santo sacrifício da Missa, 'sacrifício de louvor' (Leit.)» (CIC, 1330).

Pelo sangue derramado, Cristo é o grande Pastor (Leit.). Meditando na sua entrega, procuremos «ser mais capazes de fazer tudo o que é bom para cumprir a sua vontade» (Leit.). E deixemos também que Ele nos instrua com a sua palavra (Ev.), o outro alimento por excelência da Santa Missa.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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