Sagrada Família de Jesus, Maria e José

30 de Dezembro de 2016

 

Domingo dentro da Oitava do Natal

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Os pastores vieram, F. dos  Santos, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 63

Lc 2, 16

Antífona de entrada: Os pastores vieram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

«O bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja. Inúmeras são as análises feitas sobre o matrimónio e a família, sobre as suas dificuldades e desafios actuais.

É salutar prestar atenção à realidade concreta, porque «os pedidos e os apelos do Espírito ressoam também nos acontecimentos da história» através dos quais «a Igreja pode ser guiada para uma compreensão mais profunda do inexaurível mistério do matrimónio e da família.».  (Francisco, Amoris Lætitia, n.º 31).

Com o olhar posto nesta verdade, a Igreja estabeleceu a festa da Sagrada Família dentro da quadra festiva do Natal, tempo em que há mais vida de família.

Apresenta-nos em Jesus, Maria e José um modelo vivo da família, segundo os desígnios de Deus.

 

Acto penitencial

 

Queremos recordar hoje, especialmente, na presença do Senhor, os nossos pecados relacionados com a família: faltas de amor, de generosidade, de reverência e de obediência.

Pedimos humildemente ao Senhor que nos dê forças para começarmos um caminho de conversão.

 

Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Trazemos para casa o cansaço e os aborrecimentos do trabalho

    e causamos um desnecessário mau ambiente e tristeza às pessoas de família.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Não dominamos o mau humor que às vezes sentimos por momentos

    e magoamos dolorosamente e sem piedade aqueles que vivem ao nosso lado.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: Portamo-nos, por vezes com frieza e indiferença com os outros

    e não os ajudamos a levar a cruz que os oprime, como devem fazer os irmãos.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor, Pai Santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A família é de instituição divina. Num texto do Livro de Ben-Sirá, o Senhor ensina-nos qual deve ser o comportamento de cada um dos seus elementos na vida de cada dia.

Este texto pode servir-nos para um exame de consciência frequente, para vermos em que medida estamos a fazer a vontade de Deus na vida de família.

 

Ben-Sira 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.

 

Esta leitura é extraída da Sabedoria de Jesus Ben Sira, título grego do livro do A.T. mais lido na Liturgia, depois do Saltério, o que lhe veio a merecer, na Igreja latina, o nome de Eclesiástico, como já lhe chamava no séc. III S. Cipriano. O autor inspirado escreve pelo ano 180 a. C., quando a Palestina acabava de passar para o domínio dos Selêucidas (198). Então, a helenização, favorecida pelas classes dirigentes, começava a tornar-se uma sedução para o povo da Aliança, com a adopção de costumes totalmente alheios à pureza da religião. Perante tão perigosa ameaça, Ben Sira vê na família o mais poderoso baluarte contra o paganismo invasor. Assim, os seus ensinamentos vão insistentemente dirigidos aos filhos, e estes são continuamente exortados a prestar atenção às palavras do pai.

O nosso texto é um belíssimo comentário inspirado ao 4.º mandamento do Decálogo (Ex 20, 12; Dt 5, 16), concretizando alguns deveres: o cuidado com os pais na velhice (v. 14a); não lhes causar tristeza (v. 14b); ser indulgente para com eles, se vierem a perder a razão (15a); nunca os votar ao desprezo (15b).

 

Salmo Responsorial            Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: O salmo que a Liturgia nos convida a entoar, como resposta à interpelação que o Espírito Santo nos dirigiu pelo texto de Ben-Sirá é uma espécie de bem aventurança.

A felicidade de cada família está dependente da sua fidelidade aos desígnios do Altíssimo sobre ela.

 

 

Refrão:    Felizes os que esperam no Senhor,

e seguem os seus caminhos.

 

Ou:          Ditosos os que temem o Senhor,

            ditosos os que seguem os seus caminhos.

 

Feliz de ti, que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo, desde a prisão de Roma em que se encontrava, escreve à Igreja de Colossos fundada pelo seu discípulo colossense Epafras, para a ajudar na superação de algumas desorientações doutrinais que ali tinham surgido.

Também hoje a família sobre um embate violento das forças do mal. Devemos superá-lo, prestando atenção ao que o Senhor nos ensina sobre a vida de família.

 

Colossenses 3, 12-21

Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

 

A leitura é tirada da parte final da Carta, a parte parenética, ou de exortação moral, em que o autor fundamenta a vida moral do cristão na sua união com Cristo a partir do Baptismo: trata-se duma «vida nova em Cristo».

12-15 Temos aqui a enumeração de uma série de virtudes e de atitudes indispensáveis à vida doméstica, diríamos nós agora, para que ela se torne uma imitação da Sagrada Família de Nazaré. Estas virtudes são apresentadas com a alegoria do vestuário, como se fossem diversas peças de roupa, que, para se ajustarem bem à pessoa, têm de ser cingidas com um cinto, que é «a caridade, o vínculo da perfeição». Na linguagem bíblica, «revestir-se» não indica algo de meramente exterior, de aparências, mas assinala uma atitude interior, que implica uma conversão profunda.

18-21 O autor sagrado não pretende indicar aqui os deveres exclusivos de cada um dos membros da família, mas sim pôr o acento naqueles que cada um tem mais dificuldade em cumprir; com efeito, o marido também tem de «ser submisso» à mulher, e a mulher também tem de «amar» o seu marido.

 

Aclamação ao Evangelho   Col 3, 15a.16a

 

Monição: O Evangelho do Amor inunda a família de luz e de alegria, inspirando os seus ensinamentos no Evangelho.

Guardemos no coração, com alegria, estes preciosos ensinamentos e façamos um esforço generoso para os pôr em prática. Manifestemos este propósito, aclamando o Evangelho da Salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Reine em vossos corações a paz de Cristo,

habite em vós a sua palavra.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 2, 13-15.19-23

13Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto 15e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». 19Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egipto 20e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». 21José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. 22Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».

 

13 «Foge para o Egipto e fica por lá até que eu te diga». Eis o comentário da homilia de S. João Crisóstomo, pondo em evidência a fé, obediência e fidelidade de S. José, o chefe da Sagrada Família: «Ao ouvir isto José não se escandalizou nem disse: isto parece um enigma! Tu próprio, ainda não há muito, dizias-me que Ele salvaria o seu povo, e agora não é capaz de se salvar nem sequer a si mesmo, mas até temos necessidade de fugir, de empreender uma viagem, uma longa deslocação; isto é contrário à tua promessa! Mas não diz nada disto, porque José é um varão fiel. Também não pergunta pela data do regresso, apesar de o Anjo a ter deixado indeterminada, pois lhe tinha dito: fica lá até que eu te avise. Não obstante, nem por isso levanta dificuldades, mas obedece e crê e suporta todas as provações com alegria. É bem verdade que Deus, amigo dos homens, mistura mágoas e alegrias, procedimento que adopta com todos os santos. Porém, nem as penas nem as consolações no-las envia ininterruptamente, mas com umas e outras Ele vai tecendo a vida dos justos. Isto mesmo fez com S. José».

15 «Para se cumprir o que o Senhor anunciara...» Se bem que o sentido literal imediato que o profeta Oseias pôs nestas palavras (Os 11, 1) dissesse respeito a Israel o povo, filho de Deus que o Senhor liberta e chama do Egipto, a verdade é que o Evangelista, inspirado por Deus, descobre naquela passagem um sentido mais profundo que Deus quis para aquelas palavras de Oseias: «do Egipto chamei o meu Filho». Esta actualização do texto do A. T. é vista por uns como um sentido típico, isto é, uma figura do chamamento de Jesus; por outros, como um sentido pleno, isto é, mais profundo, já contido nas palavras do profeta, sem que este se apercebesse dele, mas querido por Deus ao inspirar o texto.

20 «Pois aqueles... já morreram». Com o plural de generalização é designado Herodes, o Grande, tão grande pelas suas construções, como pela sua crueldade. Não há dúvida de que estas referências a Arquelau e Herodes por parte do Evangelista são um valioso indício humano do valor histórico do relato. Aqui não aparece nada de fantástico, tudo tem naturalidade e verosimilhança: a morte dum tirano não aparece como um castigo divino, como é próprio de relatos lendários. É certo que a medida de matar os inocentes de Belém era descabida e inadequada, mas coaduna-se com a crueldade de Herodes e com a arbitrariedade dum tirano que num acesso de fúria faz o que lhe vem à cabeça só para satisfazer a sua ira.

23 «Há-de chamar-se Nazareno». S. Mateus, sabendo como o título de Nazareno usado pelos judeus incrédulos tinha uma decidida intenção de vexame (cf. Act 24, 5) para Jesus e para os cristãos e dado que Nazaré era uma aldeia insignificante e de mau nome (cf. Jo 1, 46), quis deixar ver como afinal o ser apodado do humilhante titulo de Nazareno era mais uma prova de que Ele era o Messias, cumprindo assim as profecias. Se é certo que não há nenhuma passagem do Antigo Testamento que fale do Messias como Nazareno, há algumas que se referem às humilhações a que o Messias será sujeito (Sal 22 (21); Is 53, 2 ss; etc.) e, sobretudo, há outras profecias que o anunciam como «o rebento (em hebraico nétser) de Jessé», pai de David (Is 11, 1; Zac 3, 8; 6, 12; etc.); para os destinatários do 1.º Evangelho, cristãos de origem judaica, esta referência era clara, dada a perfeita equivalência entre «nétser», «rebento», e «notsri», «nazareno» (na literatura judaica Jesus é chamado: Yexu-ha-notsri); S. Mateus recorreu a uma técnica (deraxe) de interpretação rabínica, chamada «al-tiqrey» («não leias»), entenda-se, com umas vogais (as vogais da palavra nétser, rebento), mas com outras vogais (as vogais da palavra «notsri», nazareno), tendo em conta que em hebraico não se escrevem as vogais, mas apenas as consoantes, variando o sentido das mesmas palavras conforme as vogais com que as palavras sejam lidas.

 

Sugestões para a homilia

 

• A família que Deus quis

A Família, obra de Deus

Deu-lhe uma Lei

As virtudes na família

• Ensinou-lhe um caminho

O cuidado dos filhos

Escutar a voz do Senhor

Crescer na terra para o Céu

 

1. A família que Deus quis

 

a) A Família, obra de Deus. «Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe

Deus formou o homem e a mulher e deu-lhes uma lei: «Os dois serão uma só carne.» A união de um só homem e uma só mulher unidos fielmente durante a vida inteira pertence ao seu ADN.

Uma família saudável equilibrada, aquecida pelo amor, é fundamental para o normal desenvolvimento da pessoa humana. Quando este ambiente de família falta, voluntária ou involuntariamente, pais são as primeiras vítimas e os filhos que dela nascem apresentam carências dificilmente superáveis.

A vida familiar que Deus estabeleceu beneficia, em primeiro lugar, os dois cônjuges, ajudando-os a crescer humana e sobrenaturalmente. Acontece ao amor humano como ao vinho. Se é de boa qualidade e está devidamente acautelado do exterior, à medida que os anos passam, vai ganhando qualidade. Quando, porém, é muito pobre de qualidades e está em contacto com o exterior azeda e derranca-se, tornando-se em breve, intragável.

O amor humano matrimonial precisa da exclusividade – um só homem e uma só mulher – e da perenidade – para sempre, enquanto viverem os dois – cada dificuldade é superada e o amor vai-se tornando cada vez de melhor qualidade. Que delicioso e edificante é encontrar um casal já na rampa final da vida que cultivaram o amor. Os sentidos já nada têm a dizer praticamente ali. Mas o amor é mais decantado, mais sublime.

É preciso que, pelo esforço de cada um dos seus membros, sem que ninguém se considere excluído desta missão, a família reúna três qualidades principais:

Luminosa. Quer dizer, iluminada pela luz da fé. Quando esta não brilha continuamente, guiando os passos dos seus membros, facilmente se torna presa do egoísmo e da desorientação.

Nas grandes decisões, nas crises e dificuldades, a luz da fé tem de estar presente, para que o sol volte a brilhar.

Às vezes, quando o casal não vê claro, no meio da confusão, é prudente recorrer a uma pessoa de confiança, um casal amigo que a possa ajudar. Nenhuma família deve estar só.

Alegre.  Não existe na terra alegria sem preocupações, com todas as necessidades corporais saciadas.

A alegria de cada família alicerça-se na filiação divina. Somos filhos de Deus que vamos a caminho do Céu e, por isso, a tristeza, o desânimo e o pessimismo não fazem sentido. O mesmo Senhor que permite as contrariedades e problemas, está connosco para nos ajudar.     

Fecunda. A família que, por egoísmo, se fecha à vida, não corresponde ao desígnio de Deus nem é feliz.

Deus quer muitas famílias numerosas, em que os pais, correspondendo à chamada de Deus, aceitam muitos filhos, com sentido de responsabilidade. Se as pessoas se guiarem apenas por cálculos humanos, nunca encontrarão razão para chamar mais um filho à vida, de mãos dadas com o Criador.

 

b) Deu-lhe uma Lei. «Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados, e acumula um tesouro quem honra sua mãe. Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será́ atendido na sua oração. Quem honra seu pai terá́ longa vida, e quem lhe obedece será́ o conforto de sua mãe

As relações entre pais e filhos estão compreendidas no quarto Mandamento da Lei de Deus: «Honra teu pai e tua mãe.»

Esta honra a que se refere o Mandamento abarca três aspectos importantes para a saúde da família:

Amor. Na verdade, contraímos uma dívida de amor insolúvel para com aqueles que nos chamaram à vida. Sem que tivessem tomado qualquer compromisso por voto ou juramento, fizeram um colossal investimento de amor em cada um de nós. Quem poderia contabilizá-lo?

Desejam apenas uma recompensa desta abnegação: ver-nos felizes e realizados na vida.

O menos que podemos fazer é corresponder-lhes com um amor ilimitado, sobretudo quando, já diminuídos de forças, precisam de nós. Foi assim que eles fizeram para connosco, quando não nos podíamos valer.

Talvez por isso, a Sagrada Escritura fala especialmente deste amor quando os pais estão já alquebrados, ou mesmo alterados no seu bom senso. «Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, porque a tua caridade para com teu pai nunca será́ esquecida e converter-se-á em desconto dos teus pecados

Respeito ou reverência. Há uma distância considerável de idade entre pais e filhos. Só já por essa razão, devia haver uma exigência de comportamento respeituoso para com os nossos pais.

Mas não é só uma questão de idade. Eles são nossos mestres, na grande escola da vida que é a família saudavelmente constituída. Acumularam sabedoria ao longo de muitos anos de experiência e têm muito que ensinar-nos, se os acolhermos com respeitosa humildade.

Obediência. Esta virtude está na linha da exigência que os pais têm de educar os filhos. Como poderiam os pais ministrar a educação aos filhos, se eles desobedecessem, recusando aceitá-la?

A obediência aos pais só encontra duas limitações: os pais não podem mandar aos filhos que seja contra a lei de Deus e respeitar a sua consciência livre. O dever e obediência termina quando cessa a tarefa educativa, ou seja, quando o filho ou filha segue o seu caminho vocacional.

 

c) As virtudes na família. «Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro

A família é uma escola de virtudes humanas e sobrenaturais. São Paulo, na Carta aos fieis da Igreja de Colossos faz uma catequese sobre as virtudes que se hão-de cultivar na família.

A misericórdia. É preciso começar por esta virtude, na vida de família. Se não houver um perdão gratuito para os pequenos ou graves desentendimentos, palavras ofensivas, atitudes impensadas. Sem ela, a vida numa família torna-se impossível. A misericórdia é sobretudo necessária aos esposos, para superar as horas de monotonia, de cansaço na doação mútua, no amor sem correspondência.

A misericórdia leva a esperar pacientemente que a porta do coração se abra a quem a ela bate constantemente.

A bondade. Quando, numa família, algum dos membros está de pé atrás, continuamente de à espera do pior, interpretando mal cada um dos sinais, a vida torna-se insuportável.

É preciso não só querer bem, mas pensar sempre o melhor, fazer a leitura mais benigna, para que o coração se abra à bondade.

A humildade. Somos todos fundamentalmente iguais e carentes de ajuda. Talvez o Senhor nos tenha feito incompletos, para que a comunhão se torne mais fácil para nós.

Uma pessoa orgulhosa numa se ajusta a nada nem ninguém. Teima em ser um verso solto, independente, como se não precisasse de ninguém.

A humildade leva a agradecer continuamente, a usar de respeito pelos outros e a pedir perdão. São as três palavras que o papa recomenda: obrigado! Com licença! Perdão!

A mansidão. Jesus anuncia nas bem aventuranças que não são os violentos os conquistadores do mundo, mas os mansos.

A uma pessoa mansa, delicada, todas as portas e corações se abrem. Ela deve resplandecer no silêncio, nas palavras, nas atitudes e no olhar.

A paciência. É pela paciência que nos possuiremos a nós próprios e seremos capazes de conviver alegremente com os outros.

Espera-nos a prova dela diante dos palradores incontinentes e importunos; quando somos surpreendidos por uma notícia ou resultado desagradáveis; quando se torna necessário recomeçar a partir da terceira vez, sem que o resultado esteja garantido...

Cada uma destas virtudes merece bem um exame de consciência periódico para avaliar diante de Deus em que ponto estamos do caminho.

 

2. Ensinou-lhe um caminho

 

O Senhor quis dar-nos uma escola viva em Nazaré, para que possamos reconduzir a nossa família aos desígnios de Deus.

 

a) O cuidado dos filhos. «Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José́, no Egipto, e disse-lhe: “Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já́ morreram”.»

José e Maria estão atentos ao que o Senhor lhes comunica pelos acontecimentos ou pelos anjos.

Vêem no anúncio do recenseamento feito pelo arauto o sinal de que Deus Se quer servir para que o messias nasça em Belém, como tinha sido anunciado.

Fogem para o Egipto, quando o anjo avisa em sonhos a José de que Herodes vai procurar o menino para o matar.

Regressam agora à terra natal, depois que o anjo lhe anuncia que o perigo para a vida de Jesus cessou.

Mesmo então, não abdica da sua razão. O Anjo falou-lhe no regresso à sua terra. José tem duas localidades possíveis para ode se dirigir: Belém, donde seria natural ou tem, pelo menos, muito familiares; e Nazaré, terra de Maria e onde tinha vivido ultimamente. Qual das duas deve escolher?

Depois de pesados os prós e os contras, opta por Nazaré, onde estará mais seguro. Além disso, Jesus pode mergulhar no anonimato de qualquer criança e desenvolver-Se em paz. Em Belém seria isto mais difícil, porque o Seu nascimento e os prodígios que o acompanharam eram ainda relativamente recentes.

Os filhos são a primeira das prioridades nas escolhas que os pais fazem na vida familiar. Eles não podem esperar e a família formou-se especialmente para eles. É o seu berço.

Um falso respeito dos pais pela liberdade dos filhos faz com que eles andem descuidados, como árvore de fruto sem poda. Prometem uma vida estéril e cheia de preocupações para os pais.

Como é possível que, desde manhã até à noite, os pais não saibam onde está um filho seu, com quem anda, em que despende o tempo, ou o que lê?

 

b) Escutar a voz do Senhor. «José́ levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré.»

É ao pai de família que o anjo se dirige em sonhos para o prevenir contra uma armadilha de Herodes. José estaria profundamente adormecido, cheio de cansaço de um dia de muito trabalho, quando o anjo o avisou.

José está tão habituado a ter o ouvido atento ao que Senhor lhe ordena, que acorda imediatamente e avisa Nossa Senhora para que prepare o Menino e o ajude a recolher o indispensável para a longa e aventurosa viagem.

O Papa Francisco gosta muito de uma imagem de São José. Está vestido de caminhante, bem calçado, e dorme profundamente. O Santo Padre gosta de comentar que, mesmo enquanto dorme, São José está vigilante.

•  Orar. Todos, mas especialmente os pais, temos necessidade de criar o hábito de pensar as decisões na presença de Deus, na oração. Só assim teremos capacidade para pesar acertadamente os prós e os contras de uma medida a tomar.

Não se pode orar só quando se torna necessário tomar uma decisão mais importante.

A oração individual e em família tem de ser um hábito diário. Há-de ser feita, não com solenidades, mas com toda a simplicidade. Os filhos devem aprender a contar as suas peripécias, boas ou más, ao Senhor. Isto é já fazer oração.

Ouvir os outros. Do diálogo nasce a luz. O Espírito Santo ajuda especialmente aqueles e aquelas que se reúnem para dialogar e deliberar.

Não ouve o Senhor quem decide sozinho, sem ouvir ninguém e se toma por inspirado em tudo o que decide.

Quando dialogamos e expomos com simplicidade a nossa opinião, sem deixar de ouvir atentamente a dos outros, estamos a exercitar a humildade, e isto agrada ao Senhor.

Chegará o momento em que os filhos devem entrar gradualmente neste dialogo, para se habituarem a falar e a ouvir os outros.

Deve ter sido assim no Lar de Nazaré, à medida que o menino ia crescendo em idade, em sabedoria e em graça.

 

c) Crescer na terra para o Céu. «Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: “Há-de chamar-Se Nazareno”

São Mateus, como muitas outras vezes, aproveita este final da narração para nos dizer que aquilo que aconteceu com Jesus estava já profetizado. Ele é o Messias de que nos falaram os Patriarcas e os Profetas, ao longo de todo o Antigo Testamento.

O crescimento na família. Na família todas as pessoas devem crescer, aproximando-se do divino modelo de Nazaré.

Não podemos imaginá-la como um grupo onde duas pessoas adultas, impecáveis e perfeitas, ditam leis de comportamento aos filhos.

A melhor lição que os pais podem dar aos filhos é a de não esconder os seus erros, nem os justificar. “Também sou de barro e tenho necessidade de recomeçar muitas vezes”, dizia certo pai ao filho.

Dentro deste modo de ser, que belo exemplo os pais dão, quando os filhos os vêem a rezar pedindo luzes ao Senhor, ou a confessar-se, como quem reconhece humildemente os próprios erros e quer emendá-los.

O crescimento na Igreja. A Igreja é a grande família dos filhos de Deus. A família pertence ainda àqueles que ainda estão na terra a caminho do Céu.

Precisamos de fazer a descoberta gradual da Igreja como nossa família em que somos todos corresponsáveis. Ali recebemos luzes para o nosso caminho e tomamos parte numa refeição comum da Eucaristia.

A vida da Igreja torna-se visível na Diocese e na paróquia. O Santo Padre, na Exortação A alegria do Amor define a paróquia como uma família de famílias.

É sempre um quadro cheio de beleza ver uma família – pai, mãe e filhos a participar conjuntamente na vida paroquial.

Viver as consequências de encarar a paróquia – i.e. a Igreja – como um família nem sempre é cómodo. Exige corresponsabilidade, comunhão nas iniciativas, alegrias e tristezas, ajudar e ser ajudado.

É um lugar onde nos damos, damos e recebemos, numa alegria de crescimento até à vida eterna.

Esta família sobrenatural tem a Mãe solícita que é Maria Santíssima. Que a sua imagem ocupe um lugar de destaque no lar e haja momentos para um colóquio íntimo com Ela.

 

Fala o Santo Padre

 

«Recordemos as três palavras-chave para viver em paz e alegria em família: com licença, obrigado, desculpa.»

Neste primeiro domingo depois do Natal, a liturgia convida-nos a celebrar a festa da Sagrada Família de Nazaré. De facto, todos os presépios nos mostram Jesus com Nossa Senhora e são José, na gruta de Belém. Deus quis nascer numa família humana, quis ter uma mãe e um pai, como nós.

E hoje o Evangelho apresenta-nos a sagrada Família no doloroso caminho do exílio, em busca de refúgio no Egipto. José, Maria e Jesus experimentam a condição dramática dos prófugos, marcada por medo, incerteza e dificuldades (cf. Mt 2, 13-15.19-23). Infelizmente, nos nossos dias, milhões de famílias podem reconhecer-se nesta triste realidade. Quase todos os dias a televisão e os jornais dão notícias de prófugos que fogem da fome, da guerra, de outros perigos graves, em busca de segurança e de uma vida digna para si e para as suas famílias.

Em terras distantes, mesmo quando encontram trabalho, nem sempre os prófugos e os imigrantes encontram acolhimento verdadeiro, respeito, apreço dos valores dos quais são portadores. As suas expectativas legítimas entram em conflito com situações complexas e dificuldades que às vezes parecem insuperáveis. Portanto, enquanto olhamos para a sagrada Família de Nazaré no momento em que foi obrigada a tornar-se prófuga, pensemos no drama daqueles migrantes e refugiados que são vítimas da rejeição e da exploração, que são vítimas do tráfico de pessoas e do trabalho escravo. Pensemos também nos outros «exilados»: eu chamar-los-ia «exilados escondidos», os que existem dentro das próprias famílias: os idosos, por exemplo, que muitas vezes são tratados como presenças incómodas. Penso que um sinal para saber como está uma família é observar como são tratados crianças e idosos.

Jesus quis pertencer a uma família que enfrentou estas dificuldades, para que ninguém se sinta excluído da proximidade amorosa de Deus. A fuga para o Egipto devido às ameaças de Herodes mostra-nos que Deus está presente onde o homem está em perigo, onde o homem sofre, para onde se refugia, onde experimenta a rejeição e o abandono; mas Deus está também onde o homem sonha, espera voltar à pátria em liberdade, projecta e escolhe a vida e a dignidade para si e para os seus familiares.

Hoje o nosso olhar para a sagrada Família deixa-se atrair também pela simplicidade da vida que ela conduz em Nazaré. É um exemplo que faz muito bem às nossas famílias, ajuda-as a tornar-se cada vez mais comunidades de amor e de reconciliação, nas quais se sente a ternura, a ajuda e o perdão recíprocos. Recordemos as três palavras-chave para viver em paz e alegria em família: com licença, obrigado, desculpa. Quando numa família não somos invasores e pedimos «com licença», quando na família não somos egoístas e aprendemos a dizer «obrigado», e quando na família nos damos conta de que fizemos algo incorrecto e pedimos «desculpa», nessa família existe paz e alegria. Recordemos estas três palavras. Mas podemos repeti-las juntos: com licença, obrigado, desculpa. Gostaria também de encorajar as famílias para que tomem consciência da importância que têm na Igreja e na sociedade. De facto, o anúncio do Evangelho passa sobretudo através das famílias, para depois alcançar os diversos âmbitos da vida diária. [...]

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 29 de Dezembro de 2013

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs, membros da grande família da Igreja:

Peçamos humildemente ao Senhor do Céu e da terra,

por intercessão de Maria Santíssima e de José, nosso pai,

que faça crescer em sabedoria divina e na graça santificante

todas as famílias da Igreja e do mundo, e lhes dê a paz.

Oremos (cantando), com alegria:

 

Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

1.             Para que a doutrina ensinada pela Santo Padre sobre a família

    seja vivida generosamente por todas as pessoas de boa vontade,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

2.             Para que os movimentos familiares da Igreja em que vivemos

    possam fermentar a renovação de todas as famílias do mundo,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, as nossas famílias.   

   

3. Para que os avós ajudem a crescer em idade, em sabedoria e graça

    os netos e os filhos e vivam com alegria na família que fundaram,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

4.             Para que os pais consagrem o lar à Sagrada família de Nazaré,

    implorando a protecção contra os violentos ataques do Inimigo

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

5.             Para que os jovens que namoram saibam amar-se e respeitar-se,

    opondo-se ao paganismo e maus costumes que os desorientam,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

6.             Para que os nossos defuntos que são purificados no Purgatório

    vivam felizes quanto antes na felicidade e na glória do Paraíso,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, as nossas famílias.

 

Pai de bondade e de misericórdia que cuidais de nós,

fazei que em todas as famílias da Igreja e do mundo,

os maridos amem as esposas, as esposas sejam o sol do lar

e os filhos imitem Jesus Cristo, vosso Filho.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Em cada celebração da santa Missa, a família encontra a ajuda indispensável para crescer e viver segundo os desígnios de Deus: a luz da Palavra de Deus e a força da Santíssima Eucaristia.

Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, depois e nos ter dirigido a Sua Palavra, prepara agora o Alimento divino do Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico do ofertório: A Virgem Imaculada, David Oliveira, NRMS 24

 

Oração sobre as oblatas: Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação e humildemente Vos suplicamos que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José, se confirmem as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Saudação da Paz

 

É para todos nós a recomendação de São Paulo à comunidade eclesial de Colossos: «Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo

Ao trocarmos entre nós o gesto litúrgico da paz, desejemos isto mesmo aos nossos irmãos.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Do mesmo modo que a família se reúne à volta da mesa, para tomar parte numa refeição comum que exprime a sua comunhão de vida, de modo análogo a Igreja – a família dos filhos de Deus – se reúne à volta do altar para participar no Banquete Eucarístico.

Os que se prepararam para comungar, procurando estar na graça de Deus, vão receber o Corpo e Sangue do Senhor. Os que têm consciência de não se encontrarem em graça, procurem fazer uma comunhão espiritual.

Que o Corpo e o Sangue de Cristo a todos encha de fortaleza divina e os guarde para a vida eterna.

 

Cântico da Comunhão: Alegra-te minha alma, Az. Oliveira, NRMS 87

cf. Bar 3, 38

Antífona da comunhão: Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós.

 

Cântico de acção de graças: Quero louvar-vos, Senhor, J. Santos, NRMS 111

 

Oração depois da comunhão: Pai de misericórdia, que nos alimentais neste divino sacramento, dai-nos a graça de imitar continuamente os exemplos da Sagrada Família, para que, depois das provações desta vida, vivamos na sua companhia por toda a eternidade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Renovemos as nossas famílias pela alegria, o perdão e a ajuda mútua, nesta caminhada para a felicidade eterna.

Se nos quisermos esforçar para isso, as nossas comunidades familiares serão recantos de paz onde recobramos as fadigas das tarefas de cada dia.

 

Cântico final: Reunidos em Igreja, M. Carneiro, NRMS 71-72

 

 

Homilia Ferial

 

Sábado, 31-XII: Desejos de uma vida nova em Cristo.

1 Jo 2, 18.21 / Jo 1, 1-18

E estes não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas nasceram de Deus.

Estes são os últimos momentos do ano, esta é a última hora (Leit:). É boa altura para agradecermos a Deus por tantas graças que nos concedeu, para pedirmos perdão pelo que não fizemos, e pedir ajuda para o novo Ano.

A partir do momento em que recebemos o Baptismo, temos uma vida nova, sobrenatural: começamos a viver a vida de Cristo, somos filhos de Deus (Ev.). Procuremos começar o novo Ano com o propósito de vivermos e de nos comportarmos de acordo com esta dignidade em todas as nossas acções.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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